290: Temos uma péssima notícia: sexo oral pode provocar cancro

 

(CC0/PD) sasint / pixabay

De acordo com um estudo, sexo oral com muitos parceiros aumenta a probabilidade de desenvolver cancro na garganta devido a infecções de HPV – Vírus de Papiloma Humano.

O estudo, publicado o ano passado na revista Annals of Oncology, concluiu que homens com muitos parceiros de sexo oral têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de cancro. As probabilidade aumentam ainda mais se a pessoa for fumadora.

A taxa de pessoas que são diagnosticadas com cancro na parte central da garganta é baixa: 0,7% entre homens e ainda menos em mulheres.

O trabalho estudou 13.089 pessoas entre as idades de 20 e 69 anos, que passaram por exames de HPV. Depois, foi calculado o risco dessas pessoas desenvolverem este tipo de cancro com base nos dados sobre números de casos e número de mortes por esta doença.

Homens com cinco ou mais parceiros de sexo oral têm prevalência de infecção oral de HPV de 7,4%. Aqueles com dois a quatro parceiros tinham 4% de risco de ter o vírus. Já homens que fizeram sexo oral com um ou zero parceiro tinham 1.5% chance de apanhar o vírus.

Porém, fumar aumentou o risco para todos os homens. Quem tinha mais de cinco parceiros e fumava tinha 15% de risco e quem tinha entre dois e quatro parceiros tinha 7,1% de risco.

“A maioria das pessoas faz sexo oral durante a vida e descobrimos que a infecção oral com o causador de cancro HPV era raro em mulheres, independente de quantos parceiros de sexo oral tinham. Entre homens que não fumam, esse tipo de cancro era raro em quem tinha menos de cinco parceiros de sexo oral”, explicou Gypsyamber D’Souza, investigador da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg.

O número de homens com este diagnóstico duplicou nos últimos 20 anos. A estimativa é que até 2020 este tipo de cancro seja um problema mais comum que o cancro no colo do útero nos Estado Unidos.

Testar a pessoa para descobrir se terá o vírus não é garantia que terá ou não o cancro na garganta no futuro, por isso fazer o exame não é vantajoso. Uma pessoa que já teve contacto com o vírus pode acabar com problemas de ansiedade por acreditar que vai desenvolver o cancro.

O processo mais eficaz a ser feito é tomar a vacina contra o HPV no final da infância, antes do primeiro contacto sexual. Outro factor benéfico para a saúde, de forma geral, é parar de fumar e de beber.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
31 Outubro, 2018

 

O que há na vacina da gripe?

 

Dúvidas sobre a sua eficácia, receios dos efeitos secundários e muitos mitos. Mas o que há, realmente, dentro da seringa, quando é administrada a vacina da gripe?

visao03112014A comunidade médica insiste todos os anos na vacinação contra a gripe sazonal, sobretudo dos grupos considerados de risco. Mas, na população, as opiniões dividem-se e as dúvidas são sempre muitas. A revista Wired resume de que é feita uma vacina da gripe.

O vírus da gripe

Todas as vacinas da gripe partem… dos vírus da gripe. Ou melhor, material genético do vírus, envolvido em proteínas, gorduras e antigénios para forçar o sistema imunitário a entrar em ação. Com milhares de possíveis variantes do vírus da gripe em circulação, a Organização Mundial de Saúde analisa informação proveniente de 141 laboratórios em todo o mundo para determinais quais as variantes que têm maior probabilidade de circular, em cada ano. Uma vez que pode demorar mais de seis meses a fabricar a vacina, a OMS escolhe quatro estirpes de cada vez, nove meses antes da época da gripe: dois da estirpe A e dois da B.

Proteína de ovo

Os cientistas injectam os vírus em ovos de galinha fertilizados, de forma a que estes se repliquem. Depois, o fluído alantóide do ovo com o vírus é submetido a centrifugação, juntamente com soluções de sacarose em diferentes concentrações para separar os vírus mais densos das restantes proteínas do ovo. Por isso é que é possível que a vacina contenha vestígios de ovo.

Formaldeído

Sem formaldeído, a vacina não passaria de uma gripe num frasco. É esta molécula hidrossolúvel que impede que o vírus provoque a doença. Uma vacina pode contar até 100 microgramas de formaldeído.

Octilfenol etoxilado

À medida que se replica, o vírus da gripe retira uma parte da membrana gorda do ovo para unir as suas proteínas e material genético. O octilfenol etoxilado é uma espécia de detergente que retira a gordura como se de uma nódoa se tratasse.

Gelatina

Toda a gelatina é feita de colagénio animal. A versão usada na vacina da gripe, para manter os componentes estáveis durante o armazenamento e transporte, tem origem suína. Quem for alérgico a gomas pode ter uma reacção anafilática ao levar a vacina da gripe – um por um milhão de doses administradas.

Timerosal

Muitas pessoas acreditam que este conservante torna a vacina perigosa. Mas o timerosal mantém os frascos multi-dose, usados em alguns países, seguros, sem bactérias e fungos, mesmo depois de várias inserções das agulhas.

In Visão online
16:58 Segunda feira, 3 de Novembro de 2014

94: Vacina da gripe A está sob suspeita

 

Saúde: Há 795 casos de narcolepsia na União Europeia

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

A família de uma adolescente de 16 anos reportou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a sonolência diurna excessiva (narcolepsia), paralisia no sono, fraqueza muscular e alucinações, sintomas que a rapariga passou a ter depois de ser vacinada com a Pandemrix contra a gripe A, em 2009. Há mais dois casos de narcolepsia em Portugal, cuja ligação à vacina também está a ser investigada pelo Infarmed. Noutros países europeus registaram-se 795 casos, 200 dos quais na Suécia, mas há também na Finlândia, Noruega, Irlanda e França.

Esta doença, que provoca uma sonolência extrema e súbita, não tem cura. A especialista em doenças do sono, a neurologista Teresa Paiva, afirmou ao CM que acredita haver mais casos em Portugal. “Acho muito estranho que não haja mais casos da doença, porque muitas crianças e adolescentes foram vacinados. Eu própria notifiquei um caso ao Infarmed, de uma criança, em 2009”, afirmou Teresa Paiva.

A especialista sublinhou que “há uma relação entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia e isso está actualmente provado através de vários estudos internacionais”.

Segundo Teresa Paiva, haverá uma “predisposição genética” das pessoas vacinadas para desenvolver a doença do sono, que é “muito grave” e manifesta-se pouco tempo depois da vacinação.

A adolescente, que pediu ao CM para não ser identificada, sofre com a doença. “Adormeço nas aulas, no autocarro e por isso tenho de andar acompanhada pela minha avó”, conta a rapariga.

O Infarmed afirma ao CM que recebeu três notificações de narcolepsia associada à vacina, uma das quais já em 2013, e que está a ser “investigada”. Os restantes dois casos foram reportados em 2010 e 2011. O CM contactou a direcção do laboratório GlaxoSmithKline, que comercializou a vacina Pandemrix, mas recusou prestar esclarecimentos.

ADOLESCENTE SUECA TOMA ESTIMULANTES

A sueca Emelie Olsson é uma das adolescentes que desenvolveu narcolepsia, após ter sido imunizada com a vacina Pandemrix. Contou que precisa de tomar estimulantes para controlar o problema. O especialista na doença, Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford, EUA, acredita que as evidências científicas mostram a relação entre a vacina e a doença. Porém, Norman Begg, médico da divisão de vacinas do laboratório diz não existirem provas suficientes.

In Correio da Manhã online
03/02/2013
Por:Cristina Serra

91: Cientistas desenvolvem vacina contra Alzheimer

 

Em Espanha

Vacina EB-101 poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer

Vacina EB-101 poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer

Um grupo de cientistas espanhóis desenvolveu a primeira vacina contra o Alzheimer, capaz de evitar a doença ou reverter as suas manifestações quando já se desenvolveu, segundo ensaios realizados em ratinhos transgénicos.

Ramón Cacabelos, que dirige o grupo de cientistas do Centro Médico EuroEspes da Corunha, apresentou nesta quinta-feira, em conferência de imprensa, a vacina EB-101 e a documentação científica que permitiu a obtenção de uma patente para o seu fabrico nos EUA, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Os cientistas estão a negociar com várias multinacionais espanholas a realização dos estudos clínicos em humanos, que podem começar dentro de três ou quatro meses, e poderão durar de seis a oito anos.

Tendo em conta os ensaios em ratinhos, os investigadores pensam que o tratamento poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer, que atualmente é de três a oito anos.

Os cientistas consideram, no entanto, que o mais importante será melhorar as condições de vida dos doentes.

Existem cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer em todo o mundo, seis milhões dos quais vivem na Europa, prevendo-se que o seu número atinja os 66 milhões a nível mundial, em 2030.

In Correio da Manhã online
17 Janeiro 2013

76: Seringa a laser sem agulha é portuguesa e deve chegar ao mercado em 2013

 

Uma seringa a laser, sem agulha, está a ser desenvolvida em Coimbra e deverá chegar ao mercado dentro de um ano, anunciou hoje Carlos Serpa, um dos investigadores envolvidos.

O Laserleap (seringa a laser) é um sistema em nada semelhante às tradicionais seringas com agulha, mas que, tal como estas, permite fazer chegar o medicamento ao destino pretendido, só que sem picada e recorrendo a laser.

O protótipo da “seringa” foi hoje apresentado na Universidade de Coimbra (UC), onde o projecto nasceu, em 2008, por um grupo de três investigadores do Departamento de Química, que inclui também Luís Arnaut e Gonçalo Sá.

Através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma “espécie de tremor de terra”, deixando-a “durante alguns segundos permeável”, o que facilita a aplicação do fármaco, administrado em creme ou gel, explicou Carlos Serpa.

O fármaco “surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos”, acrescentou.

Aplicações no tratamento do cancro da pele e de determinadas doenças dermatológicas, administração de vacinas ou aplicações em cosmética são algumas das utilizações da tecnologia Laserleap.

Testado em três dezenas de estudantes do Departamento de Química, o sistema “não provoca dor nem vermelhidão, de uma maneira geral – “apenas cinco por cento dos casos, mas passa rapidamente” – e é considerado “seguro para os humanos”.

Vencedor da primeira edição do prémio RedEmprendia (2010), no valor de 200 mil euros, o Laserleap, levou já à criação de uma empresa – LaserLeap Tecnologies, em Setembro de 2011, e actualmente incubada no Instituto Pedro Nunes – e a um pedido de patente internacional, em Abril de 2011.

Ainda recentemente, o projecto venceu o desafio internacional lançado no Photonics West 2012, um dos maiores encontros científicos do mundo na área da fotónica.

A RedEmprendia é uma associação criada com apoio do Grupo Santander e orientada para o empreendedorismo, que congrega 20 universidades ibero-americanas – em Portugal, as Universidades de Coimbra e do Porto.

Durante a apresentação do protótipo, o presidente da RedEmpreendia, Senen Barro, classificou o projecto português de “excepcional”, referindo que, na “corrida” ao prémio, estiveram outros também “bastante bons”.

“A qualidade de vida de muitas pessoas pode mudar radicalmente” com a nova seringa, considerou.

O director da divisão do Santander Universidades para Portugal, Marcos Ribeiro, afirmou, por sua vez, que “o país precisa agora, mais do que nunca, que as universidades prossigam o motor de desenvolvimento” que representam para o “crescimento sustentável das sociedades”.

Depois de salientar a importância da RedEmpreende no desenvolvimento dos projectos de investigação, o reitor da UC, João Gabriel Silva, manifestou-se preocupado com a “diminuição global dos montantes disponíveis para os projectos de investigação”, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

“Se estas restrições se mantiverem, é óbvio que muito do percurso positivo que Portugal tem feito nos últimos 10, 15 anos vai ser posto em causa, o que é preocupante e não é compatível com as afirmações que se fazem de que as universidades são decisivas para o desenvolvimento do país”, sustentou.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
02/07/2012

55: Meningite: Investigadores mais perto de descobrir vacina

 

Tipo prevalecente na Europa e EUA

Fotografia © José Carlos Prata

Um grupo de investigadores de uma universidade australiana afirma estar mais perto de desenvolver uma vacina contra um tipo de meningite, que ataca maioritariamente na Europa e na América do Norte e mata anualmente centenas de pessoas.

Testes feitos em adolescentes na Austrália, Polónia e Espanha demonstraram que estes desenvolviam imunidade sem grandes efeitos secundários, de acordo com um estudo publicado na revista médica “The Lancet Infectious Diseases”.

Depois de lhes ser administrada a vacina, os membros do grupo de teste geraram anticorpos que são activos contra 90 por cento das estirpes de meningite do grupo B, que afectam os Estados Unidos e a Europa.

“Os dados sugerem que esta vacina é uma promissora e amplamente protectora da doença meningocócica do subgrupo B”, afirmou o primeiro autor do estudo, Peter Richmond, da Escola de Pediatria e Saúde da Criança da Universidade do Oeste da Austrália.

A meningite, uma inflamação das películas que envolvem o cérebro e a espinal medula, atinge sobretudo adolescentes e tem uma taxa de mortalidade entre os cinco e os 14 por cento.

Muitos dos que sobrevivem à doença ficam com danos neurológicos permanentes e perda de audição.

Há vacinas contra os tipos A e C de meningite, mas nenhuma delas é eficaz contra as estirpes do subgrupo B, prevalecentes maioritariamente em países industrializados.

“Os resultados demonstraram que três doses produziram uma resposta imunitária, o que indica protecção, em 80 a 100 por cento dos adolescentes”, refere um comunicado.

Os autores da investigação referiram que irão realizar mais testes para determinar a duração da protecção dada pela vacina.

“Se testes adicionais mostrarem imunogenicidade (a capacidade de produzir uma resposta imunitária) e tolerabilidade, esta vacina pode ajudar a reduzir a carga global da doença meningocócica invasiva”.

In Diário de Notícias online
por lusa
08/05/2012

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