506: Mais 4.788 casos e 73 mortes em Portugal nas últimas 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19

Horas após as autoridades reguladoras dos EUA darem aprovação a uma terapia de anticorpos e o G20 ter prometido um acesso global às futuras vacinas, Portugal regista 83 942 casos activos de covid-19 e um total de 3897 óbitos.

© Cesar Manso / AFP

O país tem mais 4788 casos de covid-19 e 73 óbitos nas últimas 24 horas, informou a Direcção Geral da Saúde (DGS) através do boletim epidemiológico.

O número de pessoas em internamento hospitalar continua a subir e a bater recordes. Há agora 3151, mais 126 pessoas do que na véspera, e 491 doentes em unidades de cuidados intensivos, um aumento de 6.

Há mais 3540 pessoas recuperadas, pelo que há agora 83 942 casos activos num total de 260 758 pessoas infectadas desde Março.

Com mais 73 óbitos, o número total de mortes é agora de 3897.

Por regiões, o Norte mantém-se na frente das transmissões e das mortes: adicionou mais 3091 casos e 39 óbitos, totalizando 135 363 casos e 1822 mortes.

Lisboa e Vale do Tejo registou novas 844 transmissões e mais 20 óbitos, contabilizando agora 88 983 casos e 1421 mortes. A região Centro registou 637 casos e 12 mortes, atingindo 25 013 infecções e 499 vítimas mortais. O Alentejo teve mais 112 casos e 2 mortes, num total de 5169 casos e 96 óbitos.

O Algarve continua a ser a região com menos casos. Conta agora mais 73 pessoas com covid-19, perfazendo no total 4679 casos e 42 óbitos.

Nas regiões autónomas, Açores e Madeira, têm um número total semelhante: 779 e 772, respectivamente, depois de adicionados os novos 18 casos açorianos e 13 madeirenses.

A DGS que, entretanto, simplificou as normas de admissão de utentes em lares e outras instituições, ao emitir uma orientação que dispensa a realização de um teste à covid-19 se a pessoa em causa tiver cumprido nos últimos 90 dias os critérios de fim de isolamento.

Novas medidas no estado de emergência

Ontem o governo anunciou as novas medidas a vigorar a partir de terça-feira, altura do novo estado de emergência, que inicia às 00.00 do dia 24 de Novembro e cessará às 23.59 do dia 8 de Dezembro.

Passa a ser obrigatório o uso de máscara nos locais de trabalho, excepto quando os postos de trabalho são isolados ou quando haja separação física entre diferentes postos.

O governo decretou também para todo o continente proibição da circulação entre concelhos nos dias que vão rodear os feriados de 1 e 8 de Dezembro – ambos a uma terça-feira: das 23.00 de 27 de Novembro às 5h00 de 2 de Dezembro; e das 23.00 de 4 de Dezembro às 5.00 de 9 Dezembro.

Ao mesmo tempo, nas vésperas desses feriados (30 de Novembro e 7 de Dezembro) haverá suspensão de actividades lectivas, tolerância de ponto para a administração pública e um “apelo às entidades privadas para dispensa de trabalhadores” – sendo estas, mais uma vez, medidas gerais para todo o continente.

Também criou quatro escalões de concelhos consoante a incidência da pandemia: risco moderado, risco elevado, risco muito elevado e risco extremamente elevado. Em risco “extremamente elevado” estão 47 concelhos, por apresentarem mais de 960 casos de doença por 100 mil habitantes.

Na conferência de imprensa em que apresentou as medidas, o primeiro-ministro rejeitou a oposição entre a economia e o combate à crise sanitária: “Não existe essa dicotomia”.

“A nossa vida é só uma, precisamos de saúde para viver, precisamos de trabalho para viver. Precisamos de empresas a funcionar para podermos viver e, portanto, temos de trabalhar em todas essas dimensões”, sustentou António Costa.

Tratamento aprovado nos EUA

A entidade reguladora norte-americana concedeu no sábado autorização urgente à empresa de biotecnologia Regeneron para a utilização no país do tratamento com anticorpos mono-clonais que o presidente dos EUA recebeu em Outubro contra a covid-19.

A autorização Food and Drug Administration (FDA) limita o uso do fármaco a pessoas com mais de 12 anos que tenham apresentado resultados positivos no teste à covid-19 e que estejam em risco de desenvolver um caso grave da doença, explicou a cientista chefe da FDA Denise M. Hinton num comunicado enviado à empresa.

O medicamento contém dois anticorpos potentes que, em estudos preliminares, mostraram resultados promissores na contenção da infecção, especialmente se administrado durante as fases iniciais da doença.

A autorização dá-se no dia em que os Estados Unidos passaram os 12 milhões de casos confirmados de infecção (12 051 253), os quais provocaram 255 588 mortes, de acordo com o relatório independente da Universidade Johns Hopkins. Segundo este balanço há, nas últimas 24 horas, mais 155 377 novas infecções e 1291 mortes.

A barreira dos 12 milhões de casos foi ultrapassada apenas seis dias depois de os EUA alcançarem os 11 milhões de infecções e apenas 12 dias depois de atingir os 10 milhões, um sinal de que o país tem uma forte propagação de infecções.

G20 promete acesso à vacina

Os dirigentes do G20 prometeram hoje “não desistir de nenhum esforço” para garantir o acesso equitativo às vacinas contra a covid-19, de acordo com um rascunho da declaração final da cimeira, num tom consensual, mas sem anúncios concretos.

“Não desistiremos de nenhum esforço para garantir o acesso acessível e equitativo [às vacinas, testes e tratamentos] para todos”, está escrito no texto consultado pela AFP.

A cimeira das 20 maiores potências económicas mundiais realiza-se, este ano, num formato virtual sob a presidência da Arábia Saudita, o que suscitou críticas das organizações da defesa dos direitos humanos.

A pandemia de covid-19 matou, pelo menos, 1 381 915 pessoas no mundo, desde que foi relatado o início da doença na China, no final de Dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP deste domingo, a partir de fontes oficiais.

O balanço até hoje, às 11.00, contabiliza 58 165 460 casos de infecção em todo o mundo, oficialmente diagnosticados desde o início da propagação – que a Organização Mundial de Saúde (OMS) veio a assumir como pandemia – e, destes, pelo menos, 37 053 500 são considerados curados.

Diário de Notícias

DN
22 Novembro 2020 — 14:35

 

 

505: Os três sintomas que podem antecipar um caso grave de covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/SINTOMAS

Febre, tosse e dificuldade em respirar. São estes os três sintomas que podem indicar que se está perante um caso grave da doença provocada pelo SARS-CoV-2, conclui um estudo da Sociedade Espanhola de Medicina Interna.

Unidade de Cuidados Intensivos num hospital em Madrid
© OSCAR DEL POZO / AFP

Existem sintomas que podem antecipar um caso grave de covid-19. São eles: febre, tosse e dificuldade em respirar, conclui um estudo da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI). A investigação, que envolveu mais de 12 mil doentes, sugere que estes três sintomas indicam que se está perante uma situação que poderá ter uma evolução mais grave da infecção causada pelo SARS-CoV-2.

O vírus responsável pela covid-19 representa um desafio para a humanidade e é no conhecimento científico que se depositam muitas das esperanças para o combater de forma eficaz, a par do desenvolvimento das vacinas. É por isso que se multiplicam estudos que levantam um pouco mais do véu sobre o novo coronavírus que já infectou mais de 56 milhões de pessoas em todo o mundo. É o caso do trabalho de investigação levado a cabo pela Sociedade Espanhola de Medicina, que teve a participação do Hospital de Salamanca.

Neste estudo foi possível associar sintomas dos doentes com covid-19 à antecipação da evolução da doença e os resultados preliminares apontam um trio preocupante que pode revelar-se fatal.

“Doentes com dispneia [falta de ar] seriam a priori aqueles com qualquer outro tipo de pneumonia, mas se febre e tosse forem adicionadas, a sua evolução pode ser pior”, explica José Ángel Martín Oterino, chefe do serviço de Medicina Interna do Hospital de Salamanca, citado pela La Gaceta de Salamanca.

Já quem manifesta sintomas de uma constipação comum, além da perda de paladar e de olfacto, geralmente desenvolve uma infecção menos grave, refere o estudo, cujos dados preliminares foram dados a conhecer num artigo publicado no Journal of Clinical Medicine.

Do grupo de pessoas com dor de cabeça e de garganta ou dores musculares, apenas 10% tiveram que ser internados em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Os doentes que apresentam uma sintomatologia que inclui vómitos e diarreia também podem sofrer uma forma mais grave da doença provocada pelo novo coronavírus, mas, ainda assim, não atingem o nível de risco dos que tem dificuldade respiratória.

“Pacientes que apresentam a tríade clássica de febre, tosse e dispneia, bem como aqueles que também apresentam vómitos e diarreia são os que têm o pior prognóstico ,a priori; por outro lado, aqueles com sintomas como os de uma constipação comum ou com nítida perda de olfacto e paladar são os que apresentam um melhor prognóstico”, refere o médico Manuel Rubio-Rivas, membro do SEMI.

Análise abrangeu mais de 12 mil doentes internados com covid-19

Neste estudo, que envolveu 12 066 pessoas internados com covid-19 de diferentes hospitais espanhóis, os especialistas traçaram quatro grupos fenotípicos de pacientes hospitalizados e os sintomas que podem indicar como será a evolução da doença.

O primeiro grupo, com 8737 pacientes, 72,4% dos que participaram do estudo, foi o maior e mais numeroso e composto por pacientes com os três sintomas: febre, tosse e dificuldade em respirar. Nele se incluem sobretudo “homens mais velhos com maior prevalência de comorbidades”. “O tempo entre o início dos sintomas e a admissão também foi menor neste subgrupo de pacientes, em comparação com os outros grupos identificados. Um em cada 10 pacientes desse grupo necessitou de internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e um quarto deles morreu, representando a maior taxa de mortalidade entre os quatro grupos”, refere a SEMI.

O segundo grupo, com 9,9% dos pacientes, um total de 1196, apresenta dificuldade no paladar e perda de olfacto, “muitas vezes acompanhada de febre, tosse e/ou dispneia”. “Este grupo apresentou a menor percentagem de admissão em UCI e taxa de mortalidade”.

Em relação ao terceiro grupo, com 880 pacientes, 7,3% “apresentavam dor nas articulações e/ou músculos, dor de cabeça e dor de garganta”, que também costuma ser acompanhada de febre, tosse e/ou dispneia. Até 10,8% dos pacientes deste grupo necessitaram de cuidados intensivos.

O quarto grupo, com 1253 pacientes, 10,4% do total, manifestou sintomas como diarreia, vómitos e dores abdominais, “também muitas vezes acompanhadas de febre, tosse e/ou dispneia”. “Destes, 8,5% necessitaram de internamento em UCI e 18,6% morreram. Esta taxa de mortalidade é a segunda mais alta dos quatro grupos identificados”, lê-se no comunicado da Sociedade Espanhola de Medicina.

Uma classificação dos sintomas, divida por grupos, que, segundo Manuel Rubio-Rivas, pode ajudar os médicos a aplicar medidas de tratamento “mais adequadas em cada caso”, numa “medicina de maior precisão”.

Diário de Notícias
DN
20 Novembro 2020 — 01:24

 

 

495: Cientista italiano diz que a covid-19 vai ser “como uma constipação” em 2024

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

olgierd-cc / Flickr

Um afamado cientista italiano diz que nos próximos anos a covid-19 poderá tornar-se uma simples constipação. Ainda assim, o especialista alerta que a evolução da pandemia depende de muitas variáveis.

Em declarações ao jornal transalpino Corriere della Sera, Giuseppe Remuzzi, director do Centro de Investigações Farmacológicas Mario Negri, em Milão, argumenta que a chegada de uma vacina não vai eliminar o novo coronavírus e acredita que as medidas de prevenção vão ter de ser mantidas pelo menos até 2024.

Dando o exemplo da mais recente vacina da Pfizer, Remuzzi defende que não vai acabar com o vírus, assemelhando-se às vacinas contra a gripe, que “protegem-nos da doença, mas não a farão desaparecer”.

A farmacêutica Pfizer revelou que dados provisórios sobre a vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados Unidos.

“Grande parte da população será imunizada, mas apenas com a condição de que as medidas de prevenção actuais sejam mantidas. Máscara, distanciamento social, lavagem contínua das mãos. Actualmente, nenhuma vacina será por si só capaz de extinguir a pandemia”, disse o especialista, citado pela Newsweek.

A chegada de vacinas e outras medidas de saúde pública vão fazer com que a covid-19 se torne “como uma constipação”, disse Remuzzi. Questionado sobre durante quanto tempo será preciso manter as regras actuais, o médico diz que “segundo um estudo da Nature, prevê-se que seja em 2024″.

Ainda assim, o cientista italiano realça que a evolução da pandemia depende de muitas variáveis e, por isso, “é impossível prever” a sua trajectória.

A duração da imunidade poderá variar “entre seis a oito meses”, o que “significa que teremos que ser vacinados todos os anos, como acontece com a gripe”. Além disso, Remuzzi prevê que sejam necessárias duas doses da vacina.

“Ter mais de uma [vacina] ajudará a aproximar da meta de cobrir todo o planeta e, enquanto isso, vai permitir que os cientistas aperfeiçoem-nas no decorrer dos trabalhos”, disse ainda Remuzzi.

Quanto à prioridade de administração da vacina, o especialista diz que a resposta é lógica: “Para todos os profissionais de saúde e para as pessoas mais vulneráveis. Depois, continuar, dos maiores de 60 anos, até aos grupos de menor risco da população”.

ZAP //

Por ZAP
15 Novembro, 2020

 

 

480: A vitamina D protege contra COVID-19?

 

 

SAÚDE/COVID-19/VITAMINA D

Estudos recentes encontraram uma ligação entre os baixos níveis de vitamina D e um aumento do risco de infecção por COVID-19, mas não provam que a vitamina seja protectora.

(Image: © Shutterstock)

Na ausência de uma cura ou vacina para COVID-19, os cientistas estão investigando se a vitamina D pode reduzir o risco de infecção por COVID-19 ou a gravidade da doença. De fato, a ideia de tomar uma vitamina para evitar a infecção por COVID-19 certamente é atraente.

Mas embora alguns estudos recentes tenham sugerido uma ligação entre os baixos níveis de vitamina D e um maior risco de contrair a doença, os especialistas dizem que não é suficiente provar que a vitamina D em si protege contra a doença, ou se outros factores estão desempenhando um papel.

Um estudo, publicado em 3 de Setembro na JAMA Network Open, descobriu que o risco de infecção por COVID-19 em pessoas com deficiência de vitamina D era quase duas vezes maior do que em pessoas com níveis suficientes da vitamina. Outro estudo, publicado em 27 de Outubro no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, descobriu que pacientes com COVID-19 hospitalizados tinham taxas mais altas de deficiência de vitamina D do que um grupo de controle de pacientes que não tinham COVID-19, mas cujo status de vitamina D era medido pré-pandemia.

Essas associações não provam que a deficiência de vitamina D causa aumento no risco de COVID-19, disse Adrian Martineau, que estuda infecções respiratórias e imunidade na Queen Mary University of London, e que não participou de nenhum dos estudos. “Mas é sugestivo e é o suficiente para justificar a realização de pesquisas adicionais para descobrir se existe ou não uma verdadeira relação de causa e efeito”, disse Martineau ao Live Science.

Um efeito protector?

Existem várias razões para a hipótese de que a vitamina D pode reduzir o risco de COVID-19, disse Martineau. Foi demonstrado que a vitamina D aumenta a resposta do sistema imunológico aos vírus e atenua sua resposta inflamatória; uma resposta inflamatória excessiva caracteriza casos graves de COVID-19, disse ele.

De acordo com uma meta-análise de Martineau, publicada pela primeira vez em 2017 no jornal BMJ e actualizada para incluir estudos mais recentes neste mês de Julho no servidor de pré-impressão medRxiv, a suplementação de vitamina D reduziu o risco de infecções agudas do trato respiratório em geral em comparação com um placebo. (No entanto, a meta-análise não incluiu estudos sobre COVID-19.)

Além disso, há uma sobreposição entre os grupos de pessoas com maior risco de deficiência de vitamina D, como pessoas mais velhas e pessoas com pele mais escura, e aqueles com maior risco para COVID-19, disse Martineau. “As pessoas juntaram dois e dois e pensaram: ‘Bem, esta é uma coincidência notável, se é que é de fato uma coincidência.”

Um estudo anterior publicado em 6 de maio no jornal Aging Clinical and Experimental Research descobriu que, em 20 países europeus, quanto mais baixos os níveis médios de vitamina D, maior a taxa de casos de coronavírus e mortes em um determinado país.

Ainda assim, nem todos os estudos sugeriram um efeito protector. Um estudo publicado em 7 de maio na revista Diabetes & Metabolic Syndrome não encontrou associação estatisticamente significativa entre os níveis de vitamina D e o risco de COVID-19, uma vez que os pesquisadores levaram em consideração outros factores que poderiam afectar o risco de COVID-19.

A galinha ou o ovo

No estudo JAMA Network Open, os pesquisadores examinaram a relação entre os níveis prováveis ​​de vitamina D e o risco de COVID-19 em 489 pessoas que fizeram um teste COVID-19 na University of Chicago Medicine entre 3 de Março e 10 de Abril e cujos níveis de vitamina D tinham foram medidos no ano anterior. Os pesquisadores do estudo descobriram que o risco de teste positivo para COVID-19 em pessoas cujos níveis de vitamina D eram provavelmente deficientes – pacientes com baixo teor de vitamina D em seu último teste e que não mudaram o tratamento – era 1,77 vezes maior do que os pacientes cujos níveis de vitamina D eram provavelmente suficientes. Isso está de acordo com a análise dos pesquisadores, que contabilizou outras diferenças entre os dois grupos que poderiam afectar o risco COVID.

O estudo do Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism comparou os níveis de vitamina D de 216 pacientes hospitalizados com COVID-19 no Hospital Universitário Marqués de Valdecilla em Santander, Espanha, de 10 a 31 de Março com um grupo de controle de 197 pacientes que receberam vitamina D níveis testados no ano anterior como parte de um estudo diferente. Dos pacientes COVID-19, 82% tinham deficiência de vitamina D em comparação com 47% dos pacientes controle, uma diferença estatisticamente significativa.

Um ponto forte do estudo da Universidade de Chicago é que os níveis de vitamina D foram medidos antes dos testes COVID-19 dos pacientes, disse Martineau. No estudo espanhol, por outro lado, os pacientes tiveram os níveis de vitamina D medidos após terem testado positivo para COVID-19. “Você não pode distinguir a galinha do ovo. Em outras palavras, o COVID pode ter causado o baixo teor de vitamina D ou pode ser uma consequência disso”, disse Martineau. Como o estudo da Universidade de Chicago foi observacional – os participantes não foram aleatoriamente designados para tomar vitamina D ou não – ainda não prova que a deficiência de vitamina D aumenta o risco de COVID, disse Martineau.

O Dr. David Meltzer, pesquisador da Universidade de Chicago que liderou o estudo lá, concorda. “Nada disso prova que a deficiência de vitamina D está causando COVID”, disse Meltzer, referindo-se ao seu estudo e a outras associações entre a vitamina D e o risco de COVID. “Pode ser que as pessoas que estão mais doentes em geral tenham mais probabilidade de ter baixos níveis de vitamina D”, acrescentou.

Para tentar responder à pergunta do ovo e da galinha, Martineau está liderando um estudo no qual os participantes são randomizados para tomar diferentes doses de vitamina D, e depois ver se tomar mais vitamina D reduz o risco ou a gravidade do COVID-19. O banco de dados ClinicalTrials.gov lista cerca de 30 desses estudos de vitamina D e COVID, de acordo com o The Scientist.

Enquanto os estudos estão em andamento, as pessoas devem começar a tomar suplementos? O conselho de Martineau seria sim, mas apenas se eles ainda não atendessem às directrizes actuais para a ingestão de vitamina D nos alimentos. Nos EUA, a ingestão diária recomendada de vitamina D é de 600 unidades internacionais (UI) para adultos de até 70 anos e 800 UI para adultos de 71 anos ou mais, de acordo com o National Institutes of Health Office of Dietary of Dietary Supplements. “Minha recomendação seria seguir esse conselho porque está bem estabelecido que isso terá benefícios para os ossos e músculos, e há uma chance, uma boa chance, talvez, de que também possa ter algum benefício contra o COVID, embora isso ainda não tenha sido comprovado.” Martineau disse. Martineau, entretanto, não recomenda que as pessoas comecem a tomar doses mais altas da vitamina na ausência de mais dados sobre como a dosagem e o risco de COVID-19 estão relacionados.

Originalmente publicado na Live Science.

LiveScience
By Ashley P. Taylor – Live Science Contributor
02/11/2020

– Texto traduzido do inglês para português via Google tradutor. Para quem estiver interessado, cá em casa tomamos, desde há muito tempo, Vitamina D.

 

 

479: Costa anuncia cinco medidas restritivas para 121 concelhos “de elevado risco” e reforços da capacidade de resposta

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/SARS-CoV-2/COVID-19

António Cotrim / Lusa

Após um Conselho de Ministros extraordinário que durou mais de 8 horas, o primeiro-ministro anunciou este sábado novas “medidas imediatas” de combate à pandemia de covid-19. Concelhos “de elevado risco” estão sujeitos a medidas restritivas, e a capacidade de resposta do SNS vai ser reforçada.

Perante o agravamento da situação de pandemia a nível nacional, o Conselho de Ministros reuniu-se este sábado para decretar “acções imediatas” de controlo da pandemia, um dia depois de o primeiro-ministro ter recebido os partidos com assento parlamentar com vista a um consenso sobre estas decisões.

Depois de realçar o “contributo decisivo” dos portugueses para controlar a pandemia, o impacto que as sucessivas fases da mesma tiveram na economia do país, e a “enorme capacidade de resposta” do Serviço Nacional de Saúde, o primeiro-ministro apresentou ao país um conjunto de medidas de combate imediato à pandemia.

A primeira da medidas apresentada é um aumento da capacidade de testagem, que se encontra neste momento nos 24.397 testes por dia. A partir de dia 9 de Novembro, em parceria com a Cruz Vermelha, novos testes de antigénio permitirão obter resultados em menos tempo e com menor custo para “despistar instantaneamente as pessoas”, anunciou António Costa.

Estes testes têm uma precisão menor, realçou o primeiro ministro, mas “permitem responder mais rapidamente” a casos de infecção. A taxa de testes positivos, que em Outubro chegou aos 8%, mantém-se agora numa média de de 4,1%.

António Costa realçou também a importância da app StayAway Covid, actualmente com 2.451.851 downloads registados, cujo uso “poupa também um trabalho muito pesado a quem trabalha no SNS: o de fazer o rastreio de contactos”.

O número de internados “tem vindo a aumentar significativamente”, realçou o primeiro ministro, tendo atingido os 1972, dos quais 286 se encontram nos Cuidados Intensivos”.

Face à pressão crescente da pandemia sobre os serviços hospitalares, António Costa anunciou um reforço das camas hospitalares, a reactivação de espaços de retaguarda para retirar doentes que possam ser tratados noutros espaços e a abertura de novos concursos para a contratação de enfermeiros e médicos intensivistas para as UCI.

“Não basta ter mais camas, é preciso ter mais recursos humanos”, explicou Costa.

“Para agilizar o relacionamento dos utentes”, adiantou também o governante, as declarações de isolamento profilático a apresentar à entidade patronal passam a ser emitidas pela linha SNS24.

Seguidamente, o primeiro-ministro realçou as 5 medidas essenciais que cada cidadão responsável deve cumprir para ajudar o SNS: manter a distância física, usar a máscara nos locais fechados e na via pública, cumprir as regras de etiqueta a tossir em público, lavar e desinfectar as mãos para evitar transportar as mãos, e usar a app app StayAway Covid.

Medidas restritivas para concelhos “de elevado risco”

António Costa explicou então a necessidade de tomar novas medidas restritivas, a aplicar regionalmente em concelhos classificados de “risco elevado”, identificados de acordo com “um critério uniforme para toda a União Europeia“, baseado nas orientações do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

Assim, um concelho será considerado como sendo de “risco elevado” se tiver tido uma taxa de 240 casos por cem mil habitantes nos 14 dias anteriores. Neste momento, há 121 concelhos no país, com 7,1 milhões de habitantes, nestas condições.

Nos concelhos que se encontram nestas condições, o primeiro-ministro apresentou um conjunto de restrições, cuja implementação depende das competências do executivo, e que entram em vigor no próximo dia 4 de Novembro “para que todos se organizem”:

Em primeiro lugar, “está reposto o dever cívico de recolhimento domiciliário – cada cidadão deve ficar em casa, limitando as saídas ao essencial”, e com as excepções aplicadas nos meses de Março e Abril;

Em segundo lugar, na organização do trabalho, torna-se nestes concelhos obrigatório o desfasamento de horários “tal como já está legislado” e em vigor;

Em terceiro lugar, os estabelecimentos comerciais encerram às 22h. No caso dos restaurantes, passam a ter um limite de 6 pessoas por mesa e um horário limitado até às 22h30;

Em quarto lugar, os eventos ficam limitados a cinco pessoas, excepto se pertencerem ao mesmo agregado familiar, e estão proibidas as feiras e mercados de levante;

Finalmente, nos concelhos abrangidos pelo critério de “risco elevado”, passa a ser obrigatório o teletrabalho, salvo impedimento do trabalhador.

Quinzenalmente, a lista de concelhos abrangidos pelo critério de “elevado risco“, no qual se encontram actualmente 121 concelhos, será revista. A totalidade do território continental continuará, por mais duas semanas, em situação de calamidade.

O primeiro-ministro anunciou, ainda, que já solicitou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, audiência para eventual declaração do estado de emergência nos concelhos com maior taxa de contágios com o novo coronavírus.

“Já solicitei ao senhor Presidente da República uma audiência, tendo em vista transmitir-lhe o que o Conselho de Ministros entendeu sobre a eventual declaração do estado de emergência aplicável ao conjunto dos concelhos que venham a ser abrangidos caso cumpram o critério de terem mais de 240 infectados por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, declarou António Costa.

“As autoridades existem para nos ajudar”, sublinhou por fim o primeiro-ministro, pedindo responsabilidade a todos os portugueses. “Todos somos poucos para nos ajudarmos uns aos outros”, rematou António Costa.

ZAP //

Por ZAP
31 Outubro, 2020

– Alguém, neste online, na secção de comentários, afirmou que o governo era o culpado da situação e era mau estar agora a culpar a população. FALACIOSO! Simplesmente! Que me “obrigou” a uma resposta no mesmo online que a seguir insiro, pese o facto de não ter nenhuma simpatia por QUALQUER PARTIDO com assento na AR:

Meu comentário: “Nem tudo é culpa deste governo (não tenho partido, para sua informação), mas afirmar que “A governança falhou e agora as culpas são atribuídas à população” é FALACIOSO! A população FALHOU em muita coisa: caminhadas com 20 e mais pessoas ao molho e sem qualquer distanciamento social, comícios, F1, futebóis, festas de aniversário e familiares, casamentos, baptizados, beberricagem em bares, discotecas e afins, etc., etc., etc. é tudo culpa da governança? Ou antes, os IRRACIONAIS e IRRESPONSÁVEIS grunhos labregos que sabem que se encontram actualmente num estado de CALAMIDADE NACIONAL, estão a TRANSGREDIR as regras estipuladas pela governança e pela DGS? O que é que a governança pode fazer nestas situações de IRRESPONSABILIDADE e IRRACIONALIDADE sociais por parte de uma choldra de atrasados mentais?”

 

 

474: Será esta? Vacina de Oxford produz “resposta imune robusta”

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

O tempo vai passando e a pandemia por COVID-19 está a atingir cada vez mais pessoas. Pela Europa vários países têm “quebrado” recordes no que diz respeito a novos infectados e tal cenário não é positivo para os serviços de saúde.

No entanto, parece existir uma “luz ao fundo do túnel”. A Vacina de Oxford conseguiu produzir uma resposta imune robusta em pessoas com mais de 55 anos.

Das dezenas de vacinas em produção, algumas estão já em fases adiantadas, com testes em humanos. A vacina que a Rússia produziu, está a ter bastante sucesso, segundo a revista científica britânica “The Lancet” mas ainda não chegou ao “mercado”.

Vacina produz Anticorpos que conseguem bloquear partículas e linfócitos T

Já no caso de uma das primeiras promessas, a vacina de Oxford, os testes pararam em Setembro porque um paciente que participava no estudo de imunidade adoeceu sem qualquer razão aparente.

Entretanto, os trabalhos foram retomados e parecem existir finalmente boas notícias! No seguimento dos testes realizados em Julho, confirma-se que a vacina de Oxford produz “resposta imune robusta”. Segundo o Financial Times, a vacina que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford consegue produzir anticorpos neutralizantes. Ou seja, estes anticorpos conseguem bloquear partículas estranhas e linfócitos T, um tipo de glóbulo branco que destrói as células infectadas.

Na semana passada um médico brasileiro de 28 anos, que fazia parte da equipa de voluntários e tomava o placebo acabou por falecer.

Relativamente à vacina ainda não existe mais informação concreta. Sabe-se, no entanto, que Portugal espera 6,9 milhões de vacinas. Caso funcione, a primeira remessa pode chegar já em Dezembro.

No mundo são vários os laboratórios que estão a trabalhar intensamente numa vacina para a COVID-19. Os resultados ainda não são os esperados, mas tem havido algumas evoluções. Na área da aviação poderá estar também a caminho um enorme desafio! Segundo informações, serão necessários 8000 aviões jumbo para fazer distribuição da vacina pelo mundo.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
26 Out 2020

 

 

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