559: Pessoas com diabetes tipo 1 baixaram os níveis de glicose durante o confinamento

 

 

SAÚDE/DIABETES/CONFINAMENTO

v1ctor Casale / Flickr

De acordo com um novo estudo, de uma forma geral, os níveis de glicose no sangue melhoraram durante o confinamento, sobretudo em pessoas que vivem com diabetes tipo 1.

Louis Potier e a sua equipa conduziram uma pesquisa observacional a partir de um questionário auto-relatado sobre mudanças comportamentais e informações glicémicas da monitorização de glicose durante o confinamento. O estudo foi publicado no Diabetes Care em Novembro de 2020.

Segundo o Medical Xpress, a análise foi feita em 1378 indivíduos que vivem com diabetes tipo 1, e foi registada uma mudança no nível médio de glicose dois meses antes e um mês depois do confinamento, que se deveu à pandemia de de covid-19.

Os investigadores concluíram que os participantes apresentaram níveis de glicose mais baixos durante esse período.

A redução do consumo de álcool, o facto das pessoas praticarem algum exercício em casa, um aumento na frequência de exames e uma percepção mais fácil de controlo da diabetes foram factores associados a esta melhoria.

“O nosso estudo sugere que, embora o confinamento tenha sido um momento de grande ansiedade para muitas pessoas com diabetes tipo 1, também foi uma oportunidade de fazer mudanças comportamentais positivas“, escrevem os autores.

“A persistência das pessoas após o alívio do restrições também deve ser estudada”, sugere a equipa de pesquisa.

Por Ana Moura
6 Janeiro, 2021

 

 

 

538: Terapia com testosterona pode reduzir o risco de diabetes em homens

 

 

CIÊNCIA/SAÚDE/DIABETES

Algumas pesquisas estabeleceram uma relação entre os baixos níveis de testosterona e o aumento da incidência de diabetes tipo 2. Uma equipa descobriu agora que injecções regulares da hormona masculina, podem reduzir o risco de desenvolver a doença.

À medida que os homens envelhecem também passam por um declínio natural e gradual da testosterona. Os baixos níveis de testosterona em homens, conhecidos como hipogonadismo masculino ou síndrome de deficiência de testosterona, podem levar a vários problemas para a saúde, como diminuição da função sexual, depressão e decréscimo da massa muscular e óssea.

Vários estudos, têm vindo a indicar que níveis mais altos de testosterona podem reduzir o risco de diabetes em homens.

Uma vez que cerca de um terço dos homens com diabetes tipo 2 sofre de hipogonadismo, os especialistas começaram a explorar de que forma uma terapia com testosterona poderia reduzir o risco.

Um novo estudo liderado pela University of Adelaide da Austrália, e publicado no jornal The Lancet, é considerado o maior já realizado sobre este assunto pois envolveu mais de 1000 homens entre 50 e 74 anos que estavam acima do peso.

Esses indivíduos foram divididos em dois grupos, um dos grupos recebeu injecções de testosterona a cada três meses, e ao outro foi administrado placebo. Ainda assim, todos tiveram acesso a um programa de estilo de vida, sendo que 30% dos homens de ambos os grupos participaram nas reuniões e 70% alcançou a quantidade recomendada de exercícios.

Durante o estudo de dois anos, os homens de ambos os grupos perderam uma média de cerca de 4 kg, enquanto o efeito colateral adverso mais comum da terapia com testosterona foi um aumento nos glóbulos vermelhos.

Ao fim de dois anos, 21% dos homens no grupo que recebeu placebo tinha diabetes tipo 2, enquanto apenas 12% dos homens no grupo que recebeu injecções de testosterona desenvolveram a doença. Este grupo também exibiu uma maior diminuição nos níveis de açúcar no sangue em jejum, pequenas melhorias na função sexual e um aumento na massa muscular.

As descobertas do estudo são importantes quando se trata de compreender o papel que a testosterona pode desempenhar no risco de desenvolver diabetes tipo 2, mas estão longe do que pode constituir uma solução mágica para a doença, destaca o New Atlas.

Gary Wittert, autor do estudo, alerta que a descoberta não significa que “já se pode ir a correr comer doces”. O especialista destaca que a melhor forma de combater ou prevenir a doença é optar por um estilo de vida saudável.

“Não sabemos a durabilidade do efeito ou a segurança a longo prazo da testosterona para prevenir o diabetes tipo 2”, diz o autor.

Wittert realça que “o tratamento com testosterona pode ser uma opção para alguns homens, mas todas as pessoas precisam de uma avaliação completa a nível de saúde física e mental”.

Por Ana Moura
19 Dezembro, 2020

 

 

497: Consumo excessivo de ovos pode aumentar risco de diabetes

 

 

SAÚDE/DIABETES

bunnicula / Flickr

Uma nova investigação, realizada por uma equipa da University of South Australia (UniSA), mostrou que o consumo excessivo de ovos pode aumentar o risco de diabetes.

De acordo com o SciTechDaily, este trabalho de investigação, que analisou dados de 1991 a 2009, é o primeiro a avaliar o consumo de ovos numa grande amostra de adultos chineses. O estudo foi realizado por uma equipa da University of South Australia (UniSA) em parceria com a China Medical University e a Qatar University.

O artigo científico, publicado recentemente no British Journal of Nutrition, indica que as pessoas que consumem regularmente um ou mais ovos por dia, o equivalente a 50 gramas, têm um risco aumentado de diabetes em 60%.

Há dados que indicam que o consumo médio de ovos por dia é de 65g na Europa, 43g na América, 56g na Ásia, 93g em África e de 20g na Oceânia (incluindo a Austrália). Com a prevalência de diabetes na China a ultrapassar os 11%, situando-a acima da média global que é de 8,5%, a diabetes tornou-se um sério problema de saúde pública.

Ming Li, epidemiologista e especialista em saúde pública da UniSA, referiu que o aumento da diabetes é uma preocupação crescente, especialmente neste país asiático, onde as mudanças na dieta tradicional estão a afectar a saúde.

“A dieta é um factor conhecido e modificável que contribui para o início do diabetes tipo 2, portanto, é importante compreender a gama de factores dietéticos que podem impactar a prevalência crescente da doença. Embora a associação entre comer ovos e a diabetes seja frequentemente debatida, este estudo teve como objectivo avaliar o consumo de ovos pelas pessoas a longo prazo e o risco de desenvolver a diabetes”, explicou o investigador.

Segundo Ming Li, um consumo maior de ovos a longo prazo (mais de 38 gramas por dia) aumentou o risco de diabetes entre os adultos chineses em aproximadamente 25%. “Os adultos que comiam regularmente muitos ovos (mais de 50 gramas, ou o equivalente a um ovo por dia) tiveram um risco aumentado de diabetes em 60%.”

Apesar de os resultados sugerirem que um maior consumo de ovos está associado ao risco de diabetes em adultos, o especialista defende que são necessários mais estudos para explorar as relações causais.

ZAP //

Por ZAP
18 Novembro, 2020

Existe uma máxima que diz: tudo o que é excesso, faz mal…

 

 

461: Novo estudo propõe tratamento com injeção semanal de insulina para diabéticos tipo 2

 

 

SAÚDE/DIABETES

peter-facebook / Pixabay

A diabetes tipo 2 pode ser difícil de controlar sem medicação. Mas para algumas pessoas, a ideia de tomar injecções diárias em vez de medicação é suficiente para as levar a evitar o tratamento com insulina.

O tratamento com insulina, administrada através de uma injecção diária, é uma terapia habitualmente associada à diabetes tipo 1. Os doentes com a variante tipo 2 da doença conseguem habitualmente controlar com medicação os níveis de insulina no organismo.

No entanto, algumas pessoas com diabetes tipo 2 optam por substituir a medicação por terapia com insulina, e a tendência não é maior devido ao inconveniente de tomar uma injecção diária de insulina.

Agora, um novo tratamento baseado na administração semanal de insulina para diabéticos tipo 2 parece poder oferecer uma alternativa às injecções diárias.

De acordo com os resultados do estudo, publicado no The New England Journal of Medicine a 22 de Setembro, a injecção aplicada uma vez por semana é tão eficaz e segura quanto os tratamentos tradicionais de insulina.

Harpreet Bajaj, autor principal do estudo, explica que “muitas pessoas com diabetes tipo 2 preferem simplicidade, o que significa menos injecções e mais conveniência do que o que é fornecido actualmente com os regimes de tratamento de insulina uma ou duas vezes por dia”.

“Esta é a primeira terapia de insulina com injecção semanal, e os resultados do estudo sugerem que pode ser tão eficaz como o tratamento diário“, explica Robert Gabbay, responsável científico da Associação Americana de Diabetes, ao MedicalXpress. “Se o tratamento tiver bons resultados na fase 3 do estudo, poderá melhorar a qualidade de vida para as pessoas com diabetes tipo 2.

O novo tratamento está a ser desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e é denominada insuline icodec. O método actua através da ligação à albumina, uma proteína originada no fígado que está relacionada com o equilíbrio de fluídos dentro do corpo.

A ligação à albumina ajuda a manter uma libertação lenta e sustentada da insulina. A pesquisa foi conduzida com 247 indivíduos que foram divididos em dois grupos. Um dos grupos recebeu as tradicionais injecções diárias, e o outro grupo recebeu injecções de icodec, diz o Interesting Engineering.

No final, o tratamento com icodec revelou-se tão eficaz no controlo dos níveis de açúcar no sangue como as tradicionais injecções diárias de insulina.

Bajaj sublinha que “este estudo de fase 2 demonstra o benefício potencial que a insulina icodec pode oferecer a pessoas com este tipo de diabetes, facilitando assim a transição para uma nova opção de tratamento sem a carga diária”.

De acordo com Robert Gabbay, da American Diabetes Association, para além deste tratamento ser muito mais cómodo, também vai ajudar as pessoas mais velhas, que são mais propensas a erros, ou pessoas mais jovens, que têm estilos de vida mais imprevisíveis e incomuns, a administrar a insulina.

Gabbay considera que este novo método vai trazer “uma menor probabilidade de erro, pois a medicação deverá ser administrada apenas uma vez por semana, em vez de sete vezes”.

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2020

 

 

400: Cientistas desenvolvem adesivo para verificar (sem dor) níveis de glicose

 

 

SAÚDE/DIABETES

(dr) Institute of Industrial Science / University of Tokyo

Cientistas desenvolveram um sensor que dizem poder penetrar a pele, sem dor associada, para conduzir testes de diagnóstico para condições de saúde como pré-diabetes.

De acordo com o site Science Alert, a equipa de cientistas investigou como fazer uma matriz de micro-agulhas que pudesse analisar rápida e facilmente o fluido intersticial (ISF) na epiderme.

“Desenvolvemos uma forma de combinar micro-agulhas porosas com sensores baseados em papel. O resultado final é barato, descartável e não requer instrumentos adicionais”, declarou Beomjoon Kim, líder do estudo e investigador da Universidade de Tóquio, no Japão.

Para fazer este sensor, os investigadores derramaram uma mistura derretida de um polímero bio-degradável e sal em cavidades em forma de cone. Depois de solidificadas, as micro-agulhas foram tratadas com uma solução que as deixou porosas, removendo o conteúdo de sal. De seguida, foram fixadas num pequeno pedaço de papel preso a um sensor de glicose – algo que a equipa afirma nunca ter sido feito antes.

Segundo o mesmo site, a ideia é que, quando as minúsculas pontas porosas são injectadas na epiderme, os seus poros abertos absorvam o líquido do fluido intersticial, que contém muitos bio-marcadores.

Na configuração experimental da equipa, o bio-marcador previsto é a glicose, que teoricamente fluiria das micro-agulhas porosas para o papel e, de seguida, para o sensor de glicose.

Até agora, este instrumento só foi testado em laboratório num gel feito de agarose, mas as micro-agulhas funcionaram conforme o esperado, com o sensor a detectar os níveis de glicose na amostra do gel. Os cientistas pretendem, em breve, conduzir experimentos com participantes humanos.

As conclusões do estudo foram publicadas, no mês de Agosto, na revista científica Medical Devices & Sensors.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2020

 

356: Cientistas estão a tentar reverter a diabetes com edição de genes

 

CIÊNCIA/SAÚDE

8385 / Pixabay

Naquele que poderá ser um adeus às injecções de insulina, uma equipa de investigadores está a tentar reverter a diabetes através de uma nova técnica de edição de genoma baseada na CRISPR.

Na diabetes tipo 1, o pâncreas deixa completamente de produzir insulina por destruição completa das células que fabricam esta hormona. Por esta razão,  a única maneira de tratar este tipo de diabetes é administrando insulina.

Nos anos 90, testou-se um tratamento revolucionário para curar a doença. Os pacientes receberam transplantes de tecido que continha células produtoras de insulina. A ideia era que compensassem as células defeituosas dos pacientes com diabetes. O transplante funcionou, mas apenas temporariamente.

Embora que esta terapia não tenha tido o sucesso desejado, os cientistas não desistiram da ideia de tentar encontrar uma cura para a diabetes. É neste sentido que uma equipa de investigadores da Universidade de Washington em St. Louis acredita que a CRISPR pode ser a solução para reverter a doença.

O objectivo dos cientistas é corrigir as células estaminais dos pacientes diabéticos através desta tecnologia de edição de genoma. Com esta eventual alteração, as células passariam a produzir a insulina necessária. O estudo foi publicado, em Abril, na revista científica Science Translational Medicine.

Os autores do estudo explicam que a abordagem poderia eventualmente ser usada para tratar a diabetes tipo 1 e tipo 2. “Conseguimos reverter a diabetes em ratos com cerca de uma semana”, disse ao OneZero Jeffrey Millman, coautor do estudo.

Cientistas curaram a diabetes em ratos com células estaminais humanas

Recorrendo a células estaminais humanas, uma equipa de cientistas nos Estados Unidos conseguiu eliminar os efeitos da diabetes em ratos…

Os investigadores usaram células da pele de um paciente com a doença para gerar um tipo de célula estaminal que pode ser transformada em qualquer tipo de célula do corpo. Através do CRISPR, os cientistas corrigiram a mutação no gene que causa a doença. Depois, transformaram as células estaminais corrigidas em células beta pancreáticas e injectaram-nas em ratos. Apenas uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue normalizaram e mantiveram-se estáveis nos seis meses que se seguiram.

A aplicação em humanos ainda não é garantida e, por enquanto, os especialistas estudam qual o melhor local do corpo para infundir as células beta corrigidas. Em testes clínicos anteriores, cientistas tentaram infundir as células debaixo da pele, mas os resultados não foram convincentes.

Além disso, os investigadores estimam que seriam necessárias mil milhões de células para tratar apenas um paciente. Este processo de recolha demoraria vários meses ou até mesmo um ano.

É improvável que as células estaminais editadas geneticamente pela CRISPR substituam a insulina tão cedo. No entanto, é de esperar que brevemente alguns testes em humanos comecem a ser feitos nesse sentido.

ZAP //

Por ZAP
11 Maio, 2020

 

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