358: Dexametasona é o maior avanço contra o vírus? Calma, diz o Infarmed

 

SAÚDE/COVID-19

Um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acredita que a dexametasona é o primeiro fármaco com resultados positivos no tratamento de doentes graves com covid-19 e o ministério da Saúde britânico quer disseminar a sua utilização. No entanto, estes dados ainda não foram avaliados de forma independente. Ao DN, a Autoridade do Medicamento em Portugal lembra que se trata de “resultados preliminares” e promete acompanhar a situação.

© Mário Cruz/Lusa

Da família dos corticoides, a dexametasona é prima de medicamentos como a hexametasona ou a betametasona, disponíveis em qualquer farmácia em pomadas e comprimidos para tratar desde doenças respiratórias, reumáticas, de pele a picadas de insectos. É barata e”há às toneladas em todo o lado”, explica, ao DN, o infecciologista Jaime Nina, sobre o fármaco apontado como uma esperança para o tratamento da covid-19.

O anti-inflamatório é um dos medicamentos incluídos em ensaios clínicos mundiais dedicados ao novo coronavírus e, segundo uma equipa de investigadores da Universidade britânica de Oxford, já com resultados que mostram uma diminuição da mortalidade em doentes graves a tomar dexametasona. Ao início da noite, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, chamou-lhe mesmo “o maior avanço” contra a covid-19 até ao momento.

Já o Infarmed aconselha mais calma. E lembra, em resposta ao DN, que “as informações do ensaio clínico Recovery, a decorrer no Reino Unido, dão nota dos resultados preliminares”.

Por isso, para a Autoridade do Medicamento portuguesa ainda é cedo para tomar uma posição mais firme sobre a recomendação ou não deste fármaco também em Portugal, no contexto da pandemia de covid-19. “O Infarmed está a acompanhar esta situação aguardando de momento a publicação na íntegra dos resultados”, dizem.

Segundo a investigação, realizada com cerca de dois mil doentes no Reino Unido, o esteróide, tomado via oral, intravenosa ou com aplicação externa, diminuiu a inflamação dos doentes internados por causa da covid-19 e reduziu a letalidade em um terço, no caso das pessoas ligadas a ventiladores. Já os que estão apenas a receber oxigénio terão visto a probabilidade de morte reduzida em um quinto, de acordo com um documento do grupo de trabalho britânico, divulgado esta terça-feira.

A dexametasona é um derivado simples da cortisona (uma hormona natural), usada como anti-inflamatório e “pode ser uma manobra que salva vidas”, aponta o infecciologista Jaime Nina, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT).

“Os corticoides são medicamentos que diminuem a resposta imunitária e a base da sua utilização na covid está relacionada com os doentes mais graves, que muitas vezes têm danos muito para além dos provados pelo vírus. ​​​​​Assim, dar corticoides para diminuir a resposta imunitária faz algum sentido, mas são medicamentos de alto risco, que só devem ser utilizados em ensaios clínicos”, ou seja em ambiente controlado, alerta o especialista.

Apesar de ter benefícios comprovados e integrar a lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde, estes fármacos apresentam efeitos secundários “perigosos”, como insuficiência cardíaca, disfunção renal ou diabetes.

Universidade de Oxford fala numa redução da mortalidade em um terço nos cuidados intensivos

O estudo da Universidade de Oxford, parcialmente financiado pelo governo britânico, ainda não foi avaliado de forma independente, mas um relatório preliminar, divulgado esta terça-feira, aponta vantagens claras na adopção do fármaco em doentes graves com covid.

“Um total de 2104 pacientes foram escolhidos de forma aleatória para receber dexametasona uma vez por dia (por via oral ou através de injecção intravenosa) durante dez dias. Estes foram comparados com 4321 pacientes, escolhidos da mesma forma, que receberam apenas os cuidados habituais [para doentes covid]. Entre os pacientes que receberam os cuidados normais, durante 28 dias, a taxa de mortalidade foi mais alta do que no grupo que necessitou de ventilação (41%), nos que apenas precisaram de oxigénio (25%) e menor entre aqueles que não necessitaram de intervenção respiratória (13%)”, pode ler-se no documento agora divulgado, citado pela BBC.

“Este é um resultado extremamente bem-vindo. O benefício para a sobrevivência é claro e imenso em pessoas doentes o suficiente para necessitar de tratamento com oxigénio. A dexametasona deve tornar-se um medicamento padrão para ser usado no tratamento a estas pessoas. A dexametasona é barata, está disponível, e pode ser usada imediatamente para salvar vidas em todo o mundo”, apontou Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes na Universidade de Oxford e um dos principais responsáveis pelo ensaio clínico.

Os investigadores estimam ainda que se a dexametasona estivesse a ser usada desde o início da pandemia poderia ter salvado mais cerca de cinco mil vidas no Reino Unido, país que tem quase 42 mil vítimas mortais por causa da covid-19.

Tendo em conta estes resultados, o ministro da saúde britânico, Matt Hancock, anunciou que a Grã-Bretanha começará imediatamente a dar dexametasona aos doentes com coronavírus. Hancock referiu ainda que o país começou a armazenar amplamente o medicamento quando o seu potencial se tornou aparente há três meses. “Como vimos os primeiros sinais do potencial da dexametasona, estamos a armazenar desde Março”, afirma, num vídeo divulgado no Twitter.

Matt Hancock

@MattHancock

WATCH: Delighted to announce the first successful clinical trial for a life-saving #coronavirus treatment- reducing mortality by up to a third & further protecting our NHS

This global first exemplifies the power of science- huge thanks to the team, @oxforduni & Jonathan Van-Tam

Desde Março deste ano que foi criado um estudo no Reino Unido para testar uma variedade de fármacos utilizados para tratar outras doenças com o objectivo de encontrar que um pudesse ser aplicado na covid. Para além dos testes com dexametasona, foram ainda usados o ritonavir, o antibiótico zitromicina ou a polémica hidroxicloroquina – entretanto desaconselhada.

OMS fala em “avanço científico”

Para o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estudo britânico é um “avanço científico”. Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu-se, esta terça-feira, à dexametasona como o “primeiro tratamento comprovado que reduz a mortalidade em pacientes” que apenas conseguem respirar com recurso a um ventilador.

“São boas notícias e congratulo o Governo britânico, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para este avanço científico que salvou vidas”, acrescentou o responsável pela OMS.

World Health Organization (WHO)

@WHO

WHO welcomes the initial clinical trial results from the #UnitedKingdom that show #dexamethasone, a corticosteroid, can be lifesaving for patients who are critically ill with #COVID19  https://bit.ly/30Jswgq 

WHO welcomes preliminary results about dexamethasone use in treating critically ill COVID-19…

The World Health Organization (WHO) welcomes the initial clinical trial results from the United Kingdom (UK) that show dexamethasone, a corticosteroid, can be lifesaving for patients who are critic…

who.int

Vacina com abordagem inovadora inicia testes clínicos no Reino Unido

Até ao momento, ainda não existe um tratamento único aprovado para combater a covid, nem uma vacina, apesar das dezenas de tentativas e fórmulas em fase de teste. No Reino Unido, cientistas da universidade Imperial College London vão iniciar, esta semana, testes clínicos em humanos com o objectivo de ter um produto final em 2021, anunciou a instituição.

Nas próximas semanas, 300 voluntários vão receber duas doses da vacina e se esta produzir uma resposta imunológica promissora serão feitos testes maiores no final do ano com cerca de 6 000 voluntários para testar a eficácia.

A primeira fase de testes vai pôr à prova uma nova técnica com “potencial para revolucionar o desenvolvimento de vacinas e permitir que os cientistas respondam mais rapidamente a doenças [infecciosas] emergentes”, destaca o instituto, em comunicado.

Em vez de usar o método tradicional de inocular pessoas com uma forma enfraquecida ou modificada do vírus, este projecto adopta uma nova abordagem, que usa filamentos sintéticos de ARN com base no material genético do vírus. Uma vez injectado no músculo, o ARN auto-amplifica-se, gerando cópias de si próprio, e instruí as células do próprio corpo a produzirem cópias de uma proteína espinhosa encontrada na parte externa do vírus.

Este processo pretende treinar o sistema imunológico a responder ao novo coronavírus para que o corpo possa reconhecê-lo facilmente e defender-se contra a covid-19 no futuro.

Diário de Notícias

 

270: Cientistas descobrem o que acontece no cérebro antes de morrer

 

Massachusetts General Hospital / Wikimedia

O cérebro pode funcionar no máximo durante cinco minutos sem oxigénio. Depois disso, o dano é irreparável.

Quais são os últimos processos que o cérebro do ser humano realiza antes de deixar de funcionar para sempre? A resposta a esta pergunta foi dada num estudo de um grupo de cientistas dos EUA e da Alemanha, publicado em fevereiro na revista Annals of Neurology.

O objectivo do estudo era observar o que sucede no âmbito neuronal quando uma pessoa deixa de viver, com o objectivo de identificar se a isquemia cerebral – a redução do fluxo sanguíneo no cérebro – pode ou não ser reversível, segundo a RT.

A conclusão foi que, passados alguns minutos sem receber oxigénio, os neurónios “apagam-se”. O processo não é repentino. Pelo contrário, acontece dividido em duas fases.

Em primeiro lugar o cérebro fica numa espécie de “modo silencioso“.

Nesta etapa de depressão cortical sem propagação, os neurónios deixam de exercer as suas funções quando detectam que há escassez de oxigénio, mas continuam activos, uma vez que tratam de conseguir esse elemento de todas as formas possíveis.

Depois disso, os neurónios entram no “modo repouso“. Os neurónios começam a poupar toda a energia que podem e mantêm uma carga eléctrica mínima, para poder recuperar-se caso o oxigénio e o fluxo sanguíneo se restabeleçam.

Se isso não acontece no máximo em cinco minutos, os neurónios perdem as suas ligações – ou sinapses – e morrem.

Os especialistas realizaram esta análise em oito pessoas, das quais três padeciam de uma hemorragia subaracnóide – tinham sangue em espaços onde normalmente circula líquido cerebrospinal – e as outras cinco tinham sofrido um traumatismo craniano.

Os investigadores analisaram pacientes com lesões cerebrais graves para identificar com maior precisão o momento em que o cérebro humano deixa de funcionar.

O que acontece no cérebro quando o coração para de bater é um assunto que desperta muito interesse entre a comunidade científica. Vários estudos foram realizados sobre o assunto. Em Dezembro de 2017, os cientistas descobriram que a consciência continuava durante três minutos depois de o coração ter parado de bater, o que parece ser suportado por este último estudo.

ZAP //

Por ZAP
7 Março, 2018

[vasaioqrcode]

 

243: Cérebro humano pode operar em 11 dimensões

 

Neuro-cientistas aproveitaram um ramo clássico da matemática de uma forma totalmente nova para avaliar a estrutura do cérebro. E através da topologia algébrica descobriram que o principal órgão do sistema nervoso está cheio de estruturas geométricas multi-dimensionais e pode operar em até onze dimensões.

Estamos acostumados a ver o mundo por uma perspectiva tridimensional, o que pode parecer estranho ou difícil de conceber. Porém, os resultados do estudo, publicado na Frontiers of Computational Neuroscience, podem ser um próximo passo importante na compreensão dos tecidos do cérebro humano – a estrutura mais complexa que conhecemos.

Este novo modelo de cérebro foi produzido por uma equipa de investigadores do projeto Blue Brain, uma iniciativa da pesquisa suíça dedicada a elaborar uma reconstrução do cérebro humano via supercomputador.

A equipa utilizou topologia algébrica, um ramo da matemática aplicado no sentido de descrever as propriedades de objetos e espaços, independentemente de como mudam de forma.

A equipa descobriu que os grupos de neurónios se conectam em “panelinhas”, ou seja, em grupos afins, e que o número de neurónios numa mesma “panelinha” determinaria o seu tamanho como um objeto geométrico de alta dimensão.

Encontramos um mundo que nunca tínhamos imaginado. Existem dezenas de milhões destes objetos, mesmo numa pequena mancha do cérebro, através de sete dimensões. Em algumas redes, até encontramos estruturas com até onze dimensões”, disse o líder da pesquisa, Henry Markram, neurocientista do Instituto EPFL, na Suíça.

Estima-se que os cérebros humanos contenham um impressionante total de 86 mil milhões de neurónios, com conexões múltiplas entre cada célula e emaranhadas por todas as direções possíveis. Estes formam, desse modo, a vasta rede celular que, de alguma forma, faz com que as pessoas sejam capazes de pensar e de desenvolver a consciência.

Diante de uma quantidade tão imensa de conexões para serem analisadas, não é de admirar que ainda não seja possível compreender, de forma minuciosa, como opera a rede neural do cérebro. Porém, a nova estrutura matemática construída pela equipa conduz-nos alguns passos mais à frente para, um dia, desenvolver um modelo de cérebro digital.

Procedimento

Para realizar os testes matemáticos, a equipa usou um modelo detalhado de neocórtex publicado pelo projeto Blue Rain, em 2015. O neocórtex é considerado a parte mais recentemente desenvolvida dos nossos cérebros no processo evolutivo e envolve-se em algumas das nossas funções mais complexas, como a cognição e a percepção sensorial.

Depois de desenvolver a linha teórica matemática e de testá-la nos seus estímulos virtuais, os cientistas também confirmaram os resultados em tecidos cerebrais reais de cobaias.

De acordo com o estudo, a topologia algébrica fornece ferramentas matemáticas para identificar detalhes da rede neural, tanto numa visão aproximada ao nível dos neurónios individuais quanto numa escala maior, na estrutura cerebral como um todo.

Ao conectar esses dois pontos de vista, os investigadores podiam distinguir as estruturas geométricas de alta dimensão no cérebro, formadas por coleções de neurónios hermeticamente conectados (cliques) e por espaços vazios (cavidades) entre eles.

“Encontramos um número extraordinariamente alto e uma ampla variedade de cliques e cavidades ordenadas de alta dimensão, que jamais foram vistas antes em redes neurais, nem biológicas ou artificiais”, escreveram os pesquisadores no estudo.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. É possível ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – as árvores na floresta – e ver os espaços vazios e as clareiras, tudo ao mesmo tempo”, diz uma das cientistas, Kathryn Hess, da EPFL.

Essas clareiras, ou cavidades, parecem ser criticamente importantes para a função cerebral. Quando os cientistas deram um estímulo ao tecido do cérebro virtual, perceberam que os neurónios estavam a reagir de maneira altamente organizada.

“É como se o cérebro reagisse a um estímulo ao construir e depois destruir uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (unidimensionais), pranchas (bidimensionais), cubos (tridimensionais) e, enfim, geometrias mais complexas com 4D, 5D, etc.”, diz um dos cientistas, o matemático Ran Levi, da Universidade Aberdeen, na Escócia.

“A progressão das atividades através do cérebro assemelha-se a um castelo de areia multidimensional, que se materializa fora da areia e, depois, se desintegra”, acrescenta Levi.

Estas descobertas fornecem uma nova imagem tentadora de como o cérebro processa as informações, mas os investigadores pontuaram algo que ainda não está claro: o que faz os cliques e as cavidades formarem-se das suas maneiras altamente específicas.

Será necessário mais trabalho e mais pesquisas para determinar como a complexidade dessas formas geométricas multidimensionais formadas pelos nossos neurónios se correlacionam com a complexidade das diversas tarefas cognitivas.

Mas, definitivamente, esta não será a última vez que teremos notícias de novos insights que a topologia algébrica nos pode fornecer sobre o cérebro – o mais misterioso de entre os órgãos humanos.

ZAP // HypeScience

Por HS
17 Junho, 2017

[vasaioqrcode]

 

229: Descoberto como eliminar primeiros sintomas de Alzheimer

 
Rodrigo Cunha investigador que coordena a equipa internacional |  site da UC

Rodrigo Cunha investigador que coordena a equipa internacional | site da UC

Universidade de Coimbra anunciou a descoberta alcançada em modelos animais foi feita por uma equipa internacional liderada por um português

Uma equipa internacional coordenada pelo investigador português Rodrigo Cunha descobriu como eliminar os primeiros sintomas da doença de Alzheimer em modelos animais, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

A descoberta foi possível porque “pela primeira vez os cientistas focaram o estudo na causa dos primeiros sintomas da doença”, que são as perturbações na memória, causadas por modificações da chamada “plasticidade das sinapses no hipocampo”.

“O hipocampo desempenha um papel essencial na memória, funcionando como o gestor do gigantesco centro de informação recebida pelo cérebro. Das dezenas de milhões de sinais recebidos, o hipocampo tem de seleccionar a informação relevante e validá-la, atribuindo-lhe uma espécie de ‘carimbo de qualidade’. Quando ocorrem falhas, este gestor assume que toda a informação é irrelevante”, segundo uma nota da UC.

Sendo as sinapses “as responsáveis pela transmissão de informação no sistema nervoso”, ao garantirem a comunicação entre neurónios, “a equipa utilizou um modelo animal duplo mutante (com a modificação de dois genes da proteína APP, que causam doença de Alzheimer em humanos) para rastrear toda a actividade destas ligações e identificar o que impede o hipocampo de processar e gerir correctamente” a informação obtida.

O estudo, entretanto publicado na revista científica “Nature Communications”, foi coordenado por Rodrigo Cunha, do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Medicina da UC, tendo a equipa integrado 15 investigadores portugueses e franceses.

Os resultados desta investigação representam “um avanço extraordinário para o desenvolvimento de estratégias de combate à doença de Alzheimer, pois conseguiu-se recuperar o funcionamento sináptico”, afirma Rodrigo Cunha, citado na nota.

O cientista de Coimbra entende que, “do ponto de vista ético, é criticável se não se prosseguir para ensaios” em humanos e garante que estes são seguros para os doentes.

Na sua opinião, existem em Coimbra “todas as condições para avançar”, embora seja necessário assegurar financiamento para o efeito.

Financiado pelo Prémio Mantero Belard de Neurociências da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Association Nationale de Recherche de França, o estudo foi desenvolvido ao longo de três anos.

Diário de Notícias
22 DE JUNHO DE 2016
15:18
Lusa

205: Equipa descobre antibiótico contra bactéria responsável por infecções hospitalares

 

Uma equipa internacional de investigadores descobriu um antibiótico eficaz contra a bactéria responsável por grande parte das infecções que se contraem nos hospitais (a Estafilococos Aureus), um micro-organismo resistente a quase todos os antibióticos.

dd21022015A divulgação da descoberta foi feita hoje pela agência de notícias espanhola EFE que revela que o novo antibiótico foi desenhado por uma equipa dirigida pela Universidade de Notre Dame (situada no estado norte-americano de Indiana) na qual participou também o Instituto de Química-Física Rocasolano, em Madrid.

A resistência das bactérias aos antibióticos é um problema de saúde mundial muito preocupante: «Há cada vez menos antibióticos novos e mais patogénicos super-resistentes», explicou Juan A. Hermoso, o investigador do Departamento de Cristalografia do instituto madrileno e um dos autores do estudo.

Diário Digital
Diário Digital / Lusa
21/02/2015 | 13:00

[vasaioqrcode]

Falhas de memória? “Investigação sem precedentes” aponta dedo a molécula

 

Descoberta é determinante para o Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente “para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum”.

rr13012015Uma equipa de duas dezenas de investigadores de Portugal, Holanda, Estados Unidos e China acaba de identificar o “possível responsável pelo surgimento de problemas de memória”.

A equipa descobriu que “os receptores A2A para a adenosina” têm “um papel crucial no surgimento de problemas de memória”, anunciou a Universidade de Coimbra, esta terça-feira.

A adenosina é a “molécula que funciona como sinal de stress no funcionamento de vários sistemas do organismo, especialmente no cérebro”.

Esta é uma “investigação sem precedentes”, sublinha a universidade, adiantando que o estudo, envolvendo especialistas da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, vai ser publicado no Molecular Psychiatry, “o mais importante jornal internacional da área da psiquiatria”.

A investigação, desenvolvida com “modelos animais (ratinhos) saudáveis”, permitiu verificar, pela primeira vez, que o funcionamento em excesso dos receptores A2A (“localizados na membrana dos neurónios”) é “suficiente para causar distúrbios na memória”, salienta a mesma nota.

Para conseguir a máxima precisão na informação sobre o comportamento dos ratinhos durante as experiências, os especialistas de Coimbra envolvidos no estudo criaram “um dispositivo inovador para, através da utilização de uma técnica de optogenética (técnica que não existe na natureza e que utiliza a luz para actuar e controlar ocorrências específicas em sistemas biológicos), activar este receptor de adenosina e controlar de forma única o comportamento dos circuitos neuronais”.

Assim, “no exacto momento em que os modelos animais desempenhavam as tarefas de memória, foi possível verificar, inequivocamente, que uma simples activação intensa do receptor A2A era suficiente para provocar danos no circuito e gerar problemas de memória”, explica Rodrigo Cunha, coordenador da equipa portuguesa.

Esta descoberta é determinante para o Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente “para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum”, sustenta o mesmo responsável.

“Os investigadores já sabem o caminho a seguir”, conclui Rodrigo Cunha, recordando que “seis anteriores estudos epidemiológicos (alguns europeus) distintos” já tinham confirmado que “o consumo de cafeína diminui a probabilidade de desenvolver Alzheimer e que age sobre os receptores A2A (a cafeína liga-se aos receptores e impede o perigo)”.

In Rádio Renascença online
13-01-2015 10:04

[vasaioqrcode]

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...