605: Doentes com enfartes agudos chegam tarde ou não vão ao hospital

 

 

SAÚDE/ENFARTES

Números oficiais sobre o impacto da covid-19 nas doenças coronárias ainda não há, mas quem está nos hospitais sabe que a pandemia agravou a sua mortalidade e a sua morbilidade. A situação é preocupante até porque é a doença que mais mata em Portugal.

Em 2018, as doenças coronárias foram responsáveis por mais de 32 mil mortes em Portugal.

A pandemia não travou as doenças cardiovasculares. Pelo contrário, o coordenador do Programa Nacional para as Doenças Cérebro Cardiovasculares, Filipe Macedo, diz mesmo que quem está nos hospitais sabe que houve um agravamento na mortalidade, porque os doentes não chegam e quando chegam já é tarde para os tratar, mas também na morbilidade. “A nossa percepção é a de que os doentes ficam com mais complicações após serem tratados a um enfarte do miocárdio” e isso deve-se ao facto de que vão para o hospital “tardiamente”.

Por isto, no Dia Nacional do Doente Coronário que hoje se assinala, uma data definida pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, faz três alertas: “O primeiro vai para o facto de os portugueses terem de estar atentos aos sinais do que pode ser uma suspeita de um enfarte do miocárdio e o segundo tem a ver com o uso dos meios adequados. É fulcral que liguem para o 112 para serem diagnosticados, e não desvalorizarem a dor e irem pelos próprios meios, porque isso faz perder tempo”.

Filipe Macedo, médico cardiologista no Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto e professor, sublinha: “Embora ainda não haja números oficiais sobre o impacto da pandemia nas doenças coronárias, uma coisa que já se sabe é que o INEM tem sido muito pouco solicitado pelos portugueses para estas situações”. Segundo refere, foi chamado em menos de 40% das situações, “o que é francamente muito pouco”, sublinhando que, em tempos de pandemia, este dia é um marco, sobretudo para se deixar algumas das mensagens que podem salvar vidas.

A doença cardiovascular continua a ser a primeira causa de morte em Portugal e no mundo ocidental. Foi neste sentido que se criou “uma organização de socorro – designada como Via Verde – através do INEM que permite salvar vidas. Um doente com 50 ou 60 anos que tem uma dor no peito e suspeita de que pode estar a fazer um enfarte deve ligar para o 112”, reforça. “Refere os sintomas e o INEM envia alguém a casa ou onde o doente se encontrar, e se for mesmo um enfarte, é de imediato encaminhado para o hospital, sem ter necessidade de passar pela inscrição ou pela triagem dos serviços de urgência. Isto permite ganhar tempo”, explica o cardiologista, afirmando que uma das grandes mensagens deste dia e que os portuguesas precisam de saber é: ” A Via Verde dá acesso aos melhores tratamentos, aos mais adequados e mais rápidos.”

A questão é que ainda são poucas as situações que chegam aos hospitais encaminhadas pelo INEM, pois a maioria dos doentes ainda vai pelos próprios meios e alguns já muito tarde. “É uma situação que já acontecia antes da pandemia e que acontece ainda mais desde Março até agora. As pessoas acabam por revelar que têm medo de ir ao hospital porque julgam que não é seguro, ou que uma dor no peito não justifica essa ida, porque há outras situações mais importantes para tratar, mas um ataque cardíaco (ou um enfarte agudo do miocárdio), deve ser tratado nos primeiros 90 minutos, se a pessoa fica em casa, se bebe um chá ou toma uns comprimidos para atenuar a dor ou a má disposição, deixa passar a janela terapêutica ideal, que lhe pode salvar a vida ou até deixar com menos complicações”.

O coordenador do Programa Nacional acredita que o hábito de as pessoas irem pelos próprios meios para as unidades de saúde quando têm uma dor suspeita de enfarte tem a ver com o facto de não conhecerem detalhes da doença e de não conseguirem identificar os sinais. “Em Portugal, há claramente uma falta de cultura e de literacia na área das doenças cérebro cardiovascular. Uma das prioridades do programa nacional é exactamente essa, melhorar a literacia em saúde de forma a poder contribuir-se para um melhor esclarecimento”.

Dor no peito e indisposição

A dor no peito é um sinal vital da doença cardiovascular. “Uma pessoa que tem, de repente, uma dor no peito acompanhada por suores, uma dor que, muitas vezes, tem radiação para o pescoço ou para os braços, deve ter a noção de que isto é muito relevante de um enfarte, sobretudo no sexo masculino”, aponta. A doença atinge mais os homens do que as mulheres, mas nestas os sinais não são tão clássicos. “As mulheres podem sentir uma dor no peito, mas esta não é um dos sinais tão característicos, é mais uma pequena indisposição geral”, acrescentando: “Se for uma mulher com mais de 50 anos, na menopausa e fumadora, é importante que ligue para o 112 atempadamente para ser socorrida e tratada adequadamente”.

Basta referir que, e segundo os últimos dados oficiais, a doença coronária, em 2018, foi responsável por 32 731 mortes no nosso país. A esta causa seguiram-se os tumores, 28 451 mortes, e as doenças do aparelho respiratório, 13 217 mortes. O médico explica ainda que é preciso saber-se que quando falamos de doenças coronárias estamos a falar de doenças relacionadas com problemas cardíacos, cerebrais, pulmonares, vasculares e outros. Os problemas cardíacos podem ter causas relacionadas com as coronárias (as artérias que irrigam o músculo cardíaco), com as válvulas cardíacas, com o ritmo cardíaco, com insuficiência cardíaca e outros. A doença das coronárias, conhecida como Doença Cardíaca Isquémica, é, de entre todas, a que causa o maior número de óbitos no grupo das doenças do aparelho circulatório.

Segundo explica ao DN, a Doença Cardíaca Isquémica ocorre quando as artérias coronárias deixam de cumprir a sua função de irrigarem partes do coração, podendo no limite provocar a morte de uma parte do músculo cardíaco (uma zona do coração), que é a situação mais conhecida, o enfarte agudo do miocárdio.

Embora seja a primeira causa de morte no país, os dados oficiais indicam também que as mortes têm vindo a diminuir, em parte devido aos “avanços clínicos alcançados nos últimos anos”, como o método de tratamento que é hoje considerado o mais eficaz: a angioplastia coronária (desobstrução das artérias). ” Existe evidência científica de que se o doente for tratado, através deste método, nos primeiros 90 minutos, a taxa de mortalidade por enfarte cai significativamente”.

Desgosto de amor é um risco

Filipe Macedo, e por ser também o Dia dos Namorados, lembra que um dos factores importantes que evitam as doenças cardiovasculares “é a pessoa sentir-se feliz, estar bem-humorada, fazer caminhadas – os portugueses são, em regra geral, muito sedentários – e desenvolver um estilo de vida saudável que contribua para a eliminação dos factores de risco – como a obesidade, o tabaco, o colesterol elevado, a hipertensão arterial e, por último, a diabetes. “Todos estes factores, de forma isolada ou em conjunto, podem accionar as doenças coronárias”, afirma.

Mais. “Hoje sabemos que as pandemias e as guerras, um desgosto de amor ou a perda de um familiar, podem agravar a doença cardiovascular”, dando como exemplo o síndrome do coração partido, o Síndrome de Takotsubo, que pode desencadear uma doença coronária.

A pandemia não veio fazer alterações no modo como os doentes são tratados, mas veio permitir que “se reforçasse o SNS quer em recursos humanos quer em equipamento. Por exemplo, a tele-medicina é uma forma expedita de se acompanhar estes doentes”. Mas o mais importante, diz, “é a divulgação dos sinais de alerta para que todos estejam melhor esclarecidos sobre estas doenças”.

Diário de Notícias
14 FEV 2021

 

 

 

580: Conheça as novas recomendações da OMS para doentes com sintomas persistentes

 

 

SAÚDE/OMS/RECOMENDAÇÕES

OMS recomenda uso de anticoagulantes em baixas doses para prevenir o risco de tromboses graves.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou esta terça-feira recomendações para doentes de covid-19 com sintomas persistentes, mesmo após a sua recuperação, e que incluem a medição do oxigénio no sangue e o uso de anticoagulantes de baixa dosagem.

Nestas novas recomendações, que estão em revisão contínua, a OMS salienta que os doentes de covid-19 “devem ter um fácil acesso aos cuidados de saúde se apresentarem sintomas persistentes, novos ou em mudança”.

A agência com sede em Genebra aconselha os doentes de covid-19 que estão nos seus domicílios a usar oxímetros de pulso – dispositivos de medição de oxigénio e não invasivos -, juntamente com o monitoramento regular de sua situação clínica.

Para os casos de pacientes hospitalizados, a OMS recomenda o uso de anticoagulantes em baixas doses para prevenir o risco de tromboses graves.

Ainda no caso de pacientes hospitalizados que necessitem de oxigenação suplementar ou ventilação não invasiva, a organização da ONU indica nas suas recomendações que a melhor postura para aumentar o fluxo de oxigénio é deitado de bruços com a cabeça para o lado.

A OMS adiantou também que está a analisar sintomas de longo prazo de covid-19, entre os quais os frequentemente identificados como fadiga extrema, tosse persistente e intolerância ao exercício.

A OMS vai realizar consultas com especialistas em Fevereiro, contando também com grupos de doentes, e poderá categorizar a covid-19 como uma nova doença.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Janeiro 2021 — 17:12

 

 

 

498: Novos dados indicam que imunidade à covid-19 pode durar anos

 

 

SAÚDE/COVID-19

Amostras de sangue de pacientes recuperados sugerem uma resposta imunológica poderosa e duradoura, relataram os investigadores

© EPA/STR

Mais um sinal de que há luz ao fundo do túnel em relação à pandemia de covid-19. Um novo estudo sugere que a imunidade à covid-19 possa durar anos e talvez até décadas, dando assim a esperança de que a vacina possa colocar termo ao novo coronavírus, avança o New York Times.

Segundo os novos dados, a maioria das pessoas que recuperou da infecção apresenta células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir doenças oito meses após a infecção e ao que tudo indica essas células podem persistir no corpo durante muito mais tempo.

A investigação, publicada online, não foi revista por pares nem difundida numa revista científica, mas é o estudo mais abrangente sobre a memória imunológica em relação ao coronavírus feito até hoje.

“Essa quantidade de memória provavelmente evitará que a grande maioria das pessoas contraiam doenças graves durante muitos anos”, disse Shane Crotty, virologista do Instituto de Imunologia La Jolla, dos Estados Unidos, que co-liderou o novo estudo.

As descobertas provavelmente poderão aliviar os especialistas preocupados com a possibilidade de a imunidade ao vírus poder ter vida curta, o que significaria que as vacinas teriam de ser administradas repetidamente para manter a pandemia sob controlo.

Esta investigação foca-se ainda em outra descoberta recente: os sobreviventes da SARS, causada por outro coronavírus, ainda carregam certas células imunológicas importantes 17 anos após a recuperação.

Investigadores da Universidade de Washington, liderados pela imunologista Marion Pepper, já haviam mostrado que certas células de “memória” que foram produzidas após a infecção pelo coronavírus persistem no corpo durante pelo menos três meses. E um estudo publicado na semana passada também chegou à conclusão que as pessoas que recuperaram da Covid-19 têm células imunes que são poderosas e protectoras mesmo quando os anticorpos não são detectáveis.

Estes estudos “estão todos a pintar o mesmo quadro, de que após umas primeiras semanas críticas, a resposta imunológica parece bastante convencional”, disse Deepta Bhattacharya, imunologista da Universidade do Arizona.

Akiko Iwasaki, imunologista da Universidade de Yale, disse que não ficou surpreendida com o fato de o corpo ter uma resposta duradoura porque “é isso que deve acontecer”. Ainda assim, ficou animada com a investigação: “Esta é uma notícia empolgante”.

Um pequeno número de pessoas infectadas no novo estudo não tinha imunidade duradoura após a recuperação, talvez por causa das diferenças nas quantidades de coronavírus a que foram expostas. Mas as vacinas podem superar essa variabilidade individual, disse Jennifer Gommerman, imunologista da Universidade de Toronto. “Isso ajudará a focar a resposta, para que não se obtenha o mesmo tipo de heterogeneidade que se vê numa população infectada”, referiu.

Estes novos dados contrariam a preocupação causada nos últimos tempos pelos relatos de que a diminuição dos níveis de anticorpos pudesse fazer com que a imunidade desaparecesse ao fim de alguns meses, deixando assim as pessoas vulneráveis a uma reinfecção.

No entanto, muitos imunologistas frisam que é natural que os níveis de anticorpos caiam, pois são apenas uma pequena parte do sistema imunológico. E, embora sejam necessários para bloquear o vírus e prevenir uma segunda infecção – algo conhecido como imunidade esterilizante -, as células imunológicas que se “lembram” do vírus com mais frequência são responsáveis ​​pela prevenção de doenças graves.

“A esterilização da imunidade não acontece com muita frequência – essa não é a norma”, disse Alessandro Sette, imunologista do Instituto de Imunologia La Jolla.

O que acontece mais frequentemente nas re-infecções é o sistema imunológico reconhecer o invasor e extinguir rapidamente o vírus, até porque a covid-19 é particularmente lento a causar danos, dando assim ao sistema imunológico tempo suficiente para entrar em acção.

Para este estudo, Alessandro Sette e seus colegas recrutaram 185 homens e mulheres, com idades entre 19 e 81 anos, que se recuperaram da covid-19. A maioria apresentou sintomas leves, que não exigiram uma hospitalização. E a maior parte das pessoas envolvidas no estudo forneceu apenas uma amostra de sangue, enquanto 38 forneceram várias amostras ao longo de muitos meses.

A equipa acompanhou quatro componentes do sistema imunológico: anticorpos, células B que produzem mais anticorpos conforme necessário; e dois tipos de células T que matam outras células infectadas. A ideia era construir uma imagem da resposta imunológica ao longo do tempo, observando os seus constituintes. “Se se olhar apenas para um, podemos estar a perder o quadro completo”, disse Crotty.

O estudo é o primeiro a mapear a resposta imunológica a um vírus em detalhes tão granulares, dizem os especialistas.

Diário de Notícias
DN
18 Novembro 2020 — 09:54

 

 

356: Cientistas estão a tentar reverter a diabetes com edição de genes

 

CIÊNCIA/SAÚDE

8385 / Pixabay

Naquele que poderá ser um adeus às injecções de insulina, uma equipa de investigadores está a tentar reverter a diabetes através de uma nova técnica de edição de genoma baseada na CRISPR.

Na diabetes tipo 1, o pâncreas deixa completamente de produzir insulina por destruição completa das células que fabricam esta hormona. Por esta razão,  a única maneira de tratar este tipo de diabetes é administrando insulina.

Nos anos 90, testou-se um tratamento revolucionário para curar a doença. Os pacientes receberam transplantes de tecido que continha células produtoras de insulina. A ideia era que compensassem as células defeituosas dos pacientes com diabetes. O transplante funcionou, mas apenas temporariamente.

Embora que esta terapia não tenha tido o sucesso desejado, os cientistas não desistiram da ideia de tentar encontrar uma cura para a diabetes. É neste sentido que uma equipa de investigadores da Universidade de Washington em St. Louis acredita que a CRISPR pode ser a solução para reverter a doença.

O objectivo dos cientistas é corrigir as células estaminais dos pacientes diabéticos através desta tecnologia de edição de genoma. Com esta eventual alteração, as células passariam a produzir a insulina necessária. O estudo foi publicado, em Abril, na revista científica Science Translational Medicine.

Os autores do estudo explicam que a abordagem poderia eventualmente ser usada para tratar a diabetes tipo 1 e tipo 2. “Conseguimos reverter a diabetes em ratos com cerca de uma semana”, disse ao OneZero Jeffrey Millman, coautor do estudo.

Cientistas curaram a diabetes em ratos com células estaminais humanas

Recorrendo a células estaminais humanas, uma equipa de cientistas nos Estados Unidos conseguiu eliminar os efeitos da diabetes em ratos…

Os investigadores usaram células da pele de um paciente com a doença para gerar um tipo de célula estaminal que pode ser transformada em qualquer tipo de célula do corpo. Através do CRISPR, os cientistas corrigiram a mutação no gene que causa a doença. Depois, transformaram as células estaminais corrigidas em células beta pancreáticas e injectaram-nas em ratos. Apenas uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue normalizaram e mantiveram-se estáveis nos seis meses que se seguiram.

A aplicação em humanos ainda não é garantida e, por enquanto, os especialistas estudam qual o melhor local do corpo para infundir as células beta corrigidas. Em testes clínicos anteriores, cientistas tentaram infundir as células debaixo da pele, mas os resultados não foram convincentes.

Além disso, os investigadores estimam que seriam necessárias mil milhões de células para tratar apenas um paciente. Este processo de recolha demoraria vários meses ou até mesmo um ano.

É improvável que as células estaminais editadas geneticamente pela CRISPR substituam a insulina tão cedo. No entanto, é de esperar que brevemente alguns testes em humanos comecem a ser feitos nesse sentido.

ZAP //

Por ZAP
11 Maio, 2020

 

311: Leituras de glicemia

 

Este post serve de ALERTA para todos os diabéticos do tipo 1, que utilizam o sistema de medição da glicemia por sensor/leitor dos laboratórios Abbott, sob a designação de FreeStyle Libre.

E porque este tipo de episódios já não é a primeira, nem a quinta vez que acontecem, transcrevo o e-mail que enviei ao médico dela (Endócrinas):

Boa tarde sr. Doutor

Serve o presente para informá-lo, uma vez mais, que o sistema de medição de glicemia da minha filha é uma autêntica máquina de ganhar dinheiro, apenas isso, porque quanto a fiabilidade e confiabilidade, é igual a ZERO!

Referencio esta situação que já aconteceu várias vezes anteriormente porque devem existir muitos diabéticos a utilizarem este sistema por ser prático mas só e apenas por isso.

Esta madrugada, cerca das 06:00 horas, fui medir a glicemia à Vera e o leitor deu LO, ou seja, pela indicação do laboratório ABBOTT, é uma medição (não medida) que se encontra abaixo de 40mg/dl. E a hipoglicemia verifica-se a valores iguais ou inferiores a 70mg/dl (APDP). E segundo informação desta APDP (Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal), saber tratar uma hipoglicemia é extremamente importante para evitar complicações graves que podem advir, como o coma hipoglicemico.

Ora, a medição efectuada hoje pelas 06:00 horas, não correspondeu à realidade dos valores, quando medidos directamente pelo sistema de bolha de sangue e palheta e mais grave ainda, por isso a minha referenciação, quando esses valores foram obtidos pelo mesmo leitor apenas com a diferença que o LO foi via sensor e 106 por palheta e feita medição imediatamente após a leitura por palheta, continuava a dar LO.

Ora, se LO está abaixo de 40 (até onde o leitor mede), a reacção imediata do cuidador é fornecer açúcar para que esse valor suba. Se afinal a Vera estava com 106, não era necessária essa medida, por isso acordou com 219, que depois baixou.

Ganham-se muitos milhões, neste país e em outros onde o sistema está implantado, à custa dos doentes e da sua saúde com certo perigo para a sua sobrevivência.

Um bom resto de Domingo

Fica então o ALERTA e nunca confiem, em absoluto, quando medições neste sistema situam-se com a situação LO. Façam de seguida uma medição com palheta, via bolha de sangue, se possível com as palhetas que são lidas pelo mesmo leitor do FreeStyle Libre e são gratuitas quando pedidas aos laboratórios Abbott.

Resposta do médico: Pois não é ainda um sistema preciso e nunca será, pois mede o açúcar na pele e não no sangue. É útil se prestar mais atenção à seta da tendência. Em termos globais mostrou ser aceitável mas não é comparável às glicemias.

Esclarecedor, hein? Quantos milhões estes laboratórios não ganham à pala deste produto?

 

235: Exames vão ser pedidos por SMS e recebidos por e-mail

 

Global Imagens

Estima-se que, quando esta ferramenta estiver em pleno funcionamento, poderá haver poupanças na ordem dos 20 milhões de euros em meios complementares de diagnóstico.

Os exames de diagnóstico vão passar a poder ser prescritos sem recurso a papel e os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderão receber os resultados directamente por via electrónica.

Estas são algumas das novidades que hoje serão anunciadas num evento sobre Transformação Digital na Saúde, que decorre em Lisboa, e que foram antecipadas à agência Lusa pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Segundo o presidente dos SPMS, estão a ser desenvolvidos os projectos que vão permitir aos utentes receber a prescrição de meios complementares de diagnóstico e terapêutica através de uma mensagem de telemóvel. Depois, o utente pode dirigir-se ao laboratório convencionado que entender, com a referência recebida por SMS que terá os exames pedidos pelo médico.

Esta ferramenta vai entrar agora em desenvolvimento e, segundo o presidente dos SPMS, Henrique Martins, poderá começar a funcionar em alguns locais ainda este ano.

Paralelamente, os médicos de família poderão começar a receber por via electrónica os resultados dos exames prescritos, sem que seja necessário o doente transportá-los em papel.

A SPMS estima que, quando esta ferramenta estiver em pleno funcionamento, poderá haver poupanças na ordem dos 20 milhões de euros em meios complementares de diagnóstico.

Não é apenas pela via do papel e das impressoras que se atinge a poupança, mas também porque se evitará a repetição desnecessária de exames. Os médicos terão acesso aos resultados dos vários exames ou análises feitos pelo utente, podendo assim contornar duplicações.

Outra das novidades anunciadas pela SPMS é a disponibilização, a partir de hoje à tarde, de uma aplicação para telemóvel onde os utentes podem ter, por exemplo, as guias de tratamento que acompanham as receitas médicas que actualmente já são passadas sem papel.

Segundo o presidente do organismo, os utentes hoje ainda saem dos consultórios com um guia de tratamento que acompanha as receitas, o que será resolvido por esta carteira electrónica da saúde – uma aplicação que funciona apenas para quem tiver telemóveis mais avançados.

Também o testamento vital pode estar disponível nesta aplicação e mais tarde serão desenvolvidas novas funções. Entre elas, haverá a possibilidade de os utentes avaliarem o seu grau de satisfação com cada atendimento no SNS.

A SPMS anuncia ainda que vai realizar-se em Abril, em Lisboa, um evento sobre saúde electrónica – a eHealth Summit.

Diário de Notícias
20 DE JANEIRO DE 2017 | 08:41
Lusa