74: Manter cérebro activo e curioso atrasa o envelhecimento

 

O médico especialista em Bioética Daniel Serrão defendeu hoje, em Vila Nova de Gaia, que à semelhança do que acontece com o exercício físico deve apostar-se em actividades que mantenham o cérebro activo para atrasar o envelhecimento.

«Manter o cérebro curioso, em curiosidade permanente, faz com que o indivíduo se mantenha ‘activamente vivo’, porque é no cérebro que envelhecemos», afirmou Daniel Serrão, na conferência ‘Seniores – um novo estrato etário e social’, integrada nas Jornadas sobre Envelhecimento Activo, organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Gaia.

Com 85 anos, este investigador frisou que «as articulações podem não funcionar bem, mas não é o envelhecimento corporal que conta, é o envelhecimento do cérebro. Vemos isso muito bem nos doentes com Alzheimer e com demências senis. Os corpos podem estar perfeitos, mas o cérebro deixou de funcionar porque envelheceu».

«As pessoas são cérebro e é em relação ao cérebro que é preciso trabalhar, a par do exercício físico, com certeza. E a melhor forma de activar o cérebro é mantê-lo curioso e voltado para o mundo exterior», disse.

Daniel Serrão referiu que esta faixa etária, com mais de 65 anos – que ronda os «dois milhões» de indivíduos – «é hoje muito cobiçada por aqueles que espreitam o negócio. Reparem no elevado número de instituições privadas que oferecem uma vida boa, com estimulação cognitiva, actividade física e viagens, entre outras».

Daniel Serrão apontou três grupos de pessoas na terceira idade: as pessoas saudáveis, activas e independentes e que ainda podem prestar um contributo para a sociedade, os indivíduos que tendo alguns problemas de saúde arranjam pretextos para nada fazerem, tornando-se assim inactivos e dependentes de outros, e o idoso que entra no processo de morrer.

Considerou ainda que a declaração de 2012 como ‘Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações’, instituído pelo Parlamento Europeu, tem toda a razão de ser, dado que em Portugal um quinto da população (cerca de 2 milhões de pessoas) têm mais de 65 anos.

In SOL online
Lusa/SOL
18/06/2012

69: Correr para vencer o cancro

 

Iniciativa

A União Humanitária dos Doentes com Cancro convida todos para uma corrida solidária.

O Parque das Nações vai vestir-se a rigor, no dia 17 de Junho, para receber a 4ª edição da Corrida Vencer o Cancro, promovida pela União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC). O objectivo é apoiar os doentes com cancro e as suas famílias, bem como sensibilizar a restante população para uma causa nobre.

«Reportando-nos apenas ao nosso país, os números são assustadores: o cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal e dentro de cinco ou seis anos tornar-se-á na principal. Todos os anos aparecem 50 mil novos casos e com cada vez maior incidência na população jovem – 300 casos, dos 50 mil anuais, são a nível pediátrico, em crianças e jovens até aos 18 anos de idade. Não existe um género, uma faixa etária ou uma camada da população específica desta doença e é para essa situação que temos de educar a população em geral» refere Luís Filipe Soares, Presidente da Direcção da UHDC.

Sobre a importância desta iniciativa, o mesmo acrescenta: «A corrida é uma acção simbólica mas que serve as suas vertentes de divulgação/promoção de um maior conhecimento sobre o tema, bem como angariação de fundos para continuarmos a fazer o nosso papel».

Sob o lema “Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós”, toda a população está convidada a participar nesta corrida solidária e não competitiva. As inscrições são feitas exclusivamente online, no site oficial da Corrida Vencer o Cancro (www.vencerocancro.com), e o valor a pagar varia de acordo com os limites dos dias de inscrição. Serão aceites até 5 000 participantes.

No Domingo, 17 de Junho, todos os participantes podem viajar gratuitamente nos transportes da CP (comboios urbanos de Lisboa), Fertagus, Metro, Transtejo, Soflusa e Carris, entre as 07h00 e as 15h00, mediante a apresentação do número de frontal. A manhã da prova começa com uma aula de aquecimento colectivo, das 10h15 às 10h25. A partida é dada às 10h30 e todos os participantes terão de completar um percurso de 4km.

Todo o dinheiro angariado servirá para continuar o apoio gratuito a doentes oncológicos e seus familiares, bem como ao desenvolvimento de novas campanhas para a educação da população em geral sobre esta doença.

In Destak online
31 | 05 | 2012 11.57H

4: Creatina e Função Cerebral

 

Os suplementos de creatina, usualmente associados à nutrição desportiva, poderão melhorar o funcionamento cognitivo em vegetarianos, um grupo em risco de ter níveis baixos de creatina, de acordo com um novo estudo.

A creatina, que consiste num composto baseado em aminoácidos, foi identificada pela primeira vez em 1832 pela sua presença no músculo. Tem sido alvo de vários estudos e ensaios clínicos ao longo dos últimos 12 anos, tendo a maioria investigado os benefícios deste composto durante a performance desportiva. Este composto encontra-se sobretudo em produtos de origem animal, como a carne.

O papel da creatina no funcionamento cerebral foi reportado anteriormente, mas não foram apresentados dados relativamente aos efeitos da suplementação de creatina em vegetarianos, um grupo com níveis inferiores de creatina muscular.

De acordo com novos resultados publicados em British Journal of Nutrition, os vegetarianos mostraram melhorias a nível de memória, após 5 dias de suplementação diária com creatina. Tais melhorias não foram observadas em omnívoros, que regularmente comem carne.

Source: British Journal of Nutrition
Published online ahead of print, doi: 10.1017/S0007114510004733
“The influence of creatine supplementation on the cognitive functioning of vegetarians and omnivores”
Authors: D. Benton and R. Donohoe
15-12-2010

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