Dormir mal aumenta o risco de suicídio nos idosos

 

perturbações de sono

As noites mal dormidas afectam a nível cognitivo e emocional, mas podem constituir um factor de risco de suicídio — especialmente nos indivíduos mais velhos.

observador13082014Não são apenas as depressões que levam ao suicídio. Noites mal dormidas aumentam o risco em quase uma vez e meia de indivíduos mais velhos porem termo à vida, segundo um estudo publicado esta quarta-feira na revista científica JAMA Psychiatry. “Os resultados indicam que a baixa qualidade de sono está associado ao risco de morte por suicídio dez anos mais tarde, mesmo depois da correcção dos sintomas depressivos”, conclui a equipa de cientistas norte-americana.

Os dois factores prevalentes em relação ao risco de suicídio encontrados foram a dificuldade em adormecer e sonos não-reparadores. As noites mal dormidas aumentam 1,4 vezes o risco de suicídio, revela o estudo conduzido por Rebecca Bernert, investigadora no Centro de Distúrbios Emocionais da Escola Médica da Universidade de Stanford, na Califórnia (Estados Unidos).

Os investigadores tinham uma amostra de mais de 14 mil indivíduos com idades superiores a 65 anos seguidos ao longo de dez anos (de 1981 a 1991) com objectivo de estabelecer, pela primeira vez, uma relação entre a fraca qualidade de sono detectada na primeira entrevista e o risco de cometer suicídio ao longo do período do estudo. Pretendiam avaliar as noites mal dormidas como um factor único e não enquanto uma consequência da depressão, porque se tornaria difícil distinguir qual a causa em caso de suicídio.

Um milhão de mortes por suicídio

Ao longo dos 10 anos, a equipa de cientistas obteve dados suficientes de 20 casos de suicídio. Cada um deles foi comparado com 20 indivíduos-controlo escolhidos ao acaso, totalizando 420 doentes estudados. Os indivíduos com problemas de sono, causados tanto por insónias, como por pesadelos ou sonos pouco profundos, mostraram ter um risco de suicídio 1,4 vezes maior que os indivíduos-controlo, mas também um risco 1,2 maior que os indivíduos que apresentavam outros sintomas de depressão. Os suicídios ocorreram em média dois anos após a entrevista inicial.

Neste estudo a má qualidade do sono parece ser um factor que influencia mais o suicídio do que os sintomas depressivos, referem os autores, alertando, porém, que estas duas situações combinadas tornam o risco ainda maior. Os investigadores crêem ainda que as perturbações de sono podem conduzir ao suicídio porque criam problemas cognitivos e emocionais.

A idade dos participantes está relacionada com as queixas que surgem mais tarde na vida dos indivíduos e com a taxa desproporcionalmente alta de idosos que se suicidam comparado com a população em geral. Os adultos mais velhos também tendem a escolher métodos mais letais nas tentativas de suicídio. Actualmente, morrem todos os anos por suicídio um milhão de pessoas no mundo, constituindo 57% do casos de morte violenta.

In Observador online
13/08/2014

“Escutar pode salvar”. O telefone que ajuda em situações de crise

 
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“Escutar pode salvar”. O telefone que ajuda em situações de crise

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O suicídio de Robin Williams reabriu o debate sobre a depressão. Em Portugal, há uma organização que acredita que “escutar pode salvar”.

Falamos do “Telefone da Esperança”, uma organização que oferece apoio através de uma linha telefónica (222 030 707) e promove cursos de auto-ajuda. Durante os dez anos da organização, muitas histórias já foram contadas ao telefone.

Mas, por mais complicadas que sejam as situações, aqui cultiva-se a esperança.

In Rádio Renascença online
13/08/2014

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