Imunidade: “Se tudo correr bem, penso que voltaremos ao normal em meados do próximo ano”

 

 

SAÚDE/COVID-19/IMUNIDADE

A vacina tão esperada contra a covid-19 está a chegar. E todos querem acreditar que a chamada imunidade de grupo vai começar a existir para se conseguir atenuar o impacto da doença. Mas como se constrói esta imunidade, de que estará dependente? Que estratégia de vacinação e que grupos-alvo devem ser prioritários para se atingir imunidade de grupo? O imunologista Manuel Santos Rosa, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, explica ao DN os cenários que ainda podem surgir.

© Fernando Fontes/Global Imagens

No espaço de uma semana foram anunciadas duas vacinas de combate ao SARSCoV-2, a da Pfizer e a da Moderna. A União Europeia já negociou milhões de doses para que todos os Estados membros as recebam em simultâneo para começarem a vacinar as populações. Cada um terá direito a doses proporcionais à sua população, porque nunca seria possível um cenário de vacinação em massa numa primeira fase, nem as empresas teriam capacidade para tal.

O imunologista e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Manuel Santos Rosa quer acreditar que o mundo está a ir na direcção certa, com a descoberta de uma vacina para travar a doença e também, daqui a uns tempos, com a descoberta de um fármaco que melhor tratará quem ficar infectado.

Mas até se perceber que eficácia terão, de facto, as vacinas, quando forem transpostas para a população em geral e se as estratégias de vacinação estão a ser as mais corretas, ainda há muitas incertezas e questões ligadas ao SARS-CoV-2, o coronavírus que invadiu o mundo há quase um ano, que têm de ser esclarecidas. O importante é que todos, governos e povos, percebam que a imunidade conquistada tem de ser a nível mundial, e não país a país, pois a mobilidade, um factor que hoje é incontornável, pode reacender a transmissão. Em entrevista ao DN, Manuel Santos Rosa explica a necessidade de um conceito de imunidade de grupo alargado e os vários cenários que as sociedades ainda podem ter de enfrentar.

Muito se tem falado de imunidade em relação ao SARS-CoV-2. Fala-se muito de imunidade de grupo: como se constrói e que impacto pode ter na transmissão do vírus?
A imunidade pode ser importantíssima no atenuar ou, se quisermos, na quase erradicação, ou mesmo erradicação, de uma doença. Ao longo da história temos vários sucessos vacinais que levaram à erradicação de algumas doenças – é o caso da varíola e da poliomielite. Mas também há situações em que se criou uma imunidade tão forte e duradoura que, desde que a pessoa seja vacinada uma vez, praticamente não precisa de reforços vacinais – é o caso do tétano. O conceito de imunidade é exactamente este: o de estarmos livres de doença, mas na prática tem muito que se lhe diga.

Porquê?
Vou começar por dizer uma coisa que me parece ser um ensinamento muito importante dos últimos anos em relação à imunidade e que tem a ver com o sarampo. Ou seja, a cobertura vacinal do sarampo foi razoavelmente boa, as pessoas estavam vacinadas, desenvolveram imunidade e deixou de haver surtos. Se estivermos vacinados, o agente patogénico, o agente agressor, muito dificilmente irá incomodar um não vacinado, e mesmo que o encontre, este não vacinado estará em contacto com pessoas vacinadas e o sucesso de poder infectar outros está limitado. Isto é imunidade de grupo. É um conceito muito importante porque significa que, mesmo que não estejamos todos vacinados, todos estamos relativamente protegidos.

Mas em relação ao sarampo têm existido ultimamente alguns surtos no mundo, Portugal registou casos nos últimos anos…
É um facto. O que se verificou em relação ao sarampo foi que, em primeiro lugar, a mobilidade actual das pessoas faz que seja fácil importar uma doença. Em Portugal, por exemplo, estávamos tranquilamente sem sarampo, até que vieram pessoas contaminadas de fora. Tivemos casos importados, e isto aplica-se claramente à situação pandémica que vivemos neste momento.

Quer dizer que o problema é a mobilidade?
Também, porque se não resolvermos o problema da imunidade no mundo vamos ter sempre a possibilidade de ter casos importados, dado a mobilidade que existe hoje, e que é incontornável. É importante perceber isto até para a recuperação da economia e do bem-estar da população. Há um certo cansaço das pessoas à cessação da mobilidade. No dia em que seja possível readquirir a mobilidade plena todos vamos querer viajar, porque estamos desejosos de o fazer. Quando o fizermos haverá um reacender de situações a nível mundial que podem não ter sido devidamente controladas. Este é outro ensinamento importante. Ou seja, o primeiro é percebermos que não podemos funcionar como quintas – estou vacinado e não me interessa o que se passa nos vizinhos -, quer seja em relação ao sarampo quer seja em relação ao SARS-CoV-2, temos de perceber que a transmissão é um problema mundial devido à mobilidade das pessoas. O segundo é verificarmos que a imunidade induzida nas pessoas é suficientemente forte para não permitir que, apesar de tudo, haja disseminação do agente infeccioso.

O imunologista Manuel Santos Rosa defende que temos de ter uma estratégia muito equilibrada e oleada para que vacinação corra bem.
© Fernando Fontes/Global Imagens

Não basta a construção de imunidade de grupo ou comunitária num país, terá de ser a nível mundial?
Sem dúvida, embora o processo de mobilidade não seja homogéneo. Há países onde se viaja mais do que outros. Por outro lado, não sei até que ponto é que a mobilidade continuará a ser exactamente como foi até agora, o hábito que adquirimos de reuniões à distância pode levar a mudanças, mas, seja como for, haverá sempre mobilidade e será muito mais forte nalguns países do que noutros, o que quer dizer que não podemos isolar o problema e pensar que estamos tranquilos se a situação for resolvida na Europa. Aqui pode ficar tudo bem, mas noutros locais não.

A vacinação não vem ajudar?
Vem, mas a situação pode ser morosa, e ainda há muitas dúvidas. Por exemplo, há muitas dúvidas quanto às actuais disponibilidades das vacinas para que se consiga atingir uma imunidade individual e de grupo tão forte, que praticamente não possa haver casos importados. Para isto acontecer era preciso termos uma cobertura vacinal e um sucesso da imunização muito elevado. E não sabemos se o vamos conseguir

Por exemplo, em relação a Portugal, sabe-se quantas pessoas seria necessário vacinar para se criar uma imunidade de grupo?
É difícil dizer. Primeiro porque as percentagens de eficácia conseguidas nos ensaios não são totalmente reprodutíveis na população. Habitualmente há uma queda – que pode ser mais ou menos significativa – quando a vacina é disponibilizada para a população em geral. Obviamente que é um bom sinal que nesta fase avançada do ensaio clínico as vacinas manifestem uma eficácia elevada, não se pode ter a ideia de que não haverá uma quebra. Em segundo, porque a cobertura vacinal vai depender do que falámos anteriormente, da mobilidade. Se estivermos a falar só de Portugal, e tendo em conta que estamos num circuito em que estamos em condições para utilizar qualquer uma das duas vacinas, é uma coisa, mas a estratégia de vacinação vai ter de ser adaptada para se chegar a uma cobertura comunitária elevada. Pode dizer-se que é um número completamente variável, mas sabendo nós que quanto mais melhor, se aproximarmos a taxa de vacinação dos 90% ou mais teremos a certeza quase absoluta de que vamos ter imunidade de grupo.

Diz que a estratégia tem de ser adaptada. O que quer dizer especificamente?
Que temos de saber em primeiro lugar como é que as pessoas vão reagir à vacina. Há algumas informações de que pessoas com mais idade têm vindo a responder bem, mas também sabemos que os idosos têm uma capacidade de resposta menor, como acontece em relação à vacina da gripe, porque estamos a falar de vacinas que precisam de uma resposta eficaz, que destrua o vírus. Por outro lado, temos de saber também como vai reagir todo um grupo de pessoas com outras doenças e debilidades no sistema imunitário. Refiro-me, por exemplo, ao grupo de pessoas imune-deprimidas, quer por doença quer porque já estão a fazer outras terapêuticas. Depois, temos também um outro grupo, que é o das pessoas mal nutridas, tipicamente com debilidades no sistema imunitário. E não podemos esquecer as grávidas, para as quais poderão ter de existir precauções específicas.

Há uma série de grupos sobre os quais ainda não se sabe como vão reagir à vacina e se permitem a imunidade de grupo?
Sem dúvida. Há muitos grupos em que não temos a certeza se a vacina vai ter o mesmo tipo de capacidade de resposta, o que quer dizer que a sua eficácia na população em geral, provavelmente, vai ser menor do que no ensaio clínico. E se chegarmos à conclusão de que 10% a 20% dos idosos não respondem à vacinação, já dificilmente conseguiremos imunidade de grupo.

Mesmo com vacina, o SARS-CoV-2 deixa muitas incertezas…
Incertezas e problemas que se colocam e que é importante que sejam esclarecidos. Por exemplo, não temos a certeza se a imunidade que estamos a induzir é uma imunidade que nos assegure a não transmissão do SARS-CoV-2. Em relação a outras vacinas que conhecemos sabemos isso, temos a certeza de que um indivíduo vacinado não vai transmitir a doença, é o caso do sarampo, mas neste caso não sabemos. A dúvida persiste, tanto mais que há muitas pessoas assintomáticas, e não sabemos se estão assintomáticas porque não responderam ao SARS-CoV-2 ou porque conseguiram neutralizar facilmente o vírus.

O grupo dos doentes assintomáticos tem de ser mais estudado?
São um grupo que terá de ser devidamente estudado e acompanhado para se ter a certeza de que estas pessoas estão imunizadas e não vão propagar o vírus. Outra dúvida que existe é sobre o tempo que irá durar a imunidade. Em relação a outros coronavírus, o que se sabe é que a imunidade não é muito duradoura. Dizendo de outro modo: provavelmente o SARS-CoV-2 irá continuar a existir e vamos ter uma vacinação anual… Não se sabe.

Isso quer dizer que poderemos ter de uma vacina semestral?
Exactamente. Na gripe, e como é um vírus sazonal, todos sabemos qual é o período do ano em que surge e vacinamo-nos preventivamente. O SARS-CoV-2 já mostrou muito claramente que não é sazonal e que pode persistir em qualquer época do ano. A sua persistência poderá levar a que, se não conseguirmos perceber qual é a duração da imunidade num grupo, as pessoas percam a imunidade e sejam de novo infectadas. Esta é uma hipótese, mas há outra muito mais optimista: o SARS-CoV-2 irá desaparecer e não é preciso aumentar a imunidade, porque a que existe é suficiente para globalmente travar o vírus, tal como aconteceu com o anterior coronavírus, que ficou apenas em certos pontos geográficos do globo. Mas pode dar-se o caso mais pessimista de que, mesmo com a vacina, nada seja seguro.

Os critérios de vacinação vão ter de ser revistos?
Esse é um passo muito importante. Vai ser moroso, porque não é possível vacinar uma população na sua quase totalidade de um dia ou de um mês para o outro. Tem de haver uma estratégia de vacinação, mas diria que o primeiro critério iria para a vacinação dos profissionais mais expostos, depois seguir-se-iam os grupos mais transmissores, quer o sejam por mobilidade elevada quer por outros factores.

Está a querer dizer que os critérios para esta vacinação devem ser diferentes dos que têm sido referidos, como profissionais de saúde, doentes crónicos, imuno-deprimidos, idosos, etc.?
Numa primeira fase é fundamental proteger sempre os profissionais de saúde. É uma estratégia de defesa, é uma população que não pode cair em combate. E também grupos-alvo específicos, pela sua fragilidade. Numa segunda fase, vêm as pessoas ligadas à produtividade quotidiana. Estas pessoas são fundamentais para que o país continue a funcionar.

A população activa é um grupo a proteger de imediato?
É fundamental que seja, como a população de grande mobilidade, a população escolar, sobretudo a do ensino superior. São populações que têm de estar na vacinação prioritária. Depois é fundamental que se vá adaptando a estratégia conforme o próprio êxito de imunização. Se o êxito for muito bom, já quase não será preciso uma estratégia, mas ir vacinando. Se o êxito for limitado, temos de ser muito selectivos e estratégicos com o que fazer em cada fase.

Professor catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra sublinha que conceito de imunidade tem der ser alargado, não pode ser a nível nacional ou europeu, mas mundial.
© Fernando Fontes/Global Imagens

A União Europeia já anunciou ter comprado milhões de doses de vacinas que estão para entrar no mercado já no início do ano. Portugal irá receber proporcionalmente à população, seis a nove milhões de doses, o que representa vacinas para 3,4 milhões de pessoas. Será suficiente nesta primeira fase para se criar imunidade?
Acredito que para uma primeira fase será, mas temos de ter em atenção dois cenários completamente opostos. Primeiro: conseguimos montar uma boa estratégia de vacinação e que tudo corre bem. Segundo: havendo uma estratégia muito equilibrada e oleada para que tudo funcione bem, penso que será suficiente e vamos conseguir bloquear uma série de cadeias de transmissão do vírus.

E se as coisas não correrem bem?
Se a estratégia vacinal falhar, ou porque o número de vacinas não foi suficiente ou porque os grupos-alvo que se incluíram na vacinação não resultaram em eficácia, em termos de não transmissão, é evidente que a única hipótese que nos restaria era a da vacinação em massa. Ainda há um grau de incerteza enorme, portanto a única coisa que nos é útil pensar é que a vacinação vai ter eficácia e que a estratégia vai funcionar.

É neste sentido que o mundo está a ir, mas tem havido países que têm preferido outras estratégias, como a Suécia. O que pensa destas estratégias?
Às vezes, é preciso ser demasiado directo nas afirmações para que as pessoas percebam. É evidente que se deixarmos os idosos todos infectarem-se e uma percentagem muito elevada morrer, que daqui a uns meses não teremos problemas com um grupo frágil – porque, infelizmente, uns morreram e outros podem ter desenvolvido imunidade. É falsa a ideia de que se pode viver uma pandemia no século em que vivemos de igual forma a outras que se viveram noutros séculos. Ou seja, quase que se optássemos por uma selecção natural, os mais fracos morriam e os mais fortes resistiam. Isto hoje não é admissível. Mas, vejamos, a Suécia também tomou a posição inicial de perceber se conseguiria criar imunidade de grupo, o que teria sido muito bom, porque tem outros hábitos quotidianos e que são muito diferentes dos dos latinos. O tipo de interacção das pessoas é muito mais limitado do que o nosso, eles quase que não precisavam de confinamento obrigatório porque eles próprios têm uma atitude natural de confinamento, bem diferente da nossa.

Mas já se percebeu que essa atitude não resultou.
Sim, passado algum tempo percebeu-se que não estava a surtir efeito. Agora, já fazem a apologia da protecção, do uso de máscara e de outras medidas. Penso que a Suécia acreditou que o seu sistema funcionaria, senão seria um sistema criticável, diria mesmo repudiável.

Com a esperança da vacina, como olha para o futuro?
É chamada a pergunta do milhão. Na minha modesta opinião, acho que, como em tudo na vida, estamos numa encruzilhada, tanto pode ser o caminho para a direita que está certo como pode ser o da esquerda, porque não sabemos onde vão dar. Quero acreditar que vamos pelo caminho que me parece o mais certo e o mais provável, que é o de se alcançar com a vacina uma eficácia relativa e conseguir-se moderar significativamente a capacidade de infecção do vírus. E se conseguirmos que a distribuição geográfica da vacina seja feita pelos vários continentes, diria mesmo que a vida voltava ao normal em meados do próximo ano. Mas, como imunologista, tenho de dizer também que temos de perceber que é uma possibilidade nunca mais voltarmos a uma situação de tranquilidade em relação a este tipo de agressores, vírus como o SARS- CoV-2, ou bem diferentes dele que poderão surgir, enfim é o inexorável avanço dos tempos.

Diário de Notícias

506: Mais 4.788 casos e 73 mortes em Portugal nas últimas 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19

Horas após as autoridades reguladoras dos EUA darem aprovação a uma terapia de anticorpos e o G20 ter prometido um acesso global às futuras vacinas, Portugal regista 83 942 casos activos de covid-19 e um total de 3897 óbitos.

© Cesar Manso / AFP

O país tem mais 4788 casos de covid-19 e 73 óbitos nas últimas 24 horas, informou a Direcção Geral da Saúde (DGS) através do boletim epidemiológico.

O número de pessoas em internamento hospitalar continua a subir e a bater recordes. Há agora 3151, mais 126 pessoas do que na véspera, e 491 doentes em unidades de cuidados intensivos, um aumento de 6.

Há mais 3540 pessoas recuperadas, pelo que há agora 83 942 casos activos num total de 260 758 pessoas infectadas desde Março.

Com mais 73 óbitos, o número total de mortes é agora de 3897.

Por regiões, o Norte mantém-se na frente das transmissões e das mortes: adicionou mais 3091 casos e 39 óbitos, totalizando 135 363 casos e 1822 mortes.

Lisboa e Vale do Tejo registou novas 844 transmissões e mais 20 óbitos, contabilizando agora 88 983 casos e 1421 mortes. A região Centro registou 637 casos e 12 mortes, atingindo 25 013 infecções e 499 vítimas mortais. O Alentejo teve mais 112 casos e 2 mortes, num total de 5169 casos e 96 óbitos.

O Algarve continua a ser a região com menos casos. Conta agora mais 73 pessoas com covid-19, perfazendo no total 4679 casos e 42 óbitos.

Nas regiões autónomas, Açores e Madeira, têm um número total semelhante: 779 e 772, respectivamente, depois de adicionados os novos 18 casos açorianos e 13 madeirenses.

A DGS que, entretanto, simplificou as normas de admissão de utentes em lares e outras instituições, ao emitir uma orientação que dispensa a realização de um teste à covid-19 se a pessoa em causa tiver cumprido nos últimos 90 dias os critérios de fim de isolamento.

Novas medidas no estado de emergência

Ontem o governo anunciou as novas medidas a vigorar a partir de terça-feira, altura do novo estado de emergência, que inicia às 00.00 do dia 24 de Novembro e cessará às 23.59 do dia 8 de Dezembro.

Passa a ser obrigatório o uso de máscara nos locais de trabalho, excepto quando os postos de trabalho são isolados ou quando haja separação física entre diferentes postos.

O governo decretou também para todo o continente proibição da circulação entre concelhos nos dias que vão rodear os feriados de 1 e 8 de Dezembro – ambos a uma terça-feira: das 23.00 de 27 de Novembro às 5h00 de 2 de Dezembro; e das 23.00 de 4 de Dezembro às 5.00 de 9 Dezembro.

Ao mesmo tempo, nas vésperas desses feriados (30 de Novembro e 7 de Dezembro) haverá suspensão de actividades lectivas, tolerância de ponto para a administração pública e um “apelo às entidades privadas para dispensa de trabalhadores” – sendo estas, mais uma vez, medidas gerais para todo o continente.

Também criou quatro escalões de concelhos consoante a incidência da pandemia: risco moderado, risco elevado, risco muito elevado e risco extremamente elevado. Em risco “extremamente elevado” estão 47 concelhos, por apresentarem mais de 960 casos de doença por 100 mil habitantes.

Na conferência de imprensa em que apresentou as medidas, o primeiro-ministro rejeitou a oposição entre a economia e o combate à crise sanitária: “Não existe essa dicotomia”.

“A nossa vida é só uma, precisamos de saúde para viver, precisamos de trabalho para viver. Precisamos de empresas a funcionar para podermos viver e, portanto, temos de trabalhar em todas essas dimensões”, sustentou António Costa.

Tratamento aprovado nos EUA

A entidade reguladora norte-americana concedeu no sábado autorização urgente à empresa de biotecnologia Regeneron para a utilização no país do tratamento com anticorpos mono-clonais que o presidente dos EUA recebeu em Outubro contra a covid-19.

A autorização Food and Drug Administration (FDA) limita o uso do fármaco a pessoas com mais de 12 anos que tenham apresentado resultados positivos no teste à covid-19 e que estejam em risco de desenvolver um caso grave da doença, explicou a cientista chefe da FDA Denise M. Hinton num comunicado enviado à empresa.

O medicamento contém dois anticorpos potentes que, em estudos preliminares, mostraram resultados promissores na contenção da infecção, especialmente se administrado durante as fases iniciais da doença.

A autorização dá-se no dia em que os Estados Unidos passaram os 12 milhões de casos confirmados de infecção (12 051 253), os quais provocaram 255 588 mortes, de acordo com o relatório independente da Universidade Johns Hopkins. Segundo este balanço há, nas últimas 24 horas, mais 155 377 novas infecções e 1291 mortes.

A barreira dos 12 milhões de casos foi ultrapassada apenas seis dias depois de os EUA alcançarem os 11 milhões de infecções e apenas 12 dias depois de atingir os 10 milhões, um sinal de que o país tem uma forte propagação de infecções.

G20 promete acesso à vacina

Os dirigentes do G20 prometeram hoje “não desistir de nenhum esforço” para garantir o acesso equitativo às vacinas contra a covid-19, de acordo com um rascunho da declaração final da cimeira, num tom consensual, mas sem anúncios concretos.

“Não desistiremos de nenhum esforço para garantir o acesso acessível e equitativo [às vacinas, testes e tratamentos] para todos”, está escrito no texto consultado pela AFP.

A cimeira das 20 maiores potências económicas mundiais realiza-se, este ano, num formato virtual sob a presidência da Arábia Saudita, o que suscitou críticas das organizações da defesa dos direitos humanos.

A pandemia de covid-19 matou, pelo menos, 1 381 915 pessoas no mundo, desde que foi relatado o início da doença na China, no final de Dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP deste domingo, a partir de fontes oficiais.

O balanço até hoje, às 11.00, contabiliza 58 165 460 casos de infecção em todo o mundo, oficialmente diagnosticados desde o início da propagação – que a Organização Mundial de Saúde (OMS) veio a assumir como pandemia – e, destes, pelo menos, 37 053 500 são considerados curados.

Diário de Notícias

DN
22 Novembro 2020 — 14:35

 

 

505: Os três sintomas que podem antecipar um caso grave de covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/SINTOMAS

Febre, tosse e dificuldade em respirar. São estes os três sintomas que podem indicar que se está perante um caso grave da doença provocada pelo SARS-CoV-2, conclui um estudo da Sociedade Espanhola de Medicina Interna.

Unidade de Cuidados Intensivos num hospital em Madrid
© OSCAR DEL POZO / AFP

Existem sintomas que podem antecipar um caso grave de covid-19. São eles: febre, tosse e dificuldade em respirar, conclui um estudo da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI). A investigação, que envolveu mais de 12 mil doentes, sugere que estes três sintomas indicam que se está perante uma situação que poderá ter uma evolução mais grave da infecção causada pelo SARS-CoV-2.

O vírus responsável pela covid-19 representa um desafio para a humanidade e é no conhecimento científico que se depositam muitas das esperanças para o combater de forma eficaz, a par do desenvolvimento das vacinas. É por isso que se multiplicam estudos que levantam um pouco mais do véu sobre o novo coronavírus que já infectou mais de 56 milhões de pessoas em todo o mundo. É o caso do trabalho de investigação levado a cabo pela Sociedade Espanhola de Medicina, que teve a participação do Hospital de Salamanca.

Neste estudo foi possível associar sintomas dos doentes com covid-19 à antecipação da evolução da doença e os resultados preliminares apontam um trio preocupante que pode revelar-se fatal.

“Doentes com dispneia [falta de ar] seriam a priori aqueles com qualquer outro tipo de pneumonia, mas se febre e tosse forem adicionadas, a sua evolução pode ser pior”, explica José Ángel Martín Oterino, chefe do serviço de Medicina Interna do Hospital de Salamanca, citado pela La Gaceta de Salamanca.

Já quem manifesta sintomas de uma constipação comum, além da perda de paladar e de olfacto, geralmente desenvolve uma infecção menos grave, refere o estudo, cujos dados preliminares foram dados a conhecer num artigo publicado no Journal of Clinical Medicine.

Do grupo de pessoas com dor de cabeça e de garganta ou dores musculares, apenas 10% tiveram que ser internados em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Os doentes que apresentam uma sintomatologia que inclui vómitos e diarreia também podem sofrer uma forma mais grave da doença provocada pelo novo coronavírus, mas, ainda assim, não atingem o nível de risco dos que tem dificuldade respiratória.

“Pacientes que apresentam a tríade clássica de febre, tosse e dispneia, bem como aqueles que também apresentam vómitos e diarreia são os que têm o pior prognóstico ,a priori; por outro lado, aqueles com sintomas como os de uma constipação comum ou com nítida perda de olfacto e paladar são os que apresentam um melhor prognóstico”, refere o médico Manuel Rubio-Rivas, membro do SEMI.

Análise abrangeu mais de 12 mil doentes internados com covid-19

Neste estudo, que envolveu 12 066 pessoas internados com covid-19 de diferentes hospitais espanhóis, os especialistas traçaram quatro grupos fenotípicos de pacientes hospitalizados e os sintomas que podem indicar como será a evolução da doença.

O primeiro grupo, com 8737 pacientes, 72,4% dos que participaram do estudo, foi o maior e mais numeroso e composto por pacientes com os três sintomas: febre, tosse e dificuldade em respirar. Nele se incluem sobretudo “homens mais velhos com maior prevalência de comorbidades”. “O tempo entre o início dos sintomas e a admissão também foi menor neste subgrupo de pacientes, em comparação com os outros grupos identificados. Um em cada 10 pacientes desse grupo necessitou de internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e um quarto deles morreu, representando a maior taxa de mortalidade entre os quatro grupos”, refere a SEMI.

O segundo grupo, com 9,9% dos pacientes, um total de 1196, apresenta dificuldade no paladar e perda de olfacto, “muitas vezes acompanhada de febre, tosse e/ou dispneia”. “Este grupo apresentou a menor percentagem de admissão em UCI e taxa de mortalidade”.

Em relação ao terceiro grupo, com 880 pacientes, 7,3% “apresentavam dor nas articulações e/ou músculos, dor de cabeça e dor de garganta”, que também costuma ser acompanhada de febre, tosse e/ou dispneia. Até 10,8% dos pacientes deste grupo necessitaram de cuidados intensivos.

O quarto grupo, com 1253 pacientes, 10,4% do total, manifestou sintomas como diarreia, vómitos e dores abdominais, “também muitas vezes acompanhadas de febre, tosse e/ou dispneia”. “Destes, 8,5% necessitaram de internamento em UCI e 18,6% morreram. Esta taxa de mortalidade é a segunda mais alta dos quatro grupos identificados”, lê-se no comunicado da Sociedade Espanhola de Medicina.

Uma classificação dos sintomas, divida por grupos, que, segundo Manuel Rubio-Rivas, pode ajudar os médicos a aplicar medidas de tratamento “mais adequadas em cada caso”, numa “medicina de maior precisão”.

Diário de Notícias
DN
20 Novembro 2020 — 01:24

 

 

São precisos quatro a seis meses até ter “níveis significativos de vacinação”, alerta a OMS

 

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

Responsável pelo programa de emergências sanitárias da OMS avisa que as vacinas contra a covid-19 não devem ser vistas como uma solução mágica nesta segunda vaga da pandemia.

O director executivo do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan
© Christopher Black / World Health Organization / AFP

O director executivo do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, esta quarta-feira, que as vacinas não chegam a tempo de derrotar a segunda onda da pandemia de covid-19.

Michael Ryan afirmou que as vacinas não devem ser vistas como uma solução mágica e que os países que lutam contra o ressurgimento do vírus têm de combater esta segunda vaga de infecções sem elas, mesmo que ainda sejam disponibilizadas durante este inverno.

“Acho que são precisos pelo menos quatro a seis meses antes de termos níveis significativos de vacinação em qualquer lugar”, afirmou o responsável da OMS durante uma sessão pública de perguntas e respostas ao vivo nas redes sociais.

Apesar dos recentes anúncios promissores sobre a fase final dos ensaios clínicos de vacinas, nomeadamente a da Pfizer e da Moderna, Ryan alertou: “Ainda não chegámos lá com as vacinas. Chegaremos, mas ainda não estamos lá”

Enfatizou que muitos países vão ter de enfrentar esta segunda onda da pandemia sem as vacinas. “Temos de entender e interiorizar isto, e perceber: desta vez, temos que escalar esta montanha sem vacinas.”

Esta quarta-feira, a Pfizer referiu que o resultado final do teste clínico da vacina mostra eficácia de 95%, enquanto a Moderna disse esta semana que sua própria candidata era 94,5% eficaz contra a infecção pelo novo coronavírus. Já a Rússia afirma que a sua vacina, Sputnik V, tem mais de 90% de eficácia.

Apesar das boas notícias para o combate à pandemia, Ryan alertou para a possibilidade de se abrandar no que se refere à vigilância individual contra o novo coronavírus, tendo a percepção errada de que as vacinas resolveriam agora o problema.

Algumas pessoas acham que uma vacina será, em certo sentido, a solução: o unicórnio que todos nós temos perseguido. Não é”, disse o irlandês.

“Se adicionarmos vacinas e esquecermos as outras coisas, a covid-19 não fica reduzida a zero.”

Número de casos diminui na Europa, mas mortes continuam a subir

O número de novos casos de covid-19 na Europa diminuiu na semana passada pela primeira vez em mais de três meses, mas as mortes na região continuaram a subir, segundo dados da OMS.

Pelo menos 55,6 milhões de casos em todo o mundo foram registados desde o início da pandemia na China, onde foram detectados as primeiras infecções em Dezembro do ano passado. Mais de 1,3 milhões de pessoas já morreram devido à covid-19, de acordo com um balanço feito pela AFP, tendo como base dados oficiais.

Preocupação no impacto das restrições nas crianças

Ryan expressou preocupação sobre como a pandemia deixou muitos netos enlutados que não conseguiram passar pelo processo normal de luto devido às restrições impostas para combater o vírus. “Muitas crianças perderam avós”, disse. “Existe um grande trauma entre as crianças”, considerou.

Para o responsável da OMS, o processo de luto para as crianças foi interrompido devido às medidas restritivas, que impossibilitaram as pessoas de se despedirem dos entes queridos. Manifestou preocupação pelo impacto que isto teve nos mais jovens, o de “lamentar a perda de um avô que foi interrompida”. “Tem um impacto para toda a vida”, reforçou.

Diário de Notícias
DN/AFP
18 Novembro 2020 — 21:37

Entretanto, Portugal tem mais 5.891 casos e 79 mortes nas últimas 24 horas
No dia em que a ministra da Saúde diz esperar ter tudo a postos para distribuir as primeiras doses de vacinas em Janeiro, regista-se um total de 3632 mortos e 236015 infectados por covid-19.

 

 

502: Vacina de Oxford mostra segurança e eficácia em pessoas mais velhas

 

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

Estudo divulgado esta quinta-feira pela revista científica Lancet fala em “resultados de segurança e imunidade em adultos saudáveis com 56 anos ou mais semelhantes aos demonstrados em pessoas entre os 18 e os 55 anos”

© EPA/ANDREA CANALI

A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca mostra ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira pela revista científica Lancet.

De acordo com os resultados preliminares da segunda fase de testes clínicos publicados esta quinta-feira, “a vacina britânica contra o SARS-CoV-2 mostra resultados de segurança e imunidade em adultos saudáveis com 56 anos ou mais semelhantes aos demonstrados em pessoas com idades entre os 18 e os 55 anos”.

O estudo incluiu 560 pessoas saudáveis, 240 das quais com mais de 70 anos e os resultados indicam que a vacina de AstraZeneca/Oxford “é mais bem tolerada em pessoas mais velhas comparada com adultos jovens” e produz uma resposta imunitária semelhante em todas as classes etárias.

A vacina provocou “poucos efeitos secundários e induziu respostas imunitárias quer ao nível das células T do sistema imunitário quer na criação de anticorpos”.

Os investigadores consideram que os resultados “podem ser encorajadores se as reacções deste estudo” forem acompanhadas de protecção contra a infecção pelo SARS-CoV-2, o coronavírus que provoca a doença covid-19, o que só poderá ser confirmado pelos ensaios clínicos da terceira fase de desenvolvimento da vacina, que já decorrem e incluem pessoas ainda mais velhas e com outras doenças.

“As respostas imunitárias das vacinas são por vezes diminuídas em pessoas mais velhas porque o sistema imunitário vai-se deteriorando com a idade, o que as deixa mais susceptíveis a infecções, por isso é crucial que as vacinas para a covid-19 sejam testadas neste grupo, que também é um dos prioritários para vacinação”; afirmou o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da universidade de Oxford.

Este estudo é a quinta avaliação de estudos clínicos de uma vacina contra o novo coronavírus testada em faixas mais idosas da população.

As reacções adversas verificadas foram consideradas ligeiras, as mais comuns foram dor no local da inoculação, fadiga, dores de cabeça, febre e dores musculares. Houve reacções adversas graves em treze dos voluntários nos seis meses subsequentes à vacinação, nenhuma das quais foi relacionada com a vacina.

A investigadora Sarah Gilbert afirmou que o estudo dá algumas respostas sobre a protecção de pessoas mais velhas, mas que ainda há dúvidas “sobre a eficácia e a duração da protecção”, que terão que ser confirmadas “em pessoas mais velhas com doenças pré-existentes”.

Os autores apontam algumas limitações na amostra do estudo, cujos participantes mais velhos tinham uma idade média de 73-74 anos e eram relativamente saudáveis, por isso podem não ser representativos da generalidade da população mais idosa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Novembro 2020 — 07:42

 

 

501: Primeiros a ser vacinados em Portugal conhecidos em Dezembro

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

A ministra Marta Temido repetiu o que já tinha anunciado em entrevista ao podcast do Partido Socialista, que “há a possibilidade de uma das primeiras vacinas estar calendarizada para chegar em Janeiro”.

© Manuel de Almeida/Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou esta quarta-feira que em Dezembro serão conhecidos os grupos prioritários a serem vacinados contra a covid-19, cuja vacina poderá chegar em Janeiro.

Como armazenar as vacinas, onde será feita a toma e quem serão os primeiros a ser vacinados são algumas das decisões em cima da mesa que deverão ser tornadas públicas “no início de Dezembro”, revelou a ministra da Saúde durante a conferência de imprensa para o balanço da pandemia de covid-19 em Portugal.

Para já, “há a possibilidade de uma das primeiras vacinas estar calendarizada para chegar em Janeiro”, acrescentou., algo que já tinha dito esta quarta-feira de manhã, no podcast do Partido Socialista.

Marta Temido referiu que o processo está a ser desenvolvido pela Comissão Europeia, com o objectivo de conseguir que “os cidadãos tenham acesso a vacinas seguras e eficazes, em tempo igual para todos” e a preços comportáveis.

A cada país cabe a tarefa de operacionalizar a toma e definir quais serão os grupos prioritários. Em Portugal, o plano será conhecido em breve: “Os organismos técnicos estão a trabalhar com resguardo, com tranquilidade, e apresentarão publicamente o planeamento num prazo relativamente curto, no início do mês de Dezembro, o mais tardar”.

A ideia é conseguir uma “administração rápida da vacina” assim que esteja disponível: “Estamos a preparar para caso a vacina chegue em Janeiro, a resposta seja efectiva”.

O planeamento vai desde decidir quem deve ser vacinado, onde devem ser armazenadas as doses, quem serão os profissionais de saúde encarregues deste trabalho ou como devem ser distribuídas as vacinas: “Colocamos em centros de saúde ou em centros de vacinação?”, exemplificou.

Marta Temido admitiu que este é um trabalho complexo que obriga a desenhar vários cenários, uma vez que as eventuais vacinas apresentam características diferentes.

“Temos ainda informação relativamente limitada sobre as indicações de cada uma das potenciais vacinas que vão surgir no mercado e por isso estamos a trabalhar num cenário de incerteza”, explicou.

“O que queremos que aconteça e que o país esteja preparado para assegurar o armazenamento, a distribuição e a administração segura”, reforçou.

A governante explicou que o país “tem de estar preparado” para fazer uma distribuição segura no que toca a garantir os circuitos de transporte, ter profissionais alocados para a administração das vacinas, ter os registos informáticos assim como garantir que são anotadas “reacções adversa que eventualmente surjam”.

Quanto à vacina que deverá vir a ser escolhida, Marta Temido lembrou que essa é uma decisão que ainda não está tomada e que depende de vários factores, desde as condições de segurança, eficácia e temporalidade assim como com a transparência associadas ao processo.

Portugal registou 5.891 novos casos de infecção com o novo coronavírus e 79 mortes associadas à doença covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 3.632 mortes e 236.015 casos de infecção pelo novo coronavírus, estando hoje activos 78.641 casos, mais 1.555 do que na terça-feira.

Segundo o boletim, 54 por cento dos novos casos situam-se na região Norte, que contabilizou nas últimas 24 horas mais 3.191 infecções, seguido de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.637 novos casos.

Diário de Notícias
Lusa
18 Novembro 2020 — 16:42

 

 

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