“Uma hepatite fulminante não é nada de novo, o que é novo é não se saber a causa e o aumento de casos”

SAÚDE PÚBLICA/HEPATITE FULMINANTE

A directora do Serviço de Pediatria do Hospital São João, Eunice Trindade, onde esteve internada a criança suspeita de ter uma hepatite atípica, como a que foi registada em 12 países, diz ser preciso tempo para perceber o que está a acontecer e que uma situação destas “não era expectável”. E aconselha aos pais a manterem o esquema de vacinação para as crianças e um estilo de vida saudável. É o melhor investimento na promoção da saúde.

A pediatra Eunice Trindade lembra que, “no no passado, há registo de casos de hepatites fulminantes em que não se identificou a causa, mas os doentes foram transplantados e sobreviveram”.
© Igor Martins / Global Imagens

As autoridades britânicas alertaram, no início de Abril, para o aparecimento de uma hepatite atípica em crianças muito pequenas, com origem desconhecida. Até agora, há registo de cerca de 200 casos em 12 países. Portugal ainda não identificou qualquer caso, mas já houve um suspeito: uma criança de 21 meses, que deu entrada no passado fim de semana no Hospital de São João, no Porto, com uma inflamação no fígado.

A criança evoluiu bem e na quinta-feira teve alta, os resultados dos exames realizados foram conhecidos ontem e a suspeita não se confirmou, tendo sido, no entanto, detectados outros vírus, como o da gripe A.

A directora do Serviço de Pediatria daquela unidade explicou, em entrevista ao DN, que a vigilância epidemiológica para uma situação como a que foi detectada exige que muitos casos que envolvam a inflamação do fígado sejam despistados, pois o critério definido para o diagnóstico é lato e a hepatite não é a única doença a provocar um quadro de inflamação neste órgão. O que é preciso agora é estudar os casos para se perceber a origem da inflamação, mas vai ser “preciso tempo de recuo para essa análise”.

O relato de casos de uma hepatite atípica em crianças pequenas surpreendeu o mundo, mas, após dois anos de pandemia, era expectável que algo assim surgisse?

Não. As crianças estiveram muito isoladas nestes dois últimos anos, mas o que antecipávamos era que o regresso à escola e o desconfinamento global – ou seja, uma maior exposição aos vírus a que não estiveram expostas previamente – pudessem condicionar um aumento das infecções víricas vulgares na idade pediátrica, eventualmente com uma gravidade um pouco diferente.

Uma situação assim não era expectável, porque o que está a ser discutido em relação a esta hepatite, e há várias hipóteses em cima da mesa, é que possa tratar-se precisamente de um novo agente ou de uma reacção imunológica mais agressiva a agentes víricos que tinham deixado de circular na comunidade e que voltaram agora, mas ainda nada se sabe.

Os técnicos estão já a fazer um esforço no sentido de recolher o maior número possível de amostras biológicas dos doentes que integrem os critérios definidos internacionalmente para este diagnóstico para se tentar estabelecer rapidamente uma etiologia.

Como na pandemia, vai ser preciso algum tempo para se perceber o que se está a passar?

Vai ser preciso algum tempo de recuo para se conseguir interpretar os dados que agora nos chegam. Acho até que, nestes últimos dias, se tem confundido um pouco certos conceitos. Ou seja, estamos a confundir a doença que é a hepatite com a necessidade de uma vigilância epidemiológica numa situação destas. E a mensagem que é preciso passar é de que para a maioria das crianças este tipo de hepatite não terá gravidade.

O que a comunidade científica internacional está a fazer neste momento é perceber a razão cabal para este aparente aumento do número de casos de inflamação no fígado. O que quero dizer é que se pode estar a confundir e a reportar um aumento de casos de doença por hepatite que, se calhar, não é real.

A directora do Serviço de Pediatria do Hospital São João aconselha os pais a que, “em termos de prevenção, continuem a apostar no cumprimento do esquema vacinal que integra o Programa Nacional de Vacinação.”
© Igor Martins Global Imagens

Quando fala de confusão de conceitos, refere-se a quê, concretamente? Estamos a falar de uma inflamação do fígado que pode surgir por outras situações, e não propriamente de uma hepatite?

Exactamente. A hepatite aguda em idade pediátrica pode ocorrer associada a vários vírus que são comuns. O exemplo mais frequente que temos é a hepatite aguda associada à mononucleose infecciosa, que tem origem num vírus com uma forma de apresentação muito variável, em que muitas vezes as pessoas não desenvolvem sintomas ou que desenvolvem formas de hepatite aguda, quadros respiratórios graves, amigdalites, etc. Mas há outros vírus que podem levar a uma inflamação do fígado, como os vírus respiratórios ou os gastro-intestinais.

O vírus da gripe, por exemplo?

Na gripe não é tão comum, mas a verdade é que até aparecer esta situação internacional não se ia explorar a parte hepática num quadro de gripe. Se calhar, nós, técnicos, também não estávamos tão atentos a esta realidade, porque a maioria das gripes trata-se na comunidade e não se faz qualquer investigação laboratorial.

Neste caso, pode haver alguma situação no vírus da gripe que possa estar a atingir mais o fígado?

Essa é uma das hipóteses que está a ser estudada, que é estar a circular uma variedade de um vírus comum mais agressiva, mas não se sabe.

“Na origem da situação pode haver alguma concomitância de vírus, mas também pode haver factores tóxicos ou ambientais.

O que pode ter acontecido nesta situação, uma mutação do vírus da hepatite?

Como digo, a comunidade científica ainda não faz ideia. Os EUA e os países europeus identificaram nalguns casos um subtipo especial de adenovírus, e aqui pode haver uma relação, mas também pode não haver um efeito de causalidade. O adenovírus circula na comunidade nesta altura do ano e a sua identificação pode ser um achado, mas não o agente etiológico responsável por este tipo de hepatite.

Na origem da situação pode haver alguma concomitância de vírus, mas também pode haver factores tóxicos ou ambientais. Daí o esforço que já está a ser feito pelos técnicos para tentar encarar todos os casos como suspeitos quando cumprem os critérios definidos internacionalmente, e recolher amostras biológicas dos doentes com alterações no fígado para se chegar a uma conclusão.

Quais são os critérios definidos internacionalmente para a situação?

Os critérios são excluir as hepatites A, B, C, D e E e ter um doseamento de transaminases superior a 500 unidades. Ora, isto permite incluir uma enormidade de doentes, mas é um critério lato justamente para que se possa estudar o maior número possível de doentes e recolher o máximo de informação, de forma a construir-se uma amostra vasta que permita obter resultados robustos.

Já se falou na possibilidade de a origem da situação poder estar num contexto ambiental, mas como é que se explica que possam estar a ser afectadas crianças muito pequenas em várias zonas do mundo?

É precisamente isso que se está a tentar estabelecer. Por agora, está tudo em aberto, e o que é pedido pelas autoridades aos técnicos é que tenham open mind e analisem várias frentes. É um exercício que fazemos quando surge algo novo. É investigar todas as possibilidades, embora muitas vezes não se consiga uma resposta no imediato.

Na medicina, e quando se trata de doenças, há muitas variáveis e nem sempre é possível isolar cada uma delas. Vai ser preciso tempo, e até se pode dar o caso em que não se consiga explicar a situação. Não seria a primeira vez que tal aconteceria.

O facto de estar a afectar as crianças mais pequenas, dos três aos cinco anos, embora já tenha havido casos em bebés e em adolescentes, pode ter a ver com a fragilidade do sistema imunitário por terem nascido pouco antes da pandemia?

Não necessariamente. O que aconteceu a estas crianças é que estiveram menos expostas aos vírus normais. Penso que a situação passará mais por aí, mas não vale a pena especular, até para não se criar ansiedade nos pais que têm crianças nesta faixa etária. É nossa responsabilidade não criar alarme quando não temos uma explicação científica devidamente fundamentada.

“Penso que o que vamos ter é o regresso das situações que já tínhamos antes da pandemia. Será o regresso dos vírus habituais”.
© Igor Martins Global Imagens

Mas é normal que uma criança desta idade tenha o sistema mais fragilizado, precisamente por não ter contactado com os vírus normais?

Não podemos falar em fragilidade. O que acontece é que as crianças nessa idade têm uma exposição quase sucessiva a vários vírus e, muitas vezes, a fragilidade de que se fala decorre do facto de a criança quase não ter tempo para recuperar, porque ainda não melhorou de uma infecção e já está a apanhar outra.

Os vírus vão variando ao longo do ano, começamos pelo rinovírus, depois vem o da influenza (gripe) depois o VSR (vírus sincicial respiratório), e há crianças que têm o azar de os apanhar quase todos de forma sucessiva. Isto pode trazer maior gravidade ao quadro clínico para algumas delas, mas não se pode falar de fragilidade.

Isso também as torna mais fortes?

Claro. Há um preço que se paga no imediato, mas depois ganham imunidade para exposições posteriores. O primeiro ano de infantário é normalmente péssimo. A criança vai uma semana, está outra em casa, volta e apanha mais um vírus. E pode continuar assim durante os anos de infantário, mas depois, na idade escolar, já não fica tão doente, passa à medida que vai crescendo.

Portugal vacina à nascença contra a hepatite B. Pode ser um factor protector numa situação destas?

O serem vacinadas contra a hepatite assim que nascem é uma excelente medida, permitiu reduzir enormemente o número de casos da doença, mas é uma vacina que protege especificamente contra aquele vírus, não dá, necessariamente, protecção contra outros.

“O que há de diferente em relação à situação agora detectada é que ainda não conseguimos identificar o agente que está a levar a estes casos de hepatite, alguns fulminantes”.

Sabe-se pouco sobre esta hepatite atípica, mas o que a distingue das outras? O facto de levar a uma destruição rápida do fígado?

As hepatites fulminantes – ou seja, situações que evoluem muito rapidamente para a necessidade de um transplante hepático – podem surgir de vários contextos, como de uma doença auto-imune, de uma infecção vírica ou de um agente tóxico.

Portanto, há vários factores que podem levar à destruição da célula hepática, de forma progressiva e irreversível até ao transplante. O que há de diferente em relação à situação agora detectada é que ainda não conseguimos identificar o agente que está a levar a estes casos de hepatite, alguns fulminantes.

Por exemplo, no passado há registo de casos de hepatites fulminantes em que não se identificou a causa, mas os doentes foram transplantados e sobreviveram. Portanto, uma hepatite fulminante não é nada de novo, o que é novo é não se saber a causa, e este reporte aparentemente aumentado do número de casos.

Apareceu esta situação de hepatite atípica, mas há outras doenças que podem surgir pós-pandemia e que preocupem os pediatras?

Penso que o que vamos ter é o regresso das situações que já tínhamos antes da pandemia. Será o regresso dos vírus habituais, de acordo com a sua sazonalidade. Não temos a expectativa de que vá ser muito diferente do que era antes da covid-19. É claro que as crianças que agora têm três e quatro anos vão começar a ter as infecções banais que teriam provavelmente ao ano de idade ou aos dois e que não tiveram por estarem isoladas.

Será uma situação retardada, mas que irá acontecer, invariavelmente. De resto, e tirando esta situação da hepatite aguda, não temos a expectativa de que venham a aparecer vírus novos ou modificações nas infecções comuns para os diferentes grupos etários.

“Estamos a receber cerca de 300 crianças por dia e prevemos que, nos próximos 15 dias, possam ainda acorrer mais”.

Têm chegado casos diferentes ao hospital?

Não. Os motivos de ida ao hospital têm sido os habituais, quadros respiratórios ou gastro-intestinais, o que notamos é um número substancialmente maior de crianças nas urgências. Estamos a receber cerca de 300 crianças por dia e prevemos que, nos próximos 15 dias, possam ainda acorrer mais, devido ao abandono da máscara e a maior exposição a vírus respiratórios.

A Organização Mundial de Saúde alertou esta semana para o aumento dos surtos de sarampo em várias zonas do mundo. É uma situação que preocupa Portugal?

Não. Portugal tem uma excelente cobertura vacinal em relação ao sarampo. Diria mesmo que os especialistas formados nos últimos 20 anos não devem ter visto um caso de sarampo, e se aparecer identificam-no pelo que leram na literatura médica, mas não é uma preocupação. É preciso é que a situação continue a ser controlada.

Por exemplo, temos de estar muito atentos às crianças ucranianas que estão a entrar em Portugal, não sabemos qual é o seu esquema vacinal e quando há uma quebra na vacinação podem surgir surtos. Por isso é importante que estas crianças sejam o mais rápido possível integradas no SNS, para terem uma cobertura vacinal adequada.

© Igor Martins Global Imagens

Como pediatra, que conselhos daria aos pais para prevenirem e promoverem a saúde dos filhos?

Em termos de prevenção, que continuem a apostar no cumprimento do esquema vacinal que integra o Programa Nacional de Vacinação. Terem as crianças vacinadas já as protege de muitas situações. Depois, que promovam estilos de vida saudáveis, sobretudo uma alimentação adequada e práticas desportivas regulares.

Isto pode implicar uma mudança de hábitos, mas é, efectivamente, um investimento na saúde no imediato e a longo prazo. O aprender a comer leva à prevenção da obesidade e a prática de exercício e os bons hábitos de sono também têm benefícios na prevenção da doença às vezes.

Esta é a mensagem principal que deixo, porque muitas vezes nós, pediatras, colhemos mais à frente os frutos dos maus hábitos e de um mau investimento na saúde. Se um pediatra conseguir que uma criança e até os seus pais modifiquem comportamentos no sentido de serem mais eficazes na promoção da saúde, já conseguiu cumprir parte do seu papel.

Reino Unido foi o primeiro país a registar casos

As autoridades britânicas foram as primeiras a identificar este tipo de hepatite atípica e a alertar as autoridades europeias. Neste momento, o país já soma 114 casos. Espanha segue com 13 confirmados, depois Israel, com 12, EUA, com 9, Dinamarca, com 6, Irlanda, com 5, Holanda e Itália, com 4, Noruega e França, com 2, Roménia e Bélgica, com 1. Portugal ainda não identificou qualquer caso.
Que sintomas dá esta hepatite

Os sinais mais frequentes detectados até agora são: febre, dor abdominal, diarreia, vómitos, olhos amarelados (icterícia) e prostração. Até agora, no Reino Unido, 17 das 114 situações necessitaram de transplante do fígado e já há uma morte a registar.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
30 Abril 2022 — 00:13


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

 

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1745: Marta Temido garante que taxas moderadoras acabam em Junho

SAÚDE PÚBLICA/TAXAS MODERADORAS

Garantia foi dada durante o segundo dia do debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado para 2022. Ministra da Saúde revelou, ainda, que 33 mil refugiados ucranianos já estão inscritos no SNS.

A ministra da Saúde, Marta Temido, na Assembleia da República
© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu esta sexta-feira que as taxas moderadoras vão acabar em todo o serviço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), menos nas urgências não referenciadas ou que não origine internamento. A promessa foi reiterada pela governante durante o segundo dia do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

“A partir de Junho, excepto na urgência não referenciada ou que não origine internamento, a cobrança de taxas moderadoras acabará em todos os serviços do SNS”, afirmou Marta Temido.

Além desta garantia, a ministra da Saúde sublinhou que a proposta orçamental reforça o SNS com mais 700 milhões de euros. Ou seja, um valor 6,7% acima do crescimento previsto para o PIB [Produto Interno Bruto]”, disse. Este ano, o OE2022 prevê um total de 11,1 mil milhões de euros para o SNS, verba mais alta de sempre canalizada para a Saúde, que compara com os 10,4 mil milhões canalizados em 2021.

De acordo com a governante, o reforço da dotação para a Saúde permitirá investir em profissionais de saúde. Segundo Marta Temido, há hoje mais de 3.836 efectivos face a Dezembro de 2020.

Na sua intervenção a governante aproveitou para dar nota que, na sequência do acolhimento de ucranianos que chegam a Portugal fugindo da guerra no leste da Europa, registam-se já 33 mil refugiados inscritos no SNS.

José Varela Rodrigues é jornalista do Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
José Varela Rodrigues
29 Abril 2022 — 16:11


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1744: Testes deixam de ser gratuitos a partir de domingo

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

Anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Ministério da Saúde e justifica-se “face à evolução positiva da situação epidemiológica de covid-19 em Portugal”

© André Luís Alves / Global Imagens

Os testes de despiste da covid-19 realizados nas farmácias e nos laboratórios deixam de ser gratuitos a partir de domingo, tendo em conta a “evolução positiva” da pandemia no país, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde.

“Face à evolução positiva da situação epidemiológica de covid-19 em Portugal e considerando a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, deixa de ser promovida a intensificação da realização de testes para detecção do SARS-CoV-2”, adiantou o ministério de Marta Temido em resposta à Lusa.

A portaria que estabeleceu este regime excepcional e temporário de comparticipação e que se encontra em vigor até sábado “não voltará a ser prorrogada”, referiu a mesma fonte, ao assegurar que “os cidadãos continuarão a ter acesso a testes gratuitos”, no âmbito da norma 019/2020 da Direcção-Geral da Saúde, que foi actualizada em Fevereiro.

Segundo esta norma, perante a evolução da pandemia e a elevada taxa de vacinação em Portugal, é possível progredir para medidas de saúde pública especialmente focadas na prevenção da doença covid-19 grave, o que inclui a estratégia de testagem do coronavírus SARS-CoV-2.

Esta estratégia passou a ser mais dirigida para o diagnóstico da covid-19 em pessoas sintomáticas e para o rastreio da infecção por SARS-CoV-2 em locais de especial risco, como unidades de saúde e instituições de populações vulneráveis.

Mais de 1.400 farmácias, quase 720 laboratórios de análises clínicas e cerca de 150 outras entidades autorizadas pela Entidade Reguladora da Saúde aderiram a este regime de comparticipação dos testes rápidos antigénio (TRAg) de uso profissional.

Essa comparticipação tinha cessado em Outubro de 2021, numa altura em que Portugal estava próximo de atingir os 85% da população totalmente vacinada, mas foi reactivada devido ao agravamento da situação epidemiológica, com o aumento de casos de covid-19 e dos internamentos registados a partir do final do ano.

A portaria tinha sido actualizada no início de Março, quando passou de quatro para dois os testes gratuitos por mês para cada cidadão.

Segundo dados disponibilizados hoje à Lusa pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em Novembro de 2021 foram realizados cerca de 1,5 milhões de testes – incluindo PCR e TRAg -, passando para os cerca de 5,4 milhões em Dezembro.

Já em Janeiro deste ano, o total de testes diagnóstico do SARS-CoV-2 aumentou para os 7,9 milhões, baixando para os 3,6 milhões em Fevereiro e para os 1,7 milhões em Março.

Desde o final de 2021 a taxa de positividade dos testes tem vindo a aumentar, passando dos 4,44% registados em Novembro de 2021 para os 21,98% de Março deste ano.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Abril 2022 — 15:29


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1743: Portugal com menos mortos por covid do que na semana anterior

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Portugal registou, entre 19 e 25 de Abril, 57.267 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, 119 mortes associadas à covid-19 e uma estabilização do número de pessoas internadas, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 2.757 casos de infecção, verificando-se também uma redução de 21 óbitos na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.208 pessoas, mais uma do que no mesmo dia da semana anterior, das quais 49 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais três.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Abril 2022 — 20:01


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1742: Portugal e Espanha são os países onde casos estão a aumentar nos mais idosos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS

A incidência de novos casos de covid-19 em 14 dias na Europa mantém-se em níveis elevados em pessoas com mais de 65 anos, embora tenha caído pela quarta semana.

© André Gouveia / Global Imagens

Portugal e Espanha são os únicos países da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) onde os casos de covid-19 estão a aumentar entre a população mais idosas, segundo dados divulgados hoje pelo ECDC.

De acordo com informação do Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), a incidência de novos casos de covid-19 em 14 dias na Europa mantém-se em níveis elevados em pessoas com mais de 65 anos, embora tenha caído pela quarta semana.

A queda, segundo o ECDC, situou-se nos 18% e a incidência, com dados registados até 24 de Abril, ficou em 1.014 novos casos por 100 mil habitantes, com a Polónia abaixo dos 40, Suécia e Roménia entre os 40 e 100, Bulgária, Croácia, Hungria, Holanda e Noruega entre os 100 e os 300 e outros 22 países acima dos 300 novos casos.

Para os maiores de 65 anos, a incidência média na UE/EEE é de 973 novos casos por 100 mil habitantes, menos 8%, embora represente 75% do máximo atingido durante a pandemia no continente, pelo que o ECDC considera importante continuar a monitorizar a situação de perto.

A taxa de internamentos, com dados de 17 dos 30 países da região, caiu de 9,3 por 100 mil habitantes para 8,8 na última semana.

A admissão em cuidados intensivos, com dados de 12 países, foi de 0,7 por 100 mil habitantes, uma décima a menos.

O ECDC salientou que a taxa semanal de testes à covid-19 caiu 17% na última semana para 2.384 por 100 mil habitantes, enquanto a positividade média nos testes foi de 15,5%, quase quatro pontos percentuais a menos.

A taxa de mortalidade em 14 dias diminuiu pela segunda semana consecutiva, foi de 19,2 por 1 milhão, 19% menos.

Cem por cento dos casos registados correspondem à variante Ómícron e, destes, 95,5% correspondem à sub-variante BA2.

Segundo os dados, 83,4% da população com mais de 18 anos tem a vacinação completa, uma percentagem que cai para 72,6% na população total, embora os valores de cobertura variem significativamente entre os diferentes países.

Os dados indicam também que 64% dos maiores de 18 anos (53,2% da população total) receberam a dose de reforço.

Para a próxima semana prevê-se uma tendência de diminuição de novos casos e de aumento de internamentos e óbitos, embora o ECDC alerte para a fraca fiabilidade das previsões devido a alterações nos critérios de testagem e procedimentos de notificação.

A covid-19 causou mais de seis milhões de mortos em todo o mundo desde que a doença foi detectada, no final de 2019, em Wuhan, no centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detectada pela primeira vez, em Novembro, na África do Sul.

Diário de Notícias
Lusa/DN
29 Abril 2022 — 09:15


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Alterações climáticas estão a “criar novos reservatórios de vírus no nosso quintal’

SAÚDE PÚBLICA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/NOVOS VÍRUS

Estudo prevê que até 2070 pelo menos 15 mil estirpes de vírus estarão prontas a cruzar a barreira entre espécies animais, podendo provocar novas pandemias. Morcegos são maior ameaça

Morcegos, apontados como a origem do SARS-CoV-2, promovem maioria dos primeiros contactos entre mamíferos

As alterações climáticas estão a levar os animais a procurarem áreas mais frias e a aumentar os contactos entre espécies, elevando em muito o risco de novos vírus infectarem humanos e de surgirem novas pandemias, alertaram investigadores nesta quinta-feira.

Actualmente, existem pelo menos 10.000 vírus que têm a capacidade de cruzar a barreira das espécies para os humanos, “circulando silenciosamente” entre mamíferos selvagens, principalmente nas profundezas das florestas tropicais, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.

Mas, à medida que as temperaturas crescentes forçam esses mamíferos a abandonar os seus habitats nativos, essas espécies (e respectivos vírus) encontrarão outras espécies pela primeira vez, criando pelo menos 15.000 novas estirpes de vírus prontas a cruzar barreiras entre animais até 2070, prevê o estudo.

Esse processo provavelmente já começou e seguirá em curso mesmo que o mundo aja rapidamente para reduzir as emissões de carbono, representando uma grande ameaça tanto para animais quanto para humanos, destacam os cientistas.

“Nós demonstrámos um mecanismo novo e potencialmente devastador para o surgimento de doenças que podem ameaçar a saúde das populações animais no futuro, o que provavelmente também terá ramificações para a nossa saúde”, disse o co-autor do estudo Gregory Albery, ecologista de doenças na Universidade de Georgetown (EUA)

“Este trabalho fornece evidências incontestáveis ​​de que as próximas décadas não serão apenas mais quentes, mas mais doentes”, acrescentou Albery.

O estudo, que durou cinco anos, analisou 3.139 espécies de mamíferos, modelando como os seus movimentos mudariam sob uma série de cenários de aquecimento global e analisando como a transmissão viral seria afectada.

Os investigadores descobriram que novos contactos entre diferentes mamíferos efectivamente duplicariam, com novos encontros entre espécies a ocorrer em todo o mundo, mas particularmente concentrados na África tropical e no Sudeste Asiático.

A ameaça dos morcegos

O aquecimento global também fará com que esses primeiros contactos ocorram em áreas mais populosas, onde as pessoas “provavelmente serão vulneráveis, e alguns vírus poderão se espalhar globalmente, de forma mais fácil, a partir de qualquer um desses centros populacionais”.

Os pontos de contacto inicial mais prováveis ​​incluem o Sahel, as terras altas da Etiópia e o Vale do Rift, Índia, leste da China, Indonésia, Filipinas e ainda alguns centros populacionais europeus, segundo o estudo.

A pesquisa foi concluída apenas algumas semanas antes do início da pandemia de coronavírus, mas enfatizou a ameaça única representada pelos morcegos, na qual acredita-se que o Covid tenha surgido pela primeira vez.

Como o único mamífero que pode voar, os morcegos podem viajar distâncias muito maiores do que os seus “irmãos terrestres”, espalhando doenças à medida que avançam.

Acredita-se que os morcegos já estejam em movimento e o estudo descobriu que eles foram responsáveis ​​​​pela grande maioria dos possíveis primeiros encontros com outros mamíferos, principalmente no Sudeste Asiático.

Mesmo que o mundo reduza massiva e rapidamente as suas emissões de gases de efeito estufa – um cenário que ainda parece um pouco distante – isso pode não ajudar neste problema.

A modelagem mostrou que os cenários de mudança climática mais suaves podem levar até a mais transmissão entre espécies do que os piores cenários, porque o aquecimento mais lento dá aos animais mais tempo para viajar.

‘Já não é evitável’

Os investigadores também tentaram descobrir quando é que esses primeiros encontros entre espécies poderiam começar a acontecer, esperando que fosse no final deste século.

Mas, “surpreendentemente”, as projecções descobriram que a maioria dos primeiros contactos ocorreria entre 2011 e 2040, aumentando constantemente a partir daí.

“Ou seja, isto já está a acontecer. Não é evitável, mesmo nos melhores cenários de mudanças climáticas, e precisamos implementar medidas para construir infra-estruturas de saúde capazes de proteger as populações animais e humanas“, disse Gregory Albery.

Os investigadores enfatizaram que, embora se tenham concentrado em mamíferos, outros animais podem abrigar vírus zoonóticos – o nome de vírus que saltam de animais para humanos. E pediram mais pesquisas sobre a ameaça representada por pássaros, anfíbios e até mamíferos marinhos, já que o degelo marinho permite que eles se misturem mais.

O co-autor do estudo Colin Carlson, biólogo de mudanças globais também em Georgetown, alertou que as alterações climáticas estão a “criar inúmeros focos de risco zoonótico futuro – ou risco zoonótico actual – bem no nosso quintal”. “Temos que reconhecer que a mudança climática será o maior factor a originar o surgimento de doenças, e temos que construir sistemas de saúde que estejam prontos para isso”.

Diário de Notícias
DN/AFP
28 Abril 2022 — 17:35


Pelas vítimas do genocídio praticado
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DGS actualiza regras sobre uso de máscara que se mantém como “importante medida”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

O documento assinado pela directora-geral da DGS, Graça Freitas, refere que “a utilização de máscaras é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2 e continua assim a ser uma importante medida de contenção da infecção”.

Directora-geral da DGS Graça Freitas
© José Sena Goulão/Lusa

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou esta quinta-feira a orientação sobre o uso obrigatório e recomendado de máscara, considerando que a sua utilização se mantém como uma “importante medida” para conter as infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2.

“Apesar da elevada cobertura vacinal em Portugal, a utilização de máscaras na comunidade é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2 e continua assim a ser uma importante medida de contenção da infecção, sobretudo em ambientes e populações com maior risco para infecção”, refere o documento assinado pela directora-geral Graça Freitas.

A orientação recorda que Portugal tem vindo a eliminar a generalidade das medidas restritivas de resposta à pandemia, tendo permanecido em vigor a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços interiores, que passou a ser “objecto de um novo enquadramento” já aprovado pelo Governo.

Nesse sentido, a DGS indica que o uso de máscara cirúrgica ou FFP2 é obrigatório por qualquer pessoa a partir dos 10 anos nos estabelecimentos e serviços de saúde, incluindo farmácias comunitárias, assim como nas estruturas residenciais ou de acolhimento e serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou com deficiência, bem como nas unidades de cuidados continuados integrados.

A máscara é ainda obrigatória nos transportes colectivos de passageiros, incluindo o aéreo, táxis e TVDE, e nas plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, como aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

Estão também obrigadas a usar a máscara as pessoas que sejam casos confirmados de covid-19 em todas as circunstâncias, sempre que estejam fora do seu local de isolamento até ao décimo dia após o início de sintomas ou do teste positivo, assim como os contactos com casos confirmados de infecção durante 14 dias após a data da última exposição.

A orientação esta quinta-feira publicada avança que se mantém a recomendação de uso de máscaras para as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente com doenças crónicas ou estados de imunossupressão com risco acrescido para covid-19 grave, sempre que em situação de risco aumentado de exposição.

É também recomendado o seu uso por pessoas que tenham contacto com outras mais vulneráveis, assim como por “qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados”.

“Para garantir a utilização da máscara em todas as circunstâncias previstas na presente orientação, e sempre que a pessoa considere que a sua utilização se justifica, recomenda-se que qualquer pessoa seja portadora de uma máscara cirúrgica ou FFP2, sempre que se desloque ou circule para fora do local de residência ou permanência habitual”, adianta o documento.

A DGS actualizou também a orientação sobre as medidas de saúde pública no âmbito da pandemia da covid-19, adequando-a às novas regras de utilização das máscaras, e sublinhando que “é da responsabilidade de cada um adoptar comportamentos que minimizem o risco de transmissão do vírus”.

Em 21 de Dezembro, após o Conselho de Ministros, a ministra da Presidência afirmou que o Governo ouviu os peritos antes de tomar a decisão de acabar com o uso generalizado das máscaras, recusando ter sido alvo de pressões, designadamente por parte dos agentes da educação.

Na mesma ocasião, a ministra da Saúde, Marta Temido, salientou que estavam reunidas as condições para o uso da máscara deixar de ser obrigatório, à excepção dos locais frequentados por pessoas especialmente vulneráveis ou de utilização intensiva.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Abril 2022 — 15:24


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

 

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1739: COVID-19: UE anunciou o fim de “fase de emergência”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/UE

Ao longo de dois anos, o mundo tem-se defendido da pandemia por COVID-19. Com o aparecimento das vacinas, foi possível controlar, de certa forma, as infecções, e baixar bastante o número de casos graves e mortes.

Hoje a União Europeia (UE) anunciou o fim de “fase de emergência” da COVID-19.

A Comissão Europeia 8CE) propôs hoje um conjunto de acções para gerir a actual fase da pandemia de COVID-19 e preparar a próxima (fase). Graças à vacina, foi possível “poupar” centenas de milhares de vidas.

Na nova fase da pandemia, onde a preparação e a resposta precisam ser sustentadas, a coordenação será, mais uma vez, essencial. A Comissão apela, por conseguinte, aos Estados-Membros para que tomem medidas antes do outono para garantir a vigilância e a coordenação contínua da preparação e resposta à saúde.

Num comunicado, Ursula von der Leyen, presidente da CE, referiu que…

Estamos a entrar numa nova fase da pandemia, à medida que passamos do modo de emergência para uma gestão mais sustentável da COVID-19

Ursula von der Leyen assume que “temos de permanecer vigilantes”, porque “os números das infecções continuam elevados na União Europeia e muitas pessoas continuam a morrer devido à COVID-19 em todo o mundo”.

A comissária europeia para a Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides, considera que este é o momento para prepara novas formas de combater a pandemia.

A vacinação, a nossa forte abordagem coordenada da UE e a imunidade natural constituem uma oportunidade muito bem-vinda para passar do modo de emergência para uma gestão mais sustentável da COVID-19. O número de infecções continua elevado na UE, mas a pressão sobre o sector dos cuidados de saúde foi reduzida e as nossas sociedades e economias reabriram novamente

A comissária europeia refere que “após dois anos e meio extraordinários e difíceis”, os cidadãos podem “beneficiar deste período com muito menos restrições à vida quotidiana”. Ao mesmo tempo, Stella Kyriakides avisa que “é fundamental que os Estados-Membros mantenham um elevado nível de vigilância e preparação para novos surtos e variantes”, porque “a pandemia ainda não terminou”.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


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1738: Índice de transmissibilidade volta a subir para os 1,02 em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TRANSMISSIBILIDADE

A média de casos diários aumentou para os 9.474 a nível nacional.

© PAULO SPRANGER / Global Imagens

O índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 subiu ligeiramente em Portugal para os 1,02 e a média de casos diários aumentou para os 9.474, indicou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“O valor médio do Rt para os dias de 18 a 22 de Abril foi de 1,02” a nível nacional, o que representa um aumento em relação ao valor de 1,00 registado na semana anterior, avança o relatório do INSA sobre a evolução do número de casos no país.

Entre 21 de Janeiro e 15 de Fevereiro, este indicador tinha registado uma descida acentuada, chegando aos 0,71.

Segundo os dados esta quarta-feira divulgados, o número médio a cinco dias de casos diários passou dos 8.931 para os 9.474 a nível nacional, sendo mais baixo em Portugal continental (8.842).

O documento do INSA adianta ainda que o Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — está acima do limiar de 1 no Norte (1,07), no Centro (1,03) e nos Açores (1,05), o que “indica uma tendência crescente” de infecções pelo SARS-CoV-2.

Este indicador está nos 0,99 em Lisboa e Vale do Tejo, nos 0,98 no Alentejo, nos 0,95 no Algarve e nos 0,89 na Madeira.

“Portugal apresenta a taxa de notificação acumulada de 14 dias superior a 960 por 100 mil habitantes e um Rt superior a 1, ou seja, uma taxa de notificação muito elevada e com tendência crescente”, adianta o instituto.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Abril 2022 — 14:34


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1737: OMS alerta que redução acentuada de testes compromete vigilância do vírus

“Este vírus não vai desaparecer só porque os países pararam de procurá-lo. Ainda está a disseminar-se, ainda está a mudar e ainda está a matar”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

A redução acentuada dos testes de despiste do SARS-CoV-2 no mundo está a comprometer a vigilância sobre o coronavírus que causa a covid-19, alertou esta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apelou aos países para manterem o rastreio.

© Estela Silva / LUSA

“Este vírus não vai desaparecer só porque os países pararam de procurá-lo. Ainda está a disseminar-se, ainda está a mudar e ainda está a matar”, salientou o director-geral da OMS em conferência de imprensa.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, com a diminuição da testagem a nível global, a organização está a receber menos informação sobre a transmissão e a sequenciação do coronavírus SARS-CoV-2.

Esta situação “deixa-nos cada vez mais cegos relativamente aos padrões de transmissão e de evolução”, sublinhou o responsável da OMS, que apelou aos países para que continuem a monitorizar a evolução da covid-19.

Tedros Adhanom Ghebreyesus adiantou que globalmente o número de casos e de mortes continua a decair, o “que é muito encorajador”, tendo sido reportados na última semana pouco mais de 15 mil óbitos, o total semanal mais baixo desde Março de 2020, mas que deve ser visto “com alguma cautela”.

Na conferência de imprensa, Bill Rodriguez, o responsável da Global Alliance for Diagnostics (FIND), uma organização que colabora com a OMS na área do rastreio, também lamentou a decisão tomada por vários governos de “baixar a guarda” face ao SARS-CoV-2.

Nos últimos quatro meses e apesar da maior transmissibilidade da variante Ómicron, as “taxas de rastreio baixaram entre 70% a 90% em todo o mundo”, afirmou Bill Rodriguez.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Abril 2022 — 20:27


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