1475: Covid-19: OMS alerta que Omicron não deve ser considerada suave

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/OMICRON

Giuseppe Lami / EPA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse, esta semana, que a variante Omicron não deve ser considerada “suave”, até porque continua a matar pessoas em todo o mundo.

Estudos recentes sugerem que a Omicron tem uma menor probabilidade de fazer com que as pessoas adoeçam gravemente do que a demonstrada pelas variantes anteriores, escreve a BBC.

No entanto, o número recorde de pessoas que foram infectadas com a mais recente variante deixou os sistemas de saúde sob forte pressão, disse o responsável pela OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo aquele órgão, o número de casos globais aumentou 71% na última semana — sendo que 90% dos casos graves dizem respeito a indivíduos não vacinados.

Embora a Omicron pareça ser menos severa em comparação com a Delta, especialmente nos vacinados, isso não significa que deva ser classificada como suave”, alertou Tedros Ghebreyesus, esta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa .

“Tal como as variantes anteriores, a Omicron está a hospitalizar pessoas e está a matar pessoas”, continuou.

“O tsunami dos casos é tão grande e rápido, que é arrebatador para os sistemas de saúde em todo o mundo”, concluiu.

A Omicron é uma variante altamente contagiosa e pode infectar tanto pessoas não vacinadas como vacinadas. No entanto, as vacinas continuam a proteger contra sintomas graves que podem levar ao internamento.

O responsável pela OMS voltou a apelar a uma melhor distribuição das vacinas contra a covid-19 para ajudar os países mais pobres a proteger as suas populações.

Com base na actual distribuição de vacinas, 109 países falharão o objectivo da OMS de que 70% do mundo se encontre totalmente vacinado até Julho.

  ZAP //
ZAP
7 Janeiro, 2022

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1474: Dia com 38.734 casos e 17 mortos. Internamentos e incidência continuam a subir

– Estatísticas até hoje, Sexta-feira:

07.01.2022 – 38.734 infectados – 17 mortos
06.01.2022 – 39.074 infectados – 25 mortos
05.01.2022 – 39.570 infectados – 14 mortos
04.01.2022 – 25.836 infectados – 15 mortos
03.01.2022 – 10.554 infectados – 10 mortos

Total até hoje: 153.768 infectados – 81 mortos

– Nem que existissem 100.000 ou 200.000 infectados/dia, os acéfalos indigentes deixariam de “socializar” nas suas passeatas, discotecas, bares, espectáculos, futebóis, etc.. Uma choldra de imbecis anormais com os neurónios todos queimados.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Boletim diário da DGS indica que nas últimas 24 horas foram registados 17 mortos com a doença, estando agora 1.353 doentes nos hospitais, dos quais 161 em UCI.

Centro de vacinação no Parque das Nações, em Lisboa
© Diana Quintela/ Global Imagens

Registaram-se mais 38-734 casos de covid-19 em Portugal, nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há mais 17 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta sexta-feira (7 de Janeiro).

Lisboa e Vale do Tejo e Norte continuam a ser as regiões com mais novos casos diários, com 15.606 e 14.689, respectivamente. O Centro contabilizou 4.558 novos casos, sendo a terceira região com mais infecções, à frente de Madeira (1.526), Alentejo (1.126), Algarve (940) e Açores (289).

No que diz respeito a óbitos, a maioria registou-se em Lisboa e Vale do Tejo (9), seguindo-se o Norte (4), Centro (1), Alentejo (1), Algarve (1) e Madeira (1).

Nos hospitais portugueses há agora 1.353 internados (mais 42 que no dia anterior) devido à covid-19, dos quais 161 estão em unidades de cuidados intensivos (mais três). Há, no entanto, mais 31.319 pessoas que recuperaram da doença.

A taxa de incidência voltou a subir dos 2.104,7 para os 2.438,8 casos de infecção por 100 mil habitantes no território nacional, enquanto no continente passou dos 2.114,3 para 2.444,5.

No que diz respeito ao R(t), é agora de 1,32, tendo-se verificado uma descida, pois na anterior actualização (quarta-feira) era de 1,43 em todo o território.

Uma nova actualização sobre a evolução da pandemia, um dia depois de o primeiro-ministro anunciar novas medidas no âmbito do combate à pandemia. Além da reabertura das escolas na segunda-feira, como já tinha sido definido, António Costa referiu ainda que haverá “testagem dos professores e dos assistentes operacionais nas próximas duas semanas”.

Entre as decisões tomadas em Conselho de Ministros, o Governo determinou a reabertura de bares e discotecas para o dia 14 de Janeiro, sendo que o regime de teletrabalho obrigatório passa a partir dessa data a “recomendado”.

O líder do governo justificou esta alteração ligeira das medidas fazendo apelo ao que “por unanimidade” os especialistas, na sequência da reunião do Infarmed, disseram sobre a evolução da pandemia e da variante Ómicron. “Apesar da alta transmissibilidade e previsível crescimento do número de infectados, poderemos avançar na próxima semana com cautela”, disse António Costa.

Medidas fazem sentido, mas “é preciso vacinar crianças com segunda dose rapidamente”

Ouvido pelo DN, o director de serviço de pneumologia do Hospital Universitário de Coimbra considera que as medidas fazem sentido, mas “é preciso vacinar crianças com segunda dose rapidamente”

Para Carlos Robalo Cordeiro, que integra o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos, o Governo ganha tempo com estas medidas para reforçar a vacinação dos adultos e ganhar tempo para a protecção contra a nova variante.

Contudo, sustenta, faltam duas coisas que não se ouve falar: o reforço dos meios do SNS para dar resposta aos utentes e reduzir o intervalo da segunda dose para as crianças. Só assim a comunidade funcionará com maior segurança.

Contágios subiram 46% na Europa e maioria dos países em risco elevado

As novas infecções por coronavírus aumentaram 46% na semana passada na Europa, onde a maioria dos países está em risco elevado, revelou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

De acordo com o último relatório, com dados actualizados até ao passado dia 2, a situação epidémica geral nos países da União Europeia (UE) e no Espaço Económico Europeu (EEE) apresenta um elevado índice de caso, que continuam a crescer há duas semanas.

A incidência média nos últimos sete dias é de 1.253 novos casos por 100 000 habitantes.

A taxa de mortalidade é de 50,6 por milhão de habitantes, 9% menos do que na semana anterior, mas ainda em níveis elevados.

Dez países (Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Letónia, Luxemburgo e Malta) encontram-se numa situação de preocupação muito elevada e 18 (incluindo Portugal, com um índice de 7,3 em 10), de preocupação elevada, enquanto noutros dois (Áustria e Roménia) o nível de preocupação é moderado.

Diário de Notícias
DN
07 Janeiro 2022 — 16:34

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Medidas fazem sentido, mas “é preciso vacinar crianças com segunda dose rapidamente”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO

O director de serviço de pneumologia do Hospital Universitário de Coimbra, Carlos Robalo Cordeiro, que integra o Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos, diz que o Governo ganha tempo com estas medidas para reforçar a vacinação dos adultos e ganhar tempo para a protecção contra a nova variante. Contudo, sustenta, faltam duas coisas que não se ouve falar: o reforço dos meios do SNS para dar resposta aos utentes e reduzir o intervalo da segunda dose para as crianças. Só assim a comunidade funcionará com maior segurança.

Carlos Robalo Cordeiro defende que ano lectivo deve abrir na data prevista, porque crianças e jovens já foram suficientemente prejudicados ao longo da pandemia.
© Maria João Gala Global Imagens

O governo foi mais além do que o proposto pelo grupo de peritos que o tem apoiado na gestão da pandemia ao manter o teletrabalho obrigatório e as discotecas e bares fechados por mais uma semana. Era necessário?
Faz sentido. O prolongamento destas medidas permite ao governo ganhar tempo no reforço da vacinação, quer com a terceira dose para os adultos quer na vacinação das crianças. É uma forma de se ganhar tempo na protecção da população em relação a esta nova variante, a Ómicron, que sabemos que é mais contagiosa.

E a dose de reforço para eliminar a testagem é mesmo necessária?
Evidentemente que as medidas têm de estar coordenadas com a evolução da epidemia, com o conhecimento científico sobre a nova variante e sobretudo com o estado vacinal da população. Este último é um aspecto muito importante, porque o nível de reforço vacinal, a toma da terceira dose ou da segunda para os vacinados com a Janssen, ainda não atingiu os níveis que se esperava, e que se registaram no tempo da task force em que se chegou a vacinar mais de 100 mil pessoas por dia. Os vacinados com a dose de reforço que temos agora já deveriam estar vacinados há mais tempo. Por exemplo, o ideal era que os profissionais de educação tivessem todos já a dose de reforço antes de as escolas abrirem.

Mas concorda com o prolongamento do teletrabalho e o adiar da abertura de bares e discotecas?
​​​​​​​Estou de acordo. Temos de reconhecer que o teletrabalho pode e deve ser utilizado sempre que for exequível e onde se verificar eficaz. É das medidas que permitem desfasar horários e diminuir a mobilidade e a exposição ao risco, portanto parece-me que faz todo o sentido. Relativamente aos bares e discotecas o adiar da abertura também é essencial no sentido de se ganhar tempo no reforço da vacinação e travar a disseminação da doença.

Nos bares e discotecas, a partir de dia 14 será necessário, além do certificado de vacinação, um teste negativo para quem ainda não tem a dose de reforço. Isto faz sentido?
É fundamental que continue a ser assim para protecção de todos. O governo considera que só não é necessária a realização de teste a quem tem dose de reforço há mais de 14 dias, a Ordem, aqui, até acha que quem tem esta dose há mais de sete dias poderia ser isentado do teste, vamos mais além, mas é fundamental que se mantenham estas medidas.

Porquê? A população que tem esquema vacinal com duas doses tem dificuldade em perceber…
Em primeiro lugar, porque a variante Ómicron é extremamente transmissível e uma coisa é as pessoas que estão em determinadas actividades em espaços arejados, onde têm de usar máscara e manter o distanciamento, que correm menos riscos. Outra são os espaços dos bares e discotecas, onde não é isso que acontece. As pessoas estão ao lado umas das outras, sem máscara, a dançar e a transpirar, e o risco de transmissibilidade é enorme. Portanto, exigir testagem dá mais segurança, e esta testagem deve ser feita o mais próximo possível dos eventos. A Ómicron é mais contagiosa e mais rápida no tempo de contaminação, daí que os testes devam ser feitos horas antes do evento para se diminuir a contagiosidade. No caso de um teste PCR até 48 horas antes, nos de antigénio 24 horas e nos auto-testes até 12 horas antes.

“A testagem para grandes eventos faz todo o sentido, mesmo com certificado de vacinação. Se não fosse assim, a solução seria impedir as pessoas de frequentarem esses espaços. Não é o que se deseja.”

Isto quer dizer que defende a testagem antes de eventos desportivos e culturais e das visitas a lares ou a hospitais, mesmo com certificado de vacinação?
Isso faz todo o sentido. Para quem ainda não tem dose de reforço na vacinação ou para quem não tem de todo qualquer vacina. É uma segurança para o próprio, mas também para quem trabalha nesses espaços ou para quem lá está. Se não fosse assim, a solução seria impedir as pessoas de frequentarem esses espaços. E não é isso que se deseja.

Se o governo adiasse a abertura do ano lectivo seria muito prejudicial para crianças e jovens?
Seria. E os jovens e as crianças já foram suficientemente prejudicados ao longo destes dois anos de pandemia. O impacto mental, social e psicológico é relevante e tem de ser minimizado. O que se tem de fazer é manter as medidas básicas de protecção individual, como o uso de máscara e o distanciamento nas salas de aulas e acelerar a dose de reforço aos profissionais e a vacinação das crianças. É muito importante que isto aconteça. Em Setembro e Outubro perdeu-se muito tempo a avançar com o processo das doses de reforço aos adultos e com a vacinação das crianças. Nesta altura, poderíamos estar a reabrir as escolas com os profissionais já todos com a dose de reforço e com a maioria das crianças já vacinadas com a segunda dose, seria muito mais seguro para elas e para a comunidade. Isso faria a diferença agora.

É por esse facto que a Ordem propôs a redução do intervalo da segunda toma da vacina para crianças dos 5 aos 11 anos para três a quatro semanas?
Essa redução permitiria que já tivéssemos crianças a fazer agora a segunda dose e a entrar na escola mais protegidas, mas não temos. Não vamos chorar sobre o leite derramado, mas é preciso continua a promover a vacinação. Esta ainda é a grande arma contra esta variante, porque ainda não chegámos ao pico desta onda epidémica. E na próxima semana, na abertura das aulas, é importante que se continue a promover a testagem intensiva na comunidade escolar para haver mais segurança. É preciso manter a vigilância e a monitorização apertadas nas escolas para se tentar evitar casos positivos que possam passar despercebidos.

Há mais alguma medida que deveria estar no pacote do governo e não está?
​​​​​​​Acho que se devia ter pensado em outras coisas que são importantes e não ouvimos falar, como dar capacidade ao SNS para dar resposta aos utentes. Ou seja, reforçar a capacidade de tudo que seja resposta a montante dos hospitais, como saúde pública, medicina familiar, linha SNS24, para se conseguir responder ao número de casos que estamos a ter, quer sejam 40 mil ou 60 mil. Depois, a redução do intervalo das vacinas nas crianças e o do período de isolamento para cinco dias, e não para sete como foi decidido.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
07 Janeiro 2022 — 00:57

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1472: Cancro provoca mais mortes (mas estes números são bons)

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Artush / Canva

No espaço de uma década, o número de falecimentos associados a cancro aumentou cerca de 20 por cento. Mas há factos positivos à volta disto.

O número de pessoas que morrem por causa de um cancro subiu muito ao longo da segunda década deste século. Eram cerca de 8.29 milhões em 2010 e passaram para 10 milhões em 2019, em todo o planeta. Um aumento que ronda os 20 por cento, num período de 10 anos.

No entanto, sublinha um artigo do portal Science 2.0, há boas notícias à volta destes números. Há avanços significativos que não devem ser esquecidos nem desvalorizados, nesta análise.

Desde logo, convém reforçar uma ideia: o cancro não está a matar mais pessoas; o cancro está a matar mais pessoas…oficialmente.

A medicina evoluiu, os rastreios e os diagnósticos são muito mais agora. Ou seja, nas décadas anteriores também morreriam milhões de pessoas por causa de uma doença oncológica, mas a causa de morte oficial não era cancro.

Esta análise é também uma dose de “tranquilizante” para as pessoas que constantemente estão com receio de alimentos ou bebidas ou remédios (ou vacinas) que poderão provocar cancro.

Em casos mais concretos como cancro de pulmão, a tendência é para esses casos baixarem por causa das restrições governamentais à volta do tabaco. É cada vez mais frequente encontrarmos países (Portugal incluído) nos quais é proibido fumar em diversos locais.

Outra boa notícia é a diminuição das taxas de mortalidade associadas a cancro: quebra de 5,9% no número de pessoas com cancro e diminuição de falecimentos na ordem dos 1,1%. A taxa de mortalidade desceu em 131 países: “É uma grande melhoria na saúde pública”.

Obviamente são importantes os níveis dos sistemas de saúde, dos cuidados relacionados com a saúde. Nos países menos desenvolvidos os diagnósticos são menos, os tratamentos precoces são menos.

Como se esperava, o cancro da mama foi o mais frequente nas mulheres, durante o período analisado.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
Nuno Teixeira da Silva
6 Janeiro, 2022

 

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1471: Nova norma da DGS acaba com isolamento para contactos com caso positivo no trabalho

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO

O primeiro-ministro, António Costa, referiu que com a nova norma da DGS, “267.315 pessoas que estavam em situação de isolamento viram a seu isolamento terminado ou reduzido”.

© Carlos Alberto / Global Imagens

O primeiro-ministro, António Costa, realçou esta quinta-feira que a nova norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) acaba com o isolamento para contactos positivos em ambiente de trabalho.

“Só haverá isolamento no caso de coabitantes com pessoas que testarem positivo, o que significa, por exemplo, que um contacto em ambiente de trabalho, desde que não seja coabitante, não determina o isolamento”, precisou o primeiro-ministro.

António Costa falava no Palácio da Ajuda, em Lisboa, após uma reunião do Conselho de Ministros que avaliou a evolução da pandemia e as medidas que devem manter-se em vigor após o dia 10 de Janeiro, depois de, na véspera, ter ouvido os peritos numa reunião no Infarmed.

O primeiro-ministro referiu ainda que, por efeito da nova norma da DGS, “desde ontem [quarta-feira], 267.315 pessoas que estavam em situação de isolamento viram a seu isolamento terminado ou reduzido”.

Entre as medidas esta quinta-feira anunciadas inclui-se a manutenção da obrigatoriedade do teletrabalho até ao dia 14 de Janeiro, sendo este regime recomendado a partir desta data.

O primeiro-ministro considerou que o país se encontra numa situação “tranquila” no que respeita à contenção de casos graves da covid-19 e que há condições para avançar “com cautela” no levantamento de algumas restrições.

“Não estamos numa situação de pressão sobre os internamentos, quer em cuidados gerais, quer em cuidados intensivos. Temos neste momento no nosso sistema hospitalar cerca de 16 mil pessoas internadas e menos de 10% são doentes covid-19″, afirmou o líder do executivo no final da conferência de imprensa.

Segundo o primeiro-ministro, em termos de condições sanitárias, o país atravessa “neste momento, felizmente, uma situação tranquila”.

“Caso a situação se alterar essa situação, teremos sempre em conta os diferentes indicadores, que tem a ver com a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”, ressalvou, já depois de ter defendido que, face aos indicadores disponíveis, “há condições para se avançar com cautela” no levantamento de restrições.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2022 — 14:58

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1470: Declarações provisórias de isolamento vão ser simplificadas

– Se esta medida for tão assertiva como a do Certificado de Vacinação de Reforço (terceira dose), já foram várias as vezes que acedi ao Portal SNS24 para obter este certificado e depois de preenchidos os dados solicitados, enviaram-me um código via SMS e ao aplicá-lo, aparece o Certificado da segunda dose, tomada o ano passado em finais de Julho. Se esta terceira dose de reforço é importante para apresentação, como é afinal?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO

As declarações provisórias de isolamento profilático para pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 sem sintomas ou com doença ligeira e contactos de alto risco passam a ser emitidas com recurso a mecanismos automatizados

© Ritzau Scanpix / AFP

“Foi aprovado o decreto-lei que altera as medidas no âmbito da pandemia da doença covid-19, visando agilizar os procedimentos aplicáveis nas situações de períodos de isolamento no que respeita a pessoas infectadas, mas assintomáticas ou com doença ligeira, ou pessoas que constituem contactos de alto risco, cuja redução foi determinada pela Direcção-Geral da Saúde para sete dias”, refere o comunicado de Conselho de Ministros.

Para tal, refere a nota, torna-se “necessário proceder à substituição da declaração provisória de isolamento profilático, até agora emitida somente na sequência de contacto com o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS24), por uma declaração provisória de isolamento que possa ser emitida por recurso a mecanismos automatizados e seja aplicável tanto a situações de isolamento profilático como a situações de isolamento”.

A nova norma da DGS estabelece que ficam em isolamento as pessoas que testem positivo e os coabitantes, passando a ficar isentas de quarentena os cidadãos com dose de reforço da vacina.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, referiu ainda que, por efeito da nova norma da DGS, desde quarta-feira, “267.315 pessoas que estavam em situação de isolamento viram a seu isolamento terminado ou reduzido”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2022 — 16:45

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