105: Investigação: Consumo de produtos naturais pode levar à morte

 

O Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIMP/FFUC) lança esta segunda-feira uma campanha para sensibilizar a população dos riscos que corre ao consumir medicamentos com produtos naturais, como chás, suplementos ou até alimentos, combinações que nalguns casos podem conduzir à morte.

nm13052013

“É fundamental que o consumidor conheça os vários tipos de produtos disponíveis no mercado, o que contêm, para que servem, e o risco que pode correr quando os consome”, disse à agência Lusa a coordenadora do Observatório, da Universidade de Coimbra, que estuda as interacções planta-medicamento “mais frequentes e preocupantes” que ocorrem em Portugal para ajudar a preveni-las.

A leitura dos rótulos é essencial: “Se o produto estiver dentro da lei” dispõe a informação necessária para ajudar o consumidor a não correr riscos, explicou Maria da Graça Campos.

O aumento do número de relatos de casos, incluindo mortes, em que surgiram estas interacções tem acompanhado o recente crescimento do consumo destes produtos.

“Muitos destes produtos são vendidos para uso terapêutico como se fossem suplementos alimentares, o que é absolutamente aberrante dado que não suplementam nada e ainda podem colocar em risco a vida dos doentes”, alertou.

Nos últimos 15 anos, “a expansão no consumo” destes produtos sofreu “um enorme implemento”, alegando-se os benefícios da medicina tradicional.

“A verdade é que se criou um negócio bilionário à volta desta ideia, que foge ao controlo rigoroso de eficácia e segurança”, criticou a investigadora, afirmando que é preciso combater o mito de que “os produtos naturais não fazem mal”.

Convencidas de que o que é “natural é bom”, as pessoas “compram indiscriminadamente” tudo o que lhes propõem.

“Enquanto não houve Internet, a ciência estava razoavelmente controlada e a investigação de plantas com elevado potencial terapêutico pertencia apenas a quem dominava esses conteúdos. Hoje, qualquer pessoa acede às bases de dados mundiais e encontra milhões de artigos a referirem esta ou aquela planta com potencial para poder vir a ser desenvolvido um novo medicamento”, advertiu.

Contudo, não sabem que os constituintes activos da planta induzem mais efeitos indesejáveis do que possíveis benefícios.

“O que o público não sabe é que a eficácia [destes produtos], na maior parte das vezes, não foi provada, que o controlo de qualidade é nulo e que, por vezes, vêm adicionados de medicamentos contrafeitos, que podem ainda vir contaminados com substâncias altamente tóxicas”, alertou Graça Campos.

Tal como noutros países, existe em Portugal “uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos.

A investigadora deu exemplos de plantas que interagem com os medicamentos, como as fibras da alimentação, ou suplementos que as contenham em grande quantidade, que podem diminuir a absorção de alguns fármacos, como os antidiabéticos orais.

Também o chá verde, o guaraná ou a erva-mate, que possuem uma grande quantidade de cafeína, estimulante do sistema nervoso central, estão contra-indicados em casos de hipertensão e perturbações de ansiedade.

“Quem estiver a tomar, por exemplo, ansiolíticos e/ou antidepressivos pode vir a ter um efeito oposto”, advertiu.

Doentes com hipertensão, se tomarem com a medicação outros vasodilatadores como o Ginkgo ou folhas de oliveira podem sofrer quebras bruscas de pressão arterial e desmaios.

Estas e outras interacções serão explicadas ao longo de cinco semanas nos Media, através desta campanha, que tem quatro públicos-alvo: os doentes polimedicados, a população saudável que usa suplementos, os adolescentes/drogas/smart drugs e os doentes oncológicos.

In Notícias ao Minuto online
09:03 – 13 de Maio de 2013 | Por Lusa

[Nota] – Sinceramente, nem me vou alongar em teses sobre a medicina natural que sigo há anos, sem qualquer risco e/ou problema de saúde, antes pelo contrário, mas quando leio estas aberrações afirmarem que produtos naturais (naturalmente verdadeiros e não falsificados), podem levar à morte, apenas me resta dizer que NÃO EXISTE NENHUMA DROGA NO MERCADO (leia-se medicamentos farmacêuticos) QUE NÃO TENHAM EFEITOS SECUNDÁRIOS DE TODA A ESPÉCIE, podendo causar graves problemas secundários de saúde e até, esses sim, conduzir à morte.
É bem sintomático a finalidade da utilização do termo “ervinhas”, neste caso: (“uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos) …
Aliás, não existe nenhuma droga farmacêutica que cure o que quer que seja, apenas podem, pela força das drogas implementadas nas suas fórmulas, aliviar certos sintomas no caso de analgésicos e similares. Mas curar, NÃO CURAM! Mais uma tentativa de atirar com poeira para os olhos de quem não se encontra devidamente identificado e conhecedor desta área, por parte dos gigantes da farmacêutica internacionais. Já estão a ter menos lucros? Temos pena, os que seguem as vias naturais… Mas ainda bem que existe, hoje em dia, muita gente que se encontra devidamente identificada com os meios naturais e com a ajuda de profissionais naturópatas credenciados e não com charlatães. Basta ler os comentários desta notícia…

70: Utentes podem escolher o medicamento mais barato

 

A partir de sexta-feira

Fotografia © Global Imagens

A partir de sexta-feira, os médicos passam a prescrever os medicamentos pelo seu princípio activo, as farmácias são obrigadas a vender os mais baratos e os utentes podem escolher a marca que querem.

A medida entra em vigor no dia 1 de Junho, com estas obrigatoriedades, mas ainda deverá demorar perto de seis meses até o sistema estar completamente adaptado, esclarece um Infarmed, numa nota divulgada hoje.

No comunicado, a autoridade do medicamento assinala a necessidade de adaptar os sistemas de prescrição, especificando que são necessários 90 dias para a emissão de novas normas técnicas e 90 dias para adaptação dos sistemas.

As prescrições com data até 31 de Maio de 2012 mantêm as condições de dispensa anteriores até ao termo da respectiva validade, acrescenta a autoridade.

Com a entrada em vigor desta portaria que regulamenta a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI), o médico é obrigado a passar a receita médica com o nome do princípio activo da substância que o seu doente deve tomar, e não com o nome da marca do medicamento.

Por sua vez, o utente passa a ter um papel mais activo na gestão do seu tratamento, uma vez que pode escolher o remédio que corresponda à substância, dosagem, forma farmacêutica e dimensão de embalagem, determinada pelo seu médico.

O farmacêutico também não está isento de obrigações, com esta nova legislação. A estes profissionais e às farmácias são exigíveis deveres de informação sobre os medicamentos mais baratos e determinadas obrigações para a dispensa dos medicamentos mais baratos quando o utente não manifestar outra opção.

Deste modo, as farmácias estão obrigadas a terem disponíveis três dos cinco medicamentos mais baratos do mercado, sendo obrigadas a dispensar o medicamento mais barato ao utente, excepto nos casos em que este opte por outro.

Estão, no entanto, salvaguardadas algumas excepções, em que o médico pode prescrever medicação específica, como é o caso dos medicamentos com margem terapêutica estreita, de reacções alérgicas prévias e da terapêutica crónica definida na lei por terapêutica superior a 28 dias.

Nestes casos, o médico tem que assinalar obrigatoriamente as justificações técnicas que impedem a substituição do medicamento prescrito.

A regulamentação prevê que o período transitório ocorra com a manutenção dos actuais modelos de receitas (informatizada e manual).

In Diário de Notícias online
por Lusa
31/05/2012

60: Substituto de sal com 0% de sódio à venda nas farmácias

 

Bonsalt é o primeiro substituto do sal com 0% de sódio, distribuído exclusivamente nas farmácias e parafarmácias. Desenvolvido para hipertensos e pessoas com restrições de sódio na sua alimentação, Bonsalt é adequado para crianças, jovens e adultos e posiciona-se como uma alternativa saudável que promove o bem-estar e a saúde, acaba de anunciar a farmacêutica Angelini.

A Angelini escolheu Maio, o Mês do Coração, para o lançamento do novo produto, o primeiro substituto do sal com 0% de sódio.

Bonsalt foi desenvolvido para quem tem restrições de sódio na alimentação, como é o caso de hipertensos e pessoas com problemas cardiovasculares, e pode ser adoptado por todas as pessoas que queiram um estilo de vida saudável e sem sal.

João Paulo Guimarães, director clínico da Angelini contextualiza a situação nacional, afirmando que «o consumo excessivo de sal tem efeitos gravíssimos e a grande maioria das pessoas até sabe disso mas, ou não se apercebe que consome sal em excesso, ou minimiza as consequências».

Segundo o INE, a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares e a hipertensão é um dos principais factores de risco para estas doenças.

Quase metade da população adulta sofre de hipertensão. Para agravar a situação, o consumo médio diário de sal é de 12g, quando a recomendação da OMS é de 5g por dia.

No que se refere à meta que a Angelini definiu para este sal com 0% de sódio, o responsável explica que «Bonsalt pretende ajudar a mudar os hábitos das pessoas, à semelhança do que aconteceu há uns anos com os adoçantes, que hoje fazem parte da rotina de muitas pessoas. Bonsalt é um produto que não provoca os efeitos nocivos do consumo excessivo de sal e tem esta característica de manter o sabor da comida, que é um aspecto importante para quem tem mesmo de abdicar de uma alimentação com sódio. Representa uma importante melhoria de vida para estas pessoas».

Bonsalt é um sal sem sódio, composto por potássio, que se apresenta como um benefício para quem se vê obrigado a ter uma alimentação insossa a recuperar o sabor dos alimentos e a voltar a ter prazer de comer, promovendo o bem-estar e a saúde.

Também como medida de prevenção, para quem pretenda evitar o aparecimento de doenças como a hipertensão e outras doenças de ordem cardiovascular, permite uma dieta com baixo consumo de sal.

Tem uma aparência semelhante ao sal de mesa e o sabor familiar do sal com sódio e utiliza-se do mesmo modo, na cozinha ou à mesa.

Encontra-se em embalagens de 85g, com um preço recomendado de 3,90 euros.

In Diário Digital online
14/05/2012 | 14h59

– 1.- Gostava era de saber a composição deste sal sem sódio… Pode fazer bem por um lado mas…
2.- Continuam a estar fora do alcance de muitas bolsas, o custo destes produtos, ou seja, se realmente este produto é eficaz naquilo que publicita, apenas os ricos têm acesso a ele… € 3,90 (780$00) por 85g de um substituto do sal?

58: Medicamentos receitados por princípio activo e não por marca a partir de Junho

 

Saúde

A partir de 01 de Junho, as prescrições de medicamentos passam a ter de incluir a Denominação Comum Internacional (DCI) do respectivo princípio activo, indica uma portaria do Governo publicada em Diário da República.

A portaria 137-A/2012, publicada na sexta-feira, também obriga as farmácias a ter disponíveis pelo menos três dos cinco medicamentos mais baratos com o mesmo princípio activo.

O objectivo desta legislação, contestada pela Ordem dos Médicos e pela indústria farmacêutica, é reduzir os custos do Estado e dos utentes com medicamentos, fomentando o uso de genéricos.

In Destak online
Destak/Lusa | destak@destak.pt
13 | 05 | 2012 15.37H

20: Medicamentos: Infarmed aconselha alternativas ao Hydrocortone

 

A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) aconselhou os médicos a prescrever alternativas terapêuticas ao medicamento Hydrocortone, que não está a ser comercializado em Portugal.

Este medicamente está indicado para insuficiência adrenocortical, reacções de hipersensibilidade tais como choque anafilático e angiedema, doença inflamatória do intestino, doença reumática e doenças de pele.

Numa circular informativa dirigida aos profissionais de saúde, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde refere que o medicamento Hydrocortone, hidrocortisona, nas dosagens de 10 e 20 mg, não está a ser comercializado, apesar do titular da autorização de introdução no mercado – Auden McKenzie (Pharma Division) – ainda não ter notificado formalmente o Infarmed.

O Hydrocortone, uma das primeiras cortisonas sintéticas a surgir no mercado e cuja embalagem de 25 comprimidos custa 1,82 euros, está em falta nas farmácias desde Abril, segundo informação divulgada pelo Diário de Notícias em Junho.

O Infarmed refere na circular, publicada no site oficial, que “continua a desenvolver todos os esforços, junto do actual titular e de outras empresas, para que a comercialização de medicamentos, contendo Hidrocortisona seja restabelecida o mais rapidamente possível”.

Para minimizar o impacto desta situação, a autoridade nacional do medicamento esclarece que as indicações terapêuticas da hidrocortisona oral estão cobertas pelas de outros corticóides orais, com excepção da insuficiência adrenocortical primária ou secundária.

Nesta indicação terapêutica a escolha de primeira linha é a hidrocortisona, observa o Infarmed na circular publicada no seu site oficial.

Contudo, salienta, considera-se que a prednisona poderá ser utilizada em substituição da hidrocortisona, desde que se proceda ao ajuste de dosagem.

O Infarmed adianta que os médicos estão habilitados a proceder a este ajuste de dosagem, mas está disponível, caso seja necessário, para fornecer informações adicionais.

Lembra ainda que existem vários medicamentos similares ao Hydrocortone disponíveis na União Europeia, que poderão ser um recurso a considerar nos casos em que não seja possível a substituição da Hidrocortisona por outros corticóides orais.

A aquisição destes medicamentos poderá ser feita através das farmácias.

Lusa / SOL
27/11/2011

8: Medicamentos são 20% mais baratos nos hipermercados

 

Estudo realizado pela Deco em Junho deste ano concluiu que os medicamentos sem receita médica são 20% mais baratos nos hipermercados do que nas farmácias, que continuam a liderar a venda deste tipo de fármacos.

Os hipermercados vendem os medicamentos sem receita médica 20% mais baratos do que as farmácias e desde 2005 até hoje baixaram os preços de alguns fármacos, revela um estudo da Deco.

Contrariamente às grandes superfícies, as farmácias e outros locais de venda autorizada mantêm a tendência geral de subida de preços.

Nos pontos de venda dos hipermercados, a factura total dos 19 medicamentos analisados pela Deco fica 20% mais barata do que nas farmácias e 19% relativamente a outros locais de venda.

“Em Junho de 2011, pagaríamos por aqueles 19 medicamentos, em média, 96,95 euros na farmácia, 96,03 euros noutro local autorizado (para-farmácia, por exemplo). No hipermercado, custariam 80,74 euros, de acordo com a nossa amostra”, indica a associação de defesa do consumidor.

O maior aumento de preços nos últimos cinco anos coube às farmácias no grupo de medicamentos estudados (21%), seguido de outros estabelecimentos autorizados (17%), enquanto nas grandes superfícies o aumento não foi além de 1%.

Os pontos de venda nos hipermercados foram os únicos a reduzir os preços médios em 11 medicamentos.

Thrombocid custa quase o dobro

A Deco revela ainda que, nalguns casos, o mesmo medicamento chega a custar quase o dobro na farmácia do que nos hipermercados.

“Em comparação com os hipermercados, pagará mais 43% pelo Thrombocid e mais 36% pelo Aero OM, só para citar as maiores diferenças”, exemplifica.

Nos outros pontos de venda, são mais caros do que nos hipermercados cinco medicamentos: Bisolvon, Mebocaína forte, Antigrippine, Trifene 200 e Zovirax.

Os preços dos três primeiros medicamentos são, respectivamente, 27%, 18% e 17% mais caros, ao passo que o Trifene 200 e o Zovirax são 8% e 6% mais caros em locais de venda autorizada, como as para-farmácias.

Farmácias lideram

Apesar disto, as farmácias continuam a liderar a venda de fármacos sem receita.

Em número de embalagens vendidas, as farmácias detêm 84% do mercado, segundo dados de Julho do Infarmed, embora os restantes estabelecimentos estejam a ganhar terreno: em 2008, a quota das farmácias situava-se em 91%.

Os resultados do estudo da Deco permitiram ainda traçar o nível médio de preços dos 19 medicamentos em 18 distritos.

Assim, Beja é o distrito mais caro, onde este “cabaz” de medicamentos custaria em média 95,71 euros, contra Santarém, o distrito mais barato, com uma média de 80,47 euros (abaixo dos 84,61 euros da média nacional).

Lisboa e Porto, os distritos onde se localizam, respectivamente, 20% e 18% dos 413 estabelecimentos que responderam ao inquérito, pertencem ao leque dos mais baratos, com um preço médio apenas 4% mais caro do que em Santarém.
El Corte Inglés é o mais caro

Apesar de genericamente as cadeias de hipermercados serem as mais baratas, ainda existem diferenças entre elas.

O El Corte Inglês é o mais caro, cobrando mais 26% do que as outras lojas da amostra: o Espaço Bem-Estar Pingo Doce, o Espaço Saúde e Bem-Estar (Auchan) e o Well’s Continente, estes três sem grandes variações de preço.

O estudo revela ainda que 23% do total de embalagens vendidas são analgésicos e antipiréticos e que 46% do volume de vendas pertence à Pharmacontinente (Well’s Continente), citando dados do Infarmed.

O questionário foi realizado em Junho de 2011 e incidiu sobre o preço dos 19 medicamentos sem receita médica mais baratos e analisados pela Deco desde 2006 em 500 farmácias e 400 locais de venda autorizada.

Os pontos de venda foram escolhidos aleatoriamente, tendo respondido 69 farmácias e 344 outros estabelecimentos, incluindo 312 lojas situadas em hipermercados.

O estudo vai ser publicado na revista Teste Saúde de Dezembro/Janeiro, que sai na próxima sexta-feira.

In Expresso online
8:12 Terça feira, 22 de novembro de 2011

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...