143: Sem cura nem vacina, vírus Ébola é morte quase certa

 

O vírus do Ébola, que até segunda-feira terá matado 95 das 151 pessoas suspeitas de estarem infectadas na Guiné Conacri, é uma doença contagiosa, sem cura nem vacina, que tem uma taxa de mortalidade de até 90%.

dn08042014O surto está a ser acompanhado “muito seriamente” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que embora reconheça haver já casos confirmados na Libéria, sublinha que todos eles têm aparentemente origem no sudeste da Guiné Conacri, onde tudo começou, pelo que ainda não se pode considerar uma epidemia.

Já a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que o surto “não tem precedentes” na forma como os casos estão espalhados por locais com quilómetros de distância entre eles.

A doença, de origem viral, tem como sintomas iniciais uma febre alta, de quase 40 graus, fraqueza intensa, fortes dores de cabeça, dores musculares e de garganta, segundo a OMS.

Numa fase subsequente surgem os vómitos, a diarreia e, em alguns casos, hemorragias interna e externa.

A febre hemorrágica de ébola, uma das doenças mais mortíferas para o homem, transmite-se os humanos através de contacto com animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos e antílopes, e espalha-se entre humanos através do contacto com sangue, saliva ou outros fluídos corporais infectados, bem como com ambientes contaminados.

Até o funeral de uma vítima de ébola pode ser um risco se houver contacto directo com o cadáver e mesmo as pessoas que sobrevivem podem continuar a disseminar a doença até sete semanas após recuperarem.

Uma das características mais perigosas da doença é que o período de incubação pode ser de dois a 20 dias e o diagnóstico é difícil.

Por isso, uma pessoa infectada pode andar quase três semanas a disseminar a doença sem o saber e até viajar, levando o vírus para outros destinos.

Este risco aumenta quando se sabe que o surto actual, inicialmente localizado em Nzerekore, uma zona remota no sul da Guiné Conacri, já foi detectado na capital do país, onde há um aeroporto com ligações aéreas para a Europa e a África ocidental.

Também já morreram quatro pessoas na Libéria e a Serra Leoa já registou cinco casos suspeitos, embora nenhum tenha ainda sido confirmado.

A localidade de Geuckedou parece ser até agora a mais afectada, com mais de metade dos casos de infecção e de mortes.

O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 em dois surtos simultâneos no Sudão e na República Democrática do Congo.

Desde 1976, o Ébola causou a morte de pelo menos 1.200 pessoas, dos 1.850 casos detectados. Os surtos mais fortes registaram-se na República Democrática do Congo, em 1976 (318 casos), 1995 (315 casos) e 2007 (264 casos), no Sudão, em 1976 (284), e no Uganda, em 2000 (425 casos).

Os surtos surgem normalmente em aldeias remotas da África central e ocidental, junto a florestas tropicais, pode ler-se no site da OMS.

Neste momento, o vírus do ébola, que tem cinco estirpes distintas, só existe no continente africano, mas já houve casos nas Filipinas e na China.

Para evitar o contágio humano, a OMS recomenda evitar o contacto com morcegos e macacos e o consumo da sua carne crua, assim como evitar o contacto físico com pacientes infectados, em particular com os seus fluidos corporais.

Os profissionais de saúde estão em risco acrescido, sobretudo porque os sintomas iniciais são pouco específicos e podem ser associados a outras doenças, como a malária.

Após uma eventual infecção, pouco se pode fazer, já que não há vacinas nem tratamentos, restando apenas a hidratação do doente com soluções com electrólitos ou a administração intravenosa de fluidos.

Segundo os MSF, este surto é provocado pela estirpe mais agressiva e mortífera do vírus, que mata mais de 90% dos doentes. Desconhece-se que factores permitem a alguns doentes sobreviver enquanto os outros sucumbem.

In Diário de Notícias online
08/04/2014
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

Cinco efeitos inesperados de medicamentos comuns

 

Todos os medicamentos têm efeitos secundários mais ou menos comuns, mas estes cinco podem ter algumas consequências invulgares, como ficar daltónico, ter déjà-vus ou tornar-se compulsivo em jogos a dinheiro

visao17082013Até os medicamentos mais estudados e mais usados em todo o mundo têm efeitos secundários indesejados, como dores de estômago, sonolência ou fadiga. No entanto, há outros bem menos comuns. O popular site de notícias “The Huffington Post” fez uma lista de cinco desses medicamentos com efeitos adversos inesperados.

  • Medicamento (principio activo) : Zolpidem (Cymerion e Stilnox)
  • Efeito: Conduzir, comer e ter relações sexuais a dormir

O Zolpidem é um medicamento que trata as insónias, no entanto, depois de tomado há já vários dias pode levar o utilizador a executar tarefas das quais não se vai lembrar, desde conduzir, ter conversas complexas, realizar tarefas diárias de rotina, fazer sexo ou até comer durante o sono.

Estes comportamentos ocorrem frequentemente durante as manhãs pelo simples facto do medicamento ainda permanecer na corrente sanguínea de quem o toma, explica Zara Risoldi Cochrane, professora assistente de farmácia da Universidade de Creighton, em Omaha, nos EUA.

  • Medicamento (principio activo) :  Lorazepam (Ansilor, Lorenin e Lorsedal)
  • Efeito: Déjà vus

A farmacêutica Suzy Cohen explica que apenas 5% dos que tomam Lorazepam – utilizado para controlar a ansiedade – têm experiências de déjà vus.

No entanto, Cohen revela que o efeito do medicamento não traz a sensação de que a pessoa já esteve naquele determinado sítio: “É mais um sentimento de flashback de um certo sítio ou de um certo período de tempo”, porque de repente uma pessoa pode pensar que voltou à sua infância, por exemplo.

  • Medicamentos (princípios activos) : Ropinirole (Ronipod) e Pramipexol
  • Efeito: Jogar a dinheiro compulsivamente

Ambos os medicamentos são prescritos para tratar doentes com Parkinson, com síndrome das pernas inquietas ou com cãibras nas pernas, uma vez que forçam a actividade dos receptores de dopamina em pessoas com falta de neurotransmissores. Porém, podem alterar o movimento e o humor e entre 5% a 10% dos utilizadores ganham impulsos incontroláveis.

A farmacêutica Suzy Cohen explica que “uma grande quantidade de dopamina transforma-se num centro de prazer” e essa paixão por dopamina “provoca impulsos incontroláveis como jogar a dinheiro ou ter relações sexuais.” Estes sintomas mais visíveis nos jovens do sexo masculino.

  • Medicamento (principio activo): Sildenafil  (Viagra)
  • Efeito inesperado: Daltonismo

Este medicamento, usado para contornar os problemas masculinos de disfunção eréctil, pode por vezes causar daltonismo. Em casos raros, há pessoas que tomam Viagra e desenvolvem uma dificuldade em distinguir as cores azul e verde.

Apesar de este tipo de daltonismo ser normalmente temporário, há casos em que o medicamento causou perda curta, longa e total de visão, isto porque, ao que parece, o viagra interrompe o fluxo sanguíneo que chega ao nervo óptico.

“O viagra e os medicamentos similares são apenas para uso a curto prazo. Caso descubra que tem uma deficiência de testosterona deve procurar um tratamento de longo prazo, como a reposição da hormona”, porque o viagra não corrige essas falhas, concluiu Cohen..

  • Medicamento: Dapsona (Sulfona Zimaia)
  • Efeito inesperado: Sintomas de envenenamento por monóxido de carbono

A dapsona é um antibiótico geralmente tomado por pessoas que têm o seu sistema imunológico comprometido – como pacientes com SIDA ou lepra – e tem como função evitar infecções.

Porém, entre 1% a 5% dos pacientes que tomam este medicamento, e embora não corram risco de vida, revelam sintomas similares aos de envenenamento por monóxido de carbono: dificuldade em respirar, cianose (pele de cor cinzenta ou azul), ritmo cardíaco anormal, dor no peito e fraqueza.

In Visão online
13:30 Sábado, 17 de Agosto de 2013

116: Levantada interdição de banhos nas praias de Lisboa

 

Irritação cutânea

Fotografia © Carlos Santos/Global Imagens

Fotografia © Carlos Santos/Global Imagens

A Agência Portuguesa de Ambiente (APA) levantou hoje a interdição de banhos nas praias de Santo Amaro de Oeiras, Carcavelos, Torre e São João da Caparica, que tinha sido decidida depois de relatos de casos de irritação cutânea.

O levantamento da interdição foi decidido por não ter sido detectada uma relação causal entre a presença de micro-algas e as situações de irritação cutânea que foram registadas em várias praias.

Em conferência de imprensa, o presidente da APA, Nuno Lacasta, garantiu que não há contaminação das águas da Grande Lisboa e adiantou que estão a ser recolhidas amostras em várias praias, como Carcavelos, Santo Amaro, Torre, São João e CDS/São João da Caparica.

A prática de banhos pode assim ser retomada ainda que ao abrigo de medidas de protecção, recomendando a lavagem com água doce para as populações mais vulneráveis, como crianças e pessoas com alergias.

In Diário de Notícias online
15/07/2013
por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca

115: Banhos desaconselhados em 4 praias da área de Lisboa

 

Agência do Ambiente

A Agência Portuguesa do Ambiente desaconselhou a prática de banhos nas praias de Santo Amaro de Oeiras, Carcavelos, Torre e São João da Caparica durante o dia de hoje, principalmente por parte de crianças e pessoas com mais sensibilidade.

Numa nota enviada às redacções, a APA explica que a medida preventiva tem como alvo aquelas quatro praias da Área Metropolitana de Lisboa e surge depois de “relatos pontuais de comichão na pele, por parte de banhistas, após contacto com a água do mar” nas praias de Santo Amaro de Oeiras e São João da Caparica.

“Relatos (…) que indicam podermos estar perante casos semelhantes aos registados nas praias de Carcavelos e da Torre”, o que faz a APA manter para segunda-feira, dia 15, “as medidas preventivas adoptadas para as praias da área Metropolitana de Lisboa”.

“Assim, é desaconselhada a prática de banhos nas quatro praias mencionadas, especialmente por parte de crianças e pessoas com maior sensibilidade, devendo ser consultados os nadadores salvadores, nas restantes praias, em particular para comunicação de eventuais ocorrências”, diz a APA.

A Agência Portuguesa do Ambiente adianta que se trata de medidas preventivas, “prevendo-se para breve a normalização da situação”, já que está a ser feita uma monitorização “de forma permanente” e articulada com as respectivas autarquias e a Autoridade Marítima.

Acrescenta ainda que durante o dia de segunda-feira poderão ser conhecidos os resultados das análises laboratoriais que irão permitam identificar a origem destas ocorrências.

Fonte da Capitania de Lisboa disse hoje à Lusa que tinham surgido dois novos casos de alergias nas praias de São João e do CDS, na Costa de Caparica.

Assim que foram conhecidos os dois casos, foram içadas as bandeiras amarelas e os nadadores-salvadores foram informados de que deveriam avisar as pessoas que pretendessem entrar na água.

A mesma fonte disse ainda que em relação aos casos registados na semana passada nas praias da linha de Cascais, os resultados laboratoriais mostraram que havia “uma concentração de micro-algas que aumentou mas estavam mortas”.

In Diário de Notícias online
15/07/2013
por Agência Lusa, publicado por Susana Salvador

Praia de Santo Amaro de Oeiras

Praia de Santo Amaro de Oeiras

Praia da Torre - Oeiras

Praia da Torre – Oeiras

Praia de Carcavelos

Praia de Carcavelos

Praia de São João da Caparica

Praia de São João da Caparica

Mais resultados de análises à água de Carcavelos previstos para hoje

 

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) conta ter hoje ao final do dia mais resultados das análises feitas à água da praia de Carcavelos, Cascais, onde os banhos estão desaconselhados desde quarta-feira, disse à Lusa fonte da instituição.

dd03052012_02

A praia de Carcavelos foi interditada a banhos na quarta-feira à tarde, depois de vários banhistas terem apresentado «queixas de prurido» após saírem do mar.

No mesmo dia, a Polícia Marítima levantou a interdição a banhos na praia naquela praia do concelho de Cascais. No entanto, desde então desaconselhou a entrada no mar a pessoas «mais sensíveis».

In Diário Digital online
12/07/2013 | 12:18
Diário Digital / Lusa

Pistas “check-up” portuguesas fazem sucesso internacional

 

INOVAÇÃO (COM VIDEO)

Projecto que consiste em equipar pistas ou circuitos pedestres com equipamentos simples de rastreio médico para que os cidadãos possam despistar, por si mesmos, possíveis doenças está a fazer sucesso a nível mundial com encomendas para a Bélgica, Angola, Emirados Árabes Unidos, Caraíbas e América Latina.

Este projecto inovador, com o mote “Avalia-te a ti mesmo”, consiste no aproveitamento de estruturas já existentes, como circuitos urbanos e pistas pedonais, nas quais se instalam equipamentos médicos que permitem fazer um auto-rastreio, de forma gratuita. De origem 100% portuguesa, as pistas medicalizadas não pretendem substituir uma consulta medica, mas antes alertar os utilizadores a procurarem um especialista caso encontrem quaisquer anomalias durante o autor-rastreio.

As pistas “check-up” têm numa zona interior com equipamentos para um auto-exame através do qual, com simples testes, o utente fica a saber se há necessidade ou não de consultar o medico. Os equipamentos permitem, entre outras coisas, medir a pressão arterial ou perímetro abdominal.

Na zona exterior existem vários painéis informativos que mostram qual a forma correta de realizar exercícios físicos e que contêm indicadores simples que permitem aos utilizadores regularem o seu estado de saúde e prevenirem certos hábitos e comportamentos de risco.

Além disso, caso haja uma emergência médica todas estas pistas estão equipadas com um desfibrilhador.

O conceito, que ganhou uma menção honrosa na Bienal de Design Ibero-Americano, em Madrid, foi já apresentado à Organização Mundial de Saúde que, segundo António Lúcio Baptista, medico cirurgião e CEO da Ibéria Advanced Health Care (empresa que desenvolveu este projecto), ficou entusiasmada. Estão agora a ser desenvolvidos estudos no âmbito do risco cardiovascular e da saúde mental, que posteriormente também serão apresentados à mesma entidade.

A versão piloto do projecto foi implementada na cidade da Guarda, que foi monitorizado durante um ano. O concelho de Águeda e Viseu irão brevemente criar estruturas semelhantes.

In Diário de Notícias online
08/06/2013
por Ana Chio, editado por Ricardo Simões Ferreira

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...