304: Há uma planta sempre presente na nossa cozinha que previne a perda de memória

 

(CC0/PD) TheVirtualDenise / Pixabay

Ingerir alho pode prevenir o esquecimento, sobretudo em pacientes com Alzheimer ou Parkinson. O benefício vem do sulfeto alílico.

O consumo de alho ajuda a neutralizar as mudanças relacionadas à idade nas bactérias intestinais associadas a problemas de memória, segundo um estudo recente, realizado em cobaias. O benefício vem do sulfeto alílico, um composto presente no alho e conhecido pelos seus benefícios para a saúde.

“A nossa descoberta sugere que a administração dietética de alho, contendo sulfeto alílico, pode ajudar a manter microrganismos intestinais saudáveis e melhorar a saúde cognitiva em idosos”, afirmou Jyotirmaya Behera, líder da equipa de cientistas da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos.

Na prática, este composto restaura triliões de microrganismos, também conhecidos como microbiota, no intestino. Pesquisas anteriores já haviam sublinhado a importância da microbiota intestinal para a saúde humana, mas poucos estudos haviam explorado o bem-estar do intestino e as doenças neurológicas normalmente associadas ao envelhecimento.

“A diversidade da microbiota intestinal é diminuída em pessoas idosas, um estágio da vida em que as doenças neuro-degenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson, se desenvolvem, e as habilidades cognitivas e de memória podem diminuir”, disse Neetu Tyagi, cientista que fez parte da equipa responsável e co-autora deste estudo.

“Quisemos entender melhor como as alterações na microbiota intestinal estão relacionadas ao declínio cognitivo associado ao envelhecimento”, acrescentou, citada pelo Science Daily.

Behera adiantou que os dados sugerem que o consumo dietético de alho “pode ajudar a manter os microrganismos do intestino saudáveis e melhorar a capacidade cognitiva e de raciocínio na população mais idosa”.

Os cientistas testaram esta teoria em ratos idosos de 24 meses, o que equivale à idade humana entre os 56 e os 69 anos. A estas cobaias foi-lhes dado sulfeto alílico e os animais foram, posteriormente, comparados a ratos mais novos e da mesma idade que não receberam aquela substância.

Os resultados desta experiência revelaram que os roedores mais velhos que consumiram o suplemento revelaram ter uma melhor memória a curto e médio prazo, assim como uma melhor saúde intestinal.

Além disso, pesquisas subsequentes concluíram que o sulfeto alílico preserva ainda uma expressão genética derivada de um factor neuronal natriurético no cérebro que é crucial para a preservação da memória. As descobertas foram anunciadas na reunião anual da American Physiological Society, em Orlando, Florida.

Ainda assim, as experiências continuam. Os cientistas têm como objectivo entender melhor a relação entre a microbiota intestinal e o declínio cognitivo como tratamento no envelhecimento da população.

ZAP //

Por ZAP
14 Abril, 2019

 

295: Injecção capaz de travar Alzheimer pode estar disponível em 10 anos

 

© iStock Injecção capaz de travar Alzheimer pode estar disponível em 10 anos

Uma injecção com o potencial de deter o aparecimento da doença de Alzheimer poderá estar disponível no mercado dentro de uma década, refere a Alzheimer’s Society (associação de caridade britânica dedicada ao estudo da demência).

O médico James Pickett, investigador chefe naquela organização, disse à publicação The Telegraph, que as recentes descobertas revolucionárias levaram os cientistas a um “ponto de viragem”.

Acrescentando: “Neste momento estamos a começar a conseguir juntar inúmeras peças do puzzle, que estão finalmente a fazer sentido. Temos todo este conhecimento sobre genética, tal como os investigadores de doenças cancerígenas tinham há 30 anos, e estamos agora a investir no seu conhecimento e exploração”.

A injecção iria isolar e aniquilar as proteínas prejudiciais que se acumulam no cérebro.

As declarações chegam após a realização de ensaios científicos “revolucionários” que envolveram o isolamento das ditas proteínas em crianças que padeciam de uma condição rara na espinha.

msn lifestyle
Liliana Lopes Monteiro
02/01/2019

 

292: Café torrado protege contra Alzheimer e Parkinson (e não tem nada a ver com a cafeína)

 


Além de ser uma boa fonte de energia, o café protege-nos contra a doença de Alzheimer e Parkinson. Esta é a conclusão de um novo estudo levado a cabo pelo Instituto do Cérebro de Krembil, no Canadá, que sugere que quanto mais torrado o café, maior é a protecção para o nosso cérebro.

Para a investigação, os cientistas estudaram três tipos de café – torrado leve, torrado escuro e torrado escuro descafeinado – com o objectivo de perceber quais os compostos da bebida é que diminuem a deterioração cognitiva associada a este tipo de patologias.

Os especialistas quiseram ainda entender de que forma é que estes compostos agem de forma a travar a deterioração, tal como explica o artigo publicado no passado mês de Outubro na revista científica Frontiers in Neuroscience.

Os primeiros procedimentos experimentais demonstraram que tanto a cafeína torrada escura quanto os grãos torrados descafeinados tinham um efeito protector semelhante. E, por isso, os cientistas concluíram que o benefício para a saúde não se devia à cafeína.

Excluída a cafeína, a equipa continuou os procedimentos, identificando no café um grupo de compostos conhecidos como fenilindanos, resultantes do processo de do processo de torrefacção dos grãos de café. De acordo com o estudo, estes compostos são os únicos elementos capazes de impedir o agrupamento de duas proteínas comuns nas patologias de Alzheimer e Parkinson, beta-amilóides e proteínas tau.

Tendo em conta que quanto mais torrado o café maior é a quantidade de fenilindano, os cientistas concluíram ainda que o café torrado escuro parece ter um maior efeito protector maior do que o café torrado levemente.

“É a primeira vez que alguém investiga como é que o fenilalaninos interagem com as proteínas responsáveis pelas doenças de Alzheimer e Parkinson”, disse um dos autores do estudo, Ross Mancini.

“O próximo passo seria investigar até que ponto esses compostos são benéficos e perceber se estes têm a capacidade de alcançar a corrente sanguínea ou atravessar a barreira hematoencefálica”, rematou.

ZAP // RT / ScienceDaily

Por ZAP
13 Novembro, 2018

 

273: É barato, vende-se sem receita e pode evitar o Alzheimer

 

Auntie P / Flickr

Uma equipa de pesquisa liderada pelo neuro-cientista Patrick McGeer sugere que um regime diário de anti-inflamatórios não-esteróides, como o ibuprofeno, pode prevenir o início do Alzheimer.

Isso significa que, ao tomar um remédio que é vendido sem receita médica diariamente, as pessoas podem evitar uma doença que é a quinta principal causa de morte em pessoas com 65 anos ou mais.

De acordo com o Alzheimer’s Disease International, a condição afecta cerca de 47 milhões de pessoas em todo o mundo, custando aos sistemas de saúde globais mais de 818 mil milhões de reais – perto de 200 mil milhões de euros.

McGeer é presidente e director executivo da Aurin Biotech, empresa com sede em Vancouver. Ele e a esposa, Edith McGeer, estão entre os neuro-cientistas mais citados no mundo. O seu laboratório é reconhecido mundialmente por 30 anos de trabalho em neuro-inflamação e doenças neuro-degenerativas, particularmente Alzheimer.

Um artigo que detalha as suas descobertas mais recentes foi publicado na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease.

Em 2016, o médico e a sua equipa anunciaram ter desenvolvido um teste simples de saliva que pode diagnosticar a doença de Alzheimer, bem como prever o seu início. O teste baseia-se na medição da concentração da proteína beta amilóide peptídica 42 (Abeta42), secretada na saliva.

Todas as pessoas, independentemente do sexo ou da idade, produzem mais ou menos a mesma taxa de Abeta42. Se essa taxa de produção for duas a três vezes maior do que a média, esses indivíduos estão destinados a desenvolver Alzheimer.

Isso acontece porque o Abeta42 é um material relativamente insolúvel e, embora seja produzido em todo o corpo, os depósitos acumulam-se apenas no cérebro, causando neuro-inflamação e destruindo neurónios.

Ao contrário da crença generalizada de que o Abeta42 era produzido apenas no cérebro, a equipa de McGeer demonstrou que o peptídeo é produzido em todos os órgãos do corpo e é secretado na saliva pela glândula sub-mandibular.

Como resultado, com apenas uma colher de chá de saliva, é possível prever se um indivíduo terá Alzheimer, mesmo antes os sintomas aparecerem.

Isso, por sua vez, dá-lhes a oportunidade de tomar medidas preventivas precoces, como o consumo de medicamentos como o ibuprofeno.

“O que aprendemos com a nossa pesquisa é que as pessoas que estão em risco de desenvolver Alzheimer exibem os mesmos níveis elevados de Abeta42 que as pessoas que já têm a doença. Além disso, exibem esses níveis elevados durante toda a vida e, teoricamente, podem ser testados a qualquer momento. Sabendo que a prevalência de Alzheimer começa aos 65 anos, recomendamos que as pessoas sejam testadas dez anos antes, aos 55 anos. Se apresentam níveis elevados de Abeta42, então é a hora para começar a tomar o ibuprofeno diário”, explicou McGeer.

A maioria dos ensaios clínicos até hoje concentraram-se em pacientes que já possuíam défices cognitivos, de leves a graves. Como resultado, nenhum conseguiu evitar a progressão da doença.

De acordo com o médico, a sua descoberta vem mudar as regras do jogo.

“Temos agora um teste simples que pode indicar se uma pessoa está destinada a desenvolver a doença de Alzheimer muito antes de começar a desenvolver-se. Os indivíduos podem impedir que isso aconteça através de uma solução simples que não requer receita médica ou visita a um médico. Isso é um verdadeiro avanço, pois aponta numa direcção em que o Alzheimer pode eventualmente ser eliminado“, afirmou.

Os cientistas alertam, no entanto, que os resultados deste estudo não significam que deva começar a tomar um medicamento diariamente por conta própria. Se tem dúvidas quanto à sua saúde, consulte um especialista.

ZAP // HypeScience

Por HS
30 Março, 2018

 

266: Ansiedade pode ser sinal precoce de Alzheimer

 

35miller / Flickr

Sintomas de ansiedade crescente podem ser um sinal precoce de Alzheimer, anos antes do comprometimento cognitivo ser evidente, sugere um novo estudo.

Há muito que os investigadores estudam os factores de risco que aumentam as probabilidades de desenvolver Alzheimer, incluindo condições neuro-psiquiátricas como depressão. Agora, os cientistas dizem que sintomas de ansiedade podem ser um marcador dinâmico da doença numa fase inicial.

“Em vez de olhar para a depressão como a pontuação total, olhamos para sintomas específicos como a ansiedade“, explica a psiquiatra geriátrica Nancy Donovan do Bigham and Women’s Hospital, em Boston, nos EUA.

“Quando comparado com outros sintomas da depressão como tristeza ou perda de interesse, os sintomas de ansiedade aumentaram ao longo do tempo nos pacientes com níveis mais altos de beta amilóide no cérebro”.

A beta amilóide é uma proteína que está compreensivelmente ligada ao Alzheimer, acumulando-se no cérebro em aglomerados que formam placas e perturbam a comunicação entre neurónios.

Essa interrupção é considerada a principal culpada por trás do comprometimento cognitivo do Alzheimer, mas isso poderia também estar implicado na fase pré-clínica da condição, potencialmente até 10 anos antes do declínio da memória ser diagnosticado.

Donovan e outros investigadores examinaram dados do “Harvard Aging Brain Study“, um estudo observacional com a duração de cinco anos a 270 homens e mulheres saudáveis com idades entre os 62 e os 90 anos sem desordens psiquiátricas activas.

Entre outros testes, os participantes foram submetidos a exames ao cérebro e anualmente os cientistas analisavam uma potencial depressão. com o decurso do estudo, a equipa encontrou níveis de beta amilóide mais altos nos cérebros associados a sintomas de ansiedade crescente no córtex cerebral.

“Isto sugere que os sintomas de ansiedade podem ser uma manifestação precoce de Alzheimer”, explica Donovan. “Se as próximas investigações fixarem a ansiedade como um indicador precoce, seria importante não só para identificar pessoas cedo com Alzheimer, mas também no sentido de tratar e prevenir o desaceleramento e prevenção do processo da doença”.

Neste ponto, os investigadores reconhecem que há muito por saber sobre como ocorre esta associação entre a ansiedade e a beta amilóide – e vale a pena reforçar que serão necessários acompanhamentos longitudinais para verificar se os participantes mostram agudização da ansiedade quando desenvolvem o Alzheimer.

258: Medicamento contra a diabetes pode reverter significativamente a perda de memória por Alzheimer

 

lucasfrasca / Flickr

Num novo estudo de colaboração internacional, cientistas descobriram que um medicamento desenvolvido para diabetes tipo 2 pode reduzir e reverter significativamente a perda de memória em ratos com doença de Alzheimer.

O próximo passo da pesquisa será testar a droga em humanos. A melhor notícia é que, como o remédio já foi aprovado para comercialização, caso se prove um sucesso, pode atingir o mercado muito mais rápido do que outras opções experimentais de tratamento para a demência.

O estudo envolveu investigadores da Universidade Shaoyang e da Universidade Médica de Shanxi, na China, e da Universidade Lancaster, no Reino Unido.

Pesquisas anteriores já estabeleceram uma ligação entre as duas condições – a diabetes tipo 2 é um factor de risco para a doença de Alzheimer. Além disso, parece fazer a doença progredir mais rápido.

A explicação pode passar pelaa insulina não chegar às células corretamente. A insulina é um fator de crescimento conhecido por proteger as células cerebrais. A resistência à insulina tem sido observada nos cérebros de pessoas com Alzheimer, bem como é o mecanismo biológico por trás da diabetes tipo 2.

Logo, os cientistas têm investigado se drogas que tratam diabetes tipo 2 podem também melhorar os sintomas de Alzheimer.

Estas abordagens são muito importantes, porque se aproveitam de conhecimentos existentes e substâncias já testadas, tornando muito mais rápido a oferta de novos tratamentos promissores para as pessoas.

O novo tratamento é interessante porque protege as células cerebrais atacadas pela doença de três maneiras diferentes, juntando diversas abordagens.

Alguns estudos tiveram sucesso no passado com uma droga mais antiga para diabetes, conhecida como liraglutida, mas este medicamento parece ser mais eficaz.

O fármaco, referido apenas como “agonista de receptores triplo” (do inglês “triple receptor agonist”) na pesquisa, actua de várias maneiras para evitar a degeneração do cérebro: activando o GIP-1, o GIP e os receptores de glucagon ao mesmo tempo.

Como a sinalização de fatores de crescimento fica prejudicada nos cérebros dos pacientes com Alzheimer, a ideia era que a droga poderia ajudar a reestimular as células cerebrais danificadas e impedir danos futuros.

Os cientistas testaram a droga em ratos que tinham sido geneticamente modificados para ter doença de Alzheimer.

Depois foi analisada a aprendizagem e a formação da memória nos animais, e descobriram que a droga reverteu significativamente o défice de memória e foi capaz de melhorar níveis de um factor de crescimento cerebral que protege o funcionamento das células nervosas, assim como reduzir a quantidade de placas amilóides tóxicas no cérebro. A droga experimental também reduziu a inflamação crónica e o stress oxidativo, assim como retardou a taxa de perda de células nervosas.

“Estes resultados muito promissores demonstram a eficácia de novos fármacos múltiplos que originalmente foram desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, mas têm efeitos neuro-protectores consistentes vistos em vários estudos”, disse o principal autor do estudo, Christian Hölscher, da Universidade Lancaster.

Contudo, ainda é necessário verificar se o mesmo efeito será observado em seres humanos. Comparações diretas com outros medicamentos também deverão ser realizadas para avaliar se este novo tratamento é superior aos anteriores.

ZAP // HypeScience

 

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