481: O analgésico mais popular do mundo está a causar cada vez mais intoxicações

 

 

SAÚDE/PARACETAMOL/INTOXICAÇÕES

Mohamed Hossam / EPA

As intoxicações não intencionais por paracetamol, também conhecido como acetaminofeno, têm vindo a aumentar nas últimas décadas em vários países, concluiu um novo estudo conduzido pelo ETH de Zurique, na Suíça.

Este analgésico é um dos populares do mundo, podendo ser comprado com ou sem prescrição médica, dependendo das dosagens em causa.

Por exemplo, na Suíça, onde o estudo foi levado a cabo, o fármaco pode ser comprado sem receita em comprimido de 500 miligramas, mas também em dose dupla, em comprimidos de 1.000 miligramas (1 grama), com prescrição médica.

A Suíça vende dosagens mais fortes deste fármaco desde 2003.

Partindo desta data, os cientistas conduziram um novo estudo tentando perceber se existe uma relação entre a disponibilidade de dosagens mais altas e o aumento de intoxicações por paracetamol, tal como refere o portal Science Daily.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica JAMA Network Open, há uma relação entre os dois factores.

É um medicamento muito seguro, mas apenas para o alívio da dor em curto prazo e desde que a dosagem diária não ultrapasse a faixa recomendada”, disse Andrea Burden, professora de fármaco-epidemiologia da ETH Zurich.

Para adultos, a dosagem diária máxima recomendada é de 4.000 miligramas (4 gramas), o equivalente a um máximo de quatro dos comprimidos de alta dosagem.

Quando há uma situação de sobre-dosagem, o paracetamol pode causar intoxicações graves, podendo levar a situações de insuficiência hepática com consequências fatais ou na necessidade de um transplante de fígado.

Por isso, Burden, deixa um conselho: se o fármaco não estiver a surtir efeito, o paciente deve procurar um médico e não aumentar a dosagem – esse é que é o grande problema.

“O problema com o paracetamol é que [este fármaco] não é eficaz para todos os pacientes ou contra todas as formas de dor (…) Se o medicamento não ajudar a aliviar os sintomas de alguém, estas pessoas podem ficar tentadas a aumentar a dosagem sem consultar um profissional médico. Esse é que é o verdadeiro problema”, explicou.

“E é aqui que o tamanho das carteiras de medicamentos entra em jogo. É muito fácil exceder a dosem diária tomando apenas um pouco mais da dose com comprimidos de 1.000 miligramas (…) Com os comprimidos de 500 miligramas, os de dosagem mais baixa, o risco de overdose acidental não é tão elevado”.

Segundo a especialista, os pacientes devem, em caso de dúvida, procurar um médico.

“Reconhecemos que o controlo da dor é desafiador e outros medicamentos podem ter efeitos adversos graves. Mas, se o paracetamol não tiver o efeito desejado, é importante não tomar simplesmente mais comprimidos. Em vez disso, as pessoas devem procurar aconselhamento médico profissional para encontrar a melhor opção terapêutica“.

ZAP //

Por ZAP
3 Novembro, 2020

 

 

306: Agência francesa adverte: troque ibuprofeno por paracetamol

 

Laura Iniesta / Flickr

A agência francesa do medicamento ANSM fez uma advertência a médicos e pacientes sobre riscos decorrentes do uso do ibuprofeno e do cetoprofeno, que podem agravar infecções em tratamento, e pediu uma investigação a nível europeu.

Um porta-voz da ANSM, Agência Nacional de Segurança do Medicamento e dos Produtos de Saúde, explicou esta sexta-feira, citado pela agência espanhola EFE, que “o pedido francês” será analisado pelos seus homólogos europeus.

O responsável recordou que as autorizações dos medicamentos são feitas para toda a Europa, e não apenas para França, e que é a essa escala que é necessário fazer-se uma reavaliação da relação risco-benefício do ibuprofeno e do cetoprofeno.

O ibuprofeno é o segundo antálgico (fármaco para aliviar a dor) mais usado em França, depois do paracetamol.

A ANSM, que em Junho do ano passado tinha lançado uma investigação farmacológica encomendada aos seus centros de Tours e Marselha, emitiu na quinta-feira um conjunto de recomendações.

Em primeiro lugar, a agência recomendou privilegiar o paracetamol, em vez do ibuprofeno, e do cetoprofeno em caso de dor ou febre, sobretudo em casos de infecção como anginas, rinofaringites, otites, tosse, infecção pulmonar, assim como lesões cutâneas ou varicela.

A entidade também indicou algumas regras para a boa utilização dos anti-inflamatórios, nomeadamente usar “a dose mínima eficaz, durante o menor tempo possível”, interrompendo o tratamento assim que os sintomas desapareçam e não prolongando o tratamento por mais de três dias em caso de febre, nem mais de cinco dias em caso de dor.

As recomendações decorrem do estudo que tinha sido encomendado em Junho de 2018 aos centros regionais da ANSM de Tours e Marsella, que concluiu que há uma série de infecções que poderiam ser agravadas com a toma destes medicamentos.

Essas complicações foram observadas após períodos muito curtos de tratamento (dois a três dias) quando o ibuprofeno ou cetoprofeno tinham sido prescritos (ou utilizado em auto-medicação) para a febre, inflamações cutâneas benignas, problemas respiratórios ou do sistema otorrinolaringológico.

Os investigadores franceses analisaram 337 casos de complicações infecciosas graves com ibuprofeno e 49 com cetoprofeno e que estiveram na origem de hospitalizações, sequelas e até mesmo a morte. Os casos foram estudados ao longo de um período prolongado com início no ano 2000.

ZAP // Lusa

Por Lusa
19 Abril, 2019

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Medicamentos com paracetamol de “acção prolongada” retirados do mercado

 

© Global Imagens Medicamentos com paracetamol de “ação prolongada” retirados do mercado

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, a avaliação de segurança feita pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que a relação benefício-risco “deixou de ser favorável”.

Em causa, no mercado português, estão os medicamentos Panadol Prolong 665 mg, Diliband Retard 75 mg + 650 mg, Tramadol+Paracetamol KrKa 75mg + 650mg e Tramadol+Paracetamol Verum Pharma LP 75mg + 650 mg.

O Infarmed sublinha que esta suspensão “apenas se aplica aos medicamentos com libertação modificada ou prolongada contendo paracetamol e que se destinam a ter uma acção mais prolongada” e que os restantes fármacos com paracetamol podem continuar a ser usados.

Diz ainda que os medicamentos com paracetamol de libertação prolongada “apresentam toxicidade hepática, após ingestão de doses elevadas, que pode ser fatal se não for adequadamente tratada”.

A decisão da EMA refere como condição que, para o levantamento desta suspensão, “os titulares das autorizações de introdução no mercado devem fornecer provas em suporte de medidas proporcionais, fiáveis e eficazes para prevenir o risco de sobre-dosagem e minimizar o risco de lesões hepáticas após sobre-dosagens intencionais ou acidentais” com estes medicamentos.

O paracetamol é um dos compostos mais frequentemente utilizados a nível mundial, sendo o medicamento antipirético e analgésico mais utilizado desde 1955.

MSN Notícias
Lusa
09/03/2018

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228: O paracetamol não se limita a tirar as dores

 

Cientistas acabam de descobrir que ao inibir as dores o paracetamol também mexe com as emoções.

João Paulo Meneses

João Paulo Meneses

Em concreto, há uma redução da capacidade de estabelecer empatia com os outros, em resultado do consumo do analgésico.

Os consumidores mais regulares de paracetamol serão, portanto, menos capazes de sentir compaixão com quem lhe está próximo.

Três investigadores da Ohio State University forneceram o analgésico a diversos voluntários e mediram depois as respostas que estes deram em função do sofrimento alheio.

E os resultados dizem que esse sofrimento não parece nada de especial aos consumidores de acetaminofeno, segundo um dos co-autores Dominik Mischkowski.

Além de ser prescrito para a dor crónica, o paracetamol está presente em centenas de outros medicamentos.

TSF
12 de MAIO de 2016 – 23:54

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