576: Variante inglesa do SARS-COV-2 é mais mortífera e mais contagiosa

 

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE INGLESA

Atenção à nova variante do SARS-COV-2! Os últimos números à escala mundial revelam uma aceleração da pandemia. Há quem refira que a culpa foi do relaxamento das pessoas no período do Natal, mas o verdadeiro problema pode ser a variante inglesa do vírus.

Hoje, o primeiro-ministro Boris Johnson referiu que a variante inglesa do SARS-COV-2 é, aparentemente, mais mortífera e mais contagiosa.

Variante do SARS-COV-2 pode causar a morte de 1,3%-1,4% dos infectados

Numa comunicação ao mundo, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson revelou hoje que a variante inglesa do SARS-COV-2 é até 30% mais mortífera e mais contagiosa.

Durante uma conferência de imprensa na residência oficial em Downing Street, Boris Johnson referiu que…

Agora também parece que há sinais de que a nova variante, aquela que foi identificada pela primeira vez em Londres, e no sudeste (de Inglaterra), pode estar ligada a um grau mais alto de mortalidade

Patrick Vallance, principal assessor científico do Governo, referiu que tal informação ainda não é conclusiva, mas existem sinais de que a nova variante cause a morte de 1,3%-1,4% dos infectados com cerca de 60 anos, contra uma média de 1% da variante anterior, sendo o agravamento semelhante nos outros grupos etários.

Vacina da COVID-19 é eficaz contra a nova variante?

As vacinas actuais que estão a administradas no país, a Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca são eficazes contra esta variante do SARS-COV-2, identificada no sul de Inglaterra em Dezembro.

Das três variantes mais recentes do SARS-CoV-2 que causam preocupação às autoridades britânicas, identificadas respectivamente em Inglaterra, África do Sul e Brasil, a inglesa é a predominante no Reino Unido, estimando-se que seja entre 30% a 70% mais contagiosa.

A pandemia de COVID-19 já provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
22 Jan 2021

 

 

 

561: Europa aprova vacina da Moderna. Vacinação a várias velocidades leva a troca de acusações

 

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19/EUROPA

Cj Gunther / EPA

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla em inglês) aprovou a vacina experimental contra a covid-19 produzida pela empresa de biotecnologia norte-americana Moderna para uso nos Estados-Membro da União Europeia (UE). Esta é a segunda vacina a ser aprovada pelo regulador.

De acordo com um comunicado publicado no seu site, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) aprovou a vacina experimental da Moderna, dando-lhe “uma autorização de venda condicional” para ser administrada em pessoas com 18 anos ou mais.

A decisão foi feita numa reunião com os especialistas da EMA sobre a vacina experimental contra a covid-19 produzida pela empresa de biotecnologia norte-americana Moderna.

Os peritos reuniram-se na segunda-feira, antecipando-se em dois dias à reunião que já estava marcada, mas decidiram prosseguir as discussões esta quarta-feira. Na terça-feira, o regulador europeu indicou que os especialistas estavam “a trabalhar arduamente para esclarecer questões pendentes com a empresa”.

Esta é a segunda vacina autorizada na União Europeia (UE), depois da do consórcio Pfizer-BioNTech, que começou a ser administrada em 27 de Dezembro em Portugal e em outros países europeus.

Troca de acusações na UE

O processo de vacinação nos vários países da UE está a decorrer a um ritmo mais lento e a várias velocidades, o que tem levado a algumas trocas de acusações na Comissão Europeia.

De acordo com Markus Söder, líder da União Social Cristã da Alemanha, a Comissão Europeia atrapalhou o processo de obtenção de doses de vacina suficientes e de aprovação para uso em todo o bloco.

“Obviamente, o procedimento de compra europeu foi inadequado”, disse Söder, que lidera o estado da Baviera, em declarações ao Bild am Sonntag. “É difícil explicar que uma vacina muito boa é desenvolvida na Alemanha, mas é vacinada mais rapidamente noutros lugares”, acrescentou, referindo-se à vacina da Pfizer/BioNTech.

Mueller / MSC / Wikimedia
Markus Söder, presidente do estado alemão da Baviera

“A Comissão Europeia provavelmente planeou muito burocraticamente: poucos certos foram encomendados e os debates sobre preços prolongaram-se durante muito tempo”, disse Söder sobre os atrasos.

“O factor tempo é crucial”, disse Söder. “Se Israel, os EUA ou o Reino Unido estão muito à frente de nós em vacinação, também beneficiarão economicamente. A questão de como atravessamos o coronavírus economicamente está intimamente relacionada com a rapidez com que terminamos com a vacinação”.

A Comissão Europeia defendeu-se, apontando para a enorme demanda global por uma vacina. “O problema no momento não é o volume de pedidos, mas a escassez mundial de capacidade de produção”, disse a comissária de saúde Stella Kyriakides, em declarações à AFP.

Uğur Şahin, CEO da BioNTech, disse que a sua empresa está a trabalhar para aumentar a produção, mas que “não é tão rápido e simples” trabalhar na Europa como noutros lugares.

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No domingo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que esperava ter dezenas de milhões de vacinações realizadas nos primeiros meses do ano, enquanto as autoridades em Israel disseram que dois milhões de pessoas deveriam ser vacinados até ao final de Janeiro.

Países Baixos criticados por atraso na vacinação

De acordo com a Associated Press, o Governo dos Países Baixos foi fortemente criticado na terça-feira por causa do plano de vacinação covid-19 que tem as primeiras vacinas programadas para serem administradas esta quarta-feira, tornando-o o último país da UE a iniciar a vacinação.

O primeiro-ministro Mark Rutte admitiu que o Governo se concentrou nos preparativos na vacina da AstraZeneca, que ainda não foi aprovada para uso na UE – e não na vacina produzida pela Pfizer/BioNTech.

“Isto é ultrajante”, afirmou Geert Wilders, líder do maior partido da oposição holandesa. “Não é uma estratégia, mas o caos – o caos total – e os preparativos foram pobres e tardios”, acrescentou, dizendo que a Holanda é “a aldeia idiota da Europa”.

Rutte lamentou a falta de agilidade do Governo em adaptar os preparativos. “Estou muito desapontado por estarmos duas semanas atrasados”, disse.

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As vacinações holandesas começaram esta quarta-feira, com funcionários em lares de idosos, pessoas com deficiência e profissionais de saúde da linha de frente. A enfermeira holandesa Sanna Elkadiri, de 39 anos, que trabalha numa residência onde cuida de pessoas com demência, foi a primeira pessoa a ser vacinada nos Países Baixos. “Este é o princípio do fim desta crise”, disse o ministro da Saúde.

Os Países Baixos entraram num confinamento severo em meados de Dezembro, com restrições que fecharam todas as escolas, bares, restaurantes, teatros e outros locais públicos. As taxas de infecção diminuíram nos últimos dias, mas permanecem entre as mais altas da Europa.

França muda estratégia

Tal como a maioria dos Estados-membros da UE, França começou a vacinar a sua população em 27 de Dezembro. Porém, nos primeiros seis dias da campanha de vacinação, apenas foram inoculadas 516 pessoas.

Segundo a AP, a abordagem cautelosa de França parece ter saído pela culatra, reacendendo a raiva sobre a forma como o Governo está a lidar com a pandemia.

O ministro da saúde prometeu na segunda-feira aumentar o ritmo e fez um apelo público tardio em nome da vacina, dizendo que oferece uma “hipótese” a França e o mundo para vencerem uma pandemia que já matou mais de 1,8 milhão pessoas.

Ludovic Marin / EPA
O Presidente de França, Emmanuel Macron

A lenta implantação da vacina da Pfizer/BioNTech foi atribuída à má gestão, falta de pessoal durante as férias e uma complexa política de consentimento projectada para acomodar o cepticismo incomummente amplo sobre a vacina entre o público francês.

“É um escândalo estatal”, disse Jean Rottner, presidente da região Grand-Est, no leste da França, onde as infecções estão a aumentar e alguns hospitais estão lotados. “Ser vacinado está a tornar-se mais complicado do que comprar um carro”.

OMS recomenda que 2.ª dose seja “atrasada”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou esta terça-feira que a administração da segunda dose da vacina da Pfizer-BioNTech seja “atrasada algumas semanas” em situações excepcionais, para permitir que mais pessoas possam ter acesso à primeira dose.

A recomendação resulta da reunião desta terça-feira do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE), que reúne 26 especialistas de várias áreas e diversos países e que, nos últimos meses, tem analisado a informação sobre as vacinas contra a covid-19.

Em conferência de imprensa, o responsável do SAGE, o mexicano Alejandro Cravioto, adiantou que os especialistas recomendaram que, em circunstâncias excepcionais de fornecimento, a vacina da Pfizer-BioNTech seja administrada “entre 21 e 28 dias”. A recomendação de atrasar a segunda dose “em algumas semanas” permitiria “maximizar o número de pessoas que podem beneficiar da primeira dose” desta vacina, referiu Cravioto.

Dinamarca e Alemanha ponderam atrasar segunda dose da vacina. “É preocupante”, diz Agência Europeia do Medicamento

A Alemanha e a Dinamarca ponderam seguir o plano do Reino Unido e adiar a administração da segunda dose da…

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Também esta terça-feira a Agência Europeia de Medicamentos desaconselhou adiar a segunda dose da vacina Pfizer-BioNTech além dos 42 dias, numa altura em que Alemanha e Bélgica admitem administrar a primeira dose a mais pessoas e adiar a segunda além dos 21 dias prescritos.

O organismo, que trata da avaliação técnica das vacinas na UE, destaca que “os vacinados podem não estar totalmente protegidos até sete dias após a segunda dose“, como indicou a Pfizer após os ensaios clínicos, disse à agência espanhola EFE a porta-voz da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Sophie Labbe.

No entanto, a EMA não proíbe estender a administração da segunda dose da vacina da Pfizer contra a covid-19 até aos 42 dias.

Por Maria Campos
6 Janeiro, 2021

 

 

 

560: Nem todas as pessoas vacinadas vão ficar imunizadas, avisa DGS

 

 

SAÚDE/VACINAS/IMUNIZAÇÃO/COVID-19

Tiago Petinga / Lusa

A directora-geral da Saúde avisou esta terça-feira que nem todas as pessoas vacinadas contra a covid-19 vão ficar imunizadas, uma vez que a vacina administrada não é 100% eficaz e ainda não há imunidade de grupo.

Graças Freitas falava na habitual conferência de imprensa na Direcção-Geral da Saúde (DGS), em Lisboa, sobre a evolução da pandemia da covid-19 em Portugal.

Vacinar não quer dizer abandonar critérios de protecção“, frisou, advertindo que “nem todas” as pessoas vacinadas “vão ficar imunizadas”. “A vacina não é 100% eficaz e nós não temos ainda imunidade de grupo”, justificou.

Graça Freitas reforçou, por isso, a necessidade de se manterem medidas de protecção até se atingir a imunidade de grupo, como o uso de máscaras, a higienização das mãos, a ventilação de espaços e o distanciamento físico.

A campanha de vacinação contra a covid-19 iniciou-se em Portugal em 27 de Dezembro com a inoculação de profissionais de saúde nos hospitais.

Na segunda-feira, foi alargada aos lares de idosos.

A vacina que está a ser administrada é a do consórcio Pfizer-BioNTech, para cujo uso de emergência foi aprovada em 21 de Dezembro pela Agência Europeia do Medicamento.

Até à data foram dadas em Portugal 32 mil doses.

Em Portugal, morreram 7.286 pessoas dos 436.579 casos de infecção de covid-19 confirmados, de acordo com o boletim mais recente da DGS. O país contabilizou esta terça-feira mais 90 mortes e 4.956 novos casos de infecção pelo novo coronavírus.

Em declarações ao jornal Observador, o especialista Carlos Antunes considerou que Portugal já entrou numa terceira vaga da doença, alertando ainda que as novas infecções registadas diariamente podem “chegar a valores insuportáveis”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Janeiro, 2021

 

 

 

547: Europa debate a criação de um passaporte de vacinação covid-19

 

 

SAÚDE/VACINAÇÃO/PASSAPORTE

A ideia servirá para evitar quarentenas e a apresentação de testes covid-19 para entrar nos países. No entanto, há o receio de que a medida restrinja a circulação de pessoas.

© CARLOS BARROSO/LUSA

França e Espanha defendem a criação de um passaporte de vacinação para evitar que os viajantes estejam sujeitos a quarentenas ou tenham de apresentar testes covid-19 para entrar nos países.

A ideia está a ser debatida no âmbito da União Europeia, embora esteja a levantar algumas dúvidas ao governo francês no que diz respeito ao facto de este documento imunológico poder restringir a circulação de pessoas dentro e fora da União Europeia.

De acordo com o jornal El País, a questão foi levantada na reunião do Comité Consultivo para a Segurança e a Saúde da Comissão Europeia, realizada a 7 de Dezembro, cuja ata deixa deixa bem clara a posição francesa sobre esta matéria.

“O certificado seria aceitável como prova de que uma pessoa foi vacinada e, portanto, não seria necessário passar por testes [PCR] ou quarentena ao chegar a um país”, pode ler-se no documento, onde estão também expressas as dúvidas relativas às limitações de circulação de pessoas.

Esta posição foi corroborada pela Espanha, frisando que este novo documento seria mais uma forma de incentivar os viajantes a serem vacinados, mas também pela Bélgica, que no entanto prefere que o passaporte seja criado num âmbito mais global, envolvendo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O chamado certificado de imunização tem sido debatido pela Comissão Europeia e os estados membros nos últimos meses, sendo que inicialmente teria apenas a função de registar os dados individuais sobre a vacinação, nomeadamente no que diz respeito às doses e às datas em que foram ministradas, entre outras informações. Neste momento, em cima da mesa está a possibilidade de, na realidade, este certificado poder também funcionar como o tal passaporte.

“A utilização de atestados para comprovar a situação vacinal dos cidadãos é uma ferramenta prioritária para garantir a saúde da população durante o retorno à normalidade”, disse um porta-voz da Comissão Europeia ao El País, que cita outras fontes que mostram ser este um processo que está a ser levado muito a sério: “É muito importante que os planos de imunização sejam desenvolvidos de forma adequada e os países mantenham uma posição comum sobre questões como o uso de certificados de vacinação.”

Numa reunião posterior à de 7 de Dezembro, cuja ata ainda não foi publicada, o Comité Consultivo para a Segurança e a Saúde voltou a abordar este tema, sendo que um alto funcionário revelou ao El País que “a discussão está centrada sobre se pode ser exigido aos viajantes um certificado de vacinação” tendo em conta os regulamentos comunitários que estão em vigor.

Esta é, no entanto, uma questão que não se cinge à Europa, pois “insere-se no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional”, que foi um instrumento jurídico vinculativo para os quase 200 membros da OMS que o subscreveram, com o objectivo de coordenar as políticas contra as ameaças sanitárias capazes de atravessar fronteiras.

Diário de Notícias
DN
30 Dezembro 2020 — 14:16

 

 

 

541: Norma da DGS sobre vacinação. Dor de cabeça, fadiga, febre e calafrios entre as reacções adversas

 

 

SAÚDE/NORMAS/VACINAÇÃO

A norma da DGS indica que no caso das grávidas “desconhece-se se esta vacina é excretada no leite humano”, mas adianta que “se os benefícios esperados ultrapassarem os potenciais riscos para mulher, a vacina poderá ser considerada, por prescrição do médico assistente”.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta quinta-feira a norma sobre a Campanha de Vacinação contra a covid-19, dirigida aos profissionais do sistema de saúde, com as indicações, características e modo de preparação e administração da vacina.

A vacinação contra a covid-19 Comirnaty deve respeitar as regras gerais de vacinação, constantes da Norma do Programa Nacional de Vacinação em vigor”, exceto em alguns aspectos especificamente mencionados nesta norma, refere a DGS no documento divulgado na terça-feira e publicado no seu ‘site’.

A Comirnaty desenvolvida pelos laboratórios BioNTech e Pfizer, a primeira a ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento, é indicada a partir dos 16 anos e deve ser administrada em duas doses com intervalo mínimo de 21 dias.

“Se houver atraso em relação à data marcada para a 2.ª dose, ou por qualquer intercorrência não puder ser administrada a 2.ª dose, a mesma será administrada logo que possível”, adverte a DGS.

As pessoas com covid-19 não foram excluídas dos ensaios clínicos de fase 3 da vacina e não existe evidência actual que sugira risco para estas pessoas ou ausência de eficácia.

Contudo, num cenário em que a disponibilidade das vacinas é ainda limitada, devem ser priorizadas as pessoas com maior risco/ vulnerabilidade de contrair a infecção por SARS-CoV-2, pelo que a vacinação não deve ser priorizada para as pessoas que recuperaram da covid-19″, salienta.

Pessoas com sintomas de covid-19 não devem dirigir-se aos pontos de vacinação

Ressalva ainda que não existem estudos sobre a administração desta vacina durante a gravidez e desconhece-se se esta vacina é excretada no leite humano, mas adianta que “se os benefícios esperados ultrapassarem os potenciais riscos para mulher, a vacina poderá ser considerada, por prescrição do médico assistente”.

As pessoas com sintomas sugestivos de covid-19 não se devem dirigir aos pontos de vacinação e devem contactar o SNS24.

Já a vacinação de pessoas com doença aguda grave, com ou sem febre, deve aguardar até à recuperação completa, para evitar sobreposição dos sintomas da doença com eventuais efeitos adversos à vacinação.

Relativamente a reacção anafilática prévia a medicamentos (incluindo vacinas) ou alimentos, a vacinação deve ser realizada em meio hospitalar e por indicação do médico assistente.

Quais são as reacções adversas?

“Não está ainda estudada a interacção desta com outras vacinas. Atendendo a que é uma vacina nova, e também para permitir a valorização de eventuais efeitos adversos, a administração desta vacina deve, sempre que possível, respeitar um intervalo de quatro semanas em relação à administração de outras vacinas. Contudo, se tal implicar um risco de não vacinação, a mesma não deve ser adiada”, recomenda a DGS.

As reacções adversas muito comuns (=1/10) são “ligeiras ou moderadas em intensidade” e resolvidos alguns dias após vacinação: dor no local da injecção, fadiga, cefaleias, mialgia e calafrios, artralgia, pirexia (mais frequente após a 2.ª dose), tumefacção no local da injecção. Estes efeitos podem ser menos intensos com a idade.

Aviso para os doentes com suspeita de reacção alérgica

“Todos os doentes com suspeita de reacção alérgica à vacina deverão ser referenciados, com carácter prioritário, a serviços de imunoalergologia para esclarecimento diagnóstico da reacção”, realça.

Todos os actos vacinais devem ser prontamente registados na Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação, no Boletim Individual de Saúde, e, se disponível, no cartão de vacinação fornecido conjuntamente com a vacina.

Foi também divulgada na terça-feira uma circular conjunta da DGS e do INFARMED com as normas a serem aplicadas à logística, distribuição e utilização das vacinas, e publicado em Diário da República a portaria que cria o Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, que entra hoje em vigor.

Campanha de vacinação começa no domingo (27 de Dezembro)

Segundo o diploma, compete à DGS executar os planos através da norma agora publicada.

A campanha de vacinação contra a covid-19 arranca no domingo em Portugal, à semelhança de outros países da União Europeia, a vacina é facultativa, gratuita e universal, sendo assegurada pelo SNS.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,7 milhões de mortos no mundo desde Dezembro do ano passado, incluindo 6.343 em Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Dezembro 2020 — 13:11

 

 

 

536: ALERTA: Há vacinas falsificadas para a COVID-19 à venda na Internet

 

 

SAÚDE/ALERTAS/VACINAS/COVID-19

Atenção às vacinas falsas! Como temos acompanhado, são já várias as vacinas que estão disponíveis para a COVID-19. Os países europeus começarão a vacinar a partir do dia 27 de Dezembro e a expectativa é muita. A par dos anúncios oficiais das farmacêuticas, começaram também a ser vendidas vacinas falsificadas para a COVID-19 na Internet.

Conheça alguns dos esquemas que circulam na Internet relativos a vacinas contra a COVID-19.

Não compre vacinas falsas para a COVID-19

Os alertas têm chegado de várias autoridades nacionais e internacionais. Interpol, Europol e PSP já vieram alertar para a existência de vacinas falsificadas para a COVID-19 à venda na Internet. Rita Henriques, da PSP, já tinha alertado que as vacinas só serão disponibilizadas em Portugal pelos canais oficiais, ou seja, pelo Serviço Nacional de Saúde. Por isso mesmo, qualquer suspeita de fraude deve ser denunciada de imediato à PSP.

Investigadores da Check Point alertaram também para a venda de vacinas na dark net. Segundo uma informação recente, a quantidade de domínios registados relacionados com esta temática aumentou significativamente em Novembro, verificando-se, num mês, 1602 novos domínios, o que equivale à combinação dos três meses anteriores. No seguimento de alertas recentes emitidos pelo FBI e pela Europol, os investigadores partilham quatro exemplos de esquemas fraudulentos encontrados na dark net.

O primeiro exemplo é de um vendedor que publicita a oportunidade de comprar uma das vacinas aprovadas por 250 dólares. O mesmo diz ter stock suficiente para compra e envio a partir do Reino Unido, Estados Unidos da América e Espanha.

Foram encontrados outros anúncios de vacinas do mesmo género com títulos como “Vacina para o coronavírus disponível por 250$”, “Diga adeus à COVID-19 = Fosfato de Cloroquina” ou “Compre rápido. Vacina para Coronavírus disponível agora”. Todos os vendedores descobertos insistem em receber os pagamentos via Bitcoin, o que, segundo os investigadores, pode ser uma forma de minimizar as chances de geo-localização.

Os investigadores chegaram até a iniciar uma conversação com um dos vendedores, introduzindo a seguinte questão: onde posso comprar a vacina? O vendedor respondeu sugerindo a compra de uma vacina não especificada por 0.01 BTC (o equivalente a 300$), afirmando serem necessárias 14 doses.

Noutro exemplo, um vendedor oferece cloroquina como tratamento para o coronavírus por apenas 10 dólares.

Como pode proteger-se?

  • Verifique o endereço de e-mail completo e esteja atento a quaisquer hiperligações que contenham erros de ortografia.
  • Assegure-se que utiliza o URL do site original. Uma forma de o fazer é inserir no motor de pesquisa o nome do domínio em vez de clicar directamente no link recebido.
  • Atenção a domínios parecidos: erros de ortografia em e-mails ou websites ou remetentes desconhecidos são sinais de alarme.
  • Proteja a navegação móvel e endpoint com soluções avançadas de cibersegurança, que protejam contra websites maliciosos de phishing, sejam conhecidos ou não.
  • Utilize dupla autenticação para verificar qualquer mudança das informações de conta.
  • Nunca partilhe credenciais de login ou informações pessoais em resposta a uma mensagem ou e-mail.
  • Monitorize regularmente as suas contas financeiras.
  • Mantenha todos os softwares actualizados.
  • Atenção à linguagem utilizada: técnicas de engenharia social estão especialmente pensadas para tirar proveito da natureza humana

Autor: Pedro Pinto
20 Dez 2020

 

 

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