Cerca de 30 ambulâncias à porta do Santa Maria. “Situação é inaceitável”

 

 

SAÚDE/COVID-19/AMBULÂNCIAS

Realmente a situação é inaceitável, mas não coloquem a culpa nos profissionais de saúde dos hospitais por estarem 30 ambulâncias à porta do Santa Maria ou em qualquer outro hospital! CULPEM os labregos que andam na rua sem máscara, não respeitam o distanciamento social, comportam-se socialmente como se não existisse pandemia de espécie alguma como os labregos desta notícia: Dezenas de pessoas sem máscara em protesto de restaurante lisboeta que recusou confinar

“Isto já ultrapassa aquilo que é aceitável em termos de dignidade. Um doente estar oito horas deitado numa maca não é fácil”, afirma o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar.

Fila de ambulâncias no Hospital de Santa Maria, em Lisboa
© EPA/MARIO CRUZ

Cerca de 30 ambulâncias estavam cerca das 07:30 paradas à porta das urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à Lusa o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH).

Esta situação é inaceitável. Estão cerca de 30 ambulâncias à porta do hospital. Esta fila é para doentes covid ou suspeita de covid. Isto já ultrapassa aquilo que é aceitável em termos de dignidade. Um doente estar oito horas deitado numa maca não é fácil”, disse.

Carlos Silva disse também à Lusa que a medida anunciada na quinta-feira pelo presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte de que será feita a partir de hoje uma pré-triagem aos doentes vai minimizar o número de ambulâncias à porta do hospital.

“É minimamente aceitável e irá minimizar a espera e o número de ambulâncias no local, mas vamos continuar com o mesmo problema: o envio das ambulâncias em excesso. Por isso, consideramos que os protocolos dos meios de emergência médica devem ser alterados”, salientou.

Santa Maria anuncia que equipa do INEM vai fazer pré-triagem

Na quinta-feira à noite em declarações aos jornalistas, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Daniel Ferro, anunciou que a partir de hoje será feita uma pré-triagem aos doentes para tentar evitar tantas ambulâncias paradas à porta do hospital.

A partir de amanhã [hoje] teremos aqui uma equipa do INEM, acompanhada por uma equipa da Protecção Civil, que vai fazer uma pré-triagem das situações e se for uma situação que realmente justifique o acesso aos cuidados do hospital, esse acesso vai ser feito com mais tranquilidade. Foi já combinado, com o ACES de Sete Rios e de Odivelas, que vão receber todas aquelas situações para as quais têm cuidados de igual qualidade”, revelou Daniel Ferro.

Hoje, em declarações à Lusa, o vice-presidente do SPEH disse que a medida vai ajudar, mas defende a necessidade de uma revisão dos protocolos e modelos de atendimento, triagem e encaminhamento de doentes para evitar a actual sobrecarga das urgências dos hospitais

Utentes só devem recorrer ao Santa Maria de ambulância em “situações justificadas”

“Os protocolos têm de ser revistos e alterados os critérios de accionamento dos meios de socorro. Ligar para o CODU ou INEM para pedir ambulância porque alguém tem uma dor no joelho há um mês por exemplo não pode acontecer. É inaceitável que os doentes estejam horas dentro de uma ambulância à porta do hospital”, disse.

Na quinta-feira à noite, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte voltou também a apelar às pessoas para se desloquem à urgência quem de facto precisa.

Quando os sintomas não existem ou são leves, não deve ser utilizada a urgência. As ambulâncias, em muitas das situações, estão a ser usadas como transporte. Os centros de saúde têm, neste momento, a possibilidade de fazer o diagnóstico que é feito aqui com igual qualidade”, disse.

Na quarta-feira, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou à população para apenas recorrer de ambulância ao serviço de urgência dedicado ao SARS-CoV-2 do Santa Maria “em situações justificadas”, já que a unidade tem registado “picos de afluência”.

Em comunicado, este centro hospitalar dava conta de que este serviço de urgência do Hospital de Santa Maria “tem registado picos de afluência”, que “quase metade dos utentes são transportadores de ambulância, mas destes só 15% apresentam situações que justificam o recurso a uma urgência hospitalar”.

Os restantes 85% “são triados com prioridade verde ou azul, representando uma sobrecarga evitável”.

Por isso, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte apelou à população “que só recorra ao transporte de ambulância em situações justificadas e se dirija ao centro de saúde nas situações de ausência ou sintomas ligeiros”.

Urgência dedicada a doentes covid-19 está a ser ampliada

Deste modo, será possível garantir que “os recursos hospitalares, em situação de grande sobrecarga, se concentrem no tratamento dos doentes com situações de maior gravidade”.

Apesar da “grande afluência e sobrecarga”, os profissionais do Hospital de Santa Maria “garantem a observação dos doentes”, acrescenta a nota.

A urgência dedicada a doentes infectados com o novo coronavírus também está em processo de ampliação de “33 para 51 postos de atendimento em simultâneo”, que vai estar “concluída no próximo fim de semana”.

Em Portugal, morreram 11.608 pessoas dos 685.383 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.176.000 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Janeiro 2021 — 08:42

 

 

 

572: Há 15 dias que aumenta o número de internados: já são quase 5.000

 

 

SAÚDE/COVID-19

Registaram-se 152 óbitos nas últimas 24 horas e há mais 10.385 infectados em Portugal com o novo coronavírus. Estão internadas 4.889 pessoas, mais 236 que ontem.

© AFP

O boletim epidemiológico da Direcção Geral da Saúde (DGS) deste domingo regista mais 152 óbitos por covid-10 e 10 385 novos infectados. Ontem o país bateu o recorde de mortes (166) e de novos casos.

É o 10º dia seguido com mais de 100 mortes diárias. O total de óbitos pelo novo coronavírus em Portugal é agora de 8 861.

Portugal totaliza até agora 549 801 casos de infectados desde o início da pandemia (Março de 2020).

Os internamentos sobem há quase 15 dias consecutivos. De acordo com o boletim deste domingo, há agora quase 5000 pessoas (4 889 pessoas) internadas em enfermaria com covid-19, mais 236 do que na véspera.

Portugal passou assim a barreira dos 4 500 internados e nunca houve tantas pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos. Portugal tem este domingo 647 doentes em UCI, mais 9 do que o dia anterior.

A maior parte dos novos casos de infeção está na faixa etária dos 40 aos 49 anos, sendo que as três faixas etárias mais jovens concentram um terço das novas infecções.

Há mais mulheres infectadas (302 185 contra 247 437) , mas a mortalidade é superior nos homens (4 608 contra 4253). A esmagadora maior das mortes regista-se nas faixas etárias acima os 80 anos.

Continua a ser a Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLSVT) com o maior número de aumento de mortes (mais 59 nas últimas 24 horas), seguida da Região Norte, com mais 33, em relação a sábado.

No entanto, é a Região Norte a ter, desde início da pandemia, a ter o número mais elevado de infectados (256 208 contra 184 063 na RLVT) e de mortos (3 718, contra 3 174 na RLVT).

Na região Centro já morreram 1 402 pessoas com o novo coronavírus, no Alentejo 400 e no Algarve 119.

Nas últimas 24 horas recuperaram desta doença mais 4 387 pessoas, com um total de 406 929 desde o início da pandemia.

Neste domingo, está sob vigilância um total de 161 120 pessoas, mais 5 719.

Os dados recolhidos entre 2 e 6 de Janeiro dizem que o valor médio do R(t) em Portugal se fixou nos 1,22, o que significa que cada doente covid-19 estava a infectar em média mais do que uma pessoa. Porém, quando esse valor for actualizado deve ser bem superior uma vez que os casos diários têm subido vertiginosamente, passando a barreira das 10 mil infecções diárias.

Médicos alertam para situação “insustentável”

“É absolutamente insustentável o que se está a passar na prestação de cuidados, é uma situação dramática. Acho que é essa a descrição possível”, afirmou o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, lembrando que, “infelizmente os alertas dos hospitais e de todos os envolvidos não são de agora, [já vêm] até [de] antes do Natal”.

Neste sábado, o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, apresentava um total de 169 doentes com covid-19 internados, dos quais 18 em cuidados intensivos, com a unidade hospitalar a admitir um “cenário de pré-catástrofe”, caso a situação se mantenha.

O director do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), Daniel Ferro, disse que o hospital de Santa Maria está em “sobre esforço” e que a adaptação aos picos de atendimento “tem limites”, estando a trabalhar além da capacidade instalada.

Para o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, “não é surpreendente que haja de facto pressão”.

“O que acontece é que estamos a atingir um nível insustentável e isso tem muito que ver com aquilo que foi acontecendo”, afirmou.

Embora o país esteja no início de um novo confinamento, “a realidade é que na prática, olhando para a rua e vendo o que se vai passando, há de facto uma grande mobilização das pessoas na rua, etc.” e “acaba por ser difícil combater a pandemia com esta situação”, considerou.

2ª dose da vacina para profissionais de saúde

Entretanto, o Ministério da Saúde anunciou que começam este domingo a ser administradas as segundas doses das vacinas contra a covid-19 aos quase 30 mil profissionais de saúde de contextos prioritários de hospitais e cuidados de saúde primários.

A 27 de Dezembro iniciou-se a primeira fase da vacinação contra o vírus SARS-CoV-2, abrangendo os profissionais dos centros hospitalares universitários do Porto, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central, que receberam a vacina desenvolvida pela Pfizer-BioNTech.

Desde então e até sexta-feira, cerca de 106 mil pessoas já foram vacinadas em Portugal continental, incluindo também utentes e funcionários de lares de idosos.

A primeira fase do plano, até final de Março, abrange também profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos. Nesta fase, serão igualmente vacinadas, a partir de Fevereiro, pessoas de idade igual ou superior a 50 anos com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigeno-terapia de longa duração.

A segunda fase arranca a partir de Abril e inclui pessoas de idade igual ou superior a 65 anos e pessoas entre os 50 e os 64 anos, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias: diabetes, neoplasia maligna activa, doença renal crónica, insuficiência hepática, hipertensão arterial, obesidade e outras doenças com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico.

Na terceira fase, será vacinada a restante população, em data a determinar. As pessoas a vacinar ao longo do ano serão contactadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Diário de Notícias
DN
17 Janeiro 2021 — 14:17

 

 

 

465: “A situação está caótica”: Hospital de Penafiel com vários profissionais infectados

 

 

SAÚDE/HOSPITAIS/COVID-19

Caroline Blumberg / EPA

Colaboradores de vários grupos profissionais do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel, estão infectados com o novo coronavírus, disse esta terça-feira a administração daquela unidade, sem precisar o número de casos.

“Tal como em todos os hospitais, há profissionais infectados, de todos os grupos profissionais. Até ao momento, não está em causa o funcionamento do hospital”, lê-se num esclarecimento enviado à agência Lusa.

Um colaborador do CHTS ouvido pela Lusa relatou uma situação de “grande dificuldade” no hospital de Penafiel, incluindo na urgência, onde os doentes aguardam horas para serem atendidos, devido à insuficiência de profissionais.

“A situação está caótica, com os corredores cheios de doentes”, contou.

No esclarecimento do CHTS, que não responde à questão da Lusa sobre o número de profissionais infectados naquela unidade hospitalar, assinala-se que as dificuldades ocorrem devido à ausência de vários colaboradores.

Isto, acrescenta, “seja porque estão contaminados, seja porque estão de quarentena, por alguns contactos de risco com outras pessoas contaminadas”.

Sobre a questão na urgência, refere-se que “a grande causa de dificuldade de gestão do serviço, na actualidade, prende-se com o enorme afluxo inadequado de utentes somente com o objectivo de fazerem o teste”. Segundo o CHTS, “essa afluência tem inclusivamente ultrapassado os picos máximos habituais em tempo de gripe”.

O esclarecimento enviado à Lusa realça um apelo à população para que “só vá à urgência por motivos graves”. “A realização de testes deve ser feita por contacto com a linha SNS 24 ou com os médicos de família. As idas à urgência nesta altura, por motivos inapropriados, são totalmente desaconselhadas, até porque origina excessiva aglomeração, potenciadora de indesejáveis contaminações”, conclui o CHTS.

Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

ZAP // Lusa

Por ZAP
21 Outubro, 2020

 

 

433: DGS garante que surtos nos hospitais estão identificados e controlados

 

 

SAÚDE/COVID-19/HOSPITAIS

A directora-geral da Saúde disse que os surtos de covid-19 activos em vários hospitais são sobretudo originários de profissionais de saúde e garantiu que estão a ser investigados e controlados.

© PAULO CUNHA /LUSA

“Há alguns surtos activos recentes em vários hospitais. Estão a ser investigados. São sobretudo em profissionais de saúde, existem algumas ramificações para outros sítios, porque estas pessoas obviamente que se movem”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa de actualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus em Portugal.

A directora-geral da Saúde avançou que as autoridades sanitárias “estão a acompanhar de perto” estes surtos e que a situação está, neste momento, “tanto quanto possível, controlada”.

“Os surtos estão identificados e estamos a observar se existem cadeias de transmissão fora dos estabelecimentos onde foram identificados”, precisou.

Na conferência de imprensa deu ainda conta de algumas instituições de saúde que tem actualmente surtos de covid-19, como é o caso de um surto “praticamente terminado” numa instituição de saúde em Guimarães, na Senhora dos Azeites, com oito doentes.

Segundo a DGS, há outro surto numa instituição de saúde em Paredes, que teve início a 17 de Setembro, com quatro casos de infecção, outro numa clínica na Póvoa do Varzim com 85 casos confirmados, sendo que este teve início em Agosto e está em “fase de maior resolução”, e um outro numa clínica de Vila Nova da Galé, com sete casos confirmados e que “teve início há uns dias”.

Há um outro surto no Hospital Sousa Martins, com dez casos e que começou a 15 de Setembro, outro numa ala de medicina do Hospital de Leiria, com oito casos.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, há um “pequeno surto” no serviço de medicina do Hospital Garcia de Orta, com dois casos, um outro numa clínica psiquiátrica do Lumiar, com 14 casos, um surto na clínica São João de Ávila, com 16 casos, e um outro no Hospital Egas Moniz, mas o número de casos não foi detalhado.

Portugal contabiliza hoje mais quatro mortos relacionados com a covid-19 e 425 novos casos de infecção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 1.957 mortes e 74.029 casos de infecção, estando hoje activos 24.188 casos, mais 184 do que no dia anterior.

A DGS indica que das quatro mortes registadas, três ocorreram na região Norte e uma em Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infecções.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Setembro 2020 — 16:53

 

 

410: Hospital de Lisboa deixou entrar pessoas sem máscara

 

 

SAÚDE/COVID-19

Caroline Blumberg / EPA

O Hospital da Luz, em Lisboa, permitiu a entrar e circulação de pessoas sem máscara dentro das instalações. O hospital garante que foi um “erro humano” e que não voltará a acontecer.

A Rádio Renascença escreve, esta quinta-feira, que o Hospital da Luz, em Lisboa, autorizou a circulação de pessoas sem máscara. Ouvido pela rádio, João Carreiro esteve no hospital e foi testemunha do que aconteceu.

“Comecei a ver várias pessoas a entrar sem máscara. E, às sete e pouco da manhã, dirigi-me ao segurança e disse-lhe que a situação me deixava desconfortável. Que não queria arranjar problemas a ninguém, mas que lhe pedia se ele podia ter mais atenção”, explicou.

“[O segurança] disse que estava a cumprir ordens, que quem tinha entrado eram funcionários do hospital, que não eram controlados e entravam como queriam. E que os utentes que fossem para as urgências, se não tivessem máscaras, eles não tinham máscaras para dar até às sete e meia da manhã”, acrescentou o utente.

As pessoas perguntavam ao segurança se também podiam entrar sem máscara, ao que o trabalhador permitia. Este comportamento, notou João Carreiro, ia claramente contra as indicações da Direcção-Geral de Saúde. A justificação dada era que a aplicação do plano de segurança da covid-19 era feita apenas em algumas horas do dia.

“A urgência está aberta 24 horas e as regras funcionarem só num período do dia não faz qualquer sentido. São as pessoas em quem confio que têm mais cuidado [os funcionários] e vi que entram ali sem qualquer atenção”, disse à Renascença.

Face a esta situação, o utente preencheu uma queixa no livro de reclamações e chamou a PSP.

O hospital não nega que isto tenha acontecido, embora garante que não tenha passado de um mal-entendido, que provocou um “erro humano”.

Pedro Libano Monteiro, administrador executivo do Hospital da Luz, garante que não voltará a repetir-se. Numa situação como esta, explica, as pessoas normalmente são alertadas para a importância do cumprimento das regras.

“Todas as pessoas, utentes e colaboradores devem sempre usar sempre a máscara e é obrigatório o seu uso dentro das instalações”, garante Pedro Libano Monteiro.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

 

 

203: Turno da noite pode ter consequências bem mais graves do que os sonos trocados

 

Bastam cinco anos em turnos nocturnos rotativos para se verificar uma redução da esperança média de vida e um aumento do risco de morrer de acidente cardiovascular. E as mulheres são as mais afectadas

visao16012015Um estudo recente publicado na revista científica American Journal of Preventive Medicine, chegou à conclusão que as mulheres que trabalham em turnos nocturnos rotativos durante cinco anos ou mais experienciam não só uma redução da média de vida, como também aumentam o risco de morrer de acidente cardiovascular. O estudo salienta ainda que aquelas que trabalham 15 anos ou mais na mesma situação estão mais propensos a morrer de cancro de pulmão.

Os cientistas definiram como turno rotativo “trabalhar pelo menos três noites por mês, para além dos dias ou fins de tarde desse mesmo mês”.

Para a realização desta investigação a equipa monitorizou cerca de 75 mil mulheres enfermeiras nos Estados Unidos, a quem interrogaram sobre o número de anos que trabalharam nesse regime.

Das observações retiradas do estudo feito entre 1988 e 2010, a primeira nota é a de que cerca de 14.200 mulheres enfermeiras morreram nesses 22 anos analisados, o que representa 11% na redução do tempo médio de vida. O risco de morte por acidente cardiovascular era de 19% nas mulheres que fizeram esse turno entre seis a 14 anos; e a percentagem dos que trabalharam nesse regime durante 15 ou mais anos subiu para 23%. As mulheres que trabalharam em turno rotativo da madrugada durante mais de 15 anos tinham, por outro lado,  um risco em morrer por cancro de pulmão 25% superior.

Investigações anteriores já haviam feito a ligação entre os turnos da noite e o decréscimo na qualidade da saúde. A Organização Mundial de Saúde comparou em 2007 os turnos da noite aos riscos cancerígenos presentes no tabaco. Esta relação foi explicada pela associação deste trabalho ao aumento de problemas cerebrais e de coração.

In Visão online
16:45 Sexta feira, 16 de Janeiro de 2015

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