493: Comer alimentos picantes reduz risco de morte prematura em 25%

 

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

Hans / Pixabay

Os indivíduos que consomem alimentos picantes, sobretudo malagueta, podem viver mais e ter um risco significativamente reduzido de morrer de doenças cardiovasculares ou cancro, de acordo com uma pesquisa que será apresentada nas American Heart Association’s Scientific Sessions 2020.

De acordo com uma pesquisa levada a cabo por investigadores norte-americanos, divulgada no Science Daily, a ingestão abundante do ingrediente picante pode reduzir o risco de morte precoce em 25%.

A investigação revela que os consumidores frequentes apresentam uma predisposição entre 26 a 23% menor de morrerem vítimas de doenças cardiovasculares ou de cancro, respectivamente.

Para analisar os efeitos da malagueta na mortalidade, os cientistas analisaram 4.729 estudos de cinco bancos de dados de saúde globais (Ovid, Cochrane, Medline, Embase e Scopus). Os registos de saúde e dieta de mais de 570.000 indivíduos nos Estados Unidos, Itália, China e Irão foram usados para comparar os resultados daqueles que consumiram malagueta com aqueles que raramente ou nunca comeram.

O estudo descobriu que as pessoas que comiam malagueta tinham uma redução relativa de 26% na mortalidade cardiovascular; de 23% na mortalidade por cancro; e de 25% na mortalidade por todas as causas.

“Ficamos surpreendidos ao descobrir que, nestes estudos já publicados, o consumo regular de malagueta foi associado a uma redução geral do risco de morte por todas as causas, doenças cardiovasculares e cancro”, reagiu o autor Bo Xu, cardiologista da Cleveland Clinic’s Heart, Vascular & Thoracic Institute em Cleveland, Ohio.

As razões e os mecanismos que explicam esta descoberta são, no entanto, desconhecidos.

ZAP //

Por ZAP
14 Novembro, 2020

 

 

467: Novos implantes cardíacos podem salvar 10 mil vidas por ano

 

 

SAÚDE

Lucien Monfils / Wikimedia
Radiografia de um paciente com um pacemaker

O chamado envelope antibiótico envolve o implante cardíaco e previne infecções no paciente. Por ano, morrem cerca de 10 mil pessoas devido a infecções geradas pelo implante.

O pacemaker é um pequeno aparelho que é colocado debaixo da pele para controlar e promover os batimentos cardíacos. Existem muitos motivos para a implantação de um pacemaker, sendo que o envelhecer natural do sistema eléctrico do coração é o principal motivo.

A implantação de um pacemaker é um procedimento simples e rápido, que envolve uma pequena cirurgia com anestésico local. No entanto, milhões de pessoas que recebem implantes cardíacos correm o risco de infecções potencialmente fatais.

Estudos mostraram que até 4% dos pacientes com implante, ou 60.000 pacientes a cada ano, desenvolvem uma infecção. Esta pode levar a internamentos hospitalares durante semanas e, em países sem serviço nacional de saúde como os EUA, custar dezenas de milhares de dólares. Além disso, até 17% dos pacientes, ou 10.000 por ano, que contraem estas infecções podem morrer.

Agora, uma equipa de investigadores está a tentar encontrar uma solução para esse problema, procurando reduzir o risco de infecção. Os cientistas criaram envelopes antibióticos, que se colocam à volta dos implantes e que evitam a infecção.

Neste momento há dois envelopes deste tipo, o TYRX e o CanGaroo, que já receberam aprovação da Food and Drug Administration (FDA).

“O uso do envelope antibiótico levou a uma redução adicional de 40% nas infecções durante o primeiro ano após a implantação. E não vimos nenhum aumento nas complicações com o uso do envelope, indicando que é seguro usar”, disse Khaldoun Tarakji, especialista em electrofisiologia cardíaca em Cleveland, citado pelo OZY.

Uma paciente de 19 anos norte-americana relatou a um blogue médico de Stanford a sua experiência de implantar um pacemaker com recurso ao novo envelope antibiótico. Bea White realçou que a sua saúde mental “está completamente diferente da primeira que entrou no hospital” e que agora tem “mais confiança e felicidade”.

ZAP //

Por ZAP
20 Outubro, 2020

 

 

359: Não é só um coração partido. O cérebro também sofre com o fim de uma relação

 

CIÊNCIA/SAÚDE/DEPRESSÃO/NEUROCIÊNCIA

(CC0/PD) 1388843 / Pexels

Ter um “coração partido” depois do término de uma relação é normal. No entanto, uma nova investigação sugere que o cérebro sofre mais do que pensávamos.

Um estudo recentemente publicado na revista NeuroImage: Clinical concluiu que não é apenas o coração que sofre com o fim de uma relação. Ter o “coração partido” dificulta o pensamento, porque o cérebro perde o controlo devido a padrões anormais de comunicação neural e organização funcional reduzida.

Estes indícios cerebrais são sintomas de pacientes com depressão clínica. “Os estudos de neuro-imagem em repouso identificaram a comunicação anormal de todo o cérebro em pacientes com depressão”, referem os autores do estudo. “No entanto, ainda não está claro se os sintomas depressivos em indivíduos sem diagnóstico clínico têm uma base neural confiável.”

Para descobrir se havia também uma base neural no caso de pacientes que passaram por um recente término de relação, os cientistas decidiram analisar o cérebro de 69 indivíduos sem um diagnóstico clínico depressivo que tinham terminado recentemente um relacionamento.

“Investigamos até que ponto a gravidade dos sintomas depressivos numa amostra não clínica foi associada a desequilíbrios na dinâmica cerebral complexa durante o repouso”, explicaram os investigadores, citados pelo Hipertextual.

Os participantes apresentaram diferentes graus de sintomas depressivos, mas nenhum teve um diagnóstico clínico. No entanto, os cientistas concluíram que a gravidade dos sintomas estava directamente relacionada com os défices na capacidade do cérebro de processar informações.

“Os indivíduos mais tristes mostraram reduções acentuadas na integração global, que se refere à capacidade do cérebro de combinar e processar todas as informações. Esta integração permite-nos entender o mundo e desenvolver respostas cognitivas e comportamentais apropriadas às situações em que nos encontramos”, justificaram.

A equipa de cientistas observou ainda que quanto mais graves os sintomas de depressão, menor a diversidade espacial no cérebro. Se a diversidade cerebral diminui, “a natureza hierárquica da conectividade decompõe-se, resultando num estado mais caótico que reduz a eficiência cognitiva.”

Os cientistas advertiram que a amostra desta investigação é muito pequena. Ainda assim, concluíram que “experiências negativas podem ter um efeito prejudicial na competência operacional do cérebro”. “Podem desencadear uma diminuição na saúde mental, mesmo em pessoas sem diagnóstico clínico.”

ZAP //

Por ZAP
29 Junho, 2020


 

276: Comer um ovo por dia faz bem ao coração

 

(CC0/PD) Trang Doan / pexels

Um estudo publicado recentemente apontou o ovo como um alimento benéfico na prevenção de doenças cardíacas.

As doenças cardiovasculares são, actualmente, a principal causa de morte e incapacidade em todo o mundo, especialmente pelas cardiopatias isquémicas e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Ao contrário do resto do mundo onde é mais frequente a doença isquémica, na China a principal causa de morte prematura é o derrame cerebral.

Enquanto uns apontam a necessidade de limitar o consumo de ovos, devido ao risco de salmonela e colesterol elevado, outros defendem o consumo diário por outras propriedades do alimento. É o exemplo de um estudo recente, publicado na Heart, realizado por um grupo de cientistas do Reino Unido e China, das universidades de Pequim e Oxford.

A investigação refere que os ovos são uma fonte importante de colesterol mas que também contêm proteínas de alta qualidade, muitas vitaminas e componentes bioactivos, como os fosfolipídeos (lípidos que contém ácido fosfórico) e os carotenoides (importantes na alimentação e antioxidantes).

O estudo refere que investigações anteriores que analisaram a associação entre comer ovos e a saúde foram inconsistentes.

Desta vez, os cientistas examinaram as relações entre o consumo de ovos e as doenças cardiovasculares, usando dados de um estudo a decorrer e que junta mais de 500 mil pessoas adultas, com idades compreendidas entre os 30 e os 79 anos, de 10 diferentes regiões da China.

Os participantes, recrutados entre 2004 e 2008, foram questionados sobre a frequência do consumo de ovos e foram acompanhados para determinar a sua morbilidade e mortalidade.

A análise dos resultados revelou que, em comparação com pessoas que não consomem ovos, o consumo diário está associado a um risco menor de doenças cardiovasculares.

Os consumidores diários de um ovo baixaram em 18% o risco de uma doença cardiovascular e só em relação a um AVC a probabilidade baixou 26%. O consumo diário de ovos levou também a uma redução de 25% no risco de cardiopatia isquémica.

Os autores notam que o estudo foi de observação, pelo que não se pode tirar uma conclusão categórica de causa e efeito. Ainda assim, salientam o tamanho da amostra.

“”O presente estudo revela que há uma associação entre o consumo moderado de ovos (um por dia) e uma menor taxa de eventos cardíacos”, afirmaram os autores.

ZAP // Lusa

Por ZAP
24 Maio, 2018

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263: Fazer sauna traz benefícios ao coração

 

(CC0/PD) Zerocool / pixabay

Um banho de sauna de 30 minutos pode fazer a diferença. Uma equipa de investigadores chegou à conclusão que esta prática pode melhorar a sua saúde cardiovascular.

Uma equipa de investigadores internacionais demonstrou que um banho de sauna de 30 minutos reduz a pressão arterial e aumenta a complacência vascular, ao mesmo tempo que “aumenta também a frequência cardíaca de forma semelhante ao exercício físico de intensidade média”.

O líder da equipa, Jari Laukkanen, da Universidade da Finlândia Oriental, em Kuopio, analisou os efeitos de uma sessão de sauna de 30 minutos em 100 indivíduos, tendo o resultado sido publicado no Journal of Human Hypertension.

“A complacência vascular foi medida a partir da artéria carótida e femoral antes da sauna, imediatamente depois da sauna e após 30 minutos de recuperação”, explicaram os investigadores.

Com o avançar da idade, as grandes artérias vão perdendo complacência arterial. A complacência é uma grandeza que expressa a razão entre a variação do volume e a variação de pressão. Isto é, a complacência mede a facilidade de expansão de um sistema tridimensional quando submetido à pressão.

Desta forma, à medida que um indivíduo envelhece, a complacência arterial diminui. Quando submetidas a pressão sistólica, as artérias de grande calibre dilatam-se menos, oferecendo uma maior resistência ao trabalho do ventrículo.

De acordo com o Sci-News, imediatamente após 30 minutos do banho de sauna, a pressão arterial sistólica média dos indivíduos de teste reduziu de 137 mmHg para 130 mmHg e sua pressão arterial diastólica de 82 mmHg a 75 mmHg.

Além disso, a velocidade da onda de pulso carotídeo-femoral média – que é um indicador de complacência vascular – foi de 9,8 m/s antes da sauna, diminuindo para 8,6 m/simediatamente depois.

Durante o banho, a frequência cardíaca dos indivíduos aumentou de forma semelhante ao exercício de intensidade média, assim como a temperatura corporal, que aumentou aproximadamente 2 graus Celsius.

Os resultados evidenciam assim que os mecanismos fisiológicos, provocados pelo banho de sauna, trazem benefícios para a saúde cardíaca através da exposição ao calor.

“A nossa pesquisa indica que o exercício físico regular e um estilo de vida saudável promovem a saúde cardíaca e previnem doenças, mas nem todos os fatores de risco e de proteção são ainda conhecidos”, disse Laukkanen.

No entanto, os investigadores admitem ser necessários novos dados de pesquisa, provenientes de novas experiências relacionadas com os mecanismos fisiológicos da sauna e dos consequentes benefícios para a saúde cardiovascular.

ZAP //
Por ZAP
11 Janeiro, 2018

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251: Robô aperta o coração para manter o sangue a circular em órgãos danificados

 

Cientistas desenvolveram um pequeno robô que aperta o coração para ajudar órgãos danificados a manter o fluxo apropriado de sangue a correr no corpo humano.

A parte que fica à volta do coração é flexível e há um sistema com duas âncoras presas a duas paredes do órgão para fazer com que o átrio ou ventrículo se abra e se feche. Enquanto a parte externa espreme o coração, as âncoras internas manipulam as paredes do órgão.

Quando a parte externa relaxa, tiras elásticas ajudam a parede do coração a voltar à posição original, ficando cheia de sangue que será bombeado para fora. Isto ajuda o coração a bater de forma mais precisa do que com os outros equipamentos utilizados até agora.

Outra grande vantagem desta nova bomba cardíaca é que não há contacto do sangue com o equipamento. Nestes casos, esse contacto exige o uso de anticoagulantes para prevenir a formação de coágulos.

“É sempre difícil manter o equilíbrio da medicação, especialmente em pacientes pediátricos, que correm o risco de sangrar excessivamente ou de coágulos perigosos”, afirma o cirurgião cardíaco Nokolay Vasilyev, do Hospital Infantil de Boston, nos EUA.

O implante do mecanismo é minimamente invasivo e, de acordo com os médicos que trabalham nesta nova tecnologia, tem um baixo risco para os pacientes.

Quando ficará disponível?

Por enquanto, o novo dispositivo está a ser testado em corações de porcos vivos, em diferentes simulações que imitam várias formas de problemas cardíacos humanos. Essas experiências não incluem o implante permanente nos animais, apenas é usado de forma temporária.

O próximo passo será deixar o dispositivo num animal durante alguns meses, para verificar se o sangue é bombeado da forma correta e necessária.

Depois desta fase, o pequeno robô será testado em voluntários humanos. Se tudo correr como planeado, o equipamento estará disponível daqui a pelo menos três anos para ajudar os 23 milhões de pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

ZAP // HypeScience

Por HS
27 Novembro, 2017

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