627: Portugal regista 28 mortes e 682 novos casos de covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Ross Sneddon / unsplash

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou este domingo 28 mortes e 682 novos casos de infecção nas últimas 24 horas.

O boletim epidemiológico deste domingo, divulgado pela Direcção-Geral da Saúde, dá conta de 682 novos casos de infecção e 28 mortes nas últimas 24 horas. Das 28 mortes registadas, X ocorreram na região Norte, X na região Centro e X na região de Lisboa e Vale do Tejo.

1.414 doentes internados com covid-19 em Portugal, menos dois do que na véspera. Destes, 354 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) (menos nove do que no sábado).

Nas últimas 24 horas, recuperaram mais 966 pessoas da doença, de um total de 731.567 pessoas recuperadas desde o início da pandemia. O número de casos activos continua a cair: há agora 61.987 casos activos, menos 312 do que no sábado.

No total, o país contabiliza 16.540 óbitos por covid-19 e 810.094 casos confirmados desde o início da pandemia, em Março de 2020.

Liliana Malainho Liliana Malainho, ZAP //

Por Liliana Malainho
7 Março, 2021

 

 

 

625: O vírus veio para ficar? Sim. E as vacinas protegem mesmo? Há uma forte possibilidade

 

 

SAÚDE/SARS-CoV-2/COVID-19

Mais de um ano depois de se começar a ouvir falar da chegada à Europa do novo coronavírus, que tinha sido detectado no final de 2019 na cidade chinesa de Whuan, ainda há muitas dúvidas por esclarecer.

© Diana Quintela / Global Imagens

Desde Março de 2020 que a atenção dos portugueses tem sido focada nas consequências do vírus SARS-CoV-2. Com muitas questões ainda por resolver, o DN colocou a três especialistas algumas dúvidas — as mesmas questões a cada um — que ainda existem na sociedade sobre este vírus, a sua evolução e as vacinas.

Manuel Santos Rosa

Imunologista, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

O SARS-CoV-2 veio para ficar?

Os vírus podem manter-se longo tempo, dependendo da existência de hospedeiros que lhes permitam a replicação e propagação. Os coronavírus têm mostrado aspectos erráticos na sua adaptação ao hospedeiro, mas o SARS-CoV-2 tem, de alguma forma, surpreendido pelo sucesso mutacional, pelo que pode ter vindo para ficar.

O vírus pode enfraquecer e evoluir para uma “gripezinha” ou as novas estirpes podem torná-lo mais perigoso?

Sim, pode acontecer, seria bom que acontecesse, que o vírus pudesse modificar-se por forma a tornar-se menos patogénico e a ter menos capacidade de infecção. Muitas mutações poderão mesmo ser suicidas, ou muito enfraquecedoras da sua capacidade agressora, mas outras (e muitas já foram detectadas) permitem uma melhor adaptação do SARS-CoV-2 ao ser humano, com a consequente facilitação da entrada no nosso organismo e do aumento da patogenicidade.

As vacinas são eficazes para interromper a transmissão comunitária ou apenas para prevenir as formas mais graves da doença e/ou mortes?

Tudo depende da eficácia vacinal, da capacidade de vacinação (percentagem da população vacinada e rapidez de vacinação), do tempo de manutenção da imunização (tempo em que o indivíduo vacinado se mantém protegido), das mutações do vírus e de um conjunto vasto de factores que podem influenciar a relação vírus-hospedeiro. De qualquer forma, parece ser definitivo que haverá uma forte capacidade para prevenir as formas mais graves de doença e/ou as mortes.

E se as vacinas não forem suficientes para atingir a tão desejada imunidade de grupo no tempo que seria desejável? Há algo mais que se possa fazer?

Muito se poderá, se pode, fazer. Por exemplo, se a imunidade de grupo estiver ameaçada pela capacidade mutacional do vírus, novas vacinas direccionadas para essas variantes poderão ajudar significativamente. Por outro lado, estamos longe de esgotar as capacidades de defesa contra o SARS-CoV-2: parece-nos fundamental evoluir no processo vacinal para o estímulo da imunidade inata, especialmente através da capacidade de a treinar a melhor responder face a agressores como o SARS-CoV-2. Também entendemos ser fundamental o desenvolvimento de terapias que possam complementar a profilaxia vacinal. Muitos fármacos têm sido propostos e inclusive alguns na área da imunoterapia, como é o caso do EXO-CD24, que poderão representar uma nova capacidade de impedir a agressividade do vírus e uma resposta imunitária desajustada.

O SARS-CoV-2 pode contribuir para que o sistema imunitário dos humanos reforce as suas defesas para enfrentar futuras pandemias?

Não me parece. Embora os estudos ainda não sejam suficientes, alguns apontam para, depois de infecção pelo SARS-CoV-2, a resposta imunitária ter falhas de coordenação, especialmente entre as vertentes de imunidade por anticorpos e celular, e também entre as formas inatas e adquiridas. Também é factual que distintos patogénicos (vírus ou outros) têm um grau elevado de especialização (quer dos receptores, que lhes permitem a entrada nas nossas células, quer de sinalização imunitária) e por isso não conferem reforço significativo face a outras agressões. Veja-se, por exemplo, a gripe sazonal, que ao longo dos anos em nada melhorou a nossa capacidade de resposta. Por outro lado, sabe-se que estímulos/agressões imunitárias por via respiratória são muito pouco educativos para a nossa imunidade, contrariamente ao que acontece com estímulos/agressões por via digestiva, esses, sim, podem ser fortemente protectores e educativos, reforçando a nossa capacidade de resposta e de resistência.

Margarida Saraiva

Presidente da Sociedade Portuguesa de Imunologia e investigadora do i3s (Porto)

O SARS-CoV-2 veio para ficar?

Muito provavelmente sim, mas associado a formas menos graves de doença. Claro que isto vai depender muito da imunidade atingida, quer por infecção natural quer por vacinação. Os outros quatro coronavírus que causam as constipações são “bem tolerados” pela população, não exigindo confinamentos, distanciamento social, máscaras, etc.

O vírus pode enfraquecer e evoluir para uma “gripezinha” ou as novas estirpes podem torná-lo mais perigoso?

Se conseguirmos atingir um nível de imunidade (por infecção natural e vacinação) que permita uma protecção de manifestações severas da doença, sim, a pandemia pode evoluir para uma situação de vírus endémico, sem causar os problemas actualmente conhecidos. Algumas das mutações que o vírus adquire podem traduzir-se numa vantagem competitiva para o vírus, que normalmente assenta numa maior transmissão e, eventualmente, maior replicação. Isto explica a predominância de algumas estirpes relativamente a outras. No entanto, a relação entre mutação/transmissão e gravidade da doença não é directa.

As vacinas são eficazes para interromper a transmissão comunitária ou apenas para prevenir as formas mais graves da doença e/ou mortes?

Os dados que temos até ao momento permitem concluir uma eficácia na prevenção de formas mais graves da doença, mas ainda não são suficientes para concluir definitivamente sobre a questão da transmissão. Com o aumento e follow up do número de pessoas vacinadas, vamos começar a ter uma melhor ideia do que acontece em termos de transmissão. De qualquer forma, para já pelo menos, é imperativo que as regras e os comportamentos preventivos individuais se mantenham, mesmo para quem já foi vacinado.

E se as vacinas não forem suficientes para atingir a tão desejada imunidade de grupo no tempo que seria desejável? Há algo mais que se possa fazer?

A imunidade de grupo resulta em princípio da vacinação e também da infecção natural. O tempo que demorará a atingir depende obviamente do progresso/taxa de vacinação. O que podemos fazer enquanto sociedade é manter uma atitude colectiva com comportamentos individuais adequados, de forma a contribuir para a manutenção de um baixo número de casos, alívio do SNS e, consequentemente, a mínima disrupção.

O SARS-CoV-2 pode contribuir para que o sistema imunitário dos humanos reforce as suas defesas para enfrentar futuras pandemias?

Há sempre uma co-evolução do sistema imune com os patogénos, no sentido de haver uma certa adaptação mútua. É difícil prever até que ponto esta pandemia poderá ter um impacto no sistema imunitário, sendo certo que dependerá também do tipo de “pandemia futura”.

Luís Graça

Imunologista, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e investigador no iMM

© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

O SARS-CoV-2 veio para ficar?

O SARS-CoV-2 já está disseminado por todo o mundo e é certo que ficará connosco. É muito raro conseguir-se erradicar um vírus com uma disseminação tão grande. Aconteceu uma vez, com o vírus da varíola, e o vírus da poliomielite está perto de ser erradicado. Contudo, mesmo para vírus em que se atinge a imunidade de grupo, como o vírus do sarampo, não é possível a sua erradicação. Deste modo, teremos de viver com o SARS-CoV-2, embora com um novo equilíbrio, menos grave, próximo do que sucede com outros vírus endémicos.

O vírus pode enfraquecer e evoluir para uma “gripezinha” ou as novas estirpes podem torná-lo mais perigoso?

É pouco provável assistirmos a uma mudança muito profunda da biologia do vírus. A mudança que vai fazer que o SARS-CoV-2 cause menos problemas de saúde dependerá, sobretudo, da alteração da nossa resposta imune ao vírus, e não de uma mudança do vírus. Estamos a caminhar, fruto da vacinação, para um estado em que a generalidade da população estará protegida contra doença grave. Com o tempo, a circulação do vírus, mesmo entre pessoas vacinadas, reforçará essas defesas, de um modo semelhante a uma nova dose da vacina. Deste modo, a percepção será que o vírus enfraqueceu, mas na realidade as nossas defesas é que se adaptaram. Isto é o que sucede quando um vírus deixa de ser pandémico. Um bom exemplo deste fenómeno foram as doenças que os navegadores europeus levaram para o Novo Mundo: os vírus eram os mesmos, mas a adaptação do sistema imunitário dos europeus e dos americanos a esses vírus era diferente.

As vacinas são eficazes para interromper a transmissão comunitária ou apenas para prevenir as formas mais graves da doença e/ou mortes?

Já temos uma resposta a esta pergunta baseada em factos. As vacinas conseguem reduzir, mas não eliminar completamente a capacidade de transmissão do SARS-CoV-2. Também é importante lembrar que nenhuma vacina tem eficácia de 100%. Sabe-se, por isso, que haverá pessoas vacinadas, ainda que poucas, que ficarão doentes, embora a probabilidade de desenvolver doença grave seja muito reduzida.

E se as vacinas não forem suficientes para atingir a tão desejada imunidade de grupo no tempo que seria desejável? Há algo mais que se possa fazer?

É mais importante centrar a atenção na protecção de toda a população, e especialmente as pessoas mais vulneráveis, contra as formas mais graves da doença, do que na imunidade de grupo. Desse modo, estando todos protegidos das formas graves da doença, será mais fácil retomar as actividades sociais mesmo que a imunidade de grupo ainda não tenha sido plenamente atingida.

O SARS-CoV-2 pode contribuir para que o sistema imunitário dos humanos reforce as suas defesas para enfrentar futuras pandemias?

Não. A história de infecções passadas não permite ao sistema imunitário adquirir protecção contra infecções futuras (excepto em casos muito especiais de vírus com muitas semelhanças com vírus de infecções passadas).

Diário de Notícias
05 MAR 2021

 

 

 

624: Mais 38 mortes e 691 casos nas últimas 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Desde 31 de Outubro que não havia menos de dois mil internados

Mais 38 mortes e 691 casos nas últimas 24 horas. Dados actualizados da DGS indicam que há agora 1.997 doentes com covid-19 internados.

Campanha de rastreio à covid-19 em Castro Marim
© LUÍS FORRA/LUSA

No dia em que se assinala um ano desde que os primeiros casos de covid-19 foram detectados em Portugal, os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que o país registou, nas últimas 24 horas, 38 mortes e 691 novas infecções pelo novo coronavírus.

O boletim epidemiológico desta terça-feira (2 de Março) dá conta que a tendência de diminuição no número de internados mantém-se. Há agora nos hospitais portugueses 1.997 doentes com covid-19 internados, menos 170 do que ontem. Já nas unidades de cuidados intensivos, estão 446 pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 (menos 23 face ao dia anterior).

O número de internamentos não estava abaixo dos dois mil desde 31 de Outubro, quando nos hospitais estavam internados 1.972 doentes com covid-19.

O boletim desta terça-feira indica que há mais 3.230 recuperados, com menos 2.577 casos activos. São agora 65.793 em todo o país. Há ainda 36.859 contactos em vigilância, o que representa menos 4.368 nas últimas 24 horas.

Desde o início da pandemia já foram contabilizados 805.647 casos de covid-19 em Portugal e 16.389 mortes.

O maior aumento de casos nas últimas 24 horas registou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, com mais 255 casos, seguido da região Norte, com 166. Há também mais 140 casos registados na Madeira, 73 no Centro, 27 no Alentejo, 19 nos Açores e 11 no Algarve.

Em relação aos mortos, há mais 18 na região de Lisboa e Vale do Tejo, dez no norte, sete no centro, dois no Algarve e um no Alentejo. Não há mortes por covid-19 a registar nas ilhas.

Reabertura de escolas

Um ano depois de terem sido detectados os primeiros casos de covid-19 em Portugal, a ministra da Saúde, em entrevista à Antena 1, considera que ainda não é altura para falar da reabertura das escolas em Portugal. “Não estamos ainda em condições de falar desse tema. Estamos condicionados a um conjunto de circunstâncias, audições e a um calendário”.

Marta Temido, tal como o ministro da Educação ao JN e DN, remeteu para a declaração do primeiro-ministro e para dia 11 essa análise e decisão, considera ainda que os números da pandemia ainda não estão no nível desejado. “Se determinados pressupostos se mantiverem, pois se aplicarão”, disse a ministra da Saúde.

Refira-se que António Costa prometeu para 11 de Março o anúncio do plano de desconfinamento. “Será gradual, progressivo, diferenciado consoante sectores de actividade e localizações e sempre guiado por critérios objectivos”, disse o chefe do Governo.

A ministra da saúde afirmou ainda que não há certezas sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca em maiores de 65 anos. “Tudo o que sabemos vai no sentido de ser segura e de qualidade. A questão é saber a sua eficácia acima de determinadas faixas etárias”, explicou. “Ainda não há informação suficiente sobre essa faixa etária”, completou.

Refira-se que nesta terça-feira a França recuou e autorizou a utilização da vacina da AstraZeneca, de duas doses, em pessoas entre os 65 e os 74 anos.

Certificado digital europeu vai indicar “se a pessoa esteve doente, se foi vacinada ou se fez um teste PCR”

E no dia em que Portugal assinala um ano de pandemia, o comissário europeu para a Justiça, Didier Reynders, garantiu que o certificado digital para a covid-19, que permitirá viajar dentro da União Europeia, não prevê qualquer partilha de dados entre Estados-membros.

“Queremos evitar problemas de direitos fundamentais e violação da protecção de dados e também a discriminação entre cidadãos”, disse hoje Reynders, em conferência de imprensa, acrescentando que “se tratará de uma verificação muito simples de dados e que será coordenada através de um instrumento legislativo”.

“Será um certificado, não um passaporte, que dará conta da situação de cada pessoa em relação à doença: se esteve doente, se foi vacinada ou se fez um teste PCR”, sublinhou.

A Comissão Europeia está a preparar “um instrumento legislativo sobre os dados que constarão num certificado digital numérico” que permita a circulação na União Europeia (UE) de pessoas vacinadas, que tenham desenvolvido anticorpos ou que apresente um teste PCR negativo.

“Vamos continuar a trabalhar numa maneira de organizar a livre circulação”, disse o comissário, garantindo que “não haverá qualquer discriminação nestes certificados”.

Diário de Notícias
DN
02 Março 2021 — 14:05

 

 

 

623: Mais 41 mortes e 718 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19

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Portugal registou, este domingo, mais 41 mortes e 718 novos novos casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o último boletim da DGS, dos 718 novos casos, 257 são na região de Lisboa e Vale do Tejo. No Norte há mais 229 infectados do que nas últimas 24 horas, no Centro há mais 97, no Alentejo há mais 50, no Algarve mais 32 e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores mais 35 e 18 casos, respectivamente.

No total, o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia é agora de 804.562. Há, neste momento, 69.268 casos activos, menos 987 do que no sábado.

Estão também confirmadas 16.317 mortes devido à covid-19, mais 41 óbitos relativamente às últimas 24 horas. A DGS indica que 26 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte, cinco no Centro, três no Alentejo e duas no Algarve.

Neste momento, existem 2165 doentes internados em Portugal (menos 15 do que ontem), dos quais 484 nos cuidados intensivos (menos oito pessoas do que ontem).

O boletim da DGS também aponta para mais 1664 doentes recuperados, verificando-se já um total de 718.977 pessoas. Há ainda 45.414 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 3076 em relação ao dia de ontem.

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 2.526.075 pessoas em todo o mundo, desde que a Organização Mundial de Saúde registou o inicio da doença no final de Dezembro de 2019, segundo informação recolhida pela agência France-Presse.

Por Filipa Mesquita
28 Fevereiro, 2021

 

 

 

621: Identificada nova variante em Nova Iorque que está a gerar preocupação

 

 

SAÚDE/COVID-19/NOVAS VARIANTES

Foi detectada uma nova variante do SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19, em Nova Iorque, que está a gerar preocupação entre os especialistas.

Segundo a CNN, esta nova variante tem mutações que ajudam a evitar a resposta imunológica do nosso corpo, bem como os efeitos dos tratamentos com anticorpos monoclonais.

A nova variante, denominada pelos investigadores de B.1.526, foi identificada em pessoas de vários bairros da cidade de Nova Iorque.

A estação de televisão norte-americana refere que uma das mutações desta nova variante do novo coronavírus é a mesma em relação à variante sul-africana, que os especialistas temem que possa afectar a eficácia da vacina.

“Observamos um aumento constante na taxa de detecção no final de Dezembro a meados de Fevereiro, com um aumento alarmante para 12,7% nas últimas duas semanas”, escreveu uma equipa do Centro Médico da Universidade de Columbia, num estudo que ainda não foi publicado.

Diário de Notícias

25 fev 09:43
Por Susete Henriques

 

 

 

620: Covid-19: Perda de olfacto e paladar pode durar até cinco meses

 

 

SAÚDE/COVID-19/OLFACTO

McKinsey / Rawpixel

A perda dos sentidos do olfacto e do paladar pode durar até cinco meses depois da infecção por covid-19, segundo um estudo preliminar dado a conhecer esta terça-feira, sendo os resultados definitivos apresentados em Abril, noticiou a Lusa.

O neurologista Johannes Frasnelli, da Universidade do Quebeque em Trois-Rivieres, no Canadá, e um dos autores do estudo, recordou que, ainda que a covid-19 seja uma doença nova, investigações anteriores já haviam constatado que muitas das pessoas contagiadas perdem o sentido do olfacto e do paladar nas primeiras etapas.

Segundo explicou o cientista numa nota de imprensa da Academia Americana de Neurologia, o objectivo deste novo trabalho foi ir mais além e observar quanto tempo persiste essa perda de olfacto e paladar, e a sua gravidade.

Os resultados do trabalho serão apresentados na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em Abril.

Na investigação participaram 813 trabalhadores sanitários que testaram positivo à covid-19 e foi pedido a cada um que preenchesse um questionário e realizasse, depois, uma prova caseira para avaliar o seu sentido de paladar e de olfacto, normalmente cinco meses depois do diagnóstico.

Os pacientes qualificaram os seus sentidos de paladar e olfato numa escala de zero a 10, sendo que zero significava que não tinham nenhum sentido e o 10 significava um forte sentido de paladar e olfacto.

Num total de 580 pessoas que perderam o olfacto durante a doença numa fase inicial, 297 participantes disseram que ainda não tinham recuperado o sentido do olfacto cinco meses depois. Em média, as pessoas qualificaram o seu sentido de olfacto com um sete em 10 depois da doença, em comparação com um nove em 10 antes de estarem doentes.

Já 527 participantes perderam o sentido do paladar no início da doença e, deste grupo, 200 pessoas asseguraram que ainda não tinham recuperado o sentido do gosto cinco meses depois. As pessoas qualificaram, em média, o seu sentido do paladar com um oito em 10 depois da doença, em comparação com um nove em 10 antes da doença.

“Os nossos resultados demonstram que um sentido do olfacto e do paladar deteriorado pode persistir num número de pessoas com covid-19”, disse Frasnelli, realçando a importância de ser feito um seguimento das pessoas infectadas e a necessidade de se continuar a investigar para descobrir o alcance dos problemas neurológicos associados à doença.

Os investigadores reconhecem algumas limitações deste estudo, entre as quais, a natureza subjectiva das qualificações de odor e sabor.

Uma dose reduz até 94% o risco de hospitalização

Investigadores analisaram os internamentos nos hospitais escoceses, comparando as pessoas que já tomaram a primeira dose e as que ainda não foram vacinadas, concluindo que houve uma redução de 85% a 94% na necessidade de cuidados hospitalares nos que já receberam a primeira toma da AstraZeneca ou da Pfizer, escreveu a Sky News.

“Esses resultados são muito encorajadores e dão-nos boas razões para estarmos optimistas relativamente ao futuro”, indicou Aziz Sheikh, o coordenador científico do estudo, ainda não revisto pelos pares.

“Agora temos evidências nacionais – em todo o país – de que a vacinação oferece protecção contra hospitalizações por covid-19”, acrescentou.

ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
25 Fevereiro, 2021