1751: Linhagens BA.4 e BA.5 da Ómicron na origem de nova vaga na África do Sul

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHAGENS BA.4 E BA.5

O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse em conferência de imprensa que “os cientistas sul-africanos que identificaram a Ómicron no final do ano passado reportaram duas outras linhagens, BA.4 e BA.5, como causadoras de um pico de casos na África do Sul”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus
© EPA/WILL OLIVER

As linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron, cuja virulência ainda está a ser determinada, estão a causar a nova vaga da pandemia de covid-19 na África do Sul, informou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Os cientistas sul-africanos que identificaram a Ómicron no final do ano passado reportaram duas outras linhagens, BA.4 e BA.5, como causadoras de um pico de casos na África do Sul”, disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.

Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a BA.5 regista uma frequência crescente em Portugal, tendo atingido os 4% nas amostras analisadas a nível nacional, circulando com maior intensidade nas regiões Norte, Centro e Alentejo, não tendo sido detectado qualquer caso BA.4 em Portugal.

“É muito cedo para saber se estas novas sub-variantes podem causar formas mais graves da doença do que outras” já conhecias, mas os primeiros dados sugerem que a vacina contra a covid-19 continua a oferecer uma boa protecção contra formas graves da doença e a reduzir o risco de morte, adiantou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A África do Sul, o país mais afectado pela covid-19 no continente africano, entrou numa nova onda de pandemia, alertou no final de Abril o Centro de Inovação e Resposta Epidémica (CERI).

O país, onde menos de 45% da população adulta está totalmente vacinada, tinha registado no início de Março um período de 48 horas sem mortes relacionadas com covid-19, o primeiro desde 2020.

“A melhor forma de proteger a população continua a ser a vacinação, bem como as medidas sociais e de saúde pública comprovadas”, reafirmou o responsável da OMS, adiantando que a organização registou mais de 6,2 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus avançou que, globalmente, o número de casos e mortes de covid-19 continua a diminuir, com os óbitos semanais a registarem o nível mais baixo desde Março de 2020.

No entanto, a nível regional, a OMS alertou que se está a assistir a um aumento dos casos nos continentes africano e americano, impulsionado pelas linhagens da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

O director-geral da OMS lamentou ainda a redução da testagem em alguns países que impede a monitorização da evolução do vírus e obriga a OMS a avaliar “cegamente” a pandemia.

“As sub-variantes BA.4 e BA.5 foram identificadas porque a África do Sul ainda está a realizar a sequência genética (do vírus) que outros países deixaram de fazer”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Maio 2022 — 18:05


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
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1750: Média diária de casos de covid-19 sobe para os 11.153 e Rt aumenta para 1,07

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge revelou dados sobre a evolução da pandemia relativos à última semana.

Covid em Portugal
© Artur Machado / Global Imagens

O número médio de infecções diárias subiu de 9.474 para as 11.153 e o índice de transmissibilidade (Rt) do SARS-CoV-2 estava em 1,07 a 29 de Abril, indicou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o relatório semanal do INSA sobre a evolução do número de casos no país, em “29 de Abril o Rt é 1,07”, quando em 22 do mesmo mês estava nos 1,01.

O valor médio a cinco dias deste indicador para período entre 25 e 29 de Abril foi de 1,03 a nível nacional e em Portugal continental, refere ainda o INSA, ao avançar que média diária de novos casos de infecção a cinco dias está nos 11.153 no conjunto do país e nos 10.503 em Portugal continental.

Entre 21 de Janeiro e 15 de Fevereiro, este indicador tinha registado uma descida acentuada, chegando aos 0,71.

Três regiões apresentam um Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — superior ao limiar de 1, caso do Norte (1,09), do Centro (1,06) e dos Açores (1,04), o que “indica uma tendência crescente” de infecções pelo coronavírus que causa a covid-19.

Lisboa e Vale do Tejo está com um Rt de 0,98, o Alentejo com 0,97, o Algarve com 0,91 e a Madeira com 0,83.

“Todas as regiões apresentam a taxa de incidência superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias”, sendo a mais elevada nos Açores (2.075,1), seguida do Alentejo (1.773,1), do Centro (1.664) e da Madeira (1.347,7).

A incidência de novos casos está nos 1.287,8 a nível nacional, baixando ligeiramente para os 1.265,3 em Portugal continental, adianta também o relatório do INSA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Maio 2022 — 13:39


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pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
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1749: Um milhão de pessoas ainda sem dose de reforço. Serão chamadas em Maio, Junho e Julho

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/REFORÇO

Processo de vacinação entra numa nova fase. É a vez de proteger os infectados em Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Portugal já tem 94,2% de vacinados, 62,1% com dose de reforço.

Vai arrancar a terceira dose para os infectados da última vaga
© Diana Quintela Global Imagens

O processo de vacinação contra a Covid-19 prepara-se agora para uma nova fase. Desta vez, para vacinar com a terceira dose os primeiros infectados pela onda gerada pela variante Ómicron, descoberta na África do Sul, a meio de Dezembro. Os primeiros doentes vão começar a ser chamados a meio de maio e à medida que vão perfazendo os cinco meses após a infecção, confirmou ao DN o coordenador do Núcleo para a Vacinação contra a Covid-19, coronel Carlos Penha Gonçalves.

Segundo o militar, também médico veterinário e investigador na área da genética, estima-se que sejam elegíveis agora para a terceira dose de reforço cerca de um milhão de pessoas residentes em Portugal. “Todas as pessoas que tinham a vacinação primária completa e que foram infectadas em Dezembro, Janeiro e Fevereiro, durante a onda provocada pela Ómicron”, afirmou ao DN.

O coronel referiu ainda que a metodologia usada será a mesma de sempre, “as pessoas que se vão tornando elegíveis irão receber um SMS a relembrar a data a partir da qual poderão levar a dose de reforço, podendo dirigir-se depois em regime de Casa Aberta a um dos pontos de vacinação a funcionar”.

No entanto, sublinha, que, de qualquer forma, todos “irão receber um SMS com agendamento de uma data, hora e local de vacinação para receberem esta dose”, tendo de responder SIM ou NÃO.

Recorde-se que, no início de Março, e após a maioria da população ter levado a terceira dose e de o processo de vacinação das crianças dos cinco aos 11 anos ter terminado que muitos pontos de vacinação foram desactivados, nomeadamente o Centro de Vacinação na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, ficando a funcionar o pavilhão desportivo da Ajuda, o centro no Templo Hindu, em Telheiras, e os Serviços Sociais da CML, nas Olaias.

Depois desta data, e como a própria directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, referiu ontem, “viveu-se um período de maior acalmia em relação à vacinação, mas o processo não está terminado”, aludindo aos infectados da última vaga. Mas não só. O país está a preparar-se também para o início da administração da segunda dose de reforço – a chamada quarta dose -, só destinada a idosos acima dos 80 anos.

Uma medida que foi recomendada pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, sigla inglesa) em Abril e que já está a ser executada em alguns países. No entanto, por cá, e como afirmou a ministra Marta Temido, na segunda-feira, este processo só terá início entre o final de Agosto e o princípio de Setembro, embora a directora-geral tenha deixado ontem claro que há “disponibilidade para antecipar esta vacinação se tal se justificar”. Ou seja, “se houver um aumento de número de casos”, mas ainda não está definido se esta vacinação decorrerá em centros específicos ou nos centros de saúde.

De acordo com os últimos dados oficiais, Portugal continua com uma média diária de oito mil casos. Na última semana, foram registados 57 267 casos e 119 óbitos. Em relação à vacinação, continua a ser o país da UE com maior número de população vacinada, 94,2%, 62,1% já tem a terceira dose de reforço.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
04 Maio 2022 — 07:00


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