Cinco efeitos inesperados de medicamentos comuns

 

Todos os medicamentos têm efeitos secundários mais ou menos comuns, mas estes cinco podem ter algumas consequências invulgares, como ficar daltónico, ter déjà-vus ou tornar-se compulsivo em jogos a dinheiro

visao17082013Até os medicamentos mais estudados e mais usados em todo o mundo têm efeitos secundários indesejados, como dores de estômago, sonolência ou fadiga. No entanto, há outros bem menos comuns. O popular site de notícias “The Huffington Post” fez uma lista de cinco desses medicamentos com efeitos adversos inesperados.

  • Medicamento (principio activo) : Zolpidem (Cymerion e Stilnox)
  • Efeito: Conduzir, comer e ter relações sexuais a dormir

O Zolpidem é um medicamento que trata as insónias, no entanto, depois de tomado há já vários dias pode levar o utilizador a executar tarefas das quais não se vai lembrar, desde conduzir, ter conversas complexas, realizar tarefas diárias de rotina, fazer sexo ou até comer durante o sono.

Estes comportamentos ocorrem frequentemente durante as manhãs pelo simples facto do medicamento ainda permanecer na corrente sanguínea de quem o toma, explica Zara Risoldi Cochrane, professora assistente de farmácia da Universidade de Creighton, em Omaha, nos EUA.

  • Medicamento (principio activo) :  Lorazepam (Ansilor, Lorenin e Lorsedal)
  • Efeito: Déjà vus

A farmacêutica Suzy Cohen explica que apenas 5% dos que tomam Lorazepam – utilizado para controlar a ansiedade – têm experiências de déjà vus.

No entanto, Cohen revela que o efeito do medicamento não traz a sensação de que a pessoa já esteve naquele determinado sítio: “É mais um sentimento de flashback de um certo sítio ou de um certo período de tempo”, porque de repente uma pessoa pode pensar que voltou à sua infância, por exemplo.

  • Medicamentos (princípios activos) : Ropinirole (Ronipod) e Pramipexol
  • Efeito: Jogar a dinheiro compulsivamente

Ambos os medicamentos são prescritos para tratar doentes com Parkinson, com síndrome das pernas inquietas ou com cãibras nas pernas, uma vez que forçam a actividade dos receptores de dopamina em pessoas com falta de neurotransmissores. Porém, podem alterar o movimento e o humor e entre 5% a 10% dos utilizadores ganham impulsos incontroláveis.

A farmacêutica Suzy Cohen explica que “uma grande quantidade de dopamina transforma-se num centro de prazer” e essa paixão por dopamina “provoca impulsos incontroláveis como jogar a dinheiro ou ter relações sexuais.” Estes sintomas mais visíveis nos jovens do sexo masculino.

  • Medicamento (principio activo): Sildenafil  (Viagra)
  • Efeito inesperado: Daltonismo

Este medicamento, usado para contornar os problemas masculinos de disfunção eréctil, pode por vezes causar daltonismo. Em casos raros, há pessoas que tomam Viagra e desenvolvem uma dificuldade em distinguir as cores azul e verde.

Apesar de este tipo de daltonismo ser normalmente temporário, há casos em que o medicamento causou perda curta, longa e total de visão, isto porque, ao que parece, o viagra interrompe o fluxo sanguíneo que chega ao nervo óptico.

“O viagra e os medicamentos similares são apenas para uso a curto prazo. Caso descubra que tem uma deficiência de testosterona deve procurar um tratamento de longo prazo, como a reposição da hormona”, porque o viagra não corrige essas falhas, concluiu Cohen..

  • Medicamento: Dapsona (Sulfona Zimaia)
  • Efeito inesperado: Sintomas de envenenamento por monóxido de carbono

A dapsona é um antibiótico geralmente tomado por pessoas que têm o seu sistema imunológico comprometido – como pacientes com SIDA ou lepra – e tem como função evitar infecções.

Porém, entre 1% a 5% dos pacientes que tomam este medicamento, e embora não corram risco de vida, revelam sintomas similares aos de envenenamento por monóxido de carbono: dificuldade em respirar, cianose (pele de cor cinzenta ou azul), ritmo cardíaco anormal, dor no peito e fraqueza.

In Visão online
13:30 Sábado, 17 de Agosto de 2013

110: “A campanha do colesterol é o maior escândalo médico do nosso tempo”

 

Entrevista a Uffe Ranskov, investigador dinamarquês e fundador da Liga Internacional dos Cépticos do Colesterol que defende que o colesterol alto não é causa mas apenas um sintoma das doenças cardiovasculares.

activa15062013Como começou o seu interesse no colesterol?

Quando a campanha anti-colesterol começou na Suécia, em 1989, fiquei surpreendido porque nunca tinha visto indicações na literatura médica que mostrassem que o colesterol elevado ou as gorduras saturadas fossem prejudiciais. Como sabia pouco do assunto comecei a ler de forma sistemática e rapidamente percebi que o rei ia nu.

Parece haver uma guerra de estudos nesta matéria…

Quase todas as pesquisas nesta área são pagas pelas farmacêuticas e pela indústria das margarinas. É também um facto triste que muitos investigadores que mostraram que o colesterol elevado não é mau, não o percebam eles próprios. Por exemplo, dois grupos de investigação norte-americanos mostraram recentemente que o colesterol de doentes que deram entrada no hospital com ataque cardíaco estava abaixo do normal. Concluíram que era preciso baixar o colesterol ainda mais. Um dos grupos fez isso mesmo. Três anos depois tinha morrido o dobro dos pacientes a quem tinham baixado o colesterol, comparativamente aqueles em que o colesterol foi deixado na mesma.

Se o colesterol não tem influência na doença coronária como se explica que haja tantos estudos a mostrar efeitos positivos das estatinas em pessoas com historial de doenças coronárias?

A razão prende-se com o facto das estatinas terem outros efeitos, anti inflamatórios, além de baixarem o colesterol. O seu pequeno benefício só foi demonstrado em pessoas jovens e homens de meia- idade que já tiveram um ataque cardíaco. Nenhum ensaio de estatinas foi capaz de prolongar a vida às mulheres ou pessoas saudáveis cujo único ‘problema’ é terem o colesterol alto. E há mais de 20 estudos que demonstram que pessoas mais velhas com colesterol vivem mais tempo.

– Há quem não desvalorize completamente o papel do colesterol, nomeadamente o LDL, mas enfatize a importância do tamanho das partículas.

O investigador norte-americano Ronald Krauss descobriu que o LDL existe em vários tamanhos e que um número elevado de partículas pequenas e com maior densidade está associado a um maior risco de ataque cardíaco, enquanto que um numero alto de partículas de LDL grandes está associado a um risco menor. Também demonstraram que ao comer gordura saturada o número de partículas pequenas no sangue descia e que o número das grandes subia. Isto não significa que as partículas pequenas sejam a causa dos ataques cardíacos. Haver uma relação não implica que seja de causa efeito. O que estes estudos demonstraram foi que comer gorduras saturadas não causa doenças coronárias. De qualquer forma, uma análise do colesterol diz pouco. O nível de colesterol depende de muitas coisas. O stress pode aumentar o nível de colesterol em 30% a 40% em meia hora.

Diz ainda que as gorduras saturadas não são um problema mas sim a comida processada, com gorduras hidrogenadas, e o açúcar…

Sim, o triste é que até os autores do mais recente relatório da OMS/FAO admitiram que a gordura saturada é inocente e apesar disso continuam com as recomendações de dietas com baixos teor de gordura e altos teores de hidratos de carbono. O relatório diz ‘As provas disponíveis de ensaios controlados não permitem fazer um juízo sobre efeitos substantivos da gordura na dieta no risco de doença cardiovascular’. Na Suécia, milhares de diabéticos obesos puderam deixar a medicação para a diabetes evitando os hidratos de carbono e comendo alimentos ricos em gordura saturada.

O que recomenda às pessoas relativamente à toma de estatinas?

Não usem estatinas! O seu benefício é mínimo e o risco de efeitos adversos é muito mais alto do que o que as farmacêuticas dizem. Vários investigadores independentes mostraram que há problemas musculares em25 a 50% das pessoas, especialmente nos mais velhos. Pelo menos 4% ficam com diabetes e parece haver também ligação a perdas de memória ou Alzheimer. Os problemas de fígado também são um risco. A campanha do colesterol é simplesmente o maior escândalo médico do nosso tempo.

In Activa online
Por: Bárbara Bettencourt
03 Maio 2013, às 14:59

105: Investigação: Consumo de produtos naturais pode levar à morte

 

O Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIMP/FFUC) lança esta segunda-feira uma campanha para sensibilizar a população dos riscos que corre ao consumir medicamentos com produtos naturais, como chás, suplementos ou até alimentos, combinações que nalguns casos podem conduzir à morte.

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“É fundamental que o consumidor conheça os vários tipos de produtos disponíveis no mercado, o que contêm, para que servem, e o risco que pode correr quando os consome”, disse à agência Lusa a coordenadora do Observatório, da Universidade de Coimbra, que estuda as interacções planta-medicamento “mais frequentes e preocupantes” que ocorrem em Portugal para ajudar a preveni-las.

A leitura dos rótulos é essencial: “Se o produto estiver dentro da lei” dispõe a informação necessária para ajudar o consumidor a não correr riscos, explicou Maria da Graça Campos.

O aumento do número de relatos de casos, incluindo mortes, em que surgiram estas interacções tem acompanhado o recente crescimento do consumo destes produtos.

“Muitos destes produtos são vendidos para uso terapêutico como se fossem suplementos alimentares, o que é absolutamente aberrante dado que não suplementam nada e ainda podem colocar em risco a vida dos doentes”, alertou.

Nos últimos 15 anos, “a expansão no consumo” destes produtos sofreu “um enorme implemento”, alegando-se os benefícios da medicina tradicional.

“A verdade é que se criou um negócio bilionário à volta desta ideia, que foge ao controlo rigoroso de eficácia e segurança”, criticou a investigadora, afirmando que é preciso combater o mito de que “os produtos naturais não fazem mal”.

Convencidas de que o que é “natural é bom”, as pessoas “compram indiscriminadamente” tudo o que lhes propõem.

“Enquanto não houve Internet, a ciência estava razoavelmente controlada e a investigação de plantas com elevado potencial terapêutico pertencia apenas a quem dominava esses conteúdos. Hoje, qualquer pessoa acede às bases de dados mundiais e encontra milhões de artigos a referirem esta ou aquela planta com potencial para poder vir a ser desenvolvido um novo medicamento”, advertiu.

Contudo, não sabem que os constituintes activos da planta induzem mais efeitos indesejáveis do que possíveis benefícios.

“O que o público não sabe é que a eficácia [destes produtos], na maior parte das vezes, não foi provada, que o controlo de qualidade é nulo e que, por vezes, vêm adicionados de medicamentos contrafeitos, que podem ainda vir contaminados com substâncias altamente tóxicas”, alertou Graça Campos.

Tal como noutros países, existe em Portugal “uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos.

A investigadora deu exemplos de plantas que interagem com os medicamentos, como as fibras da alimentação, ou suplementos que as contenham em grande quantidade, que podem diminuir a absorção de alguns fármacos, como os antidiabéticos orais.

Também o chá verde, o guaraná ou a erva-mate, que possuem uma grande quantidade de cafeína, estimulante do sistema nervoso central, estão contra-indicados em casos de hipertensão e perturbações de ansiedade.

“Quem estiver a tomar, por exemplo, ansiolíticos e/ou antidepressivos pode vir a ter um efeito oposto”, advertiu.

Doentes com hipertensão, se tomarem com a medicação outros vasodilatadores como o Ginkgo ou folhas de oliveira podem sofrer quebras bruscas de pressão arterial e desmaios.

Estas e outras interacções serão explicadas ao longo de cinco semanas nos Media, através desta campanha, que tem quatro públicos-alvo: os doentes polimedicados, a população saudável que usa suplementos, os adolescentes/drogas/smart drugs e os doentes oncológicos.

In Notícias ao Minuto online
09:03 – 13 de Maio de 2013 | Por Lusa

[Nota] – Sinceramente, nem me vou alongar em teses sobre a medicina natural que sigo há anos, sem qualquer risco e/ou problema de saúde, antes pelo contrário, mas quando leio estas aberrações afirmarem que produtos naturais (naturalmente verdadeiros e não falsificados), podem levar à morte, apenas me resta dizer que NÃO EXISTE NENHUMA DROGA NO MERCADO (leia-se medicamentos farmacêuticos) QUE NÃO TENHAM EFEITOS SECUNDÁRIOS DE TODA A ESPÉCIE, podendo causar graves problemas secundários de saúde e até, esses sim, conduzir à morte.
É bem sintomático a finalidade da utilização do termo “ervinhas”, neste caso: (“uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos) …
Aliás, não existe nenhuma droga farmacêutica que cure o que quer que seja, apenas podem, pela força das drogas implementadas nas suas fórmulas, aliviar certos sintomas no caso de analgésicos e similares. Mas curar, NÃO CURAM! Mais uma tentativa de atirar com poeira para os olhos de quem não se encontra devidamente identificado e conhecedor desta área, por parte dos gigantes da farmacêutica internacionais. Já estão a ter menos lucros? Temos pena, os que seguem as vias naturais… Mas ainda bem que existe, hoje em dia, muita gente que se encontra devidamente identificada com os meios naturais e com a ajuda de profissionais naturópatas credenciados e não com charlatães. Basta ler os comentários desta notícia…

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