169: Risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, diz especialista

 

O risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, mesmo que entre alguma pessoa infectada, não só devido aos meios e às práticas existentes no país, mas também às características de contágio desta doença, assegura um infecciologista.

dd13082014“A probabilidade de chegar uma pessoa infectada não é tão pequena, mas a de propagação da doença é infinitesimal”, garantiu Jaime Nina à agência Lusa, justificando com os meios de rastreio e de isolamento eficazes, com a preparação dos hospitais para receber os doentes e com as práticas de higiene, prevenção e segurança já existentes há muito tempo entre os profissionais de saúde.

“Em Portugal, se chegar alguém com febre ao hospital, não há enfermeira que lhe faça análises sem luvas. Em África isso não acontece”, exemplificou.

O Ébola é uma doença que não se transmite durante a fase de incubação do vírus, apenas quando a doença já se manifesta, e apenas se transmite por contacto directo com fluidos biológicos, como o sangue ou o sémen, e não por via aérea como acontece com a gripe.

Estas características diminuem o risco de contágio, pois permitem que todas as medidas preventivas sejam tomadas.

“Só se pode transmitir por via aérea se a pessoa tossir e tiver sangue, pois faz aerossol de partículas de sangue. Estes são os doentes mais perigosos e que justificam isolamentos mais rigorosos e utilização dos escafandros pelos profissionais de saúde”, explicou.

Se o doente só tem febre e hemorragias pequenas debaixo da pele, não tem perigo de contágio por via aérea, acrescentou.

“Se um doente viesse com diagnóstico ou com o vírus incubado, não haveria problema, pois seria isolado em tempo útil e quando se manifestasse a doença já estaria controlado”, sublinhou o especialista em medicina tropical.

Após um período de incubação do vírus que dura entre uma semana e dez dias, e em que a doença não é contagiosa, esta manifesta-se através de febre, hemorragias, vómitos e diarreias, variando a taxa de mortalidade entre os 25 e os 90 por cento.

O surto de Ébola que assola a África Ocidental superou a barreira dos mil mortos, com 1.013 vítimas mortais e 1.848 casos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

In Diário Digital online
13/08/2014 |20:01

18: Como prevenir a bronquiolite

 

Tudo o que pode fazer para defender o seu filho desta infecção respiratória viral

A bronquiolite é uma infecção respiratória viral, sendo 50 a 90 por cento dos casos provocados pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

É uma doença contagiosa, transmitindo-se o vírus directamente por secreções contaminadas (tosse, espirro) e indirectamente pelas mãos ou utensílios contaminados. As epidemias ocorrem sobretudo entre os meses de Outubro e Março, atingindo as crianças com menos de dois anos de idade.

A bronquiolite representa um problema de saúde pública, sendo a sua prevenção fundamental, onde os fisioterapeutas têm um papel preponderante ao nível do ensino dos pais e educadores, indo de encontro ao objectivo principal do Programa Nacional de Saúde Escolar da Direcção Geral de Saúde, promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa.

O ensino e informação aos pais, sobre o risco que a criança corre de contrair uma infecção das vias respiratórias, sobretudo se nasceu numa época de epidemia, se frequenta ou tem irmãos que frequentam creches, é de primordial importância na prevenção deste tipo de infecção. A promoção de regras de higiene e cuidados básicos dirigidas aos pais e educadores deverá diminuir a incidência da bronquiolite. A prevenção tem dois objectivos principais, designadamente reduzir a incidência da bronquiolite e retardar a idade da primeira infecção.

Existem várias formas de prevenirmos a bronquiolite das quais salientamos:

1. Lavagem das mãos com água e sabão

A simples lavagem das mãos com água e sabão é a primeira medida indispensável a uma protecção eficaz, principalmente antes do contacto com a criança. Os anti-sépticos podem ser uma alternativa.

2. Lavagem do nariz com soro fisiológico

O ensino da lavagem do nariz com soro fisiológico durante as rinofaringites também é muito importante.

3. Esterilização dos biberões

Regra de higiene simples que deve ser ensinada e à qual se deve dar atenção.

4. Lavagem frequente dos objectos e superfícies

A lavagem frequente dos brinquedos, das chuchas (que não devem ser partilhadas), dos objectos e das superfícies é de extrema importância. Quer em casa, quer na escola, os objectos em contacto com as crianças devem ser diariamente desinfectados.

5. Evitar a exposição de crianças a ambientes de fumo

Existe uma correlação positiva entre a gravidade da bronquiolite e a existência de um fumador em casa. As crianças filhas de fumadoras apresentam uma maior incidência de infecções respiratórias e otites crónicas.

6. Evitar o contacto da criança com familiares e amigos constipados

Esta regra torna-se mais importante ainda quando a criança é mais pequena. Se a própria mãe ou cuidador está constipado, deverá usar máscara que lhe cubra a boca e o nariz durante os cuidados dispensados à criança, caso não haja uma pessoa disponível para o substituir. É também recomendado que lugares com grande concentração de pessoas, como transportes públicos e supermercados sejam evitados, principalmente com crianças de risco.

7. Manter um bom nível nutricional

O aleitamento materno é de extrema importância, uma vez que o colostro e o leite humano contêm anticorpos contra bactérias e vírus importantes na defesa das crianças contra infecções, designadamente a bronquiolite.

8. Retardar a admissão da criança na creche pelo menos até aos 6 meses

Todas as crianças que frequentam creches ou que têm irmãos que as frequentam têm uma probabilidade maior de contrair a doença, posto isto, é importante diminuir o risco, sendo recomendável, em período de epidemia, retardar a admissão da criança na creche pelo menos até aos 6 meses.

Estas são as regras base para a prevenção da bronquiolite, regras estas que deverão ser adaptadas à realidade de cada um e utilizadas com bom senso. Caso existam dúvidas poderá recorrer a um profissional de saúde, nomeadamente a um fisioterapeuta que vai ajudá-la a tomar a decisão mais adequada à situação.

Texto: Inês Fiuza (fisioterapeuta, especialista em fisioterapia respiratória)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

17: Bronquiolite

 

O papel da fisioterapia no tratamento desta infecção respiratória provocada por um vírus

A bronquiolite é uma infecção respiratória viral, sendo 50 a 90 % dos casos provocados pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

É uma doença contagiosa, transmitindo-se o vírus directamente por secreções contaminadas (tosse e/ou espirro) e indirectamente pelas mãos ou utensílios contaminados.

De acordo com diversos estudos epidemiológicos, as epidemias ocorrem sobretudo entre os meses de Outubro e Março, atingindo as crianças com menos de dois anos.

Os sintomas

A bronquiolite caracteriza-se por um acesso agudo de sibilâncias (pieira), febre e/ou rinorreia (corrimento nasal) e hiperinsuflação torácica (tórax insuflado). Pode também existir tosse e dispneia (sinais objectivos de dificuldade respiratória).

Esta doença poderá ser mais ou menos grave, sendo que nos casos mais graves poderá levar mesmo ao internamento hospitalar. Nos nossos hospitais todos os anos são internadas crianças com bronquiolite e o estudo casuístico (Hospital Santo António, Hospital São João, Hospital Santa Maria, Hospital Dona Estefânea, Hospital Garcia da Orta) revela que os picos de maior prevalência ocorreram em Dezembro, Janeiro e Fevereiro e que 66% a 85% das crianças tinham idade inferior a 6 meses.

Como se trata a bronquiolite

O tratamento mais adequado desta doença deverá ser composto por um tratamento médico associado a tratamentos de fisioterapia.

O tratamento médico é baseado na gravidade dos sintomas e centra-se na farmacologia.

Existem várias substâncias que podem ser administradas, sendo que apesar de objectivos idênticos, a sua acção e reacção podem ser diferentes.

Dentro das substâncias medicamentosas encontram-se os broncodilatadores, os corticosteroides, os anti-virais, a antibioterapia (para tratar infecções bacterianas secundárias), os anti-tússicos e a oxigenoterapia. É ainda aconselhado o suplemento hídrico e a alimentação frequente, com refeições fraccionadas.

O papel da fisioterapia

A fisioterapia é recomendada quando há uma obstrução das vias aéreas intra e extra torácicas por secreções. Tendo como modelos de referência os componentes ventilatório, cardiovascular e metabólico subjacentes ao transporte de oxigénio, juntamente com o modelo ICF (International of Functioning, Disability and Health), o fisioterapeuta realiza um exame adequado, uma avaliação dos dados recolhidos que lhe permitem identificar, relacionar e hierarquizar os problemas que podem beneficiar com a sua intervenção.

A intervenção do fisioterapeuta tem vários objectivos, nomeadamente eliminar ou reduzir a obstrução brônquica, prevenir ou tratar a hiperinsuflação e finalmente prevenir danos estruturais que esta doença pode provocar no aparelho respiratório do bebé. Lembre-se que, em caso de suspeita de bronquiolite, poderá sempre recorrer a um fisioterapeuta que, após avaliação criteriosa, o encaminhará de acordo com a situação, podendo desta forma evitar repercussões a longo prazo, sobre a função respiratória do seu filho.

Saiba como prevenir esta infecção respiratória aqui

Texto: Inês Fiuza (fisioterapeuta especialista em fisioterapia respiratória)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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