1503: Covid-19: Surto com 84 infectados em centro de recuperação de menores em Monforte

– Sinceramente que não entendo a analogia da imagem desta peça jornalística, com o surto em Assumar/Monforte/Portalegre… Não existiam imagens da origem da notícia? O Google resolve este tipo de situações:

Assumar/Monforte/Portalegre

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SURTOS

Câmara municipal tem estado atenta ao surto, dando todo o apoio possível. “Equipamentos individuais, máscaras, luvas” já foram fornecidos pela autarquia, refere o presidente do município.

Porto, 31/03/2020 – Reportagem na urgência, área Covid, do Hospital São João no Porto Coronavirus, doente, teste Covid, Hospital de campanha do INEM, despiste da doença, sala de emergência, área dedicada à Covid, médicos com equipamento protecção individual, mascara, respiradores. (Pedro Correia/Global Imagens)
© Pedro Correia//Global Imagens

Oitenta e quatro pessoas estão infectadas pelo novo coronavírus num surto de covid-19 existente num centro de recuperação de menores em Assumar, no concelho de Monforte (Portalegre), disse esta quarta-feira o presidente da câmara, Gonçalo Lagem.

Em declarações à Lusa, o autarca explicou que o surto de covid-19 atinge o Centro de Recuperação de Menores do Assumar, instituição pertencente às Irmãs Hospitaleiras. Segundo Gonçalo Lagem, pelo menos 84 pessoas estão infectadas. Dos 120 utentes do centro, 68 estão infectados. Os restantes casos são em trabalhadores da instituição.

O autarca indicou que os casos foram descobertos através de testes rápidos, estando agora a chegar à instituição os primeiros resultados dos testes PCR. A câmara municipal tem estado “em contacto permanente com a instituição, que conta com funcionários exemplares, com muita entrega”, refere.

Fonte do Centro de Recuperação de Menores do Assumar disse à Lusa que “todos” os infectados estão assintomáticos, tendo o surto surgido no dia 5 de Janeiro. A mesma fonte garantiu que estão a ser cumpridas as normas de isolamento, o trabalho de equipas em espelho e que está a ser dada resposta às necessidades daquela instituição.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.161 pessoas e foram contabilizados 1.693.398 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Janeiro 2022 — 14:22

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1502: Certificados de vacinação já integram doses de reforço e validade passa a 9 meses

– E depois de passados esses nove meses, o que vai acontecer? Nova inoculação? Novo certificado? EXPLIQUEM-SE, CARAGO…!!! Andam a gozar com o pagode?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CERTIFICADOS

A DGS refere que é possível aceder ao certificado de vacinação com indicação da dose de reforço 14 dias após a data da inoculação.

© Artur Machado / Global Imagens

A dose de reforço já foi integrada nos certificados de vacinação, que passam a ter nove meses de validade, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com a informação actualizada pela DGS, a partir de 1 de Fevereiro, passará a haver, na União Europeia, um prazo de validade com indicação do esquema vacinal primário: 1/1 (para vacinas de dose única ou para quem recuperou da infecção) e 2/2 (para vacinas de duas doses).

“Os certificados de vacinação que atestem a conclusão do esquema vacinal primário serão aceites até 270 dias (nove meses) após a data de administração da dose que completou o esquema vacinal primário”, indica a informação actualizada pela autoridade de saúde, acrescentando que “os certificados de vacinação que atestem a administração de doses de reforço não estarão sujeitos a um período de aceitação”.

Uma vez que as regras relativas à utilização do certificado de vacinação variam entre países, a DGS recomenda ao viajante, antes de viajar, a verificação das regras de entrada em vigor no país de destino através do portal Re-open EU e dos sítios web das respectivas autoridades do país.

Em Portugal, só são admitidos os certificados de vacinação que atestem o esquema vacinal completo do respectivo titular, há pelo menos 14 dias, com as vacinas da Janssen, Pfizer-BioNTech (Comirnaty), Moderna (Spikevax) ou AstraZeneca (Vaxzevria).

A informação da DGS explica ainda que a dose de reforço administrada após esquema vacinal primário de duas doses é apresentada no certificado como esquema 3/3, após esquema vacinal primário de uma dose é apresentada como esquema 2/1 e nos recuperados da infecção aparece como esquema 3/1.

Acrescenta que é possível aceder ao certificado de vacinação com indicação da dose de reforço 14 dias após a data da administração e que durante este período pode ser usado o certificado de vacinação anterior.

Portugal já emitiu mais de 13,7 milhões de certificados

Mais de 13,7 milhões de certificados digitais já foram emitidos em Portugal, a grande maioria a atestar a vacinação contra a covid-19, avançaram esta quarta-feira os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

“Em Portugal foram já emitidos cerca de 13.750.000 certificados, dos quais cerca de 450.000 são certificados de recuperação [da infecção], 1.200.000 são certificados de testagem com resultado negativo e aproximadamente 12.100.000 correspondem a certificados de vacinação”, adiantaram os SPMS à Lusa.

A mesma fonte referiu ainda que foram também disponibilizados cerca de 600 000 certificados digitais incluindo já a dose de reforço da imunização contra o vírus SARS-CoV-2.

Segundo o Ministério da Saúde, a informação sobre a dose de reforço só está disponível no certificado 14 dias após a sua administração, razão pela qual só após este período deverá ser solicitado o documento actualizado através da aplicação móvel SNS 24 ou do portal do SNS 24.

Estes certificados começaram a ser emitidos em Portugal em 16 de Junho de 2021 e entraram em vigor em toda a União Europeia em 1 de Julho, com o objectivo de facilitar a livre circulação dos cidadãos nos Estados-membros de forma segura durante a pandemia.

O documento é obrigatório para entrar em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, espectáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.

A covid-19 provocou 5 494 101 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência AFP.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.161 pessoas e foram contabilizados 1.693.398 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

Notícia actualizada às 09:38

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Janeiro 2022 — 12:27

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1501: Covid-19: Vacina portuguesa está há seis meses à espera de apoio estatal

– O habitual quando se trata deste tipo de intervenção estatal (governança). E depois “admiram-se” que cientistas, engenheiros, pessoal especializado, etc. dê o fora para a estranja… Interessa é dar milhares de milhões às farmacêuticas estrangeiras…

SAÚDE PÚBLICA/VACINA PORTUGUESA/OFF

Vacina portuguesa administrada por via oral esbarra em burocracia exigida para o financiamento estatal. A presença de outras vacinas no mercado pode também atrasar a aprovação do fármaco.

© Rita Chantre / Global Imagens

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela biotecnológica portuguesa Immunethep está há seis meses à espera de financiamento estatal, necessário para ensaios clínicos e para poder chegar ao mercado, disse à Lusa o administrador executivo da empresa.

“A vacina é algo que desenvolvemos para dar resposta à pandemia. A uma escala mundial, aqueles projectos que têm avançado e estão no mercado neste momento, tiveram todos um apoio estatal que lhes permitiu avançar mais rápido do que aquilo que é o normal”, afirmou Bruno Santos, co-fundador e administrador da empresa sediada em Cantanhede.

“No nosso caso, ainda não tivemos uma injecção de capital que permitisse ter essa velocidade. Até meio de 2021 terminámos todos os ensaios não clínicos, em animais, que mostram quer a eficácia, quer a segurança da nossa vacina. E, desde essa altura, que estamos a aguardar que haja um investimento que nos permita fazer o resto do projecto ou seja, fazer os ensaios clínicos em pessoas e chegar com a vacina ao mercado”, argumentou. Para o desenvolvimento da vacina poder avançar, Bruno Santos estimou um valor “entre os 20 a 30 milhões de euros”.

O administrador deu o exemplo do que sucedeu na Alemanha “em que o Estado alemão pôs 300 milhões em três empresas diferentes de biotecnologia, com tecnologias diferentes”, dando o exemplo da BioNtech, que desenvolveu a vacina em conjunto com a Pfizer. “Estamos a falar de 10% daquilo que o governo alemão investiu. E este é um financiamento com retorno, financiaram uma compra antecipada e receberam o pagamento que tinham adiantado quando receberam as vacinas de volta”, enfatizou.

Apesar da abertura do Governo ao financiamento da vacina, Bruno Santos refere que a empresa foi remetida “para as formas tradicionais de apoio, como o Portugal 2020 e agora o Plano de Recuperação e Resiliência”, notando que “são bastante burocráticos, com um processo de aprovação bastante demorado e que acaba por não ser compatível com uma resposta necessária a uma pandemia”.

Perante este cenário, o director da Immunethep considera que “é aqui que pode haver um choque maior com a realidade. No nosso caso, deixa-nos em desvantagem comparativamente a outras empresas, concorrentes directos, que tiveram esse apoio de diferentes Estados”.

Apesar da demora no apoio financeiro, Bruno Santos mantém a confiança de que a empresa de biotecnologia portuguesa irá continuar o desenvolvimento da sua vacina. Mas não à velocidade inicialmente pensada. “Outras empresas, noutros países, que tiveram esse financiamento, já podem estar a vender os seus produtos e nós, se tivéssemos tido um apoio desse género, também poderíamos estar a fazer o mesmo a partir de Portugal”, afirmou.

Quanto a uma eventual chegada ao mercado, o administrador da Immunethep observou que a aprovação da nova vacina “depende muito das entidades regulamentares”, não antecipando um prazo para essa autorização poder ocorrer.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Janeiro 2022 — 14:44

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1500: Cientistas descobrem variante genética que aumenta risco de contrair covid grave

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VARIANTE GENÉTICA

A presença desta variante genética, que forma parte do cromossoma número 3, pode em último caso levar à morte do doente caso contraia covid-19.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Um grupo de cientistas polacos da Universidade Médica de Bialystok identificou uma variante genética que faz com que os seus portadores sejam mais vulneráveis à covid-19 e sofram de um maior índice de mortalidade e doença grave caso contraiam o vírus.

A descoberta, tornada pública nesta quarta-feira, surge no desenvolvimento de um trabalho de uma equipa de cientistas liderados pelos professores Marcin Moniuszko e Miroslaw Kwasniewski, e foi classificada como “inovadora” pela direcção da universidade.

De acordo com o estudo, o perfil genético de cada pessoa tem uma influência significativa quando um indivíduo contrai covid-19, independentemente de outros factores como a obesidade, a idade avançada ou outras comorbilidades.

Em conferência de imprensa, o professor Marcin Moniuszko explicou que descobrir a variante genética nestes pacientes pode ajudar a determinar quem corre mais riscos de contrair covid grave. Por isso, estes pacientes deveriam receber mais atenção e estar vacinados atempadamente com as doses de reforço da vacina contra a covid-19.

A investigação em causa teve como base uma amostra de 1.500 pessoas. A presença desta variante genética, que forma parte do cromossoma número 3, pode em último caso levar à morte do doente caso contraia covid-19. Ainda de acordo com os investigadores, 14% dos polacos apresenta este gene, mas no resto da Europa a percentagem é de cerca de 9%.

Está entretanto previsto que nesta quinta-feira o primeiro-ministro polaco da Saúde, Adam Niedzielski, participe numa conferência de imprensa ao lado destes investigadores, no sentido de serem dados mais pormenores sobre o estudo.

Diário de Notícias
DN
12 Janeiro 2022 — 11:54

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1499: Recorde de infecções. 40.945 casos e 20 mortos. Internamentos e incidência continuam a subir

– Estatística até hoje, Quarta-feira:

12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total até hoje: 91.497 infectados – 68 mortos

– Esta gajada acéfala ainda não conseguiu entrosar nos seus pobres e reduzidos neurónios, que esta merda é uma GUERRA biológica, onde não se vê nem se sente o INIMIGO que é o VÍRUS… E depois, existem outros anormais indigentes que marcam e realizam manifestações anti-vacinas, anti-máscaras, anti-certificados de vacinação… VÃO BARDAMERDA…!!!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Nas últimas 24 horas houve 40.945 novos casos e 20 mortos. O número de internados já chega aos 1.635 e a incidência subiu para os 3.615,9 casos de infecção por 100 mil habitantes. 76% das infecções são no Norte e Lisboa e Vale do Tejo.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Lisboa
© Rita Chantre / Global Imagens

Dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que foram registados em Portugal, nas últimas 24 horas, 40.945 novos casos de covid-19. Trata-se de um recorde de infecções num só dia desde o início da pandemia.

Há mais 20 mortes devido à infecção, refere ainda o relatório desta quarta-feira (12 de Janeiro).

O Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as regiões com mais casos, com 15.943 e 15.293, respectivamente, o que representa 76% do total de infecções do país. No que diz respeito a óbitos, 14 foram declarados em Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte e um no Algarve.

No restante da contabilidade de novos casos, no Centro foram contabilizados 4.850, na Madeira foram 2.046, no Algarve chegou aos 1.241, no Alentejo foram 1.133 enquanto a Madeira reportou 439.

No que se refere à situação dos hospitais, o boletim diário mostra que há agora 1.635 internados com a doença (mais 71 que no boletim de terça-feira), dos quais 167 estão em unidades de cuidados intensivos (mais 14).

A matriz de risco indica a nível de incidência há agora 3.615,9 casos de infecção SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100.000 habitantes a nível nacional, quando na anterior actualização era de 3.204,4. Tendo em conta a penas o continente a taxa é de 3.615,3 casos de infecção, quando na segunda-feira era de 3.209,1.

O R(t) está agora nos 1,23 tanto no continente como a nível nacional (era de 1,24).

Há neste momento 276.894 casos activos, uma subida de 7.443, sendo que há 236.992 casos em vigilância.

Nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas da doença 33.482 pessoas.

Certificados com nove meses de validade

Informação actualizada da DGS indica que a dose de reforço da vacina contra a covid-19 já foi integrada nos certificados de vacinação, que passam a ter nove meses de validade.

– E depois dos nove meses, nasce a criança e quem a cria? Ou seja, que fazer com certificados fora de prazo? Deixa-se de ter acesso onde queremos?

De acordo com a autoridade nacional de saúde, a partir de 1 de Fevereiro, passará a haver, na União Europeia, um prazo de validade com indicação do esquema vacinal primário: 1/1 (para vacinas de dose única ou para quem recuperou da infecção) e 2/2 (para vacinas de duas doses).

A DGS acrescenta que é possível aceder ao certificado de vacinação com indicação da dose de reforço 14 dias após a data da administração e que durante este período pode ser usado o certificado de vacinação anterior.

O documento é obrigatório para entrar em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, espectáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.

“Em Portugal foram já emitidos cerca de 13.750.000 certificados, dos quais cerca de 450.000 são certificados de recuperação [da infecção], 1.200.000 são certificados de testagem com resultado negativo e aproximadamente 12.100.000 correspondem a certificados de vacinação”, avançaram esta quarta-feira à Lusa os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

– EU já levei a terceira dose este mês, já solicitei pelo portal do SNS24 o certificado dessa vacina e o que me aparece é o certificado da segunda dose, tomada em Julho do ano passado… Porra de “eficiência” esta, hein…???

Norma da DGS não prevê, por enquanto, doses de reforço para crianças

A DGS também actualizou a norma relativa à campanha de vacinação contra a covid-19, que integra as vacinas em idade pediátrica mas exclui, por enquanto, as crianças das doses de reforço.

Segundo a norma, está recomendada a dose de reforço, por prioridades, a profissionais, residentes e utentes em lares ou instituições do género, profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados e bombeiros envolvidos no transporte de doentes.

Depois destes grupos, são abrangidas pela dose de reforço as pessoas com 40 ou mais anos de idade, por faixas etárias decrescentes, as pessoas entre os 18 e os 39 anos de idade, com patologias prioritárias como as neoplasias, transplantação, imunossupressão, doenças neurológicas, perturbações do desenvolvimento, doenças mentais, doença hepática crónica, diabetes ou obesidade, doença cardiovascular ou doença renal ou pulmonar crónica.

Estão ainda abrangidas pelas doses de reforço as pessoas com idade igual ou superior a 18 anos com esquema vacinal primário com a vacina da Janssen e pessoas entre os 18 e os 39 anos de idade, por faixas etárias decrescentes.

A norma, que refere que o plano de vacinação contra a covid-19 é “dinâmico, evolutivo e adaptável à evolução do conhecimento científico, à situação epidemiológica e à calendarização da chegada das vacinas contra a covid-19 a Portugal”, integra a vacinação em idade pediátrica (dos 5 aos 11), dando prioridade às patologias com risco acrescido, mas não prevê, por enquanto, doses de reforço para as crianças.

Diário de Notícias
DN
12 Janeiro 2022 — 14:25

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1498: Cientistas desenvolvem spray nasal para tratar e prevenir o Alzheimer

SAÚDE PÚBLICA/ALZHEIMER

wuestenigel / Flickr

Uma equipa de investigadores está a desenvolver um spray nasal que previne e cura a demência e a doença de Alzheimer em ratos. Os cientistas acreditam que funcionará da mesma forma em humanos.

Recentemente, uma equipa de cientistas japoneses criou um spray nasal que pode conter a chave para prevenir o desenvolvimento da doença de Alzheimer e da demência neuro-degenerativa.

O composto é constituído por rifampicina, um antibiótico genérico de baixo custo, e um suplemento dietético igualmente barato e comprovado, chamado resveratrol.

Segundo o El Confidencial, os investigadores já sabiam que a rifampicina tinha propriedades benéficas para travar a progressão da demência devido à acumulação de oligómeros amilóides, toxinas cerebrais associadas a doenças como o Alzheimer.

Experiências realizadas em laboratório mostraram que este antibiótico é capaz de parar a progressão destas doenças, se aplicado cedo. O senão é que a rifampicina afecta gravemente o fígado, tornando impossível a sua utilização contínua.

Em 2018, a equipa da Universidade Metropolitana de Osaka descobriu uma forma de contrariar este efeito tóxico: alterar o método de administração do medicamento. Em vez de utilizarem a via oral, mudaram para um spray nasal e os resultados foram promissores.

Além de conseguirem reduzir o efeito negativo no fígado, os cientistas também aumentaram o efeito positivo, elevando o nível do composto no cérebro, o que resultou numa melhoria cognitiva mais acentuada.

Para ajudar a contrariar os efeitos nocivos, os cientistas decidiram experimentar o suplemento dietético resveratrol, um polifenol natural.

De acordo com o artigo científico, publicado na Frontiers of Neuroscience, os níveis de enzimas hepáticas permaneceram estáveis durante os testes em animais.

Mas as boas notícias não ficam por aqui: a sinergia dos dois elementos “aumentou os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e o seu precursor (pró-BDNF), no hipocampo” – isto é, o resveratrol aumentou o efeito benéfico da rifampicina, tornando-a ainda mais eficaz.

Em breve, o spray nasal será testado em ensaios clínicos com humanos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam em todo o mundo 47.5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050, para os 135.5 milhões.

  ZAP //
ZAP
12 Janeiro, 2022

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1497: Aumento de infectados pode prolongar processo de vacinação até ao verão

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO

A Ómicron está a afastar milhares de pessoas da vacinação de reforço ou, no caso das crianças, da primeira dose. O Núcleo de Coordenação para a Vacinação sabe que acima dos 30 anos há 2,8 milhões de pessoas para receber nova dose, mas não sabe quantas foram infectadas e não apareceram. Fim da onda ditará o do processo.

Mais de 3 milhões de pessoas acima dos 50 anos já receberam a dose de reforço contra a covid-19.
© António Pedro Santos / Lusa

Quando o processo de vacinação começou há um ano, precisamente a 26 de Dezembro de 2020, a grande dificuldade com que se deparou a task force para executar o plano desenhado era a escassez de vacinas e quando é que estas iriam chegar ao nosso país para se poder vacinar os quase 3 milhões de pessoas que integravam os grupos mais vulneráveis e de risco, desde idosos, doentes crónicos e profissionais de saúde, que precisavam de ser protegidos contra a covid-19 ainda durante o inverno.

Agora, “a grande dificuldade é a própria infecção”, admite ao DN Carlos Penha Gonçalves, o médico militar que assumiu a responsabilidade do Núcleo de Coordenação da Vacinação (NCV), após a extinção da task force liderada por Gouveia e Melo, actual chefe do Estado-Maior da Armada.

É que o aumento significativo de casos devido à elevada contagiosidade da nova variante do SARS-CoV-2 está a afastar diariamente milhares de pessoas da vacinação de reforço, ou porque ficam infectadas ou porque estão em isolamento profilático. Por exemplo, no caso das crianças dos 5 aos 11 anos, o grupo dos elegíveis é de quase 626 mil, mas 45 mil já foram eliminadas por terem contraído a doença nos últimos 90 dias, segundo divulgou a Direcção-Geral da Saúde (DGS) nesta segunda-feira.

Para Penha Gonçalves este “é o grande problema que estamos a viver agora, tanto com os adultos como com as crianças, cujos números de infecção também têm vindo a aumentar”, porque, explica, “em relação ao processo de vacinação, este já está muito dinâmico e oleado”.

O problema é que “a população elegível muda todos os dias, porque há milhares que deixam de poder ser vacinados porque foram infectados ou porque estão em isolamento”. E perante uma situação destas “é impossível prever quantas pessoas temos para vacinar e durante quanto tempo”. Especificando: “É preciso ter em conta que quem se infectou agora só daqui a cinco meses é que poderá receber a terceira dose – isto no caso de ter apanhado as vacinas de Pfizer, Moderna ou AstraZeneca. Se foi vacinado com a Janssen espera três meses para o reforço. Portanto, o processo poderá ir até junho ou mais.”

De acordo com o que referiu ao DN, o número máximo de pessoas acima dos 30 anos elegíveis para a dose de reforço que existe neste momento “é de 2,8 milhões, mas este é o número máximo de elegíveis, porque, ao certo, não sabemos quantos são, porque não sabemos quantos destes foram infectados ou ficaram em isolamento e não puderam vir à vacinação”, reforça.

Recorde-se que Portugal teve ontem 33 340 novos casos de infecção, tendo chegado, na semana passada, a um número máximo nunca antes registado, 39 570 casos. A responsabilidade é da Ómicron, identificada na África do Sul há pouco mais de um mês, sobre a qual já se sabe que é mais contagiosa do que a Delta, mas menos grave.

Na reunião que junta peritos e políticos, no Infarmed, na passada quarta-feira, os especialistas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge anunciaram que as projecções que tinham apontavam para que o pico desta onda epidémica pudesse ser atingido nesta semana ou na próxima, com uma variação no número de infecções que poderia ir dos 40 mil aos 130 mil casos diários.

Fim da vacinação depende do fim da onda epidémica

Números antes nunca vistos e que fazem o responsável pelo NCV explicar que, agora, o atraso na vacinação só depende da infecção. “Em números redondos posso dizer que somos capazes de vacinar cerca de 500 mil pessoas por semana. Neste momento, temos já mais de 3 milhões acima dos 50 anos com a dose de reforço. Se olharmos para as pessoas acima dos 18 anos, faltam-nos uns cinco milhões para vacinar.

Ora, se vacinarmos meio milhão por semana, o processo de vacinação ficaria concluído em dez semanas, mas se todos os dias há mais pessoas infectadas que não vão poder fazer a vacina, o fim da vacinação vai ser determinado pela onda epidémica. Se a onda parar no final de Janeiro poderemos acabar no fim de Junho, se a onda se prolongar por Fevereiro e Março o processo de vacinação vai prolongar-se mais, porque vamos ter de vacinar grupos de pessoas relativamente pequenos, durante bastante tempo”, sublinha.

O coordenador do NCV argumenta que esta situação também acontece por “estarmos a vacinar num pico de infestação, o que não é frequente, mas é o que está a acontecer”. Ou seja, “a nossa realidade evolui dia a dia e todas as semanas. E nós temos de nos adaptar e estar sempre a regenerar o grupo dos elegíveis para daqui a uns tempos os podermos chamar de volta ao processo”. As pessoas que se infectarem agora são remetidas para o lote dos elegíveis para daqui a cinco meses, as que estão em isolamento profilático e não podem comparecer à vacinação poderão ser vacinadas em dias da modalidade casa aberta, assim que cumprirem o prazo de isolamento indicado pela autoridade de saúde.

Mensagem de agendamento: 50% não respondiam

– E da parte do SNS24 que NÃO RESPONDEM no prazo previsto ao auto-agendamento, confirmando a data pretendida pelo utente, depois de dois agendamentos, uma vez que a data pretendida não é considerada definitiva?

Neste momento, e para acelerar ainda mais o processo, explica o coronel, “estamos a motivar a modalidade do auto-agendamento. É um processo que funciona. As pessoas sabem se podem ou não apanhar a vacina e fazem o seu agendamento e nós depois fazemos o check-in de elegibilidade e marcamos uma data com um intervalo de tempo pequeno, para que a pessoa não falhe. E assim não temos agendas cheias nem muitas faltas”.

Uma situação que foi sentida no início do processo da vacinação de reforço. Penha Gonçalves conta: “Começámos por vacinar as faixas etárias acima dos 80 anos e era muito difícil a estas pessoas fazer o auto-agendamento. Por isso, tivemos de recorrer ao agendamento local, que é mais moroso. Era por telefone e muitas vezes tínhamos de ligar aos filhos ou pedir que os chamassem para explicar tudo”.

Quando se passou para a fase dos 70 anos ou dos 60, a situação melhorou, mesmo assim, afirma, “tivemos uma taxa de não respostas à mensagem de agendamento de cerca de 50%. Muitas pessoas não respondiam à mensagem, mas depois apareciam no local e à hora marcada para se vacinarem. Percebemos a percentagem de pessoas que faziam isto e conseguimos equilibrar o sistema e vacinar todas”.

Novas datas para vacinar crianças: 5, 6, 26 e 27 de Fevereiro

Nas faixas etárias que estão agora a ser chamadas, 45 e mais anos, e como têm mais acesso às novas tecnologias, “o auto-agendamento está a funcionar muito bem”. “Tem sido um método muito mobilizador e isso viu-se agora com a comunidade escolar e com as crianças. Daí que volte a ser o principal método para ordenar todo o processo”, argumenta o coronel.

Aliás, no caso das crianças, destaca, “foi possível vacinar mais de 300 mil em apenas seis dias”. “Foram dois períodos a que os pais responderam muito bem, começámos no fim de semana de 18 e 19 de Dezembro e agora de 5 a 9 de Janeiro, em que se vacinaram mais de 145 mil crianças (145 788, segundo a DGS). A próxima fase de vacinação para crianças já está agendada para os dias 5 e 6 de Fevereiro e 26 e 27 do mesmo mês. Durante estes dias os centros de vacinação estarão dedicados às crianças, quer seja para a segunda dose quer seja para a primeira. São dias dedicados à vacinação pediátrica e os pais assim podem organizar a sua vida”, comentou.

O responsável pelo NCV explica que “a forma da curva que temos agora para os doentes é mesma que vamos ter para a vacina”, quando a onda passar. Por agora, nada há em termos de organização que possa emperrar o processo, sublinhando que o atraso registado no início da vacinação de reforço, noticiado pelo DN na altura, “foi completamente recuperado”. “O plano era atingir 2,4 milhões de vacinados em Dezembro e no final do ano tínhamos 3 milhões”, frisa.

A preocupação é mesmo “o número de infectados que ainda possamos vir a ter, porque isso vai prolongar o processo e a principal incógnita agora é essa”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
12 Janeiro 2022 — 00:07

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1496: Empresa apresentou máscara N95…mas era mentira

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

Razer
Zephyr, máscara da Razercorona

Máscaras da Razer começaram a ser vendidas ainda em 2020 mas só agora, depois de queixas, a sua composição foi actualizada.

Ainda há poucos dias apresentámos aqui declarações e números sobre as máscaras que devem (e as que não devem) ser utilizadas pelas pessoas para “fugirem” à COVID-19.

As máscaras de pano, sobretudo por causa da variante Ómicron, não são aconselháveis porque ficam-se pelo “OK” na avaliação dos especialistas. No outro extremo ficam as máscaras N95, que são as mais caras, mas que demonstraram ter uma eficácia de 99 por cento no bloqueio das partículas, de acordo com um estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos da América.

A designação N95 significa que a máscara com esse padrão consegue sempre filtrar, no mínimo, 95 por cento das partículas. E, por isso, a probabilidade de contagiar outra pessoa desce consideravelmente.

No entanto, convém ter em atenção e confirmar (da forma que for possível) que, ao comprar uma máscara N95, essa máscara tem mesmo o padrão N95.

Há mais de um ano, em Outubro de 2020, a Razer apresentou a sua máscara. Esta empresa é mais centrada na tecnologia (hardware, software, jogos…) mas criou a Razer Zephyr, uma máscara N95.

Mais de um ano depois, e após diversas queixas, a Razer actualizou a descrição da máscara – e desapareceram as referências ao “equivalente ao padrão N95” e aos números que apontavam para uma eficácia de 99 por cento na filtragem de partículas.

Agora a descrição indica que a Razer Zephyr tem “filtros de purificação de ar” mas insiste que a eficácia nos testes ultrapassou os 95 por cento de eficácia. E fica o aviso: “Não é uma máscara N95 certificada”.

As críticas, que já vinham de há vários meses, tornaram-se mais mediáticas quando Naomi Wu, famosa no mundo internético, analisou com detalhe as máscaras e avisou que os consumidores poderiam estar a ser enganados.

Naomi foi contactada directamente pela Razer sobre a alteração na apresentação, mas acha que isso não chega: a empresa deveria mesmo retirar todas as máscaras do mercado; e só voltariam com outro design e com outra introdução.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
Nuno Teixeira da Silva
11 Janeiro, 2022

 

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1495: Ómicron responsável por 93,2% das infecções em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/OMICRON

Variante Ómicron tinha já atingido uma frequência de 89,6% dos casos de infecções registadas no país a 3 de Janeiro.

A variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 é responsável por 93,2% das infecções em Portugal, em consequência de um “crescimento galopante” em Dezembro, que foi mais acelerado em Lisboa e Vale do Tejo, estimou esta terça-feira o INSA.

“Desde 6 de Dezembro, tem-se verificado um elevado crescimento na proporção de casos prováveis da variante Ómicron, tendo atingido uma proporção estimada de 93,2% no dia 10 de Janeiro”, refere o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2.

Em 03 de Janeiro, a Ómicron tinha já atingido uma frequência de 89,6% dos casos de infecções registadas no país.

Segundo o instituto que monitoriza a evolução deste coronavírus em Portugal, o “aumento abrupto de circulação comunitária” da Ómicron tem paralelo com o cenário observado em países como o Reino Unido e a Dinamarca.

De acordo com o INSA, esta variante foi detectada pela primeira vez em Portugal na semana de 22 a 28 de Novembro, tendo registado um “crescimento galopante de circulação durante o mês de Dezembro”.

“Os dados de sequenciação mostram ainda uma considerável heterogeneidade em termos regionais”, indicando que o número e o momento das introduções, bem como o início da circulação comunitária mais abrangente, ocorreu deforma distinta nas várias regiões do país.

“De facto, a circulação comunitária da variante Ómicron ocorreu precocemente e de forma mais intensa na região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo-se tornado dominante cerca de uma a duas semanas mais cedo do que nas restantes regiões”, adiantou o relatório.

Relativamente à Delta, variante que foi a predominante em Portugal durante vários meses, “tem vindo a diminuir a sua frequência relativa desde a semana de 22 a 28 de Novembro em resultado do aumento abrupto de circulação da variante Ómicron”.

“De entre as várias sub-linhagens da variante Delta ainda em circulação, destaca-se a linhagem AY.4.2, a qual, na semana de 27 de Dezembro de 2021 a 02 de Janeiro de 2022, mantinha ainda uma circulação considerável no Algarve”, avançou ainda o INSA.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2, têm sido analisadas uma média de 527 sequências por semana desde o início de Junho de 2021.

Estas sequências foram obtidas de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 132 concelhos por semana.

A covid-19 provocou 5.494.101 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.161 pessoas e foram contabilizados 1.693.398 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Janeiro 2022 — 18:49

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