1489: Internamentos e incidência aumentam em dia com 20.212 casos e 20 mortes

– Estatística de hoje, Segunda-feira:

10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total de hoje: 20.212 infectados – 20 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Dados da DGS indicam que há agora 1.588 pessoas internadas devido à covid-19, mais 139 que ontem, das quais 161 em unidades de cuidados intensivos, mais 11 que ontem, domingo.

Centro de vacinação no Parque das Nações, em Lisboa
© André Luís Alves / Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 20.212 novos casos de covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há a registar mais 20 mortes associadas à doença, indica ainda o relatório desta segunda-feira (10 de Janeiro), dia que marca o regresso às aulas e a entrada em vigor de novas medidas.

Os dados sobre a situação nos hospitais portugueses mostram que há agora 1588 (+139) internados, dos quais 161 (+ 11) estão em unidades de cuidados intensivos.

A matriz de risco indica a nível de incidência há 3.204,4 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100.000 habitantes a nível nacional; e 3.209,1 casos de infecção no Continente.

O R(t) está agora nos 1,24 tanto no continente como a nível nacional.

Dados consultados pelo DN na base de dados Our World In Data revelam que, no que se refere à mortalidade da doença, Portugal é o quarto país menos letal da União Europeia (UE). Em melhor situação estão apenas – com números per capita – os Países Baixos, a Irlanda e a Suécia (o país da UE onde actualmente menos se morre de covid).

No top cinco dos países da UE mais mortais estão, em 1º lugar, a Bulgária, seguindo-se, por esta ordem, a Croácia, a Polónia a Hungria e a Eslováquia.

Segundo o site estatístico Our World in Data, Portugal teve uma média diária de 1,52 mortes por milhão de habitantes atribuídas à covid-19.

Já no que se refere ao número de novos infectados, Portugal é o quinto país com mais novas infecções por dia. A tabela é liderada pelo Chipre, seguindo-se a França, a Dinamarca e a Grécia.

Comparando com a situação de há um ano, verifica-se que o número de novas mortes por dia é bastante inferior (90 em 5 de Janeiro de 2021, 14 no mesmo dia deste ano). Nos novos infectados, a situação é oposta: 4956 em 5 de Janeiro de 2021; 39 570 em 5 de Janeiro deste ano).

Mais de 21.500 suspeitas de reacções adversas às vacinas registadas em Portugal

No que se refere à vacinação, mais de 21 500 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal até final do ano passado e houve 116 casos de morte comunicados em idosos, sem que esteja demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até ao dia 31 de Dezembro foram notificadas 21 595 reacções adversas (uma por cada 1000 vacinas administradas), 6939 das quais consideradas graves, mas o Infarmed insiste que “as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações”, um valor que se tem mantido estável ao longo do tempo.

A maior parte das reacções adversas (10 993) são referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 6166, a da Moderna (Spikevax), com 2440, e a da Janssen, com 1878 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em subgrupos populacionais distintos (idade, género, perfil de saúde, entre outros) e “em períodos e contextos epidemiológicos distintos”.

No total de 19 648 216 doses administradas, o Infarmed registou 21 595 casos de reacções adversas, das quais 6 939 graves (32%), entre elas 116 casos de morte entre pessoas com uma média de 77 anos de idade.

“Os casos de morte ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal entre cada óbito e a vacina administrada, decorrendo também dentro dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, escreve o Infarmed.

Diário de Notícias
DN
10 Janeiro 2022 — 14:53

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1488: Afinal, por que motivo é que a carne vermelha prejudica o coração?

– Não sou nutricionista nem ando por lá perto, mas estudei bastante sobre alimentação racional ou dieta mediterrânica e desde há bastantes anos que não como um grama de carne vermelha. Optei pela carne branca (frango e/ou peru), peixe, vegetais de toda a espécie, leguminosas, hidratos de carbono, proteína vegetal (soja texturizada), temperos à base de molho de soja (evita a utilização do sal), produtos de origem biológica, etc..

SAÚDE PÚBLICA/ALIMENTAÇÃO/DIETA MEDITERRÂNICA

(CC0/PD) mali maeder / pexels

O consumo de carne vermelha aumenta o risco de desenvolver doenças cardíacas através de uma cadeia de acontecimentos que se desenrolam no intestino, sugere um novo estudo.

De acordo com muitos estudos feitos ao longo dos anos, as dietas ricas em carnes vermelhas e alimentos processados estão associadas a um risco acrescido de doença cardíaca e AVC.

Agora, uma nova análise explica o “porquê”.

Investigadores descobriram que determinadas bactérias intestinais, mais abundantes nos indivíduos que comem carne vermelha, são fundamentais para transformar a Lcarnitina num químico conhecido como TMAO – considerado um inimigo para a nossa saúde, já que promove a coagulação do sangue e artérias entupidas.

Para a pessoa dita comum, os dados reforçam o que já é conhecido sobre alimentação saudável: que a dieta mediterrânica tradicional reduz o risco de desenvolver doenças cardíacas e AVC, disse Stanley Hazen, coautor do estudo e responsável pelo Clinic’s Center for Microbiome and Human Health, em Cleveland.

Isto porque a dieta mediterrânica é rica em peixe, frutas, vegetais, legumes, azeite e nozes – e pobre em carne vermelha e alimentos processados.

Agora, um estudo, publicado a 23 de Dezembro na Nature Microbiology, aprofundou a relação entre a dieta, o microbioma intestinal e a saúde humana.

O microbioma – bactérias e micróbios que habitam naturalmente no corpo humano, especialmente no intestino – é vital não só na digestão, mas também nas defesas do sistema imunitário, na função cerebral e na saúde do sistema cardiovascular.

As pessoas com dietas ricas em carne vermelha têm tipicamente um maior risco de doença cardíaca e AVC do que aquelas que comem pouca carne vermelha. No entanto, e ao contrário do que se pensava, isso pode não estar relacionado com a gordura saturada, disse Hazen.

A gordura saturada aumenta o “mau” colesterol (LDL), o que contribui para as doenças cardiovasculares, mas isso não explica o maior risco de desenvolver doenças cardíacas.

As novas descobertas apontam para um mecanismo que pode explicá-lo, disse Lauri Wright, presidente da cadeira de nutrição e dietética da Universidade do Norte da Florida, em Jacksonville.

Há ainda muito a aprender sobre o microbioma intestinal, disse Wright, mas, em geral, as dietas ricas em alimentos como vegetais, frutas e grãos ricos em fibra ajudam a “alimentar” micróbios intestinais benéficos.

E Hazen concorda que, em alternativa aos suplementos probióticos, a dieta é a forma mais eficaz de alterar o microbioma intestinal.

“Mudar a dieta muda o solo” que alimenta os micróbios intestinais, explicou.

As últimas descobertas acrescentam valor a estudos anteriores sobre o TMAO, o químico criado quando as bactérias intestinais quebram a carnitina, um nutriente particularmente abundante na carne vermelha.

De acordo com a WebMD, investigadores já tinham demonstrado que o TMAO parece aumentar o risco de doença cardíaca e derrame cerebral.

Num estudo de 2019, ficou demonstrado que adicionar carne vermelha à dieta de pessoas saudáveis durante um curto período de tempo aumenta os níveis sanguíneos de TMAO – mas esses níveis descem quando a carne vermelha é trocada por carne branca ou proteínas vegetais.

No novo estudo, analisando tanto humanos como ratos de laboratório, a equipa de cientistas descobriu que um grupo de bactérias intestinais (Emergencia timonensis) transforma a carnitina em TMAO. Assim, enquanto os comedores de carne abrigam uma quantidade relevante desses micróbios, os vegetarianos e veganos de longa data têm muito poucos.

Nas experiências com ratos, os cientistas descobriram ainda que a introdução de E. timonensis impulsionou os níveis de TMAO e, portanto, a propensão do sangue para formar coágulos.

Além disso, foram também analisadas as amostras de fezes de pessoas que participaram no estudo de 2019 e descobriu-se que, quando os participantes comiam muita carne vermelha, as suas fezes abrigavam mais micróbios E. timonensis.

Há testes sanguíneos disponíveis para medir os níveis de TMAO e, na opinião de Hazen, que estes poderiam permitir que os prestadores de cuidados de saúde dessem aos doentes conselhos dietéticos mais personalizados. Se, por exemplo, os níveis de TMAO de uma determinada pessoa fossem elevados, a limitação do consumo de carne vermelha seria particularmente importante.

Para Wright, o fundamental é manter uma dieta saudável, mas também é importante consumir alimentos fermentados, como iogurtes.

  ZAP //

ZAP
10 Janeiro, 2022

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1487: Mais de 21.500 suspeitas de reacções adversas às vacinas registadas em Portugal

– Estou a ficar preocupado com este tipo de informações dado que eu tive dor muscular no local da vacina (Pfizer-reforço), ao contrário das duas inoculações anteriores mas não fui consultado para constar nestas estatísticas! O que quer dizer que estão erradas!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO

O Infarmed indica que “as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações”, um valor que se tem mantido estável ao longo do tempo.

© Rita Chantre / Global Imagens

Mais de 21.500 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal até final do ano passado e houve 116 casos de morte comunicados em idosos, sem que esteja demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até ao dia 31 de Dezembro foram notificadas 21.595 reacções adversas (uma por cada 1.000 vacinas administradas), 6939 das quais consideradas graves, mas o Infarmed insiste que “as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações”, um valor que se tem mantido estável ao longo do tempo.

A maior parte das reacções adversas (10.993) são referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 6.166, a da Moderna (Spikevax), com 2.440, e a da Janssen, com 1.878 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em subgrupos populacionais distintos (idade, género, perfil de saúde, entre outros) e “em períodos e contextos epidemiológicos distintos”.

No total de 19 648 216 doses administradas, o Infarmed registou 21 595 casos de reacções adversas, das quais 6 939 graves (32%), entre elas 116 casos de morte entre pessoas com uma média de 77 anos de idade.

“Os casos de morte ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal entre cada óbito e a vacina administrada, decorrendo também dentro dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, escreve o Infarmed.

O relatório acrescenta ainda que, dos casos de reacções adversas classificados como graves, “cerca de 85% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (incluindo o absentismo laboral)”.

Grupo etário dos 25 aos 49 anos é o que registou mais casos de efeitos adversos graves

Da reacções adversas graves, o relatório diz que 4.172 (19,3%) foram classificadas como clinicamente importantes, 1698 (7,9%) provocaram alguma incapacidade, 742 (3,4%) precisaram de hospitalização, 208 (1%) representaram risco de vida e 116 (0,5%) resultaram em morte.

Por grupo etário, o que mais casos de efeitos adversos graves registou foi o dos 25 aos 49 anos (3.217 casos), aquele que teve também o maior número de vacinas administradas (5.981.217).

No relatório, a Autoridade do Medicamento dá conta de seis casos notificados em crianças dos 5 aos 11 anos, que incluem “arrepios, dor no local de vacinação, mal-estar geral, pirexia, petéquias e um caso de miocardite, sendo que este último ocorreu em criança de 10 anos com evolução clínica de cura”.

Para a faixa etária dos 12-17 anos, foram registados 97 casos graves, na sua maioria referentes a situações “já descritas na informação das vacinas”, tais como casos de síncope ou pré-síncope reacções de tipo alérgico, que dependem do perfil individual do vacinado.

“São casos que motivaram observação e/ou tratamento clínico, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas”, refere o Infarmed, sublinhando que 13 destes casos foram notificados como mio/pericardite, “possivelmente associados à vacina de mRNA em utilização no programa de vacinação actual”, que se mostraram “de gravidade moderada” e apresentaram “evolução favorável após tratamento adequado”.

“De salientar que a miocardite e a pericardite são doenças inflamatórias de etiologia variada, normalmente associadas, sobretudo nesta faixa etária, a infecções virais, o que dificulta o estabelecimento de uma relação causal com a vacina”, insiste o Infarmed.

No que se refere à distribuição por género, o relatório do Infarmed dá conta de uma maior preponderância de notificação de reacções adversas por parte do género feminino, a tendência normal de notificação para qualquer outro medicamento.

“Pensa-se que isto possa dever-se a uma maior atenção das mulheres à sua saúde, bem como ao seu maior interesse por temáticas da área da saúde e bem-estar”, diz a autoridade do medicamento.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de pirexia/febre (4.874), cefaleia/dor de cabeça (4.810), mialgia (dor muscular (4.463), dor no local da injecção (4.011), fadiga (2.419), calafrios (2.062), náusea (1.770) e dor generalizada (1.538).

Foram ainda registados casos de artralgia/dor articular (1.502), tonturas (1.258), mal estar geral (1.236), dor nas extremidades corporais (1.224), linfadenopatia/aumento de volume dos gânglios linfáticos (971), astenia/fraqueza orgânica (921) e vómitos (908).

“Na maioria dos casos, o desconforto causado por estas reacções resolve em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e sem sequelas”, refere o relatório, que acrescenta que foi recebido “um número pouco significativo de notificações de casos identificados como relacionados com a vacinação com a dose de reforço” e que as mais notificadas foram a mialgia/dor muscular (38 casos), pirexia/febre (29), cefaleia/dor de cabeça (28), calafrios (24) e artralgia/dor articular (19).

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Janeiro 2022 — 09:16

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1486: Portugal na UE. Dos melhores em óbitos, dos piores em infectados

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

A situação actual em Portugal é radicalmente diferente da de há um ano. Explicações: a vacinação e a propagação acelerada de uma variante muito contagiosa mas pouco letal.

Ontem a DGS anunciou mais 26,5 mil novos infectados nas últimas 24 horas
© Marcos Cruz/Lusa

É o efeito da vacinação. Não trava a propagação da infecção – agora com níveis em Portugal nunca antes vistos – mas tem uma influência decisiva a diminuir a letalidade da pandemia covid-19, conjuntamente com as características da nova variante Ómicron

Dados consultados pelo DN na base de dados Our World In Data revelam que, no que toca à mortalidade da doença, Portugal é o quarto país menos letal da UE. Em melhor situação estão apenas – com números per capita – os Países Baixos, a Irlanda e a Suécia (o país da UE onde actualmente menos se morre de covid).

No top cinco dos países da UE mais mortais estão, em 1.º lugar, a Bulgária, seguindo-se, por esta ordem, a Croácia, a Polónia a Hungria e a Eslováquia.

Novos mortos/dia (per capita) nos países da UE
© Our World In Data

Mas se a posição portuguesa na UE, no que toca à mortalidade, é positiva, já quanto ao número de novos infectados dia passa-se o contrário. Portugal é o quinto país com mais novas infecções por dia. A tabela é liderada pelo Chipre, seguindo-se a França, a Dinamarca e a Grécia.

A Roménia é, na UE 27, o país com menos novos infectados por dia, seguindo-se a Polónia, Hungria, Alemanha e Eslováquia.

Quanto a Portugal, e comparando-se com a situação há um ano, o que se verifica é simples: o número de novas mortes por dia é bastante inferior (90 em 5 de Janeiro de 2021, 14 no mesmo dia deste ano). Nos novos infectados, a situação é oposta: 4.956 em 5 de Janeiro de 2021; 39.570 em 5 de Janeiro deste ano).

Novos infectados dia nos países da UE
© Our World In Data

Nas últimas 24 horas, Portugal registou, segundo o boletim diário emitido pela DGS, mais 61 pessoas internadas com covid-19 (o total passa a ser de 1.449), 26.419 novos casos de infecção e 22 mortes.

A pressão geral sobre os internamentos subiu mas a pressão específica sobre os doentes que estão em unidades de cuidados intensivos diminuiu: estão 150 pessoas, menos três do que anteontem.

Das 22 mortes, onze ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, quatro no Norte e duas no Centro, no Alentejo e no Algarve e uma na Madeira.

A covid-19 é mais mortal nos homens (10.053) do que nas mulheres (9.060) e continua a atingir mais as faixas etárias acima dos 80 anos (cerca de 12 mil pessoas), dos 70 aos 79 anos (cerca de quatro mil) e dos 60 aos 69 anos (cerca de dois mil).

Os números revelam que, desde o início da pandemia (o primeiro infectado foi diagnosticado em Março de 2020), já mais de 1,6 milhões de pessoas foram oficialmente diagnosticadas em Portugal com covid-19.

Por idades, o vírus SARS-CoV-2 já infectou cerca de 100 mil crianças até aos nove anos, cerca de 180 mil jovens dos 10 aos 19 anos, cerca de 270 mil dos 20 aos 29 anos, cerca de 245 mil pessoas dos 30 aos 39 anos, 270 mil dos 40 aos 49 anos, cerca de 225 mil dos 50 aos 59 anos, 145 mil dos 60 aos 69 anos, 85 mil dos 70 aos 79 anos e cerca de 90 mil com mais de 80 anos.

O auto agendamento da vacina contra a covid-19 para maiores de 45 anos vai iniciar-se na próxima semana, anunciou ontem o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

O governante, que falava aos jornalistas nas Caldas da Rainha, fez um balanço sobre o processo de vacinação que já permitiu administrar “3,3 milhões de doses de reforço da vacina contra a covid-19 e 2,4 milhões de vacinas da gripe”.

Sublinhando a “enorme adesão” dos portugueses à vacinação, o secretário de Estado, lembrou que estão vacinadas com a terceira dose mais de 84 por cento das pessoas com mais de 80 anos e, acima dos 65 anos, 77 por cento das pessoas já receberam o reforço.

Questionado sobre a inclusão de grávidas na lista das pessoas prioritárias para vacinação, Lacerda Sales sublinhou que estas devem ser vacinadas a partir das 20 semanas de gestação e apelou a que as mesmas façam “um processo de auto-monitorização” no sentido de se “auto precaver” relativamente à infecção a que são mais susceptíveis no último trimestre da gravidez.

Lacerda Sales falava no final de uma visita ao Centro de Vacinação Covid instalado na Associação Arneirense, depois de horas antes ter visitado um outro centro, em Peniche, ambos no distrito de Leiria.

O aumento exponencial nas últimas do número de infestados deveu-se à propagação da variante Ómicron, bastante mais contagiosas mas também bastante menos mortal do que a variante anterior, Delta.

Ontem o Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) – que integra hospitais em Abrantes, Tomar e Torres Vedras, servindo cerca de 250 mil utentes – anunciou que a nova variante já representa 98 por cento das novas infecções. Segundo a despistagem feita pelo laboratório do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, “os dados recolhidos e analisados demonstram que a variante Ómicron passou a ser a predominante na região do Médio Tejo a partir de 21 de Dezembro”. Os sintomas são geralmente ligeiros.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
10 Janeiro 2022 — 00:08

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