265: O café faz bem aos olhos

 

jilleatsapples / Flickr

Dois ou três cafés por dia protegem as células da retina. Esta é a conclusão de um estudo realizado por investigadores das universidades de Coimbra e de Bona, na Alemanha.

Numa nota enviada esta segunda-feira à agência Lusa, a Universidade de Coimbra refere que esta investigação abre caminho para o desenvolvimento de “novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquémicos, como a retinopatia diabética e glaucoma”.

Estas são duas das principais causas de cegueira a nível mundial. Na mesma nota, a Universidade de Coimbra indica que a isquemia da retina é uma complicação que está associada às doenças degenerativas da retina, que contribui para a perda de visão e cegueira.

isquemia da retina “ocorre por oclusão de vasos sanguíneos, maioritariamente da artéria central da retina, de um ramo da artéria da retina ou por oclusão venosa”.

O estudo, liderado por Ana Raquel Santiago, investigadora no laboratório Retinal Dysfunction and Neuroinflammation da Faculdade Medicina da Universidade de Coimbra, foi realizado em modelos animais (ratos) e desenvolvido em duas fases, tendo sido publicado na Cell Death and Disease.

No início, foram avaliados os efeitos da cafeína nas células da microglia – “células imunitárias que funcionam como os macrófagos da retina, mas que em situação de isquemia libertam substâncias nocivas que contribuem para o processo degenerativo”, explica a Universidade.

Os ratos começaram por consumir cafeína durante duas semanas ininterruptamente, tendo sido posteriormente sujeitos a um período transitório de isquemia ocular. Após a recuperação, voltaram a beber cafeína.

As análises revelaram que “a cafeína controla a reactividade das células da microglia de forma a conferir protecção à retina, quando comparado com animais que bebiam água”, acrescenta a Universidade de Coimbra.

“Nas primeiras 24 horas assistiu-se a uma activação exacerbada das células da microglia, indicando que, de alguma forma, a cafeína estava a promover um ambiente pró-inflamatório para depois garantir protecção e travar a progressão da doença”, refere a coordenadora do estudo.

Sabendo que a cafeína é um antagonista dos receptores de adenosina (envolvidos na comunicação do sistema nervoso central) e perante os primeiros resultados, a segunda fase do estudo centrou-se em testar o potencial terapêutico de um fármaco, a istradefilina, no controlo do ambiente inflamatório após um episódio isquémico da retina.

Este é um fármaco capaz de bloquear a ação dos recetores A2A de adenosina e que tem sido avaliado noutras doenças neurodegenerativas.

“Neste grupo de experiências, observou-se que a administração de istradefilina diminui a reactividade das células da microglia, atenuando o ambiente pró-inflamatório e o dano causado pela isquemia transiente”, descreve Ana Raquel Santiago. Este fármaco foi testado pela primeira vez na retina, tendo sido administrado após o insulto isquémico da retina.

Estes resultados podem abrir portas à identificação de novos fármacos que possam tratar ou atenuar as alterações visuais inerentes a estas doenças. “Os receptores A2A de adenosina podem vir a ser um alvo interessante para travar a perda de visão causada por doenças como o glaucoma ou a retinopatia diabética”, acrescenta a investigadora.

Actualmente, não há cura para estas doenças e os tratamentos disponíveis não são eficazes. Desenvolvido ao longo de três anos, o estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela empresa Manuel Rui Azinhais Nabeiro.

ZAP // Lusa

 

161: Olhos biónicos estão a ajudar na recuperação da visão

 

dd20062014_02Deficientes visuais em várias partes do mundo estão a recuperar parcialmente a visão graças a olhos biónicos, sistemas electrónicos implantados directamente na retina, garantiu hoje o especialista francês José-Alain Sahel.

Citado pela AFP, o médico assegurou que os sistemas têm permitido muitas pessoas cegas perceberem novas «formas e contrastes brilhantes de objectos de tamanho médio» e alguns já conseguem ler «letras e palavras grandes».

«Esta não é uma visão natural, mas uma percepção visual útil», disse o especialista, que dirige o Instituto da Visão, um centro de pesquisa do hospital oftalmológico Quinze-Vingts em Paris.

Actualmente, cerca de uma centena de pessoas no mundo usa «retinas artificiais» criadas por três diferentes empresas nos Estados Unidos, Alemanha e França, que desenvolveram um sistema denominado Argus II.

De acordo com AFP, actualmente o especialista francês José-Alain Sahel está a desenvolver um outro sistema semelhante chamado Iris, em colaboração com o start-up Pixium Vision, e pelo menos cinco pacientes já receberam esse olho electrónico feito na França, um resultado que o especialista considerou encorajador.

Também na Alemanha, outros fabricantes começaram a comercializar um sistema de implantes visando permitir a visão dos cegos.

Paralelamente, equipas médicas estão a estudar novas formas de recuperação da visão dos cegos, uma das quais envolve a injecção de células estaminais na retina para substituir células defeituosas, refere a agência.

In Diário Digital online
Diário Digital com Lusa
20/06/2014 | 18:51

88: É possível corrigir a miopia sem recurso a cirurgia

 

Novo tipo de lentes

Lentes tradicionais

Um novo tipo de lentes molda a córnea durante o descanso nocturno para permitir uma visão de maior acuidade ao longo do dia seguinte.

O diário ABC, de Madrid, revela na sua edição de hoje ter sido descoberta uma técnica inédita que permite a correcção da miopia sem necessidade de recorrer a intervenções cirúrgicas.

A intervenção cirúrgica, nomeadamente, por laser tornou-se desnecessária com a nova técnica denominada Terapia Corneal Refractiva (CRT na designação em inglês). A CRT consiste na aplicação de um tipo especial de lentes que vão moldando a córnea enquanto o olho descansa no período de sono. Assim, quando um míope se levanta e retira aquelas lentes, a sua visão será nítida durante todo o dia.

A CRT implica o uso deste tipo específico de lentes todas as noites. Caso contrário, os sintomas de miopia voltam a manifestar-se desde que as lentes deixem de ser aplicadas em três noites consecutivas, refere o diário espanhol.

O jornal indica ainda ser necessário aconselhamento médico, sendo as lentes apropriadas para casos de pessoas com casos até seis dioptrias e 1,75 de estigmatismo. Nos primeiros 15 dias, devem estar postas entre seis a oito horas, pelo menos. Passado o período de adaptação, devem ser usadas todas as noites, mas sem indicação de uma duração mínima.

In Diário de Notícias online
15/11/2012
por A. C. M.

51: Até que ponto o computador é o culpado pelos problemas de visão?

 

Recentemente, o co-fundador do Twitter, Christopher Isaac «Biz» Stone enviou uma mensagem para aqueles que ficam a navegar na «sua rede social» durante horas: «Isso não é saudável.» Stone diz que as pessoas devem visitar o seu site, que é muito popular, mas não devem dedicar-lhe as suas vidas. Além das repercussões sociais negativas de estar sempre à frente do monitor do computador, a olhar para ele, a afirmação de Stone carrega mais peso: os nossos olhos podem ser prejudicados também.

Alguns especialistas concordam, mas dizem que o ecrã do computador pode não ser realmente o causador do dano. Embora os computadores não causem efeitos nocivos conhecidos sobre a visão, os utilizadores de computador, muitas vezes, queixam-se de cansaço dos olhos, de dores de cabeça, de fadiga ocular e de dificuldade em focar. Esses sintomas, no entanto, não são causados pelo ecrã do computador em si, mas sim pelas condições que cercam o monitor.

É preciso prestar atenção à iluminação do ambiente onde o computador está localizado, na colocação inadequada dos equipamentos de informática e até mesmo na escolha inapropriada dos móveis que abrigam o computador, o que pode causar os sintomas acima mencionados, depois de olharmos para o monitor durante um longo período de tempo.

Os nossos músculos oculares funcionam como qualquer outro músculo do corpo. Quando ficam tornam fatigados, os olhos podem sentir-se desconfortáveis, podem surgir dores e a visão pode começar a ficar turva.

Mas se a sua profissão exige que olhe para o monitor do computador durante grande parte do dia, existem medidas que podem prevenir a irritação dos olhos. A cada 20 minutos de trabalho, deve-se desviar o olhar do ecrã para um objecto a 20 metros de distância durante 20 segundos.

O tamanho do ecrã do computador também é algo muito importante. Ecrãs de LCD podem causar menos fadiga ocular do que os monitores mais antigos. E ajustar o tamanho do texto para conseguir mais conforto visual também pode ajudar.

In Diário Digital online
03/05/2012

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