1480: Cientistas estão a criar vírus de auto-propagação como vacinas. Consequências podem ser “irreversíveis”

– Não terá sido assim que o coronavírus SARS-CoV-2, Covid-19, se espalhou pelo Mundo?

SAÚDE PÚBLICA/VIROLOGISTAS/AUTO-PROPAGAÇÃO

herraez / Canva

Cientistas nos EUA e na Europa podem estar a criar perigosos vírus de auto-propagação na batalha para desenvolverem vacinas e insecticidas. E estas pesquisas podem ter “consequências irreversíveis” para o planeta, como alerta um estudo internacional.

Uma equipa internacional de investigadores liderada pelo King´s College London lança um alerta quanto ao desenvolvimento de vírus de auto-propagação, em laboratório, para motivarem a sua disseminação fácil entre hospedeiros.

Esta prática em sido usada na Agricultura para criar “insecticidas”, para proteger as colheitas, ou como “vectores para modificar colheitas plantadas”, no sentido de espalhar a imunidade de um hospedeiro para outro, conforme se refere no estudo agora publicado pela revista Science.

Na Saúde, estes vírus têm sido “promovidos como vacinas” para animais, notam ainda os investigadores, referindo-se ao seu uso para limitar a propagação de doenças e para evitar a transferência dessas doenças para os humanos.

“Pesquisa arriscada”

O uso destes vírus de auto-propagação não é novo. Nos anos de 1980, na Austrália, foram utilizados para esterilizar e controlar espécies consideradas pragas como ratos e coelhos.

“Em Espanha, cientistas estão, actualmente, a vacinar porcos com vírus de auto-propagação”, que não foram modificados em laboratório, para combater a febre africana nestes animais, no âmbito de uma “experiência controlada”, como refere a Technology Networks.

Além disso, a DARPA – a Agência de Projectos de Pesquisa Avançada dos EUA – também financiou uma investigação sobre se as vacinas animais de auto-propagação, modificadas em laboratório, podem ajudar a prevenir a propagação de patógenos a humanos.

Estes projectos e outras iniciativas que receberam financiamento da União Europeia e do Instituto Nacional de Saúde dos EUA levaram o King´s College London a debruçar-se sobre o assunto e a investigar os impactos do desenvolvimento deste tipo de vírus.

A conclusão é que as consequências podem ser graves e “irreversíveis” para o nosso planeta, como se aponta no estudo divulgado pela revista Science.

A investigadora que liderou o estudo, Filippa Lentzos, do Departamento de Saúde Global e Medicina Social do King’s College London, tem muitas dúvidas de que “os benefícios esperados superem os riscos“, conforme refere o comunicado sobre a pesquisa.

“Desenvolver vírus de auto-propagação para libertação ambiental é outro exemplo de pesquisa arriscada em virologia, como a caça de vírus em cavernas de morcegos ou tornar patógenos perigosos ainda mais perigosos em laboratório, tudo em nome da preparação para uma pandemia”, alerta Lentzos no comunicado citado pelo Irish Examiner.

“Erosão das normas”

O estudo nota que pesquisas feitas por “gerações de virologistas” concluíram que os vírus de auto-propagação modificados em laboratório são “geneticamente demasiado instáveis para serem usados de forma segura e previsível fora de instalações controladas”.

Assim, os investigadores denunciam uma aparente “erosão das normas”, apelando a mais regulação e a uma discussão aberta sobre o assunto.

“Apenas um esforço de governança global coordenado e coerente, com implementação regional, nacional e local, pode enfrentar os desafios da auto-propagação de vírus que têm o potencial de transformar radicalmente a vida selvagem e as comunidades humanas”, destacam os autores do estudo.

  ZAP //

ZAP
8 Janeiro, 2022

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1479: Quarto dia com mais 35.643 casos, 20 mortos e internamentos voltam a subir

– Estatísticas até hoje, Sábado:

08.01.2022 – 35.643 infectados – 20 mortos
07.01.2022 – 38.734 infectados – 17 mortos
06.01.2022 – 39.074 infectados – 25 mortos
05.01.2022 – 39.570 infectados – 14 mortos
04.01.2022 – 25.836 infectados – 15 mortos
03.01.2022 – 10.554 infectados – 10 mortos

Total até hoje: 189.411 infectados – 101 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

De acordo com o boletim diário da DGS, registaram-se 20 óbitos nas últimas 24 horas. Há agora 1.388 pessoas internadas, das quais 153 nos cuidados intensivos.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Portugal registou mais 35.643 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Este foi o quarto dia consecutivo em que foi ultrapassada a barreira das 35 mil novas infecções.

De acordo com o relatório deste sábado (8 de Janeiro) foram declaradas mais 20 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2.

O maior número de novas infecções foi registada em Lisboa e Vale do Tejo (15.142) e na região Norte (12.481). No Centro foram detectados 3.819 casos, seguindo-se Madeira (1.708), Algarve (1.118), Alentejo (1.085) e Açores (290).

Nos hospitais portugueses há agora 1.388 internados (mais 35 que no dia anterior) devido à covid-19, dos quais 153 estão em unidades de cuidados intensivos (menos oito).

No boletim da DGS deste sábado estão 258.322 casos activos da doença (mais 4.082 do que no dia anterior), tendo nas últimas 24 horas sido dados como recuperadas 31.541 pessoas.

Escolas com novas regras

Estes números surgem a dois dias do regresso dos alunos às escolas, que terão novas regras estabelecidas pela DGS, que impedem o encerramento de turmas, de escolas e zonas de estabelecimentos de ensino em situações de surtos de covid-19.

A nova versão “Referencial Escolas – Controlo da transmissão de Covid-19 em contexto escolar” para o segundo período do ano lectivo 2021/2022 resulta da revisão efectuada pela DGS ao referencial existente, “à luz dos princípios de evidência e conhecimento científico, bem como da evolução do estado vacinal da população e da situação epidemiológica do país”.

Segundo a DGS, “a autoridade de saúde territorialmente competente, em situações de surto, pode determinar, em articulação com a autoridade de saúde regional e com o conhecimento dos responsáveis pelos estabelecimentos de educação e/ou ensino, outras medidas colectivas a aplicar pelo estabelecimento de educação e ensino”.

Mas, no âmbito das medidas colectivas a adoptar pelo estabelecimento de educação e/ou ensino, “deixa de estar previsto, primariamente” o “encerramento de uma ou mais turmas”, de “uma ou mais zonas do estabelecimento de educação e/ou ensino” e o “encerramento de todo o estabelecimento de educação e/ou ensino”.

No início do segundo período, que começa na segunda-feira, será realizada uma acção de testagem nos estabelecimentos de ensino, que envolve toda a comunidade escolar, independentemente do seu estado vacinal, como medida complementar de quebras de cadeias de transmissão da doença e de protecção.

“Esta testagem faz-se sem prejuízo da realização futura de testes por motivo de investigação de casos, contactos e/ou surtos na comunidade escolar e sem compromisso do plano de vacinação em curso”, refere a DGS.

O referencial afirma que “a evidência científica indica que a incidência de casos de infecção por SARS-CoV-2, e mesmo de surtos, em contexto escolar está correlacionada com a incidência da infecção na comunidade, designadamente através de contágios que ocorrem fora da escola”.

Quanto à definição de contactos, a DGS refere que são de “alto risco” as pessoas que vivem na mesma casa com uma pessoa infectada, excepto se apresentarem esquema vacinal primário completo com dose de reforço ou com história de infecção por SARS-CoV-2 nos 180 dias subsequentes ao fim do isolamento.

São também considerados contactos de “alto risco” pessoas que residam ou trabalhem em lares e outras respostas similares dedicadas a pessoas idosas, comunidades terapêuticas e comunidades de inserção social, bem como os centros de acolhimento temporário e centros de alojamento de emergência, unidades de cuidados continuados integrados da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Quanto aos casos positivos, a DGS determina que a pessoa fique em isolamento no domicílio.

“Se não tem sintomas ou tem sintomas ligeiros ficará em isolamento sete dias, em auto-cuidado e auto-monitorização de sintomas” e ao sétimo dia terá alta sem necessidade de teste.

Diário de Notícias
DN
08 Janeiro 2022 — 14:34

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1478: Veja o que muda. Governo publica restrições que entram em vigor na segunda-feira

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/NOVAS MEDIDAS

Já foi publicada em Diário da República resolução aprovada em Conselho de Ministros que altera as medidas para conter propagação da pandemia.

© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A resolução do Conselho de Ministros que altera as medidas de contenção da pandemia, promovendo o reforço da testagem e da vacinação foi publicada esta sexta-feira, entrando em vigor às 00.00 de 10 de Janeiro.

Assumindo que a incerteza sobre a evolução do vírus e da pandemia de covid-19 e sobre a gravidade da variante Ómicron exige “cautela e prudência”, o documento mantém ou prorroga algumas das medidas que já estavam em vigor, avançando ainda com algumas novas.

“Em especial, são mantidas as regras que promovem o reforço da testagem, sendo ainda adoptadas medidas de incentivo à administração da terceira dose de uma vacina contra a covid-19″, lê-se no documento.

Desta forma, especifica a resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República na noite de sexta-feira, o acesso a estabelecimentos hoteleiros e de alojamento local está dependente, no momento do check-in da “apresentação, pelos clientes, de Certificado Digital Covid-19”, “de comprovativo de vacinação que ateste o esquema vacinal completo (…), há pelo menos 14 dias, com uma vacina contra a covid-19”, “de comprovativo de realização laboratorial de teste com resultado negativo” [PCR realizado nas últimas 72 horas ou antigénio nas últimas 48 horas], ou da “realização, pelos clientes, de teste com resultado negativo, nos termos a definir pela DGS e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P. (INSA, I. P.)”.

Estas são igualmente as exigências no acesso a estabelecimentos de restauração e similares, bem como a casinos, bingos ou similares, ginásios, no acesso a eventos ou ainda a bares e discotecas – sendo que estes últimos se mantêm encerrados até às 22.00 do dia 14 de Janeiro.

O diploma contempla algumas excepções à regra sobre a apresentação de certificados e testes a quem “demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço de uma vacina contra a covid-19”, nomeadamente para visitas a lares de idosos ou doentes internados nos hospitais ou no acesso aos grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e a recintos desportivos.

“As companhias aéreas só devem permitir o embarque dos passageiros de voos com destino ou escala em Portugal continental mediante a apresentação, no momento da partida, de comprovativo de realização de teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) ou de teste rápido de antigénio (TRAg) de uso profissional para despiste da infecção por SARS-CoV-2 com resultado negativo, realizado nas 72 ou 48 horas anteriores à hora do embarque, respectivamente”, determina a resolução, que prolonga até dia 09 de Fevereiro a exigência de apresentação de teste ou de Certificado Digital covid da UE nas modalidades de certificado de teste ou de recuperação.

Eis todas que entram em vigor

1- Levantada imposição de testagem em algumas situações

Os cidadãos que tenham recebido a dose de reforço de uma vacina contra a covid-19 há mais de 14 dias deixam de ser obrigados a apresentar testes negativos para o SARS-CoV-2.

No que chamou “incentivo” para as pessoas irem novamente vacinar-se, António Costa indicou que quem não tem dose de reforço continuará a ter de apresentar teste negativo para visitas a lares de idosos ou doentes internados nos hospitais.

Os vacinados com dose de reforço deixam também de ser obrigados a testar-se para terem acesso aos grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e a recintos desportivos.

2- Certificado digital obrigatório para acesso a restaurantes, hotéis ou eventos culturais

O acesso a espectáculos culturais e eventos com lugares marcados está a partir de segunda-feira condicionado à apresentação de certificado digital, que inclui ou teste de antigénio ou PCR negativo realizados nas 48 ou 72 horas anteriores, respectivamente, ou o esquema de vacinação completo.

O acesso a restaurantes e estabelecimentos hoteleiros vai estar também sujeito à apresentação do certificado digital.

3- Contactos positivos em ambiente de trabalho deixam de ser postos em isolamento

De acordo com uma nova norma da Direcção-Geral da Saúde, o isolamento continua a aplicar-se “no caso de coabitantes com pessoas que testaram positivo”, o que implica que “um contacto em ambiente de trabalho, desde que não seja coabitante, não determina o isolamento”, especificou António Costa.

A nova norma, que entrou em vigor na quarta-feira, fez com que 267.315 pessoas tenham terminado ou visto reduzido o seu tempo de isolamento.

4- Escolas reabrem a 10 de Janeiro

As escolas vão reabrir na próxima segunda-feira, com António Costa a considerar que “podem retomar a normalidade, tal como estava previsto”.

Os alunos deixam de estar obrigados a isolamento quando houver um caso positivo na mesma turma e, nas próximas semanas, todos os professores, auxiliares e assistentes operacionais terão que fazer testes.

A testagem ocorre em paralelo com “a operação de vacinação que está em curso até ao dia 09 de todas as crianças entre os 05 e os 11 anos e do pessoal docente e não docente”.

5- Teletrabalho passa de obrigatório a recomendado a partir de 14 de Janeiro

O teletrabalho vai continuar obrigatório até 14 de Janeiro, sendo recomendado a partir dessa data, no âmbito das medidas de combate à pandemia de covid-19.

Em Dezembro, o executivo tinha determinado que o teletrabalho será obrigatório pelo menos entre 25 desse mês e 09 de Janeiro.

6- Bares e discotecas reabrem no continente mas álcool na rua continua proibido

As discotecas e bares no território continental, que tinham sido obrigadas a fechar a partir de 25 de Dezembro, podem reabrir no dia 14, mas quem entrar vai continuar a ter de apresentar um teste negativo.

O Governo continua a proibir o consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

7- Mantém-se controlo nos aeroportos até 9 de Fevereiro

Os passageiros que aterrem nos aeroportos portugueses terão de continuar a apresentar um teste negativo para o SARS-CoV-2 e serão mantidas as sanções para passageiros e companhias aéreas que contrariem esta obrigatoriedade.

Desde 1 de Dezembro de 2021, todos os passageiros que cheguem a Portugal por via área são obrigados a apresentar teste negativo ou certificado de recuperação no desembarque.

Os passageiros de voos domésticos, menores de 12 anos ou tripulações estão isentos de ter que apresentar estes testes.

8- Governo trabalha com autarquias ampliação de voto antecipado nas legislativas de dia 30

António Costa afirmou que está em curso com as autarquias a ampliação do voto antecipado, aumentando o número de mesas para votar no dia 23, defendendo que “é preciso segurança jurídica e assegurar a absoluta transparência do ato eleitoral” e as condições em que pessoas em isolamento poderão votar.

O Governo pediu ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República um parecer para que fique claro em que condições, ou se em alguma condição é susceptível da limitação do direito de voto pelo facto de haver isolamento profilático, seja de coabitantes, seja de pessoas que estejam infectadas”, disse.

O executivo vai também reunir-se com os partidos com representação parlamentar para debater a forma de organizar o voto e será dada prioridade para a dose de reforço da vacina a quem integre mesas de voto.

9- Declarações provisórias de isolamento disponíveis sem telefonema

Deixa de ser preciso telefonar para a linha SNS24 para obter uma declaração provisória de isolamento profilático.

Passa a ser possível emitir automaticamente uma declaração provisória de isolamento para os casos de pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 sem sintomas ou com doença ligeira, quer para contactos de alto risco.

10- Mais de três milhões inoculados com dose de reforço

Mais de três milhões de cidadãos portugueses receberam uma terceira dose de vacina contra a covid-19.

António Costa referiu que 89% da população já tem completo o esquema primário de vacinação e para os grupos etários acima dos 65 anos, há “uma cobertura de dose de reforço de 83%”.

A média diárias de doses administradas está nas 84 mil e pode subir até 94 mil, afirmou António Costa, que destacou ainda a “subida muito significativa da testagem” verificada desde o início de Dezembro, mês em que se realizaram “cinco milhões de testes”, com um recorde de mais de 402 mil testes no dia 30 de Dezembro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08 Janeiro 2022 — 12:05

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1477: Ainda usa máscaras de pano? Isso é um problema

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

Pixabay

Autoridades e especialistas nos EUA já avisaram que a variante Ómicron espalha-se mais rapidamente se as pessoas estiverem com uma máscara de pano no rosto.

A COVID-19 é um período de experiências, de novidades. E a novidade chamada Ómicron trouxe novas análises, novas adaptações. Uma delas está relacionada com a utilização de máscaras de pano, que não é recomendada.

Nos Estados Unidos da América, as autoridades e vários especialistas já avisaram que a protecção oferecida pelas máscaras de pano não é tão eficaz, agora: “As máscaras de pano não vão resultar com a Ómicron“, disse à National Public Radio a investigadora Linsey Marr.

A investigadora em Virginia Tech é uma das várias especialistas que avisam que as máscaras de pano não evitam tanto a transmissão de minúsculas partículas que podem transportar o vírus até ao nariz ou à boca de cada um. Não são tão eficazes desde que apareceu esta nova variante: “Filtro decente, talvez, OK. Mas quando estamos perante uma variante tão transmissível como a Ómicron, OK não chega“.

O conselho, neste contexto, é optar por máscaras cirúrgicas descartáveis com três camadas ou fazer uma “actualização” para as denominadas máscaras N95 ou PFF2, ou algo similar, que também apresente uma elevada eficiência da filtração bacteriana. Estas protegem mais as pessoas da Ómicron. Usar só uma máscara de pano? Não.

Especialista em doenças infecciosas na Universidade de Stanford, Abraar Karan aconselha a utilização das máscaras N95, KN95 e KF94, por serem feitos de material com carga electrostática: “Na verdade puxam as partículas enquanto flutuam e impede a inalação dessas partículas“.

Mas a N95 é mesmo a mais eficaz, aparentemente. Um estudo da Universidade de Duke apresentou uma eficácia de 99 por cento no bloqueio das partículas. E a N95 também é…a mais cara. A seguir, as máscaras cirúrgicas.

E, ainda sobre a N95, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças nos EUA pediu publicamente à população para tentar “reservar” essas máscaras para os profissionais de saúde. Embora essa escassez só se tenha verificado durante os primeiros meses da pandemia; depois não houve problemas.

Robert Wachter, líder do Departamento de Medicina da Universidade de Califórnia, lembrou que a variante Ómicron é muito mais transmissível do que anteriores e acrescentou: “As pessoas tinham encontros com outras, nas variantes anteriores, e não ficavam infectadas; agora, nesses mesmos encontros há uma probabilidade bem grande de ficarem infectadas“.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
Nuno Teixeira da Silva
7 Janeiro, 2022

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1476: Só 26 concelhos estão fora do patamar mais elevado de incidência

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Lisboa, Porto Santo, Câmara de Lobos e Ferreira do Zêzere são os concelhos com mais de 4000 mil casos em Portugal. E há 120 municípios com mais de 2000 casos.

© Gerardo Santos / Global Imagens

Portugal tem esta sexta-feira apenas 26 concelhos fora do nível mais elevado de incidência de infecções pelo coronavírus, pelo que dos 308 municípios do país 282 ultrapassaram o patamar mais alto de casos de infecção.

Os dados hoje divulgados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) mostram em relação à semana passada um aumento substancial de concelhos no nível mais elevado de incidência, que passaram de 151 para 282.

Dos 26 concelhos com menos casos de covid-19 parte deles estão também prestes a atingir o limite, ou seja, uma incidência cumulativa a 14 dias superior a 960 casos de infecção por 100 mil habitantes. Este é o patamar mais alto dos sete definidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla original).

No grupo de concelhos com menos casos destacam-se dois nos Açores, Velas, com 118 casos, e Santa Cruz das Flores, com 231. São dos Açores também os outros dois concelhos com menos casos, Santa Cruz da Graciosa e Calheta.

Velas é o único concelho do país que apresenta uma incidência entre os 60 e os 119,9 casos, o segundo nível mais baixo dos critérios do ECDC.

No lado oposto, no mapa dos concelhos da DGS quase todo pintado a vermelho escuro, sobressaem concelhos que ainda não atingiram os 960 casos de infecção por mil habitantes mas que estão muito perto, como Odemira com 958, São Roque do Pico com 915, ou Aguiar da Beira com 906.

Em relação aos concelhos com uma incidência de infecções acima de 2.000 casos o número passou de oito na semana passada para mais de 120 esta semana.

E se na semana passada apenas Porto Santo tinha mais de 4.000 casos, esta semana são ao todo quatro concelhos que ultrapassaram esse número, Câmara de Lobos, Ferreira do Zêzere e Lisboa, além de Porto Santo.

Na nota explicativa dos dados por concelhos, divulgados no boletim epidemiológico da DGS, é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Janeiro 2022 — 18:25

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