136: Recibo de caixa electrónica expõe pessoas a produto tóxico, diz estudo

 

Manipular recibos emitidos por caixas electrónicas, lojas e supermercados faz as pessoas terem contacto com um componente químico tóxico que já foi associado com problemas de saúde. É o que conclui um estudo publicado na revista da Associação Médica Americana (Jama).

dd27022014Investigadores analisaram a urina de indivíduos que manusearam o papel térmico utilizado nesse tipo de impresso por duas horas seguidas sem uso de luvas. Eles apresentaram um aumento significativo de bisfenol A (BPA) na urina em relação a quem usava luvas.

A exposição ao BPA já foi associada a condições como infertilidade, obesidade, certos tipos de cancro e problemas de desenvolvimento cerebral em crianças. A substância, presente no papel térmico, também é encontrada no revestimento interno de enlatados e em embalagens plásticas duras e transparentes; o seu uso já foi banido de biberões.

Shelley Ehrlich, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, e a sua equipa recrutaram 24 voluntários que forneceram amostras de urina antes e depois de manusear – com e sem luvas – os recibos impressos. O BPA foi detectado em 100% das amostras dos indivíduos que não usaram luvas.

Os cientistas avisam que um estudo maior é necessário para confirmar os resultados. Mas sublinham que são relevantes para pessoas que lidam diariamente com papéis térmicos no trabalho, como caixas de banco e de supermercado.

Um estudo mais antigo, publicado na Nature em 2010, já havia mostrado que o BPA presente em papéis térmicos é capaz de atravessar a pele. Na ocasião, o cientista Daniel Zalko, toxicologista do Instituto Francês para Pesquisa em Agricultura, alertou que o material não é a principal fonte de bisfenol A no ambiente, mas que grávidas deveriam ter mais cuidado ao manipular esses recibos, principalmente as que trabalham em caixas de supermercado.

In Diário Digital online
27/02/2014 | 14:15

116: Levantada interdição de banhos nas praias de Lisboa

 

Irritação cutânea

Fotografia © Carlos Santos/Global Imagens

Fotografia © Carlos Santos/Global Imagens

A Agência Portuguesa de Ambiente (APA) levantou hoje a interdição de banhos nas praias de Santo Amaro de Oeiras, Carcavelos, Torre e São João da Caparica, que tinha sido decidida depois de relatos de casos de irritação cutânea.

O levantamento da interdição foi decidido por não ter sido detectada uma relação causal entre a presença de micro-algas e as situações de irritação cutânea que foram registadas em várias praias.

Em conferência de imprensa, o presidente da APA, Nuno Lacasta, garantiu que não há contaminação das águas da Grande Lisboa e adiantou que estão a ser recolhidas amostras em várias praias, como Carcavelos, Santo Amaro, Torre, São João e CDS/São João da Caparica.

A prática de banhos pode assim ser retomada ainda que ao abrigo de medidas de protecção, recomendando a lavagem com água doce para as populações mais vulneráveis, como crianças e pessoas com alergias.

In Diário de Notícias online
15/07/2013
por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca

Pistas “check-up” portuguesas fazem sucesso internacional

 

INOVAÇÃO (COM VIDEO)

Projecto que consiste em equipar pistas ou circuitos pedestres com equipamentos simples de rastreio médico para que os cidadãos possam despistar, por si mesmos, possíveis doenças está a fazer sucesso a nível mundial com encomendas para a Bélgica, Angola, Emirados Árabes Unidos, Caraíbas e América Latina.

Este projecto inovador, com o mote “Avalia-te a ti mesmo”, consiste no aproveitamento de estruturas já existentes, como circuitos urbanos e pistas pedonais, nas quais se instalam equipamentos médicos que permitem fazer um auto-rastreio, de forma gratuita. De origem 100% portuguesa, as pistas medicalizadas não pretendem substituir uma consulta medica, mas antes alertar os utilizadores a procurarem um especialista caso encontrem quaisquer anomalias durante o autor-rastreio.

As pistas “check-up” têm numa zona interior com equipamentos para um auto-exame através do qual, com simples testes, o utente fica a saber se há necessidade ou não de consultar o medico. Os equipamentos permitem, entre outras coisas, medir a pressão arterial ou perímetro abdominal.

Na zona exterior existem vários painéis informativos que mostram qual a forma correta de realizar exercícios físicos e que contêm indicadores simples que permitem aos utilizadores regularem o seu estado de saúde e prevenirem certos hábitos e comportamentos de risco.

Além disso, caso haja uma emergência médica todas estas pistas estão equipadas com um desfibrilhador.

O conceito, que ganhou uma menção honrosa na Bienal de Design Ibero-Americano, em Madrid, foi já apresentado à Organização Mundial de Saúde que, segundo António Lúcio Baptista, medico cirurgião e CEO da Ibéria Advanced Health Care (empresa que desenvolveu este projecto), ficou entusiasmada. Estão agora a ser desenvolvidos estudos no âmbito do risco cardiovascular e da saúde mental, que posteriormente também serão apresentados à mesma entidade.

A versão piloto do projecto foi implementada na cidade da Guarda, que foi monitorizado durante um ano. O concelho de Águeda e Viseu irão brevemente criar estruturas semelhantes.

In Diário de Notícias online
08/06/2013
por Ana Chio, editado por Ricardo Simões Ferreira

102: Rim artificial é um avanço notável

 

TSF15042013A Sociedade Portuguesa de Transplantação lembra o universo de doentes renais para quem este avanço científico é um passo de esperança.

Um avanço notável, uma excelente noticia. É desta forma que a Sociedade Portuguesa de Transplantação classifica o avanço científico conseguido por uma equipa de investigadores norte-americanos, que criou, a partir de células estaminais, um rim artificial que já se revelou capaz de produzir urina depois de transplantado para um rato de laboratório.

Embora os estudos se tenham até agora centrado em modelo animal, a descoberta sugere uma abordagem promissora para a criação de rins com a utilização de células dos próprios doentes, evitando-se assim rejeições ao transplante de órgãos alheios.

Os resultados desta experiência são uma excelente noticia, diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação. Ouvido pela TSF, Fernando Macário lembra o enorme universo, só de doentes renais, para quem este é um passo de esperança

Em todo o caso, Fernando Macário sublinha que é preciso dar tempo ao tempo, até que este avanço possa ser aplicado em seres humanos.

Existem quase 10 mil doentes renais em Portugal que fazem hemodiálise. São doentes que esperam um transplante de rim que, na maioria das vezes, é transplantado de um dador morto. Por isso, são pouco mais de quinhentas as operações deste tipo que se fazem por ano nos hospitais portugueses.

In TSF online
Publicado 15/04/2013 às 07:27

100: Consumo de carne processada associado a causas de morte prematura

 

Carne-processada2Elevado consumo deste tipo de carne aumenta em 72% o risco de morte por doença cardiovascular e em 11% o risco de cancro mortal, concluiu um estudo.

O estudo European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC), publicado nesta quinta-feira na revista científica BMC Medicine, identifica o consumo de carnes processadas – como bacon, salsichas ou presunto – como um factor que potencia doenças cardiovasculares, cancros e outros problemas de saúde mortais.
Os resultados do estudo sugerem que, num período de 13 anos, um elevado consumo de carne processada aumenta em 44% a probabilidade de uma morte prematura. O consumo deste tipo de alimentos é responsável por potenciar o risco de doenças cardiovasculares em 72% e o risco de cancro em 11%.

Os cientistas responsáveis pelo estudo observaram uma co-relação proporcionalmente maior entre as taxas mortalidade precoce e a quantidade de carne processada ingerida.

Sabine Rohrmann, professora na Universidade de Zurique e responsável pelo estudo, garante que 3% das mortes precoces ocorridas podiam ter sido evitadas se o consumo de carne processada fosse inferior a 20 gramas por dia. O sal e substâncias químicas utilizadas na preservação destes alimentos são outros dos elementos com efeitos nocivos para os consumidores.

A investigação, financiada pela Europe Against Cancer Program of the European Commission (SANCO), analisou a relação entre o consumo de carnes vermelhas, carnes brancas e carnes processadas e o risco de morte prematura.

O estudo foi conduzido em 10 países europeus, utilizando uma amostra de 448.568 pessoas, com idades entre os 35 e os 69 anos, recolhendo informação completa sobre a sua dieta, hábitos tabágicos, actividade física e índice de massa corporal. Nenhum deles tinha historial de doenças graves ou significativas.

Verificou-se que o consumo de carnes processadas está ainda relacionado com outros hábitos prejudiciais à saúde, como um consumo insuficiente de vegetais e fruta. Aqueles que comem mais carne processada são também os que tem uma maior probabilidade de ser fumadores ou obesos.

Os resultados relacionaram um alto consumo de carne vermelha com uma maior mortalidade, ligação considerada como residual e por isso insuficiente para se considerar estatisticamente válida. O consumo de carnes brancas não foi associado à mortalidade.

Apesar disso, os responsáveis pelo estudo não descartam totalmente as carnes vermelhas da dieta, reconhecendo como benéficos para a saúde os nutrientes que estas contêm.

Mariana Dias
In Público

99: Mais de uma dezena de portugueses vencem VIH sem tratamento

 

Foram infectados há mais de dez anos, mas o seu sistema imunitário tornou o vírus da sida inofensivo. Estudo sediado nos EUA procura uma explicação.

Um grupo de 974 pessoas no mundo infectadas há vários anos pelo vírus da sida estão a ser estudadas para descobrir como conseguem controlar o VIH sem nunca terem feito nenhum tratamento. A investigação inclui 16 portugueses.

Todos contraíram o vírus como qualquer outro infectado, mas o seu corpo tem a capacidade extraordinária, e ainda inexplicável, de tornar o VIH inofensivo. A ciência chama-lhes “controladores de elite” e estima que não cheguem a 1% do total de portadores do vírus.

A médica responsável pelo estudo em Portugal, Emília Valadas, da Faculdade de Medicina de Lisboa, suspeita também que estas pessoas envelhecem mais devagar.

In Expresso online
Vera Lúcia Arreigoso
9:02 Sábado, 9 de Março de 2013

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