1645: 4.209 novos casos, 24 mortes e mais 82 internados

– Estatísticas de hoje, Segunda-feira:

DIA   INFECTADOS   MORTOS

28           4.209                24

Total de hoje (1 dia): 4.209 infectados – 24 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Relatório da DGS indica que há agora 1.478 doentes internados, dos quais 102 em UCI. Incidência continua em curva descendente.

Centro de vacinação em Vila do Conde
© Artur Machado / Global Imagens

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicou que Portugal registou, em 24 horas, 4.209 novos casos de covid-19.

As regiões com maior número de infecções são Lisboa e Vale do Tejo (1.211) e Norte (1.004), seguido por Centro (716), Madeira (406), Algarve (402), Açores (253) e Alentejo (217).

O relatório desta segunda-feira (28 de Fevereiro) refere que morreram mais 24 pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2, a maioria das quais registadas no Norte (12), seguido por Lisboa e Vale do Tejo (6), Centro (3), Alentejo (1), Algarve (1) e Madeira (1).

No que se refere à situação nos hospitais, os dados mostram que há agora 1.478 internados (mais 82 que no domingo), dos quais 102 em unidades de cuidados intensivos.

Há, contudo, mais 762 pessoas que recuperaram da covid-19.

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, mantém-se a curva decrescente nos valores da incidência, sendo agora de 1.806,8 casos por 100 mil habitantes a nível nacional (era de 2.222,5 na sexta-feira), enquanto no continente é de 1.728,0 (era de 2.157,4).

Ao contrário, o índice de transmissibilidade R(t) registou uma ligeira subida sendo agora de 0,75a nível nacional (era de 0,73 na sexta-feira) e de 0,73 no continente (0,71).

Ao dia de hoje, Portugal soma 456 181 casos activos da doença, segundo o boletim da DGS.

Dois anos de covid-19. Medidas custam quase 5,2 mil M€ à Segurança Social

Esta actualização surge no dia em que se soube que as medidas adoptadas nos dois anos de pandemia para apoio ao emprego, rendimento das famílias e trabalhadores abrangeram até agora 3,5 milhões de pessoas e 180 mil empresas e custaram 5.165 milhões de euros à Segurança Social.

Este é o balanço feito pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que, numa nota à Lusa, sublinha a importância de medidas como o ‘lay-off’ simplificado ou o apoio à retoma para travar “uma subida descontrolada do desemprego, revelando-se fundamentais para acelerarem a estabilização da actividade e o regresso à normalidade”.

A estes apoios da Segurança Social, financiados por transferências do Orçamento do Estado, há ainda a somar medidas como o programa Apoiar, direccionadas para as empresas, ou as moratórias bancárias, bem como a suspensão do pagamento de impostos e da Taxa Social Única (TSU).

Diário de Notícias
DN
28 Fevereiro 2022 — 15:21

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1644: Mais 7.107 casos e 38 mortes por covid-19 em 24 horas

– Dado que os “especialistas” de saúde pública e os “especialistas” políticos da governança vão passar em breve ao estado de ENDEMIA, do que foi a PANDEMIA do coronavírus SARS-CoV-2 – COVID-19, durante dois longos anos, não se justifica a continuidade deste Blogue pelo que esta notícia será a última publicada. A partir de amanhã, dia 28/02/2022, o Blogue Portal da Saúde deixará de actualizar informações.

– Estatísticas até hoje, Domingo:

DIA INFECTADOS MORTOS

27           7.107           38
26           9.851           28
25         10.376           32
24         11.636           19
23         13.158           28
22         13.103           28
21           5.789           35

Total até hoje (7 dias): 71.020 infectados – 208 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

O número de internamentos aumentou nas últimas 24 horas.

Posto de testagem à covid-19 em Lisboa
© PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado este domingo indica que Portugal registou mais 7.107 casos e 38 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas.

Há agora 1.396 internados (mais 18 do que no sábado), dos quais 102 em unidades de cuidados intensivos (mais 1).

Neste momento há mais 6.457 casos activos, menos 266.973 contactos em vigilância e mais 612 recuperados.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua à frente em número de infecções, com 2.531 e quatro mortos, seguida da do norte com 1.535 novos casos de covid-19 e nove mortos e da do centro com mais 1.478 casos e dez mortos. Na do Alentejo registaram-se mais 393 novos doentes e quatro mortos e na do Algarve 424 e dois mortos.

As regiões autónomas da Madeira e dos Açores registaram ambas dois mortos cada uma, mas os Açores têm mais novas infecções (408) do que a Madeira (338).

A covid-19 chegou oficialmente a Portugal há quase dois anos, a 02 de Março de 2020, quando foram detectados os primeiros infectados e, desde essa data, o país viveu mais de 720 dias em função da pandemia, entre estados de emergência nas fases mais críticas e a actual situação de alerta, o nível mais baixo de resposta a situações de catástrofes da Lei de Base da Protecção Civil.

A face mais trágica destes dois anos são os mortos por covid-19, mas o rasto da pandemia estende-se também por mais de 3,2 milhões de pessoas que ficaram oficialmente infectadas, cerca de 10% das quais com sintomas após a recuperação, um fenómeno conhecido por “long covid”.

Diário de Notícias
DN
27 Fevereiro 2022 — 16:42

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1643: Menos internados e mais 28 mortos e 9.851 casos por covid-19 nas últimas 24 horas

– Estatísticas até hoje, Sábado:

DIA INFECTADOS MORTOS

26          9.851            28
25        10.376            32
24        11.636            19
23        13.158            28
22        13.103            28
21          5.789            35

Total até hoje (6 dias): 63.913 infectados – 170 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

De acordo com o boletim da DGS, nas últimas 24 horas foram declarados 28 mortos e registados mais 9.851 novos casos de covid-19. Há menos 123 internados.

A vacinação de crianças contra a covid-19 prossegue
© Artur Machado / Global Imagens

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado este sábado indica que Portugal registou mais 28 mortes por covid-19 e mais 9.851 novas infecções de covid-19.

Há agora 1.378 doentes internados (menos 123 do que na sexta-feira, dia 25), dos quais 101 em unidades de cuidados intensivos (mais três do que ontem).

A DGS registou também menos 9.932 casos activos da doença e menos 12.161 contactos em vigilância. Há ainda 19.755 recuperados da covid-19

A região de Lisboa e Vale do Tejo é ainda a que apresenta maior número de casos, com 3.398 e nove mortos, seguida da do centro, com 2.177 casos e três mortos e a do norte com 1.881 e nove mortos.

No Alentejo verificaram-se mais 624 novos casos e um morto e na do Algarve 643 e quatro mortos. No arquipélago dos Açores há mais 694 doentes e dois mortos e na Madeira 434 e nenhum óbito.

O vírus surpreendente dos valores impensáveis

A covid-19 foi inicialmente subestimada e desvalorizadas as primeiras notícias sobre um coronavírus desconhecido, que, dois anos depois, no mundo já matou seis milhões de pessoas e em Portugal quase 21 mil.

Primeiro foram as dúvidas sobre a possibilidade de a doença, primeiro identificada na cidade chinesa de Wuhan, chegar sequer à Europa. Mas, no final de Fevereiro de 2020, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu um futuro com um milhão de pessoas infectadas, gerando tal apreensão que acabou por convocar uma conferência de imprensa para afastar “completamente” essa hipótese.

Mas um ano e meio depois Portugal atingia a marca de um milhão de infectados. E, quando os números indicavam que a pandemia abrandava, a marca dos dois milhões foi atingida num terço do tempo, em apenas cinco meses. E já este ano, em 22 dias, chegou-se aos três milhões.

A história do SARS-CoV-2 começou mo último dia de 2019, após relatos das autoridades de Wuhan sobre a detecção de 27 casos de uma pneumonia viral, que meses depois se espalhou por todos os cantos do mundo.

Os primeiros dois casos em Portugal surgiram em 02 de Março de 2020 e desde então houve cinco vagas sucessivas – resultando em mais de três milhões de infecções – do que se tornou na pandemia de covid-19, quando as notícias iniciais de Wuhan informavam apenas que os pacientes, sete em estado grave, tinham febre e dificuldade em respirar e que todos os casos estavam relacionados com um mercado de animais vivos, não havendo sinal de contágio humano.

A informação não foi tida como relevante na Europa e a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciava que estava a monitorizar a situação, mas afastava restrições a viagens ou ao comércio.

No início de Janeiro Graça Freitas dizia, baseando-se na OMS e quando se dava como certo que não se tratava de um vírus da gripe nem de um coronavírus, que a pneumonia viral estava circunscrita a Wuhan e que não se transmitia de pessoa para pessoa, sendo desnecessária qualquer “recomendação especial”.

Mas logo a seguir, em 9 de Janeiro, a China anunciava ter identificado a doença como sendo provocada por um novo tipo de coronavírus, que passa de animais para seres humanos, e que causa infecções respiratórias que podiam ser transmitidas através da tosse, espirros ou contacto físico.

Possíveis casos da doença já tinham sido identificados também na Coreia do Sul e em 11 de Janeiro morria o primeiro doente em Wuhan. Mas as autoridades diziam que tudo estava “sob controlo”.

O mesmo optimismo vinha da OMS, que em 13 de Janeiro dizia que a doença não alastrara além do mercado de Wuhan, que foi encerrado, e que não havia outros casos no resto da China ou fora do país.

Ainda que logo no dia seguinte a OMS dissesse que todos os hospitais do mundo estavam a ser preparados para um novo vírus, a organização não emitiu alertas sobre visitas a Wuhan. Em Portugal a DGS recomendava cuidados redobrados para quem viajasse para a China, e Graça Freitas insistia que o surto estava contido e que era diminuta a possibilidade de o vírus chegar ao país.

Na mesma linha, o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla original) sublinhava não haver uma “indicação clara e sustentada” de que o novo coronavírus se transmitisse entre pessoas.

A meio do mês, o Japão e a Coreia do Sul registaram casos da infecção, vários países asiáticos adoptavam medidas e a China confirmava que a doença era transmissível entre humanos.

Europa e Portugal

Apesar de o ECDC classificar como moderada a probabilidade de a doença chegar à Europa e apesar de a OMS não declarar uma emergência internacional, as autoridades chinesas isolavam Wuhan e outras cidades, cancelavam eventos, encerravam locais e construíam hospitais.

Graça Freitas disse em 24 de Janeiro que os portugueses deviam estar atentos mas tranquilos e que o país tinha planos de contingência que garantiam a preparação necessária para detectar, diagnosticar e tratar eventuais casos. Nesse dia foram registados em França os três primeiros casos na Europa. Seguiram-se a Alemanha e a Itália.

No final de Janeiro de 2020 a China falava já em “situação grave”, e a ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, garantia que os hospitais estavam preparados para uma situação tratada de forma “tranquila, mas rigorosa”.

Em 30 de Janeiro, a OMS declarou a situação como emergência em saúde pública internacional, mas continuava a opor-se à restrição de viagens, trocas comerciais e limitações a movimentos de pessoas.

Um pouco por todo o mundo havia em Fevereiro de 2020 esse optimismo, visível, por exemplo, quando o Japão negava “rotundamente” qualquer intenção de cancelar os jogos olímpicos, marcados para Julho. Mas em Itália os casos proliferavam e no fim do mês lamentavam-se 29 mortes. Na China eram quase três mil.

Novos casos foram aparecendo em vários países da Europa, ainda que o ECDC tenha insistido que a situação estava controlada, e que a OMS só declarasse uma pandemia em 11 de Março.

Na altura, nem o ECDC nem as autoridades nacionais recomendavam que se fechassem fronteiras, ou escolas, que, logo a seguir, viriam a ser encerradas.

Após dois anos, a pandemia chegou a provocar em Portugal mais de 60 mil infecções por dia e matou quase 21 mil pessoas, apesar de quase nove milhões terem beneficiado das vacinas entretanto desenvolvidas, o que se reflectiu numa redução significativa de casos graves.

Há um ano, em 22 de Fevereiro, o vice-almirante Gouveia e Melo, então coordenador da ‘taskforce’ de vacinação, dizia que a imunidade de grupo podia ser alcançada em Agosto e em 21 de Março, o comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, dizia que a Europa podia alcançar a imunidade colectiva em 14 de Julho, dois novos exemplos de optimismo não confirmado.

Em Agosto de 2021 Portugal não alcançava a imunidade mas sim a marca de um milhão de infectados. E faltava ainda a variante Ómicron e faltavam ainda mais dois milhões de infectados.

Diário de Notícias
26 Fevereiro 2022 — 14:11

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1642: Pressão nos hospitais diminui. Menos de 100 doentes em UCI com 10.376 casos e 32 mortos

– Estatísticas até hoje, Sexta-feira:

DIA INFECTADOS MORTOS

25        10.376            32
24        11.636            19
23        13.158            28
22        13.103            28
21          5.789            35

Total até hoje (5 dias): 54.062 infectados – 142 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

De acordo com o boletim da DGS, nas últimas 24 horas foram declarados 32 mortos, sendo que foram reportadas 10.376 novas infecções. Há agora 1.501 doentes internados, dos quais 98 em unidades de cuidados intensivos.

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira indica que Portugal registou mais 32 mortes por covid-19, sendo que a maioria foi declarada em Lisboa e Vale do Tejo, com 14 óbitos, seguido pela região Centro (7), Norte (6), Alentejo (4) e Açores (1).

Nas últimas 24 horas houve 10.376 novas infecções, com Lisboa e Vale do Tejo a registar 3.559 casos, seguido pela região Norte (2.267), Centro (2.123), Açores (656), Algarve (626), Madeira (614) e Alentejo (531).

No que diz respeito a hospitais, há agora 1.501 doentes internados (menos 59 que no dia anterior), dos quais 98 em unidades de cuidados intensivos (menos oito do que na véspera). Refira-se que desde 23 de Novembro não havia um número tão baixo de doentes em UCI, sendo que nesse dia eram 93.

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, mantém-se a curva decrescente nos valores da incidência, sendo agora de 2.222,5 casos por 100 mil habitantes a nível nacional (era de 2.533,7 na quarta-feira), enquanto ano continente é de 2.157,4 (era de 2.470,4).

Ao contrário, o índice de transmissibilidade R(t) registou uma ligeira subida sendo agora de 0,73 a nível nacional (era de 0,72 na quarta-feira) e de 0,71 no continente (0,70).

Diário de Notícias
DN
25 Fevereiro 2022 — 15:30

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1641: Dia com 19 mortos e 11.636 casos. Internados voltam a baixar

– Estatísticas até hoje, Quinta-feira:

DIA INFECTADOS MORTOS

24          11.636          19
23          13.158          28
22          13.103          28
21            5.789          35

Total até hoje (4 dias): 43.686 infectados – 110 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

De acordo com o boletim da DGS, houve mais 11.636 novos casos nas últimas 24 horas, sendo que 1.560 doentes estão internados (menos 86), dos quais 106 em unidades de cuidados intensivos (mais 5).

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira indica que Portugal registou 11.636 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

O maior número de novas infecções foi registado em Lisboa e Vale do Tejo (3.637), seguido pelo Centro (2.574), Norte (2.490), Açores (859), Alentejo (775) e Algarve (739).

O relatório indica ainda que foram declaradas 19 mortes, sendo que seis foram em Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte, quatro no Algarve, três no Centro e uma na Madeira.

No que diz respeito a hospitais, há agora 1.560 (menos 86 que no dia anterior), dos quais 106 em unidades de cuidados intensivos (menos 5 do que na véspera).

Há neste momento 468.534 casos activos em Portugal (mais 2.026 que no dia anterior). Há mais 9.591 doentes recuperados e 448.694 contactos em vigilância (menos 10.640).

Fim do isolamento para contactos de alto risco de casos confirmados de covid-19

Quem é contacto de alto risco de casos confirmados de covid-19 já não vai ter de ficar em isolamento. É o que diz a actualização da norma 015/2020 da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que foi esta quarta-feira divulgada.

A actualização da norma “concretiza o fim da indicação de isolamento profilático dos contactos de alto risco de casos confirmados de covid-19”, indica a autoridade nacional de saúde.

De acordo com a DGS, a norma 015/2020 e a norma 019/2020, também actualizada, “recomendam os contactos de alto risco a recorrer, preferencialmente, ao teste rápido de antigénio de uso profissional (TRAg)”, sendo que “o primeiro deve ser realizado o mais precocemente possível após a data da última exposição ao caso confirmado e o segundo (após um primeiro teste negativo ou na ausência da realização do primeiro teste) entre o 3.º e o 5.º dia desde a data da última exposição ao caso confirmado”.

Em comunicado, a DGS estabelece, por outro lado, “que os contactos de alto risco podem também realizar um auto-teste, excepto em instituições de apoio ou acolhimento a populações mais vulneráveis”.

“No caso de o resultado do auto-teste ser positivo, deve ser feito um teste de confirmação por TAAN ou TRAg de uso profissional, preferencialmente, no prazo de 24 horas”, lê-se na nota.

A DGS conclui referindo que “os diversos sistemas de informação serão adaptados, de forma faseada, até à próxima segunda-feira, dia 28 de Fevereiro, entrando de imediato em funcionamento as medidas necessárias a garantir que apenas são colocados em isolamento, nomeadamente pelo SNS24, os utentes com teste positivo para covid-19”.

“Long covid” atinge 10% a 20% dos infectados e é “imprevisível e debilitante”

Entre 10% a 20% das pessoas com covid-19 sofrem de sintomas após recuperarem da fase aguda da infecção, uma condição “imprevisível e debilitante” que afecta também a saúde mental, alertou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Embora os dados sejam escassos, estimativas recentes apontam que 10 a 20% das pessoas com covid-19 experimentam doença contínua durante semanas ou meses após a fase aguda da infecção”, refere o Relatório Europeu da Saúde 2021 da OMS hoje divulgado.

Segundo o documento, esta condição clínica conhecida por “long covid” ocorre em pessoas com um historial de infecção pelo SARS-CoV-2 geralmente três meses a partir do início da covid-19, com sintomas que duram pelo menos dois meses, sendo a fadiga, a falta de ar e a disfunção cognitiva os mais comuns.

“A condição pós-covid-19 é imprevisível e debilitante e pode, posteriormente, levar a problemas de saúde mental, tais como ansiedade, depressão e sintomatologia pós-traumática”, alerta o capítulo do relatório dedicado à pandemia.

De acordo com o documento da OMS Europa, o que influencia o desenvolvimento e gravidade do `long covid´ é, até agora, desconhecido, mas não parece estar correlacionado com a gravidade da infecção inicial por SARS-CoV-2 ou com a duração dos sintomas associados, sendo, porém, mais comum em pessoas que foram hospitalizadas.

“Espera-se que o número absoluto de casos aumente à medida que ocorrem novas ondas de infecção na região europeia e é necessária mais investigação e vigilância” a esta condição específica provocada pela covid-19, adianta ainda a OMS.

O relatório sobre a Saúde na Europa, que é publicado a cada três anos, refere ainda que as medidas de contenção da pandemia, como os confinamentos, “influenciaram negativamente os comportamentos de saúde” da população europeia.

Estas restrições tiveram impacto nos padrões de consumo de álcool, tabaco e de drogas em “partes significativas da população”, registando-se também “um aumento do comportamento sedentário e alterações negativas” ao nível alimentar.

A OMS adianta também que o encerramento de escolas e universidades em diversos países, durante as fases mais críticas da pandemia, teve um “impacto no bem-estar mental” das crianças e adolescentes.

“Uma análise recente mostra um número significativo de crianças que sofrem de ansiedade, depressão, irritabilidade, desatenção, medo, tédio e distúrbios do sono”, salienta a OMS, ao avançar que o encerramento de escolas durante os picos da pandemia em 2020 e 2021 tem provocado perdas na aprendizagem e perturbação no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes.

“Os dados emergentes mostram perdas de aprendizagem correspondentes de um terço a um quinto de um ano lectivo e foram reportadas mesmo em países com uma aplicação relativamente curta das medidas de saúde pública e sociais e o acesso generalizado à Internet. Isto sugere que as crianças fizeram pouco ou nenhum progresso enquanto aprenderam em casa”, sublinha a organização.

O relatório evidencia ainda que, devido à natureza do seu trabalho, os profissionais de saúde estão em maior risco de infecção por SARS-CoV-2 e a prevalência de infecção é ligeiramente maior entre os profissionais de saúde do que na população em geral.

“As estimativas actuais mostram que cerca de 10% dos profissionais de saúde foram infectados. Cerca de 50% destes eram enfermeiros e 25% eram médicos”, adianta o documento.

Diário de Notícias
DN
24 Fevereiro 2022 — 15:42

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1640: DGS está a equacionar fim do uso de máscaras no interior

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

Está previsto que a data de 3 de Abril para aliviar todas as restrições. Graça Freitas admite este cenário, mas revela as projecções “podem sempre mudar”.

O fim do uso de máscara nos espaços interiores está a ser equacionada, mas isso só acontecerá quando diminuir a mortalidade por covid-19 em Portugal e actividade epidémica estiver mais baixa, disse hoje a directora-geral da Saúde.

“Temos um marco importante a cruzar que é diminuir a mortalidade para os níveis que o ECDC [Centro Europeu de Controlo de Prevenção de Doença] preconiza”, 20 mortos por milhão de habitantes, disse Graça Freiras aos jornalistas, à margem das 13.ª Jornadas de Actualização das Doença Infecciosas do Hospital Curry Cabral, que decorrem hoje e sexta-feira, em Lisboa.

Graça Freitas adiantou que o país está na primeira fase de redução de medidas e ainda são necessárias cautelas, até avançar para a segunda etapa.

“Vamos esperar que o vírus atinja os mínimos possíveis para nos darem alguma liberdade também no que diz respeito à utilização de máscaras”, mas as medidas dependerão sempre da “dinâmica do vírus”, adiantou.

Sobre as questões que os pais têm levantado por causa dos processos de aprendizagem, Graça Freitas disse que também há quem defenda e diga que os processos de aprendizagem não são alterados pela utilização das máscaras.

“As crianças estão habituadas e, portanto, vamos com calma vendo de facto os riscos”, disse, referindo que o Governo decidirá em que altura fará o abrandamento de medidas.

Sobre as novas orientações para os contactos de alto risco, que são os coabitantes que não têm dose de reforço, nem estão na fase de recuperação da doença, Graça Freitas explicou que têm a recomendação de fazer dois testes rápidos de antigénio para compensar o facto de não estarem isolados.

Segundo a directora-geral da Saúde, o primeiro teste deve ser realizado “o mais precocemente possível” e o segundo entre o terceiro e o quinto dia para a eventualidade de estarem positivo e terem de retirar-se do meio social para evitar transmitir a outras pessoas.

Questionada sobre uma possível redução do período de isolamento dos sintomáticos e assintomáticos, Graça Freitas adiantou que “há um plano gradual de redução do número de dias em que as pessoas ficarão isoladas” que prevê que possa ser de cinco dias numa outra etapa de alívio de medidas.

Graça Freitas apelou para que depois do isolamento continuem a ser adoptadas medidas de precaução em relação ao distanciamento físico das outras pessoas, à utilização de máscaras e à permanência em espaços arejados.

Nas jornadas, o especialista em Saúde Pública da DGS apontou o dia 3 de Abril como uma data possível de uma nova fase da pandemia. Questionada sobre esta meta, Graça Freitas disse que é apenas uma projecção.

“As projecções são afinadas todos os dias (…) com os dados que colhemos todos os dias e, portanto, pode ser uma um bocadinho antes, um bocadinho depois é apenas uma projecção para nos orientarmos”, justificou.

Graça Freitas falou ainda sobre a preocupação manifestada nas jornadas com o crescimento da linhagem da variante Ómicron (BA.2) que está a tornar-se dominante, havendo alguns sinais de outros países, nomeadamente da Dinamarca, que pode ter um padrão diferente da outra linhagem inicial (BA.1).

“Temos que estar atentos, monitorizar muito bem todos estes fenómenos, ter uma boa vigilância epidemiológica de forma a que se detectem precocemente sinais e que esses sinais sirvam de bússola” para depois os decisores tomarem as medidas adequadas e proporcionais ao risco, defendeu.

“Temos sempre tido estratégias adaptativas e flexíveis em função do desenvolvimento da epidemia e isso tem sido uma característica do nosso país”, disse, considerando as medidas tomadas ao longo destes dois anos de pandemia “adequadas ao risco e adequadas à situação epidémica”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Fevereiro 2022 — 13:31

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1639: Menos 117 internados em dia com mais 28 mortes e 13.158 casos

– Estatísticas até hoje, Quarta-feira:

DIA INFECTADOS MORTOS

23        13.158            28
22        13.103            28
21          5.789            35

Total até hoje (3 dias): 32.050 infectados – 91 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há agora 1.646 (menos 117 que no dia anterior), dos quais 101 em unidades de cuidados intensivos (menos 10 do que na véspera).

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira indica que Portugal registou mais 28 mortes e 13.158 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

No que diz respeito a hospitais, há agora 1.646 (menos 117 que no dia anterior), dos quais 101 em unidades de cuidados intensivos (menos 10 do que na véspera).

Lisboa e Vale do Tejo é a região do país com mais novos casos (4.745), seguida de Norte (2.747), Centro (2.647), Algarve (917), Alentejo (859), Açores (799), Madeira (444).

No que concerne a óbitos, o Centro foi a região que apresentou números mais altos (11), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (nove), Norte (seis), Alentejo (um) e Algarve (um).

De acordo com o relatório desta quarta-feira da DGS, existem agora 466 508 casos activos no país (menos 1.370 em relação ao dia anterior), enquanto o número de contactos em vigilância era de 459.334 (menos 15.570).

Nas últimas 24 horas houve o registo ainda de 14.500 recuperados, num total de 2.732.009 pessoas que superaram a infecção desde o início da pandemia.

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, mantém-se uma diminuição na incidência, com 2.533,7 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e 2.470,4 infecções no continente. Na sexta-feira, os valores estavam, respectivamente, em 2.934 e 2.890,9 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e no continente.

O índice de transmissibilidade, R(t), mantém-se em 0,70 no continente mas aumentou ligeiramente no território nacional, estando agora em 0,72 (estava em 0,71).

Linhagem BA.2 da variante Ómicron já atinge 42,5% das amostras em Portugal

A linhagem BA.2 da variante Ómicron do coronavírus SARS-Cov-2, considerada mais transmissível do que a BA.1, já representa 42,5% das amostras analisadas pelo INSA, um aumento de prevalência que o virologista Pedro Simas considera ser uma “evolução normal”.

“O valor preditivo deste indicador para identificar casos suspeitos da linhagem BA.2 é agora mais robusto, pelo que se estima que esta linhagem represente 42,5% das amostras positivas ao dia 20 de Fevereiro de 2022”, refere o relatório sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgado esta terça-feira (22).

Segundo o documento, a BA.2, que partilha várias características genéticas com a BA.1 – duas linhagens classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como variante Ómicron – foi detectada pela primeira vez em Portugal em amostragens aleatórias por sequenciação na semana de 27 de Dezembro a 2 de Janeiro.

“A sua frequência relativa tem aumentado paulatinamente desde então”, adianta o INSA, ao referir ainda que os dados de sequenciação indicam que essa prevalência tem crescido em todas as regiões, representando mais 15% das sequências analisadas por região de 7 a 13 de Fevereiro, à excepção dos Açores, onde terá iniciado uma circulação comunitária mais tarde.

Num comunicado divulgado hoje sobre esta linhagem, a OMS adiantou que, com base nos dados disponíveis de transmissão, gravidade, reinfecção, diagnóstico, terapêutica e impacto nas vacinas, a BA.2 deve continuar a ser considerada uma variante de preocupação e deve permanecer classificada como Ómicron.

Segundo a OMS, “estudos preliminares sugerem que a BA.2 parece ser mais transmissível do que a BA.1”, mas a organização salienta que os dados do mundo real sobre a gravidade clínica na África do Sul, Reino Unido e Dinamarca, onde a imunidade da vacinação e de infecção natural é alta, indicam que “não houve diferença relatada na gravidade entre BA.2 e BA.1”.

“A reinfecção com a BA.2, após a infecção pela BA.1, foi documentada, no entanto, dados iniciais de estudos de nível populacional sugerem que a infecção com a BA.1 fornece forte protecção contra reinfecção com BA.2”, indica ainda a OMS.

Em declarações à Lusa, o virologista Pedro Simas corroborou que a “BA.2 é mais eficiente a transmitir-se na comunidade do que a antecedente”, mas considerou que esta linhagem resulta da “evolução normal dos coronavírus, com pequenas mudanças que os tornam mais competitivos”.

“O que vai acontecer é que a BA.2 vai preencher o nicho da BA.1, que era dominante em Portugal”, mas sem provocar, em princípio, uma grande vaga de infecções, estimou o especialista.

“Neste momento, a BA.2 é mais eficiente a disseminar-se que a sua parental BA.1, mas o que é importante é que a imunidade conferida pela BA.1, especialmente em pessoas vacinadas, é muito eficiente a previr a infecção”, adiantou.

De acordo com Pedro Simas, que aconselha a monitorização da BA.2, “não há relato nenhum de que a BA.2 seja mais virulenta” do que as linhagens antecedentes da variante Ómicron.

O virologista explicou ainda que a BA.2 não se pode ser considerada uma nova variante do SARS-CoV-2, uma vez que não apresenta características biológicas que a diferencem da linhagem parental.

“Esta tem uma pequena vantagem em disseminar-se, mas em termos de virulência e de evasão ao sistema imunológico, não é suficientemente diferente para se considerar uma variante” nova, referiu o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa.

Psiquiatra diz que atenção dada à saúde mental foi o único efeito colateral positivo da pandemia

A psiquiatra Ana Matos Pires defende que a atenção dada à saúde mental foi “o único efeito colateral” positivo da pandemia de covid-19 a nível nacional e internacional.

“A saúde mental e a doença mental foram sempre os parentes pobres da saúde e, finalmente, parece que foi preciso uma catástrofe mundial para se perceber que há uma coisa que se chama saúde mental e que é preciso preservar e promover (…) e que é preciso tratar”, disse à agência Lusa Ana Matos Pires, membro da Coordenação Nacional das Políticas para a Saúde Mental.

Por isso, afirmou, “julgo mesmo que o único efeito secundário desta pandemia foi a atenção dada a nível nacional e internacional às questões de saúde mental”.

A também directora da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e coordenadora regional da Saúde Mental do Alentejo recordou que já havia um trabalho a ser feito nesta área e que a pandemia veio acelerar.

“A saúde mental nacional tem um plano já antigo que, por vicissitudes várias, nomeadamente pela intervenção da troika, não foi completado”, mas, disse, na pré-pandemia já havia um trabalho e uma movimentação a ser feita no sentido de se dar “uma atenção especial” a esta temática.

Uma atenção que para Ana Matos Pires é “muito merecida” porque a doença mental é “altamente incapacitante” e “interfere imenso com o funcionamento pessoal de quem está doente”.

“Eu acho que é verdade que a pandemia veio acelerar [este trabalho] e a tutela, nomeadamente a ministra da Saúde, deu a atenção que nunca tinha sido dada à saúde mental e neste momento há alterações significativas”, salientou.

Apontou a legislação existente desde o passado dia 14 de Dezembro de reorganização de saúde mental, afirmando que “vai efectivamente fazer a diferença”, alterando completamente a organização dos serviços no país.

Até aqui, havia o programa nacional para a saúde mental inserido na Direcção-Geral da Saúde e agora existe uma coordenação nacional das políticas de saúde mental dependentes da tutela.

“Estamos atrasados em relação àquilo que são os países mais desenvolvidos da Europa nestas temáticas e julgo que estamos neste momento em condições de começar a apanhar o comboio”, disse, sublinhando que “nunca a saúde mental” teve em termos de apoios económicos o montante que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) lhe concedeu: 88 milhões de euros.

Para a psiquiatra, existe agora a obrigação de todos os que estão envolvidos nesta área de aproveitar esta “oportunidade de ouro” em termos de melhoria dos cuidados de saúde mental prestados à população, em termos da promoção, prevenção e tratamento da doença.

Analisando o impacto de dois anos da pandemia de covid-19 na população, Ana Matos Pires afirmou que “é inegável” o seu efeito negativo sobre a saúde mental.

“Já há, neste momento, dados consistentes que mostram que houve efeitos, que esses efeitos foram negativos, essencialmente notados nos jovens, sobretudo, nos adolescentes velhos e adultos jovens”, afirmou.

No início da pandemia, os sintomas foram essencialmente da linha ansiosa, depressiva e de alterações de sono, muito num contexto de reacção e não propriamente de adoecer.

“Felizmente, a capacidade de adaptação do ser humano é grande e houve um desenvolvimento dessa capacidade de adaptação a uma realidade absolutamente desconhecida”, afirmou Ana Matos Pires.

O que está a acontecer actualmente, disse, “é um agravamento” nas pessoas com doença mental prévia, supondo-se que “vai haver um agravamento formal dos quadros depressivos clínicos (…) muito em resposta àquilo que vão ser os efeitos sociais e económicos desta pandemia”.

Diário de Notícias
DN
23 Fevereiro 2022 — 14:07

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1638: 20.813 recuperados de covid em dia com mais 28 mortes e 13.103 casos

– Acho piada quando estes gajos dizem: “A única preocupação que ainda devemos ter é com as pessoas acima dos 65 anos”. Seria bom que as USF e os médicos, começassem a dar atenção às longas filas de espera de utentes NÃO-COVID, que estão na prateleira e nem sequer são dignos de atenção… Desde o princípio do mês que estou à espera de um parecer da médica de família sobre um medicamento cuja bula, nos efeitos secundários, é aterrador! Não se morre da doença, morre-se da cura?

– Estatísticas até hoje, Terça-feira:

DIA  INFECTADOS  MORTOS

22          13.103            28
21            5.789            35

Total até hoje (2 dias): 18.892 infectados – 63 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há agora 1 763 (menos 69 que no dia anterior), dos quais 111 em unidades de cuidados intensivos (menos 3 do que na véspera).

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta terça-feira indica que Portugal registou mais 28 mortes e 13 103 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

No que diz respeito a internamentos, há agora 1763 doentes nos hospitais (menos 69 que no dia anterior), dos quais 111 em unidades de cuidados intensivos (menos 3 do que na véspera).

Recuperaram da doença 20 813 pessoas nas últimas 24 horas. Estão agora em vigilância 15 093 contactos.

A região de Lisboa e Vale do Tejo teve o maior número de infecções, 4 024 e 12 mortos do país. De notar que os Açores com mais 475 infecções não registaram qualquer óbito por covid-19 nas últimas 24 horas.

Por idades, uma das pessoas com covid-19 que morreram nas últimas 24 horas tinha entre 40 e 49 anos, uma entre 50 e 59, uma entre 60 e 69 anos, seis entre 70 e 79 anos e 13 tinham 80 anos ou mais.

“A única preocupação que ainda devemos ter é com as pessoas acima dos 65 anos”

Portugal registou esta segunda-feira o menor número de novos casos de covid-19 desde o início do ano – 5789. Ou seja, menos 2674 casos do que na segunda-feira homóloga, dia 14, quando se registaram 8463. Para o professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que faz a modelação da evolução da doença, isto quer dizer que “se mantém a linha de tendência de redução”.

Como diz, as previsões feitas há 14 dias mantém-se, “no final do mês devemos atingir a estabilização, entre os 10 e os 14 mil casos”. Por agora, e numa fase que o especialista diz notar-se “a saturação do vírus”, “a única preocupação que ainda deveremos ter, de forma moderada, é com as faixas etárias acima dos 65 anos”, porque estas, “apesar de terem uma boa protecção vacinal, são as que mais estão susceptíveis ao vírus”. “São as faixas que têm menos expostas ao vírus, adquirindo, por isso, menos imunidade natural”, afirmou, referindo que “basta olhar para as faixas etárias mais jovens, como a dos 20 aos 29 anos, em que 45% da população foi infectada. Ou seja, três vezes mais do que a faixa dos 70 aos 79 anos, em que a população infectada é só 13%”.

Para o especialista, o caminho a seguir deve manter a monitorização e vigilância do número de casos de covid-19 acima dos 65 anos. Reforçando: “É a faixa etária que está na linha vermelha, precisamente porque estamos perante uma variante que consegue furar a barreira da protecção vacinal, infectar e até permitir que, em certas situações, de maior fragilidade do sistema imunitária das pessoas, se desenvolvam formas graves da infecção”.

Portanto, é essencial que familiares, amigos e a comunidade em geral, “continuem a manter as regras de protecção individual, como uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento, quando estão com idosos, no sentido de os proteger do risco da infecção e de formas graves da doença”. Uma preocupação que considera não existir em relação aos mais novos. “Desenvolvem formas mais ligeiras da infecção e, como disse, uma grande percentagem já adquiriu imunidade natural”.

Em relação aos números, o professor da Faculdade de Ciências, salienta ser notória uma descida mais significativa na região Norte, que foi também onde mais subiu o número de casos, e mais ligeira em Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Alentejo e Algarve. Neste momento, as regiões que ainda mantém um R(t), nível de transmissibilidade mais elevado, no 1, são a Madeira e os Açores.

Segundo explicou Carlos Antunes, a descida no número de casos já está a desacelerar e há-de chegar a um ponto em que não irá descer mais. O que se nota é que a descida mais significativa a este nível acontece nas faixas etárias mais jovens, que foram aquelas que também subiram mais rapidamente na infecção. “As faixas etárias dos 0 aos 19 anos estão a contribuir para uma redução significativa da incidência e os jovens dos 19 aos 29 anos também. Em breve, iremos assistir à estabilização dos casos até que começaremos a assistir, semana a semana, a uma redução no número cada vez menor”.

Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos cessa funções

O Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos para a covid-19 vai cessar funções, devido à evolução positiva da pandemia, e “será transformado” para passar a acompanhar as ameaças e desafios da Saúde, anunciou esta terça-feira o bastonário.

“O Gabinete de Crise deu uma resposta extraordinária durante estes dois anos. Foi constituído por um grupo de especialistas de diferentes áreas que souberam, desde a primeira hora, fazer recomendações e antecipar decisões que eram importantes para o país”, disse à Lusa Miguel Guimarães.

Coordenado pelo pneumologista Filipe Froes, este gabinete foi criado em Janeiro de 2020, ainda antes de a Organização Mundial de Saúde ter declarado a covid-19 como pandemia e dos primeiros casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal, que foram registados no início de Março do mesmo ano.

Uma vez que Portugal vai “entrar numa fase endémica dentro de pouco tempo” e perante a elevada taxa de vacinação e de imunização natural provocada pela infecção, “é altura de encerrar o trabalho do Gabinete de Crise”, referiu o bastonário dos médicos.

De acordo com Miguel Guimarães, o objectivo passa agora por ter um “gabinete novo virado para as necessidades em termos globais e desafios do país” na área da Saúde, como o “número preocupante” de pessoas que mantiveram sintomas após a recuperação da infecção, uma condição conhecida como `long covid´, a actividade assistencial aos doentes não-covid e a saúde mental.

A Ordem dos Médicos pretende também que o novo gabinete funcione como um observatório que permita fazer a “vigilância activa do que vai acontecendo a nível internacional” de potenciais ameaças ao nível da saúde, adiantou o médico.

“Uma das grandes lições que se tira desta pandemia é que temos de estar preparados”, sublinhou Miguel Guimarães, ao avançar que as recomendações e propostas feitas pelo Gabinete de Crise, “de uma forma geral, foram acolhidas sempre com atraso” pelas entidades públicas nacionais.

Miguel Guimarães apontou o exemplo das propostas apresentadas pelo gabinete, em vários momentos da pandemia, para o uso de máscara nos espaços interiores e exteriores e de encerramento das escolas e admitiu que, se essas recomendações tivessem sido acolhidas de uma forma mais célere, Portugal poderia teria sido “mais eficaz” no controlo da pandemia.

O bastonário disse que a Ordem dos Médicos esteve também “sempre disponível para participar nas reuniões do Infarmed” de análise da evolução da pandemia que juntaram peritos e políticos, mas “nunca foi convocada” para essas sessões.

“Fizemos um trabalho global em várias áreas, no qual o Gabinete de Crise teve uma projecção mais especial, porque mais focado na covid-19, mas em que os nossos Colégios de Especialidade deram um contributo inestimável”, salientou o bastonário.

Diário de Notícias
DN
22 Fevereiro 2022 — 14:51

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1637: R(t) e incidência em queda em dia com 35 mortes e 5.789 casos

– Estatísticas de hoje, Segunda-feira:

DIA INFECTADOS MORTOS

21         5.789             35

Total de hoje (1 dia): 5.789 infectados – 35 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há agora 1.832 doentes internados (mais 44 que no dia anterior), dos quais 114 em unidades de cuidados intensivos (menos dois do que na véspera). Esta segunda-feira foi o dia com menos novos casos deste ano. Registaram-se quase 20 mil recuperados.

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira indica que Portugal registou mais 35 mortes e 5.789 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

No que diz respeito a hospitais, há agora 1.832 (mais 44 que no dia anterior), dos quais 114 em unidades de cuidados intensivos (menos dois do que na véspera).

Lisboa e Vale do Tejo é a região do país com mais novos casos (2.161), seguida de Norte (1.392), Centro (871), dos Açores (384), Algarve (382), Madeira (348) e Alentejo (251).

No que concerne a óbitos, Lisboa e Vale do Tejo e o Norte foram as regiões que apresentaram números mais altos (12 óbitos cada), seguidas de Centro (cinco), Alentejo (dois), Açores (dois) e Algarve (dois).

De acordo com o relatório desta segunda-feira da DGS, nas últimas 24 horas existem agora 475.616 casos activos no país (menos 14.243 em relação ao dia anterior), enquanto o número de contactos em vigilância era de 489.997 (menos 15.040).

Nas últimas 24 horas houve o registo ainda de 19.997 recuperados, num total de 2.696.696 pessoas que superaram a infecção desde o início da pandemia.

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, mantém-se uma diminuição na incidência, com 2.934 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e 2.890,9 infecções no continente. Na sexta-feira, os valores estavam, respectivamente, em 3.853,1 e 3.833,4 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e no continente.

O índice de transmissibilidade, R(t), voltou a recuar, estando agora em 0,71 em todo o território (estava em 0,74) e 0,70 no continente (era de 0,73).

Turistas eufóricos voltaram esta segunda-feira à Austrália, dando o pontapé de saída à reabertura das fronteiras do país a viajantes vacinados, quase dois anos depois de o governo local ter imposto algumas das mais rígidas restrições de viagens no mundo devido à covid-19.

Nos dois principais aeroportos internacionais do país, em Sidney e Melbourne, familiares e amigos cansados, mas eufóricos, correram para abraçar os seus entes queridos depois de pelo menos dois anos separados.

O país fechou as suas fronteiras para quase toda a gente, excepto para os que eram cidadãos e residentes permanentes em Março de 2020, tentando retardar ao máximo o aumento do número de casos de Covid-19.

A proibição de viagens – que também impedia os cidadãos nacionais de irem ao exterior e que impunha um limite restrito às chegadas internacionais – rendeu ao país o apelido de “Fortaleza Austrália”.

O governo australiano lançou uma campanha publicitária de 40 milhões de dólares australianos (25,39 milhões de euros) para atrair novamente turistas, mas apenas 56 voos internacionais estão programados para pousar no país nas 24 horas após a reabertura – muito abaixo dos níveis pré-pandemia.

Todos os meses sob a “Fortaleza Austrália” custaram às empresas cerca de 3,6 mil milhões de dólares australianos (2,29 mil milhões de euros), de acordo com a Câmara Australiana de Comércio e Indústria, com o turismo a ser particularmente atingido.

A Austrália Ocidental ainda não reabrirá para viajantes internacionais na segunda-feira, adiando essa reabertura até 3 de Março. Até bem recentemente, o estado seguia uma política rígida de zero casos de covid-19, isolando-se do resto do país. A decisão gerou acções judiciais – e a observação de que era mais fácil para os australianos viajarem para Paris do que para Perth -, mas mostrou-se popular entre os australianos ocidentais.

Diário de Notícias
DN
21 Fevereiro 2022 — 14:18

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1636: Doentes com covid grave têm maior risco de desenvolver infecção hospitalar

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RISCOS

Não se sabe quantos, mas sabe-se que alguns doentes críticos de covid-19 acabaram por sucumbir às ditas infecções hospitalares, mesmo depois de terem recuperado do vírus. José Artur Paiva explica porque é difícil evitar isso.

Matosinhos, 25 / 03 / 2021 – Covid-19: Reportagem na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano para trabalho sobre o que mudou nos hospitais com a pandemia.
Antigos serviços da Unidade de Cuidados Intensivos
(Artur Machado / Global Imagens)

Paulo tinha uma doença oncológica ainda activa quando em Novembro foi infectado pelo SARS-CoV-2, apesar de ter o esquema vacinal primário – as duas doses. Sabia que era um doente de risco. Tinha os seus cuidados, mas um dia o vírus conseguiu passar a sua barreira de protecção. Dos sintomas de uma constipação rapidamente passou a febres muito altas e à dificuldade de respirar.

Recorreu a um serviço de urgência de um hospital central de Lisboa e já não saiu. Um dia depois estava a ser transferido para outra unidade daquele centro hospitalar, para entrar numa enfermaria covid. E em menos de 48 horas passava para uma unidade de cuidados intensivos (UCI). O seu estado foi muito crítico durante mais de duas semanas, acabou por resistir e por testar negativo ao vírus.

Da UCI passou para uma unidade de cuidados intermédios, continuava a melhorar até que foi transferido para outra enfermaria de medicina interna de outra unidade do mesmo centro hospitalar. Aqui já estava estável. Cansado, mas com ânsias de trabalhar. Até que começou a ficar confuso e com a febre a subir.

Mais exames e foi-lhe detectada uma “infecção hospitalar”. Foram usados antibióticos, mas Paulo não resistiu a esta infecção adicional aos 56 anos. Não resistiu a uma bactéria que conseguiu invadir e desenvolver-se no seu organismo, deixando os seus órgãos em falência, talvez devido à debilidade em que o próprio vírus pode ter deixado o seu sistema imunitário ou que pode ter surgido até pelos procedimentos agressivos que são feitos nas UCI e que se destinam a “salvar vidas”.

Não se pode pensar que havendo uma infecção hospitalar é sempre um sinal de má prática, porque nem sempre o é. Esta questão também tem a ver com a dotação de recursos humanos por doente e com as condições dos espaços

“Há procedimentos que colocam dispositivos a passar por órgãos nossos que estão cheios de bactérias, como a nossa boca, até outros que não têm bactérias. Só este procedimento pode desencadear o desenvolvimento de uma bactéria”, exemplifica ao DN o director do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistências a Anti-microbianos (PPCIRA), da DGS, José Artur Paiva.

Na certidão de óbito de Paulo nada é referido sobre a infecção hospitalar que lhe pode ter causado a morte depois da covid-19, mas o seu caso não é único. Aconteceu a outros. Não se sabe a quantos, porque os dados de monitorização das infecções hospitalares “não fazem esta separação”, explica Artur Paiva, confirmando que tal “aconteceu a alguns doentes”. Até porque os doentes que desenvolveram formas graves de covid têm maior risco de contrair uma infecção deste tipo por “várias razões.

Uma é o facto de terem estado muito tempo em cuidados intensivos, sujeitos a tratamentos que são agressivos e que debilitam o sistema imunitário – como disse, há procedimentos que implicam o uso de dispositivos que passam por locais que têm bactérias e por outros que não têm, e, apesar de todos os cuidados para se evitar uma sepsia, às vezes esta desenvolve-se -, e porque a própria covid também o debilitou”. Ou seja, há maior probabilidade de estes doentes poderem desenvolver uma infecção adicional devido à debilidade do sistema imunitário, conseguindo alguns resistir e outros não, também por causa da capacidade de reacção deste.

Eliminar a infecção hospitalar é uma miragem

O médico de medicina intensiva do Hospital de São João explica: “Alguns dos doentes críticos faleceram directamente pela covid 19, mas outros pelas complicações que esta gerou, nomeadamente infecciosas ou cardiovasculares”, voltando a sublinhar que “as complicações infecciosas acontecem frequentemente em doentes críticos de covid-19.

O estar muito tempo em cuidados intensivos faz com que o doente seja alimentado artificialmente. Só isto debilita o seu organismo”. Mas o que há de importante a dizer é que “a mortalidade em Portugal por covid grave em cuidados intensivos foi relativamente baixa. Andou à volta de 25%, o que é um bom resultado à escala europeia”.

José Artur Paiva defende que querer atingir risco zero para a infecção hospitalar é impossível. “Há grupos que investem muito nesta ideia de se poder eliminar as infecções hospitalares, mas na minha opinião isso é uma miragem.” Quando perguntamos o porquê, argumenta com a longevidade da vida. “Tratamos cada vez mais pessoas num limite de fragilidade. Cada vez mais empurramos a fronteira da vida para mais longe.” Ou seja, “empurramos a morte e, ao fazê-lo, aumentamos também o grupo de pessoas que vivem com um sistema imunitário debilitado e com menos defesas. Isto não é mau.

É bom, pois quer dizer que doenças que eram fatais antigamente foram transformadas em doenças crónicas – por exemplo, muita da patologia oncológica, que matava rapidamente há 20 anos ou há 10, hoje já não mata. Os doentes vivem com medicação que lhes salva a vida, mas que os debilita. Mas o facto de vivermos com uma população com as defesas diminuídas faz com que seja impossível eliminar a infecção hospitalar”.

Rever metodologias para reduzir a infecção hospitalar

Eliminar não, mas é possível diminuir. E para isso José Artur Paiva diz que o grupo que coordena está a “rever as metodologias que possam levar a uma redução da infecção hospitalar”. Por exemplo, “metodologias de lavagem da boca que sabemos que poderão reduzir a incidência de infecção”. Por fim, deixa um alerta: “Não se pode pensar que, havendo uma infecção hospitalar, é sempre um sinal de má prática, porque nem sempre o é.” Aliás, esta questão não tem só a ver com a prática clínica, mas também com a dotação de recursos humanos por doente – se há um enfermeiro que tem de tratar muitos doentes, o risco de infecção aumenta – e com os espaços, uma enfermaria com seis doentes e só uma casa de banho também aumenta o risco de infecção.

Em relação aos dados sobre infecções hospitalares, afirma que a tendência em Portugal é agora de diminuição da incidência em algumas áreas, nomeadamente no que toca à “pneumonia associada à entubação (em UCI), à infecção associada à cirurgia da prótese do joelho, à infecção associada à cirurgia da vesícula, de pneumonia neonatal associada a ventilação e de infecção neonatal associada a cateter”. E, como diz, “é preciso reconhecer que os resultados no controlo da infecção hospitalar e da resistência microbiana não são tão bons como os alcançados no consumo de antibióticos”. Portanto, “temos de continuar a trabalhar para melhorar o que ainda é necessário”.

anamafaldainácio@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
20 Fevereiro 2022 — 07:00

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