São precisos quatro a seis meses até ter “níveis significativos de vacinação”, alerta a OMS

 

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

Responsável pelo programa de emergências sanitárias da OMS avisa que as vacinas contra a covid-19 não devem ser vistas como uma solução mágica nesta segunda vaga da pandemia.

O director executivo do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan
© Christopher Black / World Health Organization / AFP

O director executivo do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, esta quarta-feira, que as vacinas não chegam a tempo de derrotar a segunda onda da pandemia de covid-19.

Michael Ryan afirmou que as vacinas não devem ser vistas como uma solução mágica e que os países que lutam contra o ressurgimento do vírus têm de combater esta segunda vaga de infecções sem elas, mesmo que ainda sejam disponibilizadas durante este inverno.

“Acho que são precisos pelo menos quatro a seis meses antes de termos níveis significativos de vacinação em qualquer lugar”, afirmou o responsável da OMS durante uma sessão pública de perguntas e respostas ao vivo nas redes sociais.

Apesar dos recentes anúncios promissores sobre a fase final dos ensaios clínicos de vacinas, nomeadamente a da Pfizer e da Moderna, Ryan alertou: “Ainda não chegámos lá com as vacinas. Chegaremos, mas ainda não estamos lá”

Enfatizou que muitos países vão ter de enfrentar esta segunda onda da pandemia sem as vacinas. “Temos de entender e interiorizar isto, e perceber: desta vez, temos que escalar esta montanha sem vacinas.”

Esta quarta-feira, a Pfizer referiu que o resultado final do teste clínico da vacina mostra eficácia de 95%, enquanto a Moderna disse esta semana que sua própria candidata era 94,5% eficaz contra a infecção pelo novo coronavírus. Já a Rússia afirma que a sua vacina, Sputnik V, tem mais de 90% de eficácia.

Apesar das boas notícias para o combate à pandemia, Ryan alertou para a possibilidade de se abrandar no que se refere à vigilância individual contra o novo coronavírus, tendo a percepção errada de que as vacinas resolveriam agora o problema.

Algumas pessoas acham que uma vacina será, em certo sentido, a solução: o unicórnio que todos nós temos perseguido. Não é”, disse o irlandês.

“Se adicionarmos vacinas e esquecermos as outras coisas, a covid-19 não fica reduzida a zero.”

Número de casos diminui na Europa, mas mortes continuam a subir

O número de novos casos de covid-19 na Europa diminuiu na semana passada pela primeira vez em mais de três meses, mas as mortes na região continuaram a subir, segundo dados da OMS.

Pelo menos 55,6 milhões de casos em todo o mundo foram registados desde o início da pandemia na China, onde foram detectados as primeiras infecções em Dezembro do ano passado. Mais de 1,3 milhões de pessoas já morreram devido à covid-19, de acordo com um balanço feito pela AFP, tendo como base dados oficiais.

Preocupação no impacto das restrições nas crianças

Ryan expressou preocupação sobre como a pandemia deixou muitos netos enlutados que não conseguiram passar pelo processo normal de luto devido às restrições impostas para combater o vírus. “Muitas crianças perderam avós”, disse. “Existe um grande trauma entre as crianças”, considerou.

Para o responsável da OMS, o processo de luto para as crianças foi interrompido devido às medidas restritivas, que impossibilitaram as pessoas de se despedirem dos entes queridos. Manifestou preocupação pelo impacto que isto teve nos mais jovens, o de “lamentar a perda de um avô que foi interrompida”. “Tem um impacto para toda a vida”, reforçou.

Diário de Notícias
DN/AFP
18 Novembro 2020 — 21:37

Entretanto, Portugal tem mais 5.891 casos e 79 mortes nas últimas 24 horas
No dia em que a ministra da Saúde diz esperar ter tudo a postos para distribuir as primeiras doses de vacinas em Janeiro, regista-se um total de 3632 mortos e 236015 infectados por covid-19.

 

 

Novo coronavírus já matou 249 pessoas, mas não é uma emergência – OMS

 

O Síndrome Respiratório do Médio Oriente (MERS-CoV), mais conhecido como novo coronavírus, infectou mais de 700 pessoas, das quais 249 faleceram, anunciou hoje a OMS, que considera a transmissão do vírus «preocupante» mas não uma emergência.

O director-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda, apresentou hoje em conferência de imprensa os últimos resultados sobre o MERS, que surgiu pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012, e que desde então foi registado em pelo menos quinze países.

Os 16 membros do Comité de Emergência sobre o MERS reuniram-se hoje pela sexta vez, e durante quatro horas analisaram a situação e a gravidade da expansão do vírus.

In Diário Digital online
Diário Digital / Lusa
17/06/2014 | 13:13

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OMS confirma que novo coronavírus pode transformar-se em pandemia

 

A Organização Mundial da Saúde confirmou que o novo coronavírus MERS tem potencial para se transformar numa pandemia. Até agora, morreram 31 pessoas

visao11062013A Organização Mundial da Saúde confirmou que o novo coronavírus Mers (sigla para Síndrome Respiratória Coronavírus do Médio Oriente) tem potencial para se transformar numa pandemia.

Na tentativa de evitar a pandemia, a OMS está a divulgar novas directrizes para orientar profissionais de saúde de todo o mundo a se manterem atentos aos sintomas da doença.

Segundo a agência, o planeta também está em “fase de alerta” em relação a duas variações de gripe aviária capazes de infectar os seres humanos: os vírus influenza A (H5N1), que surgiu há uma década, e (H7N9), detectado desde Março na China.

“Estamos a tentar descobrir o máximo que pudermos, e estamos preocupados com esses (três) vírus”, disse, na última segunda feira, Andrew Harper, consultor especial da OMS para saúde sanitária e ambiente.

A directiva provisória, a ser concluída ainda este ano, incorpora lições da pandemia de 2009/10 da gripe suína A (H1N1), que causou cerca de 200 mil mortes, número compatível com os óbitos das gripes sazonais comuns.

A nova escala da OMS, ajustada para incluir a noção de severidade na avaliação de risco, tem apenas quatro fases, em vez das seis anteriores. A ideia é permitir que os países tenham maior flexibilidade na avaliação dos problemas locais.

31 mortos pelo MERS

A Organização Mundial da Saúde elevara, na última sexta-feira, para 31 o número de mortos pelo coronavírus MERS após divulgar informações sobre a morte de mais uma pessoa na Arábia Saudita.

A vítima, que adoeceu no dia 27 de maio e morreu no dia 31 do mesmo mês, era um homem de 83 anos que já apresentava problemas de saúde, disse a organização em comunicado.

Este novo caso aumenta o número de afectados pelo novo vírus, que é similar à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Até agora foram confirmados 55 casos em todo mundo, dos quais 31 morreram, de acordo com o último balanço da OMS.

In Visão online
15:23 Terça feira, 11 de Junho de 2013

[vasaioqrcode]

66: OMS: Poliomielite pode voltar a avançar num mundo globalizado

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que os esforços para erradicar a poliomielite no mundo chegaram a um ponto crítico entre o sucesso e o fracasso. Segundo a organização, o aumento no registo de casos, que ocorreu recentemente em países que tinham sido declarados livres da doença, mostra a ameaça do ressurgimento da poliomielite na era da globalização.

A OMS acrescentou que o sucesso na eliminação da doença na Índia mostrou que, com as verbas necessárias para vacinação, a erradicação está ao alcance dos países.

A poliomielite ainda é considerada uma doença endémica em países como o Afeganistão, Paquistão e a Nigéria.

In Diário Digital online
Director: Pedro Curvelo
sexta-feira, 25 de Maio de 2012 | 00:20

2: Baixos níveis de vitamina D poderão estar relacionados com maior risco de depressão

 

Dados da terceira National Health and Nutrition Examination Survey, realizada nos E.U.A., revelaram que pessoas com deficiência de Vitamina D correm maior risco de ter episódios depressivos, comparativamente com pessoas com níveis suficientes desta vitamina, de acordo com o publicado no International Archives of Medicine.

Não existe ainda conhecimento suficiente para saber se é a deficiência em vitamina D que leva à depressão ou se será a depressão que conduzirá à deficiência em vitamina D – mais estudos serão necessários para decifrar o papel decisivo da vitamina D em transtornos psicossomáticos. No entanto, mesmo não sendo conhecida a relação causa e efeito entre a depressão e a deficiência em vitamina D, numa perspectiva de saúde pública, a coexistência de baixos níveis de vitamina D e depressão são motivo de preocupação. Por este motivo, é importante identificar pessoas que correm maior risco de ter deficiência em vitamina D e/ou para a depressão e intervir mais cedo nas mesmas, pois estas duas condições têm enormes consequências negativas sobre a saúde a longo prazo.

A Organização Mundial de Saúde prevê que, dentro de 20 anos, mais pessoas serão afectadas por depressão do que por qualquer outro problema de saúde, classificando a depressão como a principal causa de incapacidade no mundo, com cerca de 120 milhões de pessoas afectadas.

Relativamente à relação entre a vitamina D e a depressão, esta não é a primeira vez que é estudada. Com base em dados de 1 282 indivíduos com idades entre os 65 e 95 anos, cientistas holandeses publicaram em 2008 no Archives of General Psychiatry que baixos níveis desta vitamina e baixos níveis sanguíneos da hormona paratiroide estavam associados com altas taxas de depressão. Uma revisão sobre esta temática realizada por Bruce Ames e Joyce McCann do Children’s Hospital and Research Center em Oakland destacou também o papel desta vitamina na manutenção da saúde do cérebro, observando a ampla distribuição de receptores de vitamina D em todo o cérebro.

Posteriormente, Vijay Ganji Ph. D., R.D. e os seus colaboradores do estado da Geórgia analisaram dados de 7 970 residentes nos Estados Unidos com idades entre os 15 e os 39. Os resultados obtidos neste estudo mostraram que pessoas com níveis de vitamina D de 50 nanomoles por litro sangue ou menos corriam um risco acrescido de 85% de terem episódios depressivos recorrentes, comparativamente com pessoas com níveis mínimos de 75 nanomoles de vitamina D por litro de sangue.

O mecanismo através do qual a vitamina D desempenha o seu papel na saúde mental ainda não é claramente compreendido mas sabe-se que a vitamina D, na sua forma activa, aumenta o metabolismo da glutationa nos neurónios, portanto, promove a actividade antioxidante que os protege de processos oxidativos degenerativos.

Os investigadores deste estudo verificaram assim que a vitamina D está envolvida na expressão de genes para a produção de neurotransmissores como a dopamina mas é importante ter a noção de que os respectivos resultados não provam que a deficiência de vitamina D causa depressão. Serão necessários estudos complementares para decifrar o mecanismo que permite a associação entre a vitamina D e esta patologia.

Para além desta associação à depressão, a vitamina D tem estudos que comprovam cientificamente a sua eficácia na manutenção da saúde óssea, correcta função nervosa e imunitária e correcta função tiroideia e paratiroideia quando tomada como suplemento alimentar.

Fonte: International Archives of Medicine
2010, 3:29 doi:10.1186/1755-7682-3-29
“Serum vitamin D concentrations are related to depression in young adult US population: the Third National Health and Nutrition Examination Survey”
Authors: V. Ganji, C. Milone, M.M. Cody, F. McCarthy, Y.T. Wang
10-12-2010

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