Dia do Idoso: Séniores têm«aguda consciência crítica» dos seus direitos – Provedor de Justiça

 

O Provedor de Justiça assinalou hoje o Dia Internacional do Idoso com uma mensagem, em que destaca a «aguda consciência crítica» que esta população tem dos seus direitos, reflectida nos contactos que fazem para a Linha do Idoso.

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Numa breve mensagem publicada no site “Provedor de Justiça”, José de Faria Costa afirma que “está atento às questões do envelhecimento” e lembra que tem ao dispor dos cidadãos gratuitamente a Linha do Cidadão Idoso (800 20 35 31).

Este ano, e até ao dia de hoje, a Linha do Cidadão Idoso recebeu 2.100 telefonemas, a maioria feita pelos próprios idosos, predominando a faixa etária entre os 71 e os 90 anos.

Para José de Faria Costa, estes dados revelam, “de algum jeito, e de forma expressiva, o envelhecimento da população portuguesa, mas também, de certa maneira, uma aguda consciência crítica dos seus direitos”.

Segundo o Provedor de Justiça, a maior parte destes telefonemas são sobre questões relacionadas com a saúde, direitos e apoios sociais, mas também reportam situações de maus-tratos, isolamento, abandono e negligência de cuidados.

Em 2013, a Linha do Cidadão Idoso da Provedoria de Justiça recebeu, em média, 17 chamadas telefónicas por dia, mais 7% face a 2012, a maioria feita por mulheres com idades entre os 71 e os 90 anos.

Segundo o relatório de actividades de 2013 do Provedor de Justiça, o número de chamadas telefónicas recebidas na Linha do Idoso subiu de 2.950 (em 2012) para 3.184.

As mulheres são quem mais procura apoio na linha, tendo feito 1.658 telefonemas, mais do dobro das realizadas pelos homens (810).

Na mensagem hoje divulgada, o Provedor de Justiça recorda ainda o principal objectivo da criação do Dia Internacional do Idoso, instituído em 1990 pela Assembleia das Nações Unidas, que é “chamar a atenção para as questões do envelhecimento”.

Este ano, as comemorações têm como tema “Não deixar ninguém para trás: Promover uma sociedade para todos”.

Diário Digital com Lusa
01/10/2014 | 13:17

“Não deixar ninguém para trás: Promover uma sociedade para todos”. Uma autêntica falácia! Esta sociedade apenas promove quem tem dinheiro para poder suportar clínicas particulares; quem não tem dinheiro e vive de pensões miseráveis que ainda por cima são assaltadas por leis governamentais e aumentos de carga fiscal inaceitáveis, pode deixar-se morrer lentamente, pois os seus direitos não existem. Os idosos nestas condições estão a ser forçados a uma eutanásia institucional, promovida por políticos que obedecem apenas às ordens do capitalismo internacional.

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