1767: OMS: Número de mortos na Europa ultrapassa os 2 milhões

– Os acéfalos indigentes irracionais que continuam a encarar esta pandemia mortal como se tratasse de uma “gripezinha”, continuam a não acreditar na realidade dos factos. Mais de DOIS MILHÕES DE MORTOS só na Europa!!! Vamos para a borga cambada!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/EUROPA/MORTOS

O número de mortos causados pela pandemia de covid-19 ultrapassou os dois milhões de pessoas na Europa, já há muitos meses epicentro da doença, anunciou esta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Um funcionário retira equipamento de protecção na ala Covid 19 do Hospital das Forças Armadas do Porto, 2 de Dezembro de 2020. Preparado para “abrir portas” a qualquer momento para receber doentes dos hospitais do Norte, no Hospital das Forças Armadas do Porto a gestão da segunda vaga da pandemia é feita “diariamente” e missão continua a ser “cuidar com dignidade”. (ACOMPANHA TEXTO DE 05/12/2020) JOSÉ COELHO/LUSA
© LUSA

“Foi atingido um marco devastador, já que o número de mortes por covid-19 relatadas por países da região da OMS na Europa ultrapassou os dois milhões de pessoas”, disse um porta-voz da OMS, citado pela agência de notícias francesa AFP.

No total, a OMS na Europa — cujos países membros se estendem até à Ásia central — registou 2.002.058 mortes causadas pela pandemia em 218.225.294 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

O país do mundo com maior número de mortos continua a ser os Estados Unidos, tendo ultrapassado a marca de um milhão de mortes, anunciou hoje a Casa Branca.

Após uma recuperação na primeira quinzena de Março, a pandemia do coronavírus SARS-Cov 2 diminuiu na Europa, tendo o número de casos diminuído 26% nos últimos sete dias e o de mortes baixado 24%.

Mais de dois anos após as primeiras restrições adoptadas para combater a infecção, a maioria dos países europeus pretende “virar a página da covid-19” e já restam poucas limitações no continente.

Em termos mundiais, o número de novos casos relatados continua a cair, excepto nas Américas e em África, segundo referiu a OMS.

No seu relatório semanal sobre a pandemia, divulgado na terça-feira, a agência de saúde da ONU disse que cerca de 3,5 milhões de novos casos e mais de 25.000 mortes foram relatadas globalmente, o que representa, respectivamente, reduções de 12% e 25% dos casos.

A tendência de queda do número de infectados registados começou em Março, embora muitos países tenham já desmantelado os programas de testes e vigilância, o que torna mais difícil uma contagem precisa dos casos.

Segundo a OMS, apenas duas regiões continuam a ver os número de infecções por covid-19 aumentarem: as Américas, com mais 14%, e a África, com mais 12%.

Os números permaneceram estáveis no Pacífico ocidental e caíram no resto do mundo, referiu a agência.

Ainda assim, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, avisou, em conferência de imprensa realizada esta semana, que “o aumento de casos em mais de 50 países mostra a volatilidade do vírus”.

O responsável sublinhou que as variantes da covid-19, incluindo as versões mutantes da Ómicron, são altamente contagiosas e estão a provocar um ressurgimento da pandemia em vários países.

O director-geral da OMS referiu ainda que só as taxas relativamente altas de imunidade da população estão a impedir um aumento das hospitalizações e mortes, mas avisou que “isso não é garantido nos locais onde os níveis de vacinação são baixos”.

Nos países mais pobres, apenas cerca de 16% das pessoas foram vacinadas contra a covid-19.

O relatório da OMS observou que algumas das maiores subidas no número de infectados 19 foram observadas na China, que registou um aumento de 145% na última semana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Maio 2022 — 14:01


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

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1766: Subida de casos lança pressão para passo atrás nas máscaras e nos testes

… “”Já sabíamos que com o alívio das medidas, em especial do uso obrigatório de máscara, ia existir um aumento do número de casos”.”

– Se já sabiam então o porquê de levantarem as medidas de segurança sanitária? Incompetência? Irracionalidade? Imbecilidade? Já não bastam os acéfalos que nunca cumpriram as regras durante TODA a pandemia?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/AUMENTO DE CASOS

Incidência disparou e médicos de Saúde Pública defendem passo atrás no uso de máscaras na maioria dos espaços fechados. Com a corrida às urgências a bater recordes, director do serviço no São João aponta à incoerência do fim de testes comparticipados

Urgências concorridas, mas internamentos seguem estáveis
© Tiago Petinga / Lusa

Entre o crescimento de uma nova linhagem, mais transmissível, da variante Ómicron (já responsável por 37% dos novos casos no país), o fim generalizado do uso de máscara e a ocorrência de diversos eventos de massa, como festas estudantis ou futebolísticas, Portugal viu disparar de novo a incidência de casos de covid-19 no último mês, com alguns serviços de urgência a registarem níveis de afluência recorde nos últimos dias.

Os modelos matemáticos, como o revelado ontem pelo Instituto Superior Técnico, mostram que a possibilidade de uma sexta vaga pandémica no país “está a desenhar-se de forma muito intensa”. E isso leva alguns sectores da Saúde a alertarem para a necessidade de serem reequacionadas algumas das últimas medidas implementadas, como o fim generalizado do uso de máscara em espaços fechados e dos testes gratuitos.

“Já sabíamos que com o alívio das medidas, em especial do uso obrigatório de máscara, ia existir um aumento do número de casos. Mas, a verdade é que passar de oito mil casos de média a sete dias para 14 mil casos, como aconteceu no último mês – e os últimos dados até já mostram que estamos nos 15 mil -, é uma subida muito acentuada”, refere ao DN Gustavo Tato Borges, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública.

Uma subida que, “não sendo alarmante, é preocupante”, diz, “porque sabemos que há nesta altura uma dificuldade no acesso a testagem e que a linha SNS24 está assoberbada, o que leva a crer que estes números estejam até sub-dimensionados”, acrescenta. Gustavo Borges nota ainda que a subida de incidência começa também “a reflectir-se no aumento de casos graves e da mortalidade, embora de forma menos acentuada”.

Perante os indicadores de que uma sexta vaga pode estar a iniciar-se, o médico de Saúde Pública considera que seria aconselhável dar alguns passos atrás. “Se admito um recuo no uso de máscaras? Não só admito como recomendo.

Aliás, nós manifestámos-nos contra o fim generalizado do uso obrigatório na altura em que o governo o decretou e penso que o ideal nesta fase seria reintroduzir a máscara em alguns espaços fechados com aglomeração de pessoas, como centros comerciais, supermercados e os locais de trabalho”, diz. A excepção, admite, “poderiam ser, nas escolas, as salas de aulas, durante o tempo lectivo, desde que bem arejadas”.

Independentemente de haver ou não esse recuo no uso das máscaras, Gustavo Tato Borges recomenda à população que mantenha a prudência que, admite, não tem visto nos últimos tempos. “Uma coisa é a máscara não ser obrigatória, outra é não ser precisa”.

De acordo com o relatório de evolução elaborado por especialistas do Instituto Superior Técnico, o fim do uso de máscaras “parece ter tido um efeito muito acentuado na subida de casos actual”, provocando um “excesso de contágios” sobretudo em ambiente laboral. Face à “tendência de agravamento significativo” da pandemia, cujo índice de transmissibilidade (Rt) já subiu para 1,17, os especialistas do IST admitem o aumento da mortalidade nos próximos 30 dias.

Sem testes grátis, urgências entopem

Com o aumento de casos, tem disparado também a afluência aos serviços de urgência hospitalar. No hospital de São João, no Porto, a última segunda-feira bateu um recorde, com mais de mil pessoas nas urgências. Nelson Pereira, director do serviço, diz que “nos últimos três ou quatro dias regista-se um aumento considerável de queixas respiratórias e casos de Covid confirmados.” Estes, diz, “mais do que duplicaram em relação a valores de há duas ou três semanas”, com “a percentagem de positividade dos testes a rondarem actualmente os 40%, o que é assinalável”.

Nelson Pereira diz que “o fenómeno era previsível” face à liberalização das medidas, associada, no Porto, “aos festejos da semana académica da Queima das Fitas”, que se têm reflectido na média etária dos doentes que acorrem ao serviço: “são sobretudo jovens.”

Para o director das Urgências do São João , apesar de “alguma subida” nos internamentos, “não é isso que preocupa nesta altura”, mas sim, “a pressão desmesurada” sobre o serviço de urgências, que se “reflecte na qualidade assistencial”.

“Hoje, as pessoas vão esperar mais tempo para serem atendidas e permanecer mais tempo no hospital”. Até porque os próprios profissionais também têm sido atingidos pelo aumento de casos, refere Nelson Pereira, que aponta para a necessidade urgente de rectificar o que apelida de “incoerência” na política de testagem.

“Por um lado, dizemos que a epidemia já não é grave e liberalizamos tudo, mas ao mesmo tempo os doentes continuam a ter de estar isolados e precisam de uma declaração especial a confirmar o isolamento para contexto laboral. Mas como já não têm testes comparticipados, correm para as urgências à procura do teste gratuito e da declaração que lhes permite ficar em casa”, descreve.

Por isso, diz, “das duas uma: ou é importante continuar a testar e voltam a comparticipar os testes, ou então assume-se que não é justificável testar toda a gente e esta passa a ser uma doença como outra qualquer, sem necessidade de declarações específicas para esta situação”, defende Nelson Pereira, sem valorizar tanto o fim do uso das máscaras, lembrando que ainda ontem foi decretado o fim da obrigatoriedade da máscara nos aeroportos europeus.

Sexto país com mais incidência na Europa

Os dados mais recentes disponíveis na plataforma do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), actualizados há uma semana (6), mostram Portugal como o sexto país com maior incidência de casos a 14 dias – e o terceiro na incidência entre os maiores de 65 anos. Além disso, é um de apenas três países com tendência crescente de casos, a par de Espanha e Croácia.

Antecipar quarta dose?

Perante a subida exponencial de casos no último mês, poderá fazer sentido antecipar a quarta dose da vacina para os mais velhos? Para Gustavo Tato Borges, esse pode ser um cenário se o aumento da incidência “começar a reflectir-se nos internamentos e na mortalidade dos mais velhos”. Mas, sublinha, “seria mais vantajoso conseguirmos conter esta vaga sem esse recurso. A dose de reforço seria mais importante por alturas de Setembro, em conjunto com a da gripe, para os mais idosos enfrentarem o outono/inverno”.

rui.frias@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Frias
12 Maio 2022 — 00:17


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
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