293: O Cartão de Emergência para estrangeiros que também é para portugueses

 

Não é um BI, também não é um cartão de saúde, mas pretende melhorar a comunicação entre turistas e imigrantes e as autoridades e serviços médicos. É o Cartão de Emergência.

© Direitos reservados

A Associação Safe Communities Portugal em colaboração com a PSP, a GNR e o INEM (Instituto de Emergência Médica) criou o Cartão de Emergência turistas e residentes estrangeiros em Portugal, mas que poderá ser utilizado por qualquer cidadão nacional.

Não substitui um documento de identificação oficial, funcionando antes como uma base informativa sobre medicação, alergias, doenças actuais ou até dados das autoridades dos países de origem dos cidadãos.

Em caso de uma emergência, sobretudo médica, o cartão poderá facilitar a comunicação com as equipas técnicas e as autoridades. Destina-se a estrangeiros, mas é também uma forma dos cidadãos nacionais disponibilizarem a sua informação clínica mais rápido numa situação de socorro.

O documento está disponível para download nos sites da Safe Communities Portugal, do INEM e das forças de segurança, e vai ser dado a conhecer às comunidades estrangeiras em Portugal através das respectivas embaixadas.

Podem descarregar o cartão em formato PDF, “preencher com os dados que entenderem adequados, recortar e plastificar o documento para que possa estar sempre na sua posse”, aconselham as autoridades nacionais.

Diário de Notícias
Céu Neves
07 Dezembro 2018 — 10:00

CARTÃO DE EMERGÊNCIA | Emergency ID Card

O QUE É E PARA QUE SERVE?
O Cartão de Emergência é um documento que contém informação útil às equipas de socorro em caso de urgência.

A QUEM SE DESTINA E COMO SE PODE OBTER?
Destina-se a qualquer pessoa que se encontre em Portugal e pode ser obtido gratuitamente por download nos sites oficiais das entidades promotoras.

COMO UTILIZAR?
Após download do documento, preencha os campos em branco directamente no PDF e imprima em formato A4. Recorte à medida e guarde-o na sua carteira para que seja facilmente encontrado em caso de emergência. Se existirem alterações aos dados introduzidos, repita o processo.



292: Café torrado protege contra Alzheimer e Parkinson (e não tem nada a ver com a cafeína)

 


Além de ser uma boa fonte de energia, o café protege-nos contra a doença de Alzheimer e Parkinson. Esta é a conclusão de um novo estudo levado a cabo pelo Instituto do Cérebro de Krembil, no Canadá, que sugere que quanto mais torrado o café, maior é a protecção para o nosso cérebro.

Para a investigação, os cientistas estudaram três tipos de café – torrado leve, torrado escuro e torrado escuro descafeinado – com o objectivo de perceber quais os compostos da bebida é que diminuem a deterioração cognitiva associada a este tipo de patologias.

Os especialistas quiseram ainda entender de que forma é que estes compostos agem de forma a travar a deterioração, tal como explica o artigo publicado no passado mês de Outubro na revista científica Frontiers in Neuroscience.

Os primeiros procedimentos experimentais demonstraram que tanto a cafeína torrada escura quanto os grãos torrados descafeinados tinham um efeito protector semelhante. E, por isso, os cientistas concluíram que o benefício para a saúde não se devia à cafeína.

Excluída a cafeína, a equipa continuou os procedimentos, identificando no café um grupo de compostos conhecidos como fenilindanos, resultantes do processo de do processo de torrefacção dos grãos de café. De acordo com o estudo, estes compostos são os únicos elementos capazes de impedir o agrupamento de duas proteínas comuns nas patologias de Alzheimer e Parkinson, beta-amilóides e proteínas tau.

Tendo em conta que quanto mais torrado o café maior é a quantidade de fenilindano, os cientistas concluíram ainda que o café torrado escuro parece ter um maior efeito protector maior do que o café torrado levemente.

“É a primeira vez que alguém investiga como é que o fenilalaninos interagem com as proteínas responsáveis pelas doenças de Alzheimer e Parkinson”, disse um dos autores do estudo, Ross Mancini.

“O próximo passo seria investigar até que ponto esses compostos são benéficos e perceber se estes têm a capacidade de alcançar a corrente sanguínea ou atravessar a barreira hematoencefálica”, rematou.

ZAP // RT / ScienceDaily

Por ZAP
13 Novembro, 2018

 

291: Chocolate, café, chá e vinho prolongam a vida (mas com uma condição)

 

anjuli_ayer / Flickr

O consumo de chocolate, café, chá e vinho ajuda a prolongar a esperança média de vida, mas desde que sejam ingeridos com um suplemento de zinco. É a conclusão de um novo estudo internacional.

Uma equipa internacional de investigadores liderada por Ivana Ivanovi-Burmazovi, da Universidade de Erlangen-Nuremberga (FAU na sigla original em Inglês), na Alemanha, apurou que o zinco pode activar uma molécula orgânica no chocolate, no café, no chá e no vinho que ajuda a proteger o organismo do stress oxidativo.

O stress oxidativo está directamente associado ao envelhecimento e a algumas doenças graves.

Já o zinco é um mineral ligado a um melhor rendimento físico, bem como à saúde de cabelos, unhas e pele. Com intervenção ao nível do metabolismo celular, o zinco ajuda a regular enzimas fundamentais para o bom funcionamento do sistema digestivo, por exemplo, contribuindo para a perda de peso, e também neutraliza os efeitos dos chamados radicais livres que estão associados a várias doenças.

E quando combinado com chocolate, café, chá e vinho, o zinco “pode proteger contra o super-óxido responsável pelo stress oxidativo”, explica o comunicado da FAU sobre este estudo internacional.

“O zinco activa os grupos hidroquinona” que se encontram nos polifenóis presentes naqueles quatro produtos, ou seja, no composto orgânico que é responsável pelo cheiro e pelo sabor, notam os investigadores.

Assim, produz “uma protecção natural contra o super-óxido, um sub-produto da respiração celular humana que danifica as próprias bio-moléculas do corpo, por exemplo as proteínas ou lípidos, bem como o genoma humano”, acrescentam.

No artigo científico publicado no jornal Nature Chemistry, salienta-se que a hidroquinona isolada não é capaz de “quebrar o super-óxido”. Mas quando combinada com o zinco, cria-se “um complexo de metal” que “imita a enzima super-óxido dismutase (SOD)” que, por seu lado, protege o corpo “dos processos de degradação causados pela oxidação” e que tem “um efeito anti-oxidante”, apontam os autores do estudo.

Deste modo, “o super-óxido pode ser metabolizado e o dano para o organismo prevenido”, evitando-se o stress oxidativo, afirmam.

Esta descoberta pode dar azo ao desenvolvimento de medicamentos baseados em zinco, mas também abre a porta à opção de acrescentar suplementos com este mineral a comida enriquecida com hidroquinona.

“É, certamente, possível que o vinho, o café, o chá ou o chocolate possam estar disponíveis no futuro com zinco adicionado“, frisa Ivana Ivanovi-Burmazovi. No entanto, o excesso de álcool pode “destruir os efeitos positivos dessa combinação”, alerta a investigadora.

SV, ZAP //

Por SV
7 Novembro, 2018

 

290: Temos uma péssima notícia: sexo oral pode provocar cancro

 

(CC0/PD) sasint / pixabay

De acordo com um estudo, sexo oral com muitos parceiros aumenta a probabilidade de desenvolver cancro na garganta devido a infecções de HPV – Vírus de Papiloma Humano.

O estudo, publicado o ano passado na revista Annals of Oncology, concluiu que homens com muitos parceiros de sexo oral têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de cancro. As probabilidade aumentam ainda mais se a pessoa for fumadora.

A taxa de pessoas que são diagnosticadas com cancro na parte central da garganta é baixa: 0,7% entre homens e ainda menos em mulheres.

O trabalho estudou 13.089 pessoas entre as idades de 20 e 69 anos, que passaram por exames de HPV. Depois, foi calculado o risco dessas pessoas desenvolverem este tipo de cancro com base nos dados sobre números de casos e número de mortes por esta doença.

Homens com cinco ou mais parceiros de sexo oral têm prevalência de infecção oral de HPV de 7,4%. Aqueles com dois a quatro parceiros tinham 4% de risco de ter o vírus. Já homens que fizeram sexo oral com um ou zero parceiro tinham 1.5% chance de apanhar o vírus.

Porém, fumar aumentou o risco para todos os homens. Quem tinha mais de cinco parceiros e fumava tinha 15% de risco e quem tinha entre dois e quatro parceiros tinha 7,1% de risco.

“A maioria das pessoas faz sexo oral durante a vida e descobrimos que a infecção oral com o causador de cancro HPV era raro em mulheres, independente de quantos parceiros de sexo oral tinham. Entre homens que não fumam, esse tipo de cancro era raro em quem tinha menos de cinco parceiros de sexo oral”, explicou Gypsyamber D’Souza, investigador da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg.

O número de homens com este diagnóstico duplicou nos últimos 20 anos. A estimativa é que até 2020 este tipo de cancro seja um problema mais comum que o cancro no colo do útero nos Estado Unidos.

Testar a pessoa para descobrir se terá o vírus não é garantia que terá ou não o cancro na garganta no futuro, por isso fazer o exame não é vantajoso. Uma pessoa que já teve contacto com o vírus pode acabar com problemas de ansiedade por acreditar que vai desenvolver o cancro.

O processo mais eficaz a ser feito é tomar a vacina contra o HPV no final da infância, antes do primeiro contacto sexual. Outro factor benéfico para a saúde, de forma geral, é parar de fumar e de beber.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
31 Outubro, 2018

 

289: As pessoas podem morrer por “desistir da vida”

 

deanaia / Flickr

De acordo com um novo estudo, uma pessoa pode morrer simplesmente por desistir da vida. Uma vez que entre num estado no qual ache que a derrota é inescapável, a morte pode mesmo tornar-se real.

Segundo John Leach, investigador da Universidade de Portsmouth, nos EUA, o novo estudo, publicado na Medical Hypotheses, é o primeiro a descrever os marcadores clínicos da “desistência da vida”, condição conhecida cientificamente como morte psicogénica.

De acordo com o estudo, a força de vontade por si só pode não ser suficiente para vencer uma situação difícil, mas faz muita diferença.

Morte psicogénica

A condição segue-se habitualmente a um trauma do qual uma pessoa pensa que não há escapatória, fazendo com que a morte pareça o único resultado racional. Essa morte ocorre geralmente três semanas após o aparecimento do primeiro estágio do processo.

Não é suicídio e não está ligado à depressão. O acto de desistir da vida é uma condição muito real, muitas vezes ligada a traumas graves”, esclarece Leach.

O investigador descreveu os cinco estágios que levam ao declínio psicológico progressivo e sugere que a desistência da vida pode ter origem numa alteração num circuito frontal-subcortical do cérebro, que governa o nosso comportamento por objectivos.

O candidato provável é o cortex cingulado anterior, responsável pela motivação, que parece estar associada a certas memórias que permitem à mente humana reconhecer as situações em que é necessário alterar o comportamento habitual.

“O trauma grave pode desencadear o mau funcionamento do cortex cingulado em algumas pessoas. A motivação é essencial para lidar com a vida e, se isso falhar, a apatia é quase inevitável”, explica.

A morte não é inevitável, e pode ser revertida por factores diferentes em cada estágio. As intervenções mais comuns são a actividade física e/ou a pessoa ser capaz de ver que uma situação está, pelo menos parcialmente, sob o seu controlo. Ambos os factores desencadeiam a libertação de dopamina, substância química conhecida como o neurotransmissor do prazer, no organismo.

“Reverter o declínio da morte psicogénica tende a acontecer quando um sobrevivente encontra ou recupera o sentido de escolha, de ter algum controlo, e tende a ser acompanhado por uma cura das feridas psicológicas e renovação do interesse pela vida”, concluiu Leach.

Os cinco estágios

Segundo o investigador, o processo de morte psicogénica ocorre em cinco estágios que levam ao declínio psicológico progressivo.

1. Retirada social

O primeiro estágio, de retirada social, ocorre geralmente após um trauma psicológico. As pessoas nesta fase podem mostrar falta de emoção e indiferença, ficando “absorvidas” no seu próprio mundo.

Os prisioneiros de guerra têm sido frequentemente descritos neste estado inicial. “Retiram” da vida social, vegetando ou tornando-se passivos.

De acordo com Leach, a retirada social pode ser uma forma de lidar com uma situação má, ou seja, afastar-se de qualquer envolvimento emocional externo para permitir um realinhamento interno da estabilidade emocional. Mas, se não for controlada, pode evoluir para apatia.

2. Apatia

Uma “morte emocional” simbólica, a profunda apatia é comum em prisioneiros de guerra e sobreviventes de naufrágios e acidentes aéreos. É uma melancolia desmoralizadora, diferente da raiva, da tristeza ou da frustração.

Também já foi descrita como a ausência do esforço para se conservar. As pessoas nesta fase ficam muitas vezes “desgrenhadas”, sem instinto de higiene. Funciona como um grave desânimo, onde até mesmo a menor tarefa parece exigir o maior esforço possível.

3. Abulia

Este estágio corresponde a uma grave falta de motivação associada a uma resposta emocional abafada, falta de iniciativa e incapacidade de tomar decisões. É improvável que as pessoas nesta fase conversem. Frequentemente, desistem de se lavar ou comer.

Geralmente, a pessoa perde a sua motivação intrínseca – a capacidade ou o desejo de começar a agir para se ajudar -, mas ainda pode ser motivada por outras pessoas, através de educação persuasiva, raciocínio, antagonismo e até agressão física.

“Uma coisa interessante sobre a abulia é que parece haver uma mente vazia ou uma consciência desprovida de conteúdo. As pessoas que se recuperaram deste estágio descrevem-no como ter a mente papa, ou não ter nenhum pensamento”, diz Leach.

4. Acinesia psíquica

Nesse estágio, a pessoa está consciente, mas em estado de profunda apatia e insensível a dores extremas. Muitas vezes são incontinentes, e deitam-se em cima das suas próprias excreções.

A falta de resposta à dor foi descrita no estudo de um caso em que uma jovem, diagnosticada posteriormente com acinesia psíquica, sofreu queimaduras de segundo grau ao visitar a praia, porque não saiu do sol.

5. Morte psicogénica

O estágio final é a desintegração de uma pessoa. “É quando alguém desiste. Ela pode estar deitada nos seus próprios excrementos e nada – nenhum aviso, espancamento ou súplica – pode fazê-la querer viver”, diz John Leach.

A passagem do estágio quatro, a acinesia psíquica, para o estágio cinco, a morte psicogénica, geralmente leva de três a quatro dias. Pouco antes da morte, há frequentemente um falso “despertar”, um lampejo de vida, como quando alguém de repente decide desfrutar de um cigarro.

“Parece por algum tempo que o estágio de mente vazia passou e foi substituído pelo que poderia ser descrito como um comportamento direccionado a um objectivo. Mas o paradoxo é que o objectivo em si parece ser perder a vida”, conclui Leach.

ZAP // HypeScience / Medical Xpress

Por HS
29 Outubro, 2018

 

288: Inteligência artificial contraria prognósticos de coma e salva pacientes

 

(PPD/C0) geralt / Pixabay

Um sistema de inteligência artificial (IA) desenvolvido na China ajudou a salvar a vida de vários pacientes num estado de coma considerado “sem esperança” por vários médicos. A IA contrariou o prognóstico – e os pacientes acordaram.

Por norma, os neurologistas conduzem uma série de avaliações para determinar o potencial de recuperação de um paciente com lesões cerebrais. No teste conduzido é atribuída uma determinada pontuação. Uma baixa pontuação implica que o doente tem poucas hipóteses de acordar tendo, por isso, a família o direito legal de desligar o suporte básico de vida.

Um dos principais neurologistas da China atribuiu sete dos 23 pontos desta escala a um paciente de 19 anos com síndrome de não-responsividade, um resultado bastante baixo. No entanto, ao ser reexaminado com a ajuda do sistema de inteligência artificial, o resultado aumentou para mais de 20 pontos – muito perto da pontuação total.

Num outro caso, aponta o South China Morning Post, os médicos atribuíram a uma mulher de 41 anos, vítima de derrame cerebral e em estado vegetativo há três meses, uma pontuação potencial de recuperação de seis. O computador atribuiu 20.

O jovem, a mulher e outros cinco pacientes – que os médicos acreditavam que nunca recuperariam a sua consciência – acabaram por acordar até 12 meses após os exames cerebrais, exactamente como previsto pelo modelo computorizado.

Previmos com êxito que um determinado número de pacientes recuperaria a consciência mesmo depois de serem inicialmente apontados como sem esperança”, escreveram os investigadores da Academia Chinesa de Ciências em comunicado.

Contudo, a “máquina” também comete erros: um homem de 36 anos com danos no tronco cerebral recebeu baixas pontuações quer da IA, quer da avaliação dos médicos. Ao contrários dos prognósticos, o homem recuperou totalmente em menos de um ano.

Quase 90% de precisão

Sinteticamente, o sistema recém-criado recorre à IA e, através de imagens médicas, ajuda os médicos a determinar se pacientes diagnosticados com danos cerebrais graves podem ou não recuperar a consciência.

Apesar de ser um diagnóstico, os testes que recorrem ao sistema de inteligência artificial têm uma de quase 90%, de forma a que raramente se cometam erros a atribuir pontuações mais baixa, nota a RT.

Depois de oito anos, os cientistas conseguiram finalizar o projecto, tendo disponibilizados as suas conclusões em pré-publicação no mês passado num artigo no eLife. 

Para o Song Ming, médico e principal autor do estudo, este sistema diferencia-se dos demais sistemas de IA utilizados no diagnóstico de doenças. “A nossa máquina pode ver coisas que são invisíveis ao olho humano“, explicou.

Contudo, sublinha Ming, esta é apenas “uma ferramenta para ajudar médicos e famílias a tomar deciões2, não podendo “nunca substituir os médicos”, reiterou.

ZAP //

Por ZAP
12 Setembro, 2018

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