190: Psoríase

 

Prevenir // Saúde e Medicina

Uma doença de pele não contagiosa que afecta 250 mil portugueses

sapo29102014Para além de todos os sintomas físicos que envolve, a psoríase também tem um forte impacto a nível familiar, social, profissional, emocional e psicológico dos doentes, razão pela qual se torna importante conhecê-la para lutar contra o preconceito a ela associado.

Trata-se de uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade.

Caracteriza-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam sobretudo os cotovelos, os joelhos, a região lombar e o couro cabeludo.

No entanto, tanto o aspecto, como a extensão, a evolução e a gravidade das lesões variam bastante de doente para doente, sendo que, nos casos mais graves, podem cobrir extensas áreas do corpo.

A psoríase também pode aparecer à volta e debaixo das unhas, que aumentam de espessura e se deformam.

Tipos de psoríase

Existem diversos tipos de psoríase, classificados de acordo com o seu aspecto clínico. Os mais importantes são:

Psoríase em placas (ou psoríase vulgar)

É o tipo mais comum de psoríase e apresenta lesões com relevo, vermelhas e cobertas por uma escama prateada. As lesões surgem nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo, embora possam afectar qualquer área do corpo.

Psoríase gutata

É menos frequente que a psoríase em placas e afecta sobretudo crianças e jovens. Normalmente, aparece de forma súbita, e apresenta lesões de dimensões diminutas (em forma de gota) que ocupam áreas extensas do tronco e membros. Pode desaparecer definitivamente depois do primeiro episódio ou evoluir para psoríase vulgar.

Psoríase inversa

Assim designada por causa da localização inversa das lesões, este tipo de psoríase manifesta-se nas axilas, virilhas e região infra-mamária.

Ao contrário dos outros tipos, as lesões não têm escama evidente, o que pode dificultar o diagnóstico.

Psoríase eritrodérmica

Neste tipo de psoríase, a pele de toda a superfície corporal adquire um aspecto vermelho e inflamado. Tem um elevado risco de complicações, o que a torna muito grave.

Psoríase com pústulas

Algumas formas de psoríase caracterizam-se pelo aparecimento de pequenas bolhas com pus (pústulas):

Pustulose palmo-plantar

É a mais comum e as suas lesões surgem nas palmas das mãos e nas plantas dos pés sobre um fundo avermelhado, por vezes com descamação abundante e fissuras dolorosas. Esta forma de psoríase é de difícil tratamento e pode ter uma evolução crónica com surtos de agravamento.

Psoríase pustulosa de von Zumbusch

Forma rara e grave que surge subitamente ou como consequência do agravamento de uma psoríase em placas. Ao contrário das restantes formas de psoríase, é acompanhada de sintomas gerais (febre, mau estar, …) e tem um risco elevado de complicações, algumas delas potencialmente fatais.

Quais as suas causas?

A origem da psoríase não é totalmente conhecida. Contudo, sabe-se que é influenciada por factores genéticos e que envolve alterações no funcionamento do sistema imunitário, que provocam inflamação e aumento da velocidade de renovação das células da epiderme.

Apesar de ser geneticamente determinada não quer dizer que a hereditariedade de pais para filhos seja obrigatória. No entanto, a probabilidade da doença surgir é maior em pessoas com familiares portadores da mesma.

Como se diagnostica?

Inicialmente, pode ser difícil para o especialista diagnosticar psoríase, uma vez que pode ser confundida com outras doenças cutâneas que também se manifestem através de lesões avermelhadas e descamativas e que possam afectar as zonas típicas da psoríase.

O diagnóstico, deve, por isso, ser feito por um dermatologista que, à medida que a doença avança, consegue reconhecer o seu padrão de escamação característico. Para confirmar o diagnóstico, o especialista pode recorrer a uma biópsia de pele.

Qual o tratamento?

Apesar de não existir uma cura definitiva para a psoríase, existe um conjunto de tratamentos que, utilizados isoladamente ou em associação, aliviam e controlam os seus sintomas. Como a doença varia bastante entre doentes, as terapêuticas devem ser escolhidas e utilizadas criteriosamente, após observação do especialista, que deverá indicar o melhor tratamento para a fase de evolução apresentada pelo paciente.

Terapêuticas Tópicas (aplicação de loções, cremes ou pomadas):

– Emolientes e queratolíticos

– Corticosteróides tópicos

– Análogos da vitamina D

Sol

A exposição à radiação ultravioleta (helioterapia) induz uma melhoria na maioria dos casos. No entanto, esta deverá ser feita com moderação, uma vez que as queimaduras solares agravam a psoríase.

Fototerapia

Exposição da pele a fontes artificiais de luz ultravioleta em sessões regulares, com doses adequadas a cada doente.

Medicamentos sistémicos (via oral ou injectáveis)

São usados nos casos mais graves ou resistentes ao tratamento e devem ser atentamente acompanhados pelo especialista.

Retinoides

Normalizam a proliferação e diferenciação das células da epiderme.

Metotrexato e ciclosporina

Interferem com mecanismos inflamatórios e imunitários na base da doença.

Agentes biológicos

Actuam selectivamente sobre determinados componentes do sistema imunitário. Representam a área em que se verificaram os progressos mais recentes.

Para mais informações:

PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase
Rua Alberto Sousa, nº6, Zona B do Rego – Lisboa
Telefone: 217 978 201
www.psoportugal.com
info@psoportugal.com

Valerá a pena ir ao estrangeiro tratar a psoríase? Leia a resposta do dermatologista Fernando Guerra aqui.

Texto: Madalena Alçada Baptista

Revisão científica: Associação Portuguesa da Psoríase – PSOPortugal

Metotrexato e ciclosporina

Interferem com mecanismos inflamatórios e imunitários na base da doença.

Agentes biológicos

Actuam selectivamente sobre determinados componentes do sistema imunitário. Representam a área em que se verificaram os progressos mais recentes.

Para mais informações:

PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase
Rua Alberto Sousa, nº6, Zona B do Rego – Lisboa
Telefone: 217 978 201
www.psoportugal.com
info@psoportugal.com

Valerá a pena ir ao estrangeiro tratar a psoríase? Leia a responsta do dermatologista Fernando Guerra aqui.

Texto: Madalena Alçada Baptista

Revisão científica: Associação Portuguesa da Psoríase – PSOPortugal

In Sapo Lifestyle
29/10/2014

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