430: Medicamentos para a tensão arterial diminuem mortalidade em doentes com covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/HIPERTENSÃO

McRonny / Pixabay

Um estudo de meta-análise concluiu que medicamentos para a tensão arterial, ao contrário do que se pensava, reduzem a mortalidade em pacientes com covid-19.

No início da pandemia, havia a preocupação de que certos medicamentos para pressão arterial alta pudessem estar associados a consequências negativas para pacientes com covid-19.

Por causa de como as drogas funcionam, temia-se que tornassem mais fácil para o coronavírus entrar nas células do corpo. No entanto, muitas sociedades médicas aconselharam os pacientes a continuar a tomar os medicamentos.

Com o potencial para uma segunda vaga, era essencial investigar se os pacientes poderiam continuar a usar esses medicamentos com segurança. Portanto, uma equipa de investigadores da Universidade de East Anglia decidiu descobrir o efeito que eles têm no progresso da covid-19.

Em vez de colocar os pacientes em risco, os cientistas descobriram que, na verdade, esses medicamentos reduzem o risco de morte e doença grave em pacientes com covid-19.

Os investigadores reuniram dados de 19 estudos relevantes sobre a covid-19 que incluíram pacientes a tomarem dois tipos específicos de medicamentos para a pressão arterial: inibidor da enzima de conversão da angiotensina (IECA) e bloqueadores de receptores da angiotensina (BRAs). Isto permitiu examinar os resultados de mais de 28.000 pacientes com covid-19 para avaliar os efeitos desses medicamentos.

Os resultados da meta-análise foram publicados, em Agosto, na revista científica Current Atherosclerosis Reports.

Os IECA e os BRAs actuam agindo no sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), essencial para regular a tensão arterial. Estes medicamentos também foram idealizados para aumentar potencialmente a expressão de uma proteína encontrada na superfície das células chamada enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2).

Além de ajudar a regular a tensão arterial, a proteína ACE2 também é a que permite que o coronavírus entre nas células do corpo. É por isso que houve preocupações sobre os pacientes que usam estes medicamentos. Se os medicamentos aumentassem a quantidade de ACE2 presente nas células, suspeitava-se que tornariam mais fácil para o vírus infectá-las, piorando a condição do paciente.

Contudo, quando olharam para os resultados dos pacientes que tomam IECA e BRAs em comparação com aqueles que não tomam esses medicamentos, esse não foi o caso.

Os investigadores não encontraram evidências de que esses medicamentos possam aumentar a gravidade da covid-19 ou o risco de morte. Pelo contrário, entre os pacientes com estes medicamentos prescritos para o tratamento da hipertensão, havia na verdade um risco significativamente menor de morte, internamento nos cuidados intensiva ou ventilação. Verificou-se uma redução de um terço desses eventos neste grupo.

Acredita-se então que esses medicamentos realmente tenham uma função protectora – principalmente em pacientes com tensão arterial alta.

O que está por trás deste efeito?

Não é claro por que os pacientes em uso de IECA e BRAs tiveram condições menos graves da doença, mas há alguns pontos a serem considerados.

O primeiro é que, embora teoricamente se pensasse que esses medicamentos aumentavam os níveis de ACE2, não há evidências convincentes de que isso realmente aconteça. Não há nenhum dado clínico sobre os efeitos desses medicamentos na expressão de ACE2 em tecido humano.

Há também uma segunda informação potencialmente relevante. A infecção pelo SARS-CoV-2 também pode levar a uma reacção exagerada da via do SRAA e à inflamação. Acredita-se que esse aumento do processo inflamatório seja o culpado pela lesão pulmonar aguda e pode levar ao agravamento da pneumonia e à síndrome do desconforto respiratório agudo.

Portanto, pode ser que tomar medicamentos que inibem o SRAA evite essa sequência de eventos e melhore os resultados clínicos.

Por ZAP
27 Setembro, 2020

 

 

63: Avanço na luta contra doenças cardíacas

 

Universidade de Coimbra

Uma equipa de investigadores de Coimbra identificou um novo mecanismo responsável por falhas de comunicação entre células do coração que pode estar na origem das doenças cardíacas, foi hoje anunciado.

A investigação, liderada pelo bioquímico Henrique Girão e publicada na revista “Molecular Biology of the Cell”, permitiu descobrir um mecanismo que leva à diminuição ou falta de comunicação entre as células, desregulando o normal batimento cardíaco.

Esse desregular do batimento cardíaco acaba por ter implicações importantes no desenvolvimento de doenças, como a coronária, insuficiência cardíaca, arritmias e enfarte.

Os estudos realizados demonstram que a “ubiquitina assume o papel principal na degradação da conexina43 (Cx43), a proteína que assegura a comunicação rápida e eficaz entre a maioria das células, contribuindo para o normal funcionamento de órgãos e tecidos”, refere uma nota hoje divulgada pela Universidade de Coimbra (UC).

“Trata-se de proteínas muito importantes no coração, são como que canais que permitem a comunicação eficiente entre as diferentes células do coração, o que é importante para que ele bata de forma regulada e controlada”, disse à Lusa o investigador.

No caso do coração, os canais de comunicação intercelular “asseguram a propagação rápida de um sinal que está na origem do batimento”, ou seja, as alterações nessa comunicação, mediada pela Cx43, poderão estar na origem de doenças cardíacas.

No fundo, o que os investigadores da Universidade de Coimbra identificaram foi “o mecanismo responsável pela remoção da Cx43 da membrana das células, e posterior eliminação, resultando numa diminuição, ou ausência, da comunicação entre as células”.

Segundo Henrique Girão, a grande novidade do estudo foi “demonstrar que uma via de degradação denominada autofagia participa na degradação da conexina43 presente na membrana plasmática das células, e que a ubiquitina tem um papel regulador neste processo”.

Os resultados alcançados “podem ter um impacto grande” ao nível do tratamento, porque – explicou o investigador à Lusa -, uma vez identificado o mecanismo responsável pela desregulação da comunicação intercelular, “se inibirmos a autofagia talvez o tal coração em isquemia consiga prevenir algumas das alterações que seriam nocivas” para o órgão.

Nesse sentido, “abre-se caminho para o desenvolvimento futuro de novas abordagens terapêuticas que previnam ou impeçam a eliminação destes canais de Conexina43” e, deste modo, assegurem uma correta comunicação entre as células, disse.

O estudo foi realizado recorrendo a células em cultura e irá agora prosseguir em ratos sujeitos a isquemia cardíaca, de forma a avaliar o impacto da descoberta.

O objectivo é também perceber como é que as alterações da comunicação intercelular contribuem para o aparecimento de outras doenças, como o cancro e a diabetes, afirma o investigador do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem — IBILI.

O estudo conta com a colaboração de cardiologistas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de uma investigadora da Universidade de Einstein, Nova Iorque, e de um grupo de cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia.

In Diário de Notícias online
21/05/2012

60: Substituto de sal com 0% de sódio à venda nas farmácias

 

Bonsalt é o primeiro substituto do sal com 0% de sódio, distribuído exclusivamente nas farmácias e parafarmácias. Desenvolvido para hipertensos e pessoas com restrições de sódio na sua alimentação, Bonsalt é adequado para crianças, jovens e adultos e posiciona-se como uma alternativa saudável que promove o bem-estar e a saúde, acaba de anunciar a farmacêutica Angelini.

A Angelini escolheu Maio, o Mês do Coração, para o lançamento do novo produto, o primeiro substituto do sal com 0% de sódio.

Bonsalt foi desenvolvido para quem tem restrições de sódio na alimentação, como é o caso de hipertensos e pessoas com problemas cardiovasculares, e pode ser adoptado por todas as pessoas que queiram um estilo de vida saudável e sem sal.

João Paulo Guimarães, director clínico da Angelini contextualiza a situação nacional, afirmando que «o consumo excessivo de sal tem efeitos gravíssimos e a grande maioria das pessoas até sabe disso mas, ou não se apercebe que consome sal em excesso, ou minimiza as consequências».

Segundo o INE, a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares e a hipertensão é um dos principais factores de risco para estas doenças.

Quase metade da população adulta sofre de hipertensão. Para agravar a situação, o consumo médio diário de sal é de 12g, quando a recomendação da OMS é de 5g por dia.

No que se refere à meta que a Angelini definiu para este sal com 0% de sódio, o responsável explica que «Bonsalt pretende ajudar a mudar os hábitos das pessoas, à semelhança do que aconteceu há uns anos com os adoçantes, que hoje fazem parte da rotina de muitas pessoas. Bonsalt é um produto que não provoca os efeitos nocivos do consumo excessivo de sal e tem esta característica de manter o sabor da comida, que é um aspecto importante para quem tem mesmo de abdicar de uma alimentação com sódio. Representa uma importante melhoria de vida para estas pessoas».

Bonsalt é um sal sem sódio, composto por potássio, que se apresenta como um benefício para quem se vê obrigado a ter uma alimentação insossa a recuperar o sabor dos alimentos e a voltar a ter prazer de comer, promovendo o bem-estar e a saúde.

Também como medida de prevenção, para quem pretenda evitar o aparecimento de doenças como a hipertensão e outras doenças de ordem cardiovascular, permite uma dieta com baixo consumo de sal.

Tem uma aparência semelhante ao sal de mesa e o sabor familiar do sal com sódio e utiliza-se do mesmo modo, na cozinha ou à mesa.

Encontra-se em embalagens de 85g, com um preço recomendado de 3,90 euros.

In Diário Digital online
14/05/2012 | 14h59

– 1.- Gostava era de saber a composição deste sal sem sódio… Pode fazer bem por um lado mas…
2.- Continuam a estar fora do alcance de muitas bolsas, o custo destes produtos, ou seja, se realmente este produto é eficaz naquilo que publicita, apenas os ricos têm acesso a ele… € 3,90 (780$00) por 85g de um substituto do sal?

56: Estudo revela que romã é viagra natural

 

Investigação revela que sumo do fruto faz aumentar níveis de testosterona

Romã provoca aumento da testosterona

Há já algum tempo que se sabe que a romã tem benefícios para a saúde, quer pelo facto de ajudar a reduzir a pressão arterial quer por poder ser utilizada na prevenção de alguns problemas cardiovasculares. No entanto, um novo estudo da Universidade Queen Margaret, na Escócia, vem agora revelar que este fruto é também um viagra natural.

Na investigação, agora publicada pelo jornal ‘Daily Mail, foi avaliado o comportamento de 58 homens e mulheres, com idades entre os 21 e os 54 anos, que, ao longo de duas semanas, beberam um copo de sumo de romã. Os resultados mostram que, após este período, se verifica um aumento de testosterona que pode variar entre 16 e 30 por cento.

Segundo a equipa de investigadores, se a testosterona aumenta também o desejo sexual aumenta.

Mas uma dose diária de sumo de romã não traz apenas benefícios a nível sexual. O mesmo estudo revela que os sentimentos negativos, como a tristeza ou o medo, sofrem uma diminuição.

A investigação confirma, assim, que o sumo deste fruto pode substituir o viagra, sem trazer consequências para a saúde.

In Correio da Manhã online
10/05/2012 | 13h26

11: O que é a tensão (pressão) arterial?

 

O que acontece no nosso corpo e os valores que denunciam a hipertensão arterial

A hipertensão arterial (HTA) é o problema de Saúde Pública mais importante em Portugal, sendo responsável por elevado número de complicações cardiovasculares.

Os valores da pressão arterial de cada indivíduo são determinados pela pressão a que o sangue circula nas artérias do organismo, em consequência da acção de bombeamento que o coração efectua por pulsação.

Assim, de cada vez que o coração se contrai (sístole), o sangue é expelido através da artéria aorta. A pressão máxima atingida durante a expulsão do sangue é a chamada pressão sistólica (pressão máxima). Em seguida, a pressão dentro das artérias vai descendo à medida que o coração se relaxa. A pressão mais baixa atingida é a chamada pressão diastólica (pressão mínima).

A pressão ou tensão arterial de cada indivíduo varia de momento a momento em resposta às diferentes actividades e emoções. É importante saber-se que, em alguns indivíduos, a pressão arterial se eleva no acto da medição, só pela presença do médico (reacção de alarme), sendo então chamada de «hipertensão de bata branca».

Por este motivo, é por vezes difícil ao médico decidir, numa única visita, se um determinado indivíduo é hipertenso. No entanto, a pressão arterial tem tendência a baixar para os valores habituais do indivíduo à medida que ele se habitua às manobras de medição e ao médico, em visitas sucessivas.

Torna-se por isso necessário, sobretudo com níveis tensionais só ligeiramente elevados, que o doente seja observado em várias visitas, durante alguns meses, antes que o diagnóstico de hipertensão e a sua terapia possam ser estabelecidos com segurança. Durante esse período de espera, em que, aliás, não se devem administrar medicamentos, o indivíduo suspeito de hipertensão arterial deve iniciar um programa de medidas não farmacológicas, que adiante descreveremos.

Considera-se que um indivíduo é hipertenso quando tem uma pressão arterial repetidamente superior ou igual a 140mmHg para a sistólica e/ou 90mmHg para a diastólica.

No entanto, para certos doentes, como os diabéticos e os renais ou já com doença cardiovascular, recomenda-se que tenham valores inferiores a 130/80mmHg.

Não existe uma definição claramente estabelecida para os valores da pressão arterial nas crianças. No entanto, considera-se, geralmente, que os valores tensionais acima 110/70 mmHg, devem ser considerados suspeitos, antes dos 10 anos de idade.

Com a idade a pressão arterial tem tendência a subir. Todavia a pressão arterial elevada no idoso não deve ser considerada normal.

Texto: Prof. Manuel Carrageta , médico cardiologista e presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia

A filiação no Clube Rei Coração é livre e destina-se a todos os que se interessam pelas doenças do foro cardiovascular, em saber como as prevenir e melhor lidar com a sua existência, de modo a conseguirem mais bem-estar e qualidade de vida.

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