1514: Nova vaga faz renascer mercado negro de certificados de vacinação e testagem

– Tão criminoso é o que assassina, como o que manda assassinar. Neste caso da falsificação dos certificados, tanto é criminoso o falsificador como o que adere a estas falsificações. Andam a brincar com a morte…

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Check Point Research alerta que o preço dos documentos falsos relacionados com a covid-19 aumentou 600%.

A Check Point Research (CPR) alertou esta sexta-feira para o recente ressurgimento de testes contrafeitos e certificados de vacinação falsos no mercado negro, nomeadamente em Portugal, avançando que o preço dos documentos falsos relacionados com a covid-19 aumentou 600%.

“A nova vaga de infecções impulsionada pela variante Ómicron da covid-19 tem sido instrumentalizada por vendedores de certificados falsificados que, nas últimas semanas, à medida que muitos países reforçam as medidas de contenção da pandemia, aumentaram a sua actividade”, adverte em comunicado a CPR, área de ‘Threat Intelligence’ da Check Point Software Technologies Ltd.

Avisando que “os governos têm de se reunir rapidamente para combater o mais recente crescimento do mercado negro”, a CPR alerta que, “caso não o façam, o risco do número de documentos falsificados aumentar nas próximas semanas e meses é muito alto”.

Assegurando que “Portugal não é excepção”, a CPR apresenta um exemplo real de um grupo de Telegram, chamado ‘Certificado de vacina covid-19 Portugal’, “onde os quase 800 subscritores são incentivados a fazer a compra ilícita de um certificado de vacinação que o anunciante descreve como ‘100% autêntico’ e garante que “podem ser utilizados no trabalho, escola, espaços públicos e para viajar”.

A unidade de ‘research‘ dá ainda nota de um “aumento dramático das quantias monetárias transaccionadas em troca de um certificado de vacinação ou de testagem falsificados”.

“Pouco depois da apresentação dos certificados de vacinação em 2021, testes PCR e antigénio contrafeitos podiam ser adquiridos por 75 a 100 dólares [cerca de 65 a 87euros]. No mais recente ressurgimento do mercado negro, estes mesmos documentos estão à venda por 200 a 600 dólares [cerca de 175 a 525 euros], o que representa o crescimento de até 600%”, salienta.

De acordo com a CPR, “a alta transmissibilidade e rápida disseminação da variante Ómicron, em conjunto com as dificuldades em satisfazer a procura por testes à covid-19, criaram uma nova lacuna no mercado, que está a ser utilizada para lucrar”.

“Há pelo menos um grupo fraudulento que voltou à actividade depois de um período de silêncio em Outubro de 2021 que, por sua vez, se seguiu ao aproveitamento da variante Delta”, avança, explicando que “os potenciais clientes tanto podem ser pessoas que testaram positivo à doença, como pessoas que se recusam a fazer teste ou a tomar a vacina”.

“Para estas pessoas, a alternativa é, muitas vezes, iniciar uma busca pela Internet. Entre as vítimas, podem constar ainda utilizadores inocentes que acabam por ser atraídos para domínios fraudulentos ou suspeitos, enquanto procuram orientação e conselhos genuínos”, refere.

Citado no comunicado, o especialista em segurança da Check Point Software considera que, “sem um sistema centralizado de certificação de testes e vacinas, é muito fácil para os golpistas explorarem a situação actual em seu benefício”.

“É certamente o que estamos a ver aqui, com alguns grupos fraudulentos que têm estado adormecidos durante meses a ressurgir para colherem o que podem da mudança do cenário pandémico”, afirma Liad Mizrachi.

Conforme explica, os países de todo o mundo estão actualmente a apertar as suas restrições e a pedir aos cidadãos para apresentarem testes negativos ou certificados de vacinação antes de entrar em locais muito frequentados, ao mesmo tempo que “as viagens internacionais ficaram mais complicadas, com o surgimento de mais casos”.

“Isto, em combinação com os problemas em fornecer os ‘kits’ para testes adequados à procura e à hesitação face a vacina, criou a tempestade perfeita para os golpistas”, sustenta, considerando que estes “estão uma vez mais a operar com confiança”, como comprova o “aumento dramático dos preços na ‘dark net‘”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Janeiro 2022 — 16:06

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1513: Directores admitem fecho de escolas devido a aumento de funcionários infectados

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

Com o aumento de casos positivos nos docentes, a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas admite fecho das escolas temporariamente.

© Rodrigo Antunes/Lusa

O aumento de casos de infecção com o coronavírus SARS-CoV-2 entre os assistentes operacionais das escolas está a preocupar alguns directores escolares que admitem ter de encerrar estabelecimentos caso a situação se agrave.

No Agrupamento Cego do Maio, na Póvoa de Varzim, há oito assistentes operacionais em casa devido à covid-19. “Os casos positivos têm subido muito e se a situação continuar assim poderei ter de encerrar a escola na próxima semana” disse à Lusa Arlindo Ferreira, director do agrupamento onde habitualmente trabalham cerca de duas dezenas de funcionários.

Na segunda-feira arrancou a campanha de testagem à covid-19 a professores e trabalhadores não docentes, mas no agrupamento da Povoa de Varzim o processo está agendado apenas para a próxima semana. Os casos de infectados que Arlindo Ferreira tem recebido são de testes realizados por iniciativa dos próprios trabalhadores. O director teme que na próxima semana possam aumentar.

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, sublinha que as escolas “fazem tudo para não fechar, mas se houver uma vaga poderá ser impossível impedir que tal não aconteça”.

Filinto Lima disse à Lusa que os directores podem pedir aos assistentes operacionais que estão a trabalhar numa escola para irem temporariamente para outra, podem também reduzir os horários de alguns serviços, como o bar ou a biblioteca, libertando trabalhadores para outros sectores.

“Podemos recorrer à Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, que nos apoia colocando pessoas para colmatar estas ausências pontuais. As escolas têm reservas de recrutamento e podemos ir à lista contratar outros funcionários”, afirmou Filinto Lima, garantindo que “os directores fazem tudo para evitar chegar a um caso dramático de fechar uma escola”.

Segundo o presidente da ANDAEP, os casos de escolas fechadas serão “pontuais e nunca generalizados”.

“Tenho falado com directores de norte a sul e até ao momento ninguém me reportou esse tipo de situação”, afirmou, lembrando que a falta de funcionários nas escolas é um problema do passado.

A ideia é confirmada pelos sindicatos que representam esses trabalhadores. O secretário-geral da Federação Nacional de Educação, João Dias da Silva, lembrou que houve “um crescimento generalizado de assistentes operacionais, apesar de alguns concursos terem demorado mais tempo a concluir e algumas escolas poderem ainda não ter todos os funcionários, mas serão casos pontuais”.

No entanto, sublinhou João Dias da Silva, “quando há trabalhadores em situação de doença num número elevado isso pode tornar a situação difícil na escola”.

No início do actual ano lectivo, a FNE realizou um levantamento junto das escolas e concluiu que “havia uma aproximação às necessidades das escolas, podendo haver algumas necessidades, mas sem a dimensão do passado em termos de assistentes operacionais”, recordou João Dias da Silva. O problema foca-se agora na falta de técnicos especializados e técnicos superiores.

“Há uma aproximação das necessidades, podendo haver pontualmente a necessidade de assistentes operacionais numa ou noutra escola”, afirmou, sublinhando que estas falhas são o resultado de uma portaria de rácios que foi melhorada, mas ainda “sem ter em conta a especificidade de cada escola”.

Por exemplo, a portaria de rácios define o número de assistentes operacionais tendo em conta o número de alunos com necessidades educativas, mas a FNE defende que deveria ter em conta as diferentes tipologias de alunos, ou seja, se esse estudante tem ou não necessidades profundas.

“A dimensão da biblioteca, que tipos de laboratórios existem, se existem mais oficinas” são outros dos exemplos dados por João Dias da Silva que defende que “existem factores que deveriam implicar outro ajustamento” da portaria.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Janeiro 2022 — 13:05

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1512: Portugal com 40.090 novos casos e 34 mortes nas últimas 24 horas

– Estatística até hoje, Sexta-feira:

14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total da semana até hoje: 171.721 infectados – 124 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Dados da DGS indicam que se mantêm 1.699 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 162 nos cuidados intensivos.

Testagem à covid-19 no Porto
© Artur Machado / Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 40.090 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Mais 34 pessoas morreram devido à infecção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta sexta-feira (14 de Janeiro).

Os dados sobre a situação nos hospitais mostram que se mantêm 1.699 internados devido à doença, dos quais 162 estão em unidades de cuidados intensivos. Há, no entanto, mais 27.424 pessoas que recuperaram da infecção.

Também esta sexta-feira foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a mortalidade, dando conta que a covid-19 foi considerada a causa de morte de 12.004 pessoas em 2021, correspondendo a 9,6 por cento dos 125.032 óbitos registados no ano passado.

Em 2021 houve mais 1.353 mortes do que em 2020, um aumento de 1,1% e mais 12.741 do que em 2019, ano anterior à pandemia da covid-19, representando um aumento de 11,3%.

No ano de 2020 tinham morrido 6.972 pessoas com covid-19, correspondendo a 5,6% do total de 123.679 óbitos.

Em Dezembro de 2021, o número de mortes atribuídas à covid-19 diminuiu quase 80% em relação ao que se verificou em Dezembro de 2020.

No mês passado morreram 518 pessoas com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (mais do dobro das 222 que morreram nas mesmas condições no mês anterior), mas muito longe das 2.395 cuja morte foi atribuída à covid-19 no mês homólogo de 2020, representando uma redução de 78,3%.

Rastreios nas escolas disparam. Saúde pública não tem mãos a medir

As escolas reabriram na segunda-feira (10 de Janeiro) e, ao segundo dia de aulas, os casos positivos começaram a surgir. Em três dias, só uma unidade de saúde do Norte teve 22 turmas e uma creche inteira para rastrear à covid-19.

Ao DN, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges, diz que a situação é transversal a todo o país. “A saúde pública não tem tido mãos medir. O nosso trabalho não abrandou, continuamos assoberbados.”​​

Para o director dos Agrupamentos Escolares, Filinto Lima, “o início deste período lectivo é positivo”, defendendo que o esforço de todos deve ser no sentido de o ensino ser, o mais possível, presencial.

Filinto Lima diz ainda que a vontade de que os alunos se mantenham na escola é de todos, referindo até que “alguns pais, talvez os mais receosos em relação à vacinação, já estão a vacinar os filhos, por perceberem que é a única defesa que temos em relação à doença”.

Diário de Notícias
DN
14 Janeiro 2022 — 15:56

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1511: Problemas com certificados de dose de reforço em Portugal resolvidos

– INFORMAÇÃO FALSA!!! TUDO RESOLVIDO? ONDE? QUANDO? Agora mesmo solicitei ao Portal SNS24 a emissão do Certificado Digital COM A TERCEIRA DOSE e mantém-se o mesmo certificado da segunda dose, em 22/07/2021. Onde é que o problema está RESOLVIDO? Só se for na cabeça deles…!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CERTIFICADO DIGITAL

Problemas reportados pelo executivo comunitário na quinta-feira já se encontram resolvidos. UE lembra que “cabe aos países aplicar as regras de codificação e rectificar os certificados caso estes tenham sido codificados de forma diferente”, devendo estar tudo resolvido até 1 de Fevereiro.

Desde final de 2021 que os certificados devem incluir informação sobre as doses de reforço
© José Coelho/Lusa

A Comissão Europeia disse esta sexta-feira ter sido notificada de que os problemas em Portugal na emissão de certificados covid-19 da União Europeia (UE) com a informação da dose de reforço da vacina estão já resolvidos, não existindo constrangimentos.

Em resposta enviada à Lusa, fonte oficial do executivo comunitário informa que “os problemas com a emissão de certificados contendo informação sobre a administração da dose impulsionadora foram resolvidos com sucesso em Portugal e que já não existem problemas no país”.

O esclarecimento surge um dia depois de a Comissão Europeia ter admitido este tipo de problemas, explicando que os técnicos da instituição estavam em contacto com as autoridades portuguesas relativamente ao certificado que atesta administração da dose de reforço após uma série primária de vacinação anticovid-19 (de duas doses), como estipulado pelas regras europeias desde final de Dezembro passado.

Na quinta-feira, a mesma fonte confirmou a existência de alguns problemas na emissão de certificados digitais das doses de reforço, referindo que os peritos já estavam em contacto com as autoridades portuguesas.

Em resposta escrita enviada à Lusa já esta sexta-feira, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde garantem não ter “registo de constrangimentos técnicos associados à emissão de Certificados Digitais Covid da UE com a informação referente à dose de reforço da vacina”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Janeiro 2022 — 11:01

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1510: OMS recomenda dois novos tratamentos

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Os medicamentos em causa são o sotrovimab e o baricitinib, mas apenas devem ser utilizados em casos muito específicos.

© EPA/LESZEK SZYMANSKI

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou esta quinta-feira dois novos tratamentos contra a covid-19, para casos específicos, aumentando para cinco o total de terapêuticas aconselhadas.

As novas recomendações, publicadas na revista médica The BMJ por especialistas da OMS, sugerem o tratamento com anticorpos sintéticos — sotrovimab — e um medicamente usado no tratamento da artrite reumatóide — baricitinib.

Ambos não são destinados a todos os pacientes, noticia a agência AFP.

O sotrovimab é recomendado para pacientes que contraíram a covid-19 leve, mas correm um risco alto de hospitalização, visto que o benefício para doentes que não estão em risco é considerado muito baixo.

Já o baricitinib é recomendado para “pacientes com covid-19 grave ou crítica”, sendo que o tratamento deve ser feito “em combinação com corticoides”.

Nestes pacientes, o tratamento “aumenta as taxas de sobrevivência e reduz a necessidade de ventilação mecânica”.

Anteriormente, a OMS já tinha recomendado o uso de medicamentos inibidores de IL-6 e corticoides sistémicos em doentes com covid-19 grave ou crítica e dos anticorpos monoclonais casirivimab e imdevimab em doentes seleccionados.

Em contrapartida, a Organização Mundial da Saúde já desaconselhava o tratamento da covid-19 com plasma convalescente, com o anti-parasitário ivermectin e com o anti-malárico hidroxicloroquina, independentemente do grau de severidade da doença.

O sotrovimab afecta o mesmo tipo de pacientes que o Ronapreve e “a sua eficácia contra novas variantes como a Ómicron ainda é incerta”.

Da mesma forma, o baricitinibe “tem os mesmos efeitos” de medicamentos inibidores de IL-6 e deve ser administrado aos mesmos pacientes.

“Quando ambos estão disponíveis”, é, portanto, necessário escolher qual dos dois usar “de acordo com o custo, a disponibilidade e a experiência dos cuidadores”, sublinham os especialistas da OMS.

Outros medicamentos da família do baricitinib – ruxolitinibe e tofacitinibe — não devem ser usados contra a covid-19, devido à falta de dados sobre a sua eficácia ou efeitos colaterais, alertam.

As recomendações sobre tratamentos contra a covid-19 pela OMS são actualizadas regularmente, com base em ensaios clínicos em diferentes tipos de pacientes.

Mas o arsenal terapêutico continua a ser reduzido, pois a OMS tem rejeitado o uso de vários tratamentos.

A covid-19 provocou 5.511.146 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Janeiro 2022 — 01:14

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