279: Cientistas curam obesidade e diabetes tipo 2 em testes com cobaias

 

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Uma equipa de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) encontrou a cura para a obesidade e para a diabetes tipo 2 em cobaias através de um tratamento de terapia genética.

O estudo, publicado esta segunda-feira na revista científica EMBO Molecular Medicine, foi apresentado pela equipa de investigação numa conferência de imprensa realizada no Campus da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) em Bellaterra, onde o grupo de investigadores, liderado pela professora Fátima Bosch, esteve presente.

Com a introdução, numa única injecção, de um vector viral adeno-associado (AAV) portador do gene FGF21, Factor de Crescimento de Fibroblastos 21, que permite a manipulação genética do fígado, tecido adiposo ou músculo-esquelético, o animal produz continuamente a proteína FGF21.

Trata-se de uma hormona produzida naturalmente por vários órgãos e que actua em muitos tecidos para regular o funcionamento correto no nível de energia, induzindo assim a sua produção por terapia genética, e levando a que o animal reduza o seu peso assim como a resistência à insulina.

No que diz respeito à obesidade, a terapia aplicada através do projecto de pesquisa foi testada com sucesso em dois modelos da doença, induzidos tanto geneticamente como por dieta.

Os investigadores perceberam que a administração da terapia genética em indivíduos saudáveis causa igualmente um envelhecimento mais saudável e protege-os do excesso de peso e resistência à insulina relacionados com a idade.

Após o tratamento com AAV-FGF21, e durante o ano e meio em que os animais foram seguidos, os ratos perderam peso e reduziram o acumulo de gordura e a inflamação no tecido adiposo.

A deposição de gordura (esteatose), a inflamação e fibrose no fígado (NASH) também foram neutralizadas, enquanto a sensibilidade à insulina e a saúde geral aumentaram à medida que envelheceram, sem terem sido observados efeitos colaterais.

A partir de todo o processo, os resultados foram reproduzidos pela manipulação genética de vários tecidos para produzir a proteína FGF21, seja o fígado, o tecido adiposo ou o músculo.

Isso dá uma flexibilidade muito grande à terapia, já que permite seleccionar o tecido mais apropriado e, caso haja alguma complicação que previna a manipulação de qualquer um dos tecidos, pode ser aplicada a qualquer um dos outros”, disse a professora responsável pelo estudo.

Fátima Bosch acrescentou que quando um desses tecidos produz a proteína FGF21 e a coloca na corrente sanguínea, a mesma é distribuída por todo o corpo e destacou a relevância dos resultados perante o aumento dos casos de diabetes tipo 2 e da obesidade em todo o mundo.

Segundo os investigadores, a obesidade aumenta o risco de mortalidade e representa um factor de risco para doenças cardiovasculares, doenças imunes, hipertensão, artrite, doenças neuro-degenerativas e alguns tipos de cancro.

“Esta é a primeira vez que a obesidade e a resistência à insulina a longo prazo foram neutralizadas pela administração de uma única sessão de terapia genética no modelo animal, que mais se assemelha à obesidade e diabetes tipo 2 em humanos”, explicou a primeira signatária do artigo, a pesquisadora da UAB Verónica Jiménez.

Os resultados do estudo mostram também como a administração de terapia genética tem um efeito protector contra o risco de formação de um tumor quando o fígado é submetido a uma dieta altamente calórica por um longo período de tempo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
10 Julho, 2018

 

278: Tiras para medir glicemia recolhidas do mercado

 

v1ctor Casale / Flickr

Alguns lotes das tiras de teste Accu-Chek Aviva, para medir a glicemia, foram recolhidos pelo fabricante por falhas no sistema medidor, anunciou o Infarmed.

Alguns lotes das tiras de teste Accu-Chek Aviva, para determinar a glicemia, foram recolhidos pelo fabricante por falhas no sistema medidor, anunciou a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

A Roche Diabetes Care “verificou que alguns lotes das tiras teste Accu-Chek Aviva para determinação da glicemia (glucose sanguínea) podem apresentar um aumento potencial da identificação de erro antes da medição do valor de glicemia”, consta numa nota do Infarmed.

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, esta situação origina uma mensagem de erro no medidor, “após a inserção da tira ou devido ao não reconhecimento da tira”.

Além disso, num número muito limitado de casos, a tira não indica o erro mas origina um falso resultado, que poderá levar a uma terapêutica inadequada.

O Infarmed publica na sua página da Internet a lista dos lotes em causa e aconselha os doentes a verificarem se as tiras que possuem pertencem a estes lotes e, em caso positivo, a não as usarem e contactarem a linha de apoio ao cliente Accu-Chek através do telefone 800 200 265.

“O fabricante encontra-se a investigar as causas deste problema e já iniciou a implementação de medidas correctivas”, refere o Infarmed.

A Autoridade do Medicamento lembra ainda que quaisquer incidentes ou outros problemas relacionados com este dispositivo devem ser notificados à Unidade de Vigilância de Produtos de Saúde do Infarmed.

ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Maio, 2018

275: Cientistas mais perto da cura para a diabetes tipo 1

 

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Uma equipa de cientistas desenvolveu o primeiro medicamento com potencial para curar a diabetes tipo 1, abrindo a porta para a cura desta doença.

A equipa internacional de cientistas liderada pelos investigadores do Centro Andaluz de Biologia Molecular e Medicina Regenerativa (Cabimer), em Sevilha, conseguiu descobrir o primeiro medicamento que pode ser capaz de reverter os sintomas da diabetes tipo 1.

Foram necessários vários anos de investigação para desenvolver a molécula ou receptor molecular que é capaz de regenerar as células produtoras de insulina. Os resultados foram comprovados com êxito em ratos e em culturas de células humanas e publicados recentemente na Nature Communications.

Segundo o El País, a diabetes tipo 1 é uma condição auto-imune que geralmente aparece na infância. Nas cerca de 21 milhões de pessoas que sofrem desta condição, os linfócitos destroem as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção, armazenamento e secreção de insulina, criando assim a dependência vitalícia da injecção.

Este novo medicamento faz as duas coisas: reduz o ataque auto-imune e repõe a população de células beta destruídas. Até agora, os tratamentos disponíveis – a imunossupressão ou terapias celulares – só podiam cumprir uma função ou outra, respectivamente.

“Se forem capazes de transferir isto para os seres humanos, o medicamento pode ser uma solução não apenas na prevenção, como também no tratamento, abrindo uma porta para a cura do diabetes tipo 1”, disse o investigador Ramón Gomis, professor da Universidade de Barcelona, que não participa do estudo.

Bernat Soria, do Departamento de Regeneração e Terapias Avançadas, refere que, para curar a diabetes há que fazer das coisas distintas: “fabricar células que substituam as que não funcionam e detectar a causa”.

Em cima, o fármaco reduz a infiltração de células imunes. Em baixo, aumenta a produção de insulina.

O novo composto químico, BL001, permite “activar um receptor molecular localizado na superfície de algumas células do sistema imunológico e células do pâncreas”, explica a primeira autora do estudo, Nadia Cobo-Vuilleumier. Esta interacção reduz a resposta inflamatória e protege as células beta.

O novo medicamento provoca a transformação de células alfa em células beta, fenómeno conhecido como transdiferenciação, que resolve um problema fundamental enfrentado pelas terapias celulares, o de regenerar a população de células beta de uma amostra inexistente ou muito danificada.

“A ideia é muito nova, mas finalmente a equipa tem resultados que convenceram“, comenta Ramón Gomis. Depois de ter patenteado a fórmula, a equipa de cientistas está agora a definir a composição do medicamento laboratorial, tentando perceber os limites da toxicidade e de eficácia, e decidindo se será em forma de injeção ou comprimido.

Ainda assim, os cientistas querem algo ainda mais ambicioso. Não pretendem apenas um tratamento, mas uma cura para a diabetes tipo 1. “As empresas farmacêuticas preferiam que os pacientes tivessem que tomar um comprimido para o resto da vida, mas o meu desejo é que consigamos reeducar o sistema imunológico”, afirmou Benoit Gauthier.

“Desenvolver um medicamento do laboratório até ao paciente custa cerca de 20 milhõesde euros. Já gastámos três milhões. Se me der 17 milhões amanhã, daqui a alguns anos, se tudo correr bem, já estará no mercado”, continua o principal investigador do Cabimer, afirmando que não se sabe quando é que o medicamento estará disponível no mercado.

Esta investigação recebeu financiamento público espanhol e apoios de associações como a Juvenile Diabetes Research Foundation, de Nova Iorque, nos EUA, e da DiabetesCERO, de Espanha.

ZAP //

Por ZAP
19 Abril, 2018

 

269: Diabetes tem sido mal diagnosticada (afinal, são 5 doenças diferentes)

 

v1ctor Casale / Flickr

A diabetes tem sido mal diagnosticada ao longo de todos estes anos e, logo, indevidamente tratada. Uma nova investigação encontrou cinco tipos diferentes da doença, incluindo três formas graves e duas formas mais leves da condição.

A nova pesquisa científica, realizada por investigadores da Universidade Lund, na Suécia, constata que a diabetes não é apenas uma doença com dois tipos, mas antes um conjunto de doenças.

Os autores da investigação, publicada no jornal especializado The Lancet Diabetes & Endocrinology, analisaram vários estudos realizados, abrangendo 14.775 pacientes com diabetes tipos 1 e 2, da Suécia e da Finlândia.

Em vez de dividir a diabetes em tipos 1 e 2, os investigadores detectaram cinco perfis da doença, todos “geneticamente distintos, sem mutações partilhadas”, explicam no comunicado publicado pelo site EurekAlert.

Estamos a falar de “cinco doenças diferentes que afectam o mesmo sistema corporal”, e não de uma única doença em diferentes estádios de progressão, como inicialmente se diagnosticava, referem.

Assim, de acordo com esta nova classificação, a diabetes pode ser classificada no Grupo 1 (diabetes grave auto-imune), no Grupo 2 (diabetes grave com insuficiência de insulina), no Grupo 3 (diabetes grave com resistência à insulina), no Grupo 4 (diabetes leve relacionada com a obesidade) e no Grupo 5 (diabetes leve relacionada com a idade).

“Os pacientes mais resistentes à insulina (Grupo 3) têm os maiores ganhos com o novo diagnóstico, já que são os que, actualmente, são mais incorrectamente tratados“, explica o médico e professor Leif Groop, que esteve envolvido na investigação, num outro comunicado citado pelo site Scimex.

“Tratamento personalizado da diabetes”

Esta nova classificação da diabetes vai permitir um melhor diagnóstico da doença e, por isso, a prescrição de um tratamento mais adequado.

“Este é o primeiro passo rumo ao tratamento personalizado da diabetes“, constata Groop, realçando que “os diagnósticos e classificações actuais” da doença “são insuficientes e incapazes de prever complicações futuras ou escolhas de tratamento”.

“Hoje em dia, os diagnósticos são realizados medindo o açúcar no sangue”, lembra o médico. Mas à luz da nova descoberta, “podem ser feitos diagnósticos mais precisos“, considerando também os factores analisados na investigação, designadamente a idade do diagnóstico, o índice da massa corporal, o controlo de glicemia (o açúcar no sangue) de longo prazo, a função das células que produzem insulina no pâncreas, a resistência à insulina e a presença de anti-corpos específicos relacionadas com a diabetes auto-imune.

O novo diagnóstico poderá, assim, permitir prever antecipadamente doenças resultantes da diabetes, como problemas nos rins, retinopatia (danos nos olhos), doenças cardiovasculares e amputações. E possibilitará a prescrição de “tratamentos mais cedo para prevenir complicações em pacientes que estão mais em risco de serem afectados”, explica a professora Emma Ahlqvist, também envolvida na investigação.

Os investigadores não encontraram “evidências de que estes cinco tipos de diabetes tenham causas diferentes”, conforme notam no estudo.

O objectivo é, agora, lançar estudos semelhantes na China e na Índia, para apurar se os resultados se confirmam com grupos étnicos distintos, já que esta investigação se centrou apenas em pacientes da Escandinávia. São, assim, necessários mais testes para confirmar os resultados.

A diabetes afecta, actualmente, mais de 420 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados dos investigadores. As perspectivas apontam para que, em 2045, o número suba para 629 milhões de pessoas.

SV, ZAP //

Por SV
2 Março, 2018

 

264: Uma boa noite de sono pode ajudar a controlar o nosso desejo de comer açúcar

 

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Será que o truque para acabar com a nossa vontade de comer açúcar está numa boa noite de sono? Um novo estudo realizado no Reino Unido sugere que sim.

Não é surpresa nenhuma que uma noite mal dormida nos leva a sentir mais cansados e com um péssimo humor no dia seguinte. Mas, pelos vistos, o mínimo de 7 horas de sono recomendadas pelas organizações de saúde também parecem ter efeitos na nossa saúde, sobretudo em doenças como a obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, escreve o Live Science.

De acordo com um novo estudo, publicado na semana passada no American Journal of Clinical Nutrition, mais de um terço dos norte-americanos só dorme seis horas ou menos por noite. Com esses dados, os investigadores foram tentar perceber como é que isso poderia afectar as escolhas que fazem na sua alimentação.

A equipa recrutou 21 indivíduos para participar numa consulta de sono de 45 minutos, projetada para prolongar o seu tempo de sono em até 1,5 horas por noite. No outro grupo, também com 21 voluntários, ninguém recebeu intervenção nos seus padrões de sono.

Todos os participantes foram convidados a registar o seu sono e os seus padrões alimentares durante sete dias. Durante este período, também usaram sensores de movimento nos pulsos que mediram a quantidade exata de sono todas as noites, bem como a quantidade de tempo que passavam na cama antes de adormecerem.

Os resultados mostraram que os participantes que aumentaram as horas de sono reduziram a quantidade de açúcar ingerida em até dez gramas no dia seguinte, quando comparado com a quantidade que consumiam no início do estudo.

Além disso, os mesmos participantes também apresentaram uma menor ingestão diária de hidratos de carbono quando comparado com o grupo que não ampliou os seus padrões de sono.

“O facto de o sono prolongado ter levado a uma redução na ingestão de açúcares – referimo-nos aos que são adicionados aos alimentos pelos fabricantes ou mesmo em casa – sugere que uma simples mudança no estilo de vida pode ajudar as pessoas a ter melhores hábitos alimentares”, afirma uma das autoras do estudo, Wendy Hall, do Departamento de Diabetes e Ciências da Nutrição da King’s College London, no Reino Unido.

O grupo que dormiu mais horas recebeu uma lista de sugestões para ajudar os voluntários a ter uma boa noite de sono – evitar cafeína horas antes, estabelecer uma rotina relaxante e não ir para a cama muito cheio ou com fome eram algumas delas.

“A duração e a qualidade do sono são uma área de crescente preocupação com a saúde pública e tem sido associada como um fator de risco para várias condições”, disse a principal autora da pesquisa, Haya Al Khatib, professora do mesmo departamento.

No geral, os resultados deste estudo mostraram que 86% dos participantes que recebeu alguns conselhos aumentou o tempo total passado na cama, e 50% prolongaram a duração do sono em cerca de 52 a 90 minutos por noite, em comparação com o outro grupo. Além disso, três dos participantes alcançaram uma média semanal entre as 7 a 9 horas recomendadas.

No entanto, os cientistas observaram uma coisa: os dados sugerem que a quantidade prolongada de sono pode ter sido de menor qualidade do que o sono dos participantes que estavam no outro grupo. Algo que pode ser explicado pelo facto de qualquer nova rotina necessitar de um período de ajuste.

“Os nossos resultados também sugerem que aumentar o tempo na cama por uma hora ou mais pode levar a escolhas alimentares mais saudáveis”, disse Al Khatib. “Esta ideia fortalece ainda mais a ligação entre poucas horas de sono e dietas de menor qualidade que já foram observadas em estudos anteriores”.

“Agora queremos investigar ainda mais esta descoberta com estudos a longo prazo que examinam a ingestão de nutrientes e a adesão contínua aos comportamentos de extensão do sono com mais detalhes, especialmente em grupos de risco de obesidade ou doenças cardiovasculares”, conclui.

ZAP //
Por ZAP
14 Janeiro, 2018

258: Medicamento contra a diabetes pode reverter significativamente a perda de memória por Alzheimer

 

lucasfrasca / Flickr

Num novo estudo de colaboração internacional, cientistas descobriram que um medicamento desenvolvido para diabetes tipo 2 pode reduzir e reverter significativamente a perda de memória em ratos com doença de Alzheimer.

O próximo passo da pesquisa será testar a droga em humanos. A melhor notícia é que, como o remédio já foi aprovado para comercialização, caso se prove um sucesso, pode atingir o mercado muito mais rápido do que outras opções experimentais de tratamento para a demência.

O estudo envolveu investigadores da Universidade Shaoyang e da Universidade Médica de Shanxi, na China, e da Universidade Lancaster, no Reino Unido.

Pesquisas anteriores já estabeleceram uma ligação entre as duas condições – a diabetes tipo 2 é um factor de risco para a doença de Alzheimer. Além disso, parece fazer a doença progredir mais rápido.

A explicação pode passar pelaa insulina não chegar às células corretamente. A insulina é um fator de crescimento conhecido por proteger as células cerebrais. A resistência à insulina tem sido observada nos cérebros de pessoas com Alzheimer, bem como é o mecanismo biológico por trás da diabetes tipo 2.

Logo, os cientistas têm investigado se drogas que tratam diabetes tipo 2 podem também melhorar os sintomas de Alzheimer.

Estas abordagens são muito importantes, porque se aproveitam de conhecimentos existentes e substâncias já testadas, tornando muito mais rápido a oferta de novos tratamentos promissores para as pessoas.

O novo tratamento é interessante porque protege as células cerebrais atacadas pela doença de três maneiras diferentes, juntando diversas abordagens.

Alguns estudos tiveram sucesso no passado com uma droga mais antiga para diabetes, conhecida como liraglutida, mas este medicamento parece ser mais eficaz.

O fármaco, referido apenas como “agonista de receptores triplo” (do inglês “triple receptor agonist”) na pesquisa, actua de várias maneiras para evitar a degeneração do cérebro: activando o GIP-1, o GIP e os receptores de glucagon ao mesmo tempo.

Como a sinalização de fatores de crescimento fica prejudicada nos cérebros dos pacientes com Alzheimer, a ideia era que a droga poderia ajudar a reestimular as células cerebrais danificadas e impedir danos futuros.

Os cientistas testaram a droga em ratos que tinham sido geneticamente modificados para ter doença de Alzheimer.

Depois foi analisada a aprendizagem e a formação da memória nos animais, e descobriram que a droga reverteu significativamente o défice de memória e foi capaz de melhorar níveis de um factor de crescimento cerebral que protege o funcionamento das células nervosas, assim como reduzir a quantidade de placas amilóides tóxicas no cérebro. A droga experimental também reduziu a inflamação crónica e o stress oxidativo, assim como retardou a taxa de perda de células nervosas.

“Estes resultados muito promissores demonstram a eficácia de novos fármacos múltiplos que originalmente foram desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, mas têm efeitos neuro-protectores consistentes vistos em vários estudos”, disse o principal autor do estudo, Christian Hölscher, da Universidade Lancaster.

Contudo, ainda é necessário verificar se o mesmo efeito será observado em seres humanos. Comparações diretas com outros medicamentos também deverão ser realizadas para avaliar se este novo tratamento é superior aos anteriores.

ZAP // HypeScience

 

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