259: Vírus Zika é eficaz contra células cancerígenas no cérebro de adultos

 

Midiamax
O Aedes aegypti pode transmitir três doenças: Zika, dengue e chikungunya

Investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil, descobriram que o vírus Zika se mostrou eficaz no combate a células cancerígenas no cérebro de adultos.

Os investigadores chegaram a essa conclusão, publicada numa revista científica norte-americana, depois de terem injectado o vírus em células que continham “glioblastoma”, o tumor do sistema nervoso central mais comum e maligno, dado que apenas 24 horas depois, o Zika já tinha eliminado metade das células cancerígenas.

Esse processo foi repetido nas horas seguintes sem que as células saudáveis fossem afetadas pela ação do vírus.

A experiência ocorreu sob a premissa de que o vírus Zika é consideravelmente destrutivo em células cerebrais em recém-nascidos, mas não em adultos.

“As células do bebé têm uma alta taxa de proliferação. Parecida com as do cancro, que nada mais é do que uma doença que prolifera de forma descontrolada. E as células saudáveis, não. Então ele protegeria as células normais do adulto, mas eliminaria apenas as células do cancro, tornando um tratamento mais específico do que uma quimioterapia”, explicou a investigadora Estela de Oliveira Lima, citada pelo portal de notícias brasileiro G1.

Além disso, os investigadores notaram que quando ocorreu o contacto entre o Zika e a célula cancerígena aumentou significativamente a quantidade de “digoxina”, uma substância responsável pela morte dos tumores e que é utilizada já na medicina no tratamento de algumas doenças cardíacas.

“A descoberta da substância e o mecanismo com que ela também atua no glioblastoma, nesse tipo de cancro, é inédito no mundo“, afirmou o médico Rodrigo Ramos Catarino.

Após as descobertas em laboratório, o próximo passo será realizar testes com animais e, por fim, em humanos, o que poderá levar, a confirmarem-se os resultados da investigação, a um novo tratamento contra o referido tumor e mesmo ao desenvolvimento de uma vacina.

O Zika, tal como a dengue, a chikungunya e a febre amarela, é transmitido pelo Aedes aegypti, um mosquito cuja população se multiplica com a chegada do verão.

O Brasil foi um dos países mais afetados pelo Zika em 2016, que declarou estado de emergência antes de a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) alertar para a gravidade da doença.

Em 2016, foram registados 216.207 casos prováveis de febre pelo vírus Zika no Brasil e foram confirmadas laboratorialmente oito mortes.

ZAP // Lusa
Por Lusa
13 Janeiro, 2018

 

169: Risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, diz especialista

 

O risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, mesmo que entre alguma pessoa infectada, não só devido aos meios e às práticas existentes no país, mas também às características de contágio desta doença, assegura um infecciologista.

dd13082014“A probabilidade de chegar uma pessoa infectada não é tão pequena, mas a de propagação da doença é infinitesimal”, garantiu Jaime Nina à agência Lusa, justificando com os meios de rastreio e de isolamento eficazes, com a preparação dos hospitais para receber os doentes e com as práticas de higiene, prevenção e segurança já existentes há muito tempo entre os profissionais de saúde.

“Em Portugal, se chegar alguém com febre ao hospital, não há enfermeira que lhe faça análises sem luvas. Em África isso não acontece”, exemplificou.

O Ébola é uma doença que não se transmite durante a fase de incubação do vírus, apenas quando a doença já se manifesta, e apenas se transmite por contacto directo com fluidos biológicos, como o sangue ou o sémen, e não por via aérea como acontece com a gripe.

Estas características diminuem o risco de contágio, pois permitem que todas as medidas preventivas sejam tomadas.

“Só se pode transmitir por via aérea se a pessoa tossir e tiver sangue, pois faz aerossol de partículas de sangue. Estes são os doentes mais perigosos e que justificam isolamentos mais rigorosos e utilização dos escafandros pelos profissionais de saúde”, explicou.

Se o doente só tem febre e hemorragias pequenas debaixo da pele, não tem perigo de contágio por via aérea, acrescentou.

“Se um doente viesse com diagnóstico ou com o vírus incubado, não haveria problema, pois seria isolado em tempo útil e quando se manifestasse a doença já estaria controlado”, sublinhou o especialista em medicina tropical.

Após um período de incubação do vírus que dura entre uma semana e dez dias, e em que a doença não é contagiosa, esta manifesta-se através de febre, hemorragias, vómitos e diarreias, variando a taxa de mortalidade entre os 25 e os 90 por cento.

O surto de Ébola que assola a África Ocidental superou a barreira dos mil mortos, com 1.013 vítimas mortais e 1.848 casos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

In Diário Digital online
13/08/2014 |20:01

168: O que é o ébola? Perguntas e respostas sobre o vírus

 

O que é? Como acontece a infecção? Quais os sintomas? E como se trata?

ebolaO actual surto de ébola começou em Fevereiro e já fez 932 mortes, segundo o balanço disponível a 8 de Agosto, dia em que a Direcção-Geral de Saúde decretou o estado de emergência de saúde pública.

O que é?
O ébola é um vírus identificado pela primeira vez em 1976, que provoca febres hemorrágicas. Não existe vacina, nem tratamentos específicos e a taxa de mortalidade situa-se entre os 25 e os 90%.

Como acontece a infecção?
A infecção resulta do contacto directo com líquidos orgânicos de doentes – como sangue, urina, fezes, sémen. A transmissão da doença por via sexual pode ocorrer até sete semanas depois da recuperação clínica. O período de incubação da doença pode durar até três semanas.

Quais os sintomas?
A febre costuma ser o principal sinal, acompanhada de fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Outros sintomas nos tempos seguintes são náuseas, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa.

Entre a infecção pelo vírus e os primeiros sintomas podem decorrer entre dois e 21 dias.

Como se trata?
Não existe cura nem um tratamento específico para a febre hemorrágica provocada pelo vírus do ébola. A estes doentes são dados os tratamentos que costumam ser administrados nos cuidados intensivos, com destaque para a hidratação.

Quais os hospitais de referência em Portugal?
Em Portugal, os hospitais para onde serão encaminhados os doentes suspeitos de estarem infectados com o vírus do ébola são os hospitais Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, e São João, no Porto.

E qual é o laboratório de referência?
O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Qual é a resposta de emergência médica?
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem equipas especializadas, com formação específica e equipamento de protecção elevada. Serão estas equipas que irão acompanhar os casos suspeitos ou de doença e encaminhá-los para os hospitais de referência.

Que medidas as autoridades portuguesas têm em vigor?
– Reforço da articulação internacional, nomeadamente com a OMS, com o European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), em Estocolmo, e com outros Estados;
– Recomendação aos cidadãos para que ponderem viajar apenas em situações essenciais, tendo em atenção o princípio da precaução, apesar de não estarem interditadas, actualmente, viagens internacionais para áreas afectadas;
– Os viajantes são alertados para procurarem aconselhamento médico caso se verifique exposição ao vírus ou desenvolvam sintomas de doença;
– Portugal tem em estado de prontidão mecanismos para detectar, investigar e gerir casos suspeitos de doença por vírus ébola, incluindo capacidade laboratorial para confirmação da doença;
– Estão previstas medidas para facilitar a evacuação e a repatriação dos cidadãos que possam ter estado expostos ao vírus.

Este é o pior surto?
Desde 1976 registaram-se vários surtos, nenhum com tantos infectados e países atingidos como o actual. Começou em Fevereiro e, até segunda-feira, causou em vários países africanos 1.711 casos (1.070 confirmados, 436 prováveis, 205 suspeitos) e 932 mortes.

Que países já foram afectados?
Até ao momento e neste surto registaram-se casos na Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.

Rádio Renascença
08-08-2014 17:33 por Lusa

143: Sem cura nem vacina, vírus Ébola é morte quase certa

 

O vírus do Ébola, que até segunda-feira terá matado 95 das 151 pessoas suspeitas de estarem infectadas na Guiné Conacri, é uma doença contagiosa, sem cura nem vacina, que tem uma taxa de mortalidade de até 90%.

dn08042014O surto está a ser acompanhado “muito seriamente” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que embora reconheça haver já casos confirmados na Libéria, sublinha que todos eles têm aparentemente origem no sudeste da Guiné Conacri, onde tudo começou, pelo que ainda não se pode considerar uma epidemia.

Já a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o surto “não tem precedentes” na forma como os casos estão espalhados por locais com quilómetros de distância entre eles.

A doença, de origem viral, tem como sintomas iniciais uma febre alta, de quase 40 graus, fraqueza intensa, fortes dores de cabeça, dores musculares e de garganta, segundo a OMS.

Numa fase subsequente surgem os vómitos, a diarreia e, em alguns casos, hemorragias interna e externa.

A febre hemorrágica de ébola, uma das doenças mais mortíferas para o homem, transmite-se os humanos através de contacto com animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos e antílopes, e espalha-se entre humanos através do contacto com sangue, saliva ou outros fluídos corporais infectados, bem como com ambientes contaminados.

Até o funeral de uma vítima de ébola pode ser um risco se houver contacto directo com o cadáver e mesmo as pessoas que sobrevivem podem continuar a disseminar a doença até sete semanas após recuperarem.

Uma das características mais perigosas da doença é que o período de incubação pode ser de dois a 20 dias e o diagnóstico é difícil.

Por isso, uma pessoa infectada pode andar quase três semanas a disseminar a doença sem o saber e até viajar, levando o vírus para outros destinos.

Este risco aumenta quando se sabe que o surto actual, inicialmente localizado em Nzerekore, uma zona remota no sul da Guiné Conacri, já foi detectado na capital do país, onde há um aeroporto com ligações aéreas para a Europa e a África ocidental.

Também já morreram quatro pessoas na Libéria e a Serra Leoa já registou cinco casos suspeitos, embora nenhum tenha ainda sido confirmado.

A localidade de Geuckedou parece ser até agora a mais afectada, com mais de metade dos casos de infecção e de mortes.

O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 em dois surtos simultâneos no Sudão e na República Democrática do Congo.

Desde 1976, o Ébola causou a morte de pelo menos 1.200 pessoas, dos 1.850 casos detectados. Os surtos mais fortes registaram-se na República Democrática do Congo, em 1976 (318 casos), 1995 (315 casos) e 2007 (264 casos), no Sudão, em 1976 (284), e no Uganda, em 2000 (425 casos).

Os surtos surgem normalmente em aldeias remotas da África central e ocidental, junto a florestas tropicais, pode ler-se no site da OMS.

Neste momento, o vírus do ébola, que tem cinco estirpes distintas, só existe no continente africano, mas já houve casos nas Filipinas e na China.

Para evitar o contágio humano, a OMS recomenda evitar o contacto com morcegos e macacos e o consumo da sua carne crua, assim como evitar o contacto físico com pacientes infectados, em particular com os seus fluidos corporais.

Os profissionais de saúde estão em risco acrescido, sobretudo porque os sintomas iniciais são pouco específicos e podem ser associados a outras doenças, como a malária.

Após uma eventual infecção, pouco se pode fazer, já que não há vacinas nem tratamentos, restando apenas a hidratação do doente com soluções com electrólitos ou a administração intravenosa de fluidos.

Segundo os MSF, este surto é provocado pela estirpe mais agressiva e mortífera do vírus, que mata mais de 90% dos doentes. Desconhece-se que factores permitem a alguns doentes sobreviver enquanto os outros sucumbem.

In Diário de Notícias online
08/04/2014
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

99: Mais de uma dezena de portugueses vencem VIH sem tratamento

 

Foram infectados há mais de dez anos, mas o seu sistema imunitário tornou o vírus da sida inofensivo. Estudo sediado nos EUA procura uma explicação.

Um grupo de 974 pessoas no mundo infectadas há vários anos pelo vírus da sida estão a ser estudadas para descobrir como conseguem controlar o VIH sem nunca terem feito nenhum tratamento. A investigação inclui 16 portugueses.

Todos contraíram o vírus como qualquer outro infectado, mas o seu corpo tem a capacidade extraordinária, e ainda inexplicável, de tornar o VIH inofensivo. A ciência chama-lhes “controladores de elite” e estima que não cheguem a 1% do total de portadores do vírus.

A médica responsável pelo estudo em Portugal, Emília Valadas, da Faculdade de Medicina de Lisboa, suspeita também que estas pessoas envelhecem mais devagar.

In Expresso online
Vera Lúcia Arreigoso
9:02 Sábado, 9 de Março de 2013

94: Vacina da gripe A está sob suspeita

 

Saúde: Há 795 casos de narcolepsia na União Europeia

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

A família de uma adolescente de 16 anos reportou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a sonolência diurna excessiva (narcolepsia), paralisia no sono, fraqueza muscular e alucinações, sintomas que a rapariga passou a ter depois de ser vacinada com a Pandemrix contra a gripe A, em 2009. Há mais dois casos de narcolepsia em Portugal, cuja ligação à vacina também está a ser investigada pelo Infarmed. Noutros países europeus registaram-se 795 casos, 200 dos quais na Suécia, mas há também na Finlândia, Noruega, Irlanda e França.

Esta doença, que provoca uma sonolência extrema e súbita, não tem cura. A especialista em doenças do sono, a neurologista Teresa Paiva, afirmou ao CM que acredita haver mais casos em Portugal. “Acho muito estranho que não haja mais casos da doença, porque muitas crianças e adolescentes foram vacinados. Eu própria notifiquei um caso ao Infarmed, de uma criança, em 2009”, afirmou Teresa Paiva.

A especialista sublinhou que “há uma relação entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia e isso está actualmente provado através de vários estudos internacionais”.

Segundo Teresa Paiva, haverá uma “predisposição genética” das pessoas vacinadas para desenvolver a doença do sono, que é “muito grave” e manifesta-se pouco tempo depois da vacinação.

A adolescente, que pediu ao CM para não ser identificada, sofre com a doença. “Adormeço nas aulas, no autocarro e por isso tenho de andar acompanhada pela minha avó”, conta a rapariga.

O Infarmed afirma ao CM que recebeu três notificações de narcolepsia associada à vacina, uma das quais já em 2013, e que está a ser “investigada”. Os restantes dois casos foram reportados em 2010 e 2011. O CM contactou a direcção do laboratório GlaxoSmithKline, que comercializou a vacina Pandemrix, mas recusou prestar esclarecimentos.

ADOLESCENTE SUECA TOMA ESTIMULANTES

A sueca Emelie Olsson é uma das adolescentes que desenvolveu narcolepsia, após ter sido imunizada com a vacina Pandemrix. Contou que precisa de tomar estimulantes para controlar o problema. O especialista na doença, Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford, EUA, acredita que as evidências científicas mostram a relação entre a vacina e a doença. Porém, Norman Begg, médico da divisão de vacinas do laboratório diz não existirem provas suficientes.

In Correio da Manhã online
03/02/2013
Por:Cristina Serra

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...