289: As pessoas podem morrer por “desistir da vida”

 

deanaia / Flickr

De acordo com um novo estudo, uma pessoa pode morrer simplesmente por desistir da vida. Uma vez que entre num estado no qual ache que a derrota é inescapável, a morte pode mesmo tornar-se real.

Segundo John Leach, investigador da Universidade de Portsmouth, nos EUA, o novo estudo, publicado na Medical Hypotheses, é o primeiro a descrever os marcadores clínicos da “desistência da vida”, condição conhecida cientificamente como morte psicogénica.

De acordo com o estudo, a força de vontade por si só pode não ser suficiente para vencer uma situação difícil, mas faz muita diferença.

Morte psicogénica

A condição segue-se habitualmente a um trauma do qual uma pessoa pensa que não há escapatória, fazendo com que a morte pareça o único resultado racional. Essa morte ocorre geralmente três semanas após o aparecimento do primeiro estágio do processo.

Não é suicídio e não está ligado à depressão. O acto de desistir da vida é uma condição muito real, muitas vezes ligada a traumas graves”, esclarece Leach.

O investigador descreveu os cinco estágios que levam ao declínio psicológico progressivo e sugere que a desistência da vida pode ter origem numa alteração num circuito frontal-subcortical do cérebro, que governa o nosso comportamento por objectivos.

O candidato provável é o cortex cingulado anterior, responsável pela motivação, que parece estar associada a certas memórias que permitem à mente humana reconhecer as situações em que é necessário alterar o comportamento habitual.

“O trauma grave pode desencadear o mau funcionamento do cortex cingulado em algumas pessoas. A motivação é essencial para lidar com a vida e, se isso falhar, a apatia é quase inevitável”, explica.

A morte não é inevitável, e pode ser revertida por factores diferentes em cada estágio. As intervenções mais comuns são a actividade física e/ou a pessoa ser capaz de ver que uma situação está, pelo menos parcialmente, sob o seu controlo. Ambos os factores desencadeiam a libertação de dopamina, substância química conhecida como o neurotransmissor do prazer, no organismo.

“Reverter o declínio da morte psicogénica tende a acontecer quando um sobrevivente encontra ou recupera o sentido de escolha, de ter algum controlo, e tende a ser acompanhado por uma cura das feridas psicológicas e renovação do interesse pela vida”, concluiu Leach.

Os cinco estágios

Segundo o investigador, o processo de morte psicogénica ocorre em cinco estágios que levam ao declínio psicológico progressivo.

1. Retirada social

O primeiro estágio, de retirada social, ocorre geralmente após um trauma psicológico. As pessoas nesta fase podem mostrar falta de emoção e indiferença, ficando “absorvidas” no seu próprio mundo.

Os prisioneiros de guerra têm sido frequentemente descritos neste estado inicial. “Retiram” da vida social, vegetando ou tornando-se passivos.

De acordo com Leach, a retirada social pode ser uma forma de lidar com uma situação má, ou seja, afastar-se de qualquer envolvimento emocional externo para permitir um realinhamento interno da estabilidade emocional. Mas, se não for controlada, pode evoluir para apatia.

2. Apatia

Uma “morte emocional” simbólica, a profunda apatia é comum em prisioneiros de guerra e sobreviventes de naufrágios e acidentes aéreos. É uma melancolia desmoralizadora, diferente da raiva, da tristeza ou da frustração.

Também já foi descrita como a ausência do esforço para se conservar. As pessoas nesta fase ficam muitas vezes “desgrenhadas”, sem instinto de higiene. Funciona como um grave desânimo, onde até mesmo a menor tarefa parece exigir o maior esforço possível.

3. Abulia

Este estágio corresponde a uma grave falta de motivação associada a uma resposta emocional abafada, falta de iniciativa e incapacidade de tomar decisões. É improvável que as pessoas nesta fase conversem. Frequentemente, desistem de se lavar ou comer.

Geralmente, a pessoa perde a sua motivação intrínseca – a capacidade ou o desejo de começar a agir para se ajudar -, mas ainda pode ser motivada por outras pessoas, através de educação persuasiva, raciocínio, antagonismo e até agressão física.

“Uma coisa interessante sobre a abulia é que parece haver uma mente vazia ou uma consciência desprovida de conteúdo. As pessoas que se recuperaram deste estágio descrevem-no como ter a mente papa, ou não ter nenhum pensamento”, diz Leach.

4. Acinesia psíquica

Nesse estágio, a pessoa está consciente, mas em estado de profunda apatia e insensível a dores extremas. Muitas vezes são incontinentes, e deitam-se em cima das suas próprias excreções.

A falta de resposta à dor foi descrita no estudo de um caso em que uma jovem, diagnosticada posteriormente com acinesia psíquica, sofreu queimaduras de segundo grau ao visitar a praia, porque não saiu do sol.

5. Morte psicogénica

O estágio final é a desintegração de uma pessoa. “É quando alguém desiste. Ela pode estar deitada nos seus próprios excrementos e nada – nenhum aviso, espancamento ou súplica – pode fazê-la querer viver”, diz John Leach.

A passagem do estágio quatro, a acinesia psíquica, para o estágio cinco, a morte psicogénica, geralmente leva de três a quatro dias. Pouco antes da morte, há frequentemente um falso “despertar”, um lampejo de vida, como quando alguém de repente decide desfrutar de um cigarro.

“Parece por algum tempo que o estágio de mente vazia passou e foi substituído pelo que poderia ser descrito como um comportamento direccionado a um objectivo. Mas o paradoxo é que o objectivo em si parece ser perder a vida”, conclui Leach.

ZAP // HypeScience / Medical Xpress

Por HS
29 Outubro, 2018

 

287: Descoberto antibiótico que pode combater as bactérias super-resistentes

 

massdistraction / Flickr

Um grupo de cientistas chineses sintetizou um complexo antibiótico que é eficaz contra as bactérias resistentes aos medicamentos actuais e é baseado num grupo de compostos descobertos na União Soviética na década de 40.

De acordo com a revista Chemical & Engineering News, este antibiótico é utilizado com sucesso em tratamentos experimentais contra infecções em humanos.

Os especialistas explicaram que se focaram nas moléculas de albomicina a partir da bactéria Streptomyces griseus, que se encontra no solo e se alimenta de restos de vegetais em decomposição, relata o estudo publicado esta semana na Nature Communications.

As albomicinas penetram no sistema de defesa das bactérias e atravessam a sua dupla membrana fosfolipídica de forma a torná-las inactivas.

Em 1955, o biólogo russo Georgy Gause desenvolveu um sistema também baseado nas albomicinas, que se mostrou eficaz em casos de pneumonia infantil e complicações derivadas da disenteria e sarampo, relata a British Medical Journal.

A sua natureza completamente atóxica foi confirmada quando o antibiótico foi utilizado em humanos durante práticas clínicas.

A nova pesquisa, liderada por Yun He, da Universidade de Chongqing, China, conseguiu sintetizar três albomicinas e uma delas – denominada delta-2 – tem-se mostrado altamente eficaz contra diferentes variedades da bactéria Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus, três das quais eram resistentes à meticilina.

Além disso, a albomicina delta demonstrou ser muito mais potente do que alguns dos antibióticos utilizados frequentemente, como, por exemplo, a penicilina.

Este composto ainda não está disponível para venda, mas proporciona um grande avanço em relação ao combate das bactérias multi-resistentes a antibióticos.

Por SN
9 Setembro, 2018

283: Cientistas “congelam” cancro para que a doença não se espalhe

 

National Cancer Institute / NIH

Recorrendo a uma estratégia inédita, cientistas do Instituto OHSU Knight Cancer, em Oregon, nos Estados Unidos, conseguiram “congelar” células cancerígenas em cobaias. Através de uma nova molécula, travaram o movimento das células, impedido assim que o tumor se alastrasse para o resto do corpo.

A nova pesquisa, publicada o mês passado na revista Nature Communications, explica que esta é uma mudança na perspectiva na longa batalha contra o cancro. Actualmente, os grandes esforços para combater o cancro concentravam-se mais em matar o tumor.

Os novos testes foram realizados em cobaias com a molécula KBU2046, um composto capaz de inibir o movimento de células cancerígenas de mama, próstata, colo, recto e pulmão.

“Estamos a estudar uma maneira completamente diferente de tratar o cancro”, disse em comunicado Raymond Bergan, professor de oncologia médica no instituto.

O cientista explicou que, juntamente com a sua equipa, fizeram diversos estudos químicos para pensar num composto que só inibisse o movimento das células cancerígenas, não causando qualquer dano ou efeitos nas células saudáveis.

Bergan refere ainda que o laboratório de Karl Scheidt – professor de Química e Farmacologia na Universidade de Northwestern – foi o responsável por pensar em novos compostos que pudessem impedir a motilidade dos tumores. O grande desafio passava por encontrar substâncias com poucos efeitos colaterais.

“Começamos com uma substância química que impedia o movimento das células. Depois, sintetizámos o composto várias vezes para que fizesse um trabalho perfeito – mobilizar as células sem causar efeitos colaterais”, explicou Karl Scheidt.

Scheidt explica que a molécula KBU2046 liga-se às proteínas das células de forma específica, garantindo assim que só impede o movimento. Não há outra qualquer acção sobre as estruturas celulares, o que minimiza os efeitos colaterais e a toxicidade. “Levámos anos para a descobrir”, comemora.

Kristyna Wentz-Graff / OHSU
Ryan Gordon e Raymond Bergan com membros de sua equipe

Os investigadores esperam que a molécula possa ser administrada em cancros em fases iniciais, tendo diminuir ao máximo que o tumor se espalhe para o resto do corpo, tornando a doença intratável.

Serão agora necessários, segundo os cientistas, dois anos e cerca de 5 milhões de euros para que os primeiros testes possam ser aplicados em humanos.

Por ZAP
20 Agosto, 2018

 

280: Cientistas criaram “imunobiótico” que persegue e destrói super-bactérias

 

NIH / Flickr
Uma colónia de milhões de bactérias Pseudomonas aeruginosa

Cientistas norte-americanos criaram um novo antibiótico que persegue e elimina as mortíferas super-bactérias resistentes aos antibióticos.

Investigadores da Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, EUA, fundiram parte de um antibiótico existente com uma molécula que atrai anticorpos libertados pelo sistema imunitário para combater invasores.

Este “imunobiótico” tem como alvo uma variedade de bactérias responsáveis por doenças como a pneumonia e a intoxicação alimentar, incluindo os que muitas vezes se tornam resistentes a antibióticos de última geração.

“A inspiração veio principalmente do recente sucesso da imunoterapia contra o cancro”, disse Marcos Pires, autor principal do estudo publicado a semana passada na revista Cell Chemical Biology.

A imunoterapia contra o cancro, que Pires descreveu como “revolucionária” para os pacientes, também aproveita o poder do sistema imunológico, mas destrói células cancerosas em vez de bactérias.

A equipa de Marcos Pires queria descobrir se o sistema imunológico pode ser usado para ajudar os antibióticos a trabalhar de forma mais eficiente.

“Antecipámos que a resistência se desenvolveria mais lentamente, devido à dupla forma como actua: por actividade anti-microbiana tradicional e por imunoterapia. Isso deve permitir menos mecanismos para escapar à acção dos nossos agentes”, explica Pires.

O investigador e a sua equipe testaram o novo composto numa série de bactérias declaradas pela Organização Mundial da Saúde como de alta prioridade, por haver muito poucos medicamentos eficazes contra elas.

Entre estas estavam as bactérias Pseudomonas aeruginosa, causa comum de pneumonia em pacientes com cancro, vítimas de queimaduras e pessoas com fibrose cística. Testes em vermes nematóides infectados com Pseudomonas mostraram que o imunobiótico as atingiu com sucesso e eliminou as bactérias.

Ao aderir às bactérias, a droga inflige-lhes danos directos enquanto actua como farol para os anticorpos que acorrem a seguir em massa para terminar o trabalho. No corpo, as bactérias que ficam cobertas de anticorpos são destruídas pelos glóbulos brancos.

Os investigadores basearam o novo composto num antibiótico de último recurso existente, chamado polimixina, que danifica a superfície externa das células bacterianas, fazendo-as explodir e morrer.

Evidências crescentes sugerem que esta última linha de defesa antibiótica está sob ameaça, o que significa que há uma necessidade urgente de novos anti-bacterianos. A nova droga imunobiológica liga-se a moléculas na superfície de bactérias que não são encontradas em células humanas.

Embora o composto ainda não tenha sido testado em humanos, os investigadores não observaram sinais de toxicidade quando foram testados em células animais.

Douglas Benedict
Marcos Pires, investigador da Lehigh University

“Acreditamos que a diferença na composição celular entre células bacterianas e células saudáveis fornecerá a janela de selectividade necessária para atingir as células bacterianas sem afectar as células humanas saudáveis”, afirma Marcos Pires.

Após o teste do novo composto em combinação com um antibiótico existente, ao qual as bactérias já eram resistentes, os investigadores descobriram ainda que as bactérias conseguiram re-sensibilizar a droga para o antibiótico existente.

Este resultado sugere que os antibióticos mais antigos, que se pensava estarem obsoletos à resistência generalizada nas bactérias, ainda podem ser úteis em combinação com o novo medicamento.

Tim McHugh, professor e director do Centro de Microbiologia Clínica da UCL, diz que “a ideia de usar uma molécula que atinja a membrana externa de bactérias para melhorar a sua capacidade de resposta a drogas ou anticorpos é muito atraente”.

McHugh explica que “as bactérias são menos propensas a tornarem-se resistentes a substâncias que atacam o sistema imunológico em comparação com drogas que atacam as bactérias mais directamente”.

As bactérias podem sofrer mutações e mudar a sua interacção com um antibiótico, mas não podem mudar directamente o sistema imunológico. Marcos Pires explica ainda que o papel dos imunobióticos é “recrutar anticorpos que os seres humanos já têm”.

“A grande vantagem é que nem é preciso vacinar o paciente”, diz o cientista.

Por CC
9 Julho, 2018

 

279: Cientistas curam obesidade e diabetes tipo 2 em testes com cobaias

 

ressaure / Flickr

Uma equipa de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) encontrou a cura para a obesidade e para a diabetes tipo 2 em cobaias através de um tratamento de terapia genética.

O estudo, publicado esta segunda-feira na revista científica EMBO Molecular Medicine, foi apresentado pela equipa de investigação numa conferência de imprensa realizada no Campus da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) em Bellaterra, onde o grupo de investigadores, liderado pela professora Fátima Bosch, esteve presente.

Com a introdução, numa única injecção, de um vector viral adeno-associado (AAV) portador do gene FGF21, Factor de Crescimento de Fibroblastos 21, que permite a manipulação genética do fígado, tecido adiposo ou músculo-esquelético, o animal produz continuamente a proteína FGF21.

Trata-se de uma hormona produzida naturalmente por vários órgãos e que actua em muitos tecidos para regular o funcionamento correto no nível de energia, induzindo assim a sua produção por terapia genética, e levando a que o animal reduza o seu peso assim como a resistência à insulina.

No que diz respeito à obesidade, a terapia aplicada através do projecto de pesquisa foi testada com sucesso em dois modelos da doença, induzidos tanto geneticamente como por dieta.

Os investigadores perceberam que a administração da terapia genética em indivíduos saudáveis causa igualmente um envelhecimento mais saudável e protege-os do excesso de peso e resistência à insulina relacionados com a idade.

Após o tratamento com AAV-FGF21, e durante o ano e meio em que os animais foram seguidos, os ratos perderam peso e reduziram o acumulo de gordura e a inflamação no tecido adiposo.

A deposição de gordura (esteatose), a inflamação e fibrose no fígado (NASH) também foram neutralizadas, enquanto a sensibilidade à insulina e a saúde geral aumentaram à medida que envelheceram, sem terem sido observados efeitos colaterais.

A partir de todo o processo, os resultados foram reproduzidos pela manipulação genética de vários tecidos para produzir a proteína FGF21, seja o fígado, o tecido adiposo ou o músculo.

Isso dá uma flexibilidade muito grande à terapia, já que permite seleccionar o tecido mais apropriado e, caso haja alguma complicação que previna a manipulação de qualquer um dos tecidos, pode ser aplicada a qualquer um dos outros”, disse a professora responsável pelo estudo.

Fátima Bosch acrescentou que quando um desses tecidos produz a proteína FGF21 e a coloca na corrente sanguínea, a mesma é distribuída por todo o corpo e destacou a relevância dos resultados perante o aumento dos casos de diabetes tipo 2 e da obesidade em todo o mundo.

Segundo os investigadores, a obesidade aumenta o risco de mortalidade e representa um factor de risco para doenças cardiovasculares, doenças imunes, hipertensão, artrite, doenças neuro-degenerativas e alguns tipos de cancro.

“Esta é a primeira vez que a obesidade e a resistência à insulina a longo prazo foram neutralizadas pela administração de uma única sessão de terapia genética no modelo animal, que mais se assemelha à obesidade e diabetes tipo 2 em humanos”, explicou a primeira signatária do artigo, a pesquisadora da UAB Verónica Jiménez.

Os resultados do estudo mostram também como a administração de terapia genética tem um efeito protector contra o risco de formação de um tumor quando o fígado é submetido a uma dieta altamente calórica por um longo período de tempo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
10 Julho, 2018

 

277: Número de casos de cancro vai aumentar 58% até 2035

 

Annie Cavanagh / Wellcome Images
Células cancerígenas

O número de casos de cancro vai aumentar 58% em menos de 20 anos. O estilo de vida é um dos principais responsáveis deste aumento.

Um relatório recente do Fundo Mundial para a Pesquisa do Cancro, divulgado esta quinta-feira, estima que o número de novos casos de cancro deverá aumentar 58% em 2035, à medida que mais países adoptam estilos de vida “ocidentais”.

O documento junta recomendações sobre a prevenção do cancro baseadas em evidências, muitas delas relacionadas com o excesso de peso e os hábitos alimentares.

De acordo com o documento, o excesso de peso ou a obesidade estão na origem de pelo menos 12 tipos de cancro, mais cinco do que o Fundo referia há uma década. Ao cancro do fígado, ovários, próstata, estômago, boca e garganta (boca, faringe e laringe) junta-se o cancro do intestino, mama, vesícula biliar, rins, esófago, pâncreas e útero.

Enquanto que o risco de cancro aumenta se ingerirmos regularmente bebidas com açúcar, ser fisicamente activo pode ajudar a proteger contra três tipos de cancro – intestino, mama e útero – e ajuda a manter um peso saudável. O relatório refere ainda a importância de uma dieta rica em legumes e frutas e pobre em carnes vermelhas e processadas.

Além disso, alerta para que o consumo de álcool está fortemente ligado ao risco de contrair seis tipos de cancro como o de estômago, intestino, mama, fígado, boca e garganta e esófago.

Os autores do trabalho notam ainda que estilos de vida sedentários e com uma alimentação rápida e processada estão a levar a “aumentos dramáticos” de casos de cancro em todo o mundo, e salientam que uma em cada seis mortes no mundo se deve ao cancro.

“À medida que mais países adoptam estilos de vida ocidentais o número de novos casos de cancro deverá aumentar 58% para 24 milhões de pessoas no mundo em 2035“, refere o relatório hoje divulgado.

Com o título “Dieta, Nutrição, Actividade Física e Cancro, uma Perspectiva Global”, o documento providencia um pacote de comportamentos que sendo seguidos podem permitir uma vida mais saudável e menos probabilidade de cancro.

Com mais de 3,7 milhões de casos e 1,9 milhões de mortes por ano, o cancro representa a segunda causa de morte e morbilidade na Europa.

ZAP // Lusa

Por Lusa
24 Maio, 2018

– Só que estes idiotas, esquecem-se (ou não?) que o maior contributo para o aparecimento de cancro, seja ele de que tipo for, está situado principalmente no ar poluído que respiramos, nos químicos que entram em tudo o que comemos e bebemos, sendo o resto uma ajuda para o aparecimento desta terrível doença.

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