242: Aspirina aumenta risco de hemorragia acima dos 75 anos

 

Estudo publicado na revista Lancet avaliou risco em doentes daquela faixa etária que tomam aquele medicamento diariamente para prevenir acidentes cardiovasculares

A toma diária de aspirina aumenta o risco de hemorragias no estômago em pessoas com mais de 75 anos, concluiu um estudo que foi realizado por médicos e investigadores ingleses, da Universidade de Oxford, e que é noticiado pela BBC News.

No estudo, que foi publicado na revista Lancet, os autores sugerem que aquele risco acrescido de hemorragia, verificado naquela faixa etária mais idosa, pode ser prevenida com a associação de medicamentos protetores do estômago, mas alertam que quaisquer decisões só podem ser tomadas pelos médicos, que os doentes devem consultar em caso de dúvida.

A toma diária de aspirina é muitas vezes prescrita pelos médicos depois de um doente ter tido um ACV ou um ataque cardíaco, porque isso ajuda a prevenir novos episódios do foro cardiovascular. Os autores do estudo sublinham, de resto, que as vantagens dessa medida superam largamente os riscos.

Anteriores estudos tinham determinado que abaixo dos 75 anos, o risco de hemorragia estomacal associado à toma diária de aspirina é muito baixo, mas para a faixa etária acima dos 75 anos esse risco ainda não tinha sido avaliado. E com o aumento da idade dos doentes com problemas cardiovasculares, a equipa liderada por Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, considerou que era importante fazer esse estudo.

A conclusão mostra que aquele risco aumenta com a idade e aponta a necessidade de associação medicamentosa para solucionar o problema, o que, sublinha a equipa, só pode ser avaliado e decidido pelo médico.

Diário de Notícias
14 DE JUNHO DE 2017 | 10:40
DN

41: Tomar aspirina diariamente pode prevenir e tratar cancro

 

Cientistas de Oxford descobriram que tomar uma dose de aspirina diariamente pode prevenir e até ajudar a tratar alguns tipos de cancro.

Num estudo publicado pela revista científica The Lancet, Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, defende que a aspirina não só reduz o risco de desenvolver vários tipos de cancro, como também parece impedir a doença de se espalhar e criar metasteses.

Os mesmos investigadores tinham já relacionado o consumo da aspirina com a redução do risco de contrair cancro, no entanto, o seu trabalho anterior, sugeria que seria necessário tomá-la durante mais de dez anos para que houvesse protecção. Porém, e de acordo com os resultados agora divulgados, o efeito protector pode ocorrer em menos tempo, entre três a cinco anos.

O estudo, que envolveu mais de 77 mil pacientes, concluiu que o consumo de uma dose baixa (75 a 300 mg) de aspirina durante um período de três anos reduziu em um quarto o número total de cancros. Com os pacientes divididos em dois grupos, em que apenas um consumia o medicamento, verificou-se que no grupo que consumia a aspirina houve menos casos de doença – nove em mil contra 12 em mil.

Os especialistas são, no entanto, cautelosos em recomendar o consumo diário do medicamento, pois informam que pode provocar efeitos colaterais perigosos, nomeadamente sangramentos estomacais. Advertem, por isso, que a toma deve ser sempre aconselhada por um médico consoante o historial do paciente.

In SOL online
22 de Março, 2012

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