294: Beba este liquido após refeições para baixar níveis de açúcar. Não é café

 

© iStock Beba este liquido após refeições para baixar níveis de açúcar. Não é café

Os sintomas de diabetes incluem a vontade frequente de urinar e a perda inexplicável de peso. Porém, consumir esta bebida pode ajudar a diminuir drasticamente os índices de açúcar no sangue.

Dos pacientes diagnosticados com a patologia, 90% dos casos são de diabetes de tipo 2.

A diabetes é uma doença crónica que provoca a subida exponencial dos níveis de açúcar.

Os sintomas mais frequentes da diabetes de tipo 2 incluem a vontade frequente de urinar, a perda súbita de apetite, alterações de humor e problemas em dormir.

Uma das melhores formas de prevenir e de controlar a condição consiste na adopção de alterações simples na dieta e no estilo de vida.

Todavia, estudos recentes atestam um produto em particular que provavelmente tem na sua despensa.

Beber vinagre de cidra após as refeições pode ajudar a reduzir os índices de açúcar, de acordo com os cientistas.

A pesquisa de 2004 apurou que ingerir 20 gramas de vinagre de cidra diluídos em 40 gramas de água, com uma colher de chá de sacarina, pode baixar os níveis de açúcar após as refeições.

O estudo, publicado pela American Diabetes Association, apurou que o vinagre pode auxiliar “a melhorar a sensibilidade à insulina após o consumo de refeições ricas em hidratos de carbono”.

Um outro estudo de 2007 concluiu que beber vinagre de cidra à noite, antes de ir dormir, ajuda a manter os níveis de açúcar regulares na manhã seguinte.

Ali Neilan, director da marca de consultoria de bem-estar Health Is Wealth, disse recentemente à publicação The Sun: “O vinagre de cidra regula os valores de glucose no organismo, ao mesmo tempo que aumenta a resistência à insulina, o que por sua vez diminui a vontade de comer alimentos doces”.

O popular liquido é feito em dois passos, através de um processo de fermentação. O vinagre de cidra é confeccionado quando as maçãs são moídas e misturadas com levedura, de modo a converter o açúcar em álcool.

A bebida é ainda popularmente utilizada para emagrecer.

MSN lifestyle
13/12/2018

290: Temos uma péssima notícia: sexo oral pode provocar cancro

 

(CC0/PD) sasint / pixabay

De acordo com um estudo, sexo oral com muitos parceiros aumenta a probabilidade de desenvolver cancro na garganta devido a infecções de HPV – Vírus de Papiloma Humano.

O estudo, publicado o ano passado na revista Annals of Oncology, concluiu que homens com muitos parceiros de sexo oral têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de cancro. As probabilidade aumentam ainda mais se a pessoa for fumadora.

A taxa de pessoas que são diagnosticadas com cancro na parte central da garganta é baixa: 0,7% entre homens e ainda menos em mulheres.

O trabalho estudou 13.089 pessoas entre as idades de 20 e 69 anos, que passaram por exames de HPV. Depois, foi calculado o risco dessas pessoas desenvolverem este tipo de cancro com base nos dados sobre números de casos e número de mortes por esta doença.

Homens com cinco ou mais parceiros de sexo oral têm prevalência de infecção oral de HPV de 7,4%. Aqueles com dois a quatro parceiros tinham 4% de risco de ter o vírus. Já homens que fizeram sexo oral com um ou zero parceiro tinham 1.5% chance de apanhar o vírus.

Porém, fumar aumentou o risco para todos os homens. Quem tinha mais de cinco parceiros e fumava tinha 15% de risco e quem tinha entre dois e quatro parceiros tinha 7,1% de risco.

“A maioria das pessoas faz sexo oral durante a vida e descobrimos que a infecção oral com o causador de cancro HPV era raro em mulheres, independente de quantos parceiros de sexo oral tinham. Entre homens que não fumam, esse tipo de cancro era raro em quem tinha menos de cinco parceiros de sexo oral”, explicou Gypsyamber D’Souza, investigador da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg.

O número de homens com este diagnóstico duplicou nos últimos 20 anos. A estimativa é que até 2020 este tipo de cancro seja um problema mais comum que o cancro no colo do útero nos Estado Unidos.

Testar a pessoa para descobrir se terá o vírus não é garantia que terá ou não o cancro na garganta no futuro, por isso fazer o exame não é vantajoso. Uma pessoa que já teve contacto com o vírus pode acabar com problemas de ansiedade por acreditar que vai desenvolver o cancro.

O processo mais eficaz a ser feito é tomar a vacina contra o HPV no final da infância, antes do primeiro contacto sexual. Outro factor benéfico para a saúde, de forma geral, é parar de fumar e de beber.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
31 Outubro, 2018

 

289: As pessoas podem morrer por “desistir da vida”

 

deanaia / Flickr

De acordo com um novo estudo, uma pessoa pode morrer simplesmente por desistir da vida. Uma vez que entre num estado no qual ache que a derrota é inescapável, a morte pode mesmo tornar-se real.

Segundo John Leach, investigador da Universidade de Portsmouth, nos EUA, o novo estudo, publicado na Medical Hypotheses, é o primeiro a descrever os marcadores clínicos da “desistência da vida”, condição conhecida cientificamente como morte psicogénica.

De acordo com o estudo, a força de vontade por si só pode não ser suficiente para vencer uma situação difícil, mas faz muita diferença.

Morte psicogénica

A condição segue-se habitualmente a um trauma do qual uma pessoa pensa que não há escapatória, fazendo com que a morte pareça o único resultado racional. Essa morte ocorre geralmente três semanas após o aparecimento do primeiro estágio do processo.

Não é suicídio e não está ligado à depressão. O acto de desistir da vida é uma condição muito real, muitas vezes ligada a traumas graves”, esclarece Leach.

O investigador descreveu os cinco estágios que levam ao declínio psicológico progressivo e sugere que a desistência da vida pode ter origem numa alteração num circuito frontal-subcortical do cérebro, que governa o nosso comportamento por objectivos.

O candidato provável é o cortex cingulado anterior, responsável pela motivação, que parece estar associada a certas memórias que permitem à mente humana reconhecer as situações em que é necessário alterar o comportamento habitual.

“O trauma grave pode desencadear o mau funcionamento do cortex cingulado em algumas pessoas. A motivação é essencial para lidar com a vida e, se isso falhar, a apatia é quase inevitável”, explica.

A morte não é inevitável, e pode ser revertida por factores diferentes em cada estágio. As intervenções mais comuns são a actividade física e/ou a pessoa ser capaz de ver que uma situação está, pelo menos parcialmente, sob o seu controlo. Ambos os factores desencadeiam a libertação de dopamina, substância química conhecida como o neurotransmissor do prazer, no organismo.

“Reverter o declínio da morte psicogénica tende a acontecer quando um sobrevivente encontra ou recupera o sentido de escolha, de ter algum controlo, e tende a ser acompanhado por uma cura das feridas psicológicas e renovação do interesse pela vida”, concluiu Leach.

Os cinco estágios

Segundo o investigador, o processo de morte psicogénica ocorre em cinco estágios que levam ao declínio psicológico progressivo.

1. Retirada social

O primeiro estágio, de retirada social, ocorre geralmente após um trauma psicológico. As pessoas nesta fase podem mostrar falta de emoção e indiferença, ficando “absorvidas” no seu próprio mundo.

Os prisioneiros de guerra têm sido frequentemente descritos neste estado inicial. “Retiram” da vida social, vegetando ou tornando-se passivos.

De acordo com Leach, a retirada social pode ser uma forma de lidar com uma situação má, ou seja, afastar-se de qualquer envolvimento emocional externo para permitir um realinhamento interno da estabilidade emocional. Mas, se não for controlada, pode evoluir para apatia.

2. Apatia

Uma “morte emocional” simbólica, a profunda apatia é comum em prisioneiros de guerra e sobreviventes de naufrágios e acidentes aéreos. É uma melancolia desmoralizadora, diferente da raiva, da tristeza ou da frustração.

Também já foi descrita como a ausência do esforço para se conservar. As pessoas nesta fase ficam muitas vezes “desgrenhadas”, sem instinto de higiene. Funciona como um grave desânimo, onde até mesmo a menor tarefa parece exigir o maior esforço possível.

3. Abulia

Este estágio corresponde a uma grave falta de motivação associada a uma resposta emocional abafada, falta de iniciativa e incapacidade de tomar decisões. É improvável que as pessoas nesta fase conversem. Frequentemente, desistem de se lavar ou comer.

Geralmente, a pessoa perde a sua motivação intrínseca – a capacidade ou o desejo de começar a agir para se ajudar -, mas ainda pode ser motivada por outras pessoas, através de educação persuasiva, raciocínio, antagonismo e até agressão física.

“Uma coisa interessante sobre a abulia é que parece haver uma mente vazia ou uma consciência desprovida de conteúdo. As pessoas que se recuperaram deste estágio descrevem-no como ter a mente papa, ou não ter nenhum pensamento”, diz Leach.

4. Acinesia psíquica

Nesse estágio, a pessoa está consciente, mas em estado de profunda apatia e insensível a dores extremas. Muitas vezes são incontinentes, e deitam-se em cima das suas próprias excreções.

A falta de resposta à dor foi descrita no estudo de um caso em que uma jovem, diagnosticada posteriormente com acinesia psíquica, sofreu queimaduras de segundo grau ao visitar a praia, porque não saiu do sol.

5. Morte psicogénica

O estágio final é a desintegração de uma pessoa. “É quando alguém desiste. Ela pode estar deitada nos seus próprios excrementos e nada – nenhum aviso, espancamento ou súplica – pode fazê-la querer viver”, diz John Leach.

A passagem do estágio quatro, a acinesia psíquica, para o estágio cinco, a morte psicogénica, geralmente leva de três a quatro dias. Pouco antes da morte, há frequentemente um falso “despertar”, um lampejo de vida, como quando alguém de repente decide desfrutar de um cigarro.

“Parece por algum tempo que o estágio de mente vazia passou e foi substituído pelo que poderia ser descrito como um comportamento direccionado a um objectivo. Mas o paradoxo é que o objectivo em si parece ser perder a vida”, conclui Leach.

ZAP // HypeScience / Medical Xpress

Por HS
29 Outubro, 2018

 

285: O óleo de coco é “puro veneno”, alerta professora de Harvard

 

(PPD/P0) moho01/ Pixabay

O óleo de coco – amplamente reconhecido pela sua versatilidade e benefícios para a alimentação e estética – pode ser, na verdade, pouco saudável. Karin Michels, professora da Universidade de Harvard, nos EUA, considerou o produto “puro veneno” e um “dos piores alimentos que se pode comer”.

Foi durante uma palestra na Universidade de Friburgo, na Alemanha, intitulada de “O óleo de coco e outros erros nutricionais” que Karin Michels reiterou, de forma muito explícita, que o óleo de coco não é saudável.

As características do superalimento já tinha sido analisadas no ano passado, depois da American Heart Association (AHA) ter actualizado as suas directrizes, as quais recomendava que as pessoas evitassem ácidos graxos saturados, presentes no óleo de coco.

Michels foi ainda mais longe do que a AHA e durante a palestra – que acabou por se tornar viral no YouTube – afirmou “o óleo de coco é puro veneno”, explicando que é “um dos piores alimentos que se pode comer”.

Não há estudo científicos que demonstrem benefícios significativos do óleo de coco para a saúde. E, segundo a Michels, o óleo de coco é mais perigoso do que a banha de porco porque é composto, quase exclusivamente por ácidos graxos saturados que podem “entupir” as artérias coronárias.

É fácil identificar quais são as gorduras que têm grandes quantidades de ácidos graxos, verificando estes produtos permanecem sólidos à temperatura ambiente – como é o caso da manteiga ou da banha de porco.

Tendo em conta a elevada saturação deste tipo de ácidos, a maioria dos especialista recomenda a utilização de azeite de azeitona ou girassol. E, quando o azeite não for opção, há ainda o óleo de linhaça que é igualmente ricos em ácidos graxos não saturados e ómega 3.

Ao contrário do óleo de coco, todos estes produtos têm ácidos graxos não saturados.

Embora Michels não mencione outro tipo de “super alimentos” – tal como o açai, a chia ou a matcha – como prejudiciais, a professora considera que são ineficazes porque, na maioria dos casos, os nutrientes que estão disponíveis nestes alimentos estão também noutros de mais fácil acesso ao público, como cenouras, cerejas e damascos.

“Estamos bem e suficientemente abastecidos”, reiterou.

Serão as gorduras saturadas prejudiciais?

A maioria dos pesquisadores concorda que o azeite ou o próprio óleo de linhaça são parte importante para uma alimentação saudável. No entanto, a comunidade científica ainda não chegou a um consenso: há quem os considere “super alimentos”, como também há quem os considere extremamente prejudiciais.

Quanto ao óleo de coco em particular, a maioria das orientações dietéticas internacionais recomenda a ingestão de gorduras saturadas de forma moderada. Como diz a sabedoria popular, a dose faz o veneno. O segredo passa pela moderação.

O óleo de coco ganhou popularidade nos últimos anos, sendo amplamente divulgado e aconselhado por marcas e celebridades, que apontam os seus benefícios quer para a saúde quer para a beleza e estética. O óleo pode ser utilizado para cozinhar como alternativa a outras gorduras, como também para hidratar a pele e o cabelo.

Por ZAP
25 Agosto, 2018

 

284: Uma das doenças mais mortais do século XVIII voltou a aparecer nos países ricos

 

jholst / Flickr

O escorbuto, doença associada aos marinheiros dos Descobrimentos, não desapareceu por completo e continua a fazer vítimas em países desenvolvidos como os EUA e a Austrália.

Nos dias que correm, é difícil associar desnutrição a um país rico, desenvolvido e com altos índices de obesidade como os Estados Unidos. No entanto, a verdade é que uma das doenças mais mortais do século XVIII está a regressar a esta nação (que desperdiça um quarto da sua comida por ano).

Estamos a falar do escorbuto, uma doença simples de tratar e que é causada pela falta de uma única vitamina, mais propriamente a vitamina C, que pode ser encontrada em muitos tipos de fruta e legumes.

Esta doença ficou amplamente ligada à época dos Descobrimentos, quando os marinheiros, que passavam meses no mar com uma dieta pouco variada e escassa, começavam a ficar com sintomas como perda de dentes e sangue nas gengivas. Depois, surgiam as dores nas articulações e feridas que não cicatrizavam. Em três meses sem ingerir vitamina C, muitos deles morreram.

A falta desta vitamina aumenta os riscos de hemorragias, infecções e ataques cardíacos. O tratamento para o escorbuto foi descoberto em 1747 e passa simplesmente por ingerir pequenas quantidades de vitamina C todos os dias.

Mas, pelos vistos, esta doença ainda não desapareceu por completo e uma das suas vítimas foi precisamente Sonny Lopez, norte-americano de Springfild, Massachusetts, que foi pedir aconselhamento médico a Eric Churchill quando começou a sentir os mesmos sintomas que os marinheiros do século XV.

Segundo o médico, este não foi o primeiro paciente que apareceu no consultório com esta deficiência vitamínica. “Diagnostiquei o primeiro caso há cerca de cinco ou seis anos. Foi muito dramático porque se tratava de alguém com uma doença mental que só comia pão e queijo”, explicou o especialista, citado pelo Science Alert. “Dessa época até agora,  já diagnosticámos entre 20 a 30 pessoas com escorbuto”, acrescenta.

Churchill e a sua equipa do Baystate High Street Health Centre começaram a questionar os pacientes sobre os seus hábitos alimentares e, actualmente, estão a fazer uma investigação sobre o escorbuto em ambiente urbano.

Lopez, que não tem muitas condições financeiras e passou vários anos a comer apenas uma refeição por dia, optava por comidas mais calóricas para tentar controlar a fome. A receita que recebeu do médico foi “comer uma laranja por dia”.

“Muitas pessoas que passam dificuldades para comprar comida acabam por escolher alimentos ricos em gordura, com muitas calorias e que enchem. São as comidas que nos enchem e nos satisfazem mais do que frutas e verduras”, aponta o médico.

Porém, muitos dos pacientes de Churchill têm peso a mais ou são obesos, mostrando que comer excessivamente não é sinónimo de ingerir todas as vitaminas necessárias.

Além disso, de acordo com o mesmo site, os casos de escorbuto não acontecem apenas nos EUA. Em 2016, um relatório desenvolvido na Austrália indicou que havia uma incidência assustadora de casos entre pacientes diabéticos.

“Quando lhes perguntei sobre a alimentação que faziam, uma pessoa disse que comia pouca ou quase nenhuma quantidade de fruta e legumes, enquanto outros comiam esses alimentos mas estavam a cozinhá-los de forma excessiva. Isso destrói a vitamina C”, explica Jenny Gunton, médica e investigadora do Westmead Institute for Medical Research à ABC.

Churchill concluiu no seu estudo que pessoas mais pobres sofrem mais com a doença. “A pobreza no mundo magoa as pessoas de muitas formas – da exposição à violência à falta de voz e oportunidade, passando pelo acesso limitado à comida saudável e atendimento médico”, diz, considerando que este tipo de doença não deveria existir em países desenvolvidos.

Por HS
22 Agosto, 2018

282: A obesidade não causa risco maior de morte

 

(CC0/PD) Tirachard Kumtanom / pexels

Acreditamos normalmente que a obesidade está ligada a problemas de saúde, mas aparentemente isso pode não ser exactamente verdade.

Segundo um novo estudo, publicado esta quinta-feira na revista Clinical Obesity, ser obeso por si só não significa necessariamente ser doente.

Investigadores da Faculdade de Saúde da Universidade de York, nos EUA, descobriram que pacientes obesos, mas sem nenhum outro factor de risco metabólico, como diabetes, hipertensão ou alto nível de colesterol, não têm um aumento na taxa de mortalidade.

O estudo, liderado por Jennifer Kuk, professora da Escola de Cinesiologia e Ciências da Saúde da Universidade de York, mostrou que, ao contrário de condições como hipertensão ou diabetes, que por si só estão relacionadas com um alto risco de mortalidade, esse não é o caso da obesidade, quando considerada isoladamente.

O estudo acompanhou mais de 54 mil homens e mulheres que participaram em outros cinco estudos. Os sujeitos foram colocados em três grupos: os que tinham apenas obesidade, aqueles com algum factor metabólico isolado, seja glicose, pressão arterial ou lípidos elevados, e os obesos e com outro factor metabólico agindo em conjunto.

Os investigadores observaram quantas pessoas dentro de cada grupo morreram, em comparação com a população de peso normal e sem factores de risco metabólicos, e descobriram que 1 em cada 20 indivíduos obesos não apresentava outras anomalias metabólicas.

“Mostramos que os indivíduos com obesidade metabolicamente saudável não têm uma taxa de mortalidade elevada. Descobrimos que uma pessoa com peso normal e sem outros factores de risco metabólicos tem a mesma probabilidade de morrer que a pessoa com obesidade e sem outros factores de risco”, assegura Kuk.

“Isso significa que centenas de milhares de pessoas com obesidade metabolicamente saudável estão a ser orientadas a perder peso quando é questionável o benefício que realmente terão”, alerta.

Segundo Kuk, os resultados deste estudo podem afectar a forma como pensamos sobre a obesidade e a saúde. “Isto contrasta com a maior parte da literatura”, diz Jennifer Kuk.

Segundo a investigadora, a maioria dos estudos definiu a obesidade saudável como tendo um factor de risco metabólico.  “É provável que a maioria dos estudos tenha relatado que a obesidade saudável ainda está relacionada com maior risco de mortalidade”, diz.

E isso é um problema, já que condições como açúcar elevado no sangue e colesterol mau aumentam o risco de mortalidade de qualquer pessoa, magra ou gorda.

Por HS
16 Julho, 2018

 

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