329: Medicamento para o acne com possível ligação ao suicídio de jovens é vendido em Portugal

 

SAÚDE/MEDICAMENTOS

Jpogi e André Teixeira Lima / Wikimedia

Doze jovens britânicos morreram, dez dos quais por suicídio, após a administração de Roaccutane, também à venda com o nome Accutane. As autoridades de saúde estão a investigar a possível ligação entre o suicídio e a utilização de isotretinoína.

Os reguladores do Reino Unido vão reabrir uma investigação ao fármaco após uma nova onda de queixas, de acordo com jornal britânico The Guardian.

No Reino Unido, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde no Reino Unido permitiu a comercialização do medicamento porque “não há provas de estarem a acontecer efeitos secundários, mas uma suspeita de que a droga pode ser a causa”. Os estudos científicos não identificaram uma ligação directa entre o medicamento e o aumento do risco de distúrbios psiquiátricos e suicídio.

Em Portugal, o fármaco é vendido com o nome principal Isotretinoína e não se registam mortes possivelmente relacionadas com este medicamento – pelo menos desde 2004.

De acordo com o Observador, já desde 1998 que existem relatórios a alertar para a possibilidade da isotretinoína desenvolver efeitos secundários a nível psiquiátrico e um risco aumentado para a depressão.

Em Portugal, a bula de um dos fármacos com esta substância activa, aprovada pelo Infarmed, pede ao paciente que fale com o médico antes de o utilizar “se alguma vez teve algum tipo de problemas de saúde mental”. “Estes incluem depressão, tendências agressivas ou alterações do humor. Inclui também pensamentos sobre auto mutilar-se ou suicidar-se. Isto porque o seu humor poderá ser afectado enquanto toma Isotretinoína Orotrex”, lê-se.

O documento lista a “depressão ou perturbações”, “agravamento da depressão existente” ou “tornar-se violento ou agressivo” como um efeito raro do medicamento. Entre os efeitos muito raros, diz-se que “algumas pessoas tiveram pensamentos ou sentimentos sobre magoarem-se ou suicidaram-se (pensamentos suicidas), tentaram suicidar-se (tentativa de suicídio) ou suicidaram-se (suicídio)”.

O Infarmed avisa também que o medicamento pode causar um “comportamento não habitual” ou “sinais de psicose, uma perda de contacto com a realidade, como ouvir vozes ou ver coisas que não existem”, descreve.

Segundo o Infarmed, em declarações ao Observador, não há registo de pessoas que tenham cometido suicídio após utilizarem isotretinoína há pelo menos 15 anos.

Já no Reino Unido já se registaram 88 mortes entre os utilizadores de Roaccutane desde 1998, sete dos quais em 2018. Há dois anos, outras queixas alertaram também para a possibilidade de o medicamento estar a provocar problemas de erecção entre os rapazes por diminuir a libido dos pacientes.

O Instituto Nacional de Saúde e Excelência do Cuidado britânico aconselhou os médicos a prescrever este fármaco apenas em casos graves em que outros tratamentos não tenham resultado.

ZAP //

Por ZAP
27 Dezembro, 2019

 

43: Tomilho eficaz na combate ao acne

 

Descoberta

Tomilho # Fotografia © Arquivo Global Imagens

Erva aromática comprovou que destrói de forma mais eficaz do que alguns produtos (inclusive os que precisam de receita médica) o acne, problema que afecta muitas pessoas, principalmente na adolescência.

A investigação foi feita na Universidade de Leeds, em Inglaterra, e não foi apenas o tomilho a ser testado. Os especialistas experimentaram ainda calêndula e mirra. As três substâncias, separadamente, foram testadas com álcool, e apesar de todas terem revelado ser potenciais “armas” no combate ao acne (em cinco minutos destruíram a bactéria), foi o tomilho que revelou ser mais eficaz.

O estudo mostrou que a erva aromática apresenta melhores resultados que muitos dos produtos actualmente no mercado, inclusive alguns que são apenas vendidos mediante receita médica.

“Agora precisamos de realizar outros testes em condições mais idênticas às condições reais da pele e ver como estas misturas reagem a nível molecular. Podemos estar perante uma alternativa natural aos actuais tratamentos”, salienta, citada pelo ABC, Margarita Gómez-Escalada, que lidera a equipa de investigação.

In Diário de Notícias online
29/03/2012

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