465: “A situação está caótica”: Hospital de Penafiel com vários profissionais infectados

 

 

SAÚDE/HOSPITAIS/COVID-19

Caroline Blumberg / EPA

Colaboradores de vários grupos profissionais do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel, estão infectados com o novo coronavírus, disse esta terça-feira a administração daquela unidade, sem precisar o número de casos.

“Tal como em todos os hospitais, há profissionais infectados, de todos os grupos profissionais. Até ao momento, não está em causa o funcionamento do hospital”, lê-se num esclarecimento enviado à agência Lusa.

Um colaborador do CHTS ouvido pela Lusa relatou uma situação de “grande dificuldade” no hospital de Penafiel, incluindo na urgência, onde os doentes aguardam horas para serem atendidos, devido à insuficiência de profissionais.

“A situação está caótica, com os corredores cheios de doentes”, contou.

No esclarecimento do CHTS, que não responde à questão da Lusa sobre o número de profissionais infectados naquela unidade hospitalar, assinala-se que as dificuldades ocorrem devido à ausência de vários colaboradores.

Isto, acrescenta, “seja porque estão contaminados, seja porque estão de quarentena, por alguns contactos de risco com outras pessoas contaminadas”.

Sobre a questão na urgência, refere-se que “a grande causa de dificuldade de gestão do serviço, na actualidade, prende-se com o enorme afluxo inadequado de utentes somente com o objectivo de fazerem o teste”. Segundo o CHTS, “essa afluência tem inclusivamente ultrapassado os picos máximos habituais em tempo de gripe”.

O esclarecimento enviado à Lusa realça um apelo à população para que “só vá à urgência por motivos graves”. “A realização de testes deve ser feita por contacto com a linha SNS 24 ou com os médicos de família. As idas à urgência nesta altura, por motivos inapropriados, são totalmente desaconselhadas, até porque origina excessiva aglomeração, potenciadora de indesejáveis contaminações”, conclui o CHTS.

Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

ZAP // Lusa

Por ZAP
21 Outubro, 2020

 

 

433: DGS garante que surtos nos hospitais estão identificados e controlados

 

 

SAÚDE/COVID-19/HOSPITAIS

A directora-geral da Saúde disse que os surtos de covid-19 activos em vários hospitais são sobretudo originários de profissionais de saúde e garantiu que estão a ser investigados e controlados.

© PAULO CUNHA /LUSA

“Há alguns surtos activos recentes em vários hospitais. Estão a ser investigados. São sobretudo em profissionais de saúde, existem algumas ramificações para outros sítios, porque estas pessoas obviamente que se movem”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa de actualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus em Portugal.

A directora-geral da Saúde avançou que as autoridades sanitárias “estão a acompanhar de perto” estes surtos e que a situação está, neste momento, “tanto quanto possível, controlada”.

“Os surtos estão identificados e estamos a observar se existem cadeias de transmissão fora dos estabelecimentos onde foram identificados”, precisou.

Na conferência de imprensa deu ainda conta de algumas instituições de saúde que tem actualmente surtos de covid-19, como é o caso de um surto “praticamente terminado” numa instituição de saúde em Guimarães, na Senhora dos Azeites, com oito doentes.

Segundo a DGS, há outro surto numa instituição de saúde em Paredes, que teve início a 17 de Setembro, com quatro casos de infecção, outro numa clínica na Póvoa do Varzim com 85 casos confirmados, sendo que este teve início em Agosto e está em “fase de maior resolução”, e um outro numa clínica de Vila Nova da Galé, com sete casos confirmados e que “teve início há uns dias”.

Há um outro surto no Hospital Sousa Martins, com dez casos e que começou a 15 de Setembro, outro numa ala de medicina do Hospital de Leiria, com oito casos.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, há um “pequeno surto” no serviço de medicina do Hospital Garcia de Orta, com dois casos, um outro numa clínica psiquiátrica do Lumiar, com 14 casos, um surto na clínica São João de Ávila, com 16 casos, e um outro no Hospital Egas Moniz, mas o número de casos não foi detalhado.

Portugal contabiliza hoje mais quatro mortos relacionados com a covid-19 e 425 novos casos de infecção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 1.957 mortes e 74.029 casos de infecção, estando hoje activos 24.188 casos, mais 184 do que no dia anterior.

A DGS indica que das quatro mortes registadas, três ocorreram na região Norte e uma em Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infecções.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Setembro 2020 — 16:53

 

 

410: Hospital de Lisboa deixou entrar pessoas sem máscara

 

 

SAÚDE/COVID-19

Caroline Blumberg / EPA

O Hospital da Luz, em Lisboa, permitiu a entrar e circulação de pessoas sem máscara dentro das instalações. O hospital garante que foi um “erro humano” e que não voltará a acontecer.

A Rádio Renascença escreve, esta quinta-feira, que o Hospital da Luz, em Lisboa, autorizou a circulação de pessoas sem máscara. Ouvido pela rádio, João Carreiro esteve no hospital e foi testemunha do que aconteceu.

“Comecei a ver várias pessoas a entrar sem máscara. E, às sete e pouco da manhã, dirigi-me ao segurança e disse-lhe que a situação me deixava desconfortável. Que não queria arranjar problemas a ninguém, mas que lhe pedia se ele podia ter mais atenção”, explicou.

“[O segurança] disse que estava a cumprir ordens, que quem tinha entrado eram funcionários do hospital, que não eram controlados e entravam como queriam. E que os utentes que fossem para as urgências, se não tivessem máscaras, eles não tinham máscaras para dar até às sete e meia da manhã”, acrescentou o utente.

As pessoas perguntavam ao segurança se também podiam entrar sem máscara, ao que o trabalhador permitia. Este comportamento, notou João Carreiro, ia claramente contra as indicações da Direcção-Geral de Saúde. A justificação dada era que a aplicação do plano de segurança da covid-19 era feita apenas em algumas horas do dia.

“A urgência está aberta 24 horas e as regras funcionarem só num período do dia não faz qualquer sentido. São as pessoas em quem confio que têm mais cuidado [os funcionários] e vi que entram ali sem qualquer atenção”, disse à Renascença.

Face a esta situação, o utente preencheu uma queixa no livro de reclamações e chamou a PSP.

O hospital não nega que isto tenha acontecido, embora garante que não tenha passado de um mal-entendido, que provocou um “erro humano”.

Pedro Libano Monteiro, administrador executivo do Hospital da Luz, garante que não voltará a repetir-se. Numa situação como esta, explica, as pessoas normalmente são alertadas para a importância do cumprimento das regras.

“Todas as pessoas, utentes e colaboradores devem sempre usar sempre a máscara e é obrigatório o seu uso dentro das instalações”, garante Pedro Libano Monteiro.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

 

 

203: Turno da noite pode ter consequências bem mais graves do que os sonos trocados

 

Bastam cinco anos em turnos nocturnos rotativos para se verificar uma redução da esperança média de vida e um aumento do risco de morrer de acidente cardiovascular. E as mulheres são as mais afectadas

visao16012015Um estudo recente publicado na revista científica American Journal of Preventive Medicine, chegou à conclusão que as mulheres que trabalham em turnos nocturnos rotativos durante cinco anos ou mais experienciam não só uma redução da média de vida, como também aumentam o risco de morrer de acidente cardiovascular. O estudo salienta ainda que aquelas que trabalham 15 anos ou mais na mesma situação estão mais propensos a morrer de cancro de pulmão.

Os cientistas definiram como turno rotativo “trabalhar pelo menos três noites por mês, para além dos dias ou fins de tarde desse mesmo mês”.

Para a realização desta investigação a equipa monitorizou cerca de 75 mil mulheres enfermeiras nos Estados Unidos, a quem interrogaram sobre o número de anos que trabalharam nesse regime.

Das observações retiradas do estudo feito entre 1988 e 2010, a primeira nota é a de que cerca de 14.200 mulheres enfermeiras morreram nesses 22 anos analisados, o que representa 11% na redução do tempo médio de vida. O risco de morte por acidente cardiovascular era de 19% nas mulheres que fizeram esse turno entre seis a 14 anos; e a percentagem dos que trabalharam nesse regime durante 15 ou mais anos subiu para 23%. As mulheres que trabalharam em turno rotativo da madrugada durante mais de 15 anos tinham, por outro lado,  um risco em morrer por cancro de pulmão 25% superior.

Investigações anteriores já haviam feito a ligação entre os turnos da noite e o decréscimo na qualidade da saúde. A Organização Mundial de Saúde comparou em 2007 os turnos da noite aos riscos cancerígenos presentes no tabaco. Esta relação foi explicada pela associação deste trabalho ao aumento de problemas cerebrais e de coração.

In Visão online
16:45 Sexta feira, 16 de Janeiro de 2015

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