574: Cientistas descobrem anticorpo que bloqueia o vírus da dengue

 

 

SAÚDE/DENGUE

Sanofi Pasteur / Flickr
Infecção viral com dengue: quando um mosquito morde uma pessoa à procura da sua refeição diária de sangue, liberta saliva que contém o vírus da dengue que entra então na corrente sanguínea do atingido.

Uma equipa de investigadores descobriu um anticorpo que bloqueia a propagação do vírus da dengue dentro do corpo. Pode ainda permitir novos tratamentos para outros flavivírus, como o Zika e o Nilo Ocidental.

A infecção é provocada por um flavivírus e transmite-se através da picada dos mosquitos Aedes Aegypti, infectados com o vírus, não ocorrendo transmissão de pessoa para pessoa.

Não existe um tratamento específico nem uma vacina para esta doença. Entre 50 e 100 milhões de pessoas são infectadas por ano, com os sintomas a variarem entre febre, vómitos e dores musculares. Nos piores casos, pode mesmo levar à morte.

Como há quatro estirpes do vírus, a construção de anticorpos contra uma das estirpes pode deixar as pessoas mais vulneráveis à infecção por outra estirpe.

O anticorpo descoberto pela equipa de investigadores, chamado 2B7, bloqueia fisicamente a proteína NS1 – usada pelo vírus da dengue para se agarrar às células protectoras à volta dos órgãos -, impedindo-a de se ligar às células e retardando a propagação do vírus.

Além disso, como ataca directamente a proteína, é eficaz contra todas as quatro estirpes do vírus, realçam os autores num comunicado citado pela EurekAlert.

O anticorpo mostrou ser eficaz em ratos, evitando a propagação da dengue. Os resultados do estudo foram publicados este mês na revista Science. O artigo sugere que esse mesmo anticorpo pode oferecer novos tratamentos para outros flavivírus, como por exemplo o Zika e o Nilo Ocidental.

Por Daniel Costa
19 Janeiro, 2021

 

 

 

571: Carga viral na saliva pode determinar a vida ou a morte do infectado

 

 

SAÚDE/COVID-19/CARGA VIRAL

A quantidade de vírus na saliva de um doente infectado com o novo coronavírus, pode ajudar a prever o seu futuro. Um estudo da Universidade de Yale conclui que a carga viral na boca está associada à gravidade da doença e pode ajudar a personalizar os tratamentos

© OSCAR DEL POZO / AFP

Os primeiros resultados de um estudo da Yale University (EUA) indicam que a quantidade de vírus na saliva pode ajudar a prever as consequências da doença no infectado com Covid-19.

“A carga viral na saliva nos primeiros momentos está correlacionada com a gravidade da doença e com a mortalidade”, diz a equipa da imunologista da Yale Akiko Iwasaki, que analisou exaustivamente 154 pacientes com Covid-19 no hospital universitário da cidade de New Haven.

De acordo com o El País, a análise destes investigadores mostra que os níveis virais aumentam progressivamente, de um mínimo em pacientes com sintomas leves, a um máximo em pacientes gravemente doentes e em pessoas que morreram de COVID.

A carga viral mais alta na saliva parece estar associada a factores de risco conhecidos, como idade avançada, sexo masculino, cancro, insuficiência cardíaca, hipertensão e doenças pulmonares crónicas.

“Se tirássemos amostras de saliva e analisássemos a carga viral – principalmente no início da infecção, quando a pessoa chega ao hospital – poderia ajudar muito os médicos a prever o prognóstico do paciente e a escolher os tratamentos”, diz o microbiologista espanhol Arnau Casanovas , que participou do novo estudo, que ainda aguarda revisão para ser publicado numa revista especializada.

A equipa liderada por Iwasaki argumenta que a saliva ajuda a prever a progressão da doença muito melhor do que amostras colhidas com um cotonete nasofaríngeo – a já conhecida zaragatoa inserida pelo nariz .

Estes investigadores defendem que estas amostras recolhidas com a zaragatoa apenas refletem a multiplicação do vírus no trato respiratório superior, enquanto a saliva também mostra a situação nos pulmões.

De acordo ainda com o artigo publicado no diário espanhol este sábado, algumas pesquisas mostram que a maior carga viral na saliva também está associada a uma maior quantidade de biomarcadores no sangue da reacção inflamatória característica dos casos graves Covid. Essa carga viral mais alta está ligada a níveis mais baixos de plaquetas, leucócitos e anticorpos específicos contra o coronavírus.

Conclusão prematura?

Elisabet Pujadas , patologista espanhola e pesquisadora da Escola de Medicina Icahn do Hospital Mount Sinai, em Nova York, aplaude o novo estudo. “Traz uma perspectiva valiosa: que a saliva pode ter um valor maior do que se pensava para diagnóstico e prognóstico”, sublinhou ao El País.

A equipe do Pujadas já publicou em Agosto a relação entre a maior carga viral analisada em amostras de nasofaringe e a mortalidade por Covid-19. “É possível que a saliva reflita melhor a infecção do trato respiratório inferior”, afirma.

Pujadas, que trabalha nos Estados Unidos há mais de 15 anos, realça, porém, que a nova análise inclui apenas 154 pacientes, por isso seria “prematuro” concluir que a saliva deveria agora ser usada em vez das amostras nasofaríngeas.

Para Pujadas, a principal lição é que não se devem classificar pacientes Covid apenas com um simples positivo ou negativo. É preciso medir a respectiva carga viral. “Para certos vírus, como o HIV, o padrão de qualidade é a carga viral, porque anos de pesquisa mostraram que ela tem implicações importantes para o risco do paciente e afecta a estratégia de tratamento. O mesmo deve acontecer com a Covid-19 “, afirma Pujadas.

Iwasaki, Casanovas e outros colegas já publicaram um estudo em Setembro que sugeria o potencial da saliva para diagnosticar novas infecções por coronavírus. Uma revisão sistemática de 37 investigações acaba de mostrar que as amostras de saliva podem substituir as amostras nasofaríngeas para o diagnóstico de covid, com a mesma precisão e menor preço.

“Há muito que dizemos que seria melhor usar a saliva como amostra prioritária. É muito mais fácil recolher saliva do que um cotonete nasofaríngeo. Não é preciso uma equipa de enfermagem. Cada pessoa pode cuspir em casa num pequeno tubo. E ainda se evita o risco associado à recolha de uma amostra com o cotonete, porque às vezes as pessoas espirram ou tossem e geram aerossóis “, argumenta Casanovas.

Diário de Notícias
DN
16 Janeiro 2021 — 11:06

 

 

 

567: COVID-19: Encontradas evidências de memória imunológica de longo prazo graças às células B

 

 

SAÚDE/COVID-19

Uma equipa de investigadores procurou preencher as lacunas na compreensão da memória imunológica após uma infecção por SARS-CoV-2. A sua acção levou-os a mergulhar profundamente na resposta com factor imune dos pacientes. Para tal, os cientistas mediram vários componentes do sistema imunológico, incluindo anticorpos circulantes, células B de memória e células T específicas para o novo coronavírus, em pacientes com vários níveis de doença, até oito meses após a infecção.

A boa notícia é que foram encontradas evidências de memória imunológica de longo prazo graças às células B.

Há imunidade para COVID-19 além dos anticorpos

A equipa colaborativa do La Jolla Institute for Immunology (LJI) e do departamento de microbiologia da Icahn School of Medicine em Mount Sinai estudou as respostas das células imunológicas e de anticorpos em mais de 180 homens e mulheres que se recuperaram da COVID-19.

Conforme foi relatado, a memória imunológica destes pacientes ao vírus – em todos os tipos de células imunológicas estudados – era mensurável até oito meses após o aparecimento dos sintomas.

Segundo os autores, os resultados indicam “que a imunidade durável contra a doença secundária COVID-19 é uma possibilidade na maioria dos indivíduos”.

Os nossos dados mostram que a memória imunológica em pelo menos três compartimentos imunológicos foi mensurável em ~ 95% dos indivíduos cinco a oito meses após o início dos sintomas.

Escreveram os autores do estudo.

Como o número de casos diários de COVID-19 em todo o mundo continua a aumentar, se uma infecção inicial com SARS-CoV-2 leva a imunidade protectora de longa duração contra COVID-19 permanece uma questão.

O estudo da natureza da resposta humoral ao vírus, que inclui uma resposta de anticorpos, e da resposta imunitária celular, que inclui células B e células T, ao longo de períodos de seis meses após o início dos sintomas poderia ajudar a informar a duração da imunidade protectora.

Para tal, Jennifer Dan, investigadora na LJI, e os seus colegas recrutaram mais de 180 homens e mulheres dos Estados Unidos que recuperaram da doença. A maioria tinha tido sintomas ligeiros que não exigiam hospitalização, embora 7% tivessem sido hospitalizados.

A memória das células

A maioria dos sujeitos forneceu uma amostra de sangue num único momento, entre seis dias e oito meses após a ocorrência dos sintomas, embora 43 amostras tenham sido fornecidas aos seis meses ou mais após o início dos sintomas.

Em 254 amostras totais de 188 casos COVID-19, a equipa localizou anticorpos, células B, e dois tipos de células T. O anticorpo (IgG) para a proteína Spike foi relativamente estável durante mais de 6 meses e exibiu apenas declínios modestos com seis a oito meses após o início dos sintomas.

As células B de memória específica da proteína Spike eram mais abundantes aos seis meses do que a um mês após o início dos sintomas. As células T, entretanto, apresentavam apenas uma ligeira decadência no corpo. Mais especificamente, as células T CD4+ específicas da SARS-CoV-2 e as células T CD8+ declinaram com uma meia-vida de 3 a 5 meses.

Embora os autores advirtam que “as conclusões directas sobre a imunidade protectora não podem ser feitas com base [nas suas conclusões] porque os mecanismos de imunidade protectora contra a SARS-CoV-2 ou COVID-19 não estão definidos nos humanos”, também dizem que várias “interpretações razoáveis” podem ser feitas a partir do seu estudo.

Estas incluem o apoio a compartimentos de memória imunitária em repouso, contribuindo potencialmente “de formas significativas para a imunidade protectora contra pneumonia ou COVID-19 secundária severa”, escreveram os investigadores.

O trabalho é publicado no portal Science no jornal “Immunological memory to SARS-CoV-2 assessed for up to eight months after infection“.

Pplware
Autor: Vítor M.
08 Jan 2021

 

 

 

565: DGS recomenda medidas para prevenir efeitos do frio

 

 

SAÚDE/FRIO/PREVENÇÃO

Direção-Geral da Saúde teme que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nos idosos

© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) advertiu esta quarta-feira que “é provável” que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nos idosos, recomendando medidas para evitar os efeitos negativos do frio na saúde.

As recomendações da DGS surgem na sequência das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que apontam para a continuação de tempo frio e seco, descida das temperaturas do ar (máxima e mínima), acentuado arrefecimento nocturno, formação de gelo ou geada e intensificação do vento frio com um consequente aumento do desconforto térmico.

“À semelhança do que se verificou em outros anos, é provável que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nas pessoas com 65 ou mais anos, pelo que as medidas recomendadas adquirem particular relevo neste grupo etário”, refere a DGS em comunicado.

Para evitar os efeitos negativos do frio na saúde, a DGS recomenda à população “evitar a exposição prolongada ao frio e mudanças bruscas de temperatura”, para “manter o corpo quente, utilizando várias camadas de roupa”, proteger as extremidades do corpo com luvas, gorro, cachecol, meias e calçado quente e antiderrapante, e manter a hidratação, ingerindo sopas e bebidas quentes e “evitar o álcool, que proporciona uma falsa sensação de calor”.

Alerta também para a necessidade de prestar atenção aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam actividade no exterior e pessoas sem abrigo.

Acautelar a prática de actividades no exterior, seguir as recomendações do médico assistente, garantindo a toma adequada de medicação para doenças crónicas, e adoptar uma condução defensiva, uma vez que poderão existir locais na estrada com acumulação de gelo, são outros conselhos da DGS.

A nível de medidas ambientais, a autoridade de saúde recomenda à população que verifique o estado de funcionamento dos equipamentos de aquecimento e para “manter a casa quente, garantindo uma adequada ventilação das habitações (renovação do ar), em particular quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras”.

A DGS realça ainda que é preciso “ter especial atenção aos aquecimentos com combustão”, como braseiras e lareiras, que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte, e evitar o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de deitar.

“Mantenha-se informado, hidratado e quente” é a mensagem da DGS, que apela às pessoas para, no caso de ficarem doentes, não correrem para as urgências e ligarem para o SNS 24 (808 24 24 24).

Segundo o IPMA, a partir da madrugada de domingo prevê-se a substituição gradual de uma massa de ar polar por uma massa de ar com características de ar Árctico, sobre Portugal continental.

“Como consequência, na próxima semana, a temperatura mínima deverá variar entre -6 e 6°C na generalidade do território e a temperatura máxima não ultrapassará os 14°C, estando previsto que os valores mais baixos sejam registados nas regiões do interior Norte e Centro”, refere a DGS, citando o IPMA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2021 — 18:26

 

 

 

563: Dinamarca aumenta restrições, Israel impõe novo confinamento, cidade chinesa testa 11 milhões de pessoas

 

 

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES

McKinsey / Rawpixel

A Dinamarca anunciou esta terça-feira o aumento das restrições, pedindo à população para evitar os contactos sociais, de forma a preservar o sistema de saúde face à multiplicação de casos ligados à variante britânica do SARS-CoV-2.

“Fiquem em casa o mais possível, evitem encontrar-se com pessoas sem ser os familiares”, apelou a primeira-ministra dinamarquesa, Mete Frederiksen, numa conferência de imprensa.

“Cada um de nós deve reflectir quando passa a porta de casa”, disse, por seu turno, o chefe da polícia nacional, Thorkild Fodge.

O país está em semi-confinamento desde meados de Dezembro e a partir de hoje [6 de Janeiro] será proibida a reunião de mais de cinco pessoas (eram permitidas até 10), quer no domicílio quer no exterior, passando a distância a respeitar entre as pessoas de um para dois metros.

Se houver condições, estas medidas – e as já em vigor, como o teletrabalho generalizado e o encerramento das escolas e lojas não essenciais – serão levantadas a partir de 17 de Janeiro, mas Frederiksen alertou para a possibilidade de serem estendidas ou mesmo reforçadas.

“Podem já preparar-se para isso”, disse, afirmando que o recolher obrigatório é “o último recurso”. As creches e jardins-de-infância continuam a funcionar.

Considerada boa aluna na gestão da pandemia, a Dinamarca está preocupada com a circulação da nova variante do vírus, que, segundo as autoridades britânicas, será 74% mais contagiosa.

Já foram registados 86 casos no país, mas a proporção duplica a cada semana.

Na segunda-feira, a Agência Nacional de Saúde anunciou pretender espaçar até seis semanas as duas doses da vacina contra o novo coronavírus, permitindo assim que mais pessoas recebessem uma primeira injecção. Desde o início da campanha de imunização a 27 de Dezembro já foram vacinadas 51.512 pessoas no país.

A Dinamarca continental, com 5,8 milhões de habitantes, conta com um total de 172.779 casos, incluindo 1.420 mortos.

Israel impõe novo confinamento após aumento de casos

Israel vai reforçar o confinamento nacional a partir de quinta-feira, encerrando as escolas e impondo mais restrições, depois de um aumento da morbilidade nos últimos dias devido à covid-19, que acontece durante uma forte campanha de vacinação.

“Vamos fazer um último esforço”, apelou esta terça-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do gabinete do Governo, que decidiu prolongar este confinamento por duas semanas após o registo, na segunda-feira, do maior número de casos desde Setembro, com 8 mil novas infecções.

O chefe do Governo considerou que a epidemia “está a alastrar-se a uma velocidade recorde devido à mutação britânica” e, por isso, defendeu, junto dos seus ministros, um confinamento total “de imediato”, noticia a agência EFE.

Sem a aprovação do parlamento israelita, os cidadãos de Israel enfrentarão maiores restrições a partir de quinta-feira, incluindo a limitação de mobilidade a um quilómetro de suas casas e a limitação a cinco pessoas em reuniões em interiores e a dez ao ar livre.

Todas as escolas do país serão encerradas, com a excepção de escolas de educação especial, ficando suspensas as actividades desportivas profissionais.

No que toca a viagens ao estrangeiro, que já contavam com restrições para os residentes, apenas poderão viajar os que já compraram bilhete e, a partir de quinta-feira, será necessária uma permissão especial.

Israel iniciou no passado dia 27 de Dezembro o seu terceiro confinamento nacional devido à covid-19, não tendo conseguido limitar a curva de contágios.

O país iniciou há pouco mais de duas semanas uma campanha de vacinação rápida, que permitiu administrar a primeira dose da vacina a quase 15% da sua população de nove milhões, embora seja esperado que a velocidade do processo diminua para garantir a segunda dose, necessária para obter a imunidade.

Segundo o noticiado pelo portal israelita Ynet, a empresa Clalit, uma das maiores empresas do sector sanitário israelita, afirmou hoje que suspenderá a administração de novas primeiras doses da vacina até que a segunda seja inoculada aos já vacinados.

O país espera o fornecimento de três milhões de vacinas da Pfizer em Fevereiro e seis milhões da Moderna em Março ou Abril.

Israel registou mais de 456 mil infecções e 3.496 mortes desde o início da pandemia, sendo que 828 pessoas permanecem hospitalizadas em estado grave, segundo os dados mais recentes do país.

Cidade do norte da China lança campanha para testar 11 milhões de pessoas

A cidade de Shijiazhuang, no norte da China, iniciou hoje uma campanha massiva de testes de detecção da covid-19, que abrange 11 milhões de habitantes, depois de ter registado 100 casos positivos nos últimos três dias.

As autoridades de saúde locais informaram que, nas últimas 24 horas, diagnosticaram 19 infecções e mais 41 casos assintomáticos, que a China não contabiliza como casos activos.A cidade espera testar todos os seus habitantes no espaço de três dias, informou a imprensa local.Os moradores receberam avisos das autoridades para se confinarem em casa enquanto aguardam os resultados dos testes, informou o jornal oficial Global Times.“A situação actual é tensa porque o fluxo de pessoas na província é alto (…) alguns moradores estão preocupados e aguardam em casa o resultado dos testes de ácido nucléico”, disse um funcionário da cidade vizinha de Xingtai.

As autoridades de saúde locais aumentaram o nível de alerta em Shijiazhuang para “alto” – os prédios estão a ser desinfectados e os serviços de autocarro inter-municipais foram suspensos, acrescentou a emissora estatal CCTV.

Particularmente preocupantes são as viagens entre a província de Hebei (da qual Shijiazhuang é a capital) e a vizinha Pequim, pelo que os controlos nos transportes foram aumentados para “garantir a segurança da capital”, segundo o chefe do Partido Comunista Chinês em Pequim, Cai Qi.

De acordo com a última contagem, o número total de infectados activos na China continental é de 443 pessoas, entre as quais 14 estão em estado grave.

A Comissão Nacional de Saúde não anunciou novas mortes por covid-19, pelo que o número permaneceu em 4.634, entre os 87.215 de infectados oficialmente diagnosticados na China, desde o início da pandemia.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Janeiro, 2021

 

562: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

 

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