175: Diagnosticar cancros através de análise ao sangue

 

Investigação

Investigadores japoneses começaram a desenvolver um método para diagnosticar 13 dos tipos de cancro mais comuns através de uma análise ao sangue que, segundo os cientistas, seria “o primeiro sistema de detecção de alta precisão do mundo”.

dn19082014O grupo de investigadores, formado pelo Centro Nacional de Cancro (CNC) do Japão, pelo Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Indústrias (NEDO), universidades e sete empresas, aspira ter disponível o novo sistema num prazo de cinco anos, de acordo com informações divulgadas hoje por estas instituições num comunicado conjunto citado pela agência Efe.

O projeto conta com um orçamento de 7.900 milhões de ienes (57 milhões de euros), financiados pelo NEDO, um organismo científico independente.

O seu objetivo passa por diagnosticar designadamente os cancros do estômago, esófago, pulmão, fígado, vesícula biliar, pâncreas, cólon, ovários, próstata, bexiga e mama.

Este seria “o primeiro sistema de diagnóstico de alta precisão do mundo” para o cancro, afirma na mesma nota o presidente do CNC, Tomomitsu Hotta, assinalando que o método permitiria aumentar a esperança de vida dos pacientes.

Simultaneamente, o NEDO trabalhará no desenvolvimento de um sistema idêntico para o Alzheimer, segundo o consórcio de investigadores.

In Diário de Notícias online
por Lusa, publicado por Marina Almeida
19/08/2014

165: Chip diagnostica diabetes em poucos minutos

 
Trata-se de um microchip feito com nanopartículas de ouro que identifica a presença de biomarcadores da doença com uma gota de sangue. O diagnóstico é feito em minutos em vez de vários dias.

A tecnologia foi desenvolvida na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pode facilitar o diagnóstico de doentes com diabetes tipo 1.

Brian Feldman, um dos investigadores da Universidade de Stanford, segura o microchip

Brian Feldman, um dos investigadores da Universidade de Stanford, segura o microchip

O microchip, descrito na última edição da prestigiada revista Nature Medicine, é tão simples que pode ser utilizado fora de um hospital ou de um laboratório, e em grandes grupos de pessoas simultaneamente.

O sistema está preparado para detectar os auto-anticorpos, proteínas produzidas pelo organismo que sofre da variação auto-imune da doença. São eles que atacam as células beta pancreáticas, produtoras da insulina, o que provoca o diabetes tipo 1.

Actualmente, o diagnóstico pode durar até três dias, mas o microchip criado pelos investigadores da Universidade de Stanford utiliza uma tecnologia que torna o processo mais rápido.

Uma gota de sangue é o suficiente. O microchip é capaz de sinalizar a presença dos biomarcadores típicos do diabetes com 2 microlitros de sangue (uma única gota tem 35 microlitros). O segredo está nas nanopartículas de ouro depositadas sobre a placa de vidro que intensificam o sinal fluorescente que indica a reacção entre um conjunto seleccionado de antígenos e seus respectivos anticorpos.

Os criadores do microchip já pediram a aprovação da FDA, a agência norte-americana que regula remédios e alimentos. O preço estimado deste método ronda os 15 euros e cada peça poderia ser usada até 15 pessoas.

In TSF online
25/07/2014 | 19:41

118: Diagnóstico de Alzheimer com uma picada apenas pode estar para breve

 

Saúde

visao31072013Os cientistas da Universidade alemã de Saarland acreditam que estão perto de conseguir uma análise de sangue que diagnostique a doença de Alzheimer. Para já, 202 pessoas foram examinadas com uma precisão de 93%

A nova técnica, que foi publicada na revista especializada “Genome Biology”, mostra diferenças entre minúsculos fragmentos de material genético que flutuam no sangue e que podem ser utilizados para identificar a doença.

Os cientistas alemães submeteram 202 pessoas a esta análise e obtiveram uma precisão de 93% – um valor que ainda não é suficiente para afirmarem que podem detectar a doença mas que os deixa mais perto do tão desejado diagnóstico precoce.

A partir dos primeiros testes foi já possível diferenciar com grande precisão os pacientes com Alzheimer e os pacientes saudáveis, como se congratula Eric Karran, da organização britânica “Alzheimer Research”, sublinhando, no entanto, que ainda serão necessários alguns anos para se chegar a um teste fiável.

“Este exame deve ser muito bem corroborado antes de ser considerado utilizável. É necessário que essas descobertas sejam confirmadas em amostras maiores e é preciso mais trabalho para melhorar a habilidade do exame de diferenciar Alzheimer de outras doenças neurológicas”, conclui.

In Visão online
16:43 Terça feira, 30 de Julho de 2013

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