O que há na vacina da gripe?

 

Dúvidas sobre a sua eficácia, receios dos efeitos secundários e muitos mitos. Mas o que há, realmente, dentro da seringa, quando é administrada a vacina da gripe?

visao03112014A comunidade médica insiste todos os anos na vacinação contra a gripe sazonal, sobretudo dos grupos considerados de risco. Mas, na população, as opiniões dividem-se e as dúvidas são sempre muitas. A revista Wired resume de que é feita uma vacina da gripe.

O vírus da gripe

Todas as vacinas da gripe partem… dos vírus da gripe. Ou melhor, material genético do vírus, envolvido em proteínas, gorduras e antigénios para forçar o sistema imunitário a entrar em ação. Com milhares de possíveis variantes do vírus da gripe em circulação, a Organização Mundial de Saúde analisa informação proveniente de 141 laboratórios em todo o mundo para determinais quais as variantes que têm maior probabilidade de circular, em cada ano. Uma vez que pode demorar mais de seis meses a fabricar a vacina, a OMS escolhe quatro estirpes de cada vez, nove meses antes da época da gripe: dois da estirpe A e dois da B.

Proteína de ovo

Os cientistas injectam os vírus em ovos de galinha fertilizados, de forma a que estes se repliquem. Depois, o fluído alantóide do ovo com o vírus é submetido a centrifugação, juntamente com soluções de sacarose em diferentes concentrações para separar os vírus mais densos das restantes proteínas do ovo. Por isso é que é possível que a vacina contenha vestígios de ovo.

Formaldeído

Sem formaldeído, a vacina não passaria de uma gripe num frasco. É esta molécula hidrossolúvel que impede que o vírus provoque a doença. Uma vacina pode contar até 100 microgramas de formaldeído.

Octilfenol etoxilado

À medida que se replica, o vírus da gripe retira uma parte da membrana gorda do ovo para unir as suas proteínas e material genético. O octilfenol etoxilado é uma espécia de detergente que retira a gordura como se de uma nódoa se tratasse.

Gelatina

Toda a gelatina é feita de colagénio animal. A versão usada na vacina da gripe, para manter os componentes estáveis durante o armazenamento e transporte, tem origem suína. Quem for alérgico a gomas pode ter uma reacção anafilática ao levar a vacina da gripe – um por um milhão de doses administradas.

Timerosal

Muitas pessoas acreditam que este conservante torna a vacina perigosa. Mas o timerosal mantém os frascos multi-dose, usados em alguns países, seguros, sem bactérias e fungos, mesmo depois de várias inserções das agulhas.

In Visão online
16:58 Segunda feira, 3 de Novembro de 2014

94: Vacina da gripe A está sob suspeita

 

Saúde: Há 795 casos de narcolepsia na União Europeia

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

A família de uma adolescente de 16 anos reportou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a sonolência diurna excessiva (narcolepsia), paralisia no sono, fraqueza muscular e alucinações, sintomas que a rapariga passou a ter depois de ser vacinada com a Pandemrix contra a gripe A, em 2009. Há mais dois casos de narcolepsia em Portugal, cuja ligação à vacina também está a ser investigada pelo Infarmed. Noutros países europeus registaram-se 795 casos, 200 dos quais na Suécia, mas há também na Finlândia, Noruega, Irlanda e França.

Esta doença, que provoca uma sonolência extrema e súbita, não tem cura. A especialista em doenças do sono, a neurologista Teresa Paiva, afirmou ao CM que acredita haver mais casos em Portugal. “Acho muito estranho que não haja mais casos da doença, porque muitas crianças e adolescentes foram vacinados. Eu própria notifiquei um caso ao Infarmed, de uma criança, em 2009”, afirmou Teresa Paiva.

A especialista sublinhou que “há uma relação entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia e isso está actualmente provado através de vários estudos internacionais”.

Segundo Teresa Paiva, haverá uma “predisposição genética” das pessoas vacinadas para desenvolver a doença do sono, que é “muito grave” e manifesta-se pouco tempo depois da vacinação.

A adolescente, que pediu ao CM para não ser identificada, sofre com a doença. “Adormeço nas aulas, no autocarro e por isso tenho de andar acompanhada pela minha avó”, conta a rapariga.

O Infarmed afirma ao CM que recebeu três notificações de narcolepsia associada à vacina, uma das quais já em 2013, e que está a ser “investigada”. Os restantes dois casos foram reportados em 2010 e 2011. O CM contactou a direcção do laboratório GlaxoSmithKline, que comercializou a vacina Pandemrix, mas recusou prestar esclarecimentos.

ADOLESCENTE SUECA TOMA ESTIMULANTES

A sueca Emelie Olsson é uma das adolescentes que desenvolveu narcolepsia, após ter sido imunizada com a vacina Pandemrix. Contou que precisa de tomar estimulantes para controlar o problema. O especialista na doença, Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford, EUA, acredita que as evidências científicas mostram a relação entre a vacina e a doença. Porém, Norman Begg, médico da divisão de vacinas do laboratório diz não existirem provas suficientes.

In Correio da Manhã online
03/02/2013
Por:Cristina Serra

91: Cientistas desenvolvem vacina contra Alzheimer

 

Em Espanha

Vacina EB-101 poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer

Vacina EB-101 poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer

Um grupo de cientistas espanhóis desenvolveu a primeira vacina contra o Alzheimer, capaz de evitar a doença ou reverter as suas manifestações quando já se desenvolveu, segundo ensaios realizados em ratinhos transgénicos.

Ramón Cacabelos, que dirige o grupo de cientistas do Centro Médico EuroEspes da Corunha, apresentou nesta quinta-feira, em conferência de imprensa, a vacina EB-101 e a documentação científica que permitiu a obtenção de uma patente para o seu fabrico nos EUA, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Os cientistas estão a negociar com várias multinacionais espanholas a realização dos estudos clínicos em humanos, que podem começar dentro de três ou quatro meses, e poderão durar de seis a oito anos.

Tendo em conta os ensaios em ratinhos, os investigadores pensam que o tratamento poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer, que atualmente é de três a oito anos.

Os cientistas consideram, no entanto, que o mais importante será melhorar as condições de vida dos doentes.

Existem cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer em todo o mundo, seis milhões dos quais vivem na Europa, prevendo-se que o seu número atinja os 66 milhões a nível mundial, em 2030.

In Correio da Manhã online
17 Janeiro 2013

76: Seringa a laser sem agulha é portuguesa e deve chegar ao mercado em 2013

 

Uma seringa a laser, sem agulha, está a ser desenvolvida em Coimbra e deverá chegar ao mercado dentro de um ano, anunciou hoje Carlos Serpa, um dos investigadores envolvidos.

O Laserleap (seringa a laser) é um sistema em nada semelhante às tradicionais seringas com agulha, mas que, tal como estas, permite fazer chegar o medicamento ao destino pretendido, só que sem picada e recorrendo a laser.

O protótipo da “seringa” foi hoje apresentado na Universidade de Coimbra (UC), onde o projecto nasceu, em 2008, por um grupo de três investigadores do Departamento de Química, que inclui também Luís Arnaut e Gonçalo Sá.

Através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma “espécie de tremor de terra”, deixando-a “durante alguns segundos permeável”, o que facilita a aplicação do fármaco, administrado em creme ou gel, explicou Carlos Serpa.

O fármaco “surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos”, acrescentou.

Aplicações no tratamento do cancro da pele e de determinadas doenças dermatológicas, administração de vacinas ou aplicações em cosmética são algumas das utilizações da tecnologia Laserleap.

Testado em três dezenas de estudantes do Departamento de Química, o sistema “não provoca dor nem vermelhidão, de uma maneira geral – “apenas cinco por cento dos casos, mas passa rapidamente” – e é considerado “seguro para os humanos”.

Vencedor da primeira edição do prémio RedEmprendia (2010), no valor de 200 mil euros, o Laserleap, levou já à criação de uma empresa – LaserLeap Tecnologies, em Setembro de 2011, e actualmente incubada no Instituto Pedro Nunes – e a um pedido de patente internacional, em Abril de 2011.

Ainda recentemente, o projecto venceu o desafio internacional lançado no Photonics West 2012, um dos maiores encontros científicos do mundo na área da fotónica.

A RedEmprendia é uma associação criada com apoio do Grupo Santander e orientada para o empreendedorismo, que congrega 20 universidades ibero-americanas – em Portugal, as Universidades de Coimbra e do Porto.

Durante a apresentação do protótipo, o presidente da RedEmpreendia, Senen Barro, classificou o projecto português de “excepcional”, referindo que, na “corrida” ao prémio, estiveram outros também “bastante bons”.

“A qualidade de vida de muitas pessoas pode mudar radicalmente” com a nova seringa, considerou.

O director da divisão do Santander Universidades para Portugal, Marcos Ribeiro, afirmou, por sua vez, que “o país precisa agora, mais do que nunca, que as universidades prossigam o motor de desenvolvimento” que representam para o “crescimento sustentável das sociedades”.

Depois de salientar a importância da RedEmpreende no desenvolvimento dos projectos de investigação, o reitor da UC, João Gabriel Silva, manifestou-se preocupado com a “diminuição global dos montantes disponíveis para os projectos de investigação”, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

“Se estas restrições se mantiverem, é óbvio que muito do percurso positivo que Portugal tem feito nos últimos 10, 15 anos vai ser posto em causa, o que é preocupante e não é compatível com as afirmações que se fazem de que as universidades são decisivas para o desenvolvimento do país”, sustentou.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
02/07/2012

55: Meningite: Investigadores mais perto de descobrir vacina

 

Tipo prevalecente na Europa e EUA

Fotografia © José Carlos Prata

Um grupo de investigadores de uma universidade australiana afirma estar mais perto de desenvolver uma vacina contra um tipo de meningite, que ataca maioritariamente na Europa e na América do Norte e mata anualmente centenas de pessoas.

Testes feitos em adolescentes na Austrália, Polónia e Espanha demonstraram que estes desenvolviam imunidade sem grandes efeitos secundários, de acordo com um estudo publicado na revista médica “The Lancet Infectious Diseases”.

Depois de lhes ser administrada a vacina, os membros do grupo de teste geraram anticorpos que são activos contra 90 por cento das estirpes de meningite do grupo B, que afectam os Estados Unidos e a Europa.

“Os dados sugerem que esta vacina é uma promissora e amplamente protectora da doença meningocócica do subgrupo B”, afirmou o primeiro autor do estudo, Peter Richmond, da Escola de Pediatria e Saúde da Criança da Universidade do Oeste da Austrália.

A meningite, uma inflamação das películas que envolvem o cérebro e a espinal medula, atinge sobretudo adolescentes e tem uma taxa de mortalidade entre os cinco e os 14 por cento.

Muitos dos que sobrevivem à doença ficam com danos neurológicos permanentes e perda de audição.

Há vacinas contra os tipos A e C de meningite, mas nenhuma delas é eficaz contra as estirpes do subgrupo B, prevalecentes maioritariamente em países industrializados.

“Os resultados demonstraram que três doses produziram uma resposta imunitária, o que indica protecção, em 80 a 100 por cento dos adolescentes”, refere um comunicado.

Os autores da investigação referiram que irão realizar mais testes para determinar a duração da protecção dada pela vacina.

“Se testes adicionais mostrarem imunogenicidade (a capacidade de produzir uma resposta imunitária) e tolerabilidade, esta vacina pode ajudar a reduzir a carga global da doença meningocócica invasiva”.

In Diário de Notícias online
por lusa
08/05/2012

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