Dia do Idoso: Séniores têm«aguda consciência crítica» dos seus direitos – Provedor de Justiça

 

O Provedor de Justiça assinalou hoje o Dia Internacional do Idoso com uma mensagem, em que destaca a «aguda consciência crítica» que esta população tem dos seus direitos, reflectida nos contactos que fazem para a Linha do Idoso.

dd01102014

Numa breve mensagem publicada no site “Provedor de Justiça”, José de Faria Costa afirma que “está atento às questões do envelhecimento” e lembra que tem ao dispor dos cidadãos gratuitamente a Linha do Cidadão Idoso (800 20 35 31).

Este ano, e até ao dia de hoje, a Linha do Cidadão Idoso recebeu 2.100 telefonemas, a maioria feita pelos próprios idosos, predominando a faixa etária entre os 71 e os 90 anos.

Para José de Faria Costa, estes dados revelam, “de algum jeito, e de forma expressiva, o envelhecimento da população portuguesa, mas também, de certa maneira, uma aguda consciência crítica dos seus direitos”.

Segundo o Provedor de Justiça, a maior parte destes telefonemas são sobre questões relacionadas com a saúde, direitos e apoios sociais, mas também reportam situações de maus-tratos, isolamento, abandono e negligência de cuidados.

Em 2013, a Linha do Cidadão Idoso da Provedoria de Justiça recebeu, em média, 17 chamadas telefónicas por dia, mais 7% face a 2012, a maioria feita por mulheres com idades entre os 71 e os 90 anos.

Segundo o relatório de actividades de 2013 do Provedor de Justiça, o número de chamadas telefónicas recebidas na Linha do Idoso subiu de 2.950 (em 2012) para 3.184.

As mulheres são quem mais procura apoio na linha, tendo feito 1.658 telefonemas, mais do dobro das realizadas pelos homens (810).

Na mensagem hoje divulgada, o Provedor de Justiça recorda ainda o principal objectivo da criação do Dia Internacional do Idoso, instituído em 1990 pela Assembleia das Nações Unidas, que é “chamar a atenção para as questões do envelhecimento”.

Este ano, as comemorações têm como tema “Não deixar ninguém para trás: Promover uma sociedade para todos”.

Diário Digital com Lusa
01/10/2014 | 13:17

“Não deixar ninguém para trás: Promover uma sociedade para todos”. Uma autêntica falácia! Esta sociedade apenas promove quem tem dinheiro para poder suportar clínicas particulares; quem não tem dinheiro e vive de pensões miseráveis que ainda por cima são assaltadas por leis governamentais e aumentos de carga fiscal inaceitáveis, pode deixar-se morrer lentamente, pois os seus direitos não existem. Os idosos nestas condições estão a ser forçados a uma eutanásia institucional, promovida por políticos que obedecem apenas às ordens do capitalismo internacional.

132: Governo vai fazer levantamento de pessoas com demência a receber apoio

 

O Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (MSESS) vai fazer um levantamento de todas as pessoas com demência e que já recebem apoio, seja domiciliário ou em lar, de forma a adequar as necessidades e os apoios existentes.

dd14022014Em comunicado enviado à agência Lusa, o MSESS adianta que vai “dinamizar um projecto-piloto para doentes com demências” em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e que o protocolo para formalizar a iniciativa será assinado na próxima segunda-feira, dia 17 de Fevereiro.

“Esta iniciativa (…) pretende identificar a população com demência que já se encontra a receber cuidados em SAD [Serviço de Apoio Domiciliário] ou Lar, estabelecendo padrões de boas práticas com os recursos existentes, adequando o nível de cuidados a estas necessidades específicas”, diz o ministério.

Nesse sentido, o MSESS diz que identificou a unidade Bento XVI, em Fátima, pertencente à União das Misericórdias e especializada em doentes com Alzheimer, por esta dispor de “uma equipa de nível diferenciado”.

Segundo o ministério, o objectivo passa por “desenvolver modelos de intervenção” que possam ser disseminados, de modo a “assegurar no país a existência de unidades especializadas e de capacidade de resposta profissional, nos locais onde as pessoas com demência já vivem”.

Com o protocolo, o ministério diz pretender assegurar a formação, não só dos profissionais da unidade de Fátima, mas também de outras unidades e “dar resposta a pessoas com demências com manifestações secundárias e/ou fase de diagnóstico e correcção terapêutica”.

“Este projecto prevê um protocolo de parceria entre a UMP, a Associação Alzheimer de Portugal e a Direcção Geral da Saúde, sendo ainda financiado pelo POPH do actual QREN”, diz o MSESS, que, no entanto, não adianta valores.

A implementação do projecto irá decorrer durante o ano de 2014, até ao final do actual quadro comunitário, e, segundo o ministério, “vão ser realizadas acções de formação que favoreçam o desenvolvimento de competências, com componentes específicas nas vertentes cognitiva e de terapia relacional, a quem presta cuidados a pessoas com demência”.

A formação será feita de forma integrada e individualizada com as respectivas famílias, “de modo a prevenir ou reduzir os riscos da evolução da demência”.

A Unidade de Cuidados Continuados Bento recebeu os dois primeiros doentes a 06 de Novembro.

A unidade que integra a Rede Nacional de Cuidados Continuados e que foi apoiada pelo Estado em 750 mil euros tem como responsável clínico o professor catedrático de Psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e director do Hospital do Mar, Caldas Almeida.

Cerca de 40 pessoas trabalham na Unidade de Cuidados Continuados, entre enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas da fala e ocupacionais, médicos e animadores.

Das 60 camas disponibilizadas pela unidade, 50 foram protocolizadas com o Estado para cuidados de média e longa duração.

Em maio de 2012, antes da assinatura do protocolo de arranque da unidade especializada em doentes com Alzheimer, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas já tinha informado que o espaço também iria funcionar como um pólo de formação para quem trata e cuida destes doentes.

Dados da UMP mostravam, então, que o número de pessoas com demências em lares é cada vez maior, mas poucas pessoas sabem cuidar destes doentes, apontando-se para a existência em Portugal de 180 mil pessoas com demências, 95 mil das quais com Alzheimer.

Estima-se que estas doenças afectem cerca de 5% das pessoas com 65 anos, 20% das que têm 80 anos e oscilando entre os 25% a 30% entre os idosos com 90 anos ou mais.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
14/02/2014 | 17:06

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