395: Covid-19 pode afinal ser transmitida até 90 dias após o contágio

 

 

SAÚDE/COVID-19/CONTÁGIO

Estudo russo indica que o período de contágio em alguns casos pode ir muito além dos 14 dias. A mesma investigação aponta que uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus através do nariz neste espaço temporal


A conclusão é de uma grande investigação realizada por cientistas russos do Centro Estatal Véktor de Investigação em Virologia e Biotecnologia. O coronavírus pode ser transmitido até 90 dias após uma pessoa ter sido contagiada, uma informação que contraria o que tem sido a regra geral aplicada, que apontava no sentido de o período de contágio ser de 14 dias.

De acordo com Anna Popova, directora dos serviços federais russos, o organismo de uma pessoa que esteja infectada com covid-19 pode continuar a transmitir o vírus por um período de 90 dias após ter sido contagiada. Segundo a mesma responsável, apoiando-se nas conclusões deste estudo, a transmissão do vírus pode até ocorrer em casos de pessoas que já não têm qualquer sintoma da doença.

Anna Popova, que falava numa sessão de esclarecimento na Academia das Ciências da Rússia, explicou que estudos feitos a pacientes na Rússia indicaram que o período de contágio ia até 48 dias, mas que foram encontrados casos no estrangeiro em que esse período de transmissão do vírus chegou aos 90 dias.

A mesma responsável fez ainda questão de alertar que esta transmissão num espaço temporal até 90 dias não é apenas feita por pessoas que apresentem sintomas. “Uma pessoa que já não apresenta sintomas, que se sente perfeitamente bem e saudável e mesmo que tenha o sangue com todos os indicadores bons, pode continuar a transmitir a covid-19 através do nariz”, explicou.

Anna Popova realçou que não existem até hoje dados suficientes sobre o coronavírus e as suas verdadeiras consequência na saúde humana, mas destacou que neste mesmo estudo do Centro Estatal Véktor de Investigação em Virologia e Biotecnologia, e perante o estudo de 422 amostra, não foi detectado nenhuma mutação significativa do coronavírus.

A Rússia já começou a distribuir a vacina Sputnik-V em várias regiões do país como forma de combate ao covid-19. Nesta primeira fase trata-se de um teste piloto para testar as cadeias logísticas, antes de iniciar uma entrega em larga escala nas próximas semanas.

A vacina russa contra a covid-19 foi a primeira a ser registada no mundo, a 11 de Agosto, e mostrou não produzir efeitos secundários nas duas primeiras fases, embora a terceira ainda não esteja concluída, estando ainda a ser recrutadas as 40 mil pessoas que devem participar nesta fase.

Diário de Notícias

Nuno Fernandes
16 Setembro 2020 — 11:10

 

 

393: COVID-19: Máscara pode ajudar na imunidade? Estudo diz que sim

 

 

SAÚDE/COVID-19

Os números da COVID-19 mantêm-se em crescimento no mundo e o maior produtor de vacinas já revelou que só em 2024 se poderá conseguir ter uma vacina para todos. Enquanto não há solução, a luta contra a COVID-19 passa pela prevenção e pela imunidade de grupo (que será difícil de atingir).

Um estudo recente refere que o uso generalizado de máscara pode ajudar na imunidade.

O mundo está a chegar aos 30 milhões de casos de COVID-19 registados. No que diz respeito a mortos, são já mais de  930 mil à escala mundial. Vacina eficaz ainda não existe, mas são vários os laboratórios a trabalhar numa solução.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, o uso generalizado da máscara pode contribuir para a redução do contágio. Além disso, pode contribuir para uma maior imunidade, ao permitir reduzir a carga viral dos infectados.

Uso de máscara é uma forma de variolação

A investigação que deu origem ao artigo “Facial Masking for Covid-19 — Potential for “Variolation” as We Await a Vaccine” foi já publicada na revista científica “The New England Journal of Medicine” e e admite que o uso de máscara poderá não só atrasar a propagação do vírus como converter-se numa forma de “variolação”, ou seja, um forma de se alcançar (mais rapidamente) a imunidade.

Além de prevenir contra a COVID-19, o estudo revela que, de acordo com os dados virológicos e epidemiológicos avaliados, a máscara poderá diminuir a gravidade da doença entre pessoas infectadas.

Segundo o que é revelado pelo EL Mundo, as investigações epidemiológicas que têm sido realizada sobretudo nos países asiáticos, acostumados ao uso da máscara durante a pandemia de SARS em 2003, sugerem que existe um vínculo forte entre o uso da máscara e o controlo da pandemia. A confirmar-se a tese dos investigadores americanos, o uso generalizado de máscara contribuirá, assim, para aumentar a taxa de infecções assintomáticas, além de contribuir para reduzir o número de contágios.

Quebra das cadeias de contágio com a app STAYAWAY COVID

Em Portugal e no mundo é muito difícil registar as cadeias de contágio. Nesse sentido está disponível a app STAYAWAY COVID que, como recurso a tecnologia, permite rapidamente obter essa informação e alertar contactos da exposição.

A STAYAWAY COVID é uma aplicação para smartphones com iOS ou Android que tem como objectivo auxiliar o país no rastreio da COVID-19. A aplicação permite, de forma simples e segura, que cada um de nós seja informado sobre exposições de risco à doença, através da monitorização de contactos recentes. A aplicação é de utilização voluntária e gratuita e não tem qualquer acesso  à sua identidade ou dados pessoais.

App STAYAWAY COVID: 780 mil downloads e 32 já contactaram o SNS

Já instalou a app STAYAWAY COVID? Há quem diga que estamos no início de uma segunda fase da COVID-19. Os números dos últimos três dias não foram propriamente “simpáticos”, mas há que destacar o … Continue a ler App STAYAWAY COVID: 780 mil downloads e 32 já contactaram o SNS

Autor: Pedro Pinto
15 Set 2020

 

390: Nova máscara muda de cor com aumento de temperatura corporal

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Narendra Shrestha / EPA

Uma empresa espanhola de tecidos criou uma nova máscara de protecção que muda de cor se a temperatura corporal aumentar.

Uma empresa têxtil espanhola desenvolveu uma máscara inovadora que muda de cor caso a temperatura corporal atinja os 37,5 ºC. Além disso, este equipamento de protecção individual tem uma filtração bacteriana de 98%, o que ajuda a detectar pessoas com covid-19.

De acordo com a agência EFE, o tecido foi patenteado pela empresa Colorprint Fashion, sediada em Muro d’Alcoi, em Espanha. A tecnologia já foi homologada pelo Instituto Tecnológico Têxtil (AITEX), que certificou a durabilidade e a eficácia do produto na prevenção do novo coronavírus.

“Com o conhecimento e a tecnologia para desenvolver produtos têxteis inovadores e funcionais e, perante esta situação, não podíamos ficar de braços cruzados. Era hora de apresentar soluções”, disse o fundador da Colorprint, Rafael Torregrosa.

A empresa vai produzir máscaras e utilizar a tecnologia para criar outros objectos capazes de detectar rapidamente o aumento da temperatura, como pulseiras ou adesivos.

Torregrosa diz que o material “está a ter uma óptima recepção” e espera que os produtos “facilitem o trabalho dos profissionais de saúde, além de ajudar a detectar possíveis infecções e impedir, a partir daí, a propagação do vírus”.

ZAP //

Por ZAP
10 Setembro, 2020

 

“Prometeram-nos algo que é irrealista: uma vacina em alguns meses”

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

Com os ensaios da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford suspensos, o cientista Miguel Castanho lembra que o recorde de produção de uma vacina é de quatro anos. Virologista Pedro Simas sublinha que esta medida é uma garantia de que a futura vacina – e há quase 200 em testes – será segura.

Recorde mundial de obtenção de uma vacina está em quatro anos, sublinha o bioquímico Miguel Castanho.

A suspensão da fase 3 dos ensaios clínicos da vacina contra a covid-19 que está a ser desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford é um acontecimento “comum” no processo de desenvolvimento de uma vacina. Mas vem mostrar que os prazos que estão a ser apontados para a disponibilização de uma vacina são “irrealistas”, diz Miguel Castanho, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM) . E este percalço terá como provável consequência, acrescenta, um atraso relativamente aos prazos que estavam a ser postos em cima da mesa para disponibilização de uma vacina e que apontavam, no melhor dos cenários, já para o final deste ano.

O investigador diz que a detecção de um caso de reacção adversa grave entre os indivíduos que estão a testar a vacina (mas que não se sabe ainda se está correlacionado) “não surpreende”. “É relativamente comum isto acontecer no desenvolvimento de uma vacina, de um medicamento” e é, aliás, uma das razões que explicam o longo e moroso processo de investigação e testes. “Uma vacina, em média, demora 15 anos a ser desenvolvida. Não é porque os cientistas sejam todos incompetentes ou todos preguiçosos, é porque estes casos acontecem, é preciso repensar, reanalisar os dados, voltar atrás. Eventualmente é preciso reformular”, diz o bioquímico do IMM. “O que acontece é que nos prometeram a vacina em tempo recorde, prometeram-nos algo que é irrealista: uma vacina em alguns meses, estando o recorde mundial de obtenção de uma vacina em quatro anos”, sublinha Miguel Castanho.

A cientista chefe da Organização Mundial de Saúde, Soumya Swaminathanaúde, veio dizer ontem que só os grupos de risco deverão ter acesso a uma vacina em 2021. Para a maioria da população só deverá ficar disponível em 2022.

Miguel Castanho dirige o Laboratório de Bioquímica de Desenvolvimento de Fármacos e Alvos Terapêuticos no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, em Lisboa. © Filipa Bernardo/Global Imagens

A vacina da AstraZeneca é precisamente a que está na linha da frente das actuais negociações na União Europeia (UE) no sentido de adquirir uma vacina para todo o espaço da UE – é uma das que estão em fase mais avançada e já foi objecto de um contrato, a nível europeu, que contempla 300 milhões de unidades destinadas aos países da UE. Deste total, 2,3% caberão a Portugal – 6,9 milhões de vacinas. Se “vier a ser autorizada e estiver disponível” a vacina poderá ser disponibilizada num período que vai “desde o final deste ano, princípio de 2021, até meados de 2021”, disse na última segunda-feira o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, na reunião sobre a situação epidemiológica no país que voltou a juntar especialistas e decisores políticos.

Na tarde desta quarta-feira o Infarmed emitiu um comunicado sublinhando que “se aguardam as conclusões sobre a reacção adversa e a sua relação com a administração da vacina”. Voltando a garantir que “nenhuma das vacinas para a covid-19 poderá ser disponibilizada sem ter sido sujeita a uma avaliação de segurança e eficácia”, a autoridade nacional do medicamento diz que “esta suspensão é demonstrativa do rigor” deste processo. O mesmo disse o presidente da instituição, Rui Santos IVO, durante a conferência de imprensa da DGS, garantindo que a avaliação que agora se seguirá sobre este caso de reacção adversa “faz parte das boas práticas da investigação clínica”.

Uma opinião partilhada por Miguel Castanho, e também pelo virologista Pedro Simas: “Isto demonstra que o sistema está a funcionar e que se pode confiar” na futura vacina que vier a ser disponibilizada. E a confiança é um dado fundamental – “a vacinação é a melhor e mais eficiente medida de saúde pública a seguir à agua potável”.

Suspensão vai atrasar o aparecimento de uma vacina?

Miguel Castanho considera que esta suspensão dos ensaios da vacina da AstraZeneca vai reflectir-se não só nesta vacina, mas também noutras.”Acho que o que vai acontecer agora é um atraso no desenvolvimento das vacinas em geral, não só porque esta era uma das mais avançadas, uma das candidatas a ser das primeiras, como pelo facto de a outra vacina que estava a par desta, a vacina russa, usar o mesmo princípio de funcionamento. E se se criam reservas em relação a esta, também se criam reservas em relação à russa.”

Já quanto às restantes não se cria uma dúvida automática, acrescenta, na medida em que seguem outras fórmulas. “Mas tal como aconteceram problemas nesta, também podem acontecer nas outras.”

Pedro Simas é mais optimista e diz esperar que os ensaios possam ser retomados em breve, o que significaria que foi afastada a hipótese de uma relação entre a reacção adversa e a vacina. “Se se vier a demonstrar que o caso não teve nada que ver com a vacina, o atraso é insignificante. Se houver provas de que é uma reacção adversa à vacina, ou uma causa provável, então aí a vacina não podia prosseguir”, sublinha o epidemiologista, mas lembrando que há outras também já numa fase avançada de ensaios.

Virologista Pedro Simas.
© Gerardo Santos/Global Imagens

De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde há actualmente 179 vacinas em desenvolvimento, das quais 34 estão em fase de avaliação clínica (ou seja, já estão a ser testadas em pessoas) e nove estão na última fase de testes, o patamar prévio antes de serem sujeitas à autorização das autoridades de saúde. Mas dizer que estão na última fase está muito longe de ser sinónimo de que a vacina está iminente.

“A fase 3 não é um pro-forma, é precisamente ao contrário. É quando aparecem os dados reais, quando se faz a prova dos nove”, diz Miguel Castanho, explicando as três fases dos ensaios clínicos.

Na fase 1, que é uma fase preliminar, “só se testa segurança e princípio de acção” – se não há efeitos adversos graves em ninguém, sendo que o universo testado é limitado e composto por indivíduos jovens e saudáveis. Por outro lado, esta primeira fase serve também para testar se a administração da vacina levou à produção de anticorpos (o que não é um sinónimo automático de imunidade, que só será testada mais tarde).

Acontece que há muitos efeitos adversos que são graves, mas não são muito comuns. É na fase 2 e, sobretudo na 3 que esta hipótese é testada: “Só na fase 2/3 é que vamos testar essas formulações em muita gente. Se houver um efeito adverso que é relativamente raro ele aparecerá. Estatisticamente, se existir, vai aparecer.” E não é totalmente improvável que isso aconteça: “Perdi a conta ao número de candidatos a vacinas contra o VIH que falharam na fase 3. Morrer na praia, infelizmente, não é uma coisa rara no desenvolvimento de medicamentos e de vacinas.”

O vírus “não tem calendário político”

A informação de que os ensaios da vacina da Universidade de Oxford foram suspensos devido a uma reacção adversa grave num voluntário, no Reino Unido, foi avançada pelo site de jornalismo de saúde Stat News, citando um porta-voz da farmacêutica segundo o qual os ensaios foram suspensos para proceder a uma “revisão dos dados de segurança”. A notícia original não avança qual o tipo de reacção adversa em causa – embora diga que o paciente deve recuperar -, mas o The New York Times noticiou entretanto que se trata de mielite transversa, uma doença neurológica da medula espinal que é relativamente rara. Agora, trata-se de saber se a doença está relacionada com a vacina.

Segundo o editor de saúde da BBC é a segunda vez que os ensaios clínicos desta vacina são suspensos.

Miguel Castanho fala numa “politização” em torno da questão das vacinas e repete que “muito provavelmente os prazos para a criação da vacina vão estar mais próximos dos prazos normais e não serão prazos absolutamente recorde, como nos criaram a expectativa”.

“No início da pandemia falava-se numa vacina para Setembro, para este mês. Entretanto esses prazos têm vindo a ser dilatados e agora estávamos no final do ano.” Prazos com muito pouco de científico: “Trump até já queria a vacina para antes das eleições, como se estivéssemos a falar de algo que fosse próprio do calendário político. A questão da vacina tinha chegado a uma politização tal que se achava que o vírus devia obedecer a um calendário político.”

Numa resposta às preocupações que se levantam sobre eventuais pressões de Trump para autorizar uma vacina antes das presidenciais de Novembro, nove empresas que estão a trabalhar no desenvolvimento de vacinas divulgaram esta terça-feira um acordo que reflete um compromisso público de respeito pelo rigor científico. “Nós, as empresas bio-farmacêuticas signatárias, assumimos o compromisso de continuar a desenvolver e a testar potenciais vacinas contra a covid-19 no respeito por elevadas normas éticas e princípios científicos rigorosos”, declararam em comunicado conjunto os directores gerais das farmacêuticas AstraZeneca, BioNTech, GlaxoSmithKline, Johnson & Johnson, Merck Sharp & Dohme, Moderna, Novavax, Pfizer e Sanofi.

Diário de Notícias
10 SET 2020

 

385: Consumo de alimentos ultra-processados favorece o envelhecimento

 

 

SAÚDE/ENVELHECIMENTO

thomashawk / Flickr

O consumo frequente de alimentos industrializado ultra-processados favorece o envelhecimento biológico, sugere uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Navarra, em Espanha.

Em comunicado, citado pelo portal Eureka Alert, a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade revela os resultados da investigação, que serão apresentado na Conferência Internacional sobre Obesidade (ECOICO 2020), entre 1 e 4 de Setembro.

De acordo com o estudo, uma dieta que inclua o consumo frequente destes produtos, que incluem refeições pré-preparadas, bolachas e refrigerantes, faz com que as células humanas envelheçam mais rápido, potenciando o envelhecimento.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas mediram um marcador de envelhecimento biológicos – os telómeros – de 886 espanhóis com mais de 55 anos, tendo em conta o seu conta o seu consumo diário de alimentos ultra-processados.

Tal como explica a agência noticiosa AFP, os telómeros são estruturas protectoras que preservam a estabilidade e integridade do património genético e, portanto, do ADN necessário para o funcionamento de cada célula do corpo.

À medida que envelhecemos, estes componentes ficam mais curtos, uma vez que cada vez que uma célula se divide, esta perde uma parte do telómero.

Este processo repete-se, culminando no envelhecimento biológico das células, que deixam, então, de se dividir e funcionar normalmente.

Partindo deste marcador, a equipa, liderada por Lucía Alonso-Pedrero, concluiu que as pessoas que consumiam mais de três porções diárias de alimentos processados ​​tinham quase o dobro do risco de ter telómero curtos, quando comparadas com pessoas que consumem estes alimentos com menos frequência.

Outra patologias associadas

Apesar de reconhecerem que são necessários mais estudos para confirmar uma correlação directa entre uma dieta rica em alimentos processados e o envelhecimento, os cientistas frisam que já existem investigações que associam doenças graves, como a hipertensão, a obesidade, depressão, dia bates ou cancro, a estes alimentos.

Os cientistas observaram ainda que os participantes que consumiam mais produtos ultra-processados ​​eram mais susceptíveis a ter histórico familiar de doenças cardiovasculares e outras patologia.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada American Journal of Clinical Nutrition.

ZAP //

Por ZAP
6 Setembro, 2020

 

382: Covid ou gripe? A ordem dos sintomas pode ajudar a distinguir

 

SAÚDE/SINTOMAS/COVID-19/GRIPE

Investigadores norte-americanos estabeleceram uma lista cronológica do aparecimento dos sintomas em caso de contaminação com o coronavírus, o que pode ajudar os médicos a diagnosticar de forma mais correta antes dos testes.

© EPA/FEHIM DEMIR

Depois de o mundo científico se ter dedicado a perceber quais os sintomas associados ao novo coronavírus que provoca as infecções de covid-19, ganha importância também a ordem pela qual aparecem esses sintomas, o que pode ser particularmente útil para os médicos avaliarem de forma mais precoce e eficaz a diferença entre casos de covid e meras gripes comuns.

Segundo o jornal belga LaLibre, investigadores da Universidade da Califórnia do Sul (USC) estudaram os casos de 55 924 pacientes chineses afectados por covid-19 e fizeram uma lista cronológica dos sintomas observados em cada paciente.

O objectivo do estudo passava por estabelecer se a sequência inicial dos sintomas era ou não semelhante em muitos deles. E os resultados, publicados na revista científica Frontiers in Public Health, tendem a provar que realmente existe um padrão semelhante no aparecimento dos sintomas.

Baseado nesse estudo, os investigadores foram, então, capazes de elaborar uma lista dos sintomas de infecção por coronavírus em ordem cronológica:

1) febre
2) tosse
3) dor de cabeça, garganta ou dores musculares
3) náusea e/ou vómito
4) diarreia

Uma ordem que, refere o La Libre, difere daquela que é mais comum em casos de gripe:
1) tosse ou dor muscular
2) dor de cabeça
3) dor de garganta
4) febre
5) náusea e/ou vómito e diarreia

O reconhecimento dessa sequência de sintomas pode ser de particular interesse para os médicos, já que doentes com influenza (gripe sazonal) ou covid-19 são difíceis de distinguir, devido a apresentarem sinais semelhantes (tosse forte, febre).

Ora, segundo estes investigadores americanos, os clínicos gerais podem basear-se na ordem de aparecimento dos sintomas para mais precocemente identificarem os casos de coronavírus, algo particularmente relevante à medida que se aproxima o outono [e o normal aumento de casos de gripe sazonal] no hemisfério norte.

“Saber essa ordem é especialmente importante quando enfrentamos ciclos de doenças como a gripe que coincidem com a pandemia actual”, disse Peter Kuhn, professor de Medicina e Engenharia Biomédica da USC.

Embora a abordagem dos investigadores pareça promissora na distinção entre os dois tipos de infecção, os cientistas alertam para o facto de os sintomas poderem variar de pessoa para pessoa, lembrando que alguns pacientes com covid- 19 não chegam sequer a apresentar qualquer sintoma. De qualquer forma, sublinham, fica um guia orientador que pode ser útil para um diagnóstico mais rápido.

Diário de Notícias
DN
01 Setembro 2020 — 08:44

 

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