199: Enquanto dorme, o seu smartphone pode ajudar a encontrar a cura para o Alzheimer

 

Com a aplicação Folding@home, os smartphones aproveitam o tempo em que estão inactivos para ajudar a perceber melhor as causas do Alzheimer e do cancro da mama.

Agora, o seu smartphone já não precisa de ficar parado enquanto carrega ou durante a noite: pode contribuir para encontrar curas e tratamentos para doenças desde o cancro da mama ao Alzheimer. A solução é da Universidade de Princeton, em colaboração com a Sony, que trazem o projecto Folding@home para os smartphones Android.

Compreender a forma como as proteínas se dobram é essencial para perceber o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer, a fibrose cística, e mesmo vários cancros. Mas é um processo que ainda requer muito poder de computação: um computador sozinho demoraria cerca de 60 anos a simular a dobragem de apenas uma proteína, que acontece em curtas fracções de segundo. No entanto, com 10 mil smartphones a trabalhar em conjunto oito horas por dia, o mesmo processo poderia ser simulado em três meses.

Foi o que pensou Vijay Pande, químico da Universidade de Stanford que começou o projecto Folding@home (Dobragem em casa) para recrutar computadores por todo o mundo para colaborar na compreensão da dobragem, ou enovelamento, das proteínas. Quando um computador com o software instalado não está a ser usado, junta-se em rede a milhares de outros para colaborar no projecto de simulação de dobragem. Em parceria com a Sony, em 2007 este projecto chegou mesmo à Playstation 3.

Agora, com os smartphones cada vez mais poderosos, o passo seguinte era claro para Pande: levar o Folding@home para os telemóveis. “Há imensas pessoas com telefones mesmo poderosos, e se os conseguirmos usar eficientemente abrimos lugar para algo incrível”, disse Pande, em comunicado.

Para colaborar, basta instalar a aplicação Folding@home, que para já está apenas disponível para telefones Sony Xperia, mas que deverá chegar a todos os utilizadores de Android ainda no princípio deste ano. A aplicação faz com que o telefone trabalhe no projecto de simulação quando está inactivo.

O primeiro projecto do Folding@home para telemóveis tem a ver com o cancro da mama, e procura-se simular a forma como diferentes estruturas proteicas reagem a diferentes medicamentos para combater o cancro, o poderá ajudar a encontrar tratamentos mais adequados e eficazes. Quando esse projecto estiver concluído, vai ser lançado um dedicado ao Alzheimer.

O enovelamento de proteínas e as doenças

As proteínas cumprem muitas funções diferentes no corpo humano: compõem os ossos e os vasos sanguíneos, ajudam o sistema imunitário a identificar ameaças, fazem mover os músculos, e interpretam sinais sensoriais. Mas, para desempenharem estes papéis, primeiro têm que se dobrar, para adquirirem a estrutura adequada à função que vão desempenhar.

Este processo de dobragem é muito rápido. Em pequenas fracções de segundo, entre um milésimo e um milionésimo de segundo, a proteína adquire uma forma diferente. Quando este processo corre mal, crê-se que pode dar origem a doenças, desde Alzheimer à fibrose cística, do enfisema pulmonar ao cancro.

Perceber a dobragem não é fácil, porém, porque os computadores demoram muito tempo a simular o processo. É por isso que a computação distribuída é útil: juntando milhares de computadores, já foi possível simular a dobragem de várias proteínas nos últimos anos, mesmo daquelas que demoram mais tempo a dobrar-se, como a ACBP, que demora 10 milisegundos.

In Diário de Notícias online
por DN.pt
13/01/2015

O meu contributo para este processo a nível global:

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197: Uma aplicação para fazer um exame à retina com o telemóvel

 

dn27112014Criadores do Peek lançaram campanha de “crowdfunding” para distribuir kit por clínicas de todo o mundo.

Os criadores do Peek, um sistema capaz de transformar um telemóvel num aparelho para fazer exames oftalmológicos, lançaram uma campanha de angariação de fundos para distribuir o kit por clínicas de todo o mundo.

O Peek (de Portable Eye Examination Kit, ou seja, um kit portátil de exame aos olhos) é composto por um adaptador e uma aplicação (app), que permitem conseguir imagens de boa qualidade do olho e da retina com um telemóvel inteligente. E, desta forma, ajudar os profissionais no terreno a diagnosticar cataratas, glaucoma e outras doenças dos olhos, com a ajuda de especialistas a quem podem enviar as imagens – sobretudo, nos locais onde não há acesso aos aparelhos necessários para fazer este diagnóstico.

Pensado por uma equipa de oftalmologistas, engenheiros informáticos e empresário, o Peek pode chegar a clínicas espalhadas por todo o mundo, através de uma parceria com os Médicos Sem Fronteiras. A campanha de crowdfunding, lançada na segunda-feira na página da Indiegogo, já conseguiu 24 mil libras, mas o objectivo é chegar às 70 mil.

“Com o Peek esperamos aumentar o acesso a cuidados oftalmológicos a milhões de pessoas que cegam sem necessidade”, explica Andrew Bastawrous, oftalmologista do International Centre for Eye Health em Londres.

In Diário de Notícias online
por Dn.pt
27/11/2014

128: Criada aplicação para ajudar doentes com Alzheimer a manterem as suas memórias

 

Uma aplicação para Tablets, Android e IPads foi criada pela empresa Indra tendo em vista os doentes com Alzheimer e idosos. A app está em fase de teste final e tem como objectivo a conservação das nossas memórias…

dd07012014

«Trata-se de “Mis Recuerdos”, uma solução criada pelos especialistas do Software Lab da Indra em Salamanca, que, através da associação de imagens, vídeos, textos e músicas, aproxima o utilizador das pessoas (familiares, amigos ou cuidadores) e lugares que lhe são mais familiares», refere um comunicado da multinacional de consultoria e tecnologia, que acrescenta que a ferramenta encontra-se em fase de validação em ambiente real.

«A Indra está também neste momento a trabalhar no sentido de fornecer o acesso ao aplicativo através da cloud, disponibilizando assim todas as vantagens de redução de custos e ganhos de eficiência associados aos modelos de cloud computing

A empresa revela que a «facilidade e simplicidade de utilização» são os principais trunfos da app.

«O ecrã de boas-vindas apresenta um conteúdo aleatório (uma pessoa, um lugar ou uma memória) que liga à secção correspondente. Através do dispositivo, o utilizador acede aos conteúdos nas secções, que se apresentam em forma de registo, com um nome e uma descrição associados a uma série de imagens e vídeos, que se podem reproduzir directamente na aplicação. Por exemplo, a fotografia do filho do utilizador, com dados pessoais e profissionais e um link para um vídeo de uma celebração familiar.»

Mas a ferramenta apresenta outras aplicações, como revela o comunicado:

«A aplicação conta ainda com uma secção de músicas que podem ser reproduzidas com um simples clique, podendo também ser associadas a imagens para ajudar o utilizador a evocar as suas memórias. Por exemplo, pode associar a música favorita do utilizador (previamente gravada no dispositivo) a uma fotografia do casamento ou da esposa.

Outra das secções da aplicação, “Dados do Dia”, inclui breves notas que ajudam o utilizador a recordar as suas rotinas diárias e a obter um resumo do que fez no dia anterior. Para evitar a repetição de tarefas, o utilizador pode ir apagando as suas acções à medida que as vai concretizando, existindo também a opção de enviar automaticamente esta informação para os cuidadores, quando conectados aos respectivos sistemas de informação.

Outra contribuição muito importante desta aplicação é a ajuda na localização de pessoas, que se perderam, ou estão em risco de o fazer. Através do serviço “Perdi-me” o utilizador pode ligar ou enviar um SMS para uma pessoa de contacto predefinida, pedindo ajuda para que seja possível alguém ir buscá-lo.

Por outro lado, o dispositivo integra um serviço de localização, que envia um SMS de forma automática para a pessoa de contacto, sempre que o utilizador ultrapasse o perímetro previamente definido. A aplicação permite estabelecer um ponto de referência e uma distância máxima que o utilizador não pode ultrapassar. Se o fizer, o utilizador é notificado e é automaticamente enviado um SMS com a sua localização actual à pessoa de contacto. Para tal, apenas é necessário que o dispositivo esteja ligado à Internet e disponha de GPS.»

In Diário Digital online
07/01/2013

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