438: 57% dos portugueses diz que pandemia dificultou acesso aos cuidados de saúde

 

 

SAÚDE/PANDEMIA/CONSULTAS

“A quase totalidade das consultas não realizadas foram canceladas pelas unidades de saúde”, refere o estudo promovido pelo “Movimento Saúde em Dia – Não Mascare a Sua Saúde”

Mais de metade dos portugueses (57%) considera que a pandemia dificultou o seu acesso aos cuidados de saúde, sendo a população mais idosa (69%) e os doentes crónicos (70%) quem mais manifesta esta dificuldade, revela um estudo divulgado esta terça-feira.

Os dados do estudo “Acesso a cuidados de saúde em tempos de pandemia”, realizado pela GFK Metris e apresentado esta terça-feira na Ordem dos Médicos, referem que esta situação resulta de “uma experiência efectiva”: 692 mil portugueses não realizaram as consultas médicas que estavam marcadas.

“A quase totalidade das consultas não realizadas foram canceladas pelas unidades de saúde”, refere o estudo promovido pelo “Movimento Saúde em Dia – Não Mascare a Sua Saúde”, uma iniciativa da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) e da Ordem dos Médicos (OM).

O estudo visou auscultar as opiniões e captar as percepções dos portugueses sobre a pandemia covid-19 e o seu impacto no acesso a cuidados de saúde, tendo sido realizado com base em questionários presenciais, entre 28 de Agosto e 07 de Setembro, com uma amostra representativa da população portuguesa, constituída por mais de 1.000 pessoas maiores de 18 anos residentes em Portugal Continental.

Segundo o inquérito, cerca de dois milhões de portugueses tiveram algum ato médico marcado durante a pandemia (Março a Agosto), a maioria (89%) consultas, enquanto 23% tinham exames, 5% uma cirurgia programada e 3% internamento.

“Embora a maioria dos 664 mil portugueses que se sentiram doentes durante a pandemia – 454 mil, ou seja, 69% – tenha recorrido aos cuidados de saúde, três em cada 10 (210 mil ou 31%) não o fizeram”, referem os autores do estudo em comunicado.

Cerca de 40% dos inquiridos diz que recorreria de certeza a cuidados de saúde durante a pandemia em caso de necessidade, 35% afirma que só recorria se a situação fosse grave e mais de 22% refere que “provavelmente recorreria”.

Metade dos participantes refere que se sente seguro e confortável no acesso a cuidados de saúde. Quem sente insegurança, aponta o receio de contágio como principal motivo para evitar uma ida ao médico.

O estudo também quis perceber de que forma os portugueses aceitaram a tele-medicina, tendo concluído que 775 mil tiveram uma consulta médica por este meio, com 90% a realizá-la.

“No entanto, em 95% destes casos as consultas foram feitas por telefone, não configurando uma efectiva consulta de tele-medicina – menos de 5% dessas tele-consultas envolveram transmissão de imagem”, salienta o estudo.

Sublinha ainda que, “apesar de a experiência ter sido considerada muito satisfatória, a verdade é que dois terços não gostariam de voltar a ter esta solução em nenhuma situação ou só em casos muitos excepcionais”.

Para outro terço, a tele-consulta só poderia ser uma opção em algumas consultas. Só 2% das pessoas gostariam de manter a tele-consulta em todas ou quase todas as ocasiões.

O Movimento Saúde em Dia foi lançado no início de Setembro pela OM e pela APAH, em parceria com a Roche, com o objectivo de alertar a população para “a importância de estar atenta a sintomas e sinais que precisem de observação médica, mas sem esquecer também as regras já conhecidas para combater a pandemia”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Setembro 2020 — 10:08

 

 

427: “Um abandonar dos utentes”. Centros de saúde atiram pacientes para farmácias e privados

 

 

SAÚDE/CENTROS DE SAÚDE/SNS

DarkoStojanovic / Pixabay

Sem resposta nos centros de saúde, vários utentes vêm-se obrigados a recorrer ao sector privado e a farmácias. A Entidade Reguladora de Saúde já recebeu várias reclamações.

Face à pandemia de covid-19, os centros de saúde continuam a exigir o agendamento de consultas, pedidos de receitas e outros actos por telefone e email. No entanto, à Entidade Reguladora da Saúde chegaram 1237 reclamações, desde o início do ano até 18 de Setembro. Muitos denunciam constrangimentos no atendimento telefónico, escreve o JN, este domingo.

O problema é transversal a todo o território nacional e, mesmo que a Direcção-Geral da Saúde já tenha reconhecido o problema há meses, ainda continua sem uma solução prática.

“É uma enorme preocupação, isto tem sido um abandonar dos utentes, as pessoas estão perdidas, nem conseguem renovar as receitas”, diz Fernando Queiroga, presidente da Comissão Distrital da Protecção Civil do Distrito de Vila Real e autarca de Boticas, citado pelo JN.

Assim, muitos utentes acabam por se dirigir ao privado, pagando por serviços de saúde que sairiam muito mais em conta no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Há ainda quem recorra às farmácias “para medir a tensão ou mudar pensos porque no centro de saúde ninguém atende”.

Enquanto isso, as urgências dos hospitais públicos vão enchendo, já que os pacientes não conseguem receber atenção nos cuidados primários. Em último caso, há até quem vá às urgências pedir a renovação de receitas.

Em Matosinhos, estudam-se soluções para o problema. O presidente da Unidade Local de Saúde vai avançar com a entrada em funcionamento de uma central de atendimento e devolução de chamadas e a criação de um espaço específico para atendimento covid-19 fora dos centros de saúde.

Muitos utentes optam também por se dirigir aos centros de saúde, onde se formam filas com pessoas à procura de uma resposta mais célere. O Jornal de Notícias escreve que, embora usem máscara, o distanciamento nem sempre dá para cumprir e muitos acabam por voltar para casa de mãos a abanar.

ZAP //

Por ZAP
27 Setembro, 2020

 

 

302: SNS vai ter consultas com imagem através de telemóvel

 

© Fornecido por RTP – Rádio e Televisão de Portugal, S.A.

O Serviço Nacional de Saúde vai disponibilizar, ainda este ano, consultas através de uma chamada com imagem no telemóvel. Os Serviços Partilhados do Ministério vão testar a aplicação já este semestre. A ideia é que seja possível realizar uma consulta, com o seu médico, utilizando para isso o telemóvel e uma chamada com imagem.

Um projecto-piloto que vai funcionar através de uma aplicação móvel, integrada na App “Mysnscarteira” que está disponível desde Janeiro de 2017 e que conta já com 330 mil pessoas.

Através de um smartphone, os utentes poderão ter, à distância, uma consulta com o médico de família ou um médico de especialidade. As consultas vão ser essencialmente úteis a doentes crónicos, mas dependem sempre da vontade do médico.

Uma solução de “tele-medicina que permite ligar a App do cidadão à App do médico”, disse ao Jornal de Notícias Henrique Martins, presidente do Consleho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério de Saúde.

Apesar de, à partida, a inovação estar centrada no Serviço Nacional de Saúde, a mesma vai poder ser utilizada por qualquer médico do privado, adiantou ao jornal este responsável.

msn lifestyle
RTP
19/03/2019

[vasaioqrcode]

 

152: Internet: Plataforma permite utentes comunicarem com médicos online

 

Uma empresa portuguesa lançou este mês uma plataforma online que permite colocar perguntas a médicos ou esclarecer dúvidas por videochamada, tendo de momento mais de 300 clínicos que aderiram de forma voluntária.

nm31052014A ideia deste site, que estreou a 19 de maio e já conta com mais de 100 questões colocadas por doentes, surgiu com a constatação de que os portugueses têm uma grande tendência de ir procurar informações de saúde na Internet.

“Nem sempre é o sítio indicado para procurar informações de saúde. Quando as pessoas querem ter informação fidedigna e útil têm de falar directamente com o médico”, justifica Miguel Castro, empresário responsável pelo site http://www.doctorhome.pt.

Aproveitando as novas tecnologias, a plataforma pretende facilitar o contacto com os médicos, tornando-o mais ágil e directo: “O que pretendemos é evitar que procurem informação na Internet de forma desregrada, que vão à Internet mas ao sítio certo, falando com o seu médico”.

Miguel Castro salienta que este site não está dirigido para questões urgentes de saúde, lembrando que, perante uma urgência, um doente deve dirigir-se ao hospital ou contactar a linha saúde 24.

Apesar disso, a plataforma estabelece um prazo de 72 horas para os médicos responderem às perguntas deixadas pelos doentes, de forma a responder às expectativas dos utilizadores e permitir que o fluxo de questões funciona.

A entrada no site é gratuita e o utilizador pode escolher o médico que mais lhe convém, procurando por critérios de pesquisa como a especialidade ou a localidade.

“Quando encontram o médico que consideram adequado podem entrar em contacto ou através de uma pergunta ou de uma videochamada, que pode ser muito útil para os portugueses emigrados. Pode também marcar-se consulta presencial ou marcar visita no domicílio”, explica o responsável da plataforma.

O valor cobrado por cada serviço é definido pelo médico que é a quem cabe passar a respectiva factura. Os pagamentos podem ser feitos por transferência bancária, através de referência multibanco ou por cartão de crédito.

Miguel Castro acredita que a maioria dos médicos está disponível para responder de forma gratuita às perguntas ou então cobrar um “valor simbólico” (entre um ou dois euros) que funcione como uma espécie de triagem de perguntas efectivamente genuínas.

Actualmente a plataforma tem 325 médicos distribuídos por 49 especialidades, que vão desde a medicina geral e familiar, à cardiologia, pediatria, urologia e também estomatologia e medicina dentária.

A adesão dos médicos a esta plataforma é voluntária, mas o seu registo tem de ser sujeito a validação, que passa por comprovar o registo na Ordem dos Médicos.

A partir do momento em que o clínico é admitido, passa a ser um perfil público, onde constam as suas habilitações, área profissional, idade, anos de carreira e outros elementos, como fotografia.

Para interagirem com os doentes ou marcarem consultas, os médicos têm de subscrever um plano profissional, que custa 190 euros numa adesão anual. Por cada consulta ou serviço que cobrem, a empresa retém uma percentagem para si.

Miguel Castro reconhece que este “produto inovador” é dirigido a uma classe “altamente conservadora” como a dos médicos, mas considera que a plataforma vem “preencher um nicho de mercado e resolver um problema evidente”, que é a busca de informação pouco fidedigna na Internet.

“Nós não fazemos consultas online. O que fazemos é facilitar o contacto entre o médico e o utente”, refere, lembrando que cabe aos profissionais de saúde de que forma encaminham o contacto com os doentes.

Actualmente, segundo Miguel Castro, a média de idades dos médicos aderentes ronda os 50 anos.

In Notícias ao Minuto online
11:50 – 31 de Maio de 2014 | Por Lusa

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