551: Médico que descobriu o ébola alerta para o surgimento de novos vírus letais

 

 

SAÚDE/VÍRUS/CONTÁGIOS

Vírus com origem nos animais, que depois são transmitidos aos seres humanos, são “uma ameaça à humanidade”. Mais vão surgir, diz o cientista.

O cientista Jean-Jacques Muyembe Tamfum, professor e uma das pessoas que descobriu o ébola, diz à CNN que a humanidade enfrenta um número novo e potencialmente fatal de vírus saídos da floresta tropical de África. Chama-lhes “uma ameaça para a humanidade” e avisa que mais doenças que passam de animais para humanos vão aparecer

Não são casos raros. A febre amarela, gripe, raiva, brucelose ou a doença de Lyme (febre da carraça) são exemplos de doenças que passam de animais para humanos. Outro caso, é o vírus do HIV, que começou nos chimpanzés, sofreu uma mutação e se espalhou pelo mundo. O vírus aloja-se num animal e é esse animal que o transmite aos humanos. No caso do SARS-Cov-2 acredita-se que tudo terá começado com morcegos, na China.

O cenário traçado por Jean-Jacques Muyembe Tamfum é pessimista. Acredita que outras pandemias podem acontecer num futuro próximo. “Sim, sim, acredito que sim”, diz à CNN.

Novos vírus estão a ser descobertos – três ou quatro por ano, a maioria oriundos de animais. Os números crescentes devem-se sobretudo à destruição dos ecossistemas e ao comércio de animais selvagens.

Os habitats são destruídos, os animais de maior porte desaparecem enquanto ratos, morcegos e insectos crescem e se multiplicam. Convivem com seres humanos e transportam doenças.

Foi, acredita-se, o que aconteceu com o ébola.

Uma história com 44 anos

O ébola foi descoberto em 1976. O professor Jean-Jacques Muyembe Tamfum recolheu as amostras de sangue daqueles doentes que contraíam um vírus que matava 88% dos doentes e 80% dos profissionais de saúde que cuidavam deles. As descobertas resultaram da cooperação entre o que se detectava no hospital do então Zaire e era levado para laboratórios na Bélgica e EUA.

Ainda que não se saiba exactamente como é que o ébola foi transmitido aos seres humanos, os cientistas acreditam que foi a forte intrusão na floresta tropical que levou à disseminação do ébola. Os locais onde eclodiram surtos da doença coincidem com locais alvo de desflorestação um par de anos antes.

Na República Democrática do Congo, Jean-Jacques Muyembe Tamfum continua o seu trabalho no laboratório que abriu as portas em Fevereiro e onde dezenas de amostras de sangue são analisadas, financiados por fundos japoneses, norte-americanos da Organização Mundial de Saúde (OMS). Procuram doenças ainda desconhecidas.

“Se um vírus for detectado cedo haverá oportunidade para se desenvolverem novas estratégias para combater estes patogénicos”, explica o cientista.

É no processo em que os animais são vendidos para serem comidos que os cientistas acreditam que se dá a passagem destes vírus. Essa carne é considerada iguaria e muito apreciada entre os mais ricos. -macacos, crocodilos e outros animais selvagens. No Congo, provêm da floresta tropical e, apesar de ser meio de subsistência de muitos agricultores de pequena e média escala, a solução, dizem os cientistas, é proteger os ecossistemas.

Diário de Notícias
22 Dezembro 2020 — 12:41

 

 

541: Covid-19: 109 concelhos de Portugal continental no nível de risco extremo e muito elevado de contágio

 

 

SAÚDE/COVID-19/CONTÁGIOS

Lisboa, 23 dez 2020 (Lusa) – Cento e nove concelhos de Portugal continental estão nos níveis de risco muito elevado e extremo de contágio pelo novo coronavírus, menos seis do que no início do mês.

109 concelhos de Portugal continental no nível de risco extremo e muito elevado de contágio

A nova lista que divide os municípios entre os níveis moderado, elevado, muito elevado e extremo de contágio foi divulgada pelo Governo na semana passada, mas apenas produzirá efeito a partir das 00:00 de quinta-feira, quando entrar em vigor o novo estado de emergência, que se prolonga até às 23:59 de 07 de Janeiro.

Ou seja, as restrições aplicadas devido à pandemia de covid-19 em cada um dos concelhos, mesmo que tenham subido ou descido de nível, apenas começam a ser aplicadas na quinta-feira.

Segundo a nova lista de níveis de risco, existem agora 30 concelhos em risco extremo de contágio, menos cinco do que em 02 de Dezembro, e 79 em risco muito elevado, mais um do que no início do mês.

O número de concelhos considerados de risco elevado permanece inalterado, 92, enquanto os municípios de risco moderado são agora 77, mais quatro do que no princípio do mês.

A Área Metropolitana de Lisboa, composta por 18 municípios, tem cinco concelhos no nível muito elevado: Almada, Barreiro, Lisboa, Moita e Montijo.

No início do mês, Almada, Barreiro e Lisboa já estavam neste nível, mas a Moita e o Montijo subiram de risco elevado para muito elevado.

No nível elevado estão 13 concelhos, tendo Loures descido do nível muito elevado. São eles Alcochete, Amadora, Cascais, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Na Área Metropolitana do Porto, pela primeira vez desde o início da divisão por níveis de risco, um concelho saiu dos níveis de maior risco: Vale de Cambra, que era considerado concelho de risco muito elevado de contágio, passou para o nível de risco elevado.

No nível de risco extremo estão quatro concelhos, metade dos que estavam no dia 02 de Dezembro. Oliveira de Azeméis subiu de risco muito elevado para extremo e Póvoa de Varzim, Trofa e Vila do Conde permanecem no mesmo nível.

Os restantes 12 concelhos da Área Metropolitana do Porto estão no nível de risco muito elevado: Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Paredes, Porto, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, São João da Madeira, Valongo e Vila Nova de Gaia.

Espinho, Paredes, Santa Maria de Feira, Santo Tirso e São João da Madeira foram os concelhos que desceram de risco extremo para muito elevado nas últimas duas semanas.

Em Novembro, o executivo dividiu os 278 municípios do continente em quatro grupos, consoante o nível de risco de transmissão – moderado, elevado (entre 240 e 480 casos por 100 mil habitantes), muito elevado (entre 480 e 960) e extremamente elevado (mais de 960). As listas podem ser consultadas em www.covid19estamoson.gov.pt.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.718.209 mortos resultantes de mais de 77,9 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 6.343 pessoas dos 383.258 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
Lusa
23 Dezembro 2020 — 17:54

 

 

 

515: Há duas razões que podem explicar como algumas pessoas transmitem covid-19 mais facilmente

 

 

SAÚDE/COVID-19/CONTAMINAÇÃO

Os “super-espalhadores” são um dos grandes problemas da expansão da pandemia de covid-19. Vários estudos mostraram que a maioria das pessoas com o vírus não transmite a infecção a muitas pessoas, mas em casos extremos, um único infectado pode espalhar o vírus por dezenas de pessoas.

Num novo estudo, investigadores da University of Central Florida identificaram algumas características que parecem tornar as pessoas mais propensas a ser um “super-espalhador” de infecções virais, como é o caso da covid-19.

Conforme é relatado no estudo publicado em Novembro na revista Physics of Fluids, a equipa usou um processo de modelagem 3D e simulações de computador para mostrar que os espirros de pessoas que têm o nariz obstruído e uma dentição completa viajam cerca de 60% para mais longe do que aqueles que não têm.

(a) passagem nasal aberta com dentes, (b) passagem nasal aberta sem dentes, (c) passagem nasal bloqueada sem dentes e (d) passagem nasal bloqueada com dentes

Os especialistas explicam que esta hipótese sugere que algumas pessoas parecem transmitir infecções respiratórias mais rapidamente do que outras.

“O corpo humano tem influenciadores, como um sistema associado ao fluxo nasal que interrompe o jacto da boca e impede que este se espalhe por longas distâncias”, explica em comunicado, Michael Kinzel, co-autor do estudo.

Segundo o cientista, também “os dentes criam um efeito de estreitamento no jacto o que o torna mais forte e turbulento. Os dentes parecem conduzir a transmissão, por isso se estivermos perante alguém sem dentes, podemos esperar um jacto mais fraco do espirro deles”.

De acordo com o novo estudo, estes dois factores parece ser cruciais no momento de espalhar o vírus em reuniões onde estão presentes várias pessoas.

Contudo, avança o ISL Science, outras pesquisas – algumas realizadas antes do surgimento da covid-19 – reflectiram sobre o que torna certas pessoas mais infecciosas do que outras.

No início de 2019, um estudo publicado na Scientific Reports sugeriu que falar alto pode ser um factor. As experiências da pesquisa mostraram que quanto mais alto uma pessoa fala, mais saliva, muco e aerossóis são expelidos da boca. No entanto, os estudos também descobriram que algumas pessoas produzem mais aerossóis do que outras, mesmo quando falam no mesmo volume.

Uma outra pesquisa indica que algumas pessoas infectadas podem ter uma carga viral mais alta nos seus corpos e por isso libertam mais o vírus. Isto significa que a saliva e os aerossóis provavelmente contêm uma concentração maior de partículas virais, tornando essa pessoa mais infecciosa.

O ambiente circundante também é um factor importante na criação de um momento que o vírus é espalhado por várias pessoas. O estudo indica que uma sala abafada e mal ventilada é um local mais perigoso do que um lugar ao ar livre onde todos mantêm uma distância de pelo menos 2 metros e usam máscara facial.

Ambientes com luz ultravioleta mais forte, temperaturas mais elevadas e níveis mais altos de humidade também são conhecidos por reduzir a taxa de sobrevivência do vírus covid-19 no ar e nas superfícies, reduzindo o risco de disseminação da infecção.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2020

 

 

446: Conjuntivite pode ser um dos primeiros sinais de covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/CONJUNTIVITE

De acordo com os cientistas, um em cada dez doentes internados pode desenvolver conjuntivite relacionada com o novo coronavírus durante alguns dos estádios da infecção.

© EPA/Peter Komka

A conjuntivite pode ser o primeiro sintoma da infecção pelo novo coronavírus, segundo aponta um estudo realizado por oftalmologistas do Hospital Clínico San Carlos de Madrid, que avaliaram a prevalência e as características clínicas da doença.

O estudo foi elaborado a partir dos sintomas de 301 pacientes internados na clínica, com uma média de idade de 72 anos e é o primeiro do país a descrever a conjuntivite como um dos primeiros sinais da doença num grupo significativo de doentes, afirma a instituição em comunicado citado pelo jornal ABC.

O estudo indica uma prevalência de conjuntivite em 11,6% dos doentes hospitalizados com covid-19.

De acordo com os cientistas, um em cada dez doentes internados pode desenvolver conjuntivite relacionada com o novo coronavírus durante alguns dos estádios da infecção.

Os resultados podem ajudar outros médicos a fazer um diagnóstico precoce da doença, de acordo com os autores do estudo, que explicam que a conjuntivite associada ao covid-19 pode ocorrer em um ou ambos os olhos.

Os sintomas são olhos vermelhos acompanhados de lacrimejar ou leve secreção.

A conjuntivite cura-se espontaneamente em dois ou quatro dias e, até ao momento, não foram identificadas sequelas visuais ou complicações graves associadas.

Os autores do estudo consideram que a actual prevalência de conjuntivite entre os doentes infectados com covid-19 pode estar subestimada, fato que pode ser explicado por serem casos leves ou muito leves, porque os doentes não terem conhecimento que sofrem da doença e também pelo desconhecimento do que poderia significar esta sintomatologia, especialmente no início da pandemia.

Diário de Notícias
DN
01 Outubro 2020 — 19:37

 

 

395: Covid-19 pode afinal ser transmitida até 90 dias após o contágio

 

 

SAÚDE/COVID-19/CONTÁGIO

Estudo russo indica que o período de contágio em alguns casos pode ir muito além dos 14 dias. A mesma investigação aponta que uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus através do nariz neste espaço temporal


A conclusão é de uma grande investigação realizada por cientistas russos do Centro Estatal Véktor de Investigação em Virologia e Biotecnologia. O coronavírus pode ser transmitido até 90 dias após uma pessoa ter sido contagiada, uma informação que contraria o que tem sido a regra geral aplicada, que apontava no sentido de o período de contágio ser de 14 dias.

De acordo com Anna Popova, directora dos serviços federais russos, o organismo de uma pessoa que esteja infectada com covid-19 pode continuar a transmitir o vírus por um período de 90 dias após ter sido contagiada. Segundo a mesma responsável, apoiando-se nas conclusões deste estudo, a transmissão do vírus pode até ocorrer em casos de pessoas que já não têm qualquer sintoma da doença.

Anna Popova, que falava numa sessão de esclarecimento na Academia das Ciências da Rússia, explicou que estudos feitos a pacientes na Rússia indicaram que o período de contágio ia até 48 dias, mas que foram encontrados casos no estrangeiro em que esse período de transmissão do vírus chegou aos 90 dias.

A mesma responsável fez ainda questão de alertar que esta transmissão num espaço temporal até 90 dias não é apenas feita por pessoas que apresentem sintomas. “Uma pessoa que já não apresenta sintomas, que se sente perfeitamente bem e saudável e mesmo que tenha o sangue com todos os indicadores bons, pode continuar a transmitir a covid-19 através do nariz”, explicou.

Anna Popova realçou que não existem até hoje dados suficientes sobre o coronavírus e as suas verdadeiras consequência na saúde humana, mas destacou que neste mesmo estudo do Centro Estatal Véktor de Investigação em Virologia e Biotecnologia, e perante o estudo de 422 amostra, não foi detectado nenhuma mutação significativa do coronavírus.

A Rússia já começou a distribuir a vacina Sputnik-V em várias regiões do país como forma de combate ao covid-19. Nesta primeira fase trata-se de um teste piloto para testar as cadeias logísticas, antes de iniciar uma entrega em larga escala nas próximas semanas.

A vacina russa contra a covid-19 foi a primeira a ser registada no mundo, a 11 de Agosto, e mostrou não produzir efeitos secundários nas duas primeiras fases, embora a terceira ainda não esteja concluída, estando ainda a ser recrutadas as 40 mil pessoas que devem participar nesta fase.

Diário de Notícias

Nuno Fernandes
16 Setembro 2020 — 11:10

 

 

394: Portugal regista mais 425 infectados e quatro mortes por covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19

José Sena Goulão / Lusa

Portugal regista mais quatro mortos e 425 casos de infecção por covid-19 este terça-feira, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Os números revelados no boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira indicam que há mais 425 novos casos de covid-19, o que eleva para 65.021 o número total de casos identificados desde o início da pandemia.

Segundo o Expresso, trata-se de um valor abaixo da média dos últimos sete dias (589,4), mas acima da média dos últimos 30 (364).

A região com o maior número de infectados nas últimas 24 horas é Lisboa e Vale do Tejo (mais 227 novas infecções – 53,4%). Seguem-se o Norte (mais 117 casos), o Centro (mais 51), o Algarve (mais 15), o Alentejo (mais 14) e os Açores (mais 1). A Madeira não registou novos casos.

Nas últimas 24 horas, mais uma pessoa com covid-19 foi internada (478). Além disso, há menos dois infectados em unidades de cuidados intensivos (59).

Portugal registou também mais quatro óbitos. Destes, dois foram registados no Norte, um em Lisboa e Vale do Tejo e outro no Algarve. O total de óbitos é agora de 1.875.

Já se encontra disponível o relatório de situação de hoje, 15 de Setembro, que pode ser consultado integralmente em…

Publicado por Direção-Geral da Saúde em Terça-feira, 15 de Setembro de 2020

Nas últimas 24 horas, foram dados como recuperados mais 177 doentes, sendo agora o total de recuperados de 44.784.

Neste momento, há 18.784 doentes portugueses activos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde, mais 244 do que segunda-feira. Em vigilância estão 36.758 pessoas.

ZAP //

Por ZAP
15 Setembro, 2020