221: Medicamento para a diabetes poderá fazer-nos viver até aos 120 anos

 

Apesar de parecer um cenário de ficção cientifica, os cientistas referem que a metformina já deu mostras de retardamento do envelhecimento em zebras e há alguns indícios nesse sentido recolhidos entre doentes diabéticos. Os testes em humanos vão começar no próximo ano

A metformina, droga de uso corrente contra a diabetes tipo 2, poderá ser a chave da futura pílula anti-envelhecimento, segundo acreditam cientistas de diversas instituições envolvidos no projecto que irá arrancar com ensaios clínicos no inverno de 2016, nos Estados Unidos.

Cerca de três mil pessoas, com idades até 80 anos, que possuem o risco ou têm cancro, problemas cardíacos e demência, estão a ser recrutadas para os ensaios no âmbito do projecto Lutando Contra o Envelhecimento com Metformina, para o qual estão a ser recolhidos fundos.

Os cientistas acreditam que a metformina pode aumentar a esperança de vida em quase metade, fazendo-nos chegar aos 120 anos. acabar com doenças como Alzheimer e Parkinson, e fazer com que um septuagenário seja tão saudável quanto um quinquagenário.

“Há todos os motivos para acreditar que seja possível”, afirma Gordon Lithgow, investigador do Instituto Buck para o Envelhecimento da Califórnia, que é um dos conselheiros do projecto.

A metformina aumenta o número de moléculas de oxigénio libertadas em cada célula, o que parece contrariar o enfraquecimento e deterioração que ocorre durante a divisão em novas células.

Investigadores belgas efectuaram testes com zebras, descobrindo que a droga, para além de retardar o seu envelhecimento, também tornava os animais mais saudáveis.

No ano passado, um estudo da universidade britânica de Cardiff constatou também que os doentes diabéticos que tomavam o medicamento viviam mais cerca de 15% do que aqueles que não possuíam a doença. Um dado “intrigante” que os investigadores consideraram então que deveria ser pesquisado em testes alargados efectuados em população saudável.

Jornal Expresso online
30.11.2015 às 12h18
Alexandre-Costa

Cinco efeitos inesperados de medicamentos comuns

 

Todos os medicamentos têm efeitos secundários mais ou menos comuns, mas estes cinco podem ter algumas consequências invulgares, como ficar daltónico, ter déjà-vus ou tornar-se compulsivo em jogos a dinheiro

visao17082013Até os medicamentos mais estudados e mais usados em todo o mundo têm efeitos secundários indesejados, como dores de estômago, sonolência ou fadiga. No entanto, há outros bem menos comuns. O popular site de notícias “The Huffington Post” fez uma lista de cinco desses medicamentos com efeitos adversos inesperados.

  • Medicamento (principio activo) : Zolpidem (Cymerion e Stilnox)
  • Efeito: Conduzir, comer e ter relações sexuais a dormir

O Zolpidem é um medicamento que trata as insónias, no entanto, depois de tomado há já vários dias pode levar o utilizador a executar tarefas das quais não se vai lembrar, desde conduzir, ter conversas complexas, realizar tarefas diárias de rotina, fazer sexo ou até comer durante o sono.

Estes comportamentos ocorrem frequentemente durante as manhãs pelo simples facto do medicamento ainda permanecer na corrente sanguínea de quem o toma, explica Zara Risoldi Cochrane, professora assistente de farmácia da Universidade de Creighton, em Omaha, nos EUA.

  • Medicamento (principio activo) :  Lorazepam (Ansilor, Lorenin e Lorsedal)
  • Efeito: Déjà vus

A farmacêutica Suzy Cohen explica que apenas 5% dos que tomam Lorazepam – utilizado para controlar a ansiedade – têm experiências de déjà vus.

No entanto, Cohen revela que o efeito do medicamento não traz a sensação de que a pessoa já esteve naquele determinado sítio: “É mais um sentimento de flashback de um certo sítio ou de um certo período de tempo”, porque de repente uma pessoa pode pensar que voltou à sua infância, por exemplo.

  • Medicamentos (princípios activos) : Ropinirole (Ronipod) e Pramipexol
  • Efeito: Jogar a dinheiro compulsivamente

Ambos os medicamentos são prescritos para tratar doentes com Parkinson, com síndrome das pernas inquietas ou com cãibras nas pernas, uma vez que forçam a actividade dos receptores de dopamina em pessoas com falta de neurotransmissores. Porém, podem alterar o movimento e o humor e entre 5% a 10% dos utilizadores ganham impulsos incontroláveis.

A farmacêutica Suzy Cohen explica que “uma grande quantidade de dopamina transforma-se num centro de prazer” e essa paixão por dopamina “provoca impulsos incontroláveis como jogar a dinheiro ou ter relações sexuais.” Estes sintomas mais visíveis nos jovens do sexo masculino.

  • Medicamento (principio activo): Sildenafil  (Viagra)
  • Efeito inesperado: Daltonismo

Este medicamento, usado para contornar os problemas masculinos de disfunção eréctil, pode por vezes causar daltonismo. Em casos raros, há pessoas que tomam Viagra e desenvolvem uma dificuldade em distinguir as cores azul e verde.

Apesar de este tipo de daltonismo ser normalmente temporário, há casos em que o medicamento causou perda curta, longa e total de visão, isto porque, ao que parece, o viagra interrompe o fluxo sanguíneo que chega ao nervo óptico.

“O viagra e os medicamentos similares são apenas para uso a curto prazo. Caso descubra que tem uma deficiência de testosterona deve procurar um tratamento de longo prazo, como a reposição da hormona”, porque o viagra não corrige essas falhas, concluiu Cohen..

  • Medicamento: Dapsona (Sulfona Zimaia)
  • Efeito inesperado: Sintomas de envenenamento por monóxido de carbono

A dapsona é um antibiótico geralmente tomado por pessoas que têm o seu sistema imunológico comprometido – como pacientes com SIDA ou lepra – e tem como função evitar infecções.

Porém, entre 1% a 5% dos pacientes que tomam este medicamento, e embora não corram risco de vida, revelam sintomas similares aos de envenenamento por monóxido de carbono: dificuldade em respirar, cianose (pele de cor cinzenta ou azul), ritmo cardíaco anormal, dor no peito e fraqueza.

In Visão online
13:30 Sábado, 17 de Agosto de 2013

105: Investigação: Consumo de produtos naturais pode levar à morte

 

O Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIMP/FFUC) lança esta segunda-feira uma campanha para sensibilizar a população dos riscos que corre ao consumir medicamentos com produtos naturais, como chás, suplementos ou até alimentos, combinações que nalguns casos podem conduzir à morte.

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“É fundamental que o consumidor conheça os vários tipos de produtos disponíveis no mercado, o que contêm, para que servem, e o risco que pode correr quando os consome”, disse à agência Lusa a coordenadora do Observatório, da Universidade de Coimbra, que estuda as interacções planta-medicamento “mais frequentes e preocupantes” que ocorrem em Portugal para ajudar a preveni-las.

A leitura dos rótulos é essencial: “Se o produto estiver dentro da lei” dispõe a informação necessária para ajudar o consumidor a não correr riscos, explicou Maria da Graça Campos.

O aumento do número de relatos de casos, incluindo mortes, em que surgiram estas interacções tem acompanhado o recente crescimento do consumo destes produtos.

“Muitos destes produtos são vendidos para uso terapêutico como se fossem suplementos alimentares, o que é absolutamente aberrante dado que não suplementam nada e ainda podem colocar em risco a vida dos doentes”, alertou.

Nos últimos 15 anos, “a expansão no consumo” destes produtos sofreu “um enorme implemento”, alegando-se os benefícios da medicina tradicional.

“A verdade é que se criou um negócio bilionário à volta desta ideia, que foge ao controlo rigoroso de eficácia e segurança”, criticou a investigadora, afirmando que é preciso combater o mito de que “os produtos naturais não fazem mal”.

Convencidas de que o que é “natural é bom”, as pessoas “compram indiscriminadamente” tudo o que lhes propõem.

“Enquanto não houve Internet, a ciência estava razoavelmente controlada e a investigação de plantas com elevado potencial terapêutico pertencia apenas a quem dominava esses conteúdos. Hoje, qualquer pessoa acede às bases de dados mundiais e encontra milhões de artigos a referirem esta ou aquela planta com potencial para poder vir a ser desenvolvido um novo medicamento”, advertiu.

Contudo, não sabem que os constituintes activos da planta induzem mais efeitos indesejáveis do que possíveis benefícios.

“O que o público não sabe é que a eficácia [destes produtos], na maior parte das vezes, não foi provada, que o controlo de qualidade é nulo e que, por vezes, vêm adicionados de medicamentos contrafeitos, que podem ainda vir contaminados com substâncias altamente tóxicas”, alertou Graça Campos.

Tal como noutros países, existe em Portugal “uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos.

A investigadora deu exemplos de plantas que interagem com os medicamentos, como as fibras da alimentação, ou suplementos que as contenham em grande quantidade, que podem diminuir a absorção de alguns fármacos, como os antidiabéticos orais.

Também o chá verde, o guaraná ou a erva-mate, que possuem uma grande quantidade de cafeína, estimulante do sistema nervoso central, estão contra-indicados em casos de hipertensão e perturbações de ansiedade.

“Quem estiver a tomar, por exemplo, ansiolíticos e/ou antidepressivos pode vir a ter um efeito oposto”, advertiu.

Doentes com hipertensão, se tomarem com a medicação outros vasodilatadores como o Ginkgo ou folhas de oliveira podem sofrer quebras bruscas de pressão arterial e desmaios.

Estas e outras interacções serão explicadas ao longo de cinco semanas nos Media, através desta campanha, que tem quatro públicos-alvo: os doentes polimedicados, a população saudável que usa suplementos, os adolescentes/drogas/smart drugs e os doentes oncológicos.

In Notícias ao Minuto online
09:03 – 13 de Maio de 2013 | Por Lusa

[Nota] – Sinceramente, nem me vou alongar em teses sobre a medicina natural que sigo há anos, sem qualquer risco e/ou problema de saúde, antes pelo contrário, mas quando leio estas aberrações afirmarem que produtos naturais (naturalmente verdadeiros e não falsificados), podem levar à morte, apenas me resta dizer que NÃO EXISTE NENHUMA DROGA NO MERCADO (leia-se medicamentos farmacêuticos) QUE NÃO TENHAM EFEITOS SECUNDÁRIOS DE TODA A ESPÉCIE, podendo causar graves problemas secundários de saúde e até, esses sim, conduzir à morte.
É bem sintomático a finalidade da utilização do termo “ervinhas”, neste caso: (“uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos) …
Aliás, não existe nenhuma droga farmacêutica que cure o que quer que seja, apenas podem, pela força das drogas implementadas nas suas fórmulas, aliviar certos sintomas no caso de analgésicos e similares. Mas curar, NÃO CURAM! Mais uma tentativa de atirar com poeira para os olhos de quem não se encontra devidamente identificado e conhecedor desta área, por parte dos gigantes da farmacêutica internacionais. Já estão a ter menos lucros? Temos pena, os que seguem as vias naturais… Mas ainda bem que existe, hoje em dia, muita gente que se encontra devidamente identificada com os meios naturais e com a ajuda de profissionais naturópatas credenciados e não com charlatães. Basta ler os comentários desta notícia…

62: Oito em cada dez não sabem que estão infectados com hepatite C e podem ter cirrose ou cancro

 

Oito em cada dez pessoas com hepatite C não sabem que estão infectadas, porque a doença não tem sintomas e caminha silenciosamente até à cirrose ou ao cancro, alertou hoje a presidente da Associação SOS Hepatites.

Por isso, é fundamental que todas as pessoas peçam ao médico de família para fazer o rastreio, de forma a detectar atempadamente uma infecção que, a cada 30 segundos, mata uma pessoa no mundo, acrescentou Emília Rodrigues, em declarações à Lusa.

A sensibilização do público em geral para a importância do rastreio é o foco da campanha que vai ser lançada no dia Internacional das Hepatites, que se assinala sábado, pela associação que apoia estes doentes.

A iniciativa “Da Hepatite ao Cancro” tem ainda como objectivo revelar a estreita proximidade entre a infecção e o cancro no fígado — mais de 60% das mortes por este cancro estão relacionadas com o vírus da hepatite C -, que pode ser potenciada pela ausência de tratamento.

“A hepatite é uma inflamação do fígado. Há vários tipos de hepatite, da viral à alcoólica, e todas elas podem desenvolver cirrose e cancro de fígado. A hipótese de não chegar a esse ponto é diagnosticar a doença o mais cedo possível”, afirmou.

De acordo com a responsável, o vírus pode estar activo no organismo durante 40 anos, sem sintomas. Há um “grupo de risco” que são os ex-combatentes, devido a uma injecção que levavam, antes de ir para África, com a mesma agulha.

Emília Rodrigues explica que é mais difícil levar as mulheres a fazer o rastreio, porque a hepatite é uma doença que está muito conectada com álcool, droga e sexo, comportamentos mais associados aos homens.

Mas se é verdade que estes são factores de risco, há muitos outros, desde logo o contágio por pessoas infectadas que desconhecem ter a doença.

Entre as mulheres, há dois grupos mais susceptíveis a ter a infecção: as que fizeram abortos e as que foram mães antes de 1992, por terem levado transfusões e pontos, explicou.

Emília Rodrigues afirma que não há números exactos sobre a infecção, mas sabe-se que a doença está a aumentar entre toxicodependentes e que, na restante população, se estão a descobrir novos casos.

A Organização Mundial de Saúde estima que em Portugal existam 120 mil pessoas com hepatite B e 170 mil com hepatite C.

Os últimos dados contabilizados pela SOS Hepatites, relativos a 2010, dão conta de que, só nesse ano, morreram 49 doentes devido à hepatite, 33 com cirrose e 16 com cancro.

A presidente da associação chama a atenção para o facto de o tratamento disponível para a infecção ter mais de 60% de hipóteses de cura.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
18/05/2012 | 11:47

57: Facebook pode ser comparado a uma droga?

 

Uma equipa de investigadores da Noruega realizou um estudo em que compara a utilização frequente do Facebook com o consumo de drogas e lança uma série de perguntas que permite verificar o grau de vício na mais conhecida rede social da internet.

O grau de vício pode-se medir através de seis perguntas, entre as quais, se passa muito tempo a pensar no Facebook, se já tentou reduzir a utilização mas não conseguiu ou se fica inquieto ou nervoso se o proibirem de usar o Facebook.

A psicóloga Cecile Andreassam afirma que responder mais de quatro vezes “frequente” ou “muito frequente” a estas seis questões pode ser preocupante.

A investigação foi publicada na revista Psychological Reports e evidencia que a natureza social do Facebook afasta os jovens do contacto frente a frente.

In i online
Por André Vinagre
publicado em 10 Maio 2012 – 20:31

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