286: Novo medicamento para doentes com Parkinson chega a Portugal

 

SimonQ / Flickr
Em Portugal existem entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson

A farmacêutica portuguesa Bial anunciou nesta quarta-feira estar já disponível no mercado português um novo medicamento para doentes com Parkinson que atrasa os sintomas da progressão da doença.

Em declarações à Lusa, o presidente da Bial, António Portela, explicou que este novo medicamento, cujo princípio activo é a opicapona, “reduz o estado off, que se caracteriza pela lentidão/limitação dos movimentos”.

“Os chamados tempos off são períodos em que o corpo fica rígido e os doentes não se conseguem mexer. O medicamento tem um efeito importante porque reduz em duas horas o tempo off“, sustentou, salientando “a vantagem de ser de toma única diária, o que aumenta a qualidade de vida dos doentes durante o dia, mas também durante o sono”.

O novo medicamento, comercializado com o nome de Ongentys, já está disponível desde 2016 na Alemanha, Inglaterra e Espanha.

Ainda este mês será comercializado em Itália, existindo já acordos com empresas do sector para a sua comercialização nos Estados Unidos da América, Japão, China e Coreia do sul.

“Ainda não submetemos o dossier regulamentar em nenhum destes países, estamos a prepará-los, mas eu conto que, nos próximos seis a nove meses, os nossos parceiros, quer no Japão quer nos Estados Unidos, possam estar a submeter o dossier nesses países”, afirmou António Portela.

O novo medicamento para a doença de Parkinson foi aprovado pela Comissão Europeia em Junho de 2016, tendo sido introduzido em Outubro desse ano na Alemanha e Inglaterra.

“Estes dois países têm processos mais rápidos, ou seja, após a aprovação técnica e científica da Comissão Europeia, o medicamento fica disponível, mesmo com os processos de negociação do preço a da comparticipação a decorrer”, explicou o presidente da Bial.

António Portela referiu ainda que em Portugal o novo medicamento só é disponibilizado após o processo de negociação estar concluído, o que justifica o atraso de 2 anos.

Segundo a Bial, o Ongentys, que resultou de um investimento de cerca de 300 milhões de euros, culmina 11 anos de investigação, “apoiado num vasto e exaustivo programa de desenvolvimento clínico que suportou a aprovação da Comissão Europeia, incluindo 28 estudos de farmacologia humana em mais de 900 pacientes de 30 países”.

Em Portugal existem entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson e são identificados todos os anos cerca de dois mil novos casos. Portugal é um dos países (a par com Espanha) com maior prevalência de uma mutação genética, considerada a causa mais frequente de doença de Parkinson.

Trata-se do segundo medicamento na área do sistema nervoso central desenvolvido pela Bial, mas a farmacêutica tem algumas moléculas em desenvolvimento. A que está mais avançada, segundo António Portela, é para o tratamento de “uma doença também rara e difícil, a hipertensão pulmonar arterial, mas nunca estará no mercado antes de 2020”.

ZAP // Lusa

Por Lusa
5 Setembro, 2018

196: Google desenvolveu uma colher para pessoas com Parkinson

 

dd27112014O Google acaba de revelar uma revolução para as pessoas que sofrem da doença de Parkinson; uma colher que lhes permite comer sem derramar a comida.

A colher, baptizada de «liftware spoon», usa uma série de algoritmos e conta com uma tecnologia que estabiliza o acessório quando a mão da pessoa está a tremer. Segundo o Google, o uso do dispositivo reduziu em 76% a queda de alimentos.

A Lift Lab, empresa que desenvolveu a colher, foi comprada pelo Google em Setembro deste ano. A aquisição faz parte da entrada da empresa no ramo da biotecnologia e do hardware relacionado com saúde.

Mais de dez milhões de pessoas no mundo sofrem com tremores ou da doença de Parkinson, entre elas a mãe de Sergey Brin, um dos fundadores do Google.

No site da Lift Lab, a colher tecnológica está a ser vendida por 295 dólares.

In Diário Digital online
26/11/2014 | 12:57

120: Inovação: Monitorizar doença de Parkinson à distância de um smartphone

 

O centro de investigação Fraunhofer Portugal AICOS está a participar num projecto europeu que pretende desenvolver um sistema de monitorização remota do estado de saúde de doentes com Parkinson, através de um conjunto de sensores ligados a um smartphone.

nm05092013

O sistema de monitorização REMPARTK pretende tornar possível o acompanhamento remoto do estado de saúde de doentes com Parkinson, dotando o paciente da capacidade de avaliar e detectar, em tempo real, estados motores de On/Off ou de Discinésia (movimentos involuntários).

O principal canal de comunicação entre o utilizador e o sistema é um smartphone que tem vários serviços como a gestão de medicamentos e lembranças para tomar medicação, ou questionários médicos, indica o site B!T.

O sistema completo será testado com 60 pacientes de quatro centros médicos.

Refira-se que este novo projecto se propõe reduzir o tempo de hospitalização dos doentes, introduzir melhorias no tratamento da doença, a detecção precisa do estado motor do paciente e o reforço do conhecimento médico sobre a doença.

In Notícias ao Minuto
12:02 – 05 de Setembro de 2013 | Por Notícias Ao Minuto

59: Parkinson: Escassez de medicamento resolvida na próxima semana

 

Um medicamento para os doentes com Parkinson está a faltar em algumas farmácias portuguesas, mas a autoridade que regula o setor garante que o laboratório assegura que a situação será regularizada na próxima semana.

A escassez do Sinemet foi hoje noticiada pela TSF, que lembra como este medicamento é «essencial para os doentes com Parkinson».

A estação de rádio dá conta da preocupação de médicos e doentes, embora ainda não tenham existido, para já, casos de doentes com o fármaco por tomar.

In Diário Digital online
Diário Digital / Lusa
14/05/2012

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