95: Descoberta ajuda o corpo a destruir o cancro

 
Ampliação de uma linfócito (glóbulo branco) que combate as doenças Fotografia © Wikimedia Commons

Ampliação de uma linfócito (glóbulo branco) que combate as doenças
Fotografia © Wikimedia Commons

Investigadores norte-americanos identificaram uma molécula, designada TIC10, que é capaz de ativar uma proteína no corpo humano que combate as células cancerígenas. A esperança é conseguir tratamentos contra o cancro sem recurso a químio- ou radioterapia.

A proteína em causa, designada TRAIL, tem características anti-cancerígenas conhecidas – ‘ordena’ ao sistema imunológico do corpo que ataque células com mutações malignas. No entanto, a sua utilização em tratamentos tem-se revelado difícil. A proteína tem um tempo de vida curto em cultura, torna-se rapidamente instável e a sua administração no tratamento de cancros no cérebro é pouco eficaz.

Estes problemas podem ser ultrapassados com a descoberta de que a molécula TIC10 é capaz de activar a TRAIL já existente no corpo do paciente, que deixa de funcionar eficazmente com o progredir da doença.

Segundo investigadores da Universidade da Pensilvânia, num estudo publicado no Science Translational Medicine, o TIC10 é potencialmente administrável por via oral e pode originar tratamentos sem recursos a químicos ‘estranhos’ ao organismo.

Esta molécula tem ainda a vantagem de, dado o seu minúsculo tamanho, ser capaz de transpor a barreira que separa o cérebro do sistema circulatório central, pelo que se revela potencialmente eficaz no combate a tumores cerebrais.

“Não estávamos à espera que esta molécula pudesse ser utilizada para tratar tumores no cérebro. Foi uma agradável surpresa”, admitiu o oncologista da Universidade da Pensilvânia Wafik El-Deiry, citado pelo jornal britânico Daily Mail.

Os testes até agora foram limitados a ratinhos de laboratório, mas os investigadores estão nitidamente excitados com as possibilidades que esta molécula lhes abre. “Utilizar uma minúscula molécula para ‘dar um empurrão’ à TRAIL e ultrapassar as suas limitações parece ser uma forma promissora de tratar o cancro utilizando um mecanismo seguro que já existe no sistema imunológico normal”, afirmou El-Deiry.

In Diário de Notícias online
09/02/2013
por Ricardo Simões Ferreira

54: Segunda-feira sem carne

 

As tais segundas-feiras sem carne que menciona ESTE ARTIGO. Apenas juntei umas rodelas de chouriço a esta receita de NACOS DE SOJA GUISADOS.

Ingredientes:

– 150 g de nacos de soja grossos
– 600 g de batatas
– 500 g de jardineira de legumes
– 400 g de tomate triturado com manjericão (lata)
– ½ chouriço de carne
– 100 g de cebola congelada em cubos
– 1 colher de sopa de alho picado congelado
– 0,5 dl de azeite
– 2 dl de vinho branco
– 2 dl + 1 lt de água
– 1 cubo Knorr Carne
– 2 colheres de sopa de molho de soja
– 1 folha de louro
– 2 colheres de sopa de salsa fresca picada
– 1 colher de chá de orégãos
– sal e pimenta de misturas q.b.

Preparação:

1.- Coloque os nacos de soja num recipiente bem cobertos com água à temperatura ambiente e deixe a demolhar (hidratar) durante 30 a 45 minutos. Tire a pele ao chouriço e corte-o em rodelas finas.
2.- Descasque, lave e corte as batatas em cubos pequenos. Leve um tacho grande ao lume com o azeite, deixe aquecer, junte a cebola, o alho e a folha de louro e deixe a cebola amaciar. Junte os nacos de soja previamente escorridos (esborrache-os entre as mãos para sair parte da água) ao refogado, o vinho, a lata de tomate, a salsa, os orégãos, o molho de soja, o cubo de carne, os 2 dl de água, mexa muito bem e deixe cozinhar, com o tacho tapado e em lume brando, durante 20 minutos.
3.- Coloque a jardineira de legumes num passador e deite água corrente até tirar o gelo, junte ao tacho com as batatas, o chouriço e mais 1 litro de água, rectifique temperos, mexa e deixe cozinhar, em lume brando, por mais 35 minutos ou até que os legumes estejam cozidos. Se necessário, juntar mais um pouco de água durante o processo.
4.- Retire do lume e sirva de imediato. Uma delícia…!

60′ económico 8 doses fácil

© 07.Mai.2012

33: Identificada proteína responsável por ataques cardíacos

 

Investigação norte-americana descobriu novos dados

Proteína que regula o ‘relógio do corpo’ sofre oscilações ao longo do dia, levando a que as mortes por ataques cardíacos súbitos sejam mais comuns em determinados períodos, indica um estudo da revista “Nature”.

Uma investigação norte-americana indica que durante o período do princípio da manhã e da noite se regista o maior número de mortes por ataques cardíacos súbitos, devido a variações dos níveis da proteína “kruppel-like factor 15 (Klf15)” no corpo humano.

As rotinas diárias levam a alterações químicas no corpo humano ao longo do dia. O funcionamento do corpo humano possui um ritmo “circadian”, vulgarmente denominado como o relógio do corpo, que o mantém sincronizado com o meio envolvente. O que acontece em determinados períodos do dia, porém, é uma espécie de jet lag que leva a que fique dessincronizado.

Segundo o estudo divulgado pela revista “Nature “, esse jet lag deve-se às flutuações dos níveis da proteína Klf15, que influencia os canais de iões que controlam o ritmo cardíaco.
Mecanismos até agora desconhecidos

“O nosso estudo identifica mecanismos até agora desconhecidos que levam à instabilidade do ritmo cardíaco”, referiu à BBC Darwin Jeyaraj investigador da Case Western Reserve University School of Medicine, de Ohio, Estados Unidos.

“Fornece-nos pistas sobre as variações ao longo do dia e da noite na susceptibilidade para as arritmias que já era conhecida há muitos anos”, acrescentou.

Mukesh Jain, outro investigador envolvido no estudo, indica que as descobertas que efectuaram os vão levar agora a uma nova fase da investigação, que podem conduzir em breve a abordagens inovadoras em termos de diagnósticos, prognósticos e tratamentos de doenças cardiovasculares.

In Expresso online
Alexandre Costa (www.expresso.pt)
18:49 Quinta feira, 23 de Fevereiro de 2012

24: Proteína poderá ser chave para travar metástases em doentes com cancro

 

A proteína periostina poderá ser a chave para travar as metástases, que constituem uma das maiores complicações para os doentes com cancro, revela um estudo hoje publicado na revista científica Nature.

Uma equipa de investigadores suíços descobriu que sem a periostina, que existe naturalmente no organismo, as células cancerígenas espalhadas a partir de um tumor maligno inicial não podem desenvolver-se em metástases, ou seja, em novos tumores.

Os cientistas isolaram em ratinhos a proteína nos ‘nichos’ propícios ao desenvolvimento de metástases e conseguiram demonstrar que sem ela não há novos tumores.

«Sem esta proteína, a célula-mãe cancerígena não pode desenvolver uma metástase, desaparece ou torna-se dormente», explicou um dos investigadores, Joerg Huelsken, citado pela agência AFP.

De acordo com o estudo, o bloqueamento da acção da periostina impede, por isso, a formação de novos tumores a partir de células-mãe cancerígenas difundidas por um tumor maligno inicial.

Contudo, os investigadores não estão certos ainda quanto à possibilidade de ser encontrado um anticorpo equivalente que funcione nos humanos, nem mesmo se o bloqueamento da acção da proteína tem os mesmos poucos efeitos secundários observados nos ratinhos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Os tumores malignos no pulmão, no estômago, no fígado, no cólon e na mama são os mais mortíferos.

In SOL online
Lusa/SOL
08/12/2011

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