396: Descoberto o “calcanhar de Aquiles” dos coronavírus

 

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/COVID-19

NIAID / Flickr

Uma equipa de cientistas da Escola Superior de Economia, na Rússia, afirma que tanto o SARS-CoV-2 como outros coronavírus possuem a capacidade de “atrair” um mecanismo pelo qual as células do hospedeiro impedem a replicação viral.

As moléculas conhecidas como miARN hsa-miR-21-3p podem ser o calcanhar de Aquiles da covid-19, uma vez que poderiam ser capazes de reprimir a replicação do coronavírus humano, inibindo o crescimento nos primeiros estágios da infecção e atrasando a imunidade activa.

Ao analisar os sete tipos de coronavírus conhecidos que infectam os humanos, os autores do estudo comprovaram que seis deles, incluindo o responsável pela covid-19, mostram locais de união mútuos para miARN hsa-miR-21-3p e outro miARN chamado hsa-miR-421.

De acordo com o News Medical, quando o vírus entra na célula, começa a interagir activamente com várias moléculas dentro da célula. Uma dessas classes de moléculas são os miARN, que são pequenos ARNs cuja função principal é regular a expressão dos genes. Quando um vírus entra, os miARNs começam a ligar-se a certas partes do ARN do seu genoma, o que leva à destruição dos ARNs do vírus.

Esse ataque pode interromper a replicação do vírus completamente. No entanto, nos casos em que os miARNs não são muito “agressivos”, as interacções não destroem o vírus, mas retardam a sua replicação. Esse cenário é benéfico para o vírus, pois ajuda a evitar uma resposta imunológica rápida na célula.

Alguns dos vírus acumulam intencionalmente sítios de ligação de miARNs do hospedeiro. Isso torna-se a sua vantagem: os vírus com mais sítios de ligação sobrevivem e reproduzem-se melhor, o que leva à sua dominação evolutiva.

Para analisar o papel que desempenha após a entrada do coronavírus nas células humanas, os cientistas decidiram analisar o processo de infecção nos pulmões de ratos de laboratório, comprovando que, quando ocorre uma infecção, a produção de miARN aumenta em oito vezes, indicando que o vírus “promove” a união destas moléculas ao seu próprio ARN, afectando a sua multiplicação.

Agora, os cientistas pretendem analisar as possibilidades de um efeito medicinal sobre o vírus que é atraído aos miARN descobertos e analisar se a introdução ou eliminação artificial deste mecanismo pode prevenir a reprodução do vírus.

Este estudo foi publicado esta segunda-feira na revista científica PeerJ.

ZAP //

Por ZAP
16 Setembro, 2020

 

395: Covid-19 pode afinal ser transmitida até 90 dias após o contágio

 

 

SAÚDE/COVID-19/CONTÁGIO

Estudo russo indica que o período de contágio em alguns casos pode ir muito além dos 14 dias. A mesma investigação aponta que uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus através do nariz neste espaço temporal


A conclusão é de uma grande investigação realizada por cientistas russos do Centro Estatal Véktor de Investigação em Virologia e Biotecnologia. O coronavírus pode ser transmitido até 90 dias após uma pessoa ter sido contagiada, uma informação que contraria o que tem sido a regra geral aplicada, que apontava no sentido de o período de contágio ser de 14 dias.

De acordo com Anna Popova, directora dos serviços federais russos, o organismo de uma pessoa que esteja infectada com covid-19 pode continuar a transmitir o vírus por um período de 90 dias após ter sido contagiada. Segundo a mesma responsável, apoiando-se nas conclusões deste estudo, a transmissão do vírus pode até ocorrer em casos de pessoas que já não têm qualquer sintoma da doença.

Anna Popova, que falava numa sessão de esclarecimento na Academia das Ciências da Rússia, explicou que estudos feitos a pacientes na Rússia indicaram que o período de contágio ia até 48 dias, mas que foram encontrados casos no estrangeiro em que esse período de transmissão do vírus chegou aos 90 dias.

A mesma responsável fez ainda questão de alertar que esta transmissão num espaço temporal até 90 dias não é apenas feita por pessoas que apresentem sintomas. “Uma pessoa que já não apresenta sintomas, que se sente perfeitamente bem e saudável e mesmo que tenha o sangue com todos os indicadores bons, pode continuar a transmitir a covid-19 através do nariz”, explicou.

Anna Popova realçou que não existem até hoje dados suficientes sobre o coronavírus e as suas verdadeiras consequência na saúde humana, mas destacou que neste mesmo estudo do Centro Estatal Véktor de Investigação em Virologia e Biotecnologia, e perante o estudo de 422 amostra, não foi detectado nenhuma mutação significativa do coronavírus.

A Rússia já começou a distribuir a vacina Sputnik-V em várias regiões do país como forma de combate ao covid-19. Nesta primeira fase trata-se de um teste piloto para testar as cadeias logísticas, antes de iniciar uma entrega em larga escala nas próximas semanas.

A vacina russa contra a covid-19 foi a primeira a ser registada no mundo, a 11 de Agosto, e mostrou não produzir efeitos secundários nas duas primeiras fases, embora a terceira ainda não esteja concluída, estando ainda a ser recrutadas as 40 mil pessoas que devem participar nesta fase.

Diário de Notícias

Nuno Fernandes
16 Setembro 2020 — 11:10

 

 

394: Portugal regista mais 425 infectados e quatro mortes por covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19

José Sena Goulão / Lusa

Portugal regista mais quatro mortos e 425 casos de infecção por covid-19 este terça-feira, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Os números revelados no boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira indicam que há mais 425 novos casos de covid-19, o que eleva para 65.021 o número total de casos identificados desde o início da pandemia.

Segundo o Expresso, trata-se de um valor abaixo da média dos últimos sete dias (589,4), mas acima da média dos últimos 30 (364).

A região com o maior número de infectados nas últimas 24 horas é Lisboa e Vale do Tejo (mais 227 novas infecções – 53,4%). Seguem-se o Norte (mais 117 casos), o Centro (mais 51), o Algarve (mais 15), o Alentejo (mais 14) e os Açores (mais 1). A Madeira não registou novos casos.

Nas últimas 24 horas, mais uma pessoa com covid-19 foi internada (478). Além disso, há menos dois infectados em unidades de cuidados intensivos (59).

Portugal registou também mais quatro óbitos. Destes, dois foram registados no Norte, um em Lisboa e Vale do Tejo e outro no Algarve. O total de óbitos é agora de 1.875.

Já se encontra disponível o relatório de situação de hoje, 15 de Setembro, que pode ser consultado integralmente em…

Publicado por Direção-Geral da Saúde em Terça-feira, 15 de Setembro de 2020

Nas últimas 24 horas, foram dados como recuperados mais 177 doentes, sendo agora o total de recuperados de 44.784.

Neste momento, há 18.784 doentes portugueses activos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde, mais 244 do que segunda-feira. Em vigilância estão 36.758 pessoas.

ZAP //

Por ZAP
15 Setembro, 2020

 

393: COVID-19: Máscara pode ajudar na imunidade? Estudo diz que sim

 

 

SAÚDE/COVID-19

Os números da COVID-19 mantêm-se em crescimento no mundo e o maior produtor de vacinas já revelou que só em 2024 se poderá conseguir ter uma vacina para todos. Enquanto não há solução, a luta contra a COVID-19 passa pela prevenção e pela imunidade de grupo (que será difícil de atingir).

Um estudo recente refere que o uso generalizado de máscara pode ajudar na imunidade.

O mundo está a chegar aos 30 milhões de casos de COVID-19 registados. No que diz respeito a mortos, são já mais de  930 mil à escala mundial. Vacina eficaz ainda não existe, mas são vários os laboratórios a trabalhar numa solução.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, o uso generalizado da máscara pode contribuir para a redução do contágio. Além disso, pode contribuir para uma maior imunidade, ao permitir reduzir a carga viral dos infectados.

Uso de máscara é uma forma de variolação

A investigação que deu origem ao artigo “Facial Masking for Covid-19 — Potential for “Variolation” as We Await a Vaccine” foi já publicada na revista científica “The New England Journal of Medicine” e e admite que o uso de máscara poderá não só atrasar a propagação do vírus como converter-se numa forma de “variolação”, ou seja, um forma de se alcançar (mais rapidamente) a imunidade.

Além de prevenir contra a COVID-19, o estudo revela que, de acordo com os dados virológicos e epidemiológicos avaliados, a máscara poderá diminuir a gravidade da doença entre pessoas infectadas.

Segundo o que é revelado pelo EL Mundo, as investigações epidemiológicas que têm sido realizada sobretudo nos países asiáticos, acostumados ao uso da máscara durante a pandemia de SARS em 2003, sugerem que existe um vínculo forte entre o uso da máscara e o controlo da pandemia. A confirmar-se a tese dos investigadores americanos, o uso generalizado de máscara contribuirá, assim, para aumentar a taxa de infecções assintomáticas, além de contribuir para reduzir o número de contágios.

Quebra das cadeias de contágio com a app STAYAWAY COVID

Em Portugal e no mundo é muito difícil registar as cadeias de contágio. Nesse sentido está disponível a app STAYAWAY COVID que, como recurso a tecnologia, permite rapidamente obter essa informação e alertar contactos da exposição.

A STAYAWAY COVID é uma aplicação para smartphones com iOS ou Android que tem como objectivo auxiliar o país no rastreio da COVID-19. A aplicação permite, de forma simples e segura, que cada um de nós seja informado sobre exposições de risco à doença, através da monitorização de contactos recentes. A aplicação é de utilização voluntária e gratuita e não tem qualquer acesso  à sua identidade ou dados pessoais.

App STAYAWAY COVID: 780 mil downloads e 32 já contactaram o SNS

Já instalou a app STAYAWAY COVID? Há quem diga que estamos no início de uma segunda fase da COVID-19. Os números dos últimos três dias não foram propriamente “simpáticos”, mas há que destacar o … Continue a ler App STAYAWAY COVID: 780 mil downloads e 32 já contactaram o SNS

Autor: Pedro Pinto
15 Set 2020

 

DGS: “Ainda não podemos dizer se estamos numa segunda vaga”

 

SAÚDE/COVID-19

Nas últimas 24 horas foram registados 613 novos casos e 4 mortes por covid-19. Apenas 10% dos novos infectados têm mais de 70 anos.

Graça Freitas e António Lacerda Sales
© António Pedro Santos/ Lusa

O número de novas infecções com covid-19 tem vindo a aumentar nos últimos dias em Portugal mas isso não quer dizer que estamos já numa segunda vaga da pandemia, afirmou a directora-geral de Saúde, Graça Freitas, esta segunda-feira, na conferência de imprensa da DGS. “É notório que estamos a ter um aumento do número de casos, mas em Portugal nunca estivemos num patamar de ausência de casos”, lembrou a directora-geral, afirmando que “ainda não podemos dizer se estamos numa segunda vaga ou não”: “É a primeira vez que estamos a lidar com este vírus, por isso só daqui a uns dias é que perceberemos se esta tendência se mantém”.

Nas últimas 24 horas foram registados 613 novos casos de covid-19 e mais 4 mortes em Portugal. No entanto, apesar de sublinhar que “todas os óbitos são de lamentar”, Graça Freitas admite que, para já, “este número não suscita preocupações acrescidas”.

Para isso contribui o facto de o número de novas infecções em pessoas acima dos 70 anos “ter sido relativamente baixo” – e é nessa faixa, e sobretudo na faixa acima dos 80 anos, que se verifica a maior mortalidade do vírus. “Temos mais infecções em adultos relativamente jovens e saudáveis”, o que significa que “estamos a conseguir proteger os mais vulneráveis”. “Este padrão não faz prever um aumento da mortalidade”, afirma Graça Freitas.

“Estamos numa nova fase da pandemia. Dos 613 casos registados este domingo, apenas 10% dos infectados têm mais de 70 anos. Novas infecções são sobretudo entre 20 e os 49 anos. Temos conseguido preservar a saúde dos mais vulneráveis mas, por outro lado, coloca-se a questão dos comportamentos individuais”, realçou também o secretário de Estado da Saúde. “O SNS somos todos nós”, disse António Lacerda Sales.

Graça Freitas voltou, por isso, a apelar para a importância de todos cumprirem as regras, sobretudo agora que vamos entrar num novo estado de contingência: “Há comportamentos e precauções que todos temos de tomar para minimizar o risco”.

Mais infecções mas sem pressão nos hospitais

Desde que a pandemia começou, registaram-se 64 596 infectados, 44 185 recuperados (mais 116) e​ 1871 vítimas mortais no país.

Lisboa e Vale do Tejo é a região que contabiliza mais novos casos e a que lidera no valor total de infecções: são 33 070 (mais 338 do que ontem). Além desta, os concelhos de Guimarães e Vila Nova de Gaia, “são as zonas do país mais afectadas, aquelas com maior proporção de casos por 100 mil habitantes”, disse Graça Freitas.

Neste momento há 477 doentes internados com covid-19 (mais 25 do que ontem) e 61 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (mais quatro).

“Em 21 500 camas, temos pouco mais de 400 internamentos com covid-19”, sublinhou Lacerda Sales, lembrando ainda que a taxa de ocupação das UCI é actualmente de 65%, “e destes só 18% corresponde a ocupação covid”. “Em função destes números não acho que se possa falar sequer em pressão” do SNS neste momento, disse o governante.

Além disso, desde o início da pandemia, em Março passado, foram contratados “mais de 4700 profissionais de saúde para o combate à pandemia”, adiantou o secretário de Estado da Saúde, recordando ainda que abriram concursos para 511 vagas de especialistas hospitalares e 435 vagas para medicina geral e familiar.

A testagem continua a ser essencial na prevenção do contágio, afirma o secretário de Estado. Neste momento a rede laboratórios que realiza testes covid-19 integra 102 laboratórios, dos quais 42 pertencem ao Serviço Nacional de Saúde.

A sexta-feira passada foi o dia em que se realizaram mais testos, mais de 21 700. Em toda a semana passada a média de testes realizados foi de 17 500 por dia, a média mais elevada desde o início da pandemia, havendo três dias com mais de 20 mil testes realizados.

Igreja não previu enchente de 13 de Setembro

“A Igreja Católica tem um histórico de comportamento exemplar e diálogo constante com as autoridades de saúde”, ressalvou Lacerda Sales, comentando a enchente verificada no Santuário Fátima no domingo, 13 de Setembro. O governante acredita que o que se passou surpreendeu a instituição: “A instituição não à estaria à espera de tantas pessoas, porque não era habitual em anos anteriores, e quando se apercebeu fechou as entradas.”

“O que acho importante é que no próximo dia 13 de Outubro a instituição esteja devidamente prevenida e programará esse dia garantindo a segurança da comunidade”, afirma Lacerda Sales. Já chegou um pedido de reunião por parte da Igreja Católica”, revelou Lacerda Sales. “Reuniremos o mais depressa possível.”

“É uma aprendizagem que fazemos todos os dias”, concluiu.

Desporto e escolas: o regresso à “normalidade possível”

Quanto às actividades desportivas, os responsáveis garantem que tudo está a ser feito para um “regresso à normalidade possível das modalidades desportivas”, incluindo o futebol. As autoridades de saúde estão a trabalhar com as várias entidades desportivas e as decisões serão tomadas caso a caso, à medida que for necessário: “Com certeza que encontraremos soluções: soluções diferentes para problemas diferentes”, disse.

Também a directora-geral de Saúde sublinhou que “não há número de casos a partir do qual sejam tomadas decisões” – por exemplo de cancelamento de jogos ou de suspensão de equipas. “Há uma avaliação do risco, caso a caso.”

O mesmo acontece com as escolas onde se devem cumprir as regras e as “boas práticas”, “desde que não se ponha em causa a saúde pública”.

Finalmente, instada a comentar as declarações de Tedros Adhanom Ghebreyesus, director da Organização Mundial de Saúde, que alertou para os perigos do “cumprimento com o cotovelo”, Graça Freitas desvalorizou o risco, explicando que se trata de “um cumprimento muito rápido, muito fugaz e de baixo risco, até pela lateralidade que envolve”.

Diário de Notícias

 

391: Dores de cabeça, confusão e delírios. Coronavírus pode invadir o cérebro

 

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/EFEITOS

De acordo com o estudo, liderado por Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, o vírus pode duplicar-se dentro do cérebro e a sua presença priva as células cerebrais próximas de oxigénio.

© EPA/Juan Ignacio Roncoron

Dores de cabeça, confusão e delírios apresentados por alguns pacientes com covid-19 podem ser resultado de uma invasão directa do novo coronavírus no cérebro, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

Embora a pesquisa ainda seja preliminar, traz novas evidências para apoiar o que até agora era apenas uma teoria não comprovada.

De acordo com o estudo, liderado por Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, o vírus pode duplicar-se dentro do cérebro e a sua presença priva as células cerebrais próximas de oxigénio. A frequência com que essa situação acontece ainda não está clara.

Andrew Josephson, chefe do departamento de neurologia da Universidade da Califórnia em São Francisco, elogiou as técnicas usadas no estudo e destacou que “compreender se existe ou não uma participação viral directa no cérebro é extremamente importante”. Entretanto, acrescentou que ele seria cauteloso até que a investigação seja objecto de revisão pelos pares.

Não seria uma grande surpresa o SARS-CoV-2 ser capaz de penetrar a barreira hematoencefálica, uma estrutura que envolve os vasos sanguíneos do cérebro e tenta bloquear substâncias estranhas.

“Tempestade de citocinas”

Os médicos até agora acreditavam que as consequências neurológicas observadas em aproximadamente metade dos pacientes hospitalizados com covid-19 poderiam ser resultado de uma resposta imunológica anormal, “a tempestade de citocinas”, que causava uma inflamação do cérebro em vez de uma invasão do vírus no cérebro.

A professora Iwasaki e os seus colegas decidiram abordar o problema de três maneiras: infectando mini-cérebros criados em laboratório (os chamados organoides cerebrais), infectando ratos e examinando o cérebro de pacientes que morreram de covid-19.

Nos organoides cerebrais, a equipa descobriu que o vírus poderia infectar neurónios e depois “invadir” o mecanismo da célula neuronal para se duplicar.
As células infectadas provocavam a morte das células circundantes ao privá-las de oxigénio.

Um dos principais argumentos contra a teoria da invasão cerebral directa é que o cérebro não possui altos níveis de uma proteína chamada ACE2, à qual o coronavírus se liga e que é encontrada em abundância noutros órgãos, como os pulmões.

No entanto, a equipa descobriu que os organoides tinham ACE2 suficiente para facilitar a entrada do vírus e que as proteínas também estavam presentes nos cérebros dos pacientes falecidos.

Os investigadores também analisaram dois grupos de ratos: um modificado geneticamente para ter receptores ACE2 somente nos pulmões e o outro apenas no cérebro.

Os ratos infectados nos pulmões apresentaram lesões nesses órgãos; os animais infectados no cérebro perderam peso e morreram rapidamente, um potencial sinal de maior letalidade quando o vírus penetra no cérebro.

Além disso, os cérebros de três pacientes que morreram por complicações graves relacionadas com o coronavírus também mostraram rastos do vírus, em vários graus.

Diário de Notícias

DN/AFP

 

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