623: Mais 41 mortes e 718 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19

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Portugal registou, este domingo, mais 41 mortes e 718 novos novos casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim da DGS, dos 718 novos casos, 257 são na região de Lisboa e Vale do Tejo. No Norte há mais 229 infectados do que nas últimas 24 horas, no Centro há mais 97, no Alentejo há mais 50, no Algarve mais 32 e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores mais 35 e 18 casos, respectivamente.

No total, o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia é agora de 804.562. Há, neste momento, 69.268 casos activos, menos 987 do que no sábado.

Estão também confirmadas 16.317 mortes devido à covid-19, mais 41 óbitos relativamente às últimas 24 horas. A DGS indica que 26 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte, cinco no Centro, três no Alentejo e duas no Algarve.

Neste momento, existem 2165 doentes internados em Portugal (menos 15 do que ontem), dos quais 484 nos cuidados intensivos (menos oito pessoas do que ontem).

O boletim da DGS também aponta para mais 1664 doentes recuperados, verificando-se já um total de 718.977 pessoas. Há ainda 45.414 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 3076 em relação ao dia de ontem.

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 2.526.075 pessoas em todo o mundo, desde que a Organização Mundial de Saúde registou o inicio da doença no final de Dezembro de 2019, segundo informação recolhida pela agência France-Presse.

Por Filipa Mesquita
28 Fevereiro, 2021

 

 

 

564: DGS recomenda medidas para prevenir efeitos do frio

 

 

SAÚDE/FRIO/PREVENÇÃO

Direção-Geral da Saúde teme que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nos idosos

© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) advertiu esta quarta-feira que “é provável” que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nos idosos, recomendando medidas para evitar os efeitos negativos do frio na saúde.

As recomendações da DGS surgem na sequência das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que apontam para a continuação de tempo frio e seco, descida das temperaturas do ar (máxima e mínima), acentuado arrefecimento nocturno, formação de gelo ou geada e intensificação do vento frio com um consequente aumento do desconforto térmico.

“À semelhança do que se verificou em outros anos, é provável que as baixas temperaturas tenham repercussões sobre a mortalidade nos próximos dias, nomeadamente nas pessoas com 65 ou mais anos, pelo que as medidas recomendadas adquirem particular relevo neste grupo etário”, refere a DGS em comunicado.

Para evitar os efeitos negativos do frio na saúde, a DGS recomenda à população “evitar a exposição prolongada ao frio e mudanças bruscas de temperatura”, para “manter o corpo quente, utilizando várias camadas de roupa”, proteger as extremidades do corpo com luvas, gorro, cachecol, meias e calçado quente e antiderrapante, e manter a hidratação, ingerindo sopas e bebidas quentes e “evitar o álcool, que proporciona uma falsa sensação de calor”.

Alerta também para a necessidade de prestar atenção aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam actividade no exterior e pessoas sem abrigo.

Acautelar a prática de actividades no exterior, seguir as recomendações do médico assistente, garantindo a toma adequada de medicação para doenças crónicas, e adoptar uma condução defensiva, uma vez que poderão existir locais na estrada com acumulação de gelo, são outros conselhos da DGS.

A nível de medidas ambientais, a autoridade de saúde recomenda à população que verifique o estado de funcionamento dos equipamentos de aquecimento e para “manter a casa quente, garantindo uma adequada ventilação das habitações (renovação do ar), em particular quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras”.

A DGS realça ainda que é preciso “ter especial atenção aos aquecimentos com combustão”, como braseiras e lareiras, que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte, e evitar o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de deitar.

“Mantenha-se informado, hidratado e quente” é a mensagem da DGS, que apela às pessoas para, no caso de ficarem doentes, não correrem para as urgências e ligarem para o SNS 24 (808 24 24 24).

Segundo o IPMA, a partir da madrugada de domingo prevê-se a substituição gradual de uma massa de ar polar por uma massa de ar com características de ar Árctico, sobre Portugal continental.

“Como consequência, na próxima semana, a temperatura mínima deverá variar entre -6 e 6°C na generalidade do território e a temperatura máxima não ultrapassará os 14°C, estando previsto que os valores mais baixos sejam registados nas regiões do interior Norte e Centro”, refere a DGS, citando o IPMA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2021 — 18:26

 

 

 

559: Nem todas as pessoas vacinadas vão ficar imunizadas, avisa DGS

 

 

SAÚDE/VACINAS/IMUNIZAÇÃO/COVID-19

Tiago Petinga / Lusa

A directora-geral da Saúde avisou esta terça-feira que nem todas as pessoas vacinadas contra a covid-19 vão ficar imunizadas, uma vez que a vacina administrada não é 100% eficaz e ainda não há imunidade de grupo.

Graças Freitas falava na habitual conferência de imprensa na Direcção-Geral da Saúde (DGS), em Lisboa, sobre a evolução da pandemia da covid-19 em Portugal.

Vacinar não quer dizer abandonar critérios de protecção“, frisou, advertindo que “nem todas” as pessoas vacinadas “vão ficar imunizadas”. “A vacina não é 100% eficaz e nós não temos ainda imunidade de grupo”, justificou.

Graça Freitas reforçou, por isso, a necessidade de se manterem medidas de protecção até se atingir a imunidade de grupo, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, a ventilação de espaços e o distanciamento físico.

A campanha de vacinação contra a covid-19 iniciou-se em Portugal em 27 de Dezembro com a inoculação de profissionais de saúde nos hospitais.

Na segunda-feira, foi alargada aos lares de idosos.

A vacina que está a ser administrada é a do consórcio Pfizer-BioNTech, para cujo uso de emergência foi aprovada em 21 de Dezembro pela Agência Europeia do Medicamento.

Até à data foram dadas em Portugal 32 mil doses.

Em Portugal, morreram 7.286 pessoas dos 436.579 casos de infecção de covid-19 confirmados, de acordo com o boletim mais recente da DGS. O país contabilizou esta terça-feira mais 90 mortes e 4.956 novos casos de infecção pelo novo coronavírus.

Em declarações ao jornal Observador, o especialista Carlos Antunes considerou que Portugal já entrou numa terceira vaga da doença, alertando ainda que as novas infecções registadas diariamente podem “chegar a valores insuportáveis”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Janeiro, 2021

 

 

 

555: Nova variante do SARS-Cov-2 pode exigir novas medidas nas escolas

 

 

SAÚDE/COVID-19-ESCOLAS

Tiago Petinga / Lusa

Graça Freitas argumenta que só pela quantidade de infectados, esta nova variante “pode constituir um risco acrescido”. Novas medidas nas escolas podem ser necessárias.

A nova variante do SARS-CoV-2 foi identificada em Portugal Continental e confirmada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), este domingo. Inicialmente identificada no Reino Unido, a nova variante será 70% mais contagiosa do que o normal e está a preocupar os especialistas de saúde.

Na habitual conferência de imprensa desta terça-feira, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu a possibilidade de o Governo ter de introduzir novas medidas de restrição nas escolas devido a esta nova variante.

Graças Freitas salientou que só pela quantidade de infectados, esta nova variante “pode constituir um risco acrescido”. Além disso, há indicações de que a nova variante pode ter uma maior capacidade de circular entre as crianças e os mais jovens, escreve o Observador. No entanto, Graças Freitas realça que essa hipótese “carece de confirmação”, acrescentando que “não há indícios de que seja mais grave ou mais violenta”.

Neil Ferguson, especialista em doenças infecciosas do Imperial College de Londres e membro do Grupo de Aconselhamento sobre Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes (NERVTAG), defende que embora não se tenha estabelecido uma relação de causalidade, é possível ver nos dados que o vírus “tem uma maior propensão para infectar as crianças”.

Por Daniel Costa
5 Janeiro, 2021

 

 

 

550: Portugal com mais 73 mortes e 3.241 novos casos de covid-19

 

 

COVID-19/ESTATÍSTICAS/DGS

Tiago Petinga / Lusa

Portugal registou, este sábado, mais 73 mortes e 3.241 novos casos de infecção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim da Direcção-Geral da Saúde, dos 3.241 novos casos, 1418 são na região de Lisboa e Vale do Tejo, no Norte há mais 1104 infectados do que nas últimas 24 horas, no Centro há mais 447, no Algarve há mais 118, no Alentejo há mais 97 e nos Açores e na Madeira há mais 28 e 29 casos, respectivamente.

No total, o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia é agora de 423.870. Há, neste momento, 76.675 casos activos, mais 1686 do que na sexta-feira.

Estão também confirmadas 7.045 mortes devido à covid-19, mais 73 óbitos relativamente às últimas 24 horas. A DGS indica que 28 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 22 na região Norte, 14 na região Centro e nove no Alentejo.

Neste momento, existem 2.858 doentes internados em Portugal (mais 52 do que ontem), dos quais 492 estão nos cuidados intensivos (mais nove do que ontem).

O boletim da DGS também aponta para mais 1.482 doentes recuperados, verificando-se já um total de 340.150 pessoas. Há ainda 91.892 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 365 em relação ao dia de ontem.

No passado dia 24 de Dezembro, entrou em vigor o sétimo estado de emergência, que se prolonga até às 23h59 do dia 7 de Janeiro, com recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

O Governo decidiu manter as medidas previstas para o Natal, mas agravou as do período do Ano Novo, com recolher obrigatório a partir das 23h00 de 31 de Dezembro, e a partir das 13h00 nos dias 1, 2 e 3 de Janeiro.

É também proibido circular entre concelhos desde as 00h00 do dia 31 de Dezembro e as 05h00 de 4 de Janeiro. O funcionamento dos restaurantes em todo o território continental é permitido até às 22h30 no último dia do ano, e até às 13h00 nos dias 1, 2 e 3.

A pandemia da covid-19 já matou pelo menos 1.827.565 pessoas de todo o mundo desde que o aparecimento da doença foi registado na China, segundo o balanço de hoje da agência France-Presse.

Filipa Mesquita, ZAP //

Por Filipa Mesquita
2 Janeiro, 2021

 

 

 

540: Norma da DGS sobre vacinação. Dor de cabeça, fadiga, febre e calafrios entre as reacções adversas

 

 

SAÚDE/NORMAS/VACINAÇÃO

A norma da DGS indica que no caso das grávidas “desconhece-se se esta vacina é excretada no leite humano”, mas adianta que “se os benefícios esperados ultrapassarem os potenciais riscos para mulher, a vacina poderá ser considerada, por prescrição do médico assistente”.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta quinta-feira a norma sobre a Campanha de Vacinação contra a covid-19, dirigida aos profissionais do sistema de saúde, com as indicações, características e modo de preparação e administração da vacina.

A vacinação contra a covid-19 Comirnaty deve respeitar as regras gerais de vacinação, constantes da Norma do Programa Nacional de Vacinação em vigor”, exceto em alguns aspectos especificamente mencionados nesta norma, refere a DGS no documento divulgado na terça-feira e publicado no seu ‘site’.

A Comirnaty desenvolvida pelos laboratórios BioNTech e Pfizer, a primeira a ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento, é indicada a partir dos 16 anos e deve ser administrada em duas doses com intervalo mínimo de 21 dias.

“Se houver atraso em relação à data marcada para a 2.ª dose, ou por qualquer intercorrência não puder ser administrada a 2.ª dose, a mesma será administrada logo que possível”, adverte a DGS.

As pessoas com covid-19 não foram excluídas dos ensaios clínicos de fase 3 da vacina e não existe evidência actual que sugira risco para estas pessoas ou ausência de eficácia.

Contudo, num cenário em que a disponibilidade das vacinas é ainda limitada, devem ser priorizadas as pessoas com maior risco/ vulnerabilidade de contrair a infecção por SARS-CoV-2, pelo que a vacinação não deve ser priorizada para as pessoas que recuperaram da covid-19″, salienta.

Pessoas com sintomas de covid-19 não devem dirigir-se aos pontos de vacinação

Ressalva ainda que não existem estudos sobre a administração desta vacina durante a gravidez e desconhece-se se esta vacina é excretada no leite humano, mas adianta que “se os benefícios esperados ultrapassarem os potenciais riscos para mulher, a vacina poderá ser considerada, por prescrição do médico assistente”.

As pessoas com sintomas sugestivos de covid-19 não se devem dirigir aos pontos de vacinação e devem contactar o SNS24.

Já a vacinação de pessoas com doença aguda grave, com ou sem febre, deve aguardar até à recuperação completa, para evitar sobreposição dos sintomas da doença com eventuais efeitos adversos à vacinação.

Relativamente a reacção anafilática prévia a medicamentos (incluindo vacinas) ou alimentos, a vacinação deve ser realizada em meio hospitalar e por indicação do médico assistente.

Quais são as reacções adversas?

“Não está ainda estudada a interacção desta com outras vacinas. Atendendo a que é uma vacina nova, e também para permitir a valorização de eventuais efeitos adversos, a administração desta vacina deve, sempre que possível, respeitar um intervalo de quatro semanas em relação à administração de outras vacinas. Contudo, se tal implicar um risco de não vacinação, a mesma não deve ser adiada”, recomenda a DGS.

As reacções adversas muito comuns (=1/10) são “ligeiras ou moderadas em intensidade” e resolvidos alguns dias após vacinação: dor no local da injecção, fadiga, cefaleias, mialgia e calafrios, artralgia, pirexia (mais frequente após a 2.ª dose), tumefacção no local da injecção. Estes efeitos podem ser menos intensos com a idade.

Aviso para os doentes com suspeita de reacção alérgica

“Todos os doentes com suspeita de reacção alérgica à vacina deverão ser referenciados, com carácter prioritário, a serviços de imunoalergologia para esclarecimento diagnóstico da reacção”, realça.

Todos os actos vacinais devem ser prontamente registados na Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação, no Boletim Individual de Saúde, e, se disponível, no cartão de vacinação fornecido conjuntamente com a vacina.

Foi também divulgada na terça-feira uma circular conjunta da DGS e do INFARMED com as normas a serem aplicadas à logística, distribuição e utilização das vacinas, e publicado em Diário da República a portaria que cria o Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, que entra hoje em vigor.

Campanha de vacinação começa no domingo (27 de Dezembro)

Segundo o diploma, compete à DGS executar os planos através da norma agora publicada.

A campanha de vacinação contra a covid-19 arranca no domingo em Portugal, à semelhança de outros países da União Europeia, a vacina é facultativa, gratuita e universal, sendo assegurada pelo SNS.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,7 milhões de mortos no mundo desde Dezembro do ano passado, incluindo 6.343 em Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Dezembro 2020 — 13:11