270: Cientistas descobrem o que acontece no cérebro antes de morrer

 

Massachusetts General Hospital / Wikimedia

O cérebro pode funcionar no máximo durante cinco minutos sem oxigénio. Depois disso, o dano é irreparável.

Quais são os últimos processos que o cérebro do ser humano realiza antes de deixar de funcionar para sempre? A resposta a esta pergunta foi dada num estudo de um grupo de cientistas dos EUA e da Alemanha, publicado em fevereiro na revista Annals of Neurology.

O objectivo do estudo era observar o que sucede no âmbito neuronal quando uma pessoa deixa de viver, com o objectivo de identificar se a isquemia cerebral – a redução do fluxo sanguíneo no cérebro – pode ou não ser reversível, segundo a RT.

A conclusão foi que, passados alguns minutos sem receber oxigénio, os neurónios “apagam-se”. O processo não é repentino. Pelo contrário, acontece dividido em duas fases.

Em primeiro lugar o cérebro fica numa espécie de “modo silencioso“.

Nesta etapa de depressão cortical sem propagação, os neurónios deixam de exercer as suas funções quando detectam que há escassez de oxigénio, mas continuam activos, uma vez que tratam de conseguir esse elemento de todas as formas possíveis.

Depois disso, os neurónios entram no “modo repouso“. Os neurónios começam a poupar toda a energia que podem e mantêm uma carga eléctrica mínima, para poder recuperar-se caso o oxigénio e o fluxo sanguíneo se restabeleçam.

Se isso não acontece no máximo em cinco minutos, os neurónios perdem as suas ligações – ou sinapses – e morrem.

Os especialistas realizaram esta análise em oito pessoas, das quais três padeciam de uma hemorragia subaracnóide – tinham sangue em espaços onde normalmente circula líquido cerebrospinal – e as outras cinco tinham sofrido um traumatismo craniano.

Os investigadores analisaram pacientes com lesões cerebrais graves para identificar com maior precisão o momento em que o cérebro humano deixa de funcionar.

O que acontece no cérebro quando o coração para de bater é um assunto que desperta muito interesse entre a comunidade científica. Vários estudos foram realizados sobre o assunto. Em Dezembro de 2017, os cientistas descobriram que a consciência continuava durante três minutos depois de o coração ter parado de bater, o que parece ser suportado por este último estudo.

ZAP //

Por ZAP
7 Março, 2018

 

Novo coronavírus já matou 249 pessoas, mas não é uma emergência – OMS

 

O Síndrome Respiratório do Médio Oriente (MERS-CoV), mais conhecido como novo coronavírus, infectou mais de 700 pessoas, das quais 249 faleceram, anunciou hoje a OMS, que considera a transmissão do vírus «preocupante» mas não uma emergência.

O director-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, apresentou hoje em conferência de imprensa os últimos resultados sobre o MERS, que surgiu pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012, e que desde então foi registado em pelo menos quinze países.

Os 16 membros do Comité de Emergência sobre o MERS reuniram-se hoje pela sexta vez, e durante quatro horas analisaram a situação e a gravidade da expansão do vírus.

In Diário Digital online
Diário Digital / Lusa
17/06/2014 | 13:13

143: Sem cura nem vacina, vírus Ébola é morte quase certa

 

O vírus do Ébola, que até segunda-feira terá matado 95 das 151 pessoas suspeitas de estarem infectadas na Guiné Conacri, é uma doença contagiosa, sem cura nem vacina, que tem uma taxa de mortalidade de até 90%.

dn08042014O surto está a ser acompanhado “muito seriamente” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que embora reconheça haver já casos confirmados na Libéria, sublinha que todos eles têm aparentemente origem no sudeste da Guiné Conacri, onde tudo começou, pelo que ainda não se pode considerar uma epidemia.

Já a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o surto “não tem precedentes” na forma como os casos estão espalhados por locais com quilómetros de distância entre eles.

A doença, de origem viral, tem como sintomas iniciais uma febre alta, de quase 40 graus, fraqueza intensa, fortes dores de cabeça, dores musculares e de garganta, segundo a OMS.

Numa fase subsequente surgem os vómitos, a diarreia e, em alguns casos, hemorragias interna e externa.

A febre hemorrágica de ébola, uma das doenças mais mortíferas para o homem, transmite-se os humanos através de contacto com animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos e antílopes, e espalha-se entre humanos através do contacto com sangue, saliva ou outros fluídos corporais infectados, bem como com ambientes contaminados.

Até o funeral de uma vítima de ébola pode ser um risco se houver contacto directo com o cadáver e mesmo as pessoas que sobrevivem podem continuar a disseminar a doença até sete semanas após recuperarem.

Uma das características mais perigosas da doença é que o período de incubação pode ser de dois a 20 dias e o diagnóstico é difícil.

Por isso, uma pessoa infectada pode andar quase três semanas a disseminar a doença sem o saber e até viajar, levando o vírus para outros destinos.

Este risco aumenta quando se sabe que o surto actual, inicialmente localizado em Nzerekore, uma zona remota no sul da Guiné Conacri, já foi detectado na capital do país, onde há um aeroporto com ligações aéreas para a Europa e a África ocidental.

Também já morreram quatro pessoas na Libéria e a Serra Leoa já registou cinco casos suspeitos, embora nenhum tenha ainda sido confirmado.

A localidade de Geuckedou parece ser até agora a mais afectada, com mais de metade dos casos de infecção e de mortes.

O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 em dois surtos simultâneos no Sudão e na República Democrática do Congo.

Desde 1976, o Ébola causou a morte de pelo menos 1.200 pessoas, dos 1.850 casos detectados. Os surtos mais fortes registaram-se na República Democrática do Congo, em 1976 (318 casos), 1995 (315 casos) e 2007 (264 casos), no Sudão, em 1976 (284), e no Uganda, em 2000 (425 casos).

Os surtos surgem normalmente em aldeias remotas da África central e ocidental, junto a florestas tropicais, pode ler-se no site da OMS.

Neste momento, o vírus do ébola, que tem cinco estirpes distintas, só existe no continente africano, mas já houve casos nas Filipinas e na China.

Para evitar o contágio humano, a OMS recomenda evitar o contacto com morcegos e macacos e o consumo da sua carne crua, assim como evitar o contacto físico com pacientes infectados, em particular com os seus fluidos corporais.

Os profissionais de saúde estão em risco acrescido, sobretudo porque os sintomas iniciais são pouco específicos e podem ser associados a outras doenças, como a malária.

Após uma eventual infecção, pouco se pode fazer, já que não há vacinas nem tratamentos, restando apenas a hidratação do doente com soluções com electrólitos ou a administração intravenosa de fluidos.

Segundo os MSF, este surto é provocado pela estirpe mais agressiva e mortífera do vírus, que mata mais de 90% dos doentes. Desconhece-se que factores permitem a alguns doentes sobreviver enquanto os outros sucumbem.

In Diário de Notícias online
08/04/2014
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

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