218: Estudo revela que a cafeína é eficaz no combate à depressão

 

Equipa de especialistas de quatro países foi coordenada por Rodrigo Cunha, investigador português do Centro de Neurociências e Biologia Celular. A depressão é a doença com “maiores custos socioeconómicos do mundo ocidental”.

Foto: DR

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Uma equipa de 14 investigadores de Portugal, da Alemanha, do Brasil e dos Estados Unidos concluiu que o consumo de cafeína é eficaz no combate à depressão, anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

“O consumo de cafeína é eficaz tanto na prevenção como no tratamento da depressão”, revela um estudo internacional acabado de publicar na revista da Academia Americana de Ciências “Proceedings of the National Academy of Sciences”, afirma a UC numa nota divulgada, esta terça-feira.

A equipa de especialistas dos quatro países, que foi coordenada por Rodrigo Cunha, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e docente da Faculdade de Medicina da UC, chegou a esta conclusão depois de, durante seis anos, ter efectuado “estudos e experiências em modelos animais (ratinhos) para avaliar em que medida a cafeína interfere na depressão”.

A depressão é a doença com “maiores custos socioeconómicos do mundo ocidental”.

Os animais que consumiram cafeína, em doses equivalentes a quatro/cinco chávenas de café por dia em humanos, “apesar de todas as situações negativas a que foram sujeitos”, apresentaram “menos sintomas” de depressão do que aqueles aos quais não foi ministrada cafeína, que registaram “as cinco alterações comportamentais típicas da depressão”, sublinha Rodrigo Cunha.

Sujeitos a situações de Stress Crónico Imprevisível, isto é, a “sucessivas situações negativas e, por vezes, extremas (privação de água, exposição a baixas temperaturas, etc.), durante três semanas”, os animais aos quais foi administrada cafeína diariamente resistiram melhor.

Os animais que não consumiram cafeína revelaram “imobilidade (os ratinhos deixaram de reagir), ansiedade, anedonia (perda de prazer), menos interacções sociais e deterioração da memória”, acrescenta o coordenador do estudo.

Fármaco seguro usado na doença de Parkinson

Considerando um estudo anterior realizado nos EUA, no qual Rodrigo Cunha participou como consultor científico, em que “doentes de Parkinson tratados com istradefilina – um novo fármaco da família da cafeína antagonista dos receptores A2A (fármaco que inibe a actuação dos A2A) – mostraram melhorias significativas, a equipa decidiu aplicar este medicamento nos ratinhos deprimidos”, adianta a UC.

Em apenas três semanas de tratamento, “o fármaco foi capaz de inverter os efeitos provocados pela exposição inicial a Stress Crónico Imprevisível e os animais recuperam para níveis semelhantes aos do grupo de controlo (constituído por ratinhos saudáveis)”, sublinha Rodrigo Cunha.

Embora seja necessário efectuar um ensaio clínico, a transposição deste fármaco para a “prática clínica pode ser bastante rápida, assim haja vontade da indústria farmacêutica, porque estamos perante um fármaco seguro, já utilizado nos EUA e no Japão para o tratamento da doença de Parkinson”, sustenta o investigador.

O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Departamento de Defesa dos EUA e The Brain & Behavior Research Foundation (NARSAD).

Rádio Renascença
09-06-2015 11:51

216: Doentes do SNS com depressão vão poder fazer psicoterapia através de smartphone

 

Plataforma será apresentada na quarta-feira. A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento.

Fotografia © Gonçalo Villaverde/Global Imagens

Fotografia © Gonçalo Villaverde/Global Imagens

A partir de Setembro, os utentes do Serviço Nacional de Saúde com depressão ligeira a moderada vão poder contar com uma plataforma digital de auto-ajuda prescrita pelo médico de família para combater a doença e prevenir o suicídio.

Esta plataforma, que faz parte de um projecto da EUTIMIA – representante em Portugal da Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal, será apresentada na quarta-feira.

Trata-se de uma ferramenta cognitiva comportamental, por módulos, que as pessoas utilizam quando é prescrita pelo médico de família, e que depois é guiada pelo próprio médico de família ou enfermeiro ou psicólogo dos cuidados de saúde primários, que trabalham em equipa, explicou à Lusa o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente da EUTIMIA.

A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento, e “basicamente responde às necessidades de 90% dos doentes com depressão nos cuidados de saúde primários”.

Reconhecendo que nem todos os utentes usam Internet e smartphones, Ricardo Gusmão assegura que este é um instrumento que se “afigura como de crescente importância”, pois comprovadamente funciona, que “é o mais importante”.

Num dos módulos, exemplificados por Ricardo Gusmão, o despertador toca e a aplicação regista a que horas é que a pessoa acordou e pergunta imediatamente a que horas é que se deitou no dia anterior e como é que a pessoa dormiu.

“Isto tem a ver com a qualidade do sono, que é importantíssimo para a saúde mental das pessoas”, acrescentou.

Se estiverem a fazer medicação, há um módulo de uma semana sobre essa questão, que responde às principais preocupações de cada um dos doentes com este assunto.

“As pessoas são chamadas a interagir com o smartphone ou o tablet e, desta forma, registar os resultados que são enviados para a pessoa que está a orientar este processo do tratamento”, afirmou.

Segundo o psiquiatra, está demonstrado cientificamente que funciona tanto como ir ao psicólogo fazer esta técnica cognitivo-comportamental face a face.

“No fundo é uma psicoterapia adaptada à interacção do individuo com ele próprio e com a ajuda de um terceiro”, sublinhou.

Para pôr em prática este projecto, os médicos vão ser treinados para reconhecer quem é que tem indicação para lhe ser prescrita esta plataforma e os enfermeiros e psicólogos vão ser treinados para fazer essa orientação.

O projecto já começou, as ferramentas estão a ser adaptadas e estão a ser introduzidas melhorias, disse, acrescentando que o projecto “vai para o terreno depois de Setembro”.

Em Setembro, vai ser feita a formação primeiro dos líderes regionais – entre 12 e 20 pessoas que trabalham no norte – para depois estes treinarem “peritos em depressão” que trabalham nos cuidados de saúde primários e que ficam capacitados para diagnosticar e tratar a depressão, inclusivamente por meios não farmacológicos.

Ao todo o projecto prevê a formação de um universo de 4.300 profissionais dos cuidados de saúde primários (1.700 médicos de família e 2.435 enfermeiros, entre outros especialistas), dos quais 900 serão os considerados peritos em depressão.

O projecto vai envolver um milhão de utentes, sendo que se estima que 200 mil sofram de depressão. Os outros envolvidos são pessoas com patologias mentais comuns que utilizam os cuidados de saúde primários.

Este projecto, juntamente com outro que visa promover a saúde mental em contexto escolar e combater o ciberbullying, vão ser desenvolvidos graças a uma verba de 730 mil euros obtida através da Administração Central do Sistema de Saúde, no âmbito do programa EEA Grants (linha de financiamento concedida pela Islândia, Liechtenstein e Noruega aos estados Membros da União Europeia.

A EUTIMIA é uma organização não governamental com menos de dois anos de existência criada para apoiar sobreviventes do suicídio.

Jornal Diário de Notícias
26/05/2015
Por Lusa

57: Facebook pode ser comparado a uma droga?

 

Uma equipa de investigadores da Noruega realizou um estudo em que compara a utilização frequente do Facebook com o consumo de drogas e lança uma série de perguntas que permite verificar o grau de vício na mais conhecida rede social da internet.

O grau de vício pode-se medir através de seis perguntas, entre as quais, se passa muito tempo a pensar no Facebook, se já tentou reduzir a utilização mas não conseguiu ou se fica inquieto ou nervoso se o proibirem de usar o Facebook.

A psicóloga Cecile Andreassam afirma que responder mais de quatro vezes “frequente” ou “muito frequente” a estas seis questões pode ser preocupante.

A investigação foi publicada na revista Psychological Reports e evidencia que a natureza social do Facebook afasta os jovens do contacto frente a frente.

In i online
Por André Vinagre
publicado em 10 Maio 2012 – 20:31

23: Livro de plantas medicinais ensina a baixar colesterol com arroz vermelho e prevenir cancro com chá verde

 

Saúde

Baixar o colesterol com arroz vermelho fermentado ou lutar contra alguns cancros com chá verde são alguns dos temas abordados no livro “Naturopatia – a Natureza cura a Natureza”, cujo lançamento vai ser sábado, no Porto.

“A eficácia do hipericão no combate à depressão, do arroz vermelho fermentado na luta contra o colesterol ou do chá verde na prevenção de vários géneros de cancro são alguns dos poderes curativos que o livro aborda, explicou à Lusa João Beles, autor do livro “Naturopatia – a Natureza cura a Natureza”.

O livro, cujo lançamento vai decorrer pelas 18:00 de sábado, dia 10, na delegação do Porto do Instituto de Medicina Tradicional (IMT), explica as propriedades terapêuticas de 100 das plantas medicinais mais utilizadas em Naturopatia.

“De acordo com as escolhas que fazemos, podemos não só prolongar a nossa esperança de vida por mais 10 a 20 anos, mas também aumentar a sua qualidade. Podemos, em suma, dormir melhor, envelhecer mais devagar e ser mais inteligentes e fortes”, referiu João Beles, adiantando que se baseou em “mil estudos científicos”.

João Beles, professor de Bases Científicas da Medicina Natural no Curso de Naturopatia do IMT, afirma que este livro vem demonstrar que é possível, através da utilização correta das plantas medicinais, modificar o modo como os genes desencadeiam as doenças.

“Este mecanismo, explicado pelos estudos mais recentes de uma nova ciência, a Epigenética, vem provar que o aparecimento de grande parte das patologias não é uma lotaria, estando, por isso, a saúde nas nossas próprias mãos”, defende o naturopata.

In Destak online
07 | 12 | 2011 16.47H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

2: Baixos níveis de vitamina D poderão estar relacionados com maior risco de depressão

 

Dados da terceira National Health and Nutrition Examination Survey, realizada nos E.U.A., revelaram que pessoas com deficiência de Vitamina D correm maior risco de ter episódios depressivos, comparativamente com pessoas com níveis suficientes desta vitamina, de acordo com o publicado no International Archives of Medicine.

Não existe ainda conhecimento suficiente para saber se é a deficiência em vitamina D que leva à depressão ou se será a depressão que conduzirá à deficiência em vitamina D – mais estudos serão necessários para decifrar o papel decisivo da vitamina D em transtornos psicossomáticos. No entanto, mesmo não sendo conhecida a relação causa e efeito entre a depressão e a deficiência em vitamina D, numa perspectiva de saúde pública, a coexistência de baixos níveis de vitamina D e depressão são motivo de preocupação. Por este motivo, é importante identificar pessoas que correm maior risco de ter deficiência em vitamina D e/ou para a depressão e intervir mais cedo nas mesmas, pois estas duas condições têm enormes consequências negativas sobre a saúde a longo prazo.

A Organização Mundial de Saúde prevê que, dentro de 20 anos, mais pessoas serão afectadas por depressão do que por qualquer outro problema de saúde, classificando a depressão como a principal causa de incapacidade no mundo, com cerca de 120 milhões de pessoas afectadas.

Relativamente à relação entre a vitamina D e a depressão, esta não é a primeira vez que é estudada. Com base em dados de 1 282 indivíduos com idades entre os 65 e 95 anos, cientistas holandeses publicaram em 2008 no Archives of General Psychiatry que baixos níveis desta vitamina e baixos níveis sanguíneos da hormona paratiroide estavam associados com altas taxas de depressão. Uma revisão sobre esta temática realizada por Bruce Ames e Joyce McCann do Children’s Hospital and Research Center em Oakland destacou também o papel desta vitamina na manutenção da saúde do cérebro, observando a ampla distribuição de receptores de vitamina D em todo o cérebro.

Posteriormente, Vijay Ganji Ph. D., R.D. e os seus colaboradores do estado da Geórgia analisaram dados de 7 970 residentes nos Estados Unidos com idades entre os 15 e os 39. Os resultados obtidos neste estudo mostraram que pessoas com níveis de vitamina D de 50 nanomoles por litro sangue ou menos corriam um risco acrescido de 85% de terem episódios depressivos recorrentes, comparativamente com pessoas com níveis mínimos de 75 nanomoles de vitamina D por litro de sangue.

O mecanismo através do qual a vitamina D desempenha o seu papel na saúde mental ainda não é claramente compreendido mas sabe-se que a vitamina D, na sua forma activa, aumenta o metabolismo da glutationa nos neurónios, portanto, promove a actividade antioxidante que os protege de processos oxidativos degenerativos.

Os investigadores deste estudo verificaram assim que a vitamina D está envolvida na expressão de genes para a produção de neurotransmissores como a dopamina mas é importante ter a noção de que os respectivos resultados não provam que a deficiência de vitamina D causa depressão. Serão necessários estudos complementares para decifrar o mecanismo que permite a associação entre a vitamina D e esta patologia.

Para além desta associação à depressão, a vitamina D tem estudos que comprovam cientificamente a sua eficácia na manutenção da saúde óssea, correcta função nervosa e imunitária e correcta função tiroideia e paratiroideia quando tomada como suplemento alimentar.

Fonte: International Archives of Medicine
2010, 3:29 doi:10.1186/1755-7682-3-29
“Serum vitamin D concentrations are related to depression in young adult US population: the Third National Health and Nutrition Examination Survey”
Authors: V. Ganji, C. Milone, M.M. Cody, F. McCarthy, Y.T. Wang
10-12-2010

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