1455: Incidência acima de mil no quarto dia com recorde de infecções: 30.829 e 18 mortos

 

– Estatísticas até hoje, Sexta-feira (fim do ano):

31.12.2021 – 30.829 infectados – 18 mortos
30.12.2021 – 28.659 infectados – 16 mortos
29.12.2021 – 26.867 infectados – 12 mortos
28.12.2021 – 17.172 infectados – 19 mortos
27.12.2021 – 06.334 infectados – 16 mortos

Total até hoje: 109.861 infectados – 81 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há mais 18 mortes no boletim desta sexta-feira. Há também 1.024 infectados internados em hospitais (menos dez do que na véspera), dos quais 145 (mais um) em unidades de cuidados intensivos.

Portugal registou um novo recorde de casos diários de covid-19, 30.829, e 18 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira.

É o quarto dia com recorde de novos casos, pela primeira vez acima dos 30 mil, depois de no boletim da véspera terem sido registados 28 659 casos.

A incidência a nível nacional é agora de 1.182,7 casos de infecção por SARS-CoV-2 por cem mil habitantes (antes estava nos 923,4 casos), sendo que a incidência no continente é de 1.188,4. O índice de transmissibilidade R(t) também está a subir, sendo de 1,35 a nível nacional (era 1,29) e de 1,36 no continente (era 1,30).

Há agora 1.024 infectados internados em hospitais (menos dez do que na véspera, quando a barreira dos mil tinha sido ultrapassada), dos quais 145 (mais um) em unidades de cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia já foram confirmados 1.389.646 de covid-19, com 1.191.979 doentes já recuperados (mais 10.523 do que na véspera) e 18.955 mortes (mais 18 no boletim de hoje). Há actualmente 178.712 casos activos (mais 20.288 do que na quinta-feira) e 169.559 contactos em vigilância (mais 9.594).

Dos 30.829 novos casos, quase metade (14.903) foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 9.435 a serem contabilizados na região Norte, 3.340 no Centro, 978 no Algarve e 911 no Alentejo. Nas ilhas, há mais 914 casos na Madeira e 348 nos Açores.

Em relação às mortes, sete foram na região de Lisboa e Vale do Tejo, três no Norte, três no Centro, duas no Algarve, duas na Madeira e uma no Alentejo. Das 18 mortes, dez foram de doentes com mais de 80 anos, seis de doentes com idades entre os 70 e os 79 anos. Houve ainda uma morte na casa dos 60 aos 69 anos e outra na dos 40 aos 49 anos.

“Em caso de dúvida, deve-se agir como se estivéssemos infectados”

O ano termina, mas a pandemia avança e sem certezas de quando poderemos viver mais aliviados. O aparecimento da variante Ómicron há um mês mudou o curso da doença no mundo e em Portugal, que regista agora diariamente números de casos que nunca antes tinha registado (ontem foram 28 659). O infecciologista António Silva Graça diz ao DN que tentar controlar agora a infecção é correr atrás do prejuízo, que as medidas tomadas a 21 de Dezembro “chegaram tardiamente”.

E o fim de semana que se aproxima é de novo um período de grande risco. Portanto, aconselha, a todos os que decidiram passar esta noite velha e o primeiro dia do ano em grupos de família e amigos que tomem os devidos cuidados e que, em caso de dúvidas – ou seja, de registo de sintomas que possam sugerir infecção por covid -, actuem como se estivessem infectados, mesmo que não possam fazer um teste para o confirmar no imediato.

As pessoas que tenham a intenção de sair de casa para conviver e estarem mais próximas de amigos e familiares durante este fim de ano, devem ter noção de que tal envolve algum risco, mesmo que façam, e é desejável que o façam, um teste rápido para saberem se estão infectados ou não”, sublinha o infecciologista. No caso de estarem, “naturalmente que não devem participar nessas celebrações, não estando devem ter presente que correm riscos e que para os evitar devem, em primeiro lugar, estar sempre de máscara, à excepção dos momentos em que estão a consumir bebidas ou alimentos”, sublinha.

Mas não só. O médico recorda que, nesta altura, em que já se percebeu que a nova variante “contagia mais facilmente” e que dá sinais mais rapidamente, “os sintomas surgem, em média 48 horas depois da infecção, embora nalguns casos menos, que “nos dias imediatos, nomeadamente três a quatro dias, todas essas pessoas tenham alguns cuidados suplementares”. Ou seja, “procurem não partilhar espaços de refeição com outras pessoas que não sejam as do seu agregado ou que optem por fazer as refeições sozinhas, que usem a máscara de forma criteriosa e que fiquem em casa, se tiverem alguns sintomas sugestivos de infecção, mesmo que não tenham possibilidade de fazer no imediato um teste de rastreio”.

António Silva Graça reforça que em caso de dúvida, “se tiverem queixas sugestivas de infecção, admitam que podem estar infectados e avisem as pessoas de quem estiveram próximas nos dias anteriores, procurando de imediato o recato e o isolamento, até poderem fazer um teste para confirmar se estão ou não infectados”.

Graça Feitas apela a pais que agendem vacinação dos filhos

A directora-geral da Saúde apelou esta sexta-feira aos pais para ​​​​​​​auto-agendarem a vacinação dos seus filhos entre 6 e 9 de Janeiro, período em que os centros de vacinação covid-19 estarão dedicados às crianças, para evitar esperas e ansiedade desnecessárias.

Nesse período, que começa no Dia de Reis, todos os centros de vacinação vão estar “inteiramente dedicados à vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos”, para ser “um processo controlado de afluência normal” a estes espaços, afirmou Graça Freitas, em declarações à agência Lusa.

Na véspera do Ano Novo, a directora-geral da Saúde quis deixar uma mensagem aos pais ou familiares das crianças para que as vacinem, realçando que “vacinar é proteger”.

“Eu quero muito recordar aos pais que tem sido um privilégio durante dezenas de anos a confiança que têm tido na vacinação em Portugal e nas recomendações que nós temos feito sobre a vacinação”, disse.

Graça Freitas observou que em Portugal quase todas as crianças, adultos e jovens se vacinam, “independentemente das suas características, da sua condição social, da sua nacionalidade”, uma estratégia que tem dado “bons resultados” porque a maior parte das doenças para as quais foram vacinadas foram eliminadas no país.

“Não temos mesmo casos, a não ser por importação, e quando não eliminamos, controlamos ao mínimo, mínimo possível de casos”, afirmou, vincando que isto “é um bom exemplo” dos benefícios da vacinação.

Segundo a directora-geral da Saúde, a vacinação “tem muitas vantagens para o próprio”, porque evita a doença, e a infecção natural pelo vírus é sempre um fenómeno que não se controla.

“Nunca sabemos quem é que vai ter uma complicação, quem é que pode ir para o hospital, é sempre uma incógnita. Se temos uma vacina que simula a infecção natural, mas que controla os riscos e as reacções, então, usemos essa vacina”, vincou.

Graça Freitas reafirmou que a vacina contra a covid-19 é eficaz, é segura e tem qualidade”, tendo já dado “provas disso”, reforçando por isso o apelo aos pais para aderirem ao processo de vacinação e fazerem o auto-agendamento, “para haver algum controlo na afluência aos centros de vacinação, sem esperas desnecessárias, sem ansiedade desnecessária”.

Segundo Graça Freitas, já há pais a fazer o auto-agendamento, mas o apelo é para que “o façam ainda mais” porque há capacidade e vacinas suficientes para vacinar todas as crianças dos 5 aos 11 anos.

“São processos muito amigáveis, os enfermeiros e todo o pessoal que lá estão [nos centros de vacinação] são extraordinários, conseguem tratar as crianças com uma delicadeza e uma humanização muito grande”, comentou.

Por outro lado, disse, “a injecção não dói, as reacções adversas são muito raras e ligeiras e auto-limitadas”.

“É um processo seguro e um processo eficaz e é um processo que confere protecção contra uma doença que apesar de tudo para algumas pessoas pode ser grave, o que nós não queremos de todos. Nós queremos é que as pessoas se protejam”, rematou Graça Freitas.

Este será o segundo período destinado exclusivamente à vacinação de menores, depois de mais de 95 mil crianças entre os 9 e os 11 anos terem recebido a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer no fim de semana de 18 e 19 deste mês.

Segundo o planeamento da “task force”, a vacinação da segunda dose para as crianças abaixo dos 12 anos deverá acontecer entre os dias 5 de Fevereiro e 13 de Março.

Diário de Notícias
DN
31 Dezembro 2021 — 14:29

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1454: As (i)responsabilidades destes labregos acéfalos

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Restrições para o ano novo já entraram em vigor

A lotação dos espaços comerciais foi limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados para evitar ajuntamentos que acontecem na semana a seguir ao Natal para trocas de presentes.

Nem que existissem 30.000, 50.000, 100.000, 200.000 ou mais infectados por dia, os grunhos labregos acéfalos indigentes teriam mais responsabilidade não só com a saúde deles como a dos que diariamente se cruzam com eles.

Hoje tive de ir ao oculista tratar de uma armação que se partiu e substituí-la. Como ficava em caminho, passei pelo Pingo Doce, loja de Alcântara e deparei-me com este cenário:

Onde param os CINCO METROS QUADRADOS POR PESSOA? Onde para a fiscalização, quando nem se vislumbram os “seguranças” do espaço comercial?

Depois, já na rua, labregos sem máscara ou com elas nos queixos, um fartote! É assim que estes animais irracionais querem que a “gripezinha” desapareça?

Salvo na próxima quarta-feira, dia em que irei levar a terceira dose da vacina, vou continuar em confinamento voluntário, por precaução contra os acéfalos indigentes que continuam a colocar em perigo a saúde das pessoas responsáveis.

Não existe uma vacina, em 2022, para inocular estes acéfalos e dar-lhes um átomo de inteligência?

Natal? Deixei de celebrar esta data, passando-a em casa com a minha filha mais velha, que reside comigo os 365/366 dias do ano, e hoje, idem, ibidem, aspas, aspas.

Francisco Gomes
31.12.2021

 

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1453: Graça Freitas: estratégia de imunidade natural é arriscada para o SNS e para o indivíduo

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SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IMUNIDADE

Directora-geral da Saúde não concorda com os especialistas que defendem a ideia de que a variante Ómicron, a demonstrar-se menos grave, deva circular na comunidade com menos restrições.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas.
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A directora-geral da Saúde defendeu esta quinta-feira que a estratégia de imunização natural contra a covid-19 comporta um risco de pressão sobre os serviços de saúde e um “risco individual” porque há casos que têm “um desfecho menos favorável”.

Perante o aumento exponencial de casos, e a confirmar-se a menor gravidade da infecção causada pela variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, especialistas apontam como nova estratégia de combate à pandemia a imunidade natural.

Questionada pela agência Lusa se este é o caminho a seguir, a directora-geral da Saúde afirmou que, neste momento, as autoridades mantêm a estratégia de “reforçar as medidas todas que impeçam a transmissão do vírus”, nomeadamente o distanciamento físico, o uso da máscara, a higienização das mãos, bem como a vacinação, a testagem e o arejamento dos espaços.

Para Graça Freitas, a estratégia de imunização natural tem “dois riscos”, sendo o primeiro o número de pessoas doentes ao mesmo tempo.

“Apesar de a doença ser pouco grave, se tivermos muitas pessoas ao mesmo tempo infectadas isso vai impactar nos serviços de saúde, quer a gente queira, quer não”, alertou.

Por outro lado, observou, o risco de a pessoa ter “um internamento ou um desfecho grave não é zero”.

“Obviamente, há grupos mais vulneráveis que outros, mas há pessoas aparentemente saudáveis que podem também ter uma evolução negativa e infecção natural comporta esse risco”, sustentou.

Graça Freitas explicou que, enquanto a vacinação é um processo de imunização controlado, “com pouquíssimas reacções adversas” e que não leva ao internamento, nem à morte, a doença natural comporta esse risco.

Os casos da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 estão a aumentar exponencialmente em Portugal e no mundo, tendo as infecções com SARS-CoV-2 atingido hoje, pelo terceiro dia consecutivo, um novo máximo de 28.659 novos casos em 24 horas

Os casos activos voltaram a aumentar nas últimas 24 horas, totalizando 158.424, mais 22.404 do que na quarta-feira, e recuperaram da doença 6.239 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.181.456.

Comparativamente com a situação registada em Portugal no mesmo dia há um ano, o país tem hoje mais 22.610 novos casos de infecção (contabilizaram-se 6.049 novos casos a 30 de Dezembro de 2020) e mais 90.219 casos activos (há um ano totalizavam 68.205).

O número de internamentos é significativamente inferior, uma vez que há um ano estavam internadas 2.896 pessoas, 487 das quais em cuidados intensivos, havendo também menos óbitos (no mesmo dia, o boletim da DGS contabilizava 79 mortes nas 24 horas anteriores).

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Dezembro 2021 — 20:38

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“Em caso de dúvida, deve-se agir como se estivéssemos infectados”

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SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/PROTECÇÃO

O infecciologista António Silva Graça diz ao DN que quem decidiu conviver hoje e amanhã tem de perceber que decidiu correr riscos. Portanto, deve fazer teste antes de ir para uma reunião familiar ou de amigos, usar a máscara correctamente e isolar-se nos dias a seguir.

Em grupo, a máscara só deve ser retirada nos momentos em que se consome bebidas ou alimentos para se evitar um risco maior.
© Nuno Pinto Fernandes Global Imagens

O ano termina, mas a pandemia avança e sem certezas de quando poderemos viver mais aliviados. O aparecimento da variante Ómicron há um mês mudou o curso da doença no mundo e em Portugal, que regista agora diariamente números de casos que nunca antes tinha registado (ontem foram 28.659). O infecciologista António Silva Graça diz ao DN que tentar controlar agora a infecção é correr atrás do prejuízo, que as medidas tomadas a 21 de Dezembro “chegaram tardiamente”.

E o fim de semana que se aproxima é de novo um período de grande risco. Portanto, aconselha, a todos os que decidiram passar esta noite velha e o primeiro dia do ano em grupos de família e amigos que tomem os devidos cuidados e que, em caso de dúvidas – ou seja, de registo de sintomas que possam sugerir infecção por covid -, actuem como se estivessem infectados, mesmo que não possam fazer um teste para o confirmar no imediato.

“As pessoas que tenham a intenção de sair de casa para conviver e estarem mais próximas de amigos e familiares durante este fim de ano, devem ter noção de que tal envolve algum risco, mesmo que façam, e é desejável que o façam, um teste rápido para saberem se estão infectados ou não”, sublinha o infecciologista. No caso de estarem, “naturalmente que não devem participar nessas celebrações, não estando devem ter presente que correm riscos e que para os evitar devem, em primeiro lugar, estar sempre de máscara, à excepção dos momentos em que estão a consumir bebidas ou alimentos”, sublinha.

Mas não só. O médico recorda que, nesta altura, em que já se percebeu que a nova variante “contagia mais facilmente” e que dá sinais mais rapidamente, “os sintomas surgem, em média 48 horas depois da infecção, embora nalguns casos menos, que “nos dias imediatos, nomeadamente três a quatro dias, todas essas pessoas tenham alguns cuidados suplementares”.

Ou seja, “procurem não partilhar espaços de refeição com outras pessoas que não sejam as do seu agregado ou que optem por fazer as refeições sozinhas, que usem a máscara de forma criteriosa e que fiquem em casa, se tiverem alguns sintomas sugestivos de infecção, mesmo que não tenham possibilidade de fazer no imediato um teste de rastreio”.

António Silva Graça reforça que em caso de dúvida, “se tiverem queixas sugestivas de infecção, admitam que podem estar infectados e avisem as pessoas de quem estiveram próximas nos dias anteriores, procurando de imediato o recato e o isolamento, até poderem fazer um teste para confirmar se estão ou não infectados”.

“Se tiverem queixas sugestivas de infecção, admitam que podem estar infectados e avisem as pessoas de quem estiveram próximas nos dias anteriores, procurando de imediato o recato e o isolamento, até poderem fazer um teste para confirmar se estão ou não infectados.”

O médico relembra que “este número de novos casos – ou seja, a evolução registada nos últimos dias – resulta do que foi o Natal”, justificando a razão: “Houve uma recomendação das autoridades, que foi aceite e cumprida pela generalidade da população, para se fazer um teste antes de cada pessoa se deslocar para as reuniões familiares.

Isto foi muito útil porque se detectaram pessoas que estavam infectadas, a maior parte sem sintomas, e pode assim evitar-se alguma disseminação do vírus nestes núcleos familiares, mas os testes feitos na véspera e antevéspera não dão uma segurança absoluta. E isso foi notório neste ano, porque o que aconteceu é que muitas pessoas que tinham testes negativos já tinham sido infectadas e horas depois tornaram-se transmissoras da doença, começando a infectar as pessoas a quem se juntaram.”

O infecciologista destaca que esta tem sido a evidência detectada em muitas situações, sublinhando que, “ao contrário do que aconteceu no ano passado, com a variante Delta, em que a transmissão nas reuniões familiares ocorreu em uma ou duas pessoas, neste ano temos famílias inteiras infectadas”. Isto quer dizer que “o vírus é muito mais fácil de transmitir e que tem um período de incubação mais curto. As pessoas começam a ser infectadas por quem já está, mas ainda antes de desenvolverem sintomas”.

Segundo o especialista, “apercebemo-nos das infecções em 48 horas e, nalguns casos, em menos tempo. Quando começam a surgir pessoas com sintomas, testamos o primeiro e está positivo, depois testamos o resto das pessoas que estiveram na reunião familiar e encontramos muita gente infectada”.

A Ómicron é de mais fácil transmissão, portanto em situações de risco os cuidados devem ser redobrados. Como diz Silva Graça, “é altura de adoptarmos algumas das medidas e as estratégias que temos às características desta variante. Isso é muito importante”.

Por isso, e no que toca à decisão da Direcção-Geral da Saúde de “reduzir o período em que as pessoas infectadas devem estar isoladas, concordo que seja de sete dias, após o diagnóstico – não gostaria de passar já dos dez para os cinco – em relação aos assintomáticos. Em relação aos sintomáticos, concordo que esse período até possa ser de um mínimo de sete dias, mas desde que se garanta que estão três dias sem sintomas, o que significa que nalguns casos se ultrapasse os sete dias”.

O médico considera esta medida ontem anunciada adequada, mas relembra que o controlo da infecção também depende de cada um de nós e das precauções que se tomarem.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
31 Dezembro 2021 — 00:14

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1451: Reino Unido com novo recorde de infecções e França volta a ultrapassar os 200 mil casos num dia

Devido ao nulo feedback e à quebra de visitas a este Blogue, será desactivado a partir de 31.12.2021.

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– Um alerta antes de terminar o encerramento deste Blogue, logo, pelas 00:01 de 01.01.2022:

– O Reino Unido registou 189.213 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde pelo terceiro dia consecutivo, de acordo com os dados oficiais actualizados esta quinta-feira.
– Hoje foram notificadas 332 mortes de covid-19, em contraste com as 57 de quarta-feira,
– França regista 206.243 novos casos de infecção e aumento de hospitalizações
As autoridades francesas registaram hoje 206.243 novos casos de covid-19. Alem disso, 180 pessoas morreram nas últimas 24 horas devido ao vírus.

© EPA/NEIL HALL

https://www.dn.pt/internacional/reino-unido-com-recorde-de-infecoes-pelo-3-dia-consecutivo-franca-ultrapassa-os-200-mil-casos-num-dia-14452321.html

 

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1450: Com previsões de meio milhão de isolados em Janeiro, pandemia pode ser determinante para o resultado das legislativas

– Constitui UMA FARSA ELEITORAL estas eleições legislativas quando não dão possibilidade de as pessoas poderem votar por e-mail, electronicamente, com assinatura digital ou simplesmente por correspondência como fazem com os imigrantes! Afinal, estamos no epicentro de uma PANDEMIA MORTAL em que cada dia que passa, mais números de INFECTADOS sobem na escala estatística! E que tal poder votar via PORTAL DAS FINANÇAS onde cada cidadão tem de identificar-se electronicamente? Não interessa aos que dizem “representar” a vontade popular? ““A pandemia não pode suspender a democracia”.“. Concordo, em absoluto com esta afirmação embora não me identifique com o seu autor.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

António Cotrim / Lusa
Um eleitor exerce o seu direito de voto nas eleições presidenciais de 24 de Janeiro de 2021

À semelhança do que aconteceu em eleições anteriores, eleitores que recebam testem positivo nos sete dias antes das eleições não poderão exercer o seu direito de voto, devido às regras da Comissão Nacional de Eleições.

Serão “números nunca vistos”. Foi assim que o matemático Carlos Antunes descreveu o cenário que se viverá nas primeiras semanas de Janeiro em Portugal face ao crescente número de casos de covid-19 que se têm vindo a registar e que deverão colocar cerca de 600 mil pessoas em isolamento. Deste número, metade corresponde a casos positivos e a outra metade a contactos de risco, pelo que terão de permanecer em casa.

“Cerca de 6% da população estará em confinamento porque tem covid ou teve contacto com alguém com o vírus”, explicou o especialista da Universidade de Lisboa ao Expresso, baseando-se nos valores do R(t) — número de infecções que uma pessoa com covid-19 pode provocar —, que nunca foram tão altos como agora. O especialista aponta ainda para uma tendência de “estabilização“, à luz do que tem acontecido noutros países.

No entanto, esta tendência — que do ponto de vista epidemiológico pode ser positiva —, terá consequências negativas ao nível da participação cívica dos portugueses, com muitos a ficarem privados de exercer o seu direito de voto face aos apertados critérios da Comissão Nacional de Eleições, à semelhança do que já aconteceu com actos eleitorais anteriores, em que os infectados terão de se inscrever numa plataforma entre o 10.º e o 7.º a contar até à data das eleições para poderem votar antecipadamente a partir do seu domicílio.

Todos os que recebam um teste positivo nos sete dias anteriores às eleições, ficam impedidos de votar — tal como aconteceu com 135 mil pessoas nas eleições presidenciais de Janeiro, mas que, à luz dos números actuais, se preveem que sejam muitas mais no próximo mês de Janeiro. Contactada pelo Observador, a CNE remeteu mais esclarecimentos para o Ministério da Administração Interna, o qual enfrenta actualmente uma limitação grave: a Lei Eleitoral já não pode ser alterada, pelo que, como aconteceu noutros países, não será possível estender as eleições por dois dias ou criar horários só para isolados.

Em Novembro, deu entrada no Parlamento uma proposta que visava permitir o voto em confinamento (prorrogando o regime excepcional de exercício do direito de voto). A proposta acabaria por ser votada e aprovada, mas por resolver ficou a questão dos infectados nos sete dias imediatamente antes — a principal excepcionalidade prevista é que os eleitores isolados, apresentando uma prova dessa condição, possam votar antecipadamente em casa ou, no caso dos idosos institucionalizados, num lar ou residência. Os eleitores têm também de ter o regime de confinamento decretado pelas autoridades de saúde.

Por esta altura, as alterações à Lei Eleitoral já não são possíveis por duas razões: primeiro, a Assembleia da República está dissolvida e, segundo, porque a Lei Eleitoral não pode ser alterada depois de serem convocadas eleições, explicou Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada parlamentar do PS e um dos subscritores da proposta aprovada pelo parlamento. O deputado reconhece que para as pessoas que tenham resultados de testes à covid-19 positivos nas vésperas das eleições “não há mesmo alternativa“.

Há limitações logísticas. Estas medidas que minimizam, mas infelizmente não conseguem resolver tudo. Estamos em situação de crise. É como se existisse uma situação de calamidade natural e as pessoas de determinada zona ficassem impedidas de votar”, explicou Pedro Delgado Alves ao Observador.

Para se perceber o impacto de que o confinamento de mais de 600 mil pessoas pode ter, o mesmo jornal lembra as eleições legislativas de 2015, na qual a coligação PaF (PSD e CDS) venceu por um diferencial de 335 mil votos. Na altura, PS e PSD partiram para o ato eleitoral tão renhidos como estão actualmente, pelo que um número tão elevado de eleitores impedidos de votar poderá ser significativo para o desenlace da vida política nacional. Esta é precisamente a opinião de Jorge Fernandes, politólogo e investigador auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade, que fala até numa “farsa eleitoral“.

“Se chegássemos a uma situação que 600 mil pessoas por questões de saúde não teriam possibilidade de ir votar, nem de lhes fosse dada qualquer alternativa, estaríamos perante uma farsa eleitoral”, defendendo que “não se pode tirar 600 mil eleitores de uma votação”. Uma solução aceitável para o próprio, a confirmarem-se os piores cenários seria adiar o ato eleitoral, apesar de reconhecer que está é “uma decisão difícil de tomar”. Ainda assim, ressalva que a situação é “muito delicada“, pelo que “não há uma solução que seja boa“.

Neste contexto, os partidos já começam a apontar o dedo ao Ministério da Administração Interna, a quem acusam de inoperância. João Cotrim Figueiredo, advertiu que “podemos chegar às eleições com meio milhão de pessoas em isolamento” e que “estas pessoas têm direito a votar“. Para o deputado, o Governo via MAI não pode esperar mais para arranjar uma solução. Se for preciso é pôr a polícia a ir buscar votos a casa”. “A pandemia não pode suspender a democracia”.

  ZAP //

Rita Moutinho
30 Dezembro, 2021

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1449: Pandemia em valores recorde pode impedir milhares de votar

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– É esta a merda de “democracia” que temos? E que tal o voto electrónico por e-mail, com assinatura digital? Eu estou em regime de confinamento voluntário, protegendo-me de aglomerados e apenas saio em situações absolutamente necessárias, o que não é o caso das eleições. Deviam dar a possibilidade às pessoas que não pretendem arriscar um contágio numa ida a uma assembleia de voto, o poder enviar o seu voto electronicamente com assinatura digital. Afinal esta merda é uma PANDEMIA MORTAL ou uma “gripezinha” banal? É como na imagem infra, tudo ao molho e fé em deus?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Voto antecipado já está em marcha, volta a ser alargado, mas quem ficar infectado (e quem for contacto de risco) a partir de 23 de Janeiro não poderá votar.

Há pouco mais de um ano, nas eleições presidenciais, quase duzentas mil pessoas aderiram ao voto antecipado.
© Pedro Rocha/Global Imagens

As inscrições para o voto antecipado nas legislativas de 30 de Janeiro já estão em marcha: o prazo para doentes hospitalizados e presos não privados de direitos políticos está aberto desde a última segunda-feira, prolongando-se até 10 de Janeiro. O arranque das inscrições marca o início de um processo eleitoral que repetirá as condições especiais de voto já testadas nas presidenciais de há um ano e nas autárquicas de Setembro. Mas, como os anteriores actos eleitorais, as legislativas de 30 de Janeiro avizinham-se sob a sombra da pandemia que, sobretudo nas presidenciais, terá deixado milhares de eleitores sem acesso ao voto.

O governo nunca revelou quantas pessoas com capacidade eleitoral estavam em confinamento à data das eleições presidenciais, a 24 de Janeiro de 2021, e ficaram então impedidas de votar. Os números da Direcção-Geral da Saúde (DGS) permitem apenas uma aproximação: nos dias que mediaram entre o encerramento das inscrições para o voto e o domingo das eleições, com o país em números nunca vistos de contágios e de mortes, testaram positivo à covid-19 um total de 67.966 pessoas. Neste universo haverá menores de idade e outras pessoas sem direito de voto (por exemplo, estrangeiros), e alguns destes eleitores até poderiam já ter votado (em mobilidade) quando testaram positivo. Mas a estes dados há que somar – com as mesmas ressalvas – os contactos de risco que entraram também em isolamento nesses dias. A 24 de Janeiro de 2021 estavam em vigilância 210.664 contactos.

Dados que apontam para números na ordem dos milhares de eleitores impedidos de votar nas presidenciais, o que levanta a mesma interrogação para as legislativas que se aproximam, numa altura em que o país bate recordes de contágio com a disseminação da variante Ómicron. A ministra da Saúde, Marta Temido, já antecipou que o país passará os 30 mil casos diários na primeira semana de Janeiro. E ontem, Óscar Felgueiras, matemático da Universidade do Porto e um dos especialistas que tem participado nas reuniões do Infarmed, afirmava à CNN Portugal que o país chegará ao início de Janeiro com cerca de 600 mil pessoas em isolamento profilático – “Valores a uma escala nunca vista”.

Com as eleições marcadas para dia 30 a questão está em saber com que números chegará o país ao final do mês. Com a certeza – à luz das regras actuais – de que as pessoas que testarem positivo à covid-19 a partir de 23 de Janeiro ficarão impedidas de votar, assim como os contactos de risco destes infectados.

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes sublinha que “neste momento estamos com 135 mil pessoas sob vigilância quando há um mês atrás tínhamos 60 mil”. “Vamos em direcção às centenas de milhar”, vaticina o especialista que, no entanto, é bastante mais cauteloso quanto a projecções para o final de Janeiro. Manuel Carmo Gomes sublinha que a experiência da África do Sul mostra que a variante Ómicron é “tão rápida a infectar” que acaba por sofrer uma quebra brusca.

Mas é “difícil prever” o que acontecerá a esta distância, refere o epidemiologista, defendendo uma medida que – não tendo esse propósito directo – poderia mitigar os efeitos da pandemia sobre as eleições : “Tenho esperança que antes disso se tome a decisão de encurtar o período de isolamento. A mim parece-me que, com a Ómicron, estes dez dias [de isolamento] deviam passar a cinco, devíamos reduzir para metade”.

Leis não podem ser alteradas

Aconteça o que acontecer no próximo mês um dado é certo: a lei não pode ser alterada. A Comissão Permanente – que substitui o plenário, depois da dissolução da Assembleia da República – não tem poderes para mudar leis eleitorais. Na verdade, nesta altura nem mesmo um Parlamento em pleno funcionamento o poderia fazer: uma vez marcadas eleições, não se pode mexer na legislação eleitoral. O que poderia, eventualmente, acontecer, seriam ajustes às datas, no sentido da extensão ou encurtamento, mas tudo o que implique mexer no quadro legal está agora vedado.

Inscrição para o voto antecipado a partir de dia 16

Nestas eleições repete-se o modelo de voto em mobilidade já testado o ano passado nas presidenciais: qualquer eleitor pode votar nesta modalidade, desde que se inscreva previamente. Neste caso, o prazo de inscrição começa a contar a 16 de Janeiro e estende-se por quatro dias, até 20.

De acordo com a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, que organiza o processo eleitoral, existirá “uma mesa de voto antecipado em cada município”. Os “eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade devem manifestar essa intenção” ou por via postal, ou através da plataforma online criada para esse efeito. Em Janeiro do ano passado votaram antecipadamente quase 198 mil pessoas.

Outra novidade que surgiu em Janeiro de 2021 e se vai repetir agora nas legislativas é a recolha de voto ao domicílio. A medida aplica-se a eleitores em confinamento obrigatório ou que vivam em estruturas residenciais como lares de idosos, ou instituições similares, e exige também inscrição, neste caso entre 20 e 23 de Janeiro.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
30 Dezembro 2021 — 00:13

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1448: Portugal classificado com risco muito elevado por centro europeu de controlo de doenças

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SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RISCO MUITO ELEVADO

Portugal continental, Madeira e Açores surgem na pior categoria do sistema de semáforos, referente a regiões onde a covid-19 tem grande disseminação.

© EPA/MARIO CRUZ

Portugal está classificado na pior categoria de risco de covid-19 do Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) – vermelho-escuro -, após os Açores terem aumentado as notificações e os casos positivos.

Na actualização semanal do ECDC divulgada nesta quinta-feira, Portugal continental, Madeira e Açores surgem na pior categoria do sistema de semáforos, que indica risco muito elevado, referente a regiões onde o vírus SARS-CoV-2, que causa a covid-19, tem grande disseminação.

Na semana passada, os Açores estavam classificados no nível laranja.

No mapa do ECDC sobre viagens na União Europeia só a Roménia (laranja) é excepção ao vermelho e vermelho-escuro, estando mesmo uma parte do país identificada a verde, sendo que é o país com menor taxa de notificações.

As cores do mapa do ECDC representam uma combinação das taxas de notificação de casos de covid-19 nos últimos 14 dias, número de testes realizados e total de positivos.

A covid-19 provocou mais de 5,41 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.921 pessoas e foram contabilizados 1.330.158 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Dezembro 2021 — 12:37

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1447: DGS reduz isolamento para sete dias para assintomáticos e contactos de alto risco

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SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO

O período de isolamento era até agora de 10 dias. A decisão passa a ser aplicada durante a próxima semana.

© MARIO CRUZ/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde anunciou esta terça-feira que o período de isolamento de pessoas infectadas assintomáticas e contactos de alto risco passa de 10 para 7 dias.

Em comunicado, a DGS explica que a decisão “está alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada”, tendo em conta “o período de incubação da variante agora predominante, a Ómicron”.

Neste sentido, anuncia ainda que “o mais brevemente possível, no decurso da próxima semana” esta decisão técnica será operacionalizada, justificando este período de espera com a “necessidade de actualização de normas e de reparametrização do sistema de informação”.

A decisão surge um dia depois da Região Autónoma da Madeira ter reduzido para cinco dias o período de isolamento de infectados assintomáticos e de quem contactou com casos positivos, acabando mesmo com a quarentena de contactos vacinados com a terceira dose.

Diário de Notícias
DN
30 Dezembro 2021 — 14:23

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1446: Novo recorde de casos: mais 28.659 em dia com mais 16 mortes

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– Estatísticas até hoje, Quinta-feira:

30.12.2021 – 28.659 infectados – 16 mortos
29.12.2021 – 26.867 infectados – 12 mortos
28.12.2021 – 17.172 infectados – 19 mortos
27.12.2021 – 06.334 infectados – 16 mortos

Total até hoje: 79.032 infectados – 63 mortos

 

– … “Hugo de Almeida passou o Natal só com a mulher e assim vai ser na passagem de Ano Novo. Interrompeu os encontros sociais, incluindo os almoços com os colegas de trabalho às sextas-feiras. Toma todos os cuidados para não ser contagiado. “Vale a pena, ficaria com um peso na consciência se alguém ficasse doente”.” Infelizmente existem muitos poucos Hugo de Almeida… Não existe peso de consciência para os acéfalos labregos indigentes, porque os acéfalos não possuem cérebro. Logo… não existe consciência! Só merda a encher a caixa córnea!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Pelo terceiro dia há um novo recorde de casos diários de covid. Nas últimas 24 horas foram mais 28.659 casos. Há agora mais 63 internados em hospitais , num total de 1.034.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Portugal registou mais 28.659 casos e 16 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira.

Há agora 1.034 infectados internados em hospitais (mais 63 do que na véspera), dos quais 144 (menos 7) em unidades de cuidados intensivos.

Com infecções a disparar, a aposta é vacinar e testar

Casa aberta no reforço da vacinação para os que têm 60 anos ou mais e os de 40 e mais que levaram a Janssen. Também para quem apanha a primeira dose: quem teve covid-19, é estrangeiro ou só agora decidiu vacinar-se. Tudo calmo ontem, quarta-feira, no Centro de Vacinação do Parque das Nações, o maior do país e que administra 6.500 vacinas por dia. Houve mais gente na segunda e terça-feira, diz o responsável, devido às pessoas que estavam agendadas para o período de Natal e que foram redistribuídas.

Utentes divididos à entrada do centro de vacinação entre os que tem a vacina agendada e os que não o fizeram. A prioridade é dada aos agendamentos, pelo meio vão atendendo os que não tem marcação, sempre em muito menor número. No caso da fila da “casa aberta” estar muito grande é que se é rigoroso no controle dos horários para poder incluir os não agendados, explica Hugo Figueira, da Protecção Civil de Lisboa. “Há quem tenha a vacina marcada para a tarde e apareça de manhã”, exemplifica.

Na segunda-feira vacinaram 6.533 pessoas e, terça-feira, 6.644, números que esperavam manter na quarta-feira. Estão agendados uma média de 5.800 pessoas diariamente (há sempre faltas), as restantes são para quem opta pelo regime de “casa aberta”.

É o caso de Humberto de Almeida, 79 anos, economista e ex-funcionário bancário. Optou pelo regime de “casa aberta” para levar a 3.ª dose da vacina apesar de o poder fazer por agendamento. “Não sou muito perito nos agendamentos e a minha filha marcou para as 9:55. Era muito cedo e eu disse-lhe que preferia não marcar, não estou limitado a uma hora e a um dia. E acho que fiz muito bem”, justifica.

Esta quarta-feira, depois das festas natalícias, o casal resolveu vacinar-se. “Estou encantado, tem um bom parque de estacionamento, está tudo muito bem organizado, não esperei tempo nenhum, nem parecei que estamos em Portugal”.

Desde a inauguração do centro instalaram mais dez postos para secretariado, são, agora, 60. Há uma árvore de Natal e ecrãs com paisagens e imagens de Lisboa no meio das cadeiras onde se faz o recobro. “Todos os dias identificamos as situações que estão a correr menos bem e implementamos medidas”, explica Hugo Figueira.

Hugo de Almeida passou o Natal só com a mulher e assim vai ser na passagem de Ano Novo. Interrompeu os encontros sociais, incluindo os almoços com os colegas de trabalho às sextas-feiras. Toma todos os cuidados para não se contagiado. “Vale a pena, ficaria com um peso na consciência se alguém ficasse doente”.

Terça-feira mais 86.108 pessoas levaram o reforço da vacina, totalizando 2,7 milhões. E mais 5.783 completaram a primeira fase de vacinação, 8,7 milhões no total.

Restrições para o ano novo já entraram em vigor

As restrições para conter a pandemia de covid-19 no período de Ano Novo entraram às 00:00 desta quinta em vigor e vão manter-se até sábado, devido ao agravamento da situação epidemiológica e recente aumento de casos.

As medidas, que também vigoraram nos dias 24 e 25 de Dezembro, foram decididas no início da semana passada num Conselho de Ministros extraordinário em que o Governo decidiu também antecipar a estratégia de prevenção e combate à pandemia definida cerca de um mês antes, face à ameaça da nova variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2.

Desde esta quinta e até ao final do dia de sábado será obrigatória a apresentação de um teste negativo para entrar em restaurantes, casinos e festas de passagem de ano.

Na via pública estão proibidos ajuntamentos de mais de 10 pessoas, bem como o consumo de bebidas alcoólicas.

O reforço das restrições durante a época festiva surge em resposta ao agravamento da situação epidemiológica devido à nova variante Ómicron do SARS-CoV-2, que já é dominante em Portugal, e numa altura em que o país regista novos máximos de infecções diárias (26.867 casos na quarta-feira) e um aumento exponencial da incidência e do índice de transmissibilidade.

Para os próximos dias, o Governo recorda ainda as recomendações dadas no Natal, designadamente o incentivo à realização de testes de diagnóstico, evitar encontros com muita gente, em espaços fechados, pequenos e pouco arejados e evitar estar muito tempo sem máscara.

A par das medidas decretadas pelo Governo, vários municípios têm vindo a cancelar festas de passagem de ano no espaço público.

O arquipélago dos Açores está na totalidade em situação de contingência desde quarta-feira, sendo por isso obrigatório apresentar um teste negativo para aceder aos eventos sociais e festejos da passagem do ano nas nove ilhas (PCR realizado nas 72 horas anteriores ou antigénio nas 48 horas anteriores), independentemente da vacinação.

A presença de público está limitada até três quartos da lotação do espaço onde as iniciativas se realizam (em eventos únicos ou em discotecas, que estão abertas) e as celebrações e os ajuntamentos na via pública estão proibidos.

Já na Madeira, onde a ocupação hoteleira ronda os 90%, as festividades vão decorrer sem restrições adicionais às que já estão em vigor desde Novembro, como a obrigatoriedade de apresentar teste antigénio negativo (com validade de uma semana) e certificado de vacinação para aceder à maioria dos recintos públicos e privados.

Em 2020, o Governo Regional apelou aos madeirenses para que assistissem ao tradicional espectáculo de fogo de artifício em casa e também definiu 2.060 quadrados desenhados no pavimento nos locais mais procurados, para um máximo de cinco pessoas cada, de preferência familiares, mas este ano esta medida não se aplica.

Além das medidas anunciadas em Conselho de Ministros especificamente para o período de Natal e Ano Novo, estão em vigor desde 25 de Dezembro outras restrições no continente inicialmente previstas apenas para a primeira semana de Janeiro, como o regresso ao teletrabalho obrigatório, o encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL) e de bares e discotecas.

Até dia 09 de Janeiro, é também obrigatório um teste negativo para o acesso a hotéis e estabelecimentos de alojamento local, para eventos empresariais e festas familiares, como casamentos ou baptizados, e para eventos desportivos e culturais, independentemente do número de espectadores.

A lotação dos espaços comerciais foi limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados para evitar ajuntamentos que acontecem na semana a seguir ao Natal para trocas de presentes.

Portugal Continental está em situação de calamidade desde 01 de Dezembro devido ao aumento do número de casos.

DGS deve decidir nas próximas horas redução do período de isolamento

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) vai decidir “nas próximas horas” a questão do período do isolamento de infectados com covid-19. Quem o afirmou foi a directora-geral de Saúde, Graça Freitas, em entrevista à RTP3.

“Essa situação vai ser decidida e anunciada nas próximas horas. Portugal está a fazer o mesmo que a grande maioria dos países da Europa e do Mundo que é equacionar o período de isolamento. Neste momento, a decisão ainda não está encerrada e vamos esperar mais umas horas”, disse Graça Freitas.

Outra situação que também está a ser ponderada é a da “auto-vigilância” dos doentes assintomáticos, de forma a aliviar a linha de Saúde24: “A questão da medicina geral e familiar que também tem de ter um alívio na sua vigilância das pessoas que ficam em domicílio. Estamos a pensar fazer uma proposta dentro de horas para que as pessoas que não tenham sintomas, mesmo sendo positivas, não só tenham o tal período de isolamento mais encurtado, como podem ficar em auto-vigilância e caso apareçam sintomas, ligam para a Linha SNS24”.

Diário de Notícias
DN
30 Dezembro 2021 — 14:37

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