235: Exames vão ser pedidos por SMS e recebidos por e-mail

 

Global Imagens

Estima-se que, quando esta ferramenta estiver em pleno funcionamento, poderá haver poupanças na ordem dos 20 milhões de euros em meios complementares de diagnóstico.

Os exames de diagnóstico vão passar a poder ser prescritos sem recurso a papel e os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderão receber os resultados directamente por via electrónica.

Estas são algumas das novidades que hoje serão anunciadas num evento sobre Transformação Digital na Saúde, que decorre em Lisboa, e que foram antecipadas à agência Lusa pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Segundo o presidente dos SPMS, estão a ser desenvolvidos os projectos que vão permitir aos utentes receber a prescrição de meios complementares de diagnóstico e terapêutica através de uma mensagem de telemóvel. Depois, o utente pode dirigir-se ao laboratório convencionado que entender, com a referência recebida por SMS que terá os exames pedidos pelo médico.

Esta ferramenta vai entrar agora em desenvolvimento e, segundo o presidente dos SPMS, Henrique Martins, poderá começar a funcionar em alguns locais ainda este ano.

Paralelamente, os médicos de família poderão começar a receber por via electrónica os resultados dos exames prescritos, sem que seja necessário o doente transportá-los em papel.

A SPMS estima que, quando esta ferramenta estiver em pleno funcionamento, poderá haver poupanças na ordem dos 20 milhões de euros em meios complementares de diagnóstico.

Não é apenas pela via do papel e das impressoras que se atinge a poupança, mas também porque se evitará a repetição desnecessária de exames. Os médicos terão acesso aos resultados dos vários exames ou análises feitos pelo utente, podendo assim contornar duplicações.

Outra das novidades anunciadas pela SPMS é a disponibilização, a partir de hoje à tarde, de uma aplicação para telemóvel onde os utentes podem ter, por exemplo, as guias de tratamento que acompanham as receitas médicas que actualmente já são passadas sem papel.

Segundo o presidente do organismo, os utentes hoje ainda saem dos consultórios com um guia de tratamento que acompanha as receitas, o que será resolvido por esta carteira electrónica da saúde – uma aplicação que funciona apenas para quem tiver telemóveis mais avançados.

Também o testamento vital pode estar disponível nesta aplicação e mais tarde serão desenvolvidas novas funções. Entre elas, haverá a possibilidade de os utentes avaliarem o seu grau de satisfação com cada atendimento no SNS.

A SPMS anuncia ainda que vai realizar-se em Abril, em Lisboa, um evento sobre saúde electrónica – a eHealth Summit.

Diário de Notícias
20 DE JANEIRO DE 2017 | 08:41
Lusa

216: Doentes do SNS com depressão vão poder fazer psicoterapia através de smartphone

 

Plataforma será apresentada na quarta-feira. A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento.

Fotografia © Gonçalo Villaverde/Global Imagens

Fotografia © Gonçalo Villaverde/Global Imagens

A partir de Setembro, os utentes do Serviço Nacional de Saúde com depressão ligeira a moderada vão poder contar com uma plataforma digital de auto-ajuda prescrita pelo médico de família para combater a doença e prevenir o suicídio.

Esta plataforma, que faz parte de um projecto da EUTIMIA – representante em Portugal da Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal, será apresentada na quarta-feira.

Trata-se de uma ferramenta cognitiva comportamental, por módulos, que as pessoas utilizam quando é prescrita pelo médico de família, e que depois é guiada pelo próprio médico de família ou enfermeiro ou psicólogo dos cuidados de saúde primários, que trabalham em equipa, explicou à Lusa o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente da EUTIMIA.

A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento, e “basicamente responde às necessidades de 90% dos doentes com depressão nos cuidados de saúde primários”.

Reconhecendo que nem todos os utentes usam Internet e smartphones, Ricardo Gusmão assegura que este é um instrumento que se “afigura como de crescente importância”, pois comprovadamente funciona, que “é o mais importante”.

Num dos módulos, exemplificados por Ricardo Gusmão, o despertador toca e a aplicação regista a que horas é que a pessoa acordou e pergunta imediatamente a que horas é que se deitou no dia anterior e como é que a pessoa dormiu.

“Isto tem a ver com a qualidade do sono, que é importantíssimo para a saúde mental das pessoas”, acrescentou.

Se estiverem a fazer medicação, há um módulo de uma semana sobre essa questão, que responde às principais preocupações de cada um dos doentes com este assunto.

“As pessoas são chamadas a interagir com o smartphone ou o tablet e, desta forma, registar os resultados que são enviados para a pessoa que está a orientar este processo do tratamento”, afirmou.

Segundo o psiquiatra, está demonstrado cientificamente que funciona tanto como ir ao psicólogo fazer esta técnica cognitivo-comportamental face a face.

“No fundo é uma psicoterapia adaptada à interacção do individuo com ele próprio e com a ajuda de um terceiro”, sublinhou.

Para pôr em prática este projecto, os médicos vão ser treinados para reconhecer quem é que tem indicação para lhe ser prescrita esta plataforma e os enfermeiros e psicólogos vão ser treinados para fazer essa orientação.

O projecto já começou, as ferramentas estão a ser adaptadas e estão a ser introduzidas melhorias, disse, acrescentando que o projecto “vai para o terreno depois de Setembro”.

Em Setembro, vai ser feita a formação primeiro dos líderes regionais – entre 12 e 20 pessoas que trabalham no norte – para depois estes treinarem “peritos em depressão” que trabalham nos cuidados de saúde primários e que ficam capacitados para diagnosticar e tratar a depressão, inclusivamente por meios não farmacológicos.

Ao todo o projecto prevê a formação de um universo de 4.300 profissionais dos cuidados de saúde primários (1.700 médicos de família e 2.435 enfermeiros, entre outros especialistas), dos quais 900 serão os considerados peritos em depressão.

O projecto vai envolver um milhão de utentes, sendo que se estima que 200 mil sofram de depressão. Os outros envolvidos são pessoas com patologias mentais comuns que utilizam os cuidados de saúde primários.

Este projecto, juntamente com outro que visa promover a saúde mental em contexto escolar e combater o ciberbullying, vão ser desenvolvidos graças a uma verba de 730 mil euros obtida através da Administração Central do Sistema de Saúde, no âmbito do programa EEA Grants (linha de financiamento concedida pela Islândia, Liechtenstein e Noruega aos estados Membros da União Europeia.

A EUTIMIA é uma organização não governamental com menos de dois anos de existência criada para apoiar sobreviventes do suicídio.

Jornal Diário de Notícias
26/05/2015
Por Lusa

201: Alheira de Mirandela pode ser um bom alimento para os doentes renais

 

Um médico prescrever uma alheira para a dieta de um doente renal pode parecer estranho, mas numa clínica de hemodiálise de Mirandela é isso que vai acontecer. A clínica pegou na receita e adaptou o enchido às necessidades de quem padece da doença.

tsf13012015O alimento foi apresentado hoje e resulta de um desafio lançado pela empresa Tecsam, responsável pela unidade de Mirandela, à Faculdade de Ciências de Nutrição do Porto, que encontrou o que procurava na receita original da alheira à base de aves criada pelos judeus e que ao longo dos tempos foi sendo adaptada à tradições transmontanas da carne de porco.

Os promotores prometem, a partir da terra da famosa alheira de Mirandela, criar um alimento que pode também ajudar a atenuar o problema de subnutrição de proteínas de que padecem alguns doentes renais em hemodiálise, por não comerem carne e peixe.

A responsável pelo estudo para o projecto produtos alimentares adaptados a doentes em hemodiálise, Olívia Pinho, confessou que quando foi confrontada com o desafio hesitou por lhe parecer um contra-senso dar alheira, um enchido gordo e salgado, a estes doentes. As desconfianças desapareceram depois de a empresa de Mirandela lhe ter apresentado a ideia que surgiu da dificuldade em alimentar os hemodialisados, que ficam com um baixo teor de proteína, com perda de músculo e por vezes desnutrição.

A investigadora analisou várias alheiras produzidas nesta região de Trás-os-Montes e encontrou aquela que tem o ponto certo para estes doentes: um enchido à base de carne de aves, com azeite, pão e ervas aromáticas, em vez da carne de porco, banha e alho. É uma alheira que tem menos potássio e sódio, que estes doentes não podem ingerir. A investigadora alerta, contudo que «tem de se ter muito cuidado e alguma vigilância sobre os restaurantes que vão aderir» e «atenção à quantidade» que os doentes vão ingerir.

Os produtores vão poder comercializar este enchido com um rótulo adaptado a chamar a atenção de que pode ser consumido por estes doentes.

O administrador da empresa responsável pelo centro de hemodiálise, Nunes Azevedo, explicou como surgiu esta ideia e que o novo produto já foi experimentado entre os cerca de 100 doentes que fazem tratamento nesta unidade.

As conclusões deste trabalho serão apresentadas no congresso português de nefrologia e na Associação europeia de diálise e transplante.

In TSF online
Publicado em 13/01/2015 às 22:32

196: Google desenvolveu uma colher para pessoas com Parkinson

 

dd27112014O Google acaba de revelar uma revolução para as pessoas que sofrem da doença de Parkinson; uma colher que lhes permite comer sem derramar a comida.

A colher, baptizada de «liftware spoon», usa uma série de algoritmos e conta com uma tecnologia que estabiliza o acessório quando a mão da pessoa está a tremer. Segundo o Google, o uso do dispositivo reduziu em 76% a queda de alimentos.

A Lift Lab, empresa que desenvolveu a colher, foi comprada pelo Google em Setembro deste ano. A aquisição faz parte da entrada da empresa no ramo da biotecnologia e do hardware relacionado com saúde.

Mais de dez milhões de pessoas no mundo sofrem com tremores ou da doença de Parkinson, entre elas a mãe de Sergey Brin, um dos fundadores do Google.

No site da Lift Lab, a colher tecnológica está a ser vendida por 295 dólares.

In Diário Digital online
26/11/2014 | 12:57

169: Risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, diz especialista

 

O risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, mesmo que entre alguma pessoa infectada, não só devido aos meios e às práticas existentes no país, mas também às características de contágio desta doença, assegura um infecciologista.

dd13082014“A probabilidade de chegar uma pessoa infectada não é tão pequena, mas a de propagação da doença é infinitesimal”, garantiu Jaime Nina à agência Lusa, justificando com os meios de rastreio e de isolamento eficazes, com a preparação dos hospitais para receber os doentes e com as práticas de higiene, prevenção e segurança já existentes há muito tempo entre os profissionais de saúde.

“Em Portugal, se chegar alguém com febre ao hospital, não há enfermeira que lhe faça análises sem luvas. Em África isso não acontece”, exemplificou.

O Ébola é uma doença que não se transmite durante a fase de incubação do vírus, apenas quando a doença já se manifesta, e apenas se transmite por contacto directo com fluidos biológicos, como o sangue ou o sémen, e não por via aérea como acontece com a gripe.

Estas características diminuem o risco de contágio, pois permitem que todas as medidas preventivas sejam tomadas.

“Só se pode transmitir por via aérea se a pessoa tossir e tiver sangue, pois faz aerossol de partículas de sangue. Estes são os doentes mais perigosos e que justificam isolamentos mais rigorosos e utilização dos escafandros pelos profissionais de saúde”, explicou.

Se o doente só tem febre e hemorragias pequenas debaixo da pele, não tem perigo de contágio por via aérea, acrescentou.

“Se um doente viesse com diagnóstico ou com o vírus incubado, não haveria problema, pois seria isolado em tempo útil e quando se manifestasse a doença já estaria controlado”, sublinhou o especialista em medicina tropical.

Após um período de incubação do vírus que dura entre uma semana e dez dias, e em que a doença não é contagiosa, esta manifesta-se através de febre, hemorragias, vómitos e diarreias, variando a taxa de mortalidade entre os 25 e os 90 por cento.

O surto de Ébola que assola a África Ocidental superou a barreira dos mil mortos, com 1.013 vítimas mortais e 1.848 casos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

In Diário Digital online
13/08/2014 |20:01

162: Ensaios clínicos provocaram reacções graves em 265 doentes

 

Experiências com novos medicamentos provocaram reacções adversas graves em 265 doentes. Há mesmo casos de mortes. A informação, avançada pelo site “Substância Activa”, foi confirmada pelo Infarmed.

expresso20062014

A autoridade reguladora dos ensaios clínicos admite que ao longo dos últimos cinco anos em Portugal 265 doentes foram gravemente afectados durante experiências com novos medicamentos, alguns dos quais morreram, mas apesar disso, garante que a segurança, dignidade e o bem-estar dos participantes estão protegidos.

O esclarecimento do Infarmed foi avançado à agência Lusa a propósito da notícia que está a ser difundida pelo site de informação multimédia dedicado aos temas de saúde “Substância Activa” , que refere que “o Infarmed recebeu 265 notificações de suspeitas de reacções adversas graves inesperadas, entre 2009 e 2013”, e que “há casos de morte”.

“Doentes morreram, correram risco de vida, foram hospitalizados ou tiveram sérios problemas de saúde enquanto participavam em experiências com novos medicamentos”, refere o “Substância Activa”.

O Infarmed considera que não há necessidade de reforçar os níveis de protecção dos participantes em ensaios clínicos, pois estes emanam de uma legislação europeia que é “muito recente”.

Estudos financiados pela indústria farmacêutica

De acordo com o site, “em Portugal quase todos os estudos são feitos com doentes e financiados pela indústria farmacêutica”.

Tendo em conta que, entre 2009 e 2013, foram aprovados 473 novos estudos com fármacos experimentais, o site avança que “seriam necessários 13.280 doentes”.

“Na maior parte dos casos são pessoas que correram risco de vida, tiveram de ser hospitalizadas, ficaram internadas além do previsto ou viveram situações clinicamente relevantes”, lê-se na notícia.

À Lusa, o Infarmed sublinhou que “a protecção dos direitos, segurança, dignidade e bem-estar dos participantes em ensaios clínicos está assegurada por um controlo independente e conforme o sistema europeu em que Portugal se insere, assente na avaliação e supervisão permanente por parte do Infarmed e da Comissão de Ética para a Avaliação Clínica (CEIC)”.

Este organismo avança que “não está identificada a necessidade de reforço destes níveis de protecção dos cidadãos europeus participantes em ensaios clínicos, vigorando a legislação europeia muito recente”.

Monitorização do Infarmed

No decorrer do ensaio clínico, o Infarmed monitoriza a segurança da utilização da medicação experimental com base na análise da informação de segurança que recebe e na qual se incluem as suspeitas de reacções adversas graves inesperadas, relatórios anuais de segurança e outra informação de segurança, acrescenta.

“A actuação face à informação recebida dependerá da análise da situação em concreto (caso a caso) e da verificação da manutenção ou alteração da relação benefício-risco favorável à realização do ensaio clínico, que fundamentou a respectiva autorização, e que tem sempre como prioridade a protecção da segurança dos participantes, sendo obrigatório o seu consentimento, devidamente informado e escrito”.

Sobre os eventos adversos mais comuns, a autoridade que regula o sector diz que estes “dependem de vários factores associados ao tipo de medicamento experimental e à população envolvida no estudo, que no universo de ensaios clínicos em Portugal (como em qualquer outro país) é extremamente heterogéneo, envolvendo voluntários, tanto saudáveis como doentes – estes últimos com patologias, estádios de evolução e prognósticos completamente distintos”.

In Expresso online
Lusa | 18:55 Sexta feira, 20 de Junho de 2014

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