176: Consumo de tomate reduz risco de cancro da próstata

 
foto Reuters/David Mdzinarishvili

foto Reuters/David Mdzinarishvili

Homens que comem mais de 10 porções de tomates por semana têm um risco 18 por cento menor de desenvolver cancro da próstata, sugere uma nova pesquisa realizada pelas universidades britânicas de Cambridge, Oxford e Bristol.

De acordo com o estudo hoje publicado na revista médica “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, que pertence à Associação Americana de Pesquisa do Cancro, homens que comem essas porções de tomate e seus derivados semanalmente demonstraram ter menor risco de aumentar cancro da próstata, a segunda variedade de tumor maligno mais comum nas pessoas de sexo masculino em todo o mundo.

Os pesquisadores das universidades de Cambridge Oxford e Bristol avaliaram as dietas e estilo de vida de 1.806 homens com idades entre 50 e 69, com cancro da próstata, e compararam com a dos outros 12.005 homens sem a doença.

A equipa de investigadores avaliou o estilo de vida dos dois grupos, nomeadamente se na sua dieta se incluía o selénio, cálcio e alimentos ricos em licopeno, produtos associados à prevenção do cancro da próstata.

E no final, apurou-se que os homens que tiveram ingestão ideal desses três componentes alimentares tiveram um menor risco da doença, refere a revista médica Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.

A redução do risco do desenvolvimento da doença deve-se ao licopeno, um antioxidante que repele as toxinas que podem provocar danos nas células e ADN, disse a pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Vanessa Er, que liderou o estudo.

«Os nossos resultados sugerem que o tomate pode ser importante na prevenção do cancro da próstata. No entanto, mais estudos precisam ser realizados para confirmar os nossos resultados, especialmente por meio de testes em humanos. Os homens ainda devem comer uma grande variedade de frutas e legumes, manter uma alimentação saudável, controlar o peso e manterem-se activos», afirmou Vanessa Er.

In TSF online
Lusa
Publicado 27/08/2014 às 19:33

159: Suplemento de tomate traz benefícios para pacientes com doença cardiovascular

 

Um suplemento diário retirado de uma substância encontrada no tomate pode melhorar a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doença cardiovascular. É o que revela um estudo realizado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e publicado na revista PLOS One.

dd18062014Outros estudos já relacionaram o licopeno, substância presente no tomate, com a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. No entanto, a nova pesquisa avaliou os seus efeitos na função dos vasos sanguíneos localizados no antebraço, que dão indícios se o paciente desenvolverá problemas vasculares ou não.

Trinta e seis pacientes com doenças cardiovasculares e 36 voluntários saudáveis participaram do estudo. Os voluntários receberam um suplemento com sete miligramas de licopeno ou um tratamento com placebo.

Os pacientes com doença cardiovascular tomaram estatinas, medicamentos com a função de baixar o colesterol. No entanto, eles ainda apresentaram a função prejudicada do endotélio – o revestimento interno dos vasos sanguíneos – em comparação com os voluntários saudáveis. Ter um endotélio saudável é um factor importante para prevenir a evolução das doenças cardíacas.

Os investigadores descobriram que a suplementação oral com sete miligramas de licopeno melhorou a função endotelial dos pacientes com doenças cardiovasculares, mas não fez efeito algum nos voluntários saudáveis.

O licopeno melhorou em 53% o alargamento dos vasos sanguíneos em comparação com os pacientes que foram tratados com o placebo. O resultado foi considerado pelos estudiosos como positivo, já que a constrição dos vasos sanguíneos é um dos principais factores que pode levar a ataques cardíacos e AVC.

O estudo constatou que o suplemento não teve qualquer efeito sobre a pressão arterial, a rigidez arterial e os níveis de lipídios.

«Mostramos claramente que o licopeno melhora a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doenças cardiovasculares», afirma Joseph Cheriyan, professor da universidade e um dos autores do estudo.

«Isso reforça a necessidade de uma dieta saudável em pessoas com risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. O suplemento de tomate não é um substituto para outros tratamentos, mas pode fornecer benefícios adicionais. Entretanto, serão necessários mais estudos para verificar se esta solução é capaz de reduzir doenças cardíacas», completa Cheriyan.

In Diário Digital online
18/06/2014 | 14:33

3: Tomate poderá reduzir osteoporoese

 

Uma nova investigação revelou que o sumo de tomate poderá aumentar significativamente a presença de protecção antioxidante nas células e que tal será benéfico também na luta contra a osteoporose.

Este foi um trabalho pioneiro, publicado no Osteoporosis International, que estudou o efeito antioxidante do licopeno nos ossos e que permitiu a investigadores da Universidade de Toronto alegarem que 30 mg diários de licopeno, quantidade equivalente à presente em dois copos de sumo de tomate, são suficientes para prevenir a osteoporose.

A osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea, o que leva a uma aumento do risco de fracturas, especialmente na anca, coluna e nos pulsos. Na Europa, Estados Unidos e Japão aproximadamente 75 milhões de pessoas sofrem desta patologia, sendo as mulheres quatro vezes mais propensas a desenvolver osteoporose que os homens.

O licopeno é o pigmento de cor vermelha presente em vários frutos, entre os quais o tomate. Trata-se de um potente carotenóide, um grupo de pigmentos naturais que ocorrem naturalmente nas plantas e que têm uma elevada capacidade antioxidante. Devido à sua capacidade de diminuir o stress oxidativo, o licopeno foi associado a uma diminuição do risco de doenças crónicas.

Neste estudo, mulheres em fase de pós menopausa, com idades entre os 50 e 60 anos, foram divididas em quatro grupos: um grupo de participantes consumiu um suplemento de 15 mg de licopeno, outro um copo de sumo de tomate natural contendo 15 mg de licopeno, o terceiro grupo um sumo de tomate japonês, gourmet, com 35 mg de licopeno e ao quarto grupo foi dado placebo. Após os quatro meses, os resultados mostraram que a suplementação com licopeno aumentou significativamente os níveis do mesmo no sangue e consequentemente aumentaram significativamente a sua capacidade antioxidante, diminuindo parâmetros de stress oxidativo e diminuindo a reabsorção de marcadores ósseos, comparativamente com o grupo que tomou placebo.

Com estes resultados os investigadores concluíram que o aumento de licopeno no sangue, devido à sua toma através de sumo ou sob a forma de cápsulas, resultou numa diminuição de reabsorção do marcador NTx em mulheres em fase de pós-menopausa. Esta redução de NTx poderá dever-se à capacidade de absorção do licopeno, reduzindo assim nas participantes deste estudo os parâmetros de stress oxidativo.

Estes resultados são os primeiros a mostrar que a ingestão de licopeno, tomado como suplemento alimentar sob a forma de cápsulas ou sumo, em quantidades mínimas de 30 mg/dia, poderá diminuir o risco de osteoporose através da diminuição do stress oxidativo na reabsorção óssea.

Fonte: Osteoporosis International
Published online ahead of print: 10.1007/s00198-010-1308-0
Title: Supplementation with the antioxidant lycopene significantly decreases oxidative stress parameters and the bone resorption marker N-telopeptide of type I collagen in postmenopausal women
Authors: E. S. Mackinnon, A. V. Rao, R. G. Josse and L. G. Rao
10-12-2010

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